testePor que Caixa de pássaros é um thriller diferente?

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Caixa de pássaros, romance de estreia de Josh Malerman, conta a história assustadora de um surto inexplicável. Em uma narrativa cheia de mistério e suspense, o autor narra a dificuldade de viver em um mundo que não é mais seguro. Há algo que não pode ser visto, que faz as pessoas enlouquecerem e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio.

Essa trama aterrorizante já conquistou milhares de pessoas, que não conseguiram largar o livro até chegar ao final. Com a participação do autor na Bienal do Livro Rio, convidamos leitores e a nossa equipe para comentar por que Caixa de pássaros é um thriller tão diferente.

Confira as respostas:

“Medo do escuro. Medo do desconhecido. Medo de morrer. Medos horríveis. Josh Malerman reuniu todos eles (e mais alguns) em Caixa de pássaros. Sou muito medrosa. E durante a leitura achei que ia querer fechar o livro e desistir. Mas não tem como. A narrativa é viciante. Acho que não existe ninguém que não tenha lido com voracidade, doido para ver o que acontece no final.” Rebeca Bolite

“Quando abrir os olhos se torna uma ameaça mortal, o suspense e o terror multiplicam-se com cada ruído estranho e ranger de dobradiças.” Pablo Rebello

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“A tensão causada pelo que não é visto. É o medo de algo sem forma e que assume a forma do seu pior medo.” Taissa Reis, pelo Twitter.

“É um livro que prende desde o primeiro momento e envolve você numa tensão constante, que dura até o final da história. É muito interessante como Josh trabalha a falta de um sentido. Isso é angustiante, mas, ao mesmo tempo, muito legal, porque você se coloca naquela situação. Eu, por exemplo, já teria tirado a venda desde o primeiro momento. Outra coisa bacana é que você não sabe se todo mundo está maluco ou paranoico, ou se realmente está acontecendo alguma coisa.” Daniel Lanhas, do blog “Vai lendo”.

“Josh pega uma linha totalmente não explorada e não tenta criar uma sociedade feliz que aprende com os erros apocalípticos. Ele explora o medo e isso é genial.” Jackson Jacques, do canal “Connect Qu4tro”.

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Caixa de pássaros é um livro assustador desde a primeira página. O autor criou um mundo angustiante e tenso. Gostei muito da maneira como ele volta no tempo para falar do surto explorando a essência do medo.” Vanessa Mello

“Como entusiasta da literatura de terror, não costumo me impressionar facilmente. Sou daquelas pessoas chatas que tendem a achar tudo mais do mesmo, mas Caixa de pássaros me surpreendeu do início ao fim. Numa época em que quase tudo já foi criado, Malerman apresenta uma narrativa focada essencialmente nos personagens, levando ao que considero o pior tipo de terror: o ser humano confinado e obrigado a lidar consigo mesmo. Afinal, “o homem é aquilo que ele teme”. Recomendo o livro até aos fãs mais exigentes de thrillers.” Carolina Aguiar

“Sensacional! O clima de tensão é tão grande que eu às vezes esquecia de respirar durante a leitura, sem contar o medo de olhar para o lado. Foi como se estivesse dentro da história e sentindo o mesmo que os personagens. Virei fã do autor.” Larissa França

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“Josh Malerman é tão bom com as palavras que cria cenas repletas de pavor e angústia, baseadas em um horror que não é visto nem descrito. Ler Caixa de pássaros é instigante e assustador como entrar num quarto escuro esperando por um monstro desconhecido, inventado por nossa própria imaginação.” Marcela de Oliveira

“Eu já sou naturalmente fã de suspenses/thrillers/terror, mas, sejamos sinceros, estávamos carentes de livros realmente bons e surpreendentes dessa temática. Caixa de pássaros conseguiu o inesperado: ser um livro instigante, agonizante e surpreendente do início ao fim. Fica impossível não virar a página para saber o que vai acontecer. Por se tratar de uma história que intercala passado e presente, muitas vezes Josh deixa você curioso até o próximo capítulo.” Beatriz Cajaty

testeEntrevista com Josh Malerman

Josh Malerman

Selecionamos dez perguntas dos leitores para uma entrevista com Josh Malerman. O autor de Caixa de pássaros respondeu aos fãs com muito bom humor.

Confira a mensagem e as respostas:

Ótimas perguntas, todas elas. Obrigado, pessoal. Acho que prefiro as perguntas dos leitores às das entrevistas de verdade; claro que depende de quem conduz a entrevista. Mas há algo… solto com relação a essas perguntas. São mais cuidadosas. As coisas em que você pensa ao ler um livro e a maneira como a mente funciona sob o jugo da imaginação.

Até logo,

Josh

1- Leticia Ramos de Mello Oliveira: Muitos escritores de terror preferem o horror gore, que envolve sangue e criaturas assassinas. Por que você decidiu, logo em seu livro de estreia, investir no terror psicológico, que é mais difícil de ser escrito, mas também é o mais apavorante?

Bem, eu amo todos. Todo o espectro negro. Do homem arrastando as próprias entranhas por uma ruela às sombras entre os muros que o observam. Caixa de pássaros se desenrolou na minha frente; eu não comecei a escrevê-lo. Depois de um tempo, entretanto, pude perceber que era mais um “livro psicológico”, e então deixei ele lá, sendo o que ele era. Perto do fim, comecei a me perguntar: “Você vai mostrar essas criaturas? Vai?” E a resposta está no final do livro.

2- Letícia Viana: Quando você tinha uns oito ou nove anos, já pretendia escrever um livro?

Quando eu era criança, no acampamento de verão, eu contabilizava as histórias que queria escrever. “Tem aquela da floresta, tem aquela do lago…”, como se a floresta e o lago não pudessem estar na mesma história. Lembro-me de contar as histórias nos dedos da mão direita, me perguntando se eu teria tempo/forças para escrever as cinco. Agora acho engraçado, mas de certa forma não mudei nada. Ainda tenho cinco ideias que mal posso esperar para colocar no papel.

3 – Mateus Alves: Muitas pessoas, ao terminarem de ler o livro, ficaram divididas entre definir o que de fato era a criatura, se era algo sobrenatural ou se eram somente a psique humana e as privações de sentidos. A minha pergunta é: você teve essa dúvida durante a produção do livro?

Não. Eu sabia o que eu queria o tempo todo. Quero dizer, sou do time que acredita que as criaturas estão lá fora. Mas isso não significa que eu esteja certo, né? Não tenho certeza. Gosto muito do que Gary e Don tinham a dizer. Mas, se eu estivesse na casa, talvez eu tivesse fugido.

4- Luiz Daniel: Qual é a coisa mais difícil em ser um escritor?

Bem, é só amor, sabe? É uma viagem magnífica por dentro do Túnel do Amor com suas ideias sentadas ao seu lado no banco. A parte mais difícil é quando fica escuro, quando você já escreveu setenta páginas do livro e sabe que ainda faltam duzentas. É capaz de você se sentir bem sozinho. Amedrontado. Mas tem que manter o entusiasmo pela ideia original. Lembre sempre por que começou a escrever. Então, eu diria que a parte mais difícil é estar na metade do caminho, no meio do livro, e acreditando que você tem energia suficiente para chegar do outro lado.

5- Vânia Guedes Lopes: Josh, entre cantar e escrever, o que te satisfaz mais?

Tanto música quanto ficção têm a ver com escrever. Escrever as letras, escrever o livro. Mas eu definitivamente me apaixonei por livros primeiro. Livros de horror. Agora eu amo os dois. Mas sempre valorizei as ideias acima de tudo. Prefiro uma música brilhante mal interpretada a uma música mais ou menos bem cantada. Estou menos interessado nos atores e mais interessado na pessoa que criou o personagem.

6- Paola Carleto Durante: A escritora de Cinquenta tons de cinza escreveu um livro da perspectiva  de outro personagem. Você já imaginou escrever uma continuação para Caixa de pássaros da perspectiva das tais “criaturas”?

Não da perspectiva das criaturas, mas definitivamente pensei em escrever uma sequência com personagens de outra casa, pessoas que nunca tivessem ouvido falar nem de Malorie nem de Tom. No entanto, descobri que esse tipo de sequência é feito toda hora e desanimei. Vamos seguir para outra história. Mas mesmo assim penso na Malorie o tempo todo. Fico me perguntando como ela está se virando. Penso em Gary também. Imagino que está sem camisa, suado, vagando pela floresta do lado de fora da Escola para Cegos Janes Tucker.

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7- Ana Elisa de PaulaCaixa de pássaros vai ter continuação?

Não me oponho a essa ideia. Por que não, né? Poderia ser bem divertido. Mas, ainda assim, gosto da fumaça que ficou, a forma como o livro evapora… como Malorie e as crianças existem na névoa, num mundo indefinido. Caixa de pássaros é mais uma impressão do que uma fotografia. Se eu tiver uma ideia brilhante, vou escrever. Mas de qualquer forma tenho pensado em outros livros, outros medos.

8-Taciana Guedes: Querido Josh, como muitos, fiz um paralelo imediato com a obra Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Gostaria de saber quais foram as suas inspirações ao escrever Caixa de pássaros. E qual o significado de medo para você? Por que escrever sobre isso?

Não vi Ensaio sobre a cegueira, mas vou ver. Também não li Day of the Triffids, mas vou ler. É difícil listar as influências de Caixa de pássaros: todos filmes e livros que vi e li estão lá.

Eu estava pensando em algo bem menor quando me sentei para escrever. Estava pensando na série A quinta dimensão. Uma história simples de vizinhança. Uma catástrofe entre pessoas que não se conhecem. Penso em Caixa de pássaros como o primeiro episódio de um espetáculo bem maior. Sou o anfitrião e espero que todo ano eu possa apresentar outra história assustadora, pequena, mas do tamanho de romances, até que pareça que uma temporada ou duas se passaram. Então talvez eu seja tão influenciado por Elvira e Rod Serling quanto sou por Peter Straub e Charles Grant.

9- Martim Gallo: Quais são seus autores favoritos?

Vou listar os livros que li recentemente. Amei todos eles.
The Bridge, John Skipp e Craig Spector
A canção de Kali, Dan Simmons
Florestranha, Christopher Golden
The Devil in Silver, Victor LaValle
Charnel House, Graham Masterton
Pregos vermelhos, Robert E. Howard
O homem do castelo alto, Philip K. Dick

10- Nikolas Starke: Você está escrevendo outro livro? Ou pretende escrever mais um?

Sim, com certeza! Estou reescrevendo o segundo livro. Por enquanto o título é Every Good Boy Does Fine. É assustador para caramba. E mal posso esperar para mostrar para vocês.

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Leia também:
Pássaros no escuro, por Pablo Rebello
Loucura e horror às cegas, por Alexandre Sayd

testeJosh Malerman na Bienal

Josh Malerman

Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros, é presença confirmada na 17ª edição da Bienal do Livro Rio, que acontece entre os dias 03 e 13 de setembro, no Riocentro.

Lançado em janeiro, o livro de estreia do autor conta a história de um surto inexplicável que enlouquece e mata as pessoas de forma misteriosa.

Josh Malerman é o segundo autor da editora confirmado no evento. O escritor inglês David Nicholls, autor dos romances Um dia e Nós, também participará da Bienal.

link-externoLeia também:

Pássaros no escuro
Loucura e horror às cegas
David Nicholls está confirmado na Bienal do Rio

teste13 thrillers

Preparamos uma lista especial com os nossos thrillers. Suspense, terror psicológico, tramas policiais e narrativas macabras que farão até o leitor mais cético ficar com medo.

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1) Caixa de pássaros, de Josh Malerman

Há algo que não pode ser visto. Algo que enlouquece as pessoas e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio. A população foi aconselhada a trancar as portas e as janelas e a andar vendada. Com uma narrativa cheia de suspense e que alterna passado e presente, o livro conta uma incrível história de terror psicológico em um mundo pós-apocalíptico.

 

2) Objetos cortantes, de Gillian Flynn

A repórter Camille Preaker precisa retornar à sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. À medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille passa a desvendar segredos familiares perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

3) Garota exemplar, de Gillian Flynn

Um suspense psicológico brilhante, o livro revela como a superfície de normalidade e o interior sombrio se entrelaçam a tal ponto que se torna impossível separá-los. Um retrato cruel sobre como as mentiras podem construir um relacionamento. E também destruí-lo.

link-externoLeia também: 10 motivos para assistir Garota exemplar

 

4) Até você ser minha, de Samantha Hayes:

A assistente social Claudia parece ter uma vida perfeita. À espera do bebê que sempre desejou, ela vive em uma linda casa com seu marido que a ama incondicionalmente. Até que Zoe — a babá contratada para ajudá-la quando a criança nascer — entra na sua vida. Claudia passa a desconfiar de Zoe. E um dia as suspeitas se tornam um medo real.

5)  A viúva, de Fiona Barton

Uma jornalista experiente e premiada, já entrevistou vítimas, culpados, famosos e anônimos afetados por tragédias, mas, ao decidir escrever seu primeiro livro, escolheu como personagem principal uma coadjuvante do drama. Ela conta a história de Jean Taylor, que permanece ao lado do marido mesmo quando ele é acusado de um crime imperdoável. Entretanto, depois que ele morre, ela se sente livre para contar a sua versão. Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes e da repórter Kate Waters, o thriller reconstrói uma investigação policial ao mesmo tempo que desconstrói impiedosamente um relacionamento.

 

6) Quem era ela, de  JP Delaney: 

 Um thriller psicológico incrível que conta a história de duas mulheres: uma que busca um final feliz e outra que leva uma vida cercada de mistério. Emma procura um novo lugar para morar e descobre Folgate Street, nº 1: uma obra-prima da arquitetura. Mas os moradores têm que seguir regras estritas. Depois de sofrer uma perda, Jane precisa recomeçar. Ela se apaixona à primeira vista pela casa e, ao se mudar, logo fica sabendo da morte trágica que ocorreu ali. Enquanto tenta separar as verdades das mentiras, Jane acaba fazendo as mesmas escolhas de Emma e vivenciando as mesmas situações aterrorizantes.

 

7) O hipnotista, de Lars KeplerO massacre de uma família mobiliza a polícia sueca. Sob o comando do detetive Joona Linna, as investigações dependem da única testemunha: o filho adolescente, que está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna convence o Dr. Erik Maria Bark a hipnotizar o garoto, dando início a uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos.

 

8) Por trás de seus olhos, de Sarah Pinborough 

Louise é mãe solteira, trabalha como secretária e está presa à rotina. Em uma rara saída à noite, ela conhece um homem no bar e se deixa envolver. Embora ele se vá logo depois de um beijo, Louise fica muito animada por ter encontrado alguém.

Ela só não esperava que seu novo e casadíssimo chefe seria o homem do bar. Apesar de ele fazer questão de logo esclarecer que o beijo foi um equívoco, os dois passam a ter um caso. Em uma terrível sequência de erros, Louise acaba ficando amiga da esposa do amante. E, se você acha que sabe para onde esta história vai, pense de novo, porque Por trás de seus olhos não se parece com nenhum livro que já tenha passado por suas mãos.

 

9) No escuro, de Elizabeth Haynes: Quando Catherine conhece Lee, acredita ter encontrado o homem de seus sonhos. Com o tempo, porém, esse homem revela-se extremamente ciumento e controlador. Amedrontada, ela tenta terminar o relacionamento, mas, ao pedir ajuda aos amigos, descobre que ninguém acredita nela.

 

10) Piano vermelho, de Josh Malerman:

Os Danes, uma banda de rock que fez muito sucesso em Detroit, são convidados por um misterioso funcionário do governo dos Estados Unidos para embarcar em uma viagem a um deserto na África. O objetivo? Descobrir a origem de um som com enorme poder de destruição!

Ninguém entende muito bem o que está acontecendo e os integrantes da banda estão dispostos a desvendar esse mistério. Só que eles não imaginam que estão prestes a entrar em uma jornada sinistra.

 

11) Tony e Susan, de Austin WrightAo receber pelo correio o manuscrito do primeiro livro escrito por seu ex-marido, vinte e cinco anos após o divórcio, Susan Morrow se vê às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.

O livro inspirou Animais noturnos com Amy Adams no elenco.

 

12) As coisas que perdemos no fogo, de Mariana Enriquez — Macabro, perturbador e emocionante, o livro reúne contos que usam o medo e o terror para explorar várias dimensões da vida contemporânea. Em um primeiro olhar, as doze narrativas do livro parecem surreais. No entanto, depois de poucas frases, mostram-se estranhamente familiares: é o cotidiano transformado em pesadelo. Uma das escritoras mais corajosas e surpreendentes do século XXI, Mariana Enriquez dá voz à geração nascida durante a ditadura militar na Argentina.

13) Gataca, de Franck ThilliezOs policiais Lucie Henebelle e Franck Sharko se lançam numa investigação em conjunto para descobrir o elo invisível entre alguns crimes atrozes, cometidos com 30 mil anos de diferença. Destroçados por terríveis experiências, os dois embarcam em uma investigação que os conduzirá às origens do mal.