O quadro perdido

A busca de uma obra-prima de Caravaggio

Jonathan Harr
  • Formato(s) de venda: livro, e-book
  • Tradução: Adalgisa Campos da Silva
  • Páginas: 292
  • Gênero: Literatura e Ficção
  • Formato: 16 x 23 cm
  • Lançamento: 24/08/2006

O quadro perdido esteve durante séculos pendurado na parede de uma residência de jesuítas em Dublin, Irlanda, sem assinatura. No verão de 1990, o restaurador Sergio Benedetti foi encarregado da limpeza de alguns quadros da casa onde viviam 14 religiosos e suspeitou ser uma tela de Caravaggio. Benedetti viveu intensamente cada passo até autenticar a suspeita: euforia, dúvida, medo de ter o mérito roubado.

Atento ao mercado, ele havia lido o artigo da estudante de história da arte Francesca Cappelletti, que buscava o paradeiro de vários quadros de um antigo mecenas de Caravaggio, Ciriaco Mattei. Entre eles, A prisão de Cristo, célebre cena de Jesus sendo levado por soldados romanos para o calvário.

Jonathann Harr reconstrói a história e aprofunda os perfis dos personagens reais. A Benedetti e Francesca, junta-se ainda o inglês Sir Denis Mahon, especialista em veredictos sobre a autenticidade de telas de Caravaggio. Parece ficção, mas é realidade. Pouco a pouco percebe-se que não é necessário inventar tramas. Os brios e as emoções controvertidas de cada personagem em relação à descoberta do quadro rendem ótimo romance.

O autor reforça a mística em torno da procura por raridades bibliográficas e de pesquisas em arquivos pessoais de famílias aristocráticas. Enfoca a obsessão de historiadores da arte e restauradores acometidos pelo mal de Caravaggio, aproveitando para contar um pouco da história desse pintor nascido em 1571 que fez fortuna apesar de criticado em seu século, sendo reabilitado nos anos 1950. Ele chegou em Roma aos 22 anos, pobre e maltrapilho, e vendeu quadros na rua até cair nas graças do cardeal Francesco Del Monte. De mecenas em mecenas, tornou-se o pintor mais caro de Roma, mas seu temperamento explosivo o envolveu em brigas violentas até virar persona non grata na capital italiana. O quadro perdido mistura presente e passado magistralmente, numa arrebatadora seqüência de ações que levou a produtora Miramax a comprar os direitos do livro para o cinema.

Jonathan Harr

Jonathan Harr

Jonathan Harr é jornalista e autor do best-seller A Civil Action, vencedor do Prêmio do National Book Critics Circle na categoria não-ficção. Fez parte da equipe de redatores da New England Monthly e escreve para a New Yorker e a New York Times Magazine. Vive e trabalha em Northampton, Massachusetts, Estados Unidos, onde leciona redação de não-ficção no Smith College.

Resenhas

A prisão de Cristo é personagem central de um grande livro, O quadro perdido, do jornalista Jonathan Harr, lançado no Brasil pela editora Intrínseca e eleito pelo The New York Times um dos dez melhores trabalhos de não-ficção do ano passado. É um volume que se lê como O código da Vinci.

Isto É

Os detalhes fascinantes da turbulenta trajetória de Caravaggio e a beleza estonteante de seu trabalho ganham vida nestas páginas. O relato de Harr não deixa de ter características de um quadro de Caravaggio: vivo, engenhoso e cativante.

The New York Times

Em O quadro perdido (Intrínseca), o jornalista americano Jonathan Harr reconstrói, com estilo de romance de ação, a história do sumiço e do reaparecimento do quadro em 1990. Considerado um dos melhores de 2005 pelo New York Times, o livro é best-seller nos Estados Unidos.

Época

É um passo além e honesto na onda de romances históricos inaugurada com O código da Vinci. Será lançado no fim do mês pela Intrínseca, que tem se destacado por editar bem poucos e bons livros.

Jornal do Brasil,

(...) os bastidores da redescoberta do quadro somente ganharam sabor literário quando o americano Jonathan Harr escreveu O quadro perdido. (...) tem uma ‘pegada’ danbrowniana, misturando fatos reais e erudição trocada em miúdos.

Folha de São Paulo,

O quadro perdido é um livro detalhista, uma não-ficção que poderia ser romance, dada a riqueza de detalhes dos personagens.

O Globo,

Jonathan Harr constrói uma narrativa profundamente tocante sobre história, arte e bom gosto - e sobre a ganância, a inveja e o ciúme profissional dos que se deixam aprisionar pela obsessão. O mais perfeito trabalho de não-ficção narrativa que se poderia imaginar.

The Economist