A menina Ícaro

Helen Oyeyemi
  • Formato(s) de venda: livro, e-book
  • Tradução: Adalgisa Campos da Silva
  • Páginas: 304
  • Gênero: Literatura e Ficção
  • Formato: 16 x 23 cm
  • Lançamento: 17/04/2006

Jessamy Harrison é uma garota de 8 anos em descompasso com o universo britânico. A começar pela cor escura, sabe que é diferente. E radicaliza a distinção, preferindo o guarda-roupa a jardins cheios de gente. A mãe não compreende, afinal crianças africanas costumam ser alegres e sociáveis. Mas Jessamy nasceu na Inglaterra, nutrida pela cultura européia.

Durante uma temporada de férias na África, ela vê tudo com olhos europeus. Logo de início percebe os olhares de estranhamento lançados ao pai louro, de olhos azuis. Ali ele é um estranho. Ela, a princípio, não. Tem até um nome iorubá, dado quando ela era bebê. É inevitável, contudo, a comparação entre costumes do primeiro e do terceiro mundo. A seu ver, a Nigéria é feia, quente e úmida. Pessoas usam marcas tribais para sinalizar descendências. Assassinatos rituais acontecem.

A certa altura Jessamy conhece uma menina num prédio abandonado. Segue-a por achá-la mágica. Depois é a amiga imaginária que a persegue na Inglaterra, prolongando uma relação que excede os limites do real e do fantástico, do concreto e do sobrenatural. Uma experiência que a levará ao cerne do choque entre culturas e só acentuará o lugar de risco criado por sua eterna inadaptação.

Helen Oyeyemi

Helen Oyeyemi

Helen Oyeyemi nasceu na Nigéria em 1984 e se mudou para Londres aos quatro anos. Escreveu A menina Ícaro quando ainda estava no ensino médio. É também autora do romance The opposite house e das peças Juniper's Whitening e Victimese. Graduou-se em Ciências Sociais e Políticas no Corpus Christi College, em Cambridge.

Resenhas

Oscilando entre a maldade e a vulnerabilidade, A menina Ícaro é um livro perturbador que se lê compulsivamente.

The Daily Telegraph

Oyeyemi é um promissor, talvez pronto, talento, e seu romance de estréia é a prova de sua imaginação vigorosa, capaz de se movimentar com liberdade entre culturas e continentes.

The Washington Post’s Book World

(...) a narrativa do romance A menina Ícaro (Intrínseca) atinge um universo paralelo e assustador que encantou a imprensa européia e consagrou sua jovem autora, Helen Oyeyemi, então com 21 anos.

O Estado de São Paulo,

No lugar da jovem, muita gente optaria por não voltar nunca aos episódios dolorosos que marcaram sua adolescência. Ela, no entanto, decidiu transformá-los no ora lírico ora assustador A menina Ícaro, que o New York Times definiu como um primeiro romance magistral que merece todos os elogios que já recebeu.

O Globo,

A menina Ícaro é uma realização espantosa. Não há o menor vestígio do preciosismo que tantas vezes caracteriza a ficção juvenil: apenas personagens simples e bem elaborados, diálogos vivos e um invejável domínio dos rudimentos da arte de narrar.

The Sunday Telegraph