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Se você não imagina uma feminista de burca, precisa ler este livro

8 / outubro / 2021

Para você, o que significa ser feminista?

Mesmo em um grupo de amigas próximas, essa é uma pergunta que pode ter dezenas de respostas. Se considerarmos cidades e países distintos, as definições variam tanto que chegam a ser opostas em alguns tópicos. Mas, apesar da diversidade que o termo traz, existe um fio condutor que nos encaminha para um ponto em comum. Uma noção mais popular que atribui o feminismo às quebras de paradigmas, à rebeldia e às imagens de mulheres em manifestações, com seus corpos nus e cartazes com a palavra “igualdade” em letras vermelhas. Para mulheres brancas de classe média, lutar pelo feminismo pode significar desobrigar as muçulmanas a cobrirem seus corpos, introduzir mulheres no mercado de trabalho e garantir sua independência financeira. Mas e se uma mulher não quiser expor seu corpo? E se trabalhar fora, no contexto social em que ela vive, a coloca em condições de trabalho degradantes? Para essas e outras mulheres, o que o feminismo significa?

Paquistanesa e muçulmana, Rafia Zakaria nos convida a refletir sobre a influência da ótica branca no que convencionamos como feminismo. Para a autora, o “feminismo branco” que serve como apoio teórico para o movimento continua colocando as pautas e preocupações das mulheres brancas como um padrão atribuído a todas as outras.

Em Contra o feminismo branco, Zakaria expõe um ponto de vista que representa as diferentes etnias, religiões e culturas que acabam excluídas pela branquitude do feminismo. No livro, a autora reconstrói a história do movimento, e assim nos mostra como a falta de diversidade entre os grandes nomes do feminismo clássico contribuiu para que ele invisibilizasse as realidades de mulheres não brancas. No fim, ela propõe uma reflexão: O que podemos fazer para dar voz às singularidades e criar um feminismo mais plural e justo?

Em suas críticas, Zakaria deixa claro que a intenção não é retirar as mulheres brancas do feminismo, mas excluir suposições e privilégios que prejudicam a luta pela liberdade das mulheres.

Contra o feminismo branco, de Rafia Zakaria, chega às livrarias em 26 de outubro.

Rafia Zakaria é uma escritora, advogada e ativista dos direitos humanos que trabalhou pelas vítimas da violência doméstica no mundo todo. É colunista dos jornais Al Jazeera America e DAWN, o maior jornal paquistanês em língua inglesa, e escreveu muitos ensaios para veículos como The Guardian e The New York Times Book Review.


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