testeComo seria se você deletasse seus perfis e levasse uma vida diferente?

Quase um segundo documento de identidade, as redes sociais ganharam uma importância absurda na nossa sociedade. Com as novas mídias, podemos curtir, comentar e compartilhar os mais diversos tipos de conteúdo com o restante do mundo em questão de segundos.

Porém, nem sempre essas tecnologias são boas para a gente: vivemos em bolhas personalizadas, controladas pelos algoritmos, que utilizam as informações que compartilhamos para controlar nosso comportamento diariamente sem que a gente perceba. Mas como seria se você deletasse seus perfis e levasse uma vida diferente? Essa é a proposta de Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais.

O autor Jaron Lanier, uma das maiores referências do Vale do Silício, busca conscientizar e explicar com clareza o lado perverso das mídias sociais. E, mesmo que você não saia definitivamente delas, pode aprender a utilizá-las de uma maneira melhor.

Leia um trecho do livro:

Vamos começar com gatos. Os gatos estão por toda parte na internet. Estão nos memes mais difundidos e nos vídeos mais fofinhos. Por que mais os gatos do que os cachorros? Os cachorros não foram até os humanos antigos implorando para viver conosco; nós os domesticamos. Eles foram criados para serem obedientes. Aceitam ser treinados, são previsíveis e trabalham para nós. Isso não é nenhum demérito para os cachorros. É ótimo que sejam leais e confiáveis. Os gatos são diferentes. Eles apareceram e, em parte, domesticaram a si próprios. Não são previsíveis. Os vídeos populares de cachorros costumam mostrar treinamentos, ao passo que a maioria dos vídeos absurdamente populares de gatos são aqueles que expõem comportamentos estranhos e surpreendentes.

Embora inteligentes, os gatos não são uma boa escolha para quem quer um animal que aceite o treinamento de maneira confiável. Basta assistir a um vídeo de circo de gatos na internet: o mais comovente é que fica claro que os animais estão decidindo se colocam em prática o truque que aprenderam, não fazem nada ou saem andando em direção à plateia.

Os gatos fizeram o que parecia impossível: se integraram ao mundo moderno, de alta tecnologia, sem se entregarem. Eles ainda estão no controle. Você não precisa se preocupar que algum meme furtivo produzido por algoritmos, pago por um oligarca sinistro e oculto, passe a dominar seu gato. Ninguém domina seu bichano; nem você, nem ninguém.

Ah, como gostaríamos de ter essa segurança não apenas em relação a nossos gatos, mas a nós mesmos! Os gatos na internet representam nossas esperanças e sonhos para o futuro das pessoas na grande rede.

Ao mesmo tempo, ainda que a gente adore os cachorros, não queremos ser como eles, pelo menos no que se refere à relação de poder com as pessoas. Tememos, porém, que o Facebook e redes afins estejam nos transformando em cachorros. Quando do nada fazemos alguma coisa desagradável na internet, podemos considerar isso uma resposta a um “apito de cachorro”, daquele tipo que só pode ser ouvido por eles. Temos medo de ficar sob algum tipo de controle obscuro.

Este livro é sobre como ser um gato, à luz das seguintes perguntas: como permanecer independente em um mundo onde você está sob vigilância contínua e é constantemente estimulado por algoritmos operados por algumas das corporações mais ricas da história, cuja única forma de ganhar dinheiro é manipulando o seu comportamento? Como ser um gato, apesar disso tudo? O título não mente: este livro apresenta dez argumentos para você deletar todas as suas contas nas redes sociais. Espero que ajude. E mesmo que você concorde com todo o meu raciocínio, pode ser que ainda queira manter algumas contas. Enquanto gato, você está no seu direito. Ao apresentar os dez argumentos, discutirei algumas maneiras pelas quais você pode pensar sobre sua situação para decidir o que é melhor para a sua vida. Mas só você é capaz de saber.

teste6 motivos para ler a série Magnus Chase e os deuses de Asgard

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Em sua segunda aventura, O martelo de Thor, Magnus Chase precisa correr contra o tempo para recuperar a lendária arma e impedir que o mundo dos mortais seja destruído por uma horda de gigantes.

Para celebrar o retorno do filho de Frey favorito, perguntamos nas nossas redes sociais o que faz de Magnus Chase e os deuses de Asgard uma série inesquecível de Rick Riordan. Confira as respostas:

@thon_wayne  O sarcasmo ácido do Magnus. Além de muito divertido também é contagiante e torna a leitura gostosa demais.

@BrunaVans A personalidade do Magnus. Ele aparenta ser um garoto mesquinho e antissocial, mas prova ser gentil e ter um grande coração.

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@trisltz  As referências a Doctor Who, Kurt Cobain e a outros personagens do autor.

‏@Ljkina  Pela riqueza de características de cada personagem, não só do protagonista, mas também do antagonista, vilão estilo Doctor Who.

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@piercetlorien Personagens maravilhosos como Samirah Al-Abbas e Alex Fierro.

@carolinadnas Jacques, o melhor nome para uma espada que se mexe sozinha, fala e canta Taylor Swift! 😉

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testeConectados anônimos

Ando apavorado com ladrões que invadiram minha vida. Quadrilha organizada, bem armada, treinada nas artes mais sórdidas da ilusão. Dotada de um arsenal ardiloso, de fazer inveja a qualquer gangue que já ousou cruzar meu caminho. Age nas sombras e rouba de forma sub-reptícia meus mais caros valores. Desde o instante em que abro os olhos, pela manhã, ela começa a agir, oprime e me deprime na cama por muito tempo. Medo, é o que tenho sentido.

Malditos ladrões de tempo!

Bandidos qualificados, nos becos escuros, como “redes sociais”. Patifes que têm se apropriado de conversas saudáveis durante cafés da manhã. Vigaristas que têm ocultado o prazer de dirigir olhando a paisagem. Meliantes que vêm bloqueando os outrora impagáveis momentos em família. Traficantes de ideias prontas e rasas, que oferecem seus produtos a incautos e não poupam nem sequer criancinhas inocentes e indefesas. O que será dessa geração de viciados, meu Deus?

A tática de oferecer o produto em doses cavalares, sem que tenhamos tempo para digerir a droga, ou vontade de trocá-la por algo não nocivo, é avassaladora. Um dia quase impensável sem usá-la, e então todo o carregamento já estará ali, novamente à mão, para que não precisemos passar por outras indesejáveis crises de abstinência. A prova de minha dependência: se esqueço o celular em casa, é delirium tremens na certa. Desculpas para voltar não faltam.

Para sair dessa, entretanto, não cabe recorrer a ninguém, senão a mim mesmo. Por isso, fiz uma adaptação do programa dos doze passos para todas as pessoas que, como eu, são conectados anônimos:

  1. Admito que sou impotente perante o WhatsApp.
  2. Acredito que um poder superior a mim vai me livrar do Facebook.
  3. Não vou entregar minha vontade aos cuidados do Messenger.
  4. Farei minucioso e destemido inventário dos livros na minha estante e vou ler todos que comprei e não li.
  5. Admitirei a natureza das minhas falhas e não mais navegarei por sites de notícia quando for hora de escrever uma história.
  6. Voltarei a entender que um filme no cinema é mais prazeroso do que no Netflix.
  7. Humildemente, postarei no Instagram fotos imperfeitas e sem tratamento.
  8. Farei uma relação de todas as pessoas que bloqueei nas redes e as encontrarei pessoalmente para um chope.
  9. Não perderei mais preciosos minutos bolando a frase de efeito demolidora em 140 caracteres no Twitter.
  10. Voltarei a escutar grandes músicas, deitado numa rede, sem precisar assistir ao clipe no YouTube ou procurar a letra no Vagalume.
  11. Por meio da meditação, não vou registrar cada passo meu no Snapchat.
  12. Após experimentar um despertar espiritual, graças a esses passos, procurarei transmitir essa mensagem aos conectados anônimos e praticar esses princípios em todas as minhas atividades.

Só por hoje.

testeQuem preciso ser para ganhar 1 bilhão com uma startup?

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Os geniais Steve Jobs e Steve Wozniak: criaram o padrão de empreendedores do Vale do Silício

Leitores de O clique de 1 bilhão de dólares, meu livro sobre a história da criação do Instagram pelo brasileiro Michel (Mike) Krieger, me mandaram mensagens perguntando: “Qual o segredo por trás desses empreendedores do Vale do Silício?” Como bem colocou um leitor em palestra que dei recentemente em São Paulo: “O que faz alguém ter uma ideia de 1 bilhão de dólares? E como posso ter uma?” Não há fórmula pronta. Mas existe uma série de similaridades que podem inspirar o candidato a empreendedor.

Sobre não ter “fórmula pronta”, entenda-se: não siga a receita dos outros. No caso do Instagram, isso deu errado. De início, o americano Kevin Systrom apresentou a Mike uma ideia bem diferente, o Burbn (de bourbon, um tipo de uísque; bebida preferida de Kevin). O Burbn seguia uma fórmula típica da época: um app de geolocalização similar ao Foursquare (aquele em que se dá check in onde se está) com elementos extras de redes sociais, como o compartilhamento de status e imagens (bem parecido com o Twitter).

Além de ser uma imitação, o Burbn era confuso e mal estruturado, como o próprio Mike, mais entendido em engenharia de software que seu sócio, logo pontuou. Assim, o app afastava usuários, que não viam motivo para ingressar na rede social, sobretudo os que não eram do círculo social dos fundadores. Por isso o projeto estava fadado a desaparecer, conforme a grande maioria das startups.

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Os fundadores do Instagram, o brasileiro Michel (Mike) Krieger e o americano Kevin Systrom: deram certo por acreditar em uma ideia (mesmo quando muitos não achavam que ia dar certo)

Foi preciso então um pivot. No jargão local, pivot (manobra de dança em que o dançarino realiza um giro em torno do próprio eixo) representa uma mudança brusca nos rumos da empresa. No caso do Burbn, o pivot foi mais que uma mudança de planos, já que o app passou a refletir as ideias e as paixões de seus criadores.

Números indicavam que os parcos cadastrados na rede social acessavam o programa basicamente para compartilhar fotos. O mais importante, contudo, é que a dupla percebeu que o que era mais legal era fazer um aplicativo limpo, no estilo do design e da engenharia do brasileiro, focado em realizar apenas uma coisa (tirar e compartilhar fotos, passatempo de Kevin desde a infância) em um dispositivo, o smartphone, no iPhone, o aparelho que mais chamava a atenção dos empreendedores do Vale na época.

Em suma: o que torna uma startup uma criação de bilhões de dólares é a mescla das paixões dos fundadores. Steve Jobs e Steve Wozniak conceberam a Apple nos anos 70 não para ficar milionários do dia para a noite (o que aconteceu), mas, sim, por estarem fixados em uma visão: a de que os computadores pessoais, de mesa, tomariam a vida das pessoas. Tim Berners-Lee desenhou o World Wide Web, o www (ou “a internet tal qual conhecemos”), não para correr atrás de riqueza (o que não conseguiu, já que abriu mão da patente em prol da popularização gratuita ), mas, sim, para conectar todos os colegas cientistas do planeta e, depois, cada indivíduo da Terra em uma única rede.

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Allen e Gates, criadores da Microsoft, em 1981 e 2013: há similaridades entre as duplas de fundadores das grandes empresas da indústria digital?

Foi da persistência de Kevin e Mike na concretização de uma ideia que o Instagram surgiu e deu certo. E esse é um elemento que qualquer um que queira fazer algo novo precisa exibir, seja um empreendedor ou um artista. Acreditar que vale a pena — essa é a gana necessária a qualquer um que deseja ir atrás de seu bilhão de dólares. Em seguida, tem-se de procurar pelos profissionais certos, capazes de criar o que se idealiza.

Kevin, por exemplo, foi compelido por investidores a arranjar um parceiro capaz de desenhar o app, algo que ele não fazia com eficiência. Isso o levou ao brasileiro Mike. E juntos eles formaram a clássica dupla do Vale. Kevin é até hoje visto como “metido”, “irascível”, “bom de lábia”, com “ótimas ideias”, mas “péssimo executor”, assim como Jobs, na Apple, ou Bill Gates, na Microsoft.  Mike é o “trabalhador”, “tímido, avesso a holofotes”, “melhor em criação”, tal como Wozniak na Apple ou, em certa medida, Paul Allen na Microsoft.

Sim, os adjetivos são exagerados e estereotipados. Mas a imagem criada para o público trata-se de uma mescla de perfis típicos do Vale que costuma dar certo justamente por corresponderem às habilidades esperadas dos empreendedores na região. Entre elas, é preciso saber como arranjar dinheiro e clientes e como lidar com os embrulhos do mundo burocrático. Fora isso, é investir tempo, ou melhor, a vida, no projeto. Essa é a lógica que dá certo no maior polo de inovação do planeta, o Vale do Silício californiano. Porém, como se costuma dizer na região, “o dinheiro vem apenas como consequência”. E muitas vezes não vem. É duro? Sim, mais do que imaginam os olhares distantes.

testeJohn Green no Brasil

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John Green, autor do best-seller A culpa é das estrelas, estará no Brasil nesta semana. O autor participará da pré-estreia mundial do filme Cidades de Papel, no dia 1º de julho, às 20h, no Rio de Janeiro, ao lado do ator Nat Wolff, que interpreta Quentin na trama.

A equipe da Intrínseca vai acompanhar a passagem de John pelo Brasil e distribuir kits no local para os leitores, a partir das 10h.  O autor chegará às 20h no Cinema Odeon, no centro do Rio, para conhecer os fãs brasileiros.

A cobertura completa do evento poderá ser acompanhada pelo perfil da editora no Twitter, no Instagram e no grupo aberto do Viber.

Serviço:

Pré-estreia mundial de Cidades de Papel
Local: Cinema Odeon – Praça Floriano, 7 – Centro, Rio de Janeiro
Horário: 20h

testeMissão pré-estreia de Cidades de Papel – ATUALIZADO

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Margo tinha um engenhoso plano de vingança. Para cumprir essa missão, ela fez uma lista de compras com as coisas mais inusitadas: vaselina, uma dúzia de tulipas, lenços de papel, lata de tinta spray azul, entre outros itens.

Agora queremos saber: O que não poderia faltar na sua lista para a pré-estreia mundial do filme Cidades de Papel? E por quê? Responda essa pergunta com a hashtag #CidadesDePapel no Twitter e concorra a um par de ingressos para a première com a presença de John Green e Nat Wolff no dia 1º de julho, no Rio Janeiro.

Para participar do concurso, basta seguir a página da Intrínseca no Twitter e responder a pergunta em uma frase com até 140 caracteres até amanhã, dia 25/06, às 11h (horário de Brasília).  Não se esqueça de incluir a hashtag #CidadesDePapel. O resultado será divulgado em nossas redes sociais.

Vale lembrar que o evento será no Rio de Janeiro e o vencedor precisa retirar o ingresso até quarta-feira, dia 1/07, na editora.  A Intrínseca não se responsabiliza pelas despesas com transporte, alimentação e hospedagem do ganhador.

O vencedor deverá entrar em contato pelo e-mail que será informado pela editora no Twitter até segunda-feira, dia 29/06, às 10h.

A leitora @mile_ foi a grande vencedora da promoção. O resultado foi divulgado no dia 26 de junho, na nossa página no Twitter.

LEIA O REGULAMENTO 

testeAutores de Endgame participam de bate-papo no Twitter

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Ansiosos para o lançamento de A Chave do Céu, segundo livro da série Endgame? Nesta sexta, dia 19, os autores James Frey e Nils Johnson-Shelton irão responder a perguntas dos fãs no Twitter. Para participar, basta enviar as dúvidas para o perfil @endgameiscoming com a hashtag #AskEndgame. O bate-papo com os autores começa ao meio-dia (horário de Brasília).

Em seguida, haverá também uma premiação com cópias digitais de Diários de treinamento – Existência e um exemplar autografado do primeiro volume da série Endgame, O Chamado. Leitores de todo o mundo poderão participar! Não perca!

A Chave do Céu será lançado em outubro de 2015.

link-externoLeia também:
Endgame pelo mundo

testeO desfecho de Caixa Preta

Nossa espiã-heroína está ferida numa lancha à deriva. É o fim do conto Caixa preta, de Jennifer Egan — não perca o desfecho de meia hora, hoje, às 22h, no nosso Twitter (@intrinseca).

No futuro, uma espiã se infiltra num grupo criminoso e se torna a “gatinha” de um poderoso mafioso com o objetivo de coletar informação que comprove atividades ilícitas que ameaçam a vida nos Estados Unidos.

Lulu, a menina-prodígio de A visita cruel do tempo, foi a personagem escolhida por Jennifer Egan para protagonizar o inovador Caixa preta: um conto escrito em segunda pessoa, em forma de manual de instruções para outras espiãs-heroínas, criado especialmente para o Twitter.

Leia também:

Mais sobre Caixa preta, de Jennifer Egan
Assista aos melhores momentos da mesa com Jennifer Egan e Ian McEwan na FLIP 
A intraduzível visita do tempo
A visita cruel do tempo
Extras de A visita cruel do tempo
Mixtape para Bennie Salazar
Grandes pausas do rock’n’roll
De Tarantino a Iggy Pop: pequenas histórias sobre Jennifer Egan

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Nossa espiã-heroína está ferida numa lancha à deriva. É o fim do conto Caixa preta, de Jennifer Egan — não perca o desfecho de meia hora, hoje, às 22h, no nosso Twitter (@intrinseca).

No futuro, uma espiã se infiltra num grupo criminoso e se torna a “gatinha” de um poderoso mafioso com o objetivo de coletar informação que comprove atividades ilícitas que ameaçam a vida nos Estados Unidos.

Lulu, a menina-prodígio de A visita cruel do tempo, foi a personagem escolhida por Jennifer Egan para protagonizar o inovador Caixa preta: um conto escrito em segunda pessoa, em forma de manual de instruções para outras espiãs-heroínas, criado especialmente para o Twitter.

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testeJohn Green: o autor 3.0

Um dos escritores mais queridos pelo público jovem e igualmente festejado pela crítica americana, John Green conseguiu uma façanha invejável por muitos autores best-sellers mais experientes: meses antes de concluir seu livro mais recente,  A culpa é das estrelas, recém-lançado pela Intrínseca, já ocupava o primeiro lugar na Amazon.com e na Barnes and Noble.com. O boca-a-boca nas mídias sociais, que colaborou para o feito, começou numa terça-feira, quando ele anunciou o título do novo livro no Twitter para mais de 1,2 milhão de seguidores, no Tumblr e no fórum YourPants.org. Uma hora depois, Green prometeu autografar todos os exemplares comprados na pré-venda – e assim o fez, assinando 150 mil livros – e leu um trecho da história, antes de ser publicada, no “Vlogbrothers”, seu canal do YouTube, um dos projetos de vídeo on-line mais populares do mundo.

John Green, premiado autor de apenas 35 anos, tem uma forte presença na internet desde 2007, quando deu início ao projeto “Brotherhood 2.0” com o irmão, Hank. Os dois se propuseram a substituir toda a comunicação textual entre eles por vídeos no YouTube, disponíveis para o público. Foi então que surgiu o movimento on-line “Nerdfighteria”: uma comunidade de jovens socialmente engajados e formadores de opinião, que se dedicam a discutir temas levantados nos vídeos dos irmãos Green, como o amor pela leitura, pelo conhecimento e a vontade de tornar o mundo um lugar melhor. Após o fim do “Brotherhood 2.0”, John e Hank criaram o “Vlogbrothers”, que hoje contabiliza mais de 235 milhões de visualizações em mais de 950 vídeos postados no canal.

Essa quantidade impressionante de fãs dos vídeos dos irmãos Green deu origem, naturalmente, a um número expressivo de leitores das obras de John – muito deles empenhados na divulgação de seus livros. Para o aguardado lançamento de A culpa é das estrelas no Brasil, a Intrínseca fechou uma parceria com nove blogs literários que, por sete dias, publicarão postagens diversas sobre a origem do livro, curiosidades, personagens, história do autor, resenhas, entre outros assuntos – uma forma de usar as mídias sociais como holofote para dar aos leitores algo além do conteúdo do livro.

No primeiro dia da Semana John Green, 16 de julho, a hashtag #CulpaDoJohnGreen atingiu os Trend Topics no Twitter em algumas das principais cidades brasileiras e mereceu até um elogio do próprio autor: “a hashtag started by my awesome Brazilian publisher to celebrate The Fault in Our Stars’s release, is trending in Brazil. I love Brazil.”

Publicado em janeiro nos Estados Unidos, A culpa é das estrelas figura a lista de best-sellers do The New York Times há 26 semanas, com 407 mil exemplares vendidos por lá. Os direitos de publicação do título foram negociados em 32 países e a adaptação cinematográfica ficará a cargo da Fox 2000.

Leia também:

Texto de John Green em homenagem ao Dia da Esther
Dia da Esther: um dia dedicado ao amor e a família
Vídeo especial de John Green para os leitores brasileiros
A culpa é do John Green! – Texto de Renata Pettengill, tradutora de A culpa é das estrelas
Citações “intrínsecas” de A culpa é das estrelas
Fan arts de A culpa é das estrelas
Viu algum exemplar de A culpa é das estrelas por aí?
A culpa é das estrelas: um livro sobre a alegria e a tragédia que é viver