testeOs bastidores da vida e do processo criativo de Elena Ferrante

Com cartas, entrevistas e trechos inéditos, Frantumaglia oferece visão única de Elena Ferrante.

Com narrativas poderosas, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante é uma das principais vozes femininas da atualidade. Os volumes da Série Napolitana e as obras A filha perdida, Um amor incômodo Uma noite na praia conquistaram leitores em todo o mundo e já somam mais de 5 milhões de exemplares vendidos. Ao longo das últimas duas décadas, o “mistério Ferrante” habita a imprensa e a mente dos leitores, mas, afinal, quem é essa escritora?

Nas páginas de Frantumaglia, a própria Elena Ferrante explica sua escolha de permanecer afastada da mídia, permitindo que seus livros tenham vidas autônomas. Defende que é preciso se proteger não só da lógica do mercado, mas também da espetacularização do autor em prol da literatura, e assim partilha pensamentos e preocupações à medida que suas obras são adaptadas para o cinema e para a TV.  

Diante das alegrias e dificuldades da escrita, conta a origem e a importância — para seu processo criativo  — da frantumaglia, termo do dialeto napolitano que sempre ouvira da mãe e, dentre os muitos sentidos, seria uma instável paisagem mental, destroços infinitos que se revelam como a verdadeira e única interioridade do eu; partilha ainda a angústia de criar uma história e descobrir que não é boa o suficiente, e destaca a importância do universo pessoal para sua escrita. Nas trocas de correspondência, nos bilhetes e nas entrevistas, a autora contempla a relação com a psicanálise, as cidades onde morou, a maternidade, o feminismo e a infância, aspectos fundamentais à produção de suas obras.

Frantumaglia chega às livrarias a partir de 20 de setembro e é um autorretrato vibrante e íntimo de uma escritora que incorpora a paixão pela literatura. Em páginas reveladoras, traça, de maneira inédita, os vívidos caminhos percorridos por Elena Ferrante na construção de sua força narrativa.

testeO mistério sobre a identidade de Elena Ferrante

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As obras devem falar por si só ou precisamos conhecer os autores para gostar de um título? Com um mistério em torno de sua verdadeira identidade, a escritora italiana (ou escritor, ou escritores) que utiliza o pseudônimo de Elena Ferrante se tornou um dos maiores fenômenos literários do momento.  Desde o início da carreira, nos anos 1990, já são mais de um milhão de exemplares vendidos no mundo todo e livros traduzidos em cerca de 30 países.

Para preservar seu anonimato, Elena Ferrante concedeu poucas entrevistas ao longo dos anos, sempre por e-mail, e nunca posou para fotos. Quando lançou seu primeiro livro, afirmou: “Já fiz o suficiente por essa história, eu a escrevi.” Desde então, as dúvidas sobre sua identidade já deram margem a vários questionamentos: Será que é um homem? Será que as histórias são autobiográficas? Com tanta especulação, o enigma sobre Ferrante levou o jornalista Claudio Gatti a investigar e publicar, no The New York Review of Books, um polêmico artigo em que afirma ter descoberto a verdadeira identidade de Ferrante.

A matéria, publicada há poucos dias, teve grande alcance e gerou controvérsia. O jornalista teria o direito de revelar a identidade de Ferrante? Veículos como The Guardian, The New York Times, Folha de S.Paulo e O Globo repercutiram a notícia que virou um dos assuntos mais comentados da semana. Autores como Jojo Moyes declararam que a atitude de Gatti foi invasiva.

Surprised at how angry I feel about @NYBooks‘ unmasking of Elena Ferrante. Esp its ‘justification’ that her success made it ‘inevitable’.
— Jojo Moyes (@jojomoyes) 2 de outubro de 2016

 

Em 2014, Elena Ferrante explicou por que escolheu o anonimato em entrevista ao The New York Times. “O que conta para mim é o direito de preservar o espaço criativo.” Em outra rara conversa, dessa vez com o jornal O Globo, ela afirmou que prefere se expressar apenas com a escrita, mantendo-se distante da mídia e dos holofotes criados em torno da figura do autor.

untitledEm suas obras, Ferrante explora dramas familiares e aborda temas como maternidade e casamento de uma forma sincera e sensível. Suas personagens italianas conquistaram anônimos e famosos do mundo todo, que vão de Hillary Clinton, candidata à presidência dos Estados Unidos, à atriz Gwyneth Paltrow e à escritora vencedora do Prêmio Nobel Alice Munro. A escolha de Ferrante reacendeu o debate sobre a necessidade de os leitores saberem quem são os autores para gostarem das obras — justamente num tempo em que artistas em geral se mostram e interagem cada vez mais com seu público a fim de expor suas obras, Ferrante conseguiu, apesar da sua invisibilidade (ou com a ajuda dela), levar sua arte tão longe a ponto de sua identidade real se tornar alvo de investigação e repercussão mundial.

Em outubro, a Intrínseca publica A filha perdida, romance inédito no Brasil, cuja personagem principal, Leda, é uma professora universitária de 40 e poucos anos que decide tirar férias no sul da Itália após as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai. A obra acompanha os sentimentos conflitantes dessa personagem que reflete sobre o papel de ser mãe, os desejos e as vontades das mulheres. Nesse mesmo mês, Uma noite na praia, livro de estreia de Ferrante na literatura infantil, também chega às livrarias brasileiras.

>>Leia um trecho de A filha perdida 
>> Leia também a sinopse de  Uma noite na praia

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Confira as sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

O martelo de Thor, de Rick Riordan: No segundo livro da série Magnus Chase e os deuses de Asgard, o filho do deus Frey descobrirá que casamentos arranjados ainda não saíram de moda: para recuperar o martelo de Thor, que está nas mãos dos inimigos, Loki, o deus da trapaça, propõe uma aliança entre semideuses e gigantes. [Leia +] [Leia um trecho]

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Deuses americanos, de Neil Gaiman: Deuses americanos é, acima de tudo, um livro estranho. E foi essa estranheza que tornou o romance, publicado pela primeira vez em 2001, um clássico imediato. Nesta nova edição, preferida do autor, o leitor encontrará capítulos revistos e ampliados, artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução. [Leia +] [Leia um trecho]

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A filha perdida, de Elena Ferrante: Lançado originalmente em 2006 e ainda inédito no Brasil, o romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de Leda, uma professora universitária de meia-idade que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide passar férias no litoral sul da Itália. [Leia +] [Leia um trecho]

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Uma noite na praia, de Elena Ferrante: Após ganhar um gatinho de presente do pai, a pequena Mati fica tão fascinada que acaba esquecendo na praia a sua melhor amiga: a boneca Celina. Deixada para trás na areia deserta e sem saber como voltar para casa, Celina vai enfrentar uma noite interminável, cheia de sustos e surpresas, além da companhia indesejada de um salva-vidas cruel e seu terrível ancinho. [Leia +]

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A garota com a tribal nas costas, de Amy Schumer: A atriz, roteirista, comediante vencedora do Emmy e estrela de um filme indicado ao Globo de Ouro Amy Schumer expõe seu passado em histórias sobre a adolescência, a família, relacionamentos e sexo, e divide as experiências que a tornaram quem ela é – uma mulher com a coragem de desnudar a própria alma e se colocar diante do que acredita, tudo isso enquanto faz as pessoas rirem. [Leia +] [Leia também: O que você precisa saber sobre Amy Schumer]

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O hotel na Place Vendôme, de Tilar J. Mazzeo: Em O hotel na Place Vendôme, Tilar Mazzeo investiga a história do Hôtel Ritz, marco cultural desde a sua inauguração na Paris de fin de siècle até a era moderna. Além disso, faz uma crônica extraordinária da vida no Ritz durante a Segunda Guerra Mundial, quando o hotel serviu ao mesmo tempo de quartel-general dos mais graduados oficiais alemães e de lar dos milionários que permaneceram na cidade. [Leia +]

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Como matar a borboleta-azul: Uma crônica da era Dilma, de Monica Baumgarten de Bolle: Conta-se que, na década de 1970, atormentados por uma superpopulação de coelhos, os ingleses adotaram uma política tão bem-intencionada quanto equivocada, que culminou com a extinção da borboleta-azul no sul do país. O triste fim da bela borboleta é a metáfora escolhida pela economista Monica Baumgarten de Bolle para descrever a desconstrução do Brasil durante os anos de Dilma Rousseff (2011-2016) à frente da nação. [Leia +] [Leia também: Por que Borboleta-azul?]

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O guia essencial do vinho: Wine Folly, de Madeline Puckette e Justin Hammack: Com explicações claras e acessíveis, O guia essencial do vinho: Wine Folly reúne informações imprescindíveis sobre as uvas mais cultivadas do planeta, apresenta as características de cada uma – afinal, qual é a diferença entre Cabernet Sauvignon e Pinot Noir? –, ensina sobre harmonização com alimentos e até mesmo a degustar e a servir a bebida. Tudo isso com um projeto gráfico inteligente e intuitivo que é um verdadeiro convite a uma taça. [Leia +]

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Tony e Susan, de Austin Wright: Há vinte e cinco anos, Susan Morrow deixou Edward Sheffield, seu primeiro marido. Certo dia, ela recebe um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance de Edward, que pede que ela o leia. Susan se vê às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida. O livro será adaptado para os cinemas em Animais Noturnos. [Leia +][Leia um trecho]

Sully – o herói do rio Hudson, de Chesley B. “Sully” Sullenberger com Jeffrey Zaslow: Em 15 de janeiro de 2009, o comandante Sullenberger habilidosamente deslizou um Airbus sobre o rio Hudson, em Manhattan, após perder os dois motores da aeronave, salvando todas as 155 vidas a bordo. O incidente inspirou o comandante a contar a própria história: uma trajetória de dedicação, esperança e prontidão, que revela as importantes lições aprendidas por ele na infância, durante o serviço militar e depois, trabalhando como piloto da aviação civil.

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