testeEstá aberta a votação dos melhores livros do ano, segundo o Goodreads

O Goodreads é uma plataforma digital de catálogo que, todos os anos, realiza uma votação entre usuários para premiar os melhores livros lançados nos últimos doze meses. Ao longo de novembro, os leitores poderão votar nos seus livros favoritos nas 21 categorias disponíveis. Já começaram as semifinais, e a Intrínseca tem vários livros na disputa!

Confira os indicados ao Goodreads Choice Awards:

Na categoria Melhor Ficção, tem Ainda sou eu, a conclusão da trilogia Como eu era antes de você, de Jojo Moyes, e Nine perfect strangers, o novo livro de Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras.

Em Melhor Livro Jovem Adulto, tem o recém-contratado Emergency Contact e dose dupla de Becky Albertalli, com Leah fora de sintonia e a grande novidade What if it’s us! Escrito por Albertalli em parceria com Adam Silvera, o livro, ainda sem título em português, será lançado no Brasil em 2019. Ele narra a história de Ben, um menino que, depois de um término difícil, vai ao correio para enviar os pertences do ex-namorado e acaba conhecendo Arthur, que está de férias na cidade. O que poderá sair desse encontro? Os dois terão que se arriscar para descobrir.

Em Ciência & Tecnologia, estão concorrendo Breves respostas para grandes questões, o presente final de Stephen Hawking para a humanidade, e Como mudar sua mente, de Michael Pollan.

Em Infantojuvenil, tem Labirinto de fogo, terceiro livro da série As provações de Apolo, de Rick Riordan, e, na categoria Livro Ilustrado, o fofíssimo Love, a ser publicado.

O homem de giz, de C. J. Tudor, concorre em duas categorias: Mistério & Thrillers e Autor Estreante.

Mais escuro, o segundo livro da trilogia Pelos olhos de Christian, está concorrendo em Romance, e A forma da água, em Fantasia. As obras ainda não publicadas Where the crawdads sing, de Delia Owens, e We sold our souls, de Grady Hendrix, estão concorrendo respectivamente em Romance Histórico e Terror, e o segundo volume de Black Hammer, O evento, em Graphic Novels & Quadrinhos.

Na categoria Best of the Best, que reúne os livros mais votados das últimas edições da premiação, estão concorrendo alguns dos nossos livros favoritos: A culpa é das estrelas, de John Green; Pequenos incêndios por toda parte, de Celeste Ng; O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman; Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr; e Garota exemplar, de Gillian Flynn.

A votação vai até o dia 26 de novembro, e os vencedores serão anunciados no dia 4 de dezembro. Não esqueça de votar e escolher os seus favoritos!

testeSeis livros para quem curte romances históricos

A humanidade já passou por duas guerras devastadoras, diversas revoluções, conflitos locais e uma disputa entre dois blocos socioeconômicos. Todos esses acontecimentos em escala global são passados de geração em geração e relatados em incontáveis livros, filmes e séries. Mas, tão impactantes quanto estas histórias, são as narrativas das pessoas comuns que as viveram.

Pensem no Titanic. Um dos maiores navios já construídos naufraga e resulta na morte de milhares de inocentes. Mas foi o romance fictício entre Jack e Rose que chamou atenção para esse terrível incidente e emocionou milhões de corações. O mesmo pode ser dito dos clássicos A lista de Schindler e O resgate do soldado Ryan. Tais experiências podem até ser menos conhecidas, mas são igualmente grandiosas em seus detalhes e nuances, justamente por transportar o leitor para determinada época e local.

Listamos alguns livros que têm como cenário esses períodos históricos para criar tramas inesquecíveis. Confira!

Mulheres sem nome

Cenário: Segunda Guerra Mundial
Local: Alemanha, Estados Unidos e Polônia

Recém-lançado, o romance de estreia de Martha Hall Kelly dá voz a três protagonistas femininas em diferentes lugares do mundo enquanto eclodia a Segunda Guerra. A socialite Caroline Ferraday está em Nova York quando Hitler invade a Polônia, em 1939, enquanto a jovem Kasia Kuzmerick se envolve cada vez mais com o movimento de resistência polonês. Levada ao campo de concentração feminino de Ravensbrück, Kasia conhece a médica alemã Herta Oberheuser, responsável por exercer uma medicina terrivelmente controversa nas prisioneiras.

Uma história que atravessa continentes enquanto Caroline e Kasia persistem no sonho de tornar o mundo um lugar melhor, Mulheres sem nome é um livro que aborda a visão das mulheres de uma guerra cujo protagonismo historicamente é masculino. Conheça mais!

 

Um cavalheiro em Moscou

Cenário: Pós-Revolução Russa
Local: Moscou/União Soviética

O autor Amor Towles se inspirou na Rússia dos anos 1920 (na época, União Soviética) para criar a história de Aleksandr Ilitch Rostov, nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa. Conhecido como “O Conde”, ele é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar de luxo e sofisticação frequentado por artistas, bons-vivants e pela antiga aristocracia de Moscou.

Com sua perspectiva única de prisioneiro de duas realidades distintas, o Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como era conhecida, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro.

 

A garota que você deixou para trás

Cenário: Primeira Guerra Mundial
Local: França e Inglaterra

Duas mulheres separadas por um século e unidas pela arte. Na França, durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por ele. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo, inclusive sua vida, na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa, onde destaca-se um retrato de uma bela jovem – presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Misturando ficção com realidade, romances de diferentes épocas e a busca por finais felizes, A garota que você deixou para trás é um dos primeiros sucessos de Jojo Moyes. Conheça mais!

 

Toda luz que não podemos ver

Cenário: Segunda Guerra Mundial
Local: França e Alemanha

Vencedor do Pulitzer, o autor Anthony Doerr constrói em Toda luz que não podemos ver um tocante romance sobre o que há além do mundo visível em meio aos horrores da guerra.

Aos seis anos de idade, a jovem Marie-Laure fica cega. Ela vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável. Para ajudá-la, ele constrói uma maquete em miniatura do bairro para que Marie seja capaz de memorizar os caminhos. Quando os nazistas ocupam Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo um dos mais valiosos tesouros do museu.

Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram no lixo. Com a prática, ele acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, em uma missão especial. Cada vez mais consciente das terríveis consequências de seu trabalho, o rapaz é enviado para Saint-Malo. Lá, seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Conheça aqui!

 

A menina que roubava livros

Cenário: O nazismo na Segunda Guerra
Local: Alemanha

Esse livro que dispensa apresentações conta a história da pequena Liesel em meio a uma Alemanha assolada pelo nazismo durante a Segunda Guerra. A jovem é adotada por um casal que vive em um bairro alemão pobre: a mãe, dona de casa e o pai, um pintor de paredes bonachão. Para contornar o medo e a solidão, ela aprender a ler e escrever com o pai e canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

Enquanto eles tentam sobreviver a um cenário nacional conturbado, Liesel assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança, faz amizade com um menino obrigado a integrar a Juventude Hitlerista e ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar o seu lado da História. Conheça aqui!

 

Breve história de sete assassinatos

Cenário: A Jamaica de 1970 a 1990
Local: Jamaica

Em 3 de dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes de Bob Marley realizar o show Smile Jamaica para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. O ataque feriu Marley, a esposa e o empresário, entre várias outras pessoas. Poucas informações oficiais foram divulgadas sobre os atiradores. No entanto, muitos boatos circularam a respeito do destino deles.

Breve história de sete assassinatos é uma obra de ficção que explora esse período instável na história da Jamaica e vai muito além. Marlon James cria com magistralidade personagens que andaram pelas ruas de Kingston nos anos 1970, dominaram o submundo das drogas de Nova York na década de 1980 e ressurgiram em uma Jamaica radicalmente transformada nos anos 1990. Um romance épico, brilhante e arrebatador, vencedor do Man Booker Prize de 2015. Conheça aqui!

testeA vida de Anthony Doerr antes de Toda luz que não podemos ver

*Por Nina Lua

Ainda me lembro do meu primeiro mês no Rio de Janeiro: era fevereiro, estava quente, eu morava de favor e sentia uma saudade imensa de casa. Vim para o Rio para fazer faculdade, e lá se vão quase dez anos. Quatro estações em Roma se passa no ano da minha vinda para o Rio e também fala de uma mudança de cidade: Anthony Doerr — que à época ainda não era um autor best-seller e famoso mundialmente — ganha uma bolsa para morar um ano em Roma se dedicando à escrita. Nenhuma outra exigência: ele recebe um apartamento e um estúdio na Academia Americana de Artes e Letras, além de uma bolsa mensal, para ficar por lá escrevendo. Mas nem tudo é tão simples… Doerr e a esposa acabaram de ter gêmeos. De qualquer forma, a oportunidade é boa demais para recusar. Assim, lá vão os pais de primeira viagem e os bebês, rumo à Itália.

Crédito: Anthony Doerr

Doerr sente um misto de encanto e estranhamento com a nova vida. Em primeiro lugar, porque sai de Boise, uma cidade nos Estados Unidos com cerca de 200 mil habitantes, fundada em 1862, e vai parar em Roma, que tem quase 3 milhões de habitantes e ninguém sabe ao certo quando foi fundada — estima-se que em 800 a.C., mas até isso dá margem discussão. Eu também saí de uma cidade relativamente pequena (Petrópolis) ao vir para o Rio, então entendo bem quando Doerr fala sobre a estranheza que sente em relação à quantidade de carros nas ruas, à confusão dos pedestres, à mistura geral de coisas que parecem desconexas.

Outros estranhamentos dele são bem americanos: ele acha engraçado que os legumes e as verduras sejam vendidos na feira, e não no supermercado; acha curiosíssimo que os italianos fiquem encantados com seus bebês gêmeos e façam gracinhas para eles; e não entende muito bem a existência de açougue, padaria, mercearia etc., tudo separado.

Talvez todas as novidades sejam um pouco imobilizadoras, ou talvez isso seja comum para os escritores, mas o fato é que, quando se vê sem nada para fazer além de escrever, Doerr acaba não conseguindo escrever muito. Ele chega em Roma já com um esboço do que se tornaria Toda luz que não podemos ver, mas o romance acaba saindo só sete anos depois.

A demora compensa: o livro ganha um dos prêmios literários mais importantes do mundo — o Pulitzer —, vira um best-seller e é lançado em vários países. Entre eles o Brasil, onde foi publicado pela Intrínseca. Com o sucesso de Toda luz que não podemos ver, que já vendeu mais de 130 mil exemplares por aqui, a editora decidiu publicar o livro de memórias do autor em que ele relata o ano que passou em Roma. E foi assim que Quatro estações em Roma me encontrou no Rio de Janeiro, quase dez anos depois de Doerr ter voltado da Itália para os Estados Unidos e quase dez anos depois de eu ter vindo me aventurar por aqui. Não acredito em destino, mas não posso negar que a vida é cheia de coincidências.

* Nina Lua é editora assistente de livros estrangeiros da Intrínseca e ainda está se adaptando à vida na metrópole.

testeNovo livro de Anthony Doerr, autor de Toda luz que não podemos ver

A obra chega às livrarias em 6 de março. 

Como sempre acontece quando se está longe de casa, são os detalhes que nos fazem sentir deslocados.” Assim Anthony Doerr, autor do premiado Toda luz que não podemos ver, descreve a sensação de se mudar inesperadamente do interior dos Estados Unidos para Roma, com os filhos e a esposa. Doerr passou um ano na Cidade Eterna após receber um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que incluía ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália.

As recordações desse período estão em Quatro estações em Roma, livro de memórias que chega às livrarias em 6 de março. O estranhamento de Doerr diante de mínimas situações, as dificuldades de adaptação ao lado da esposa, as surpresas com a língua italiana em meio à tentativa de escrever um novo romance — Toda luz que não podemos ver, lançado sete anos mais tarde e que rendeu ao autor o Pulitzer de ficção — fazem parte das experiências narradas na obra.

Anthony Doerr e os filhos Henry e Owen/ Crédito: Anthony Doerr

Quatro estações em Roma traz um relato íntimo e bem-humorado sobre a experiência de viver em uma cidade mundialmente conhecida por sua arquitetura e sua história.

testeDez livros que Rory, de Gilmore Girls, leria

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Nove anos depois do último episódio, a série Gilmore Girls estará de volta neste mês na Netflix. O anúncio gerou uma grande comoção dos fãs, que já estão contando os dias para matar as saudades de Lorelai e Rory.  A atração narra a vida de mãe e filha que moram em uma pequena cidade americana e vivem conflitos existenciais, sociais e amorosos.

Na história, a personagem Rory é uma leitora voraz e sonha em ser jornalista. Ao longo das temporadas, ela leu mais de 300 obras! Por isso criamos uma lista — com títulos publicados nos últimos anos — que ela poderia gostar de ter na estante:

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A filha perdidaNão temos dúvida de que Rory faria parte do grupo de leitores que se emocionam com as histórias de Elena Ferrante.

Em A filha perdida, livro inédito no Brasil, Leda é uma professora universitária de quarenta e poucos anos que decide tirar férias no sul da Itália após as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai. Com elementos simples e uma trama bem construída, a obra acompanha os sentimentos conflitantes dessa personagem que reflete a maternidade, os desejos e as vontades das mulheres.

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A garota com tribal nas costasQuem conhece bem a Rory sabe que ela com certeza seria fã de Amy Schumer. As duas têm um humor ácido e dão voz às questões universais da vida das mulheres.  Nesse livro, a atriz, comediante e roteirista expõe suas histórias sobre adolescência, família, sexo e relacionamentos de uma forma corajosa e divertida.

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Uma chance de lutarRory sempre sonhou em ser jornalista e teve a chance de cobrir a corrida presidencial americana de 2008. Esse livro seria importante para ajudar a conhecer mais Elizabeth Warren, um dos nomes mais relevantes da política dos Estados Unidos.

Warren é filha de um zelador e uma telefonista, venceu as dificuldades da família e o lugar-comum da época de que o principal objetivo de toda mulher era conseguir um bom casamento. Ela tornou-se professora em Harvard, atuou como consultora do Congresso americano e assistente do presidente Barack Obama.

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Destinos e fúriasNa série, Rory teve a oportunidade de trabalhar com a equipe de Barack Obama. Com certeza, essa experiência aguçaria a curiosidade dela sobre o que está na lista de leitura do presidente americano. Além disso, a obra de Lauren Groff foi eleita a melhor de 2015 por Obama. Tem alguma chance de esse livro passar despercebido pela jovem?

Destinos e fúrias mostra os dois lados de um casamento. O livro é dividido em duas partes: em Destinos, temos a visão da história sob ótica de Lotto e em Fúrias, o olhar de Mathilde.

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Nimona — Esse livro tem muitas razões para conquistar Rory: a personagem principal é feminista, a autora já ganhou indicações e prêmios dentro e fora do mundo dos quadrinhos. Nimona é  uma graphic novel sobre uma jovem anti-heroína que tem o poder de mudar de forma quando quer.

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Garota exemplarComo leitora voraz, seria impossível ignorar a narrativa viciante de Gillian Flynn. Garota exemplar é o tipo de livro que poderia ser devorado em poucos dias por Rory, já que é um thriller perturbador sobre um casamento em crise.

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Simon vs. a agenda Homo SapiensO romance de Becky Albertalli faria Rory suspirar e recordar dos primeiros amores! O livro conta a história de Simon, um adolescente de dezesseis anos que é gay, mas ninguém sabe. Ele só não contava que Martin, o bobão da escola, iria chantageá-lo ao descobrir sua troca de e-mails com Blue, pseudônimo de um garoto misterioso que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.

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Vale-tudo da notícia: O escândalo de grampos, suborno e tráfico de influência que abalou um dos maiores conglomerados de mídia do mundo — Como estudar jornalismo sempre foi um grande sonho, Rory deveria incluir a obra em sua lista de leitura! No livro, o repórter Nick Davies investiga o escândalo e revela os bastidores do tabloide britânico News of the World.

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Max Perkins, um editor de gêniosO livro sobre Max Perkins estaria na estante de Rory por contar a história de um dos nomes que revolucionou a literatura norte-americana e que apostou em talentos como F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Thomas Wolfe, ídolos literários da jovem.

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Toda luz que não podemos verO livro de Anthony Doerr foi vencedor do prêmio Pulitzer de ficção de 2015. Só esse título já seria suficiente para conquistar a personagem de Gilmore Girls. O elogiado romance histórico é ambientado na Alemanha e na França antes e durante a Segunda Guerra Mundial. A obra entrelaça as histórias de uma garota cega francesa, um garoto órfão alemão e um oficial nazista em busca de uma joia extremamente valiosa.

testeSe você gosta de… vai gostar de…

Lista Gosta gosta

Em algumas ocasiões, ficamos sem um bom livro para ler, seja por finalmente acabarmos de ler aquela pilha de leituras atrasadas ou por não termos certeza de que o livro que vimos na livraria é realmente interessante. Pensando nisso, separamos algumas recomendações de acordo com outros livros, séries e filmes que você pode gostar.

– Gosta de Extraordinário? Você vai gostar de Pax

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A tocante história de Peter e sua raposa de estimação Pax tem tudo para agradar aos fãs do menino Auggie. Com importantes lições sobre amizade e crescimento, o livro de Sara Pennypacker emociona o leitor desde a primeira página. Natureza e humanidade se encontram nessa obra-prima sobre lealdade e amor.

– Gosta de A menina que roubava livros? Você vai gostar de Toda luz que não podemos ver

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É inegável o papel transformador da Segunda Guerra Mundial na história. Mesmo fora do front de batalha, o impacto do conflito afetou de forma drástica a vida dos milhões de civis que viviam na Europa, inclusive à das crianças. Se você se emocionou com a história de Liesel em A menina que roubava livros, o vencedor do Pulitzer Toda luz que não podemos ver é a pedida ideal.

– Gosta de Curtindo a Vida Adoidado, As Vantagens De Ser Invisível ou A culpa é das estrelas? Você vai gostar de O dia da morte de Denton Little.

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Livros como A culpa é das estrelas e filmes como As Vantagens De Ser Invisível mostraram que é possível escrever para jovens e abordar assuntos delicados como morte e depressão. Adicione a essa temática a atmosfera hilária e irreverente de filmes clássicos como Curtindo a Vida Adoidado, e será impossível não se encantar por O dia da morte de Denton Little.

– Gosta de O Guia Do Mochileiro Das Galáxias, Twin Peaks ou Gravity Falls? Você vai gostar de Welcome to Night Vale.

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Você se interessa por coisas surreais, hilárias e ligeiramente assustadoras? Então você precisa conhecer Welcome to Night Vale. Localizada no meio do deserto americano, Night Vale é lar de teorias da conspiração e criaturas bizarras e vai agradar em cheio os fãs de esquisitices literárias.

– Gosta de Para todos os garotos que já amei? Você vai gostar de Isla e o final feliz.

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Se você gosta de personagens femininas fortes e de romances complicados, os principais ingredientes de Para todos os garotos que já amei, é hora de dar uma chance a Isla e o final feliz. Enquanto o terceiro livro de Jenny Han não chega às livrarias brasileiras, você vai se deliciar com os encontros e desencontros de Isla e Josh.

– Gosta de Downton Abbey e filmes de época como Desejo e Reparação? Você vai gostar de Belgravia e Miniaturista.

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Fãs de dramas de época, carentes após o fim do sucesso de crítica e público que foi Downton Abbey, podem comemorar, pois temos duas recomendações imperdíveis: a primeira é Belgravia, série em folhetim do mesmo autor de Downton Abbey, Jullian Fellowes, ambientada nos anos 1840, na véspera da Batalha de Waterloo. A segunda é Miniaturista, de Jessie Burton, trama que se passa na elitista sociedade da Amsterdã do século XVII.

– Gosta de mistérios como Lost e Stranger Things? Você vai gostar de S.

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Recentemente a série da Netflix Stranger Things mostrou que ainda existe espaço para os fãs de mistérios surpreendentes. Responsável pela série Lost, J.J. Abrams se estabeleceu em Hollywood como uma espécie de mestre dos suspenses criativos e originais, e foi o responsável por trazer Star Wars de volta aos cinemas. Abrams também se aventurou no mundo dos mistérios literários junto de Doug Dorst e concebeu S., um livro-jogo com diversas histórias e segredos, em que o leitor é mais do que sujeito passivo da história, atuando diretamente na descoberta dos mistérios da obra.

– Gosta de O oceano no fim do caminho, Deuses americanos e Doctor Who? Você vai gostar de Lugar Nenhum.

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Neil Gaiman é um dos escritores mais criativos da atualidade. Se você gostou de best-sellers do autor, como Deuses americanos e o recente O oceano no fim do caminho, é hora de conhecer Lugar Nenhum. Com pitadas de surrealismo similares à série Doctor Who, o livro apresenta um mundo secreto escondido nos subterrâneos de Londres.

 

testeComo um caramujo

Por Vanessa Corrêa* 

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Resolver um quebra-cabeça sem conseguir enxergar as peças parece uma tarefa impossível? Não para Marie-Laure LeBlanc, que perdeu completamente a visão aos seis anos e se acostumou a ser desafiada pelos intrincados mecanismos que seu pai construía em peças de madeira.

No mundo de Marie-Laure as distâncias são calculadas em passos e os caminhos são memorizados por meio de esquinas, bueiros, ralos nas calçadas e cruzamentos de ruas. É assim que a menina aprende a voltar para casa após passar mais um dia entre os corredores do Museu Nacional de História Natural de Paris, onde seu pai trabalha. E é assim também que ela vencerá a distância entre a Rue Vauborel até a padaria de Saint-Malo, quando o caos da Segunda Guerra tornar necessária sua ajuda para a resistência francesa.

As ruas e os edifícios de Paris que não podem ser vistos pelos olhos de Marie-Laure são reconhecidos por seus dedos em uma detalhada maquete de madeira construída por seu pai. É também por meio das pontas dos dedos que a menina absorve as histórias de Júlio Verne nos livros que ganha de presente. Tendo como únicos amigos o pai e os funcionários do museu, ela encontra no capitão Nemo e no professor Aronnax, do livro 20 mil léguas submarinas, novos companheiros, que despertam sua paixão pelos mistérios das criaturas marinhas.

É no mar que Marie-Laure acaba encontrando consolo após ter sua vida virada de cabeça para baixo pela guerra. Fugindo da ocupação nazista em Paris, ela acaba se refugiando com o pai na pequena cidade de Saint-Malo, no norte da França, e em poucos meses perde todas as referências de sua antiga existência, até restarem somente lembranças e tristezas.

Ajudada pela corajosa governanta Madame Manec, a garota encontra forças no contato com a areia, com conchas, moluscos, algas e as águas geladas do oceano Atlântico. Marie-Laure sonha em ser um caramujo. Mas a menina não quer viver encolhida e escondida de todos. O que ela quer, e o que inveja no caramujo com sua concha, é um refúgio, onde possa estar protegida dos horrores que já enfrentou e dos que ainda estão por vir.

>> Leia um trecho de Toda luz que não podemos ver

 

Vanessa Corrêa é jornalista, já trabalhou na Folha de S.Paulo e no portal UOL e é apaixonada por livros, cinema e fotografia.

testeO jovem soldado cientista

Por Vanessa Corrêa* 

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Formadas pela oscilação simultânea de um campo elétrico e de um campo magnético perpendiculares entre si, ondas de rádio são propagadas por uma antena e viajam à velocidade da luz no vácuo. Como em um passe de mágica, são ondas capazes de transportar por longas distâncias as mais diferentes mensagens, informando, entretendo e emocionando pessoas com vidas totalmente diversas. Mas essas mesmas ondas também são capazes de conduzir mensagens de ódio, viabilizar uma guerra, salvar uma vida ou provocar o fim de muitas outras.

Para o adolescente alemão Werner Pfennig, a descoberta milagrosa de um velho rádio coincide com a descoberta do conhecimento. Por meio de um aparelho rudimentar encontrado atrás de um galpão, Werner e sua irmã, Jutta, entram em contato com a ciência, a música e a arte e ampliam seu mundo para além da cinzenta cidade de Zollverein e de suas minas ameaçadoras, que causaram a morte do seu pai.

blog211319Levados pelas ondas do rádio, eles chegam a Londres, a Roma e à Hungria. Mas são conduzidos para seu destino preferido por meio da voz suave de um francês, que lhes ensina sobre o funcionamento do cérebro, o alcance da luz, o Polo Norte e as criaturas marinhas. A partir das lições desse professor, Werner é levado para a pequena Saint-Malo, no norte da França, sem imaginar que as muralhas da cidade francesa acabariam servindo de cenário para acontecimentos decisivos em sua vida.

Fascinado pelo rádio e por seu poder de comunicação, Werner descobre o lado nefasto desse aparelho da pior forma possível. O adolescente tem um talento excepcional para lidar com baterias, circuitos e todos os demais mecanismos que compõem um rádio e encontra nessa habilidade sua chance de deixar Zollverein. Seu talento o leva à escola de recrutas de Schulpforta, onde aos poucos irá perceber todo o horror que envolve a ideologia nazista e o preço que terá que pagar se quiser sobreviver nesse sistema.Werner, que sonhava em estudar com grandes cientistas em Berlim, percebe que o conhecimento é uma ferramenta muito mais poderosa do que imaginava e que, em tempos de guerra, é capaz de determinar a morte ou a sobrevivência de um povo. Em Toda luz que não podemos ver acompanhamos a transformação de Werner Pfennig de um adolescente habilidoso e inteligente em um jovem soldado engolido pela máquina da guerra, em busca de um último ato de redenção.

Vanessa Corrêa é jornalista, já trabalhou na Folha de S.Paulo e no portal UOL e é apaixonada por livros, cinema e fotografia.

teste10 livros para o Dia das Mães

Confira nossas sugestões de presentes:

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Como eu era antes de você, de Jojo Moyes Lou Clark, uma jovem cheia de vida e espontaneidade, perde o emprego e é obrigada a repensar toda sua vida. Will Traynor sabe que o acidente com a motocicleta tirou dele a vontade de viver. O que Will não sabe é que a chegada de Lou vai trazer de volta a cor à sua vida. E nenhum deles desconfia de que esse encontro irá mudar para sempre a história dos dois.

Depois de emocionar milhares de leitores no mundo todo, o irresistível romance de Jojo Moyes chega aos cinemas em 16 de junho com roteiro adaptado pela própria autora e estrelado por Emilia Clarke (Game of Thrones) e Sam Claflin (Jogos Vorazes). [Leia +] 

Leia também:  Assista ao trailer e confira a trilha sonora do filme
Conheça a nova capa do livro inspirada no cartaz do filme

Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson  Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais: depressão altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.

Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para se levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr —  Marie-Laure, cega aos seis anos, vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural. Na Alemanha, o curioso órfão Werner se encanta pelo rádio.

Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível. [Leia +]

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Eu sou o Peregrino, de Terry Hayes  Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.

Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes (Mad Max 2 e Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão), Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda a sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável. [Leia +]

É isso que eu faço: Uma vida de amor e guerra, de Lynsey Addario — Após os atentados de 11 de Setembro, a fotojornalista Lynsey Addario foi chamada para cobrir a invasão americana ao Afeganistão. Nesse momento, ela fez uma escolha que se repetiria muitas vezes depois: abrir mão do conforto e da previsibilidade a fim de correr o mundo confrontando com sua câmera as mais duras verdades.

As imagens captadas pelas lentes de Lynsey parecem buscar sempre um propósito maior. No livro, ela retrata os afegãos antes e depois do regime talibã, os cidadãos vitimados pela guerra e os insurgentes no Iraque, expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo e narra a ocasião do próprio sequestro, orquestrado pelas forças pró-Kadafi durante a guerra civil na Líbia. [Leia +]

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O amor segundo Buenos Aires, de Fernando Scheller Com largas avenidas, cafés em estilo europeu e bairros charmosamente decadentes, Buenos Aires é o lugar perfeito para histórias de amor inesquecíveis. A capital argentina é cenário e, ao mesmo tempo, personagem do primeiro romance de Fernando Scheller, repórter do jornal O Estado de S. Paulo.

É por amor que Hugo deixa o Brasil rumo à capital argentina. Embora o relacionamento com Leonor não sobreviva, seu fascínio pela cidade resiste à dor da separação e à descoberta de que sofre de uma grave doença. Hugo cria laços com o arquiteto Eduardo e com a comissária de bordo Carolina, que evidenciam o poder regenerador das amizades verdadeiras. Ele se reaproxima de seu pai, Pedro, que troca a rotina de um casamento desgastado por uma vida em que é possível encontrar profundos afetos. [Leia +] Leia também: Colunas de Fernando Scheller publicadas no blog

Uma pergunta por diaTodos os dias criamos uma imensa quantidade de registros em celulares, redes sociais e aplicativos. No entanto, quase nunca temos o hábito de retornar a eles. Às vezes podem parecer só besteiras, mas quantos desses relatos não mostrariam nosso crescimento e nossas mudanças em todos esses anos?

Uma pergunta por dia convida a registrar suas respostas a uma variedade de questões, das mais simples às mais complicadas, como “Para onde você quer fazer sua próxima viagem?” ou “Escreva a primeira linha da sua autobiografia”. Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, o dono do diário encontrará seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir. [Leia +]

Operação Impensável, de Vanessa Barbara — Neste romance, vencedor do Prêmio Paraná de Literatura em 2014, Vanessa Barbara acompanha os cinco anos de relacionamento entre Lia e o programador Tito, um amor pontuado por e-mails espirituosos, vocabulário próprio, muitas sessões de cinema e longas e disputadas partidas de jogos de tabuleiro. Com toques de humor ácido, ela desvenda a lenta desintegração de um casamento. O afeto e a cumplicidade dão lugar à desconfiança, a um clima de tensão e de ameaças implícitas. Como na Guerra Fria, objeto de pesquisa da dissertação de mestrado de Lia, não há um confronto bélico declarado, embora algo sempre pareça prestes a explodir. [Leia +] Leia também: Colunas de Vanessa Barbara publicadas no blog

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A sexta extinção, de Elizabeth Kolbert — Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco extinções em massa. Hoje, a sexta extinção vem sendo monitorada, e a causa não é um asteroide ou algo similar, e sim a própria raça humana. Vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, A sexta extinção explica de que maneira o ser humano tem alterado a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie fez até hoje. Para isso, Kolbert apresenta trabalhos de dezenas de cientistas em diversas áreas e viaja aos lugares mais remotos em busca de respostas. [Leia +]

Miniaturista, de Jessie Burton — Após um casamento arranjado com um ilustre comerciante de Amsterdã, Nella Oortman recebe um extraordinário presente: uma réplica de sua nova casa em miniatura, capaz de ajudá-la a desvendar os segredos — e perigos — da família. Eleito o melhor livro de 2014 pelo Observer e traduzido para 32 idiomas, Miniaturista é uma magnífica história de amor e obsessão, traição e vingança, aparência e verdade. [Leia +]

testeTop 10 de Pedro Gabriel

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Procurando por uma nova leitura? Confira as dez indicações de Pedro Gabriel, autor de Eu me chamo Antônio e Segundo: Eu me chamo Antônio. Os e-books de alguns títulos dessa seleção estão com preços promocionais na Google Play até a próxima quinta-feira, dia 3 de março. Confira aqui.

 

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Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr — Nesse romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção de 2015, você vai conhecer Marie-Laure, uma garota que ficou cega aos seis anos e que vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural, e Werner, um menino alemão, órfão, que se encanta por um rádio encontrado em uma pilha de lixo e cuja trajetória o leva a uma escola nazista.

Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Toda luz que não podemos ver é um tocante romance sobre o que há além do mundo visível. [+]

O árabe do futuro: uma juventude no Oriente Médio (1978 – 1984), de Riad Sattouf — Filho de mãe francesa e de pai sírio, o quadrinista Riad Sattouf conta o choque cultural que viveu quando foi, ainda bem criança, para a Síria e a Líbia, e fala também do retorno da família à França. Depois de viver em lugares tão diferentes, Riad se tornou um completo estrangeiro, com uma visão crítica, afiada e muito bem-humorada sobre o mundo.

Um relato literário pleno em forma de graphic novel, com traço simples e narrativa fluida e descontraída. Riad fornece ao mesmo tempo uma análise antropológica do embate entre o Ocidente e o mundo árabe e um autorretrato de sua própria infância plural. [+]

A verdade sobre o caso Harry Quebert, de Joël Dicker — Em 1975, na pequena cidade de Aurora, em New Hampshire, Nola Kellergan, de quinze anos, é vista pela última vez sendo perseguida na floresta e nunca mais é encontrada. Trinta e três anos depois, Marcus Goldman, jovem escritor de sucesso, vai a Aurora encontrar seu amigo e professor, o respeitado romancista Harry Quebert, na esperança de conseguir superar um bloqueio criativo. Durante esse tempo, ele descobre que seu mentor teve um caso com a adolescente.

Depois de encontrarem o cadáver da garota em seu jardim, Harry é preso, acusado de ter cometido assassinato. Marcus precisa correr contra o tempo para inocentar o amigo, descobrir quem matou Nola Kellergan e escrever um romance bem-sucedido. [+]

 

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Queria ver você feliz, de Adriana Falcão — O Amor, essa entidade mítica, obstinada e perfeccionista, desempenha o papel de narrador na história real do casal Caio e Maria Augusta, pais da autora Adriana Falcão. Com linguagem poética e ao mesmo tempo bem-humorada, Adriana revela para seus leitores aquilo que poderia ser descrito como uma história trágica protagonizada por dois personagens atormentados por seus demônios.

Apaixonados, Caio e Maria Augusta se casam no Rio de Janeiro da década de 1950 e têm três filhas. Todo o sentimento que eles compartilham não impede que a personalidade exuberante de Maria Augusta se torne mais obsessiva e asfixiante com o passar do tempo, apesar dos medicamentos e dos tratamentos psiquiátricos a que é submetida. Caio, por sua vez, aprofunda uma melancolia que existia nele desde a adolescência, e que culmina nos anos 1970 em tentativas de suicídio. Mais do que uma história com final dramático, trata-se de memórias afetivas que alternam momentos de intensa felicidade e outros tantos de dor. [+]

Pó de lua, de Clarice Freire — Filha de Wilson Freire, parceiro do compositor Antônio Nóbrega, Clarice cresceu rodeada por artistas. Ela própria compõem letras de músicas e toca violão. Não é à toa que conseguiu encantar o público com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço despretensioso, que combina desenhos e fragmentos de palavras.

A obra segue o formato dos cadernos moleskine em que Clarice acostumou-se a exercitar sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua — minguante, nova, crescente e cheia —, ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica, enfeitada com ilustrações singelas. [+]

O livro sem figuras, de B. J. Novak — Um livro sem figuras? O que tem de divertido nisso? Combinando simplicidade e criatividade de uma forma surpreendentemente engenhosa, O livro sem figuras inspira risadas toda vez que é aberto, criando uma experiência de diversão e interação entre adultos e crianças e apresentando aos pequenos leitores a poderosa ideia de que a palavra escrita pode ser uma fonte infinita de alegria e travessuras.

Um livro original e divertido capaz de transformar qualquer leitor em um verdadeiro comediante, que vai fazer as crianças implorarem para ouvir a história repetidas vezes. [+]

 

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Paris versus New York, de Vahram Muratyan — Vahram Muratyan é um jovem artista gráfico de origem armênia criado em Paris. Em 2010, depois de uma longa temporada em Nova York, ele criou o blog Paris versus New York como uma espécie de registro visual de suas experiências, um bem-humorado confronto entre duas das mais míticas cidades do mundo. O sucesso foi surpreendente e o blog teve mais de cinco milhões de visitas em um ano. A sofisticada batalha visual, travada por um amante de Paris vagando por Nova York, se transformou em livro e firmou o artista como um designer renomado, com uma carteira de clientes que inclui grandes nomes da moda, entre eles Prada e Chanel.

Este amistoso confronto artístico é dedicado aos amantes de Paris, de Nova York e àqueles que estão divididos entre as duas cidades. [+]

A lebre com olhos de âmbar, de Edmund de Waal — Um dos mais importantes ceramistas da atualidade, Edmund de Waal era fascinado pela coleção de 264 miniaturas japonesas entalhadas em madeira e marfim guardadas no apartamento do tio-avô, que vivia em Tóquio. Nenhuma daquelas peças era maior do que uma caixa de fósforos e, no entanto, seu valor revelou-se grandioso.

Mais tarde, quando herdou estes netsuquês, Edmund descobriu que, além da riqueza artística, eles carregavam uma história muito maior: revelavam o passado de sua família e eventos cruciais do século XX. A partir dessa delicada coleção, A lebre com olhos de âmbar, obra vencedora do Costa Book Award na categoria Biografia e finalista do South Bank Sky Arts Award na categoria Literatura, transporta o leitor desde um império em Odessa — passando pela Paris do fin-de-siècle e pela Viena ocupada pelos nazistas — até o Japão e a Inglaterra contemporâneos. [+]

Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver — Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive.

Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável. [+]

Eu me chamo Antônio, de Pedro Gabriel — Em seu primeiro livro, Pedro Gabriel apresenta uma narrativa que transita por todas as fases de um relacionamento amoroso: com um estilo simples e acessível, mas nem sempre óbvio, o leitor acompanha os encontros e desencontros de Antônio. Percebe-se uma irreverência no tom de versos e trocadilhos como: “Invista nos amores à primeira vista”. Outras emoções são apresentadas de forma singela, quando há uma separação, por exemplo: “Você, distante, diz tanto sobre mim”. Enquanto a angústia, sentimento que faz parte da instabilidade de qualquer casal, também é citada no livro: “Na dança do amor: dor pra cá, dor pra lá”.

Antônio é um personagem sensível e verossímil, talvez seja por isso que os leitores cultivem a dúvida sobre até onde vai a linha tênue que separa a realidade da ficção. [+]