testeOs imperdíveis Casos de Família na literatura

Seja por dinheiro, diferenças de personalidade ou conflitos de interesse, não há nada comparável a uma boa briga familiar. Pensando nisso, separamos alguns livros em que as confusões entre parentes renderiam episódios imperdíveis do programa Casos de Família.

 

  1. Pequenos incêndios por toda parte

Após anos tentando sem sucesso conceber uma criança, os McCullough decidem adotar uma bebê chinesa que havia sido abandonada na região em que vivem. O que eles não esperavam é que essa decisão criaria uma ruptura na cidade com o reaparecimento da mãe biológica, arruinando parte de sua vida perfeita e ordenada.

Pequenos incêndios por toda parte, livro da aclamada autora Celeste Ng, conta a história das conservadoras famílias da cidade de Shaker Heights, onde tudo é cuidadosamente planejado, desde a localização das escolas até a cor usada na pintura das casas. As coisas parecem muito tranquilas até que começam a fugir do controle, e a vida dessa comunidade tão organizada torna-se um verdadeiro caos.

 

  1. Nix

 Samuel Anderson é um escritor fracassado que foi abandonado pela mãe quando era apenas uma criança. Porém, ele é obrigado a reencontrá-la quando um vídeo no qual ela aparece atirando pedras em um candidato a governador racista e homofóbico viraliza na internet. Pressionado pelo seu editor para entregar um novo livro, Samuel vive um dilema: cumprir seu contrato investigando e expondo toda a vida de sua mãe ou ser processado e perder tudo o que tem.

Nix apresenta uma trama ao mesmo tempo contemporânea e atemporal, ao abordar, através das histórias de gerações, as dores cíclicas de uma família que mal se conhece. O elogiado livro de Nathan Hill será adaptado para a TV pela Warner Bros., com Meryl Streep no elenco e produção de J.J. Abrams.


  1. Objetos cortantes

Recém-saída de uma clínica de reabilitação, a repórter Camille Preaker retorna à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra desaparecida. O grande problema é que Camille terá que lidar com os fantasmas do passado e com a sua conflituosa família. Abandonada por seu pai enquanto ainda estava na barriga da mãe, a repórter cresceu rejeitada, levando a culpa pela destruição de sua família.

Objetos cortantes é a primeira obra de Gillian Flynn, autora de Garota exemplar. O livro será adaptado para a TV pela HBO, tendo Amy Adams (A Chegada e Animais Noturnos) como protagonista da trama. A minissérie será dirigida por Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas e Big Little Lies) e tem previsão de estreia para 8 de julho.


  1. Pequenas grandes mentiras

 Madeline foi abandonada pelo marido na época em que sua filha era um bebê. Quinze anos depois, seu ex reaparece com a nova família, muda-se para a vizinhança e atreve-se a bancar o “pai do ano” ao tentar uma reaproximação com a menina, o que deixa Madeline furiosa.

Com três protagonistas femininas, a obra de Liane Moriarty explora habilmente os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro. Pequenas grandes mentiras foi adaptado para a TV pela HBO, com produção de Reese Whitherspoon e Nicole Kidman, que, junto com Shailene Woodley, interpretam as protagonistas da série.

 

  1. Um amor incômodo

Delia volta à sua cidade natal, Nápoles, após a misteriosa morte de sua mãe, encontrada em uma praia vestindo apenas um sutiã chique. Ela decide averiguar o que ocorreu e refaz os últimos passos de sua mãe Amália enquanto relembra intensos momentos de sua relação ambígua com ela. Diante das revelações de seu passado, Delia descobre que é muito mais parecida com Amália do que imaginava, embora sempre tenha desprezado e tentado fugir de sua mãe.

Um amor incômodo, o primeiro livro da consagrada escritora Elena Ferrante, é uma história perversa e delicada sobre mãe e filha, duas mulheres unidas por um complicado nó de mentiras e emoções.

 

  1. A grana


Os irmãos Plumb aguardam ansiosamente um dinheiro deixado pelo pai que rendeu muito até virar uma pequena fortuna – mas o dinheiro só pode ser retirado quando Melody, a filha mais nova, completar 40 anos ou pela mãe, em casos de emergência.

Quando Leo, o irmão mais velho, sofre um acidente e precisa pagar uma grande indenização para uma garçonete, utilizar o dinheiro guardado para o seu futuro e o dos irmãos é a melhor saída – e a mãe fica do lado dele. Porém, ele não esperava que, após ficar um tempo internado em uma clínica de reabilitação, teria que enfrentar os irmãos cobrando a devolução de todo o dinheiro que foi pego para pagar pelo imprudente acidente. Agora Leo, que estava desempregado e nem sequer tinha onde morar, precisa encontrar uma solução para devolver a quantia aos irmãos.

A Grana é o livro de estreia da autora Cynthia D’Aprix Sweeney, sendo um dos mais vendidos no ano de 2016, segundo a Amazon e o The New York Times. A obra ganhará uma adaptação, ainda sem data de estreia, com produção de Jill Solloway (Transparent) e roteiro da indicada ao Oscar Emily V. Gordon (Doentes de Amor).


  1. Precisamos falar sobre o Kevin

Eva era uma mulher independente que nunca havia pensado em ter filhos e estava muito satisfeita com a própria vida. Já seu marido, Franklin, ansiava por uma criança. Ao se ver encurralada, Eva aceita o pedido e dá à luz seu primeiro filho, Kevin, por quem não sente nenhum tipo de conexão afetiva – e o garoto parece saber disso desde o primeiro contato com a mãe.

Com o passar dos anos, ele começa a demonstrar um pouco de sua crueldade para a mãe, fazendo coisas para tirá-la do sério. E, quando finalmente Eva acha que conseguirá estabelecer uma relação maternal com o filho, um trágico evento envolvendo Kevin destrói qualquer possibilidade de isso acontecer.

O livro Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver, deu origem ao filme estrelado por Ezra Miller (As Vantagens de Ser Invisível) e Tilda Swinton (Constantine) e aborda questões importantes sobre psicologia e relações familiares em um suspense de tirar o fôlego.

testeOs bastidores da vida e do processo criativo de Elena Ferrante

Com cartas, entrevistas e trechos inéditos, Frantumaglia oferece visão única de Elena Ferrante.

Com narrativas poderosas, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante é uma das principais vozes femininas da atualidade. Os volumes da Série Napolitana e as obras A filha perdida, Um amor incômodo Uma noite na praia conquistaram leitores em todo o mundo e já somam mais de 5 milhões de exemplares vendidos. Ao longo das últimas duas décadas, o “mistério Ferrante” habita a imprensa e a mente dos leitores, mas, afinal, quem é essa escritora?

Nas páginas de Frantumaglia, a própria Elena Ferrante explica sua escolha de permanecer afastada da mídia, permitindo que seus livros tenham vidas autônomas. Defende que é preciso se proteger não só da lógica do mercado, mas também da espetacularização do autor em prol da literatura, e assim partilha pensamentos e preocupações à medida que suas obras são adaptadas para o cinema e para a TV.  

Diante das alegrias e dificuldades da escrita, conta a origem e a importância — para seu processo criativo  — da frantumaglia, termo do dialeto napolitano que sempre ouvira da mãe e, dentre os muitos sentidos, seria uma instável paisagem mental, destroços infinitos que se revelam como a verdadeira e única interioridade do eu; partilha ainda a angústia de criar uma história e descobrir que não é boa o suficiente, e destaca a importância do universo pessoal para sua escrita. Nas trocas de correspondência, nos bilhetes e nas entrevistas, a autora contempla a relação com a psicanálise, as cidades onde morou, a maternidade, o feminismo e a infância, aspectos fundamentais à produção de suas obras.

Frantumaglia chega às livrarias a partir de 20 de setembro e é um autorretrato vibrante e íntimo de uma escritora que incorpora a paixão pela literatura. Em páginas reveladoras, traça, de maneira inédita, os vívidos caminhos percorridos por Elena Ferrante na construção de sua força narrativa.

teste11 livros para todo tipo de mãe

Seja empreendedora, romântica ou independente, sugerimos livros para um dia das mães especial! Confira nossa seleção de títulos para 2017!

Mães românticas: Livros de Jojo Moyes

Depois da visita da autora ao Brasil no começo de maio, é impossível não indicar para as mães de todos os tipos os livros de Jojo Moyes. Seja o sucesso Como eu era antes de você e sua sequência Depois de você, ou a coletânea de contos Paris para um, alguma das obras da britânica vai encantar sua mãe.

>> Saiba mais sobre os livros de Jojo Moyes!

 

 

Mães que gostam de listas: Uma pergunta por dia para mães

Toda mãe gosta de acompanhar as transformações pelas quais passa o filho ou a filha ao longo dos anos. Mas e quanto aos momentos simples, que passam despercebidos, sem espaço no álbum? Em Uma pergunta por dia para mães, as pequenas situações do cotidiano são registradas todos os dias ao longo de cinco anos, criando um livro de memórias único.

>> Conheça também Uma pergunta por dia

 

Mães que gostam de ciência: Livros de Stephen Hawking

Para as mães que não gostam de romance e drama, que tal ler sobre os mistérios do universo? O físico Stephen Hawking mostra o lado mais legal da ciência em O universo numa casca de noz, no recente Buracos negros ou no best-seller Uma breve história do tempo.

>> Leia um trecho de Buracos negros

 

Mães que curtem aventuras: série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

Viagens no tempo, mulheres que se transformam em aves, crianças com dons inusitados e monstros à espreita. Bem-vindo ao lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, um fascinante mundo novo pronto para ser descoberto.

>> Saiba mais sobre a série!

 

Mães que… ( ͡° ͜ʖ ͡°): Grey

Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir.

>>Leia um trecho de Grey

 

Mães que gostam de segundas chances: Antes que eu vá

Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no colégio que frequenta. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, acaba sendo seu último dia de vida – mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. Ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha vai tentar desvendar o mistério que envolve a própria morte – e, finalmente, descobrir o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.

>> Conheça a edição especial de Antes que eu vá

 

Mães que gostam de história: O Papa e Mussolini

Desafiando a narrativa histórica convencional que retrata a Igreja Católica como forte opositora do regime fascista, o livro traz uma visão cruelmente verdadeira sobre um capítulo obscuro da história mundial, fartamente documentada, narrada com extrema perícia e reconhecida, em 2015, com o Prêmio Pulitzer de biografia.

>> Leia um trecho do livro

 

Mães que gostam de suspense: Pequenas grandes mentiras

Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Best-seller do The New York Times, o livro foi adaptado para a TV pela HBO.

>> Saiba mais sobre Big Little Lies!

 

Mães empreendedoras: Sprint

Como inovar? Por onde começar? Como montar uma boa equipe? Que forma terá uma ideia quando for colocada em prática? Sprint serve para equipes de todos os tamanhos, de pequenas startups até os maiores conglomerados, e pode ser aplicado por qualquer um que tenha uma grande oportunidade, problema ou ideia e precise começar a trabalhar já.

>> Leia um trecho

 

Mães que gostam de thrillers: Quem era ela

É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas, pouco depois de se mudar, descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que antes parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.

>> Leia um trecho

 

Mães independentes: livros de Elena Ferrante

Com narrativas poderosas, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante é uma das principais vozes femininas da atualidade. Em seus livros A filha perdida e Um amor incômodo, a autora explora questões sobre o que é ser mulher na sociedade do mundo moderno.              
>> Conheça os livros da autora

testeLançamentos de Março

Confira as sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

Quem era ela, de JP DelaneyÉ preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres.

Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas, pouco depois de se mudar, descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que antes parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.

Mitologia nórdica, de Neil GaimanFascinado pelos mitos escandinavos desde a infância, Gaiman compôs uma coletânea de quinze contos que começa com a narração da origem do mundo até o Ragnarök, o assustador cenário do apocalipse, mostrando a relação conturbada entre deuses, gigantes e anões. Mitologia nórdica é o livro perfeito para quem quer aprender sobre a mitologia escandinava e também para aqueles que desejam desvelar novas facetas dessas histórias.

Five Nights at Freddy’s: Olhos prateados, de Scott Cawthon e Kira Breed-WrisleyNo popular videogame criado por Scott Cawthon, o jogador assume o papel de um segurança contratado para tomar conta de uma pizzaria durante a noite, enquanto animatrônicos perambulam e ganham ímpeto assassino. Mas o mistério por trás dessas criaturas e dos assassinatos que ocorreram ali nunca foi desvendado… até agora. Olhos prateados extrapola o universo que conquistou fãs no mundo todo e traz à tona os medos mais obscuros que só brinquedos sinistros são capazes de provocar.

Um amor incômodo, de Elena FerranteAos quarenta e cinco anos, Delia retorna a sua cidade natal, Nápoles, na Itália, para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas: a humilde costureira, que se acostumou a esconder a beleza com peças simples e sem graça, usava nada além de um sutiã caro e sofisticado no momento da morte. Revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia fazem com que Delia se veja obrigada a reviver um passado cuja crueza ganha contornos vívidos na prosa de Elena Ferrante.

Quatro estações em Roma, de Anthony Doerr No dia em que Anthony Doerr e a esposa voltam da maternidade com seus gêmeos recém-nascidos, ele descobre que recebeu um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que inclui ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em Roma nasceu das memórias do ano que o autor passou na cidade com a esposa e os filhos, lidando com uma insônia que parece não ceder e tentando, sem muito sucesso, escrever um novo romance – Toda luz que não podemos ver, lançado sete anos mais tarde e que acabaria rendendo ao autor o Prêmio Pulitzer de ficção.

Tudo o que nunca contei, de Celeste Ng Em uma manhã de primavera em 1977, Lydia Lee não apareceu para tomar o café. Mais tarde, seu corpo foi encontrado no lago da cidade. A partir daí a família de Lydia empreende uma angustiante busca por respostas, o que acabar por trazer à tona segredos muito bem guardados: os sonhos que viraram decepções, as inseguranças, as traições e os arrependimentos que ligam todos os seus integrantes. Tudo o que nunca contei é uma observação sensível do fardo que as expectativas familiares e a necessidade de pertencimento podem representar na vida de uma pessoa.

Todo amor tem segredos, de Vitória MoraesDe um jeito fofo e engraçado, Viih conta detalhadamente como seu namoro com o youtuber Luis Mariz começou a distância e viveu um choque entre expectativa e realidade desde o primeiro encontro ao vivo.

Somos todos extraordinários, de R. J. PalacioResgatando elementos do romance Extraordinário e inserindo os personagens em um mundo ilustrado que representa a imaginação do protagonista, Auggie, Somos todos extraordinários vai deliciar os leitores que já se emocionaram e os que ainda vão se emocionar com essa incrível história de superação, amizade e, acima de tudo, amor.

Os irmãos Tapper detonam Nova York, de Geoff RodkeyClaudia e Reese Tapper são irmãos gêmeos de 12 anos que estudam na mesma escola. De idêntico, porém, eles só têm isso – e a competitividade: nenhum dos dois admite perder. A briga continua, e agora, além dos irmãos, vai envolver também os pais, professores, colegas e a cidade de Nova York inteira, no evento beneficente escolar mais maluco de todos os tempos.

 

 

testeRomance inédito de Elena Ferrante chega às livrarias em março

Com narrativas poderosas, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante é uma das principais vozes femininas da atualidade. Os volumes da série Napolitana e as obras A filha perdida e Uma noite na praia conquistaram leitores em todo o mundo e já somam mais de 5 milhões de exemplares vendidos. Primeiro romance da autora, lançado originalmente em 2012, o delicado e perverso Um amor incômodo chega às livrarias em 20 de março.

Na obra, Delia retorna a sua cidade natal para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas: a humilde costureira que se acostumou a esconder a beleza com peças simples e sem graça estava vestindo nada além de um sutiã caro e sofisticado no momento da morte.

Uma série de telefonemas e encontros estranhos leva a revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia e impele Delia a buscar a verdade por trás do trágico acontecimento. Avançando pelas ruas caóticas e sufocantes da Nápoles de sua infância, a filha vai confrontar os três homens que figuraram de forma proeminente no passado da mãe: o irmão irascível de Amalia, conhecido por lançar insultos indistintamente a conhecidos e estranhos; o ex-marido, pai de Delia, um pintor medíocre que não se importava em desrespeitar a esposa em público; e Caserta, uma figura sombria e lasciva, cujo casamento nunca o impediu de cortejar outras mulheres.

Na mistura desorientadora de fantasia e realidade suscitada pelos sentimentos que vêm à tona nessa investigação, Delia se vê obrigada a reviver um passado cuja crueza ganha contornos vívidos na prosa refinada de Elena Ferrante. Uma história pungente sobre mãe e filha unidas por um complicado nó de mentiras e emoções.

 

>> Leia um trecho de Um amor incômodo:

Minha mãe se afogou na noite de 23 de maio, dia do meu aniversário, no mar de um lugar chamado Spaccavento, a poucos quilômetros de Minturno. Precisamente naquela área, no final dos anos cinquenta, quando meu pai ainda morava conosco, alugávamos no verão um quarto em uma casa de temporada e passávamos o mês de julho dormindo os cinco em poucos metros quadrados escaldantes. Toda manhã, nós, meninas, comíamos ovos crus, partíamos rumo à praia por trilhas de terra e areia ladeadas por juncos altos e íamos tomar banho de mar. Na noite em que minha mãe morreu, a dona da casa, que se chamava Rosa e já tinha mais de setenta anos, ouviu alguém bater à porta, mas não abriu temendo ladrões e assassinos.

Minha mãe pegara o trem para Roma dois dias antes, em 21 de maio, mas nunca havia chegado. Nos últimos tempos, vinha ficar comigo durante alguns dias pelo menos uma vez por mês. Eu não gostava de ouvi-la pela casa. Ela acordava ao raiar do dia e, seguindo seus hábitos, lustrava de cima a baixo a cozinha e a sala de estar. Eu tentava voltar a dormir, mas não conseguia: enrijecida entre os lençóis, eu tinha a impressão de que, enquanto ela se ocupava, meu corpo era transformado no de uma menina enrugada. Quando chegava com o café, eu me encolhia em um canto para evitar que ela tocasse em mim ao se sentar na beirada da cama. A sociabilidade dela me incomodava: saía para fazer compras e se enturmava com os comerciantes com os quais, em dez anos, eu não havia trocado mais do que duas palavras; ia passear pela cidade com alguns conhecidos ocasionais; fazia amizade com meus amigos, aos quais contava histórias de sua vida, sempre as mesmas. Com ela, eu só sabia ser contida e insincera.

Voltava para Nápoles ao meu primeiro sinal de intolerância. Recolhia suas coisas, dava uma última arrumada na casa e prometia que logo retornaria. Eu andava pelos cômodos rearrumando ao meu gosto tudo o que ela havia disposto ao gosto dela. Retornava o saleiro ao compartimento no qual eu o guardava havia anos, devolvia o detergente ao lugar que sempre me pareceu mais adequado, bagunçava sua ordem dentro das minhas gavetas, devolvia ao caos o aposento onde eu trabalhava. Também o cheiro da sua presença — um perfume que deixava a casa com uma sensação de inquietude — passava depois de um tempo, como o de uma rápida chuva de verão.

Muitas vezes, ela perdia o trem. Geralmente chegava no trem posterior, ou até mesmo no dia seguinte, mas eu não conseguia me acostumar a isso e ficava preocupada do mesmo jeito. Ligava para ela, aflita. Quando finalmente ouvia sua voz, a repreendia com certa dureza: como assim não havia partido, por que não me avisara? Ela se justificava sem empenho, questionando em tom divertido o que eu achava que poderia acontecer na sua idade. “De tudo”, eu respondia. Sempre imaginei uma trama de emboscadas tecida de propósito para fazê-la sumir do mundo. Quando criança, enquanto ela estava fora, eu a esperava na cozinha, atrás da janela. Ficava ansiosa esperando ela reaparecer no fim da rua, como uma figura em uma bola de cristal. Eu respirava junto ao vidro, embaçando-o, para não ver a rua sem ela. Se demorava, a ansiedade se tornava tão irrefreável que transbordava em tremores no meu corpo. Então, eu fugia para um quartinho de despejo sem janelas e sem luz elétrica, bem ao lado do quarto dela e do meu pai, fechava a porta e ficava no escuro, chorando em silêncio. O cômodo funcionava como um antídoto eficaz. Inspirava-me um terror que mantinha sob controle a ansiedade em relação ao destino da minha mãe. No breu sufocante por causa do cheiro do pesticida eu era agredida por formas coloridas que lambiam por poucos segundos as minhas pupilas, deixando-me sem fôlego. “Quando voltar, mato você”, eu pensava, como se tivesse sido ela a me deixar fechada ali dentro. Mas, assim que eu ouvia sua voz no corredor, esgueirava-me para fora rapidamente e ficava rodeando-a com indiferença. Voltou-me à mente aquele quartinho de despejo quando descobri que ela partira no horário correto, mas ainda não havia chegado.

À noite, recebi o primeiro telefonema. Minha mãe disse com um tom tranquilo que não podia me contar nada: havia um homem com ela que a impedia de fazer isso. Depois, começou a rir e desligou. Na hora, prevaleceu a perplexidade. Achei que estava brincando e me resignei a esperar por um segundo telefonema. Deixei as horas passarem em conjecturas, sentada inutilmente ao lado do telefone. Só após a meia-noite procurei um amigo policial, que foi muito gentil: disse para eu não me preocupar, ele cuidaria de tudo. Mas a noite passou sem notícias da minha mãe. De concreto, havia apenas sua partida: a sra. De Riso, uma vizinha viúva da mesma idade dela com a qual minha mãe alternava havia quinze anos períodos de boa vizinhança e de inimizade, disse-me ao telefone que a acompanhara à estação. Enquanto minha mãe estava na fila da bilheteria, a viúva comprara para ela uma garrafa de água mineral e uma revista. O trem estava lotado, mas, mesmo assim, minha mãe encontrara um lugar à janela em um vagão abarrotado de militares de licença. Despediram-se, recomendando-se que se cuidassem. Como ela estava vestida? Como de costume, com as roupas que usava havia anos: saia e blazer azul-escuros, uma bolsinha de couro preto, velhos sapatos de salto médio, uma maleta surrada.

Às sete da manhã, minha mãe telefonou outra vez. Embora eu a tivesse bombardeado de perguntas (“Onde você está? De onde está ligando? Quem está com você?”), ela se limitou a desfiar em voz muito alta uma série de expressões obscenas em dialeto, enunciando-as com prazer. Depois desligou. Aquelas obscenidades me causaram uma regressão desorientadora. Liguei novamente para o meu amigo, surpreendendo-o com uma mistura confusa de italiano e expressões dialetais. Ele quis saber se minha mãe andava particularmente deprimida nos últimos tempos. Eu não sabia. Admiti que ela não era mais como antigamente: tranquila, pacatamente divertida. Ria sem motivo, falava demais; porém, os idosos muitas vezes fazem isso. Meu amigo concordou: acontecia com frequência que os velhos, ao primeiro sinal de calor, fizessem coisas estranhas. Não havia motivo para preocupação. Mas eu continuei a me preocupar e percorri a cidade de cima a baixo, procurando sobretudo nos lugares em que eu sabia que ela gostava de passear.

O terceiro telefonema foi às dez da noite. Minha mãe falou confusamente de um homem que a seguia para levá-la embora enrolada em um tapete. Pediu que eu fosse correndo ajudá-la. Supliquei que me dissesse onde estava. Ela mudou de tom, respondeu que era melhor não. “Tranque-se, não abra a porta para ninguém”, alertou. Aquele homem queria fazer mal a mim também. Depois, acrescentou: “Vá dormir. Agora vou tomar banho.” Não se ouviu mais nada.

No dia seguinte, dois rapazes viram o corpo de minha mãe boiando a poucos metros da praia. Vestia apenas o sutiã. A mala não foi encontrada. O tailleur azul-escuro não foi encontrado. Não foram encontrados nem mesmo a calcinha, as meias, os sapatos, a bolsinha com os documentos. Mas, no dedo, estavam o anel de noivado e a aliança. Nas orelhas, os brincos que meu pai lhe dera de presente meio século antes.

Vi o corpo e, diante daquele objeto lívido, senti que talvez devesse me agarrar a ele para não acabar sei lá onde. Não fora violado. Apresentava apenas algumas equimoses causadas pelas ondas, bastante suaves, aliás, que o empurraram durante toda a noite contra algumas rochas na superfície da água. Em volta dos olhos, pareceu-me haver traços de maquiagem pesada. Observei longamente, com incômodo, as pernas morenas, extraordinariamente jovens para uma mulher de sessenta e três anos. Com o mesmo incômodo, percebi que o sutiã nada tinha em comum com aqueles bastante gastos que ela costumava usar. As taças eram de renda fina e mostravam os mamilos. Eram unidas por três Vs bordados, a assinatura da loja das irmãs Vossi, uma marca napolitana cara de lingerie para senhoras. Quando o devolveram para mim, com os brincos e os anéis, cheirei-o por muito tempo. Tinha o forte aroma de tecido novo. [Leia +]