O rei branco

György Dragomán
  • Formato(s) de venda: livro, e-book
  • Tradução: Paulo Schiller
  • Páginas: 256
  • Gênero: Ficção
  • Formato: 14 x 21 cm
  • Lançamento: 14/08/2009

Estar sempre em casa aos domingos: isso é um compromisso para Dzsátá, de 11 anos, um menino do Leste Europeu. Foi em um domingo que os homens da Polícia do Estado entraram em sua casa e levaram seu pai. Ele acredita que será em um domingo que o pai voltará.

Enquanto isso, em sua rotina de aventuras, entretido com violentos jogos de guerra ou brigas nos campos de trigo, com filmes pornôs no reservado do cinema ou com o planejamento de encontros com meninas, Dzsátá começa a descobrir outra realidade: seja por meio da tirania do treinador do time de futebol da escola e dos campeonatos decididos de acordo com interesses do partido, seja devido às trapaças e às dissimulações de trabalhadores e pessoas comuns, ou de diplomatas e privilegiados, como seu avô, integrante da elite política. À espreita dessa adolescência rebelde, contudo, sempre cutucando seu coração, está a prolongada ausência do pai. Quando o garoto finalmente descobre a verdade, arrisca-se a perder sua juventude. Para sempre.

O rei branco traduz a terrível paisagem mental de Dzsátá com frases contínuas e sem enfeites, e constrói habilmente um universo totalitário – profundo e repulsivo. Engraçado e melancólico, mas escrito de uma forma inovadora, esse retrato de uma infância atrás da Cortina de Ferro nos apresenta a uma impressionante nova voz da ficção contemporânea europeia.

György Dragomán

György Dragomán

Crítico de cinema, jornalista, tradutor, intérprete e web designer, o romeno György Dragomán tem entre seus trabalhos as versões para seu idioma das obras de James Joyce, I. B. Singer, Neil Jordan, Ian McEwan e Micky Donelly. Com O rei branco, recebeu o Prêmio Sándor Márai de literatura.

Resenhas

Eletrizante, ameaçador, indispensável (...) uma fábula diferente sobre a chegada à adolescência.

Daily Mail

Um romance magnífico sobre adolescência, tempos de escola e brigas de gangues (...) Dragomán deixa a narrativa amadurecer variando os personagens, como Stephen King ou Elmore Leonard.

The Guardian

Uma investigação sombria e fascinante do contraste entre a inocência da infância e um regime totalitário (...) uma visão comovente de um período trágico da história europeia.

Glasgow Herald

Executado com sensibilidade, o trabalho de Hislop produz um romance fascinante.

The Daily Telegraph