testeReceba conteúdos exclusivos do livro Mataram Marielle

No dia 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram vítimas de uma emboscada no bairro Estácio, no Rio de Janeiro. Quem seriam os responsáveis pelos disparos fatais e, principalmente, quem foram os mandantes?

A cada nova descoberta, as investigações, que ainda estão em andamento, revelaram uma complexa rede de crime organizado que há décadas controla territórios no Rio de Janeiro, composta por traficantes, milicianos, assassinos de aluguel, bicheiros e torturadores egressos dos porões da ditadura. A noite do duplo homicídio de Marielle e Anderson pode ser a ponta de um iceberg de dimensões ainda não calculadas.

Em “Mataram Marielle”, os premiados jornalistas Chico Otavio e Vera Araújo mergulham nas investigações do caso, conectando os acontecimentos e compartilhando suas experiências na cobertura do assassinato, oferecendo uma versão inédita dos bastidores das apurações. O livro chega às livrarias em 17 de novembro e já está em pré-venda.

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testeComo nasce a linguagem do movimento conservador?

Como nasce a linguagem do movimento conservador? No início, uma onda começa a varrer qualquer força política que soe vagamente progressista. A estratégia é acusar qualquer oposição, seja ela de esquerda ou não, de ser comunista. É desse modo que programas sociais do governo passam a ser chamados de auxílios indevidos a “vagabundos”, “bolsas esmola” ou indícios da chegada de uma “tirania comunista”.

Esse tipo de discurso conservador não surge do nada: está sempre fundamentado em bases intelectuais e filosóficas. Em The Managerial Revolution, o economista norte-americano James Burnham argumenta que “as nações que sucumbiram completamente ao totalitarismo eram aquelas nas quais o maior poder gerencial estava concentrado nas mãos do estado”. Anos depois, na década de 1940, Friedrich Hayek, um importante economista austríaco que logo se tornaria um dos intelectuais de maior destaque do movimento, defendeu em sua obra mais popular, O caminho da servidão, que a democracia só é possível no capitalismo. Além disso, Hayek declarou que qualquer coletivismo necessariamente levará ao fascismo. Temos assim o nascimento do movimento conservador nos Estados Unidos.

Em Estas verdades, a historiadora norte-americana Jill Lepore, professora de história norte-americana em Harvard e redatora da revista New Yorker, faz um estudo monumental dos Estados Unidos, basicamente desde sua fundação até os dias atuais.

A autora resiste à tentação do dualismo celebratório/condenatório do experimento republicano norte-americano e demonstra grande sensibilidade para pontuar paradoxos, nuances e tudo aquilo que qualifica os Estados Unidos como um país bastante singular. Em Estas verdades, Lepore nos mostra como a influência da história e como os anos de governo Trump devem ser interpretados como muito mais do que uma anomalia democrática ou um mero ponto fora da curva. Para ela, a eleição de Donald Trump é consequência de décadas da ação contínua de um estilo de política e de um movimento intelectual conservador contramajoritário e crítico às instituições democráticas.     

teste“O Homem de Giz” vai virar série na BBC

Nossos pedidos finalmente foram atendidos! O Homem de Giz, primeiro livro de C. J. Tudor, vai virar uma série de seis episódios pela BBC, em parceria com os estúdios americanos Nice Media e Windowseat, e com roteiro de Mick Ford (The Boy With The Top Knot e Single Father).

O thriller, que está há dois anos na lista de mais vendidos do Brasil, acompanha, em 1986, um grupo de crianças que passa a se comunicar por símbolos desenhados no chão. Até que um dia pequenos homens de giz os levam para o meio de uma floresta, onde encontram um corpo desmembrado.

Todos tentaram superar os traumas do terrível acontecimento, mas, trinta anos mais tarde, os amigos recebem um envelope com um pedaço de giz e uma forca desenhada. Eles estão em perigo novamente. Perfeito para fãs de Stranger Things e Stephen King, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.

“Sabíamos que a história assustadora de C. J. Tudor sobre adultos assombrados pelo passado deixaria os telespectadores fascinados”, disse Tom Sherry, chefe do departamento de drama dos estúdios BBC.

 

Autora também de O que aconteceu com Annie e As Outras Pessoas, C. J. Tudor acumula mais de 280 mil exemplares vendidos no Brasil, e conquistou os fãs quando veio ao país para a Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2019.

 

A série ainda não tem previsão de estreia, mas estamos animados! Já podemos começar a pensar em quais atores seriam perfeitos para o elenco. Sugestões?

testeHistórias para curtir no Halloween

O Halloween é perfeito para os fãs de suspense e de terror. Chegou a hora de tirar do armário aquela fantasia trevosa, maratonar filmes sombrios e, é claro, ler livros assustadores.

Se você está acostumado com acontecimentos estranhos e demonstrações do sobrenatural, não resista à escuridão e confira nossa seleção de histórias que prometem fazer o seu Dia das Bruxas especialmente sangrento.

1. Coraline, de Neil Gaiman

Movida a curiosidade, Coraline Jones é uma menina que acabou de se mudar para um apartamento em um casarão antigo. Em um dia chuvoso e enevoado, ela descobre um portal mágico que leva a um lugar macabro e fascinante, e sua vida vira de cabeça para baixo.

Como um espelho de sua vida, esse outro mundo é uma versão bizarra de seu próprio apartamento, habitado por versões malignas e assustadoras de seus pais de verdade, com uma pele muito branca e botões negros no lugar dos olhos. Coraline logo se dá conta de que o lugar guarda muitos perigos e que seus outros pais querem que ela fique ali. Para sempre. [Leia um trecho]

 

2. Território Lovecraft, de Matt Ruff

Na década de 1950, Atticus é um rapaz negro, veterano da Guerra da Coreia, fã de H.P. Lovecraft e de outros escritores de pulp fiction. Quando seu pai desaparece, ele parte com seu tio George e sua amiga Letitia em uma missão de resgate. Mas, para libertar o pai de uma sociedade secreta, o jovem precisará participar de um perigoso ritual, que pode ser a semente de sua destruição.

Através de oito capítulos interligados, os personagens enfrentam perigos sobrenaturais e os efeitos do racismo, o fantasma que até hoje assombra o mundo.

O livro de horror cósmico com personagens historicamente excluídos do gênero inspirou a série da HBO Lovecraft Country, produzida por Jordan Peele. 

 

3. O Homem de Giz, de C. J. Tudor

Nos anos 1980, Eddie e seus amigos se comunicam por códigos escritos com giz no chão. Certo dia, ao seguirem os desenhos por uma trilha, se deparam com um corpo desmembrado na floresta e tudo muda.

Em 2016, os amigos tentam seguir com a vida e esquecer o passado. Quando os desenhos voltam misteriosamente a aparecer, porém, todos passam a correr perigo. [Leia um trecho]

 

4. O que aconteceu com Annie 

A irmã de Joe Thorne desaparece misteriosamente quando ele é um adolescente. Vinte e cinco anos depois, um e-mail anônimo assustador o leva mais uma vez ao passado: “Eu sei o que aconteceu com a sua irmã. Está acontecendo de novo.”

Um suspense com ares sobrenaturais, O que aconteceu com Annie explora os lugares mais escuros de um passado que precisa ser esquecido. Você tem coragem de procurar saber? [Leia um trecho]

 

5. As Outras Pessoas, de C. J. Tudor

No livro mais recente de C. J. Tudor, Gabe está dirigindo de volta para casa quando vê no carro à frente uma menininha murmurar a palavra “papai”. É Izzy, sua filha de cinco anos. No entanto, o carro logo segue adiante e ele a perde de vista.

Três anos depois, ainda em busca de respostas, Gabe continua dirigindo pela estrada em que viu a menina pela última vez. Até que um dia surge uma pista. Porém, quanto mais perto ele chega da verdade, mais perigo corre. [Leia um trecho]

 

6. Serpentário, de Felipe Castilho

Com traços de H. P. Lovecraft, o livro finalista ao prêmio Jabuti 2020 mescla referências do folclore e de mitologias a elementos da cultura pop, da ficção científica e do horror.

Na trama, Caroline, Mariana e Hélio costumavam deixar a capital paulista todos os anos para encontrar Paulo, um jovem habituado à vida caiçara. Mas a amizade do grupo sofreu um abalo sísmico no Réveillon de 1999, quando algo tão inquietante quanto o bug do milênio abriu caminho para uma ilha — e explorá-la talvez não tenha sido a melhor decisão.

Entre memórias e fatos fragmentados, o que aconteceu naquela noite se tornou um mistério. Mas de algumas coisas eles se lembram: uma serpente ameaçadora, além de uma pessoa sendo entregue ao ninho da víbora — um sacrifício sem chance de recusa.

Sobreviver à Ilha das Cobras tem um preço. E os amigos vão descobrir isso do pior modo.

[Leia um trecho]

 

7. Caixa de pássaros e Malorie, de Josh Malerman

Há algo lá fora… Algo aterrorizante e que não deve ser visto. Basta uma olhadela e a pessoa é levada a cometer atos de violência mortal.

Quatro anos depois de as mortes terem começado, Malorie e seus dois filhos pequenos vivem em uma casa abandonada tentando sobreviver nesse mundo no qual abrir os olhos pode ser fatal. Quando uma neblina atinge a região, ela decide fugir em um barco a remo na esperança de encontrar um lugar longe do surto que matou todos em sua cidade. De olhos vendados, os três encaram uma viagem assustadora rumo ao desconhecido.

Caixa de pássaros, romance de estreia de Josh Malerman, virou filme pela Netflix estrelado por Sandra Bullock (Oito Mulheres e Um Segredo) e Sarah Paulson (American Horror Story). [Leia um trecho]

Em Malorie, sequência do livro, revisitamos os personagens doze anos após a perigosa viagem de barco no rio. O universo permanece dominado pelo caos e Malorie ainda se lembra com clareza da violência indescritível que presenciou.

Quando uma notícia que parecia impossível chega trazendo esperanças à família, ela precisa fazer uma escolha difícil: viver de acordo com as regras de sobrevivência que a salvaram até então, ou se aventurar na escuridão mais uma vez? [Leia um trecho]

 

8. Inspeção, de Josh Malerman 

Escondida no meio de uma floresta existe uma torre que abriga uma escola só para meninos. Lá, eles vivem isolados do resto do mundo e são treinados para se tornarem grandes gênios das artes e ciências. Além disso, todo dia eles passam pelas chamadas Inspeções, procedimentos misteriosos, desconfortáveis e obrigatórios. Ninguém questiona nada, até que um dos garotos, J, vê algo muito estranho pela janela. O que será que está realmente acontecendo ali? Quais segredos o diretor da escola esconde? E que coisa assustadora está trancada atrás da porta proibida no porão? [Leia um trecho]

 

9. Trilogia Five Nights at Freddy’s

Inspirado em um assassinato ocorrido em uma pizzaria em 1993, a história mexe com um grande medo infantil: bonecos de pelúcia gigantes e macabros.

O primeiro livro da trilogia baseada no famoso videogame criado por Scott Cawthon explora o terror da Pizzaria Freddy Fazbear’s. Charlie é uma adolescente que volta para sua cidade natal ao ser convidada a participar de uma homenagem a um amigo de infância, morto dez anos antes em circunstâncias misteriosas. Agora abandonado, o restaurante se torna o local de investigação de Charlie e seus amigos — e os bonecos animatrônicos responsáveis pela animação do local no passado não ficam nada felizes com isso. [Leia um trecho]

O box com a trilogia, composta por Olhos prateados, Os distorcidos e A última porta, já está disponível.

 

 10. A última festa, de Lucy Foley

Nove velhos amigos da época de faculdade se reúnem para celebrar a virada do ano. Assim que chegam em um casarão nas Terras Altas escocesas, uma nevasca fecha as poucas opções de entrada e saída da região, e os amigos ficam isolados na propriedade.

Em capítulos que alternam as perspectivas dos personagens, investigamos os atritos silenciosos e antigos ressentimentos que ganham proporção à medida que o ano-novo se aproxima, até que, no dia 1º de janeiro, um corpo é encontrado. E o assassino só pode estar entre eles. [Leia um trecho]

 

11. Por trás de seus olhos, de Sarah Pinborough

A história acompanha Louise, uma mãe solo presa à rotina da vida cotidiana. Em uma rara saída à noite, ela conhece um homem no bar e se deixa envolver. Quando descobre que seu novo – e casado – chefe é esse homem em questão, os dois passam a ter um caso. Depois de uma série de encontros infelizes, porém, Louise acidentalmente se torna amiga da esposa do chefe. À medida que passa a conhecer mais o casal, ela percebe que algo naquele casamento está muito errado e começa a duvidar de que a relação se dê somente entre os três.

Se você acha que sabe para onde esta história vai, pense de novo, porque Por trás de seus olhos não se parece com nenhum livro que já tenha passado por suas mãos. [Leia um trecho]

 

12. Série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

A história começa com Jacob Portman, um adolescente de 16 anos, disposto a investigar a verdade sobre a morte do avô. Para isso, ele segue pistas que o levam a um orfanato abandonado em uma remota ilha galesa e descobre que o local abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.

Após os três livros iniciais, O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, Cidade dos etéreos e Biblioteca de Almas, e o livro complementar Contos peculiares, Ransom Riggs trouxe novas aventuras dos personagens em Mapa dos dias e A convenção das aves.

O último livro da série chega nos Estados Unidos em 2021. Aproveite o Halloween para ficar em dia com os peculiares e se preparar para a conclusão dessa saga.

 

13. A essência do mal, de Luca D’Andrea

Nas montanhas há uma força impossível de entender. Ele a chama de A Besta.

Jeremiah Salinger ganha a vida fazendo documentários, até que se muda com a família para uma região remota da Itália. Lá, ele ouve falar sobre um crime ocorrido em 1985, no qual três jovens foram mortos, e seus corpos, desmembrados por um assassino que nunca foi descoberto. Jeremiah então mergulha em um quebra-cabeça macabro e fascinante para tentar solucionar esse mistério. [Leia um trecho]

 

14. As coisas que perdemos no fogo, de Mariana Enriquez

Histórias curtas, sombrias e perturbadoras: assim são os doze contos de As coisas que perdemos no fogo, da aclamada escritora argentina Mariana Enriquez. Na coletânea, o leitor encontra histórias sobre um menino assassino, uma garota que arranca as unhas e os cílios na sala de aula, amigos que parecem destinados à morte, mulheres violentadas que ateiam fogo em si mesmas, casas abandonadas, magia negra e sumiços inexplicáveis. Os personagens e os lugares enganam o leitor o tempo todo ao se mostrarem comuns, mas revelam o horror do cotidiano. [Leia um trecho]

 

15. Sol da meia-noite, de Stephenie Meyer

Não seria Halloween sem histórias de vampiros. Por isso, que tal homenagear um dos vampiros mais amados da literatura? Em Sol da meia-noite, acompanhamos a inesquecível história de amor de Crepúsculo pelos olhos de Edward Cullen.  

À medida que conhecemos detalhes de seu passado e a complexidade de seus pensamentos, conseguimos entender por que Bella se tornou o eixo central de uma batalha decisiva em sua vida. Como Edward poderia seguir seu coração se isso significava colocar a amada em perigo? Do que ele seria capaz de abrir mão? [Leia um trecho]

 

testeAinda não é um desespero

Inspirado pela manhã de sol aqui de São Paulo, a obra de hoje se chama Morning Sun e foi criada pelo artista norte-americano Edward Hopper em 1952. Nela, vemos mais o que não vemos do que aquilo que realmente se instala em nosso olhar. É impressionante a capacidade que Hopper tem de nos dizer tanto com tão poucos elementos figurativos.

A decoração é inexistente. O quarto aparenta vazio, sem quadros. Apenas uma luz se faz presente para desejar bom-dia, talvez. Há uma figura pensativa, central, é evidente. Trata-se de uma mulher solitária acompanhada unicamente de suas tantas reflexões. Ela parece se aquecer com o breve sol matinal para, quem sabe, esquecer-se também um tiquinho nesse caos que nos cerceia diariamente. Os raios tecem uma espécie de casaco invisível, natural. Só os pensamentos parecem movê-la o que se passa na sua mente? Será que desdobra suas ideias sobre as mazelas da modernidade? Mas ela ainda sonha, será? Ela está imóvel. (Aliás, é uma característica marcante das pinturas de Hopper: o ser se torna um móvel imóvel). Ela ignora, inclusive, o observador: eu, você, o restante da humanidade.

Tudo é tão aqui dentro: a pintura de um sentimento. No casulo do seu apartamento, o aperto (angústia?) aperta menos. Ela se sente protegida, apesar de tudo se apresentar turvo. Ela está encolhida, acolhida por sua própria força: amor-próprio? A janela aberta ganha a dimensão de um pulmão, de um órgão vital. Um respiro necessário nesse sufoco ordinário. Como se a cidade grande fosse um espelho para a sua pequena solidão. E vice-versa. Ela também não seria uma espécie de reflexo dessa metrópole? Afinal, quem ela está encarando? A ventana? A própria alma? Nunca saberemos. A fenestra surge como se fosse o segundo personagem desta tela. Incita um diálogo. Um silencioso diálogo…

Lá fora, o cotidiano segue sua rotina infalível de estragar o mundo. A cidade industrial continua. As usinas não param. A fumaça é nosso novo oxigênio. Triste cenário. Mas, por mais inquieta e melancólica, a arte de Hopper não invade o desespero. Há uma calma escondida. E é nela que devemos nos apegar para não apagar o que temos de mais potente: a capacidade de recomeçar. Mesmo quando não o vemos, o sol nasce para todos, todos os dias. 

testeRansom Riggs anuncia último livro das aventuras das crianças peculiares

Ransom Riggs anunciou em sua conta oficial do Twitter que o sexto e último livro da série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares chegará às livrarias em 2021!

A conclusão das aventuras de Jacob, Peregrine e os peculiares se chamará The Desolation of Devil’s Acre (ainda sem título em português), e o lançamento nos Estados Unidos está previsto para fevereiro do ano que vem. Ainda não temos informações sobre a publicação no Brasil, mas já estamos muito animados e ansiosos para conhecer o desfecho dessa história incrível e o destino desses personagens que moram no nosso coração.

Você já conhece a série?

O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares conta a história de Jacob, um menino que, ao visitar uma ilha no País de Gales sobre a qual o avô sempre falava, acaba descobrindo um mundo surpreendente, cheio de criaturas com poderes, singularidades e histórias fantásticas. Em 2016, o primeiro livro foi adaptado para os cinemas sob direção de Tim Burton.

Os cinco volumes já publicados pela Intrínseca são O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares¸ Cidade dos etéreos, Biblioteca de almas, Mapa dos dias e A convenção das aves. Todos em edição de luxo, com capa dura e sobrecapa especial.

testeO que é ser instagramável, ou… como ser cool no Instagram

Por Filipe Vilicic

Vou te contar a história de um garoto cuja vida parecia perfeita no Instagram ou, como se diz, que levava uma vida instagramável. Só que, “na real”, ele enfrentava uma depressão profunda que o levou a tentar tirar a própria vida. O caso, já referência para quem busca compreender os efeitos psicológicos de abusar das redes sociais, tomou o noticiário inglês em 2014.

Danny Bowman, de 19 anos, passava dez horas por dia tirando em média 200 selfies para publicar em seu perfil no Instagram. O tempo dedicado era menos ao ato de fotografar e mais ao trabalho de tratar as imagens para deixá-las instagramáveis, ou seja, apropriadas aos padrões estéticos da comunidade de instagrammers. O hábito o levou a largar a escola sem contar aos pais. Ele entrou em uma depressão profunda, desenvolveu transtorno dismórfico corporal e se viciou em remédios, o que culminou em uma tentativa de suicídio.

Em entrevistas a veículos de mídia britânicos, Bowman contou que “perdeu amigos, educação, saúde e quase a vida” na “constante busca da selfie perfeita”. O que o garoto procurava, na prática, era transmitir por meio do Instagram uma ilusão de que levava uma vida instagramável.

Quando sua família notou a gravidade do problema, ele foi internado em uma clínica psiquiátrica. Após se recuperar, Bowman passou a falar publicamente sobre os distúrbios psicológicos que podem surgir a partir do abuso da rede social.

Do outro lado do globo, brasileiros e brasileiras também se esforçam para atrair olhares, em forma de seguidores e curtidas, no Instagram. Tem até médico que fatura com isso. Caso do Dr. Bumbum, ou melhor, Denis César Barros Furtado. Um doutor de trajetória obscura, mas que conquistou 665 mil seguidores no Instagram ao vender, pela rede social, cirurgias que transformariam os corpos de pacientes em corpos instagramáveis. Em especial, as nádegas.

Em 2018, ele ganhou os noticiários. Nos cadernos policiais dos jornais, nas abas de “crimes” dos sites de notícias. Durante uma cirurgia em uma cobertura de um prédio residencial na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, acabou matando a bancária Lilian Calixto. A notícia o levou à prisão, mas não abalou sua fama no Instagram.

O Instagram alimenta uma comunidade esteta. Um mundo onde a aparência importa ainda mais. Não se trata da construção social do ideal de beleza que se traduz de forma brega e um tanto jocosa nos concursos de misters e misses, mas de se encaixar no visual instagramável.

Mas o que é esse tal “instagramável” que leva tantos a atitudes extremas? É a vida da Bruna Marquezine, da Kylie Jenner, do Rodrigo Hilbert e da Fernanda Lima, do Felipe Neto, da Kéfera. Enquanto o Facebook valoriza o banal, o costumeiro, o contato com familiares, o Instagram estimula a idolatria. A adoração a ídolos, ou melhor, às imagens representativas desses ídolos, é uma das características centrais do aplicativo de fotos criado pelo norte-americano Kevin Systrom e pelo brasileiro Michel “Mike” Krieger há 10 anos, em 2010.

É a história dessa criação que conto no livro O clique de 1 bilhão de dólares, da Intrínseca. A 2ª edição acaba de sair em e-book, com a atualização da saga após a compra do app pelo Facebook. Além de abarcar o pedido de demissão dos criadores do Instagram, nessa nova edição também são discutidos os impactos sociais e psicológicos da rede social.

Observar de perto os dez anos de construção do Instagram me possibilitou ensaiar sobre o que é esse “instagramável”. Lev Manovich, professor de novas mídias no departamento de Ciências da Computação da Universidade da Cidade de Nova York, realizou um amplo levantamento através da coleta de 15 milhões de posts do Instagram. Assim, descobriu que existem três tipos de fotos na plataforma:

80% dos posts de Instagram são “casuais” (com amigos, em família, retratos caseiros e amadores);

11% são “profissionais” (há maior esforço na execução, com preocupações como se “a luz está boa”);

9% são “designed” (em inglês, “projetadas” ou “desenhadas”).

Mesmo minoria, essas últimas, as “desenhadas”, determinam como é a estética nessa comunidade. Ou seja, o instagramável é a busca pelas fotos mais pensadas, tratadas com filtros, apps ou mesmo Photoshop, as que passam uma cena “perfeita”.

São fotos e vídeos de uma escola estética que Manovich nomeia de Instagramism — “o luxo de fazer absolutamente nada enquanto se está em um lugar perfeito, perfeitamente vestido, com um drinque perfeito, sozinho ou com um amigo perfeito”, escreve o acadêmico. Ser “instagramável” é, portanto, tentar ser perfeito(a). Na rede, quem não chega lá é instigado(a) a se esforçar para tentar imitar. Mesmo que isso os esgote.

Ricos e famosos, como Bruna Marquezine e Kylie Jenner, conseguem manter uma vida instagramável. Não por levarem vidas perfeitas. Mas é que ganham fortunas com isso. Possuem os privilégios necessários para se desfilar com bolsas e roupas de grife em ilhas paradisíacas. Contam com o suporte de equipes de profissionais — fotos e vídeos passam por tratamento, edição, filtros, deixando-as mágicas.

Em meio ao cerca de 1 bilhão de usuários do Instagram, 6 milhões são celebridades dessa enorme tribo virtual, por contarem com mais de 1 milhão de seguidores. Um número ínfimo perto do bilhão de habitantes dessa rede, mas que serve de modelo de instagramável. Uma boa parte desses outros milhões de não celebridades do Instagram não só se espelha nos instagrammers famosos como se esforça para levar a mesma boa vida. Quem não tem condições de imitar a elite de instagrammers finge ter uma via instagramável, dedicando horas a clicar, editar e filtrar fotos “perfeitas” de si. Tem até aqueles que recorrem aos cirurgiões de nádegas para chegar lá.

Não se engane — o assunto é seríssimo. O abuso do Instagram e a idolatria exagerada podem levar ao vício, a distúrbios de imagem, dentre outros efeitos psicológicos nocivos. Tanto que, em 2017, a Royal Society for Public Health, órgão inglês de estudos médicos, apontou o Instagram como a rede social mais danosa à saúde mental, à frente de Facebook, Twitter, YouTube e tantas outras. Cuidado, não abuse.

 

– Saiba mais sobre a história do Instagram, criado pelo brasileiro Michel “Mike” Krieger, na recém-lançada 2ª edição do livro O clique de 1 bilhão de dólares, em e-book.

testePátria: livro versus série

Por Elisa Menezes*

Assim como o livro que lhe deu origem, a série Pátria percorre um período de 30 anos, mostrando as consequências das ações do grupo separatista ETA no dia a dia de pessoas comuns em um vilarejo do País Basco. As diversas faces desse conflito foram transpostas para a tela através de artifícios próprios da linguagem televisiva, mas com grande fidelidade à história original de Fernando Aramburu. Confira algumas semelhanças e diferenças entre as duas obras:

 

1. O roteirista e criador da série, Aitor Gabilondo, manteve a estrutura narrativa não linear do livro, com idas e vindas no tempo. Cada episódio é composto por cenas em épocas distintas (dos anos 1980 até 2011), mostrando a amizade e o rompimento dos nove personagens das duas famílias protagonistas.

 

2. Assim como no livro, os personagens da série se comunicam em castelhano, utilizando algumas expressões e palavras em euskera — como aita (pai) e agur (adeus). A edição brasileira, publicada pela Intrínseca, conta com um glossário com mais de 70 verbetes no idioma basco. “Por razões comerciais, não foi possível fazer todas as cenas em basco. Além disso, o livro foi escrito em espanhol. Em nenhum momento quis que alguns personagens falassem em basco e outros não. Não queria associar uma língua tão maravilhosa, bonita e de enorme valor cultural a determinado grupo e não a outro. Essa dinâmica é falsa e equivocada e eu nunca faria nada para estigmatizar o euskera”, afirma Gabilondo.

 

3. Além da não linearidade, outra característica marcante da obra de Aramburu é a narração polifônica: cada capítulo é contado sob o ponto de vista de um personagem, que, de maneira imprevisível, toma a voz do narrador e relata ele próprio sua história — às vezes uma interjeição, um breve comentário ou mesmo um parágrafo inteiro. É difícil imaginar a transposição desse sofisticado recurso literário para a linguagem televisiva. Contudo, Gabilondo procurou manter os diferentes pontos de vista na série. Cada episódio apresenta, majoritariamente, a perspectiva de um personagem. “Era importante que cada episódio tivesse uma ‘recompensa’, no sentido de começar e terminar de contar uma história”, explica o roteirista. O terceiro, por exemplo, é dedicado a Miren. Vemos como a raiva começa a nascer dentro dela e como a personagem se une à causa do filho de forma incondicional.

 

4. Os leitores de Pátria sabem: um dos grandes méritos de Fernando Aramburu é a capacidade de manter a tensão ao longo das mais de 500 páginas. À medida que avançamos, somos apresentados a novas peças nesse grande quebra-cabeças e compreendemos outras camadas da história e da psicologia de seus personagens. Pois essa mesma tensão também está à espera dos espectadores da série. Mesmo com alguns respiros — flashbacks de dias felizes, antes do rompimento das famílias, antes de Txato ser sentenciado como traidor pelo ETA —, as cenas nos fazem prender a respiração. Mérito das atuações, da direção de Félix Viscarret e Óscar Pedraza, do ritmo, da fotografia de Álvaro Gutiérrez e também da austera trilha sonora da série, a cargo de Fernando Velásquez.

 

5. Os silêncios também são centrais na história. Se no livro é possível entrar nos pensamentos dos personagens e descobrir os sentimentos e ideias que eles não ousam revelar, na série os olhares dizem muito sobre o que pensam e sentem. “Há muitas coisas que não são ditas e vão se acumulado. Muitos rancores soterrados, muito medo, muita dor, e acredito que isso vai calando muito nos personagens”, afirma Gabilondo. Como alguém que viveu o conflito basco, ele conhece bem essas pequenas histórias ocultadas ou apenas insinuadas no dia a dia. “Meu grande interesse era mostrar como duas famílias podem viver uma mesma situação tão de perto e de costas uma para a outra. Como elas vãos se separando aos poucos, agarradas às suas dores.”

 

6. Gabilondo optou por usar os mesmos atores nas diferentes fases, rejuvenescendo-os e envelhecendo-os de acordo com a época. “Com tantos saltos temporais, se ainda tivéssemos atores diferentes o público precisaria de GPS para ver a série”, afirmou, bem-humorado, durante um episódio do Podcast Pátria, criado pela HBO para expandir o universo da série. O roteirista disse ainda que “o que nos distingue é o olhar” e que também por isso quis manter os atores.

 

7. Coube à direção de arte e às equipes de caracterização e figurino retratar de forma convincente e autêntica a passagem do tempo nas locações e nos atores. Karmele Soler e Sergio Pèrez Berbel, responsáveis, respectivamente, pela maquiagem e pelo cabelo dos atores, trabalharam em dupla e fizeram inúmeros testes para chegar ao visual jovem e maduro de cada um dos nove personagens. Primeiro eles definiram o visual jovem e a partir dele estabeleceram as mudanças, levando em consideração também o temperamento de cada personagem. “Há muito de psicologia nesse trabalho”, afirma Karmele.

 

8. Envelhecer e rejuvenescer os atores não foi o único desafio: eles também precisaram criar transformações mais específicas. Para a filha de Miren, Arantxa, que sofre um AVC, fica com metade do rosto paralisado e passa a usar uma cadeira de rodas, eles fizeram uma prótese facial. Arantxa, aliás, é a personagem que mais usa perucas na série. Os longos cabelos da atriz Loreto Mauleón foram cortados bem curtos para o visual final e ela teve de usar perucas para as outras fases (longa e avermelhada, meio punk, para os anos 1980; o mesmo penteado, porém sem o vermelho, para o visual de mulher casada). No caso do jovem militante do ETA Joxe Mari, a dupla precisou levar em conta o tipo de degradação corporal que sofrem as pessoas que envelhecem em uma prisão. Assim, eles criaram um visual envelhecido, que traduz ainda as marcas das violências sofridas por ele.

 

9. Karmele e Sergio precisavam garantir ainda que todos os figurantes tivessem um aspecto legítimo da época retratada e estivessem adequados às cenas. “A figuração era muito importante. Nas manifestações, no enterro, essa gente tinha que ser de verdade e eu conheço essa gente. Na cena da manifestação, nós checamos fileira por fileira, um por um, para que parecesse verossímil. Isso dá muita credibilidade à série”, afirma a maquiadora, que é basca. Para Sergio, que não é do País Basco, a experiência de rodar as cenas ali foi muito enriquecedora. “Karmele me dizia: ‘As senhoras daqui não usam cabelo longo.’ E de repente eu estava lá, vivendo por cinco meses, e via que era verdade, que as mulheres mais velhas usam cabelo curto.” Em pouco tempo, o próprio Sergio já sabia reconhecer quem parecia ser local e quem aparentava ser de fora.

 

10. Assim como no livro, o vilarejo da série não é nomeado. Gabilondo queria que ele parecesse uma localidade basca comum, universal, com a qual todos pudessem se identificar, mas que não fosse facilmente identificável. Esse conceito norteou a escolha das diferentes locações que compuseram o vilarejo fictício. “Não há arquiteturas icônicas, não há uma percepção muito clara da paisagem. Buscamos o perfil urbano geral dos povoados do País Basco”, afirma o diretor de arte da série, Juan Pedro de Gaspar.

 

11. Se a equipe de caracterização precisou envelhecer e rejuvenescer os atores constantemente, a direção de arte enfrentou desafios semelhantes nas locações. A ponte onde Txato é assassinado sofreu intervenções e recebeu pilastras cenográficas; cabos de fibra ótica (que não existiam nos anos 1980) foram escondidos e uma antiga cabine telefônica — que tem papel significativo na trama — precisou ser garimpada e fixada na ponte. Essa mesma cabine foi reaproveitada em outra cena, que supostamente transcorre em local diferente. Para atender às demandas do enredo, a garagem de Txato precisava estar do outro lado da ponte, onde, na realidade, está o edifício da prefeitura, que permitiu que a equipe construísse uma garagem cenográfica na entrada do prédio.

 

12. As casas, assim como a cidade, dizem muito sobre os personagens. Graças ao trabalho da direção de arte, objetos e arquitetura mostram de forma sutil a diferença social entre as duas ex-amigas, Bittori e Miren. A primeira, casada com um empresário, tem uma vida mais confortável, sua casa tem vista para uma ponte (“A” ponte!) e está localizada em uma parte central e mais nobre do povoado. A segunda, mais humilde, casada com um operário, vive em uma área mais afastada e de sua janela enxerga uma fábrica. A casa de Miren foi totalmente construída em estúdio, em Madri, utilizando-se imagens de fundo rodadas no País Basco. Já a de Bittori foi em parte filmada em um apartamento no País Basco — que, apesar da localização ideal, era pequeno e só contemplou as cenas da sala —, que foi replicado em Madri, onde o demais cômodos foram construídos. “Era como uma máquina do tempo. Entrávamos lá e estávamos de volta ao País Basco. Foi um grande desafio para a continuidade”, afirma Juan Pedro de Gaspar.

Em entrevista ao podcast Pátria, Fernando Aramburu elogiou a adaptação televisiva de sua obra e destacou algumas diferenças entre as linguagens: “Achei os capítulos muito emocionantes pela veracidade do relato, pela força das imagens, pelas estupendas soluções narrativas, pelas boas interpretações. A força que as imagens têm as palavras não têm, mas para entender um romance é preciso decifrar um código. O leitor intervém de maneira muito ativa na hora de ler uma novela. Entendendo, lendo entrelinhas. Uma filmagem não deixa essas opções”, sentenciou o escritor. Aramburu revelou ainda que depois de assistir à série já não consegue imaginar seus personagens com outra cara que não seja a dos atores. E é justamente sobre personagens e atores que falaremos no próximo artigo especial. Não perca!

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