teste5 coisas que só poderiam acontecer na Rússia

Conturbada e complexa, a Rússia é um lugar no mínimo… peculiar. Boa parte das transformações do planeta tiveram participação dos russos, e a Copa do Mundo de 2018 será mais um desses momentos marcantes.

Em preparação a esse evento, separamos alguns dos mais incríveis acontecimentos do país:

– Uma princesa sobreviver à revolução (ou não)

Depois da revolução comunista em 1917, uma das principais lendas urbanas na União Soviética era que a princesa Anastasia Romanov havia sobrevivido à ascensão do Partido Comunista e seria a verdadeira sucessora do último tsar Russo.

Por anos, a avó de Anastasia entrevistou mulheres que afirmavam ser a princesa sobrevivente, mas nada foi confirmado. Até hoje, não se sabe se a princesa da melhor animação dos anos 90 (que não é da Disney) morreu ou não.

– A conquista do espaço

Quando falamos do espaço, sempre lembramos da NASA. Mas uma coisa que não é muito comentada é que a corrida espacial começou com uma derrota dos americanos, que só seria corrigida quando Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua. Por anos, o espaço era de domínio Russo, com uma tecnologia muito mais desenvolvida do que a dos inimigos.

Prova disso foi a cadela Laika, que se tornou em 1957 o primeiro ser vivo a sair da terra para as estrelas. Em 1961, foi a vez de Yuri Gagarin se tornar o primeiro humano no espaço.

Ilustração representando Gagarin e a cadelinha Laika

– Ficar preso em um hotel por 30 anos

Outra consequência da revolução soviética foi a caça aos aristocratas, vistos como um risco para o Partido Comunista. Com isso, os poucos sobreviventes tiveram que fugir às pressas do país ou encontrar formas de se manterem vivos.

Em Um cavalheiro em Moscou, Amor Towles imagina como seria a vida de um nobre russo preso em um hotel de luxo por 30 anos, enquanto o mundo se transforma ao seu redor. Leia um trecho.

– Meteoros. Muitos meteoros.

Pulando alguns anos no futuro, em 2013 um meteoro iluminou os até então desconhecidos céus da cidade de Cheliabinsk. O fenômeno foi amplamente divulgado por praticamente todos os moradores da cidade e as imagens dominaram a internet.

Bizarramente, não foi a única vez que algo do tipo aconteceu na Rússia. Em 1908, na desabitada região de Tunguska, uma explosão 1000 vezes maior do que a bomba nuclear de Hiroshima devastou uma área de 2150 quilômetros quadrados, sendo atribuída à queda de um meteoro na região.

– Um urso trabalhar em um estádio de futebol

Vamos ser sinceros: terceiras divisões de campeonatos de futebol não são interessantes nem no Brasil nem na Rússia. No entanto, meses antes do começo da Copa do Mundo, algo chamou a atenção para um jogo corriqueiro: um urso.

O animal foi levado por seu adestrador para entregar a bola da partida para o árbitro. É mais fácil mostrar do que explicar em texto:

Boatos dizem que o urso estará na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2018. Esperamos que não aconteçam imprevistos com um urso solto em um estádio de futebol.

testeUm cavalheiro em Moscou na TV

Uma reação comum ao terminarmos a leitura de Um cavalheiro em Moscou é tentar imaginar a vida de luxo, os personagens excêntricos que passaram pelos corredores do Hotel Metropol e, é claro, a icônica figura do Conde, que habitou o lugar por mais de 30 anos. Agora, os leitores poderão visualizar essas e outras histórias na TV com uma nova série inspirada no apaixonante livro de Amor Towles!

Produzida e estrelada por Kenneth Branagh – que você conhece ou como o Professor Lockhart de Harry Potter ou, mais recentemente, como o detetive Poirot em Assassinato no Expresso do Oriente –, a produção ainda não tem data de estreia confirmada e será dirigida por Tom Harper, de Peaky Blinders.

testeComo sobreviver em um quarto de hotel sem enlouquecer

Por João Lourenço*

O interior do Hotel Metropol (Fonte)

Algo bacana que o jornalismo oferece é a oportunidade de ficar hospedado em quartos de hotéis pelo mundo. Muitos não curtem, eu sim. Sempre me senti confortável nesses lugares. Nenhum outro local é mais íntimo e perigoso. E, sei lá por que, acho que o isolamento desse ambiente evoca o melhor e o pior do ser humano.

Quartos de hotel têm história. Algumas, macabras. Michael Jackson pendurou o filho de 9 meses na sacada de uma suíte em Berlim. James Dean quase pulou do telhado do famoso Chateau Marmont, em Los Angeles — mesmo hotel que inspirou o longa Um lugar qualquer, de Sofia Coppola. Lendas e histórias não faltam. Há certo misticismo nesses lugares, uma aura de magia e urgência. E, para mim, é quase impossível não pensar na vida daqueles que se hospedaram no mesmo quarto que eu e em todos aqueles que ainda passarão por ali.

OK, estas são divagações de um viajante que “pensa demais”. Vamos logo ao que interessa.

Disse que curto quartos de hotel. Mas e se eu fosse obrigado a permanecer hospedado no quarto de um mesmo hotel pelo resto da vida? Será que continuaria curtindo? Foi essa pergunta que inspirou Amor Towles a escrever Um Cavalheiro em Moscou.

Na lista de mais vendidos do The New York Times há mais de um ano, o segundo livro do autor acompanha a vida de Aleksandr Ilitch Rostov, mais conhecido como “O Conde” pelos corredores do Hotel Metropol, famoso ponto de encontro de artistas, políticos e estrelas de cinema. Rostov sempre se hospedara nas melhores suítes. Mas depois de passar por um tribunal bolchevique, é condenado à prisão domiciliar e deve viver no pequeno sótão do hotel. Do tipo otimista, o Conde não muda de comportamento, mesmo com o revés. É um cavalheiro — cortês, gentil, culto — tentando sobreviver em uma sociedade pós-Revolução Russa, marcada por mudanças sociais e culturais, em que condes e czares saíam de cena para abrir passagem a generais e ditadores.

O convívio com Nina, menina de 9 anos, filha de um burocrata viúvo, começa a transformar a vida do Conde. É a menina quem lhe apresenta um Metropol que ele não conhecia, cheio de mistérios e passagens secretas. Em troca, o Conde compartilha com a garota sua sabedoria, e assim nasce uma amizade para a vida toda.

Além de Nina, o Conde conhece no Metropol pessoas vindas de vários lugares do mundo. Tem um caso com uma atriz famosa, dá aulas para um ex-coronel do Exército Vermelho — e é através desses e de outros personagens que circulam pelo hotel que o leitor, sem nem perceber, começa a entrar na complexa história da Rússia pré e pós Revolução.

Um dos maiores talentos de Amor Towles é criar personagens e narrativas que soam reais, de fácil identificação. Por mais estranha que possa parecer a amizade de um Conde com uma menina de 9 anos, jamais duvidamos dos relatos do autor. O segredo? Towles não faz pesquisas exaustivas para os livros que publica. Escreve como se estivesse relatando uma história para um amigo.

O processo criativo do autor funciona assim: só depois de finalizar o primeiro rascunho ele começa a pesquisa de datas e acontecimentos para inserir na narrativa. Essa técnica resulta em um tom fluido e realista. Seus livros são feitos de capítulos curtos e rápidos que, apesar de não oferecem grandes cliffhangers, mantêm a atenção do leitor. O vasto conhecimento de Towles sobre a Rússia e o Metropol, hotel onde se hospedou por diversas vezes, traz ao leitor uma perspectiva histórica diferente. “Em geral, nas décadas de 1910, 1920 e 1930, sinto que houve momentos de emoções palpáveis, de que algo profundo estava acontecendo no mundo das ideias e das artes. Se pudesse voltar no tempo, seria para essa época”, Towles revelou por e-mail.

Quando você lê Amor Towles, é difícil acreditar que ele passou mais de duas décadas trabalhando no mercado financeiro. “Ter uma carreira assim me permitiu escrever sem aquela sensação de urgência para ser publicado”, conta. “Entre histórias que abandonei e manuscritos que nunca tive coragem de compartilhar com ninguém, tive tempo suficiente para encontrar uma voz com que me identificasse”.

 

*João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York escrevendo seu primeiro romance.

testeLançamentos de fevereiro

Com o Carnaval, fevereiro é um mês animado no Brasil inteiro, e não é diferente para a Intrínseca. Seja com conflitos políticos, paixões emocionantes ou o resgate de um homem-peixe, as histórias desse mês prometem encantar os leitores. Confira:

Um cavalheiro em Moscou

O conde Aleksandr Ilitch Rostov, acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa, é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, um espaço luxuoso antes utilizado como ponto de encontro da antiga aristocracia e que foi reapropriado pela nova elite de Moscou.

Com a perspectiva única de um prisioneiro dividido entre duas realidades distintas, o Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas dos novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como a conhecemos, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro.

Ainda sou eu

Em Ainda sou eu, continuação de Como eu era antes de você e Depois de você, Lou Clark agora está longe de casa. Sem medo de recomeçar a vida em um novo país, ela embarca para Nova York para trabalhar como assistente pessoal da esposa de um homem muito rico. Enquanto tenta manter os dois lados de seu mundo unidos, Lou tem que guardar segredos que não são seus e que podem mudar totalmente sua vida.

Nossa querida personagem está disposta a viver corajosamente, como Will aconselhou, e se envolve em situações muito divertidas, algumas até vergonhosas, sem deixar de viver momentos emocionantes e encantar a todos nós mais uma vez.

Leia um trecho do livro

As oito montanhas

Pietro é um garoto da cidade pouco sociável, mas quando sua família visita um vilarejo no interior da Itália, ele vê sua vida se transformar. Encantado com a natureza do lugar, Pietro conhece outro garoto da sua idade, Bruno, com quem dá início a temporadas de explorações e aventuras em meio a trilhas íngremes, o moinho e casas abandonadas. Nesse período, os dois garotos aprendem que a montanha também guarda importantes ensinamentos.

Vencedor do Prêmio Strega, o mais prestigiado da Itália, As oito montanhas conta uma história sobre a amizade e o amadurecimento das relações que determinam nossos caminhos, lembranças e caráter. De modo tocante, aborda a tentativa de aprender e de buscar nosso lugar no mundo com uma narrativa inspiradora que atravessa três décadas de uma amizade inigualável.

TazerCraft: Uma aventura Chume Labs

Donos de um dos canais de games mais populares do YouTube, Pac, Mike e o fiel escudeiro dos meninos, Gutin, descobrem um portal escondido no laboratório em que as mães trabalham, o Chume Labs. E assim eles vão parar em Nemi, um planeta que abriga criaturas bem inusitadas: geleias amortecedoras de quedas, peixes dentistas e um mago que tem seis braços, cabeça de arara e uma tromba enorme.

E há também o ex-rei do lugar, um tirano cruel chamado Hilário de La Mancha. Hilário tem um plano mirabolante para destruir as guardiãs do riso e assim acabar com toda a alegria que existe. E é claro que Mike, Pac e Gutin não vão deixar isso acontecer. Escrito por Gustavo Magnani, o livro é a primeira ficção jovem nacional da Intrínseca.

Ferramentas dos titãs

Tim Ferriss, autor best-seller do The New York Times, já entrevistou para o seu famoso podcast celebridades como Arnold Schwarzenegger, investidores como Ben Horowitz, lendas do esporte, oficiais do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos e até cientistas famosos.

Depois de dois anos de entrevistas, Tim reuniu em um livro as conversas e as respostas a perguntas como: “O que você faz na primeira hora depois de acordar?”; “Qual é sua rotina de exercícios?”; “Quais são as maiores perdas de tempo para os novatos em sua área de atuação?”.

Depois de testar e aplicar em sua própria rotina todas as dicas dos entrevistados, o autor reuniu as lições de vida e as táticas para alcançar sucesso, produtividade e reconhecimento em Ferramentas dos titãs.

A forma da água

Em meio aos conflitos políticos da Guerra Fria, o oficial do governo americano Richard Strickland captura um homem-peixe, o deus Brânquia, e o leva para um centro de pesquisas especiais. A zeladora do laboratório, uma mulher muda chamada Elisa, se afeiçoa à criatura, que é mantida presa e maltratada no local. Para ela, o deus Brânquia representa a esperança, a salvação para sua vida monótona cercada de silêncio e invisibilidade. Para salvar a criatura da morte, Elisa vai travar uma perigosa batalha com Strickland.

Mistura bem dosada de conto de fadas, terror e suspense, A forma da água traz o estilo inconfundível e marcante de Guillermo del Toro, numa narrativa que se expande nas brilhantes ilustrações de James Jean e no filme homônimo, indicado a 13 categorias do Oscar 2018. Uma história cinematográfica e atemporal sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas duas vidas.

testeSeis livros para quem curte romances históricos

A humanidade já passou por duas guerras devastadoras, diversas revoluções, conflitos locais e uma disputa entre dois blocos socioeconômicos. Todos esses acontecimentos em escala global são passados de geração em geração e relatados em incontáveis livros, filmes e séries. Mas, tão impactantes quanto estas histórias, são as narrativas das pessoas comuns que as viveram.

Pensem no Titanic. Um dos maiores navios já construídos naufraga e resulta na morte de milhares de inocentes. Mas foi o romance fictício entre Jack e Rose que chamou atenção para esse terrível incidente e emocionou milhões de corações. O mesmo pode ser dito dos clássicos A lista de Schindler e O resgate do soldado Ryan. Tais experiências podem até ser menos conhecidas, mas são igualmente grandiosas em seus detalhes e nuances, justamente por transportar o leitor para determinada época e local.

Listamos alguns livros que têm como cenário esses períodos históricos para criar tramas inesquecíveis. Confira!

Mulheres sem nome

Cenário: Segunda Guerra Mundial
Local: Alemanha, Estados Unidos e Polônia

Recém-lançado, o romance de estreia de Martha Hall Kelly dá voz a três protagonistas femininas em diferentes lugares do mundo enquanto eclodia a Segunda Guerra. A socialite Caroline Ferraday está em Nova York quando Hitler invade a Polônia, em 1939, enquanto a jovem Kasia Kuzmerick se envolve cada vez mais com o movimento de resistência polonês. Levada ao campo de concentração feminino de Ravensbrück, Kasia conhece a médica alemã Herta Oberheuser, responsável por exercer uma medicina terrivelmente controversa nas prisioneiras.

Uma história que atravessa continentes enquanto Caroline e Kasia persistem no sonho de tornar o mundo um lugar melhor, Mulheres sem nome é um livro que aborda a visão das mulheres de uma guerra cujo protagonismo historicamente é masculino. Conheça mais!

 

Um cavalheiro em Moscou

Cenário: Pós-Revolução Russa
Local: Moscou/União Soviética

O autor Amor Towles se inspirou na Rússia dos anos 1920 (na época, União Soviética) para criar a história de Aleksandr Ilitch Rostov, nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa. Conhecido como “O Conde”, ele é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar de luxo e sofisticação frequentado por artistas, bons-vivants e pela antiga aristocracia de Moscou.

Com sua perspectiva única de prisioneiro de duas realidades distintas, o Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como era conhecida, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro.

 

A garota que você deixou para trás

Cenário: Primeira Guerra Mundial
Local: França e Inglaterra

Duas mulheres separadas por um século e unidas pela arte. Na França, durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por ele. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo, inclusive sua vida, na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa, onde destaca-se um retrato de uma bela jovem – presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Misturando ficção com realidade, romances de diferentes épocas e a busca por finais felizes, A garota que você deixou para trás é um dos primeiros sucessos de Jojo Moyes. Conheça mais!

 

Toda luz que não podemos ver

Cenário: Segunda Guerra Mundial
Local: França e Alemanha

Vencedor do Pulitzer, o autor Anthony Doerr constrói em Toda luz que não podemos ver um tocante romance sobre o que há além do mundo visível em meio aos horrores da guerra.

Aos seis anos de idade, a jovem Marie-Laure fica cega. Ela vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável. Para ajudá-la, ele constrói uma maquete em miniatura do bairro para que Marie seja capaz de memorizar os caminhos. Quando os nazistas ocupam Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo um dos mais valiosos tesouros do museu.

Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram no lixo. Com a prática, ele acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, em uma missão especial. Cada vez mais consciente das terríveis consequências de seu trabalho, o rapaz é enviado para Saint-Malo. Lá, seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Conheça aqui!

 

A menina que roubava livros

Cenário: O nazismo na Segunda Guerra
Local: Alemanha

Esse livro que dispensa apresentações conta a história da pequena Liesel em meio a uma Alemanha assolada pelo nazismo durante a Segunda Guerra. A jovem é adotada por um casal que vive em um bairro alemão pobre: a mãe, dona de casa e o pai, um pintor de paredes bonachão. Para contornar o medo e a solidão, ela aprender a ler e escrever com o pai e canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

Enquanto eles tentam sobreviver a um cenário nacional conturbado, Liesel assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança, faz amizade com um menino obrigado a integrar a Juventude Hitlerista e ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar o seu lado da História. Conheça aqui!

 

Breve história de sete assassinatos

Cenário: A Jamaica de 1970 a 1990
Local: Jamaica

Em 3 de dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes de Bob Marley realizar o show Smile Jamaica para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. O ataque feriu Marley, a esposa e o empresário, entre várias outras pessoas. Poucas informações oficiais foram divulgadas sobre os atiradores. No entanto, muitos boatos circularam a respeito do destino deles.

Breve história de sete assassinatos é uma obra de ficção que explora esse período instável na história da Jamaica e vai muito além. Marlon James cria com magistralidade personagens que andaram pelas ruas de Kingston nos anos 1970, dominaram o submundo das drogas de Nova York na década de 1980 e ressurgiram em uma Jamaica radicalmente transformada nos anos 1990. Um romance épico, brilhante e arrebatador, vencedor do Man Booker Prize de 2015. Conheça aqui!