testeTony & Susan: o clássico perdido

Por João Lourenço*

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Amy Adams em Animais Noturnos

No mundo da ficção, nada me dá mais prazer do que desvendar a obra de um autor desconhecido. O sentimento de descoberta é contagiante: atire a primeira pedra quem nunca se apaixonou por um autor de quem ninguém (ou quase ninguém) ouviu falar e, em seguida, saiu recomendando a obra para os amigos. 

Em um tempo em que todos parecem consumir as mesmas informações, nada supera a sensação de encontrar um clássico perdido — um livro para chamar de seu. E foi essa a experiência que tive com Austin Wright, autor de Tony & Susan.

Há alguns anos, uma amiga me deu de presente o livro. O título chamou atenção, mas foi o retrato do autor na orelha que me fisgou. Curioso em saber quem era aquele homem de aparência séria e olhar distante, fui atrás de mais informações antes de começar a leitura. Para minha decepção, não encontrei nada muito interessante ao digitar Austin Wright nos sites de pesquisa. Nenhuma aparição na TV ou perfil nas redes sociais —  nem entrevista em revistas literárias. Aceitei que a melhor forma de tentar desvendar o mistério em volta do autor seria por meio da leitura de Tony & Susan, e é desafiador explicar a trama de um livro cheio de reviravoltas sem estragar o elemento surpresa. Mas vamos lá. 

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Antes de mais nada, Tony & Susan é um livro dentro de outro livro. Após mais de 20 anos sem comunicação, Susan recebe um pacote misterioso do ex-marido. Trata-se de Animais noturnos, manuscrito do primeiro romance de Edward. Ele deseja a sincera opinião de Susan, que sempre fora a sua melhor crítica.

Conduzidos por Susan, somos convidados a ler o manuscrito. Já nas primeiras páginas, ela é atraída pela vida de Tony Hastings, professor de matemática que atravessa o país de carro com a mulher e a filha. Seguindo para a casa de verão, Tony cai em uma armadilha e é obrigado a parar o carro em uma estrada escura e deserta. Ao acompanhar o terror vivido por Tony e sua família, Susan (e nós, leitores) mergulha em uma história de violência, vingança e redenção.

A leitura de Animais noturnos obriga Susan a encarar o passado obscuro que deixou para trás. Tony & Susan é um constante lembrete de que a vida que conhecemos pode desaparecer em um piscar de olhos. 

Estruturado com maestria, a obra intercala os capítulos entre a vida pacata e suburbana de Susan e a sombria trajetória de Tony. Além de nos fazer percorrer as dúvidas e arrependimentos do seu passado, Susan também é uma “guia de leitura”. É por meio da visão dela que o leitor embarca na narrativa de Animais noturnos, mas o mais legal é que as observações de Susan não influenciam a nossa própria leitura. Ao contrário: apenas nos deixam mais atentos e curiosos. Em Tony & Susan, até os personagens secundários possuem ricos detalhes, e cada um deles poderia render outro livro. É uma obra que mistura gêneros e emoções distintas. 

Tony & Susan se destaca por apresentar pessoas, medos e situações próximos da realidade — o que torna tudo ainda mais assustador.

imagem-cena-copiaCena de Animais Noturnos

Ao terminar a leitura, fiquei ainda mais curioso sobre a vida do autor. Elena Ferrante que me perdoe, mas preciso de certa proximidade com os autores que admiro. Mas, novamente, não obtive muito sucesso. Tudo que há sobre Austin Wright são suposições e pequenos dados biográficos.

Wright nasceu em 1922 e se dedicou à carreira acadêmica. Por mais de 20 anos, foi professor de literatura americana na Universidade de Cincinnatti — sua especialidade era William Faulkner. Tony & Susan é o quarto livro de Austin. Ele escreveu sete romances, além de diversos artigos de crítica literária. Foi reverenciado por pessoas como George Plimpton (fundador e editor da revista Paris Review), e, devido aos quebra-cabeças da narrativa e invenções linguísticas do autor, alguns críticos americanos o comparavam à James Joyce. 

Na época do lançamento de Tony & Susan, em 1993, o escritor Saul Bellow disse: “Brilhantemente escrito. A última coisa que você espera em uma história de sangue e vingança.” Embora sejam admirados por crítica e público, os livros de Austin Wright ficaram perdidos no tempo. Ele recebeu propostas de grandes editoras, mas optou em publicar por editoras pequenas.

Até recentemente era raro encontrar um exemplar de Tony & Susan. O título ganhou reedição americana e inglesa em 2010, vendeu bem e atraiu novos leitores, como o estilista e diretor Tom Ford. Os direitos para a adaptação cinematográfica de Tony & Susan foram adquiridos em um leilão por 20 milhões de dólares. O longa, intitulado Animais Noturnos, tem estreia no Brasil em 29 de dezembro. No elenco, os atores Jake Gyllenhaal e Amy Adams interpretam Tony e Susan. O filme já está fazendo sucesso: levou o prêmio da crítica em Veneza e foi comparado aos thrillers de Alfred Hitchcock.  

Às vésperas da estreia do filme, Tony & Susan está sendo reeditado ao redor do mundo — e, em alguns lugares, lançado pela primeira vez. Mas Austin Wright não vai ter a chance de presenciar o seu sucesso. O autor morreu em 2003 de causa desconhecida. 

Austin Wright sempre foi obcecado pela conexão entre o real e o fictício, e nada melhor do que Tony & Susan para nos ensinar que nós somos coautores dos livros que lemos.

  

João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York tentando escrever seu primeiro romance.

testeAnimais noturnos e A chegada foram indicados ao Globo de Ouro 2017!

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Cena de Animais noturnos (Fonte)

A edição de 2017 do Globo de Ouro já tem torcida da Intrínseca: as adaptações cinematográficas de Tony & Susan e História da sua vida e outros contos receberam 5 indicações ao prêmio.

Animais noturnos é baseado em Tony & Susan e estreia em 29 de dezembro de 2016 no Brasil. A narrativa acompanha a história de Susan (Amy Adams), proprietária de uma bem-sucedida galeria de arte em Los Angeles que recebe, inesperadamente, o manuscrito do primeiro romance de autoria de seu ex-marido, Edward (Jake Gyllenhaal). O filme foi indicado nas categorias melhor diretor e melhor roteiro para Tom Ford, além de melhor ator coadjuvante para Aaron Taylor-Johnson, que interpreta Ray Marcus.

A chegada, adaptação do conto “História da sua vida” da coletânea de Ted Chiang, traz novamente Amy Adams, dessa vez como a linguista Louise Banks, que é levada pelo governo americano para tentar compreender a linguagem de uma civilização alienígena que repentinamente aparece em 12 locais diferentes do planeta. O filme foi indicado nas categorias melhor trilha sonora e melhor atriz. O filme já está em cartaz no circuito nacional.

testeQuando um livro nos atropela…

…É a melhor coisa que pode nos acontecer. Fazemos tudo o mais rapidamente possível e ficamos só aguardando o momento de o trabalho acabar e de terminar de preparar o jantar para poder voltar àqueles minutos preciosos do dia em que não há vozes nem imagens, só letras e imaginação.

Isso está acontecendo comigo enquanto escrevo esta coluna. É que estou quase no fim, bem no finzinho mesmo, da leitura de Tony & Susan, de Austin Wright, lançado há alguns anos pela Intrínseca no Brasil. O livro foi publicado originalmente em inglês em 1993, e eu comprei a versão para o Kindle.

Confesso que não tinha ouvido falar do livro. O que me levou a procurá-lo foi o filme Animais noturnos, baseado em Tony & Susan, que deve chegar às telas no fim do ano, com Amy Adams e Jake Gyllenhaal. A direção é de Tom Ford (sim, o estilista), que já fez bonito no passado com A single man (no Brasil, a produção recebeu um título horrível: Direito de amar).

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Cena de Animais Noturnos (fonte)

O que mais me chamou a atenção em Tony & Susan foi a sua intertextualidade, que nada mais é do que uma palavra bonita para designar o que Susan, a personagem principal, passa boa parte da trama fazendo e o que o leitor também faz. É isso mesmo: ler.

Tony, na realidade, é o personagem central da obra enviada a Susan por Edward, seu ex-marido. O título do livro: Animais noturnos (que, na minha opinião, deveria estar estampado na capa, pois é bem mais forte do que Tony & Susan). A partir daí, descortina-se um clima de suspense impactante. A conexão do leitor com Susan é direta, pois ela também tenta se livrar do dia a dia para voltar à leitura.

Wright tem uma prosa fluida, mas evita clichês, em especial na descrição das relações entre os personagens, que são elucidadas a partir de informações liberadas aos poucos, como num quebra-cabeça. O próprio “livro dentro do livro” subverte expectativas, pois foge do estilo “desejo de vingança”, que parece ser norma em histórias de suspense.

Animais noturnos, o filme, ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Veneza deste ano e muitos estão apostando em Amy Adams como indicada ao Oscar 2017 na categoria Melhor Atriz. Tudo o que posso desejar é que o filme faça mesmo jus à sua fonte.

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testeAssista ao trailer de Animais Noturnos, novo filme de Tom Ford

Aclamado no Festival de Veneza, filme inspirado no romance Tony & Susan, de Austin Wright, estreia em 29 de dezembro

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Após uma das mais celebradas estreias nos cinemas dos últimos tempos, o estilista Tom Ford, responsável pela revitalização da marca Gucci, lança seu já aclamado segundo filme, Animais Noturnos. Vencedora do Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza, a produção tem no elenco Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Aaron Taylor-Johnson e Michael Shannon.

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Animais Noturnos é baseado em Tony & Susan, romance de Austin Wright lançado pela Intrínseca em 2011. No filme, Amy Adams interpreta Susan, a proprietária de uma bem-sucedida galeria de arte em Los Angeles que recebe, inesperadamente, o manuscrito do primeiro romance escrito por seu ex-marido, Edward (Jake Gyllenhaal). Susan não mantinha contato com Edward havia mais de 20 anos e o romance é um violento thriller claramente inspirado na relação dos dois.

Para comemorar o lançamento, uma nova edição de Tony & Susan chega às livrarias a partir de 21 de outubro.
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>> Leia um trecho de Tony & Susan

 

Direito de amar (2009), a elogiada estreia de Tom Ford no cinema, estrelada por Colin Firth e Julianne Moore, recebeu indicações ao Oscar e a três Globos de Ouro e ainda arrecadou U$ 10 milhões nas bilheterias norte-americanas.

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testeSemana Thriller

Tensão, expectativa, surpresa. Embora cada subgênero tenha elementos próprios, a narrativa de um bom thriller é capaz de manipular e prender o leitor com a atmosfera de suspense e o ritmo acelerado. Representante do thriller psicológico e policial, A síndrome E, primeiro volume de uma série best-seller na França que acaba de ser lançado pela Intrínseca, é o destaque da Semana Thriller, que acontece de 6 a 10/5.

Ao longo dessa semana, blogs parceiros farão postagens diárias sobre a categoria literária, além da resenha do livro de estreia do autor Franck Thilliez no Brasil. Os blogueiros também irão sortear brindes especiais e exemplares de A síndrome E e de outros dois lançamentos recentes do gênero: Garota Exemplar, de Gillian Flynn, que expõe as consequências psicológicas da deterioração de um relacionamento íntimo, e No escuro, thriller arrebatador de Elizabeth Haynes, um retrato ousado da obsessão.

Conheça outros thrillers do nosso catálogo:


O hipnotista

O massacre de uma família mobiliza a polícia sueca. Sob o comando do detetive Joona Linna, as investigações dependem da única testemunha: o filho adolescente, que está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna convence o Dr. Erik Maria Bark a hipnotizar o garoto, dando início a uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos.

 

 

 


O pesadelo

Após conquistar milhares de leitores em todo o mundo em O hipnotista, o detetive Joona Linna está de volta em O pesadelo para investigar dois crimes que, à primeira vista, não têm nenhuma relação — o misterioso afogamento de uma jovem e o inexplicável suicídio de um alto funcionário do governo sueco.

 

 

 


Eu mato

A caçada a um serial killer que fornece as pistas dos crimes por meio de um programa de rádio, nos cenários de Montecarlo, dá a partida no thriller de estreia de Faletti, que vendeu 4 milhões de exemplares na Itália. Os assassinatos, caracterizados pela frase Eu mato escrita com sangue, são marcados por uma violência que não poupa nem mesmo a pele das vítimas.

 

 

 


Eu sou Deus

Em Eu sou Deus, mais uma vez Giorgio Faletti, depois do sucesso de Eu mato, narra uma história de guerra, ódio e vingança na voz de um serial killer que mantém Nova York sob ameaça. A escolha de suas vítimas não obedece a complicados percursos mentais nem há qualquer morbidez em suas ações.

 

 

 


Memórias de um vendedor de mulheres

Fenômeno mundial da literatura italiana contemporânea, Giorgio Faletti recria as insanas noites milanesas da década de 1970 sob a perspectiva de Bravo, um negociante de mulheres. Um homem cínico que não questiona seus atos até se tornar procurado pela polícia e pelo crime organizado.

 

 

 


Tony & Susan

Ao receber pelo correio o manuscrito do primeiro livro escrito por seu ex-marido, vinte e cinco anos após o divórcio, Susan Morrow se vê às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.

 

 

Blogs parceiros que participam da Semana Thriller:

Catavento de Ideias
Cultivando a Leitura
La Sorcière
Lendo nas Entrelinhas
Praticamente Inofensivo

testeEstante Intrínseca

Conheça os títulos que foram lançados em julho pela Intrínseca:

Estrela da noite, de Alyson Noël
Lançamento 12/7

No quinto e penúltimo volume de Os imortais, Haven está certa de que Ever é responsável pela morte de Roman, e está determinada a destruí-la. Seu primeiro passo é separá-la de Damen, e, para isso, conta com a arma ideal: um segredo terrível sobre suas vidas passadas. [+] Leia o primeiro capítulo.

O lançamento do último livro da série, Infinito, será na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro e contará com a presença da autora. Acompanhe as notícias sobre a autora e suas séries em www.serieosimortais.com.br

 

Dupla falta, Lionel Shriver
Lançamento 15/7

A vida de Willy Novinsky é o tênis, e amá-la significa amar seu jogo. Willy conduz à desconcertante incursão psicológica de Lionel Shriver em Dupla falta, que expõe o universo de um casal de tenistas profissionais e a delicada relação de marido e mulher que estão em lados opostos da rede. Originalmente publicado em 1998, nos Estados Unidos, Dupla falta apresenta os sentimentos inconfessáveis que se tornaram a marca da escritora em obras posteriores, como Precisamos falar sobre o Kevin — vencedor do Prêmio Orange de 2005 — e O mundo pós-aniversário. [+] Leia o primeiro capítulo.

Leia a entrevista de Lionel Shriver concedida ao jornal O Globo sobre o romance.

 

Antes que eu vá, Lauren Oliver
Lançamento 19/7

No romance de estreia de Lauren Oliver, que também é autora da série Delirium, Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no colégio. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder. [+]

Leia o primeiro capítulo.

 

O jovem Sherlock Holmes: Nuvem da morte, de Andrew Lane
Lançamento 27/07

Nuvem da morte é o primeiro volume da nova série publicada pela Intrínseca: O jovem Sherlock Holmes, cuja versão foi autorizada pela Conan Doyle Estate Ltd. e pelos parentes ainda vivos do autor.
Em Nuvem da morte, o ano é 1868 e Sherlock Holmes tem catorze anos. Com a designação do pai, que é soldado do Exército britânico, para enfrentar rebeldes na Índia, Sherlock é obrigado a passar férias em uma cidade distante e enfrenta sua primeira missão: desvendar duas mortes misteriosas. [+]

Leia o primeiro capítulo.

 

Próximos lançamentos:

Brilhos, de Sophia Bennett
Lançamento em 3/8

Em Brilhos, segundo volume da série Linhas, de Sophia Bennett, em meio à euforia com a chegada da primeira coleção de Crow às lojas que vestem as garotas mais antenadas de Londres, surgem sérios rumores de que as tão cobiçadas roupas vêm sendo produzidas à custa do trabalho escravo de crianças na Índia. Na dúvida, as amigas inseparáveis topam ir conferir. Lá, elas não só descobrem a explosão de cores e brilhos de uma cultura que ainda não conheciam, mas também deparam com uma grande questão: o que vale mais, seus sonhos ou seus ideais? [+]

Leia o primeiro capítulo.

 

Tony & Susan, de Austin Wright
Lançamento em 10/8

Há vinte e cinco anos, Susan Morrow deixou Edward Sheffield, seu primeiro marido. Certo dia, instalada confortavelmente na casa em que mora com os filhos e o segundo marido,  ela recebe, pelo correio, o manuscrito do primeiro romance de Edward. Ele lhe pede que leia seu livro: Susan sempre foi sua melhor crítica, justifica. Tony e Susan, de Austin Wright, publicado originalmente nos Estados Unidos em 1993, ganha nova edição, dezoito anos depois de seu lançamento, por se tratar, segundo seus editores, da “mais impressionante obra de arte da ficção americana desde Revolutionary Road, de Richard Yeats”, publicado no Brasil como Foi apenas um sonho. [+] Leia o primeiro capítulo.

 

O ladrão de raios: Graphic Novel
Lançamento em 17/8

Adaptação: Robert Venditti /  Arte: Attila Futaki / Cor: José Villarrubia

Nessa adaptação do primeiro livro da série Percy Jackson e os olimpianos, de Rick Riordan, Percy Jackson é um garoto problemático que, aos doze anos, já foi expulso de seis escolas. Mas esse acaba se revelando o menor de seus problemas: ao descobrir que é um semideus — filho de Poseidon, deus do Olimpo com uma mortal — ele também percebe que alguns desses personagens mitológicos, por algum motivo, estão bastante irritados com ele. [+]