testeResultado da seleção de embaixadores do intrínsecos 2021

Os embaixadores do nosso clube do livro são um grupo de produtores de conteúdo que atuam na divulgação do intrínsecos e o conectam com leitores. Eles são responsáveis por propor encontros e eventos (no momento, virtuais), bate-papos, leituras coletivas, entre outras atividades que engajem assinantes e estimulem o crescimento da nossa rede de apaixonados pelo clube. 

Após uma avaliação cuidadosa e cheia de carinho, escolhemos quais são as novas páginas que farão parte do nosso time de embaixadores do intrínsecos em 2021! 

Confira a lista de novos embaixadores:

Na realidade das letras – https://instagram.com/narealidadedasletras

Namanita – https://instagram.com/namanita/

O dia e o livro http://instagram.com/odiaeolivro/

O reino das páginas – https://www.instagram.com/oreinodaspaginas/

Resenhas da Katy – https://instagram.com/resenhasdakaty/

Resenhas de algodão – https://www.instagram.com/resenhasdealgodao/

Retipatia – https://www.instagram.com/retipatia/

Sisters Bookaholic – https://www.instagram.com/sistersbookaholic/

Viagem literal – https://www.instagram.com/viagemliteral

Wir Lessen – https://www.instagram.com/wirlesen

 

Eles se juntam ao grupo de embaixadores que já conhecemos. São eles:

 

Biblioteca da Carol – https://www.instagram.com/bibliotecadacarol/

Curta leitura – https://www.instagram.com/curtaleitura/

De livro em livro – https://www.instagram.com/delivroemlivrocanal/

Embarque literário – https://www.instagram.com/embarqueliterario/

Entrelinhas – https://www.instagram.com/entrelinhaslivros/

Estante das abelhas – https://www.instagram.com/estantedasabelhas/

Fernanda Avellar – https://www.instagram.com/fernanda_avellar_eventos/

Fica, vai ter leitura – https://www.instagram.com/ficavaiterleitura/

Leitora viciada – https://www.leitoraviciada.com/

Livros da Lucy – https://www.instagram.com/livrosdalucy_/

Pausa para livros – https://www.instagram.com/pausaparalivros/

Pequena literária – https://www.instagram.com/pequenaliteraria/

Pixel Books – https://www.instagram.com/pixelbooks/

Resenhando por Marina – https://www.instagram.com/resenhandopormarina/

Rômulo Neto – https://www.instagram.com/umromulo/

Sempre lendo – https://www.instagram.com/semprelendobypri/

Sisters books daily – https://www.instagram.com/sistersbooksdaily/

Toqsutil – https://www.instagram.com/toqsutil/

Um dia me livro – https://www.instagram.com/umdiamelivro/

Uma dica de leitora – https://www.instagram.com/uma_dica_de_leitora/

Voltei da livraria – https://www.instagram.com/volteidalivraria/

Parabéns aos selecionados! Entraremos em contato com os responsáveis pelos perfis por e-mail para passar mais informações.

Infelizmente não podemos trazer todo mundo para o nosso time, mas agradecemos a todos os apaixonados pelo nosso clube que se inscreveram na seleção deste ano. Não fiquem tristes se não tiverem sido selecionados dessa vez, desejamos muito sucesso e teremos novas vagas no ano que vem! Até 2022! 

testeSorteio Instagram – Por trás de seus olhos [Encerrado]

Eu ouvi thriller surpreendente e perturbador? Para celebrar a chegada da minissérie inspirada em Por trás de seus olhos na Netflix, vamos sortear 3 exemplares do livro!

Para participar, marque DOIS amigos nos comentários do post no Instagram e preencha o formulário abaixo!

ATENÇÃO:

– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada.

– Você pode se inscrever no sorteio do Facebook e Twitter também, é só seguir as regras.

– Você pode comentar mais de uma vez no post, mas não pode repetir os amigos marcados.

–  Ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “Seu formulário foi enviado com sucesso”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição.

– Se você já ganhou um sorteio da Intrínseca nos últimos 7 dias no Instagram, você não poderá participar deste sorteio.

– O resultado será anunciado no dia 1º de março, segunda-feira, em nosso perfil no Instagram. Boa sorte!

testeSorteio Twitter – Por trás de seus olhos [Encerrado]

Eu ouvi thriller surpreendente e perturbador? Para celebrar a chegada da minissérie inspirada em Por trás de seus olhos na Netflix, vamos sortear 3 exemplares do livro!

Para participar do sorteio, você precisa seguir o nosso perfil (@intrinseca), compartilhar essa imagem no FEED do seu Twitter PUBLICAMENTE e preencher o formulário abaixo!

ATENÇÃO:

– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada.

– Você pode se inscrever no sorteio do Instagram e Facebook também, é só seguir as regras.

– Você pode comentar mais de uma vez no post, mas não pode repetir os amigos marcados.

–  Ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “Seu formulário foi enviado com sucesso”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição.

– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Twitter, você não poderá participar deste sorteio.

– O resultado será anunciado no dia 1º de março, quinta-feira, em nosso perfil no Twitter. Boa sorte!

testeSorteio Facebook – Por trás de seus olhos [Encerrado]

Eu ouvi thriller surpreendente e perturbador? Para celebrar a chegada da minissérie inspirada em Por trás de seus olhos na Netflix, vamos sortear 3 exemplares do livro!

Para participar, marque DOIS amigos nos comentários do post no Facebook e preencha o formulário abaixo!

ATENÇÃO:

– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada.

– Você pode se inscrever no sorteio do Instagram e Twitter também, é só seguir as regras.

– Você pode comentar mais de uma vez no post, mas não pode repetir os amigos marcados.

–  Ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “Seu formulário foi enviado com sucesso”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição.

– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Facebook, você não poderá participar deste sorteio.

– O resultado será anunciado no dia 1º de março, segunda-feira, em nosso perfil no Facebook. Boa sorte!

testeMarlon James e a reinvenção do gênero de fantasia

Por Gabriel Trigueiro*

Em Leopardo negro, lobo vermelho, quarto livro do autor jamaicano Marlon James, observamos uma crueza e uma brutalidade bem diferentes daquilo que estamos em geral acostumados a encontrar no gênero de fantasia. É claro que é possível argumentar que nos livros de uma série como Game of Thrones havia igualmente algum tipo de crueza, de brutalidade. Mas, repito, em Leopardo negro, lobo vermelho a coisa é diferente. É diferente com relação ao uso da violência, mas também à presença das inúmeras cenas de sexo — sempre descritas com malícia e lascívia atípicas em obras do tipo.                             

Em uma entrevista sobre o livro, James pontuou:

“Na literatura, o realismo tem esse tipo de atitude de filme indie em relação ao sexo. A violência é violenta, mas o sexo não é sexy. É compulsivo; ninguém está feliz; os personagens gostam muito mais do cigarro depois do sexo do que do próprio ato. Às vezes leio esses romances, nenhum dos quais eu vou citar, e penso: não é tão difícil gostar de sexo, gente!”.

A educação formal de Marlon, sob certos aspectos, foi muito britânica (muito sisuda e solene, tradicional). No entanto, repare, ele sempre tratou a chamada cultura pop com a mesma paixão e seriedade que dedicou ao que alguns chamam de “alta cultura”. Ao mesmo tempo em que lia e se apaixonava por Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez, igualmente lia e se apaixonava por Love and Rockets, dos Irmãos Hernandez. Segundo seu argumento, “a ideia de que existe ‘um grande romance americano’ é besteira, uma idiotice. Mas se você torcer meu braço e me obrigar a citar algum, eu certamente responderia Love and Rockets, dos Hernandez, e Tablóide Americano, de James Ellroy”.

O ponto aqui é: a imaginação literária de James foi igualmente informada pelos quadrinhos e pela literatura dita de mais prestígio. Leopardo negro, lobo vermelho é o produto final da cabeça de um autor jamaicano que um dia foi um garoto nerd lendo Liga da Justiça, Super-Homem, Batman e os livros de Júlio Verne (Vinte mil léguas submarinas, Viagem ao centro da Terra etc.).

Não é que James tenha, em algum momento, eleito o realismo literário como seu antagonista, como seu inimigo. Na verdade, autores como Zola, e mesmo Henry James, sempre foram, e ainda são, muito importantes em sua formação. O problema, como Marlon James pontuou algumas vezes, é o fato de que, toda vez que tentou soar como eles em sua escrita, o texto pareceu falso e “pedante”. No entanto, foi lendo Vergonha, terceiro livro de Salman Rushdie, que James atentou para as inúmeras possibilidades narrativas do realismo mágico e para o uso de elementos fantásticos como alegorias para questões sérias e complexas.

 

Destruir para salvar

Um dos muitos elementos que tornam Leopardo negro, lobo vermelho uma obra tão interessante e maravilhosa é o fato de que, ao mesmo tempo em que mimetiza todos os principais clichês da fantasia medieval – gênero do qual sempre foi um ávido leitor –, Marlon conta uma história baseada em mitos e tradições orais de origem africana. Isso significa que boa parte desses clichês, quando surgem, é (ou pode ser) subvertida pela simples obtenção de um alívio cômico ou mesmo de um argumento filosoficamente complexo, sutil.                                                         

Os plot twists ocorrem, sobretudo, porque a mitologia africana brinca com e subverte esses clichês comuns à fantasia medieval europeia. E, neste caso, eles não funcionam como alegorias para qualquer tipo de proselitismo cristão. Como James exemplifica:

“Há um mito africano, que não segue nenhuma das narrativas convencionais, sobre uma bruxa canibal. Mas a bruxa não é punida no fim da história. E a única pessoa que consegue enganá-la é a sua própria filha e melhor amiga. Quando a bruxa percebe que foi enganada, ela diz: ‘Tudo bem, eu vou morrer agora.’ E isso é o que há de tão bom na história”.                                          

Outra importante convenção de gênero lembrada por James é a de que em histórias de fantasia os personagens tendem a se manter fiéis ao objetivo central de sua busca. E se alguém se mostra desleal nesse sentido, a quebra de expectativa importa, é relevante, uma coisa séria para o desenvolvimento do enredo. Nas narrativas de origem africana, por outro lado, com grande frequência quem conta a história é um trickster, um trapaceiro. Já de saída, é algo que nos dá a possibilidade de estarmos lidando com um narrador pouco confiável.  

Muitas vezes Marlon foi comparado com o autor de Game of Thrones, George R.R. Martin. Mas penso que faria muito mais sentido compará-lo a J.R.R. Tolkien (a principal influência de Martin, aliás). Isso se justifica na medida em que, muito embora Tolkien não tenha criado o gênero de fantasia medieval, certamente é seguro argumentar que ele (através de obras como a trilogia O Senhor dos Anéis, O Hobbit, O Silmarillion etc.) foi o responsável por criar os principais traços distintivos modernos do gênero.

Com a trilogia O Senhor dos Anéis, Tolkien não somente cimentou um passado mítico e poético inegavelmente baseado em valores, tradições e em uma linguagem inequivocamente europeia e cristã, mas também se sagrou o rei, por aclamação e direito divino, deste gênero literário. Mas se Tolkien é o rei do gênero, Leopardo negro, lobo vermelho é o machado africano de ponta dupla que James usa em seu regicídio.

Tolkien foi um católico fervoroso, crítico inclusive do Concílio Vaticano II, alguém que chegou a manifestar simpatias pelo general Franco durante a Guerra Civil Espanhola. É difícil, e talvez sequer seja desejável, separar essa visão de mundo mais abrangente de seu universo estético e de suas criações literárias mais imediatas – até porque há uma imbricação muito grande entre essas duas esferas. Marlon James, de alguma forma, se filia à tradição literária sedimentada por Tolkien, mas, como bom iconoclasta e revolucionário, ao mesmo tempo golpeia alguns dos pilares e dos fundamentos mais sólidos desta igreja.

 

>> Confira também o artigo Leopardo negro, lobo vermelho: uma epopeia africana sobre sangue, dever e destino.

 

*Gabriel Trigueiro é doutor em História Comparada pela UFRJ. É ensaísta e escreve sobre política e cultura.

testeA revolução que torna possível corrigir falhas genéticas e curar doenças

Durante muitos anos, os estudos no campo da genética se concentraram no DNA, o código que contém as informações fundamentais de cada ser vivo. Mas a ciência tinha um desafio: descobrir se era possível editar esse grande código para corrigir falhas que provocavam síndromes até então irreversíveis.

Concentrando seus estudos no RNA, Jennifer Doudna dedicou sua carreira a encontrar um modo de alterar o DNA, não só para reparar danos genéticos, mas também como alternativa para a cura de doenças.

O resultado foi uma descoberta revolucionária, que finalmente apresentou a resposta que os cientistas tanto esperavam: sim, é possível editar os genes.

No livro A decodificadora, o biógrafo Walter Isaacson, autor das biografias de Leonardo da Vinci, Steve Jobs e Albert Einstein, acompanha a trajetória de uma das cientistas que liderou as pesquisas que levaram ao CRISPR/Cas-9, método que concedeu às suas idealizadoras o prêmio Nobel de Química em 2020.

A obra traça uma linha do tempo que começa na infância de Jennifer, no Havaí, e que se desenvolve nos  projetos, pesquisas e ensaios com os quais ela contribuiu em sua longa e reconhecida jornada científica, além de apresentar passo a passo os caminhos que levaram a uma das maiores descobertas da história da biologia.

A decodificadora chega às livrarias em lançamento simultâneo com os Estados Unidos, no dia 9 de março.

testeLeia as cartas extras de “A troca”, novo livro da autora de “Teto para dois”

E, como sempre, a Beth O’Leary faz tudo! 

Se você, assim como a gente, já estava com saudades das protagonistas da comédia romântica A troca, já pode comemorar: como conteúdo extra para o livro, Beth O’Leary compartilhou com os leitores as cartas entre Eileen e Leena, com direito a receitas incríveis para fazermos em casa! Maravilhoso, né? <3

Confira as cartas:

De: Eileen
Para: Leena

 

De: Leena
Para: Eileen

testeNunca parem de lutar: a batalha por justiça às vítimas de abuso sexual

 

“Você me tornou uma vítima. Nos jornais, meu nome era ‘mulher embriagada inconsciente’, doze sílabas e nada mais. Por um tempo, acreditei que eu não passava disso.”

Em 2016, o site BuzzFeed publicou uma carta em que Chanel Miller ─ na época conhecida como Emily Doe, um pseudômino que protegia sua identidade na justiça ─ surpreendeu milhões de pessoas ao relatar a agressão sexual que sofreu no campus da universidade de Stanford.

A carta, lida inicialmente no tribunal para Brock Turner, seu agressor, logo após o juiz ter estabelecido uma sentença de apenas seis meses de prisão, teve um impacto gigantesco: além de ter sido vista por onze milhões de pessoas em apenas quatro dias, também foi lida no Congresso americano, inspirando mudanças nas leis da Califórnia e provocando a demissão do juiz do caso.

Confira a carta na íntegra abaixo ou, se preferir, faça o download aqui.

Na obra Eu tenho um nome, Chanel Miller entrelaça dor e resiliência para compartilhar suas memórias e revelar seu tumultuado processo de cura. Seu relato desafia a cultura que desencoraja as vítimas de buscarem justiça, mostrando como a frieza do sistema judicial pode ser uma armadilha de humilhações, vergonha e sofrimento para as vítimas de agressão sexual. Uma leitura poderosa e extremamente emocionante.

testeResultado da Seleção de Parceiros 2021

Após uma avaliação longa, criteriosa e com muito carinho de todas as quase 3.000 inscrições que recebemos esse ano, conseguimos escolher quais páginas farão parte da nossa equipe de parceiros em 2021! Confira abaixo a lista completa:

NOVOS PARCEIROS

Bookcast – https://open.spotify.com/show/3PWmhBos6LTRisHEKTzfUq

Conta o livro – https://www.instagram.com/contaolivro/

Canal Ju Oliveira – https://www.youtube.com/channel/UCt_a6BHg3MxektzrEdWtORA

Embarque Literário – https://www.instagram.com/embarqueliterario/

Estante Diagonal – https://www.youtube.com/c/estantediagonal

Leo Alves – https://youtube.com/channel/UC1w4sYzMlckjhI3i7EnbBrQ

Objeto Livro – http://www.instagram.com/objetolivro

Odiava_ler – https://vm.tiktok.com/ZMJwqKeAP/

Peraí, Edu – https://www.youtube.com/channel/UCSKQOBQ64FAb-ypRJkMkc-Q

Prof.mleal – https://www.instagram.com/prof.mleal

Profundez – http://www.profundez.com

Psico Literatura – https://instagram.com/psico.literatura

Resistência Afroliterária – http://www.afroliteraria.com.br

Sejamos Todos Leitores – https://www.instagram.com/sejamostodosleitores/

The Gurriti – https://www.instagram.com/thegurriti/

 

Parabéns aos selecionados! Nossa equipe entrará em contato com os responsáveis pelos perfis por e-mail para passar todas as informações necessárias.

Infelizmente não podemos trazer todo mundo para o nosso time, mas agradecemos a todos os blogs, Instagrams, canais do Youtube, TikToks, Twitters e Podcasts que se inscreveram esse ano. Não fiquem tristes se não tiverem sido selecionados dessa vez, desejamos muito sucesso e teremos novas vagas no ano que vem! Até 2022.

testeSabe a última do Elon Musk?

Por André Machado*

(KEVORK DJANSEZIAN/GETTY IMAGES)

Sabe a última do Elon Musk? Talvez seja melhor perguntar: sabe as últimas? Porque esse guru da tecnologia, dono da fabricante de carros elétricos Tesla e da empresa de exploração espacial SpaceX, poderia muito bem ser descrito como um foguete desta última, tamanha sua velocidade de atuação em várias frentes. 

O empresário, que agora é o homem mais rico do mundo (sua fortuna estava avaliada em US$ 200 bilhões pelo Índice de Bilionários da Bloomberg em 19 de fevereiro), recentemente anunciou uma competição que dará US$ 100 milhões em prêmios a start-ups que desenvolverem tecnologias capazes de remover o dióxido de carbono diretamente do ar, em vez de somente reduzir as emissões industriais do gás poluente. “Negatividade de carbono, não [apenas] neutralidade”, disse Musk em um comunicado sobre a empreitada. “Esta não é uma competição teórica… Custe o que custar. Tempo é essencial.”

As empresas interessadas precisarão desenvolver um método para capturar até 1 tonelada de CO² por dia, e que seja o mais barato possível. E deverão comprovar também que a tecnologia seja expansível, de modo a remover até 1 bilhão de toneladas de carbono por ano.

Musk já quer nos levar a Marte com a SpaceX em missões privadas (seara em que vive uma corrida espacial com Jeff Bezos, fundador da Amazon e dono da rival Blue Origin). E corre com a Tesla para liderar a revolução dos carros elétricos, que já faz a indústria automotiva tradicional repensar seu modelo de negócio mundial com fusões gigantes como a da Fiat com a Peugeot. Mas ele também virou estrela nos mercados financeiros ultimamente. Este mês, anunciou um investimento de US$ 1,5 bilhão na moeda virtual Bitcoin e afirmou que a Tesla vai passar a aceitá-la como forma de pagamento, o que levou a criptomoeda a se valorizar como um  raio, chegando a até US$ 43.780 na Bolsa de Londres, e mais adiante ultrapassando os US$ 50 mil.

Também este mês, a SpaceX concluiu uma rodada de captação de US$ 850 milhões que elevou sua avaliação para cerca de US$ 74 bilhões, informou a CNBC. Recentemente, a empresa lançou em órbita mais 60 satélites de seu projeto de internet de alta velocidade Starlink, chegando a mais de mil deles (a meta é alcançar 1.440 até o fim do ano). 

Semanas antes, o executivo participou indiretamente da corrida frenética de pequenos investidores à Bolsa de Nova York que hipervalorizou as ações da rede de varejo de videogames GameStop, insuflada por grupos de usuários do site Reddit, o que impôs a Wall Street um prejuízo de US$ 1,6 bilhão. Musk publicou em seu Twitter um post com o link para as discussões no Reddit sobre a GameStop e ajudou a escalada. Ele tuitou o link escrevendo apenas “Gamestonk!”, trocadilho para ações da loja com a grafia propositalmente errada. Bastou para ajudar o mercado a pegar fogo. 

Foto: Getty Images

Ele também impulsionou a nova rede de conversas por voz Clubhouse ao bater papo pela plataforma com Vlad Tenev, o diretor executivo do app de investimentos Robinhood (usado por boa parte dos investidores na GameStop),  gerando uma corrida por convites para lá (na nova rede só se entra convidado). Segundo a consultoria alemã Statista, o aplicativo já conta com mais de 2 milhões de usuários ativos semanalmente. Recentemente, o empresário convidou pelo Twitter o presidente russo Vladimir Putin para uma conversa no Clubhouse.

Musk também virou o homem mais rico do mundo com a ajuda das Bolsas. Logo na primeira semana de janeiro de 2021, as ações da Tesla se valorizaram 5,8% e levaram a fortuna do empresário à estratosfera, o que o fez ultrapassar Bezos na lista de bilionários. E a Tesla apresentou seu primeiro lucro anual com o anúncio recente dos resultados da montadora em 2020  — foram ganhos de US$ 690 milhões, contra um prejuízo de US$ 862 milhões no ano anterior.

Nada mau para um sujeito que, fora dos círculos do Vale do Silício, onde é endeusado, segundo Ashlee Vance, autor da biografia homônima de Musk publicada pela Intrínseca, é visto como uma figura controversa. “Esqueça Steve Jobs”, escreve Vance. “Musk é a versão em ficção científica do famoso picareta P. T. Barnum, que ficou extraordinariamente rico se alimentando do medo e da autodepreciação das pessoas. Compre um Tesla. Esqueça por um tempo a bagunça que você fez no planeta.”

O empresário, porém, não esmorece. No final do ano passado, mudou-se para o Texas para se concentrar em duas prioridades para suas empresas: o novo veículo espacial da SpaceX, o foguete Starship, e a nova Gigafactory da Tesla, que está sendo construída em Austin. E afirmou que o Vale do Silício, com sua influência enorme no mundo dos negócios, está acomodado. 

E ele continua com os olhos no futuro fora da Terra. Recentemente, comemorou a escolha da SpaceX pela Nasa para desenvolver lançamentos com o foguete Falcon Heavy para a montagem de um posto avançado que vai orbitar a Lua e servir de trampolim para missões futuras no espaço profundo. O lançamento de seus componentes no foguete está programado para maio de 2024 e custará à agência americana US$ 331,8 milhões.

Segundo o engenheiro espacial Lucas Fonseca, diretor do projeto Garatéa, voltado à divulgação científica, Musk tem um método na SpaceX que vai aperfeiçoando voo a voo, “tanto que demorou anos para chegar a uma configuração final para o foguete Falcon 9 (batizado em homenagem à Millennium Falcon de Han Solo em Guerra nas Estrelas)”. De acordo com o engenheiro, a visão de Musk do futuro é apocalíptica. “Ele foca em Marte pensando na necessidade de a humanidade reaprender a viver em outro ambiente.”

*André Machado é jornalista