Aonde a gente vai, papai?

Jean-Louis Fournier
  • Formato(s) de venda: livro, e-book
  • Tradução: Marcelo Jacques de Moraes
  • Páginas: 160
  • Gênero: Ficção
  • Formato: 14 x 21 cm
  • Lançamento: 01/09/2009

Jean-Louis Fournier teve dois “fins do mundo”. É com essa frase que o autor, elogiado pela Academie Goncourt e pela mídia francesa, caracteriza a dor de, por duas vezes, ver diagnosticada a incontornável deficiência de dois filhos.

Aonde a gente vai, papai? é a pergunta, repetida incansavelmente, que uma das crianças faz sempre que entra em um carro. Seria normal, se a pergunta não perdurasse por mais de dez anos. Os dois filhos, os irmãos Thomas e Mathieu, jamais aprenderam a ler, jamais compartilharam com o pai uma história, uma aventura, uma descoberta – eles ficaram mais velhos, mas não se tornaram adultos.

Em textos curtos, quase casos narrados conforme a lembrança, Fournier mostra que o riso é praticamente proibido àqueles que convivem com crianças como as dele; que não é permitido encontrar graça naquele menino todo lambuzado de sorvete, naquele desenho malfeito, no movimento sem jeito – algo que divertiria pais comuns. Sem medo de mostrar a fraqueza demasiado humana e o sentimento ambíguo que o levaram a, por vezes, odiar aquelas eternas crianças, o autor deixa perceber que gostaria simplesmente de ouvir os filhos se gabarem dele por terem um pai que cria desenhos animados e histórias que muitos outros não fazem. Mas Thomas e Mathieu não entendem seus desenhos nem leem suas fábulas. Fournier relata essa experiência paterna sem apelo, com franqueza e ternura singulares.

Jean-Louis Fournier

Jean-Louis Fournier

Jean-Louis Fournier é escritor, humorista e diretor de televisão. Com Aonde a gente vai, papai?, foi um dos finalistas do prêmio Goncourt, venceu o prêmio Femina, em 2008, e ajudou a lançar à luz o debate sobre o convívio familiar com crianças deficientes.

Resenhas

Uma bela lição de vida.

L´Express

Não se deve contar essa história. Nunca será tão bom quanto lê-la.

Le Monde

Com uma narrativa comovente, o autor consegue o impossível: escrever uma carta de amor para Mathieu e Thomas, seus dois filhos portadores de deficiências motoras e neurológicas, sem jamais cair na complacência ou apelar à piedade.

Le Nouvel Observateur