testeHolocausto brasileiro, livro premiado de Daniela Arbex, ganha nova edição

 

Depois do emocionante Todo dia a mesma noite, o catálogo da Intrínseca ganha mais um sucesso da jornalista Daniela Arbex: Holocausto brasileiro.

Nesta premiada obra, Arbex faz uma denúncia sobre a situação de abandono a que eram submetidos os pacientes do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena. Conhecido como Colônia, o centro localizado em Minas Gerais funcionou de 1903 a 1996 e deixou o saldo de mais de 60 mil mortos e inúmeras vidas marcadas pelo descaso do Estado, dos médicos e da sociedade. Motivada pelas fotos chocantes das condições subumanas impostas aos pacientes, Arbex localizou sobreviventes e entrevistou ex-funcionários a fim de traçar o retrato de uma das maiores atrocidades perpetradas em nosso país, o que transformou o livro em um marco do jornalismo investigativo.

Aclamado pelo público e vencedor do segundo lugar na categoria livro-documentário do prêmio Jabuti e ganhador do APCA de melhor livro reportagem e do Lorenzo Natali (Bélgica), Holocausto brasileiro foi adaptado como documentário e lançado pela HBO em 40 países.

Forte, sensível e indispensável, a nova edição da obra, com posfácio da autora, ainda não tem previsão de lançamento.

testeLivros que são imperdíveis na Bienal de São Paulo

A Bienal começa neste fim de semana e nós já separamos os nossos livros prediletos para vocês!

Para aqueles que gostam de sentir arrepios:

  1. O homem de giz

Para fãs de Stranger Things e Stephen King, O homem de giz é uma leitura obrigatória. Em 1986, Eddie e seus amigos se comunicavam através de um código secreto: homens de giz desenhados no asfalto. Até que, um dia o desenho os leva um corpo na floresta. Em 2016, Eddie encontra outro desenho de um homem de giz enforcado e recebe a notícia que um dos seus amigos foi assassinado. Ele agora precisa descobrir o que aconteceu trinta anos antes, e quem está desenhando esses homens de giz.

2. Objetos Cortantes

Da autora de Garota exemplar, nasce outro thriller psicológico. Camille Preaker se mudou de Wind Gap, no Missouri, com o intuito de nunca mais voltar. Agora, recém-saída de um hospital psiquiátrico, ela tem o desafio de investigar o assassinato de uma menina em sua cidade natal. Lá, Camille é forçada a encarar sua mãe neurótica, sua meia-irmã que não conhece e as fofocas de uma cidade pequena. À medida que as investigações avançam, a reporter se depara com fatos perturbadores e revelações assustadoras. Os problemas que ela achou que havia deixado na cidade voltam para assombrá-la.   

O livro é tão, mas tão bom, que virou uma série na HBO estrelada pela maravilhosa Amy Adams.

 

GIRL POWER:

  1. Para todos os garotos que já amei

O que você faria se as cartas secretas que você escreveu para todos os meninos que já gostou fossem enviadas para eles? Teria um enfarte? Pois é, Lara Jean vive essa realidade. Uma menina responsável e planejada, seu mundo vira de cabeça para baixo quando suas cartas param nas mãos dos destinatários. Nesta história emocionante, engraçada e divertida, você vai se transportar de volta para a escola, quando sua única preocupação era se quem você gostava sentia o mesmo por você.

E para melhorar: o livro é só o primeiro de uma trilogia que acompanha os altos e baixos da vida de Lara Jean. A série já foi organizada em um box que está disponível pela Intrínseca!

Ainda melhor: o livro virou um filme da Netflix, com estreia marcada para o dia 17 de agosto!

O livro é tão maneiro que resolvemos montar a cama da Lara Jean lá no nosso cantinho do Bienal! Não perca!!

 

2. Leah fora de sintonia

Finalmente um livro com uma protagonista bissexual!! Leah, a melhor amiga de Simon (sim, o nosso Simon), conta sua jornada em busca de si ao mesmo tempo que tenta entender quem que ela quer dividir suas verdades e sentimentos. Leah é igual a muita gente: odeia quem odeia Harry Potter, odeia o novo namorado da mãe e odeia pessoas fofas e felizes. O livro também é da nossa autora favorita, Becky Albertalli, que já veio para Bienal e, além de Com amor, Simon escreveu o queridinho, Os 27 crushes de Molly.

 

3. Estúpida, Eu?

Camila Coutinho, criadora do Garotas Estúpidas, um dos blogs de moda mais influentes do mundo, hoje tem milhões de seguidores, vários produtos licenciados, e parcerias com grandes marcas globais. Em seu livro, Estúpida, eu? ela conta como fez para transformar um hobby em um grande negócio. Poder feminino: amamos.

A Camila participa da mesa “10 anos de blogosfera” na terça-feira, dia 7 de agosto, na Arena Cultural!

 

4. Todo Dia a Mesma Noite

Daniela Arbex reafirma seu lugar como uma das jornalistas mais relevantes do país, veterana em reportagens de fôlego – premiada duas vezes com o prêmio Jabuti – ao reconstituir de maneira sensível e inédita os eventos da madrugada de 27 de janeiro de 2013, quando a cidade de Santa Maria perdeu de uma só vez 242 vidas no incêndio da Boate Kiss. Depois de ouvir centenas de horas de depoimentos de sobreviventes, familiares das vitimas, equipes de resgate e profissionais da área de saúde, a autora construiu no livro um memorial contra o esquecimento dessa noite tenebrosa.

 

Para quem gosta de fugir desse mundo:

  1. Black Hammer: Origens Secretas

Uma história com vários super-heróis, porém um probleminha: eles não podem mostrar seus poderes! Essas figuras salvaram o mundo, mas agora estão presas no passado em uma fazenda fora dos limites do tempo. Sem saber como fugir, ou como chegaram lá, Abraham Slam, Menina de Ouro, Coronel Weird, Madame Libélula e Barbalien são forçados a fingir ser uma típica família disfuncional, tentando criar para si uma vida normal. Com seus poderes e seus egos, será que isso vai dar certo?

 

2. Ordem Vermelha: Filhos da Degradação

A última região habitada do mundo, Untherak, é povoada por humanos, anões, gigantes, kaorshs, gnolls e sinfos. A deusa Una reina soberana, lembrando a todos que a missão de suas vidas é servi-la sem questionamentos. No entanto, um pequeno grupo de rebeldes, liderado por uma figura misteriosa, está disposto a tudo para tirá-la do trono. Só que eles não só têm de lidar com sua instabilidade e com os conflitos internos como também enfrentarem seu mais terrível guardião, o General Proghon.

Felipe Castilho fala sobre seu livro no último domingo da Bienal, dia 12.

 

3. A Princesa Prometida

Buttercup, uma camponesa, se apaixona por Westley, um jovem humilde que trabalha na fazenda do pai dela. Juntos, eles descobrem o amor verdadeiro, mas um trágico acidente envolvendo um navio pirata os separa. Anos depois, Buttercup se torna a mulher mais bonita do reino e é pedida em casamento pelo sádico príncipe, Humperdinck. Mas nada consegue separar o amor verdadeiro, e Westley volta para resgatar sua princesa! Mergulhe nesse mundo de piratas, duelo de esgrima e traições!

 

Para aqueles que têm o pé nesse mundo, mas a imaginação em outro:

  1. Mentes Sombrias

Do dia para a noite, crianças começam a morrer de um misterioso mal súbito. Em pouco tempo, a doença se espalha e as que sobrevivem desenvolvem habilidades psíquicas assustadoras. Isso acontece com Ruby na manhã do seu décimo aniversário e ela é levada para Thurmond, um acampamento que segue as diretrizes brutais do governo vigente. Seis anos depois, ela se torna uma das jovens mais perigosas do local, embora tenha que esconder isso a todo custo. Quando a verdade é revelada, Ruby desperta o interesse de muitas pessoas e precisa escapar às pressas. Fora dali, ela encontra outros fugitivos, e segue-os para o único refúgio para adolescentes como eles. Por mais que queira fazer amigos, a menina sabe que isso não é possível, porque nenhum lugar é seguro, e ela não pode confiar em ninguém – nem em si mesma.

O livro já virou filme, que será lançado dia 2 de agosto e tem atores como Mandy Moore e Gwendoline Christie (de Game of Thrones)!

A Intrínseca tem uma página especial de Mentes Sombrias, com um quiz que te diz o seu tipo de poder!

No dia 9 de agosto nosso estande na Bienal será dedicado a Mentes Sombrias! Não deixe de conferir!

 

2. Uma casa no fundo de um lago

Em seu primeiro encontro, James e Amelia decidem fazer um passeio de canoa pelos lagos. Tudo parece perfeito, mas quando se aprofundam na exploração, eles chegam a um lago escondido e encontram uma casa de dois andares (com móveis, jardim, piscina) de baixo d´água. Enquanto vasculham a casa, um medo os consome: será que um local misterioso como aquele esconde algo vivo?

 

Nossos queridinhos:

  1. A sutil arte de ligar o f*da-se

Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço. Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva – a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita para parecermos otimistas o tempo todo. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o f*da-se. Uma abordagem franca e inteligente que vai te ajudar a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto. Livre-se agora da felicidade maquiada e superficial e abrace esta arte verdadeiramente transformadora.

 

2. Variações enigma

O segundo livro de André Aciman, o homem que nos presenteou com Me chame pelo seu nome, também fala de paixão e da intrincada psique humana. Ele conta a história de Paul, que, mesmo adulto, continua a ser atormentado por sentimentos intensos. No sul da Itália, ainda jovem, se apaixonou pelo marceneiro de seus pais, em Nova York, onde acredita estar sendo traído pela namorada e se interessa pelo parceiro de tênis nas quadras do Central Park;  e até em um campus coberto de neve em New England. Não importa onde ou quando, suas relações são caóticas, transitórias e marcadas pela força do desejo.

O autor, a pessoa mais fofa desse mundo, participou da Flip e fez um vídeo respondendo as perguntas dos nossos leitores!

testeSorteio Facebook – Autoras mulheres [Encerrado]

Comemorando o Dia Internacional da Mulher, vamos sortear 3 exemplares de livros escritos por mulheres. 

Para participar, compartilhe essa imagem em seu Facebook PUBLICAMENTE e preencha o formulário abaixo!

Atenção:
– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição
– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Facebook, você não poderá participar deste sorteio.
– O resultado será anunciado no dia 12 de março, segunda-feira, em nosso perfil no Facebook. Boa sorte! 

testeUma jornalista sem palavras

Confesso que, depois de escrever Todo dia a mesma noite, senti medo. Não sabia qual seria a receptividade do livro. Tive receio dos julgamentos, apesar de estar muito convicta do trabalho que tinha feito e de tudo que vivenciei no processo de apuração para escrever esta obra. Agora, vendo o livro ganhar o país e o coração dos leitores, me sinto imensamente confortada ao perceber que a leitura está provocando uma profunda reflexão sobre a forma de nos relacionarmos com o outro. Sobre o livro, Samuel Lima, professor da Faculdade de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, me escreveu:

“Dani, querida, li em dois dias, fazendo pausa em alguns capítulos. Acabei há pouco, na realidade, comovido e profundamente tocado pelo que transborda de humanidade da sua narrativa arrebatadora! (…) Quero te dizer que o resgate do drama humano, com detalhes novos e entrevistas inéditas com personagens fundamentais para recontar a tragédia da Kiss (caso da equipe médica e outras fontes que só falaram com você), é também um baita resgate do jornalismo como forma social de conhecimento (…) Sua obra é prova viva de um jornalismo cujo alcance social e histórico transcende a fugacidade do presente!”

A mensagem de Samuca, como Samuel é conhecido por seus alunos, está entre as centenas de textos tocantes enviados para o meu e-mail ou pelo Facebook. Como a do médico gaúcho que, mesmo lidando diariamente com o sofrimento humano, se diz tocado pela narrativa:

“Mesmo passando grande parte do meu tempo dentro de um hospital, vendo o sofrimento dos pacientes, por várias vezes não consegui conter as lágrimas enquanto lia Todo dia a mesma noite. Teu livro me fez pensar na minha profissão, no meu papel de filho, no meu futuro papel de pai, nas vítimas e sobretudo no sofrimento sem fim daqueles que hoje carecem de algum filho, pai ou mãe que se foi de forma inesperada. Me fez pensar nas minhas relações diárias e o quanto somos passageiros nesse mundo, o quanto os problemas que consideramos o ‘fim do mundo’ são simples e facilmente resolvíveis. Me fez sentir saudade dos meus pais que estão em Pelotas. Me fez pensar o quanto já devem ter sofrido quando eu, ainda adolescente, saía para boates; o quanto o trabalho de pai é sem dúvida o mais difícil e desgastante que alguém pode ter, mas também o melhor. Que este livro possa relembrar a todos que 242 vítimas não podem ser esquecidas.”

Quando lancei a obra em Santa Maria, diante de um teatro lotado e emocionado, pude perceber que o livro cumpre um papel importante que vai além de suas páginas. Ver os pais se encontrando com os socorristas do Samu e estes confraternizando com os profissionais de saúde mental que, por sua vez, abraçaram os médicos do Exército e os enfermeiros da Brigada Militar me reconfortou. Me deu a certeza de que a história não contada da boate Kiss precisava ser narrada. Não só porque esses 242 filhos do Brasil precisam ser conhecidos e lembrados, mas porque precisamos reencontrar a nossa humanidade. 

Lá no Rio Grande do Sul, ao me despedir de Silvio Beuren, um pai marcado pela ausência do filho, ouvi dele a frase que carregarei para sempre na memória:

 — Guria, saiba que você tem um lar em Santa Maria!

  Dizer obrigada é muito pouco. Às vezes, até uma jornalista fica sem palavras…

testeTecendo os fios da história

Há tempos, eu não abraçava a minha mãe tão longamente. Ela tinha acabado de chegar do Ushuaia, na Argentina, a capital da Província da Terra do Fogo. Ficou 18 dias fora. Lá pelas bandas dos hermanos, mi madre se pôs a ler a coluna dominical que escrevi sobre os talentos culinários dela. Disse que meu texto havia sido o seu presente de Natal e de Ano-Novo. Aqui, juntas novamente, ela afirmou que minha forma de demonstrar amor era “muito linda”. Isso mexeu comigo, porque Dona Sônia estava falando justamente da minha escrita. Se, para ela, cozinhar é um ato de amor, o meu é escrever.

A palavra vibra dentro de mim. Ela me desnuda. Revela uma parte do muito que carrego, porque só através das letras consigo me mostrar. Às vezes, quando não sou entendida em uma conversa, tenho uma vontade imensa de falar: espera aí, deixa eu escrever. Escrevendo, me sinto inteira, pois as palavras são a minha forma de ler o mundo. Quando teço um texto, procuro expressões que possam dizer mais do que sou capaz. Sou como uma bordadeira, que escolhe fio a fio aqueles que vão ornamentar o seu tecido.

Comecei a “fiar”, oficialmente, há 22 anos, quando fui trabalhar em um jornal do interior de Minas Gerais, estado onde nasci. Mas, vasculhando a memória, acho que escrevo desde a infância. Aos 8 anos, fiz meu primeiro livro a respeito de um menino que sonhava em mudar o mundo.

Cresci e o desejo de contar histórias continuou dentro de mim. O jornalismo me deu a chance de tocar as pessoas pela palavra. Por causa dele, conheci mundos habitados por poucos, lugares inacessíveis, onde só se pode entrar se alguém te der a chave. Acessar o interior do outro é uma experiência única, ainda mais quando esse mergulho tem a finalidade de ajudar a construir a memória de um país.

Assim, nesse exercício de revelar o esquecimento, cheguei à história de Holocausto brasileiro, minha estreia na literatura, em 2013. Depois, mergulhei na ditadura para buscar um corpo desaparecido há 35 anos e desvendar o que a história oficial transformou em mentira e mistério. Cova 312 foi minha segunda incursão no mundo literário, em 2015. Com Todo dia a mesma noite, minha nova obra, mergulhei ainda mais fundo para buscar em um universo de dor uma forma de apresentar um Brasil acostumado a esquecer.

Foi o radialista Marcos Moreno, que trabalhava junto ao meu grupo de comunicação em Minas Gerais, quem me despertou para a necessidade de falar sobre a Boate Kiss, incendiada em 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Na hora, descartei essa “ideia maluca”, afinal, tudo já tinha sido dito. Moreno insistiu: “Você não entende. Precisa contar essa história.” E foi a insistência dele que me fez parar para perguntar por quê. Será que havia alguma coisa que ainda precisava ser falada sobre essa tragédia?

Resolvi me apresentar a alguns pais que encontrei nas redes sociais para saber como estavam. Dias depois de enviar as mensagens, recebi a primeira resposta de uma mãe que perdeu a filha na boate, aonde tinha ido para comemorar o seu aniversário de 22 anos. “Nós precisamos ser ouvidos”, ela escreveu. Isso me intrigou, já que o caso havia ganhado visibilidade mundial.

A fachada da Boate Kiss (Foto de Marizilda Cruppe)

Depois disso, eu precisava ver, de perto, como estava o coração do Rio Grande. Quando desembarquei em Santa Maria, em 2016, encontrei pessoas emocionalmente abandonadas, porque se recusavam a esquecer seus amores. Voltei outras quatro vezes, durante dois anos. Foram 24 meses de escuta. Setecentos e vinte dias de imersão em um luto que jamais passará. Essa experiência foi contada em um livro que tem 55 mil palavras, nenhuma delas é sinônimo de superação. Não se supera a morte de um filho. Pedir superação é uma completa ausência de empatia pelo sofrimento do outro.

Todo dia a mesma noite não trata apenas da dor de quem perdeu alguém. O livro escancara a nossa humanidade. Com ele, eu entrego a você, leitor, a chave de uma história ainda não contada. Depois de abrir essa porta, meu desejo é que jamais esqueça o que leu. Mas esteja preparado. É que talvez, ao sair, você perceba que alguma coisa mudou na sua forma de olhar.

testeRelembrar para nunca esquecer

A boate Kiss, 3 anos após a tragédia (Foto por Marizilda Cruppe)

A noite de 27 de janeiro de 2013 estarreceu o Brasil. A cidade de Santa Maria ficou de luto com a inesperada e inconsolável perda de 242 pessoas no incêndio da boate Kiss. Pela primeira vez, os sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde contam, em depoimentos extremamente honestos, o que de fato aconteceu durante as horas de desespero que, ainda hoje, parecem intermináveis.

Com base em mais de 100 horas de entrevistas cuidadosas com os envolvidos no acidente, a premiada jornalista Daniela Arbex, vencedora de dois prêmios Jabuti e autora de Holocausto brasileiro e Cova 312, reconstitui a tragédia da boate Kiss em Todo dia a mesma noite. Especialista em contar histórias desoladoras da realidade brasileira com a delicadeza e a seriedade que os temas pedem, Arbex denuncia como o crime continua impune até hoje, além de revelar uma segunda tragédia: o esquecimento que assola as famílias que buscam respostas e justiça, cinco anos depois.

Todo dia a mesma noite é um memorial que homenageia todas as vítimas, para que fatalidades como essa nunca mais se repitam.

O livro será lançado em 19 de janeiro.

testeLançamentos de janeiro

Ano novo pede leituras novas! Confira as sinopses dos lançamentos do mês:

Me chame pelo seu nome, de André Aciman

Livro que inspirou o premiadíssimo filme homônimo, dirigido por Luca Guadagnino, e um dos favoritos ao Oscar 2018, narra a primeira paixão do jovem Elio. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todos os verões, hospedar na deslumbrante casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio.

Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera elegia à paixão, em um romance no qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude. Me chame pelo seu nome explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual. [Leia +]

A grande jogada, de Molly Bloom

Livro que deu origem ao filme de Aaron Sorkin, com indicações ao Globo de Ouro e ao Critics Choice Awards de melhor atriz (Jessica Chastain) e melhor roteiro (Aaron Sorkin). Em A grande jogada, Molly Bloom conta como ganhou as manchetes dos jornais ao ser presa pelo FBI por operar, ilegalmente, uma das mesas de pôquer mais exclusivas do mundo.

A “Princesa do Pôquer”, como ficou conhecida, parecia mais uma estrela de Hollywood que uma criminosa confessa. Foi lá que ela começou, do zero, a promover as mesas pelas quais passariam centenas de milhões de dólares. Em partidas que aconteciam em luxuosas suítes de hotéis, esteve uma seleta lista de convidados que incluia astros como Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Ben Affleck, mandachuvas da indústria do entretenimento, líderes estrangeiros, grandes magnatas e até mesmo a máfia russa. 

O Método TB12, de Tom Brady

Aclamado como um dos nomes mais importantes do futebol americano e conhecido internacionalmente como o marido de Gisele Bündchen, Tom Brady é um dos poucos jogadores que ainda está na ativa aos 40 anos. Em seu livro de estreia, ele divide com o público alguns dos segredos de sua bem-sucedida e longa carreira.

O Método TB12 é uma leitura estimulante, repleta de fotos sobre a vida do jogador, gráficos e imagens instrutivas que facilitam a prática do programa. Dividida em dez capítulos, esta bíblia atlética inclui uma explicação mais detalhada sobre os princípios do método, treinos, exercícios, orientações para o repouso pleno do corpo, regras de nutrição e de hidratação.

Cinquenta tons de liberdade – edição capa de filme, de E L James

O episódio final do romance que conquistou milhões de corações românticos ganha nova versão com capa inspirada nos filmes. Em Cinquenta tons de liberdade, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades à sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento terá desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de riqueza de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele deve aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar dos fantasmas do passado. Enquanto tentam vencer obstáculos, o destino muda mais uma vez, e os piores medos de Ana podem se tornar realidade.

O filme chega aos cinemas no dia 8 de fevereiro, com direção de James Foley e produção da própria E L James. [Leia +]

Todo dia a mesma noite, de Daniela Arbex

Uma das mais impressionantes tragédias do Brasil, o incêndio da boate Kiss em 2013, fez com que a cidade de Santa Maria perdesse bruscamente 242 vidas. Com delicadeza ímpar, a jornalista Daniela Arbex escreveu um livro-reportagem sobre este crime, ainda impune, baseado em centenas de horas dos depoimentos inéditos de sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde.

Arbex reafirma seu lugar como uma das profissionais mais relevantes do país, veterana em reportagens de fôlego – premiada duas vezes com o Jabuti. A autora construiu um memorial para homenagear as vítimas desta noite assustadora e nos transporta até o momento em que tudo aconteceu, somado a depoimentos dos sobreviventes e relatos dos dias seguintes, mostrando as consequências de descuidos banalizados por empresários, políticos e cidadãos.

Todo dia a mesma noite é uma dolorosa e necessária tomada de consciência, um despertar de empatia pelos jovens que tiveram seus futuros destruídos. [Leia +]

Mais escuro, de E L James

Um dos livros mais aguardados dos últimos tempos, Mais escuro revisita Cinquenta tons mais escuros com um mergulho profundo na história de amor que envolveu milhões de leitores em todo o mundo, dando voz ao personagem Christian Grey. Nesta sequência, E L James revela o lado inseguro e sensível do protagonista enquanto desvenda suas diversas camadas. No fundo, ele não passa de um romântico, mais apaixonado do que nunca por Anastasia, e precisa lidar com os dilemas de seus sentimentos.

O sucesso da série Cinquenta tons de cinza é indiscutível. Os livros de E L James já venderam 7 milhões de cópias só no Brasil, e mais de 150 milhões de exemplares no mundo. Lançado originalmente em novembro na Inglaterra, Mais escuro alcançou o topo da lista de mais vendidos em apenas uma semana. [Leia +]