testeOs melhores jovens escritores americanos da década

A cada dez anos, a revista Granta seleciona os autores mais promissores dos Estados Unidos e do Reino Unido com menos de 40 anos. Dentre os 21 escritores da lista divulgada esta semana, três são publicados pela Intrínseca.

 

Aos 28 anos, Emma Cline foi aclamada pela crítica por sua estreia literária. De acordo com a vencedora do Pulitzer Jennifer Egan, As garotas “reverbera com uma prosa surpreendente, brilhante e repleta de vitalidade”. O livro já foi publicado em mais de 35 países e será lançado no Brasil em maio.

A narrativa de Cline foi inspirada no impacto causado pelos assassinatos cometidos pelo culto de Charles Manson nos Estados Unidos na década de 1960 e narra o processo de crescimento pessoal de um grupo de jovens. As garotas é um retrato atemporal das turbulências, das vulnerabilidades e da força das mulheres em sua passagem à maturidade — e de como, com apenas um passo errado, tudo pode acabar terrivelmente mal.

Nascida na Califórnia, Emma Cline tem trabalhos de ficção publicados em importantes veículos como Tin House, Granta e The Paris Review. Em 2014, foi agraciada com o Paris Review Plimpton Prize.

 

Aos 38 anos, Lauren Groff já recebeu diversos prêmios literários e é autora de Destinos e fúrias, romance finalista do National Book Award e que figurou na lista de melhores livros de 2015 do ex-presidente americano Barack Obama.

Publicado no Brasil em 2016, Destinos e fúrias narra, a partir de duas perspectivas, as verdades e as mentiras de um casamento e como os segredos podem ser a chave para o sucesso de uma relação. Na obra, Lotto e Mathilde se conhecem ainda jovens, nos últimos meses da faculdade. Perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso, antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos. Uma década depois, o caminho torna-se mais sólido: ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. Mas a vida dos dois, invejada por muitos como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida, não é exatamente o que parece.

Nascida em Nova York, Lauren Groff é autora de outros três best-sellers e foi finalista do Orange Prize para Novos Escritores e do L.A. Times Book Prize. Seus contos foram publicados em revistas como The New Yorker, Harper’s Bazaar, Tin House e The Atlantic, assim como em diversas antologias.

 

Anthony Marra tem 32 anos e é autor de Uma constelação de fenômenos vitais. Publicado pela Intrínseca em 2014, o livro narra a vida de um grupo de pessoas que passa por situações extremas.

Interessado em contar uma história de superação, amizade e amor que se passasse em um local devastado pela violência — a Chechênia no período entreguerras —, Marra criou um romance em que nenhum personagem é desprezado e conexões complexas interligam os passados de companheiros extremamente improváveis.

Nascido em Washington, Marra recebeu o Pushcart Prize, o Narrative Prize (ambos em 2010) e o Whiting Award (2012). Em 2014 recebeu o prêmio John Leonard oferecido pelo National Book Critics Circle, além de ter sido finalista em 2013 do National Book Award e do Flaherty-Dunnan First Novel Prize.

Confira a lista completa da Granta.

testeA constelação particular de Anthony Marra

Por João Lourenço*

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Anthony Marra deu várias voltas antes de chegar onde queria. Descobriu a paixão pela literatura durante um curso de escrita criativa para idosos, na época em que morava em Washington, D.C. Cercado de aposentados, aprendeu que poderia modificar o passado e criar um futuro mais interessante apenas com o poder da imaginação.

Em Uma constelação de fenômenos vitais, seu livro de estreia, Marra analisa a vida de um grupo de pessoas que passa por situações extremas. Interessado em contar uma história de superação, amizade e amor que se passasse em uma terra arrasada — a Chechênia no período entre guerras —, criou um romance em que nenhum personagem é desprezado, e todos expõem sua visão de mundo. Em entrevista por Skype, o autor fala sobre o processo de criação da obra.

João Lourenço: Certa vez, o escritor chileno Roberto Bolaño disse que nasceu em uma família preguiçosa e ignorante, em que ninguém gostava de ler. Sozinho, ele descobriu o poder transformador da leitura. Essa é uma discussão interessante, pois antes de ser um bom escritor é preciso ser um bom leitor. Começamos a ler sozinhos ou esse é um hábito que se adquire em casa ou na escola? Como foi o seu processo?

Anthony Marra: Se você recebe uma educação sólida, provavelmente será mais fácil valorizar determinado padrão artístico ou cultural. É importante ter alguém que lhe mostre o caminho, mas nem todos têm as mesmas chances. Logo, creio que essa não é a única maneira de se tornar um bom leitor. Para mim, a leitura veio por meio dos livros de Michael Crichton (O parque dos dinossauros) e Tom Clancy (A caçada ao Outubro Vermelho). Lembro-me de devorá-los quando criança. Fui influenciado um pouco por meus pais, mas eles liam basicamente revistas e jornais.

Não venho de uma família de professores de literatura, de acadêmicos. No entanto, meu pai gostava dos livros de John Grisham e de vários autores best-sellers. Meus pais tinham um sótão enorme, e era lá que guardavam os livros. Minha lembrança mais forte desse período é de subir no cômodo e ficar fascinado pelas formas e aromas daqueles exemplares desconhecidos. Eu costumava carregá-los pela casa, mesmo que não fosse lê-los. Descobri que o objetivo de um bom livro é fazer você se esquecer um pouco da vida. Como leitor, procuro aquele sentimento de ficar alheio a tudo a meu redor, aquele momento em que você fica submerso em algo que outra pessoa sonhou e depois transcreveu e colocou entre duas capas. A capacidade da literatura de fazer você se esquecer de você mesmo é maravilhosa. Então, eu diria que sou responsável pela minha busca artística. Aos poucos, descobri autores que todo bom leitor descobre, como Charles Dickens e outros.

JL: Quando você percebeu que era possível fazer da escrita uma profissão?

AM: Foi após o ensino médio. Não fui para a faculdade de imediato. Na época, eu morava em Washington e trabalhava na agência postal ao lado da casa de meus pais. Todos meus amigos foram para a faculdade e eu não tinha nada para fazer. Então entrei para um curso de escrita criativa em um centro comunitário para idosos e aposentados. Eu era o único jovem lá; provavelmente a diferença mínima de idade entre mim e os demais alunos era de cinquenta anos. Toda semana a gente se encontrava para ler e compartilhar nossas redações. Esses textos me fizeram sentir pela primeira vez que eu tinha alguma chance na literatura. Antes, eu acreditava que seria um cientista, mas sempre fui péssimo em matemática e não conseguia lembrar as fórmulas químicas. Escrever ficção foi minha saída; acredito que me apaixonei por isso ao perceber que a escrita é uma forma de mentira, uma forma de inventar coisas. Lembro-me da sensação de euforia. Sabe, você pode pegar um pedaço de papel na China e um pedaço de papel no outro lado do mundo e eles são iguais; não importa o lugar, o papel e a ideia de transformá-lo com a força da imaginação serão sempre os mesmos. As diversas possibilidades de criar algo inteiramente seu me animaram. Desde então, comecei a escrever mais e mais, mesmo sabendo que era terrível, e nunca perdi de vista essas possibilidades.

CAPA_UmaConstelacaoDeFenomenosVitais_300dpiJL: Uma constelação de fenômenos vitais se passa no período entre as guerras da Chechênia, um lugar não muito explorado pela literatura. Por que a Chechênia? 

AM: Fiz intercâmbio em São Petersburgo, na época de faculdade, e frequentemente me deparava com grupos de cadetes marchando para todos os lados, sempre em uniformes impecáveis. Às vezes eles passavam por uma estação de metrô que tinha se tornado uma espécie de ponto de encontro dos veteranos de guerra russos. A diferença de idade entre os cadetes e os veteranos, que tinham servido nas guerras da Chechênia, era mínima. Os veteranos se aglomeravam na estação para mendigar tostões nas horas de movimento. Também vestiam uniforme, mas não tão alinhados como o dos cadetes. A cena me marcou. Era como se os mais jovens vissem neles o futuro, cheios de incerteza e medo ao ver os colegas derrotados pela guerra — muitos voltaram mutilados da Chechênia. Em contrapartida, os mais velhos recordavam o passado e a juventude que precisaram abandonar ao ir para a guerra. Nesse momento, imaginando o que separava esses dois grupos, passei a me interessar pelos conflitos que ocorreram na Chechênia.

JL: Você chegou a visitar a Chechênia. Como foi seu processo criativo?

AM: Por um tempo, li tudo que encontrei sobre os conflitos, mas não pensava em escrever. Estava obcecado por aquele canto esquecido do mundo. Anos mais tarde, fiz uma oficina de escrita em Iowa e comecei a considerar a hipótese de escrever uma história que se passasse na Chechênia. Tentei encontrar um romance, em língua inglesa, que tivesse a região como cenário e abordasse o período entre as duas guerras, mas não achei nada. Isso me motivou a escrever. Comecei então a trabalhar no que veio a ser Uma constelação de fenômenos vitais. De certa forma, escrevi o livro que gostaria de ler, que gostaria de encontrar nas prateleiras. Quando estava escrevendo, não pensava em um romance histórico; minha ideia era mais voltada para algo pós-apocalíptico, como A estrada, do Cormac McCarthy. Fiz várias tentativas frustradas de visitar a Chechênia, e só consegui quando estava terminando o livro.

JL: No livro há vários flashbacks. Apesar de a ação principal ocorrer em um período de apenas cinco dias, você voltou no tempo para apresentar a vida dos personagens. Foi uma escolha intencional fugir da narrativa linear?

AM: Acho que dois motivos me fizeram desistir da estrutura linear. Em primeiro lugar, senti que contar uma história sobre pessoas que tiveram a vida devastada em uma estrutura de começo, meio e fim não funcionaria. Pense só: quando há guerra e acontecimentos dramáticos, a sensação de passagem de tempo também é interrompida. E em segundo lugar, talvez a razão mais importante tenha sido a de que, no fundo, eu não achava que fosse conseguir manter o ritmo da trama em um romance que cobrisse linearmente um período de dez anos — desde o começo da primeira guerra na região do Cáucaso até o final da segunda. Acredito que quanto mais abrangente a trama, maior a chance de o autor deixar pontas soltas e falhas, maior a chance de ele se perder na narrativa. Percebi que ir e voltar no tempo me ajudaria a cobrir as áreas de aspecto emocional e psicológico dos personagens. Dessa forma, narrei todo o período de tempo que tinha em mente e não corri tanto risco.

JL: Em seu livro não há super-heróis nem a noção clara de bem e mal. Todos foram arrasados pela vida. Apesar de se tratar de um romance realista e recheado de detalhes daquele canto desconhecido do mundo, não é didático. Você concorda?

AM: Sim, com certeza. É engraçado, pois comecei a escrever em 2008, apenas quatro anos depois de os eventos narrados no início do livro terem terminado. Talvez por isso eu nunca tenha considerado escrever um romance histórico. Para mim, é uma ficção bastante contemporânea. Nada destrói mais o brilho de um livro de ficção do que você sentir que está tendo uma aula de história. E acredito que o mesmo acontece quando você acha que os personagens estão seguindo uma cartilha de comportamento, que basicamente costuma variar entre herói e vilão. Mas eu só fui entender isso, que esse tipo de personagem não iria funcionar no livro, já imerso na história. No primeiro rascunho, Akhmed era uma espécie de herói. Depois que li, percebi que ele não era interessante. É muito mais interessante ver alguém que está lutando, que falhou e percebeu que a vida está sendo uma grande decepção, que não está conseguindo atender às próprias expectativas. Foi importante tratar os personagens como seres humanos, com interiores complexos e vidas ricas, sem julgá-los.

JL: Costuma-se dizer que há uma maldição em um romance de estreia que faz sucesso. Você já sente essa pressão?

AM: Esse é um daqueles problemas bons de se ter. É melhor conviver com as expectativas do que não ter nenhuma. Sinto que muitos leitores aqui nos Estados Unidos, e espero que no Brasil também, apostaram no livro; apostaram na leitura de um romance que se passa em um tempo e espaço bastante desconhecidos da maioria. Em muitos casos, a surpresa tem sido positiva entre os leitores e tudo o que desejo é alcançar o mesmo êxito no próximo livro.


João Lourenço
é jornalista. Passou pela redação da FFW MAG!, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Agora, está em NYC tentando escrever seu primeiro romance.

testeA Chechênia, segundo Anthony Marra

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Anthony Marra nasceu em Washington, Estados Unidos. Fascinado pelo Leste Europeu, foi estudar literatura chechena na Rússia. Em São Petersburgo, descobriu que o país era muito mais que um lugar frio, rico em história e marcado por conflitos políticos. Em 2006, após o assassinato de Anna Politkovskaya, jornalista opositora do governo de Putin, que cobria a guerra separatista entre Rússia e Chechênia, Marra observou que não existia literatura norte-americana sobre a região e sua história. Surgiu daí a inquietação que levou à criação de seu premiado romance de estreia, Uma constelação de fenômenos vitais, lançado recentemente pela Intrínseca.

O título da obra, segundo o autor, é inspirado na definição do dicionário médico para a palavra “vida”. Ao estabelecer como cenário de seu livro as guerras, ocupações e insurgências que arruinaram a região da Cáucaso desde a década de 1990, Marra transforma um dos períodos mais terríveis da história em uma trama profunda e marcante sobre amizade, perda e laços.

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Uma constelação de fenômenos vitais conta a história de Havaa uma menina de oito anos que observa seu pai ser levado no meio da noite por soldados russos que o acusam de colaborar com rebeldes chechenos. De forma surpreendente, o livro equilibra momentos de violência e extrema delicadeza, experiências traumáticas e lembranças felizes.

Best-seller do The New York Times e do The Washington Post no ano passado, a obra encantou anônimos e famosos, como a atriz Sarah Jessica Parker, que o recomendou em clube de livros, nos Estados Unidos. Além do sucesso de vendas, Anthony Marra recebeu prêmios importantes como o John Leonard, oferecido pelo National Book Critics Circle, e foi finalista em 2013 do National Book Award e do Flaherty-Dunnan First Novel Prize. Marra também ganhou o Pushcart Prize, o Narrative Prize (ambos em 2010) e o Whiting Award (2012).

testeLANÇAMENTOS DA BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO 2014

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Em sua quarta participação na Bienal Internacional do Livro de São Paulo a Intrínseca publicará sete livros inéditos, entre eles Flash Boys, do jornalista norte-americano Michael Lewis; além da reedição de sucessos como a série infantojuvenil Percy Jackson e os Olimpianos e o livro interativo Destrua este diário com novas capas.

Os autores nacionais também marcarão presença: além do lançamento de Pó de lua, de Clarice Freire, também haverá sessões de autógrafos com Isabela Freitas; autora de Não se apega, não, com Pedro Gabriel, autor de Eu me chamo Antônio, e com a vencedora do Jabuti Míriam Leitão, que autografa Tempos extremos, sua estreia na ficção.

 Confira os lançamentos:

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Pó de lua, de Clarice Freire

Em 2011, discretamente, a publicitária Clarice Freire criou no Facebook uma página para reunir seus escritos e desenhos.  Batizou-a como Pó de Lua,  sua receita infalível “para diminuir a gravidade das coisas”. Desde então, ela vem conquistando uma legião de fãs fiéis e engajados, que se encantaram com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço despretensioso, que combina desenhos e até fragmentos de palavras. Da internet para as páginas de um livro, foi mais um salto para a jovem autora recifense, de apenas 26 anos. Ela surpreende seus admiradores com uma proposta diferente. Pó de Lua, o livro, tem o formato de um dos cadernos moleskine em que Clarice exercita sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua – minguante, nova, crescente e cheia –, ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica, repleta de belas ilustrações.

Colagem2(Clique para ampliar)

Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan ― novas capas

Os cinco livros da série são relançados em edição limitada e com design exclusivo: as cinco lombadas dos livros compõem, juntas, uma ilustração especial de John Rocco. Em O ladrão de raios, Percy Jackson, o menino que aos doze anos descobre que é um semideus, filho de Poseidon, precisa impedir uma guerra entre os deuses que destruiria a civilização ocidental; em O Mar de Monstros, ele e os amigos se envolvem em uma perigosa aventura para defender o acampamento dos semideuses; em A maldição do titã, Percy descobre que o Senhor dos Titãs despertou e está disposto a destruir a humanidade; em A batalha do Labirinto, o semideus vai combater o perigoso titã no temido Labirinto de Dédalo; e em O último olimpiano, Percy tem que lidar não só com o exército de Cronos, mas também com a chegada de seu décimo sexto aniversário — e, assim, com a profecia que determinará seu destino.

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Flash Boys  revolta em Wall Street, de Michael Lewis

Descontrolado e invisível, o mercado financeiro atual, concebido para beneficiar apenas algumas pessoas, segue uma única lei: a velocidade. Tudo pode mudar num piscar de olhos, e há corretores de alta frequência que venderiam a própria avó em troca de um microssegundo de vantagem. EmFlash Boys, Michael Lewis volta a Wall Street para revelar como um punhado de indivíduos excêntricos e brilhantes está determinado a expor a verdade ao público. Esta é a história surpreendente de como um pequeno grupo decidiu enfrentar todo o sistema e declarar guerra contra algumas das pessoas mais ricas e poderosas do mundo.

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Circuito de mentiras, de Juliet Macur

Juliet Macur, premiada repórter do New York Times, acompanhou durante quase dez anos a incrível trajetória de Lance Armstrong, o ciclista que em 2006 atingiu o recorde de maior vencedor do árduo Tour de France ao conquistar sete títulos consecutivos, mas transformou-se num dos maiores párias da história esportiva devido a denúncias de que ele sempre teria recorrido ao doping para competir. Macur foi uma das poucas pessoas a ter acesso ao ciclista: obteve a versão do próprio Armstrong e reuniu relatos de centenas de testemunhas para revelar a dimensão do escândalo que transformou o ciclismo mundial. Em Circuito de mentiras, ela revela em detalhes o sistema elaborado por Armstrong e imposto aos atletas de sua equipe. O resultado é uma trama rica e abrangente sobre a ascensão de um homem para a fama e sua surpreendente queda.

 Novas capas

Destrua este diário, de Keri Smith ― duas novas capas

 Um diário costuma servir para anotar ideias, memórias ou registros do cotidiano. Keri Smith, ilustradora e artista canadense, inventou um tipo diferente de diário, que exige do usuário uma interação mais lúdica e inusitada. Com a proposta de estimular a criatividade e questionar convenções sobre a forma como lidamos com os objetos, Destrua este diário nos convida a rasgar páginas, rabiscar, pintar fora das linhas, manchar e até mesmo levar o livro para o banho. Com o sucesso da primeira edição brasileira, Destrua este diário volta com duas novas capas, aumentando ainda mais as possibilidades destrutivas para o leitor.

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Termine este livro, de Keri Smith

Um livro de conteúdo profundamente misterioso foi abandonado em um parque. As páginas, soltas, foram embaralhadas pelo vento, e a capa, quase ilegível, exibia as palavras Manual de instruções. Keri Smith, autora de Destrua este diário, oferece ao leitor um novo desafio — decifrar o que há por trás dessa história e completar o conteúdo desconhecido da obra. E é claro que Smith não deixaria o leitor desamparado: a fim de realizar a missão, ele passará por um treinamento intensivo nas artes da espionagem e aprenderá a desvendar códigos secretos, reconhecer padrões ocultos no ambiente e usar a criatividade para dar a objetos comuns utilidades extraordinárias.

 
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A busca, de Daniel Yergin

Daniel Yergin demonstra que a questão energética é o motor de transformações políticas e econômicas globais da atualidade. A busca é um relato arrebatador sobre um problema que afeta o mundo contemporâneo: onde encontrar a energia de que tanto necessitamos? Neste livro, o autor aborda as formas de energia tradicionais sobre as quais nossa civilização se ergueu e as novas fontes que prometem substituí-las. Das ruas engarrafadas de Pequim ao litoral do mar Cáspio, dos conflitos no Oriente Médio até o Capitólio e o Vale do Silício, Yergin revela as decisões que estão moldando o futuro.

 


untitledUma constelação de fenômenos vitais
, de Anthony Marra

Em uma vila coberta de neve na Chechênia, Havaa, de 8 anos, observa seu pai ser levado no meio da noite por soldados russos que o acusam de colaborar com rebeldes chechenos. Do outro lado da rua, Akhmed, um amigo da família, vê a cena e teme pelo pior quando os soldados ateiam fogo à casa da menina. Ao encontrar Havaa escondida na floresta com uma estranha mala azul, Akhmed decide buscar refúgio num hospital abandonado onde a única médica remanescente, Sonja, trata os feridos — uma decisão que irá mudar a vida dos três para sempre. Ao retratar o poder transcendente do amor em meio à guerra, Anthony Marra constrói, em Uma constelação de fenômenos vitais, um romance profundo e marcante sobre amizade, perda e os laços inesperados que as pessoas são capazes de construir.

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A 25ª hora, de C. Virgil Gheorghiu

Escrito durante o cativeiro do autor — preso pelas tropas americanas no fim da Segunda Guerra Mundial —, A 25ª hora conta a história de Iohann Moritz, um camponês romeno que é equivocadamente denunciado como judeu por um gendarme que lhe cobiça a esposa. Moritz cai nas garras dos nazistas, iniciando um périplo por diversos campos de concentração da Europa. Ao fugir com outros detentos para a Hungria, país “onde a vida é menos dura para os judeus”, acaba detido como espião romeno e é torturado. Deportado para a Alemanha, na condição de “trabalhador húngaro voluntário”, é examinado por um médico nazista que o considera um espécime excepcional da linhagem ariana. Ambientado num cenário irrespirável, A 25 a hora revela-se uma condenação não só do nazismo, como de todo tipo de totalitarismo. Um romance emocionante, com reflexões atuais e necessárias.

 

 

testeESTANTE INTRÍNSECA – LANÇAMENTOS DE AGOSTO

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Pó de lua, de Clarice Freire

Em 2011, discretamente, a publicitária Clarice Freire criou no Facebook uma página para reunir seus escritos e desenhos.  Batizou-a como Pó de Lua,  sua receita infalível “para diminuir a gravidade das coisas”. Desde então, ela vem conquistando uma legião de fãs fiéis e engajados, que se encantaram com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço despretensioso, que combina desenhos e até fragmentos de palavras. Da internet para as páginas de um livro, foi mais um salto para a jovem autora recifense, de apenas 26 anos. Ela surpreende seus admiradores com uma proposta diferente. Pó de Lua, o livro, tem o formato de um dos cadernos moleskine em que Clarice exercita sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua – minguante, nova, crescente e cheia –, ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica, repleta de belas ilustrações.


Flash Boys
revolta em Wall Street, de Michael Lewis

Descontrolado e invisível, o mercado financeiro atual, concebido para beneficiar apenas algumas pessoas, segue uma única lei: a velocidade. Tudo pode mudar num piscar de olhos, e há corretores de alta frequência que venderiam a própria avó em troca de um microssegundo de vantagem. Em Flash Boys, Michael Lewis volta a Wall Street para revelar como um punhado de indivíduos excêntricos e brilhantes está determinado a expor a verdade ao público. Esta é a história surpreendente de como um pequeno grupo decidiu enfrentar todo o sistema e declarar guerra contra algumas das pessoas mais ricas e poderosas do mundo.

Circuito de mentiras, de Juliet Macur

Juliet Macur, premiada repórter do New York Times, acompanhou durante quase dez anos a incrível trajetória de Lance Armstrong, o ciclista que em 2006 atingiu o recorde de maior vencedor do árduo Tour de France ao conquistar sete títulos consecutivos, mas transformou-se num dos maiores párias da história esportiva devido a denúncias de que ele sempre teria recorrido ao doping para competir. Macur foi uma das poucas pessoas a ter acesso ao ciclista: obteve a versão do próprio Armstrong e reuniu relatos de centenas de testemunhas para revelar a dimensão do escândalo que transformou o ciclismo mundial. Em Circuito de mentiras, ela revela em detalhes o sistema elaborado por Armstrong e imposto aos atletas de sua equipe. O resultado é uma trama rica e abrangente sobre a ascensão de um homem para a fama e sua surpreendente queda.

 Destrua este diário, de Keri Smith ― duas novas capas

 Um diário costuma servir para anotar ideias, memórias ou registros do cotidiano. Keri Smith, ilustradora e artista canadense, inventou um tipo diferente de diário, que exige do usuário uma interação mais lúdica e inusitada. Com a proposta de estimular a criatividade e questionar convenções sobre a forma como lidamos com os objetos, Destrua este diário nos convida a rasgar páginas, rabiscar, pintar fora das linhas, manchar e até mesmo levar o livro para o banho. Com o sucesso da primeira edição brasileira, Destrua este diário volta com duas novas capas, aumentando ainda mais as possibilidades destrutivas para o leitor.

Termine este livro, de Keri Smith

Um livro de conteúdo profundamente misterioso foi abandonado em um parque. As páginas, soltas, foram embaralhadas pelo vento, e a capa, quase ilegível, exibia as palavras Manual de instruções. Keri Smith, autora de Destrua este diário, oferece ao leitor um novo desafio — decifrar o que há por trás dessa história e completar o conteúdo desconhecido da obra. E é claro que Smith não deixaria o leitor desamparado: a fim de realizar a missão, ele passará por um treinamento intensivo nas artes da espionagem e aprenderá a desvendar códigos secretos, reconhecer padrões ocultos no ambiente e usar a criatividade para dar a objetos comuns utilidades extraordinárias.

A busca, de Daniel Yergin

Daniel Yergin demonstra que a questão energética é o motor de transformações políticas e econômicas globais da atualidade. A busca é um relato arrebatador sobre um problema que afeta o mundo contemporâneo: onde encontrar a energia de que tanto necessitamos? Neste livro, o autor aborda as formas de energia tradicionais sobre as quais nossa civilização se ergueu e as novas fontes que prometem substituí-las. Das ruas engarrafadas de Pequim ao litoral do mar Cáspio, dos conflitos no Oriente Médio até o Capitólio e o Vale do Silício, Yergin revela as decisões que estão moldando o futuro.

Uma constelação de fenômenos vitais, de Anthony Marra

Em uma vila coberta de neve na Chechênia, Havaa, de 8 anos, observa seu pai ser levado no meio da noite por soldados russos que o acusam de colaborar com rebeldes chechenos. Do outro lado da rua, Akhmed, um amigo da família, vê a cena e teme pelo pior quando os soldados ateiam fogo à casa da menina. Ao encontrar Havaa escondida na floresta com uma estranha mala azul, Akhmed decide buscar refúgio num hospital abandonado onde a única médica remanescente, Sonja, trata os feridos — uma decisão que irá mudar a vida dos três para sempre. Ao retratar o poder transcendente do amor em meio à guerra, Anthony Marra constrói, em Uma constelação de fenômenos vitais, um romance profundo e marcante sobre amizade, perda e os laços inesperados que as pessoas são capazes de construir.

A 25ª hora, de C. Virgil Gheorghiu

Escrito durante o cativeiro do autor — preso pelas tropas americanas no fim da Segunda Guerra Mundial —, A 25ª hora conta a história de Iohann Moritz, um camponês romeno que é equivocadamente denunciado como judeu por um gendarme que lhe cobiça a esposa. Moritz cai nas garras dos nazistas, iniciando um périplo por diversos campos de concentração da Europa. Ao fugir com outros detentos para a Hungria, país “onde a vida é menos dura para os judeus”, acaba detido como espião romeno e é torturado. Deportado para a Alemanha, na condição de “trabalhador húngaro voluntário”, é examinado por um médico nazista que o considera um espécime excepcional da linhagem ariana. Ambientado num cenário irrespirável, A 25 a hora revela-se uma condenação não só do nazismo, como de todo tipo de totalitarismo. Um romance emocionante, com reflexões atuais e necessárias.

Os legados do Número Cinco, de Pittacus Lore

Nesse lançamento exclusivo em e-book, a origem do Número Cinco é revelada. Antes de se aliar aos maiores inimigos dos lorienos, antes de se infiltrar na Garde, antes de cometer a traição final, Cinco estava escondido. Quando seu Cêpan morre, o garoto é forçado a lutar sozinho pela sobrevivência. Ansioso para finalmente experimentar a liberdade e conhecer o mundo, Cinco se envolve com o tipo errado de pessoas — os mogadorianos.