A miscelânea da boa mesa de Schott

Ben Schott
  • Formato(s) de venda: livro, e-book
  • Tradução: Adalgisa Campos da Silva
  • Páginas: 160
  • Gênero: Não Ficção
  • Formato: 12 x 19,3 cm
  • Lançamento: 23/11/2006

Em A miscelânea da boa mesa, Ben Schott concentra seu talento de pesquisador minucioso na comida, seja esta uma delícia ou um sortilégio. O autor levanta preciosidades históricas: o alho, segundo Plínio, naturalista romano da Antiguidade, evitava a loucura, enquanto em outras culturas afugentava bruxas e vampiros. Num estudo sobre afrodisíacos, surge uma extravagante receita romana - o pouco apetitoso cozido de ossos de rã, sanguessugas e pedaços de unha.

A miscelânea explica, por exemplo, por que o açafrão é uma das especiarias mais caras do mundo: precisa-se de 150 mil flores para a produção de apenas um quilo do condimento seco. Dá também uma lição completa sobre a arte de ler folhas de chá na xícara. Dependendo da disposição das folhas, adivinham-se bons ou maus augúrios. Entre as curiosidades úteis para gourmets, consta também uma extensa relação de famosos pratos franceses com seus nomes obscuros e respectivos ingredientes.

Um humor tipicamente britânico pontua algumas máximas compiladas por Schott, como a do escritor Somerset Maugham: "Para se comer bem em Londres deve-se tomar o café da manhã três vezes por dia." Outra frase, do estadista Charles de Gaulle, revela a intimidade, marcadamente francesa, entre política e gastronomia: "Como se pode governar um país que tem 246 tipos de queijo?"

Com edição de Cláudio Figueiredo, a publicação reúne ainda fatos curiosos da história do Brasil, como a descrição do badalado último baile da Ilha Fiscal, oferecido pelo imperador Dom Pedro II em 9 de novembro de 1889, que marcou o fim da monarquia. No espírito aleatório da miscelânea, pode-se tanto ler a carta de vinhos da grande festa como o cardápio das quartas-feiras oferecido aos presos do sistema carcerário britânico. O espectro de suas "abobrinhas inconseqüentes", como classifica Schott, é amplo, delicioso e sempre espirituoso.

Ben Schott

Ben Schott

Ben Schott nasceu em Londres, Inglaterra. Estudou Ciência Política na Universidade de Cambridge e teve uma breve carreira como publicitário antes de se tornar fotógrafo independente.

Resenhas

Esse almanaque traz dicas fundamentais: quanto macarrão fazer para quatro pessoas, os ingredientes das saladas mais tradicionais, a duração dos enlatados, o uso das diferentes batatas. Reúne também uma série de curiosidades: canibalismo no cinema, como se diz ‘saúde!’ em diversas línguas, provérbios gastronômicos (...).

Época

Imperdível o recém-lançado livro de Ben Schott, A miscelânea da boa mesa de Schott (ed. Intrínseca). Contém milhares de informações supérfluas sobre comer e beber que são tão vitais à nossa alma.

O Globo,

(...) A miscelânea da boa mesa de Schott: divertido e instrutivo, publicado pela editora Instrínseca.

Revista O Globo

Como indica o título, o autor faz uma miscelânea de citações curiosas sobre comer e beber. Um dos verbetes traz Shakespeare falando sobre comida. Em outro, os cardápios usados pelo filósofo Brillat-Savarin para reconhecer um gastrônomo.

Jornal do Brasil,

Outro s título s de Ben Schott pela Intrínseca