testeLeituras para o Dia das mães

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Preparamos uma lista com sugestões de livros para presentear mães de diferentes estilos: fashion, cult, alternativa, fofa, apaixonada por culinária, louca por cachorros, sensível, cinéfila, nerd, executiva, que gosta de cozinhar, de arrepiar, nerd e que curte séries.

Mãe fashion: Um brinde a isso, de Betty Halbreich

Betty Halbreich é uma figura única no mundo da moda. Há quase quatro décadas comanda o departamento de compras personalizadas da loja Bergdorf Goodman, ícone do consumo de luxo de Nova York. Em Um brinde a isso, ela fala não só de como construiu a carreira, mas também dos momentos mais difíceis que precisou enfrentar.

link-externoVeja também A Parisiense – O guia de estilo de Ines Fressange

Mãe sensívelToda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr

Marie-Laure, cega aos seis anos, vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural. Na Alemanha, o órfão e curioso Werner se encanta pelo rádio. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Anthony Doerr constrói um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

link-externoVeja também Os últimos dias de nossos pais, Navegue a lágrima e Tempos extremos

Mãe cinéfila: A última dança de Chaplin, de Fabio Stassi

Na noite de Natal de 1971, Charlie Chaplin recebe a visita da Morte. O famoso ator está com 82 anos, mas ainda não se sente preparado para ver as cortinas se fecharem uma última vez. Desesperado por acompanhar o crescimento do filho mais novo, o ator propõe à Morte um acordo: se conseguir fazê-la rir, ganhará mais um ano de vida.

link-externoVeja também Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose

Mãe cult: A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan

Da São Francisco dos anos 1970 à Nova York de um futuro próximo, Jennifer Egan tece uma narrativa caleidoscópica, que alterna vozes e perspectivas, cenários e personagens para contar como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida. A visita cruel do tempo recebeu o Pulitzer e o National Book Critics Circle Award de 2011.

link-externoVeja também Circo invisível, Lança-chamas e Max Perkins, um editor de gênios

Mãe apaixonada por cachorros: Filhotes submarinos, de Seth Casteel

O premiado fotógrafo e ativista em defesa dos direitos dos animais Seth Casteel retrata cachorrinhos na primeira fase da vida, quando ainda estão começando a descobrir o mundo. São mais de 80 cliques inéditos de filhotes cheios de energia e disposição dentro d’água.

link-externoVeja também Cachorros submarinos e Ache Momo

Mãe fofa: Um mais um, de Jojo Moyes

O livro conta a história de Jess, uma mãe solteira e falida, que precisa levar sua filha Tanzie para a Olimpíada de Matemática na Escócia. Ed Nicholls é um geek milionário e estranho que oferece uma carona até a cidade onde acontecerá a disputa. A engraçada viagem até o destino provará que os opostos se atraem e que é possível encontrar o amor nos lugares mais improváveis.

link-externoVeja também Pequenas grandes mentiras

Mãe que curte séries: Orange Is The New Black, de Piper Kerman

Condenada a quinze meses de detenção por um crime que cometeu anos atrás, Piper Kerman é obrigada a trocar a vida com o noivo, a família e os amigos por uma rotina imprevisível e assustadora em uma penitenciária feminina. Orange Is the New Black apresenta a história real que inspirou o popular seriado da Netflix.

link-externoVeja também O mundo de Dowtown Abbey , Homeland: como tudo começou

Mãe que gosta de cozinhar: A pequena cozinha em Paris, de Rachel Khoo

O livro traz versões especiais dos clássicos franceses e vai muito além dos livros de culinária tradicionais. A jovem chefe britânica Rachel Khoo acompanha suas receitas com curiosidades sobre cada prato e detalhes do dia a dia na capital francesa. Do irreverente muffin de croque madame ao frango com limão e lavanda, Rachel celebra e desmistifica a culinária francesa, revelando como é fácil transportar para a nossa casa a beleza e o aconchego parisienses.

link-externoVeja também Cozinhar

Mãe alternativa: A arte de pedir, de Amanda Palmer

Mobilizadora de multidões on-line, Amanda Palmer é o retrato perfeito da boa conexão entre o artista e seu público. Em A arte de pedir, a cantora, compositora, ícone indie e feminista mostra que pedir é digno e necessário. Longe de ser um manual, o livro é uma provocação que incita o leitor a superar seus medos e reconhecer o valor de precisar e pedir ajuda.

link-externoVeja também Não sou uma dessas, Listografia e Uma questão de caráter

Mãe de arrepiar: Caixa de pássaros, de Josh Malerman

Há algo que não pode ser visto. Algo que enlouquece as pessoas e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio. Basta uma olhada para fora e a vida corre risco. A população foi aconselhada a trancar as portas e as janelas e a andar vendada. Com uma narrativa cheia de suspense e terror psicológico, Caixa de pássaros conta a história assustadora de um surto inexplicável em Michigan.

link-externoVeja também Objetos cortantes e Filme noturno

Mãe executiva: O capital no século XXI, de Thomas Piketty

Nenhum livro sobre economia publicado nos últimos anos provocou o furor causado por O capital no século XXI, do francês Thomas Piketty. O estudo sobre a concentração de riqueza e a evolução da desigualdade ganhou manchetes nos principais jornais do mundo e colheu comentários e elogios de diversos ganhadores do Prêmio Nobel.

link-externoVeja também Como o Google funciona e A loja de tudo

Mãe nerd: Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking

Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Houve um começo e haverá um fim? O que vai acontecer quando tudo terminar? Pensadores e cientistas debruçam-se sobre perguntas como essas há séculos, oferecendo teorias nem sempre de fácil compreensão. Em Uma breve história do tempo, o famoso físico Stephen Hawking guia o leitor – em edição revista e atualizada – pelas principais descobertas científicas da humanidade e encanta tanto leigos quanto iniciados.

Vlink-externoeja também Ordem e Os filhos de Anansi

testeMíriam Leitão encerra a Bienal do Livro de São Paulo

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No domingo, 31, a jornalista e escritora Míriam Leitão esteve na Bienal do Livro de São Paulo, participando de bate-papo com Mona Dorf na Arena Cultural. Em uma hora e meia, Míriam falou do processo de criação de Tempos extremos, sua estreia na ficção, comentou sobre o livro de não ficção que está escrevendo no momento e respondeu a perguntas de leitores. “O livro precisa merecer o leitor. Agradeço a cada leitor que dedicar seu tempo a meu livro”, disse a autora. Após o evento, Míriam recebeu leitores no estande da Intrínseca  para uma sessão de autógrafos.

Confira a galeria de fotos

Fotos de Alexandre Moreira

testeMíriam Leitão é a atração de fechamento da Bienal

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Míriam Leitão é uma jornalista experiente: são 40 anos de profissão. Mas o prazer pelos livros ─ que começou ainda menina, quando ela morava na cidade de Caratinga em Minas Gerais ─ foi arrebatador. Anos depois, a mineira segue com a paixão pela literatura e se diz realmente realizada ao conseguir publicar seus trabalhos. Um deles é o Saga Brasileira, vencedor do Prêmio Jabuti de 2012 na categoria Melhor livro de não ficção, e será abordado na mesa “Momento Jabuti: o escritor e sua obra”.

A autora também vai explicar o processo de criação de Tempos extremos, sua estreia no mundo da ficção, que teve 10 mil exemplares vendidos. A obra conta a história de uma família que se vê entre dois tempos muito severos da história brasileira: a escravidão e a ditadura. Míriam estará no último dia de Bienal, 31, domingo, às 18h na Arena Cultural. E a partir das 20h ela receberá seus leitores para uma sessão de autógrafos no estande da Intrínseca.

 

testeOs vários tempos dos leitores

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Eles chegam assim sem aviso prévio. No assunto vem “tempos extremos”, ou “seu livro”. São de pessoas conhecidas, ou leitores que nunca encontrei pessoalmente. Têm feito minha alegria nos últimos dias.

São comentários sobre o romance que lancei aqui pela nossa Intrínseca. Cada mensagem por e-mail, cada tuíte, cada telefonema, ou até a fala em encontro pessoal, me deixa feliz. Nos últimos dias tenho curtido essas respostas enviadas por pessoas que querem que eu saiba o que elas acharam do texto.

O curioso é que os leitores  reagem, interpretam  e escolhem o trecho favorito da narrativa de forma diferente. Cada leitor, sua sentença. E eu vou vendo o livro de diversos ângulos pelo olhar de quem o leu. Uma me escreveu num rompante, no meio do livro, uma mensagem curta: “página 107…. eu amo Larissa”. Uma jovem me mandou mensagem para o endereço eletrônico do jornal, descreve sua paixão pelos livros e me agradece por ter escrito o que acabou de ler. Ela diz que gostaria de ter vivido na ditadura onde havia causas pelas quais lutar. Respondi longamente sobre as várias causas a escolher hoje em que, felizmente, não vivemos em ditadura. Com  alegria noto várias afinidades com uma pessoa tão mais jovem que eu. Um senhor de 80 anos pede para falar comigo ao telefone, o genro faz a ponte constrangido, e ele demonstra ser leitor culto e perspicaz.

Um empresário com quem só conversei assuntos áridos me envia uma mensagem com considerações de profunda sensibilidade. Uma amiga que não vejo há anos, me conta que sempre soube que eu escreveria um romance. Uma autoridade que sei que está com um volume enorme de trabalho, me escreve comentando detalhes da história e afirmando que passou o fim de semana com o livro. Alguns preferem a parte contemporânea da história; outros gostam mais do passado remoto; há os que dizem entender que os dois passados estão juntos e são inseparáveis do presente.

Algumas mensagens são fortes e revelam detalhes de tempos extremos dos próprios leitores, outros admitem ter vivido em suas famílias divisões como a que partiu os filhos de Maria José. Um, particularmente valioso, vem de pessoa que admiro profundamente pela coragem demonstrada na ditadura. Admite que certas falas de Alice ela mesma disse ao longo de sua vida.

Uma jovem vendedora de uma livraria me abraça e diz que gostou dos personagens e escolheu seu favorito: o Marcos. Uma querida amiga disse que fechou o livro e começou a escrever sua própria história. Venceu assim um bloqueio de 40 anos que a impedia de contar o que viveu nos dias do seu desespero. Uma jovem me escreve e diz que se viu em Larissa durante todo o tempo, porque ainda permanece indecisa entre seus vários quereres profissionais. Vou sorvendo os comentários e pensando no ofício do escritor.

Há 40 anos é de escrever que eu vivo, mas tenho agora um sentimento novo. Escrevo reportagens e artigos com prazer de quem é feliz no jornalismo. Lutei para permanecer na profissão, seguindo uma trajetória que nunca foi fácil e teve momentos dolorosos. Escrever um livro, no entanto, é outra viagem. É de longa duração com mais tempo para duvidar e temer. Escrever um livro de ficção é como embarcar num avião que você não sabe para onde vai.

Depois de concluída a viagem, e o livro ser lançado, vem a esperança de que seja lido.  A alegria que tenho vivido é que cada vez recebo mais respostas dos leitores. Algumas chegam pedindo desculpas, como se estivessem interrompendo meu trabalho. Que nada, sou eu que agradeço cada contato. Vou me alegrando e aprendendo a ver até ângulos que nem havia notado no meu próprio livro. Escrevi, como já disse aqui, como quem se deixa levar. Por isso quando um leitor interpreta um ângulo do texto com uma visão só dele eu vou entendendo que Tempos extremos não é mais meu. Ele viaja agora com outras pessoas e o livro as leva para lugares e sentimentos que nem eu conheço. Aguardarei novas mensagens. Sim, os leitores escrevem aos autores e isso é muito bom.

testeA noite de autógrafos e seus inesperados

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Quando chegou a vez da jovem na fila de autógrafos, ela me entregou um presente. Contou que palavras que escrevi a tocaram. Como um texto sobre a situação vulnerável dos brasileiros no Japão na crise de 2008.  Foram eles as primeiras vítimas do desemprego. “Eu estava lá”, disse. Depois se referiu a uma coluna de Natal e outra sobre mulheres. Explicou que eu havia captado seus sentimentos. Enquanto falava, chorou. A moça tem um nome próprio da mistura paulista: meio brasileiro, meio japonês.

Abri o presente no hotel, porque na fila de autógrafos houve tempo apenas para um abraço apertado na moça que eu não conhecia e que dizia me conhecer pelas palavras. Era um moleskine com um lindo desenho de mulher feito a bico de pena na capa. Na carta, que acompanhava o presente, ela escreveu: “esse caderninho, que lhe presenteio, é feito por uma artista que desenha cada traço, cada ponto a mão. Para lembrar-nos que somos únicos e, ao mesmo tempo, somos todos”.

Um amigo, de origem italiana, apareceu de repente na livraria, avisando em frases rápidas que estava apenas de passagem.

─ Não quero seu autógrafo hoje, não posso ficar na fila. Trouxe um presente.

E deixou sobre a mesa da livraria um tubérculo de taioba.

─ Depois explico como cuidar dele – avisou já de saída.

A taioba foi abundante no quintal da minha casa em Caratinga, hoje desapareceu das feiras e mesas. É uma iguaria entre as verduras. Para explicar literariamente, tem um sabor capaz de me remeter ao tempo perdido, como a madeleine proustiana. Eu carreguei o tubérculo com esperança e temor quando saí da livraria ao fim da noite. Se ela não brotar terei contribuído para o extermínio da verdura; se conseguir que a planta prosperei terei de volta o sabor das folhas que minha mãe plantava com esmero e competência. Não satisfeito com a gentileza o amigo me deixou no dia seguinte um buquê de folhas de taioba na porta do hotel, com um aviso de que eu poderia colocar até na mala, que elas suportariam. O rapaz do hotel me entregou um pouco perplexo, principalmente ao constatar que recebi as enormes folhas verdes com o encantamento que as mulheres ganham flores.

O dia do lançamento paulista de Tempos extremos fez jus ao nome do livro. Um dia difícil numa semana estressante. Por isso cada pessoa na fila era uma prova de resistência do carinho. A fila andou por horas como uma onda de afagos. Um homem alto de carregado sotaque português chegou com seis livros e foi dizendo:

− Esse é para um amigo que mora na França, esse está nos Estados Unidos, esse é para uma ministra do governo português…

Houve um momento em que levantei os olhos e vi que juntos estavam dois amigos queridos, um morador de Brasília, outro do Rio. Em São Paulo, de passagem, em vez de curtir os deliciosos restaurantes paulistas, tinham ido à livraria me ver. Outra amiga querida, que sei que trabalha até tarde, estava lá para um abraço apertado e uma palavra de encorajamento. Pessoas que eu não conhecia se misturavam a velhos amigos. Um que não vejo há vinte anos chegou com o charme de sempre e a simpática namorada nova. Um casal querido me honrou com sua presença carinhosa e depois eu soube que, convidados para outro evento, haviam recusado terminativos: “essa noite é da Míriam”.

Um casal que já tem o livro autografado foi para reafirmar a amizade. Um desconhecido disse que estava ali por gostar das minhas ideias. Outro avisou que era um teste: “gosto do que você escreve sobre economia; quero ver como se sai num romance”. Vários queriam, além do autógrafo, fotos para as redes sociais. Um chegou dizendo que a fila fora boa: “vim lendo e o livro já me pegou”. Um se disse curioso: “o que faz uma jornalista de economia se aventurar na ficção?”

Enquanto escrevia no livro, a pessoa sempre me entregava ao ouvido, um recado, um pequeno detalhe da sua história, ou da pessoa à qual o livro seria dedicado.

Velhos amigos que não via há tempos davam abraços apertados, uma saudação rápida e o pedido de nos vermos com calma. Alguns admitiram estar com vontade de voltar aos textos que tinham trancados em gavetas.

A ansiedade inicial de qualquer noite de autógrafos foi cedendo espaço para a alegria, quase euforia. Era amor o que eu recebia naquela noite, o mesmo que recebera no Rio. Na tarde daquela quinta temi pelo pior. O paulista enfrentara o intolerável durante a semana. Greves, engarrafamentos que chegavam a 300 quilômetros, protestos, aquele dia havia sido particularmente difícil. Depois, quando religuei os celulares, encontrei vários torpedos com avisos dos que tentaram, mas não conseguiram chegar.

Sempre penso nas noites de autógrafos como um mistério que não sei desvendar. Haverá formas de realizá-las sem impor aos amigos o desconforto? E nas horas que precedem sempre fica a dúvida: haverá filas? Em caso positivo, os leitores  podem se chatear na longa espera. Ou aproveitar e reencontrar velhos amigos comuns. O que leva a pessoa desconhecida também a ficar ali? E o que escrever para cada pessoa que comprou seu livro e esperou seu momento?

Há várias formas. Eu prefiro a palavra dedicada a cada pessoa. Enquanto me falam no ouvido, algo vem à minha mente. O improviso sai natural. Acredito, como disse minha jovem amiga da qual tenho agora apenas o nome e o belo caderninho, que somos únicos e ao mesmo tempo somos todos.

Era tarde, hora de fechar a livraria, quando chegou o último pedido de autógrafo. “Está cansada?”, perguntou. “Não, essa é a alegria do autor”, respondi. Terminada a noite, dei alguns passos para sair da loja, mas voltei para olhar de novo a mesa enfeitada com o livro, o banner de Tempos extremos. Quis guardar na memória cada momento daquela noite e lembrei com emoção de quando escrevia o livro sem saber se faria sentido, se haveria um ponto final, se seria publicado. Não sei como será a próxima sessão. Aguardarei com esperança convencida de que cada pessoa é única.

teste#MíriamLeitão

Ações no Twitter

Duas ações inéditas no Twitter mostraram o engajamento dos leitores de Míriam Leitão durante o lançamento de Tempos extremos. Na primeira, com o apoio dos seguidores da autora e os da Intrínseca — que somam mais de 740 mil perfis — os três primeiros capítulos do romance foram revelados. A mecânica era simples, a cada porcentagem de #LeiaTemposExtremos tuitada, um capítulo seria divulgado no site do livro. A resposta foi surpreendente: um dia antes do prazo para o encerramento da ação o conteúdo foi liberado por completo e estima-se que mais de 60 milhões de pessoas foram impactadas.  O sucesso foi tamanho que a hashtag figurou nos Trending Topics Brasil, uma lista que evidencia quais são os assuntos mais comentados do Twitter entre os brasileiros durante um determinado período de tempo.

Na semana seguinte foi a vez da própria autora interagir durante quase duas horas com os interessados em saber sobre as curiosidades a respeito do processo de criação e de como é o lado escritora da jornalista. A entrevista foi mediada pela prestigiada jornalista Cora Rónai, que assumiu o comando do Twitter da Intrínseca, e conferiu o ritmo necessário para o chat #MíriamResponde.

Histórico do chat #MíriamResponde

Regulamento do chat #MíriamResponde

#LeiaTemposExtremos (conheça os três primeiros capítulos)

testeRegulamento para o chat no Twitter: #MíriamResponde

Míriam e Cora

Tempos extremos apresenta a Míriam Leitão romancista. Conhecida pelo prestigiadotrabalho construído em mais de 40 anos de jornalismo, Míriam também conquistou reconhecimento na literatura: foi  vencedora do Prêmio Jabuti Não Ficção em 2012 pelo livro Saga brasileira: o longa luta de um povo por sua moeda. Em Tempos extremos, a autora criou uma história que transita dos flagelos da escravidão, no século XIX, aos subterrâneos do regime militar brasileiro, no século XX.

Os leitores terão a oportunidade única de conversar com a autora em um chat especial no Twitter, no dia 19 de maio, às 15h. A mediação será da jornalista e autora Cora Rónai que assumirá o comando do Twitter da Intrínseca (@intrinseca), numa ação inédita. Os interessados devem tuitar as perguntas sobre Tempos extremos e sobre as curiosidades a respeito do processo de criação de Míriam.

Vale ressaltar que serão aceitos somente os tuítes com perguntas relacionadas ao livro Tempos extremos. O espaço de 140 caracteres precisa conter também a hashtag #MíriamResponde.

Serão desclassificados os tuítes com conteúdos obscenos e que estiverem fora das regras de ortografia e gramática. A mediadora Cora, com o apoio da equipe da Intrínseca, selecionará apenas as perguntas mais criativas e que estiverem de acordo com o assunto.

 Leia os três primeiros capítulos

Conheça os personagens

testePlaylist para apaziguar

Mosaico_playlist do Marcos

Tempos extremos, primeiro romance de Míriam Leitão, retrata uma família dividida com o antagonismo entre os irmãos Alice e Hélio ─ que só precisam de uma faísca para recuperar o ódio do período da ditadura. Ela, uma ex-presa política que ainda grávida perdeu o seu companheiro. O mais velho, oficial do Exército, é acusado de omissão por Alice em não ter ajudado os seus. Responsável por tentar imprimir a descontração na família, Marcos, um dos quatro irmãos, aproveita o fim de semana na fazenda Soledade de Sinhá e lidera a roda de viola que alegra as reuniões familiares e apaziguam os ânimos exaltados.

Confira a seleção:

trem das onze, de Adoniram Barbosa

de Lenine e Paulinho Moska

amor é velho menina, de Tom Zé

de Ceumar

lenda do Abaeté, de Dorival Caymmi

de Milton Nascimento e Fernando Brant

testeO batismo de Paulina

Mosaico Miriam

A ideia de escrever Tempos extremos chegou para Míriam Leitão de forma inesperada e arrebatadora. Mesmo passando todo o dia absorvida por suas atividades jornalísticas, no meio da noite a autora era procurada pelos personagens, para que a história fosse escrita. A inspiração surgia com facilidade. Os nomes de cada personagem foram se apresentando, exceto o de Paulina, a escrava que almejava a liberdade.

O curioso é que a solução aconteceu durante uma visita guiada à exposição Registros privados da escravidão, apresentada na Casa Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Na última hora, quando o processo de desmontagem já havia começado, Míriam foi recebida na instituição e guiada pelas vitrines que exibiam documentos que muito revelavam sobre as condições de vida dos escravos nos lares brasileiros.

Ela se deparou com documentos, como a carta da sinhá que escrevia ao marido pedindo a alforria de sua escrava como presente de aniversário de casamento. Um nome se destacou entre os papéis e a escritora teve o insight. A escrava que não aceitara ser chamada de Efigênia (como Míriam pensara inicialmente) já tinha um nome: nascia Paulina, que carregaria consigo a esperança pela tão sonhada alforria, que só seria poderia se concretizar à custa de muito tempo e sofrimento.

testeUma família em tempos extremos

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A estreia de Míriam Leitão como romancista transcorre na histórica fazenda Soledade de Sinhá, em Minas Gerais, um refúgio no tempo que esconde mistérios que assombram a rotina da protagonista Larissa.

Organizamos os personagens de Tempos extremos em uma árvore genealógica que será apresentada pelos núcleos familiares. Acompanhe.

Núcleo principal:

Maria José, 88 anos, a matriarca. Tem quatro filhos. Seu marido engenheiro faleceu quando ela tinha 35 anos, nunca mais se casou.

Hélio é o filho mais velho, fez carreira no Exército e hoje é general da reserva. Trava um conflito ideológico constante com a sua irmã Alice, cinco anos mais nova.

Alice foi presa política na ditadura quando estava grávida de sua única filha, Larissa. Foi mãe solteira jovem e seu único amor e pai de sua filha, Carlos, morreu sob tortura.

Sônia é economista, uma administradora nata. É proprietária da Fazenda Soledade de Sinhá e mantém uma excelente relação com o Marcos, o caçula entre os irmãos.

Marcos é sonhador, romântico e alternativo. Mas totalmente irresponsável, que nunca se encontrou profissionalmente e que recorre quase sempre aos empréstimos de sua irmã Sônia. No entanto, seu valor de apaziguador é reconhecido quando ele lidera a roda de viola e faz a alegria das reuniões familiares.

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Hélio é um militar aposentado e sente orgulho pela carreira que construiu. Tem dois filhos de seu primeiro casamento. É casado com Márcia.

Márcia concorda sempre com as opiniões do marido, sejam elas controversas ou não.

Mônica tem 40 anos e uma filha de 11 anos, Clara, que mora com os avós. Frívola, sempre foi reconhecida bela beleza explícita. Namora um homem rico e casado, torce para ser um dia a oficial.

André é o mais velho, tem dois filhos: Pedro e Maria, sete e cinco anos, respectivamente. É professor de física em uma universidade.

Post 3

Alice e a filha se estranham com frequência. De personalidade forte, Alice está sempre pronta para defender seus ideais.

Larissa tem 38 anos, mas são muito diferentes. Ela tem uma beleza discreta, é tímida e insegura. Abandonou o jornalismo para se dedicar ao curso de História. No entanto, sonha em ser escritora.

Carlos é pai de Larissa, desaparecido político.

Antônio mantém um casamento estável com Larissa, mas sem paixão. É jornalista investigativo e detém informações relevantes sobre a família.

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Sônia é uma economista vencedora, que ganhara muito em todas as oscilações da bolsa e da conjuntura econômica vacilante dos anos da inflação alta e dos planos inesperados. Adquiriu a fazenda com o intuito de transformá-la em um hotel.

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Marcos é divorciado e pai de gêmeos. Geralmente é resgatado por empréstimos concedidos por Sônia, sempre sem condições de pagar. É fruto do desbunde, um perdido na profissão e um criativo por opção. Não é levado muito a sério pela ex-mulher e pelos filhos, mas tem forte sintonia com sua sobrinha Larissa.

Felipe é economista, centrado e preocupado em fazer fortuna.

Luisa mantém uma carreira promissora na televisão. Extremamente preocupada com a aparência, tende a ser superficial.