testePequeno manual para o fim do mundo (viking)

Seja na nova aventura da Marvel, na coletânea de mitos de Neil Gaiman, na conclusão da série Magnus Chase e os deuses de Asgard ou simplesmente nas notícias do jornal, uma coisa parece certa: o fim está próximo. E nenhuma versão para o final de todas as coisas é tão complexa – e interessante – quanto a contada pela mitologia nórdica.

Para te ajudar nessa jornada apocalíptica, fizemos um pequeno guia prático para um Ragnarök mais tranquilo. Confira:

  • O que raios significa Ragnarök?

Essa é a primeira pergunta quando mencionamos o apocalipse viking, e é a que tem a resposta mais complicada. Por ser um termo derivado do nórdico antigo, a palavra Ragnarök pode significar tanto o fim dos deuses quanto seu reinício.  

Em Mitologia nórdica, Neil Gaiman fala que essa é a característica que diferencia as lendas vikings de todas as outras: e se o fim do mundo já aconteceu? O que vem depois do fim?

  • Tem show de quem?

Na série Magnus Chase e os deuses de Asgard, o protagonista Magnus morre e é levado para Valhala, morada de todos os mortos honrados até o dia da batalha final. Nesse meio-tempo, os einherjar treinam ao lado de Odin. Do outro lado, Loki liderará os gigantes na destruição dos nove mundos nórdicos.

As lendas vikings são tão organizadas que já está claro, antes mesmo do começo do confronto, como os deuses morrerão. Thor e a serpente Jörmungand vão matar um ao outro, assim como Heimdall e Loki. Todos já têm um par nesse baile mortal nórdico, e você?

  • A culpa sempre é do Loki, não é?

Nos filmes da Marvel, Loki sempre é retratado como um ardiloso vilão. Mas, nas lendas, a história não é exatamente assim. Para começo de conversa, ele é irmão jurado de sangue de Odin, e não de Thor, como nos filmes.

Apesar de lutar ao lado dos gigantes na batalha final, Loki tem um relacionamento surpreendentemente bom com os outros deuses de Asgard, já que, como Gaiman explica: “Loki é tolerado pelos deuses talvez porque seus estratagemas e planos os salvem com a mesma frequência que os metem em apuros. ”

Entre as boas ações do deus da trapaça está a criação da icônica arma de Thor, o martelo Mjölnir. Nada mau para alguém que você pensava que só fazia besteira, não é mesmo?

  • Mas tudo volta ao normal… ou quase.

E, depois de séculos de preparação, o Ragnarök finalmente acontece, o mundo é destruído e a Terra se torna nada mais do que um planeta em cinzas… só que não.

A mágica do Ragnarök é que, mesmo depois de tudo ser destruído, um novo mundo recomeça. Apesar da morte dos deuses e dos nove mundos, eles lentamente se reconstruirão. Os sobreviventes do confronto recriarão a humanidade, o Sol voltará a iluminar o planeta e, onde ficava a morada divina de Asgard, se erguerá uma nova: Idavoll.

No recomeço, as divindades Balder e Hod retornarão do submundo para uma amistosa partida de xadrez, na qual os deuses reencontrarão seus inimigos, e, assim, um novo jogo – e uma nova vida – terá início.

testeAmerican Gods: uma (excelente) oferenda para a deusa da televisão

Toda vez que uma adaptação para a televisão ou para o cinema é anunciada, bate aquele medo de que nossos livros favoritos não sejam retratados da forma que esperávamos. O medo fica ainda maior quando o projeto é adiado, muda de canal de TV e é rescrito diversas vezes. Deuses americanos é um desses casos.

Desde 2011 em um limbo dos roteiros que nunca ficam prontos, e após mudar de produtoras, roteiristas e emissoras, a série finalmente chegou a nós, mortais, em 2017, e todo o receio que os leitores tinham foram dissipados nos primeiros segundos da série. Shadow e Wednesday estão perfeitos na série, que narra suas desventuras por uma América de deuses esquecidos.

Se no livro a placidez e a apatia de Shadow Moon irritaram alguns leitores, na televisão o ex-presidiário é um personagem muito mais pró-ativo, que reage ao mundo absurdo que descobre quando aceita trabalhar como guarda-costas de um Sr. Wednesday praticamente saído das páginas de Gaiman, ardiloso e sempre com cara de que sabe muito mais do que aparenta. Juntos os dois são apresentados aos novos deuses, que passaram por algumas atualizações em relação ao livro, escrito no final da década de 1990.

A deusa da mídia, que originalmente aparecia em aparelhos de TV antigos de motéis de beira de estrada, agora aparece em telas de LED com alta resolução, assumindo a forma de diferentes personagens da cultura pop, como Marilyn Monroe e David Bowie, sempre nos alertando sobre a quantidade inestimável de tempo que perdemos vidrados em nossos celulares e tablets. No livro, o deus da tecnologia se assemelha muito mais a um personagem de Matrix do que o da série, uma espécie de Youtuber com milhões de seguidores.

A deusa da Mídia, como David Bowie (Fonte)

Já os deuses clássicos retratam a decadência dos seres que só existem enquanto são louvados. Uns encontraram formas de sobreviver nos tempos modernos, como o deus da forja e do fogo, que criou um culto em torno de uma fábrica de armamentos – como o próprio diz, a forma mais fácil de colocar um vulcão na mão de cada fiel é dar a ele uma arma. Outros, como Odin e Czernobog, querem enfrentar as novas divindades e recuperar a glória do passado. Não por acaso, boa parte dos deuses antigos é representada por imigrantes —  idosos, cansados, que não mais desfrutam do esplendor e juventude que outrora tiveram em sua terra natal.

Até agora já foram exibidos seis episódios da primeira temporada – que vai abordar aproximadamente um terço do livro –, e os produtores puderam mostrar com calma a chegada à América de deuses como Odin, Anansi, entre outros. Além disso, o ritmo mais lento da produção em relação ao material original permitiu que todas as esquisitices, as cenas polêmicas e os detalhes que apenas imaginávamos lendo o livro saíssem das páginas e inundassem a tela, sem nenhum tipo de corte ou censura. (É importante lembrar: a série não é indicada para menores de 18 anos)

Muito mais do que uma história sobre a guerra entre deuses novos e velhos, American Gods é uma história sobre imigração, preconceitos e a descoberta de nós mesmos. A série é exibida na Amazon Prime Video, com novos episódios todas as segundas-feiras. E, enquanto a segunda temporada não tem data de estreia confirmada, os fãs podem continuar a jornada na edição preferida do autor de Deuses americanos, lançada pela Intrínseca no ano passado e que traz diversos conteúdos extras, incluindo uma entrevista hilária com Neil Gaiman.

testeDe Sandman à Mitologia Nórdica

Por Bruno Machado*

Sandman, Gaiman e o Martelo de Thor (Fonte)

Não é de hoje que as pessoas procuram explicar o que não compreendem por meio dos deuses. Se os céus demonstravam sua fúria com raios e trovões, os gregos acreditavam ser culpa de Zeus, enquanto os escandinavos apontavam o brutamontes Thor como responsável pela bagunça. Ao longo dos séculos, as divindades que surgiam — ou eram descobertas, dependendo da sua crença — se mostravam seres complexos, com relações e disputas internas, e suas sagas inspiravam pessoas por todo o mundo.

Quando dois quadrinistas, Jack Kirby e Stan Lee, decidiram que as brigas, birras e dramas de Valhala dariam um excelente quadrinho capitaneado pelo agora loiro, musculoso e usuário de capacete com asinhas Thor, não faziam a menor ideia do impacto que essas histórias fariam na vida de um menino de sete anos que morava no interior da Inglaterra: Neil Gaiman. Um voraz consumidor de literatura fantástica e quadrinhos desde criança, Gaiman viu que a carreira no jornalismo não era exatamente o que buscava, e começou a trabalhar como roteirista das histórias em quadrinhos que tanto lia na juventude.

Se Lee e Kirby reimaginaram os deuses nórdicos, ele faria o mesmo com Sandman, e alcançaria o sucesso ao repensar como o Sonho e as demais entidades conhecidas por Eternos interagiam com os mundos e personagens das mais diversas origens. Lúcifer, por exemplo, é um príncipe frustrado, que quer abdicar de seu domínio no submundo. Interessados dos mais diversos lugares aparecem, e entre eles uma comitiva um tanto peculiar: as divindades nórdicas, que querem o inferno como território para usar de barganha e evitar o Ragnarök, o fim do mundo nórdico. O estranhamento se dá quando percebemos que os deuses de Gaiman não são como a cultura pop nos mostrava: Thor não é um paladino da justiça, loiro e eloquente, e sim  uma divindade ruiva e grosseira; Odin não é apenas sábio, e sim uma criatura soturna e estranha. Loki é o mais próximo da ideia que tínhamos do personagem, ardiloso e egoísta, mas é curioso ver o deus da traição como parte dos deuses, e não seu inimigo.

Os Deuses Nórdicos na visão da Marvel e como eles são retratados em Sandman.

Esse relacionamento de Gaiman com os deuses nórdicos foi fundamental para a sua obra. Em seu livro mais conhecido, Deuses americanos, Odin continua como líder e responsável por arquitetar seus planos por trás dos panos. Ao se mudar para os Estados Unidos, o escritor começou a imaginar um universo no qual divindades tivessem ido para o país junto dos primeiros colonos, divindades que só permaneceriam vivas enquanto houvesse gente que as louvasse.

No livro, o grande plano de Odin é vencer novas divindades, como a Tecnologia e Mídia, e manter os deuses antigos relevantes em um mundo que aparentemente os esqueceu. Para ajuda-lo nessa batalha entre os deuses, Odin conta com a ajuda de um humano comum, que é trazido para uma jornada épica pela América e testemunha o maior conflito da história. Falar mais sobre a participação das divindades nórdicas em Deuses americanos é entrar na zona de spoilers, mas os leitores mais atentos descobrirão que nomes podem esconder mais do que se imagina.

Uma carreira de sucessos literários depois, era hora de o autor prestar tributo aos mitos escandinavos em uma obra exclusiva. Em Mitologia nórdica, os heróis e a fantasia dão lugar à pesquisa histórica.

Alternando histórias sombrias e divertidas, Neil Gaiman mostra por que os mitos escandinavos são tão fascinantes. Com histórias que variam do casual ao épico, os contos vão desde a criação do martelo Mjolnir — e a “culpa” que Loki teve na criação da arma mais poderosa dos nove mundos –, à origem absurda da poesia, ou ao dia que Thor se vestiu de noiva para fingir ser a deusa Freya.

Segundo Gaiman, porque têm um final no Ragnarök e um recomeço, os mitos nórdicos são, de certa forma, mais vivos: os mitos gregos e romanos são estáticos, sempre no mesmo ponto, sem nunca se desenvolverem ou terem um fim.  É possível se perguntar se o crepúsculo dos deuses já aconteceu, ou se Thor ainda está martelando gigantes por aí. E é essa peculiaridade que chamou a atenção de um menininho de sete anos, que levou consigo essa paixão até que pudesse, quase quarenta anos depois, prestar a devida homenagem aos mitos nórdicos.

Deixe-se encantar pelos deuses nórdicos de Gaiman você também.

 

*Bruno Machado é assistente de Marketing, Nerdices e Redes Sociais na Intrínseca

testeNovo livro de Neil Gaiman, Mitologia nórdica chega às livrarias em março!

Tudo começa e termina com gelo e fogo.

 

Os mitos nórdicos dizem que no princípio de tudo havia apenas Niflheim, o gélido mundo escuro, e Muspell, o infernal mundo das chamas. Dizem também que no Ragnarök, o fim de todas as coisas, o demônio do fogo Surt sairá do seu descanso para destruir todos os mundos com sua espada flamejante. É entre esses dois períodos de gelo e fogo que toda a história dos deuses e dos homens transcorre.

Uma das mitologias mais interessantes e populares até hoje – basta nos lembrarmos dos filmes de super-heróis recentes –, as lendas da época dos vikings sempre influenciaram muito a obra de Neil Gaiman. Desde a infância até suas mais consagradas obras, Deuses americanos e Sandman, é possível perceber como as histórias de Thor, Loki, Odin e demais deuses são relevantes para o autor.

Em Mitologia nórdica, Gaiman se torna cúmplice dos deuses e usa de sua habilidade com as palavras e de sua criatividade fascinante para recontar os mitos nórdicos. Em 15 contos – das histórias mais populares às menos conhecidas –, a obra mostra como era a visão dos escandinavos para o início e o fim do mundo.

Ideal para quem quer descobrir mais sobre as lendas nórdicas e também para aqueles que desejam desvelar novas facetas dessas histórias, Mitologia Nórdica chega às livrarias a partir de 13 de março e está em pré-venda.

testeEventos de lançamento de Magnus Chase: o Martelo de Thor!

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Nos dias 15 e 16 de outubro, semideuses de todo o país se juntarão para o lançamento do novo livro de Rick Riordan: O martelo de Thor, segundo livro da trilogia Magnus Chase e os deuses de Asgard. Confira a lista das cidades com eventos abaixo!

 

Rio de Janeiro: 15/out – 10h

Livraria Cultura Cine Vitória

Rua Senador Dantas, 45 – Centro

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Curitiba: 15/out – 14h

Livraria Curitiba Shopping Curitiba

Rua Brigadeiro Franco, 2300 – Loja 126, Piso L1 – Batel

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São Paulo: 15/out – 15h

Livraria Cultura Shopping Market Place

Avenida Doutor Chucri Zaidan, 902 – Lojas 222, 223, 224A, 224B, 224, Piso 1 – Vila Cordeiro

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Vila Velha: 15/out – 15h

Livraria Saraiva Shopping Vila Velha

Rua Luciano das Neves, 2418 – Loja 2042, Piso L2 – Divino Espírito Santo

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Brasília: 15/out – 15h

Livraria Cultura CasaPark

SGCV-Sul, Lote 22 – Loja 4-A, Piso 2 – Zona Industrial (Guará)

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Fortaleza: 15/out – 16h

Livraria Saraiva Shopping Iguatemi

Avenida Washington Soares, 85 – Loja 68 – Edson Queiroz

[Confirme sua presença]

 

Recife: 16/out – 14h

Livraria Saraiva Shopping RioMar Recife

Avenida República do Líbano, 251 – Luc 227 – Pina

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Belo Horizonte: 16/out – 14h

Livraria Leitura Shopping Cidade

Rua dos Tupis, 337 – Loja GG01, Piso GG – Centro

[Confirme sua presença]

 

Goiânia: 16/out – 15h

Livraria Leitura Goiânia Shopping

Avenida T-10, 1300 – Loja 321A, Piso 3 – Setor Bueno

[Confirme sua presença]

 

Natal: 16/out – 15h

Livraria Saraiva Midway Mall

Avenida Bernardo Vieira, 3775 – Tirol

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Belém: 16/out – 15h

Livraria Leitura Shopping Pátio Belém

Travessa Padre Eutíquio, 1078 – Piso 3 – Batista Campos

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Manaus: 16/out – 15h

Livraria Saraiva Manauara Shopping

Av. Mário Ypiranga Monteiro, 1300 – Adrianópolis

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testeMagnus Chase está de volta!

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A espera está acabando, semideuses! O martelo de Thor, segundo volume da série Magnus Chase e os deuses de Asgard será lançado no dia 04 de outubro, mesma data do lançamento nos Estados Unidos!

Desde sua primeira aventura em A espada do verão, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo Magnus começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Mesmo não sendo tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, ele fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin. Tudo segue na mais completa paz sanguinolenta da pós-vida viking.

Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido, e os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano. Cabe ao semideus e seus companheiros recuperar a arma – mesmo que isso signifique abrir mão de muito mais do que eles imaginam.

testeSeis perguntas para nossa especialista em Magnus Chase e os deuses de Asgard

Por Carolina Vaz*

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Ler os livros de Rick Riordan faz uma pessoa ficar entendida em mitologia. Depois de trabalhar em vários deles, essa pessoa já ganha o título de especialista! Foi isso o que aconteceu comigo, e no primeiro livro da nova série do tio Rick, A espada do verão, não foi diferente. A mitologia nórdica é um pouco menos conhecida do que a greco-romana, por isso a equipe do setor infantojuvenil da Intrínseca ficou com muitas dúvidas sobre a história de Magnus. E eu ganhei a árdua (e divertidíssima) tarefa de responder às perguntas delas. Se você também fica confuso com termos como Ragnarök e Midgard, pegue sua caneca de hidromel e me acompanhe nessa.

1) O que os deuses nórdicos têm de especial em relação aos gregos e romanos? Eles são mais calmos ou são tão malucos quanto os outros?

Acredito que eles tenham mais semelhanças do que diferenças. Uma diferença: os deuses nórdicos eram mais voltados para a guerra do que os gregos/romanos. Uma semelhança é que tanto os nórdicos quanto os gregos/romanos acumulavam “títulos”: Thor era o deus dos trovões, relâmpagos e tempestades, mas também dos carvalhos, da força, da cura e da fertilidade, além de ser considerado o protetor da humanidade (por isso ele era tão popular!). Outra semelhança é que nenhuma das deidades podia ser considerada “boa” ou “má”: assim como os humanos, existem vários tons de cinza na personalidade dos deuses, que são capazes de atos de bondade ou crueldade. Acho que é por isso que há várias lendas em ambas as mitologias nas quais os deuses se metem em uma confusão pior do que a outra: em uma das histórias, Thor perde seu martelo, Mjölnir, e precisa se vestir de noiva (óbvio que Loki estava metido nisso!) para recuperá-lo.

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2) O Loki do livro é tão charmoso quanto o dos filmes? E o Thor, é bonitão?

giphyPara mim (fã descarada do Tom Hiddleston), Rick se inspirou um pouco no personagem do filme, e muitas vezes me vi imaginando as cenas interpretadas pelo Tom! O Loki da mitologia nórdica é ardiloso e conhecido pela lábia, assim como o do filme, mas alguns detalhes ficaram de fora: Loki tem cicatrizes horríveis no rosto, decorrentes das punições que sofreu. É um personagem bem controverso, pois apesar de causar problemas para os deuses, ele já os livrou de algumas enrascadas usando apenas a sagacidade. Já Thor não era louro e nem andava por aí de barba feita! Ele era ruivo, barbudo e considerado um tanto quanto glutão.

 

 

3) Aprendemos no cinema que Loki e Thor são irmãos, mas parece que isso foi uma adaptação livre. Na mitologia, que lugar eles ocupam e qual a relação entre eles?

Na verdade, Loki é considerado irmão adotivo de Odin.  Ele não faz parte dos aesires — apesar de morar em Asgard — e é um gigante. Ele é retratado nas lendas como companheiro de Thor, acompanhando-o em várias de suas aventuras (muitas delas hilárias!).

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4) Por que Magnus é chamado de “cria de vanir”? E por que isso parece um xingamento?

Os vanires e os aesires são dois clãs de deuses. Os aesires são deuses da guerra, enquanto os vanires são relacionados à natureza. Em uma mitologia mesclada com tantas batalhas e guerras quando a nórdica, ser considerado um deus da natureza não era lá grande coisa.

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5) Qual é a relação dos nove mundos com o Ragnarök na mitologia nórdica?

O Ragnarök é o Juízo Final nórdico, quando os exércitos dos deuses e dos gigantes (essa treta é antiga…) se encontrarão para lutar uma última vez. Ele envolve a destruição da Yggdrasill, a Árvore da Vida que sustenta os nove mundos (inclusive o nosso mundo, conhecido como Midgard). O Ragnarök está fadado a acontecer, mas ele pode ser atrasado. É papel dos deuses e dos outros seres que vivem na Yggdrasill (anões, elfos etc.) tentar impedir que alguns eventos que o deflagrarão aconteçam, mas não é isso que Loki e os gigantes querem…

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6) O que é Valhala? Ir pra lá é um bom negócio? 

Valhala é para onde os heróis mortos em batalha são conduzidos para compor o exército de Odin no Ragnarök. Com certeza há destinos muito piores do que ir para um salão onde podemos comer nossas comidas preferidas e beber hidromel todas as noites num grande banquete hahaha! Por exemplo: se a pessoa tiver uma morte desonrosa (devido à velhice, a doenças ou à maldade) pode ir parar em Helheim, um mundo de escuridão e gelo bem depressivo, por toda a eternidade…

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link-externoLeia também: 9 fatos inusitados sobre Magnus Chase

Carolina Vaz, 24 anos, é editora assistente no setor infantojuvenil da Intrínseca. Adora bonecos cabeçudinhos, livros YA e filmes de terror, fantasia e super-heróis. Não necessariamente nessa ordem.