testeAmor e arte se encontram em romance na Paris dos anos 1930

Um dos casais mais icônicos do mundo artístico ganha as páginas da ficção em um romance histórico envolvente: Tempo de luz.

No livro de estreia da autora americana Whitney Scharer, conhecemos Lee Miller, uma modelo de sucesso que troca Nova York pela fervilhante Paris dos anos 1930. Cansada de ser o objeto das lentes alheias, ela decide largar tudo e recomeçar a vida como artista na capital francesa. Em meio ao ambiente boêmio da cidade, Lee acaba conhecendo Man Ray e dando início a uma história de amor, amadurecimento e descobertas que transformará a vida dos dois.

Perfeito para quem gosta de arte, romance e fotografia, confira um trecho do livro:

 

PARIS

1929

A noite em que conhece Man Ray tem início em um bistrô meio vazio a algumas quadras do hotel em que Lee está hospedada. Sozinha, ela come filé com batatas gratinadas e bebe meia jarra de um vinho tinto intenso. Tem vinte e dois anos, e é linda. O filé é ainda mais saboroso do que havia imaginado ao pedi-lo, servido em uma piscina de molho madeira que se acumula e se infiltra nas camadas de batatas e fatias grossas de gruyère derretido.

Lee passou pelo bistrô muitas vezes desde que chegou a Paris três meses antes, mas — com as finanças como estão — é a primeira vez que se arrisca a entrar. Jantar sozinha não é novidade: Lee passa quase o tempo todo sozinha desde que chegou, uma adaptação difícil depois da vida agitada em Nova York, onde trabalhava como modelo para a Vogue e frequentava bares de jazz quase todas as noites, sempre de braços dados com um homem diferente. Na época, Lee não dava valor ao fato de que todos que conhecia eram fascinados por ela: o pai, Condé Nast, Edward Steichen, todos os homens poderosos que encantara ao longo dos anos. Esses homens. Lee podia tê-los cativado, mas todos lhe tiravam coisas — esmiuçavam-na, latiam ordens sob os panos das máquinas fotográficas, reduziam-na a cacos de uma garota: um pescoço para segurar pérolas, uma cintura fina para exibir um cinto, uma mão para levar aos lábios e jogar beijos. O olhar deles transformara Lee em alguém que ela não queria ser. Talvez sentisse falta das festas, mas não de ser modelo, e na verdade preferia passar fome a voltar ao antigo trabalho.

Ali em Paris, para onde veio com o propósito de recomeçar, de fazer arte em vez de ser transformada nela, ninguém dá muita atenção à beleza de Lee. Quando caminha por Montparnasse, sua nova vizinhança, ninguém a encara, ninguém vira para vê-la passar. Pelo contrário, Lee parece ser apenas mais um belo detalhe de uma cidade onde quase tudo soa artístico. Uma cidade construída sobre o conceito da forma acima da função, onde fileiras de petits fours brilham como pedras preciosas nas vitrines das confeitarias, impecáveis demais para serem comidos. Onde um modista expõe chapéus elaborados, requintadíssimos, mas sem qualquer indicação de como poderiam ser usados. Até as parisienses nos cafés pelas calçadas são como esculturas, naturalmente elegantes, inclinadas em suas cadeiras como se sua razão de ser fosse decorativa. Lee diz a si mesma que gosta de não ser notada, de se misturar à paisagem, mas, mesmo após três meses na cidade, pensa em segredo que não viu ninguém mais bela do que ela.

testeLançamentos de abril

Confira os lançamentos do mês!

 

Nove desconhecidos, de Liane Moriarty

Nove pessoas completamente diferentes se reúnem em um spa distante da civilização por dez dias. Apesar de estarem rodeados de luxo e mimos, eles terão de se esforçar para cumprir o objetivo da estadia: mudar de vida. Frances chega à Tranquillum House procurando curar seu coração partido, mas o lugar, e, principalmente, a diretora, parecem esconder algum segredo. Nenhum dos hóspedes é capaz de imaginar o tamanho do desafio que os aguarda.

Esse é o lançamento de Liane Moriarty, autora de O segredo do meu marido e Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem à série Big Little Lies com Nicole Kidman e Reese Whiterspoon.

Nove desconhecidos chegou primeiro na caixinha intrínsecos, que envia todo mês um livro inédito em edição exclusiva para os assinantes! Se você também ama receber as novidades literárias antes de todo mundo, garanta a próxima caixa aqui.

Nove desconhecidos chega às livrarias a partir do dia 17 de abril. 

 

Oblivion Song: Canção do silêncio, de Robert Kirkman e Lorenzo De Felici

A nova HQ de Robert Kirkman, criador de The Walking Dead e vencedor do Prêmio Eisner, se passa dez anos após o misterioso desaparecimento de trezentas mil pessoas na Filadélfia, transportadas subitamente para Oblivion, uma dimensão repleta de criaturas ameaçadoras.

Sem novas notícias, o governo já desistiu de procurar por sobreviventes, mas Nathan Cole retorna todos os dias à inóspita dimensão, na esperança de salvar aqueles que estão sozinhos, perdidos e amedrontados. Mas quem Nathan tanto procura talvez não deseje ser encontrado…

O primeiro volume de Oblivion Song, que reúne os seis primeiros fascículos, chega às livrarias a partir do dia 13 de abril. Leia um trecho.

 

Tempo de luz, Whitney Scharer

Quando chega a Paris em meados da década de 1930, Lee Miller não quer mais ser o objeto de lentes alheias e está pronta para iniciar sua carreira como fotógrafa e mostrar o mundo sob a própria perspectiva. Logo ela conhece Man Ray, um dos mais importantes fotógrafos da época, e os dois iniciam uma conturbada história de amor, amadurecimento e descobertas.

Em um ambiente livre e boêmio, porém sexista, Man Ray e seus amigos famosos dominam a cena artística, fazendo com que Lee reflita sobre suas próprias questões e talentos.

Tempo de luz chega às livrarias a partir do dia 29 de abril. Leia um trecho.

 

A vida não é justa, de Andréa Pachá

Famosa por suas colunas publicadas em alguns dos mais importantes jornais do país, Andréa Pachá tem um talento singular para transformar vivências no tribunal em ficção. A vida não é justa, publicado originalmente em 2012, surgiu a partir das suas observações à frente de uma Vara de Família e da necessidade de compreender o fenômeno que levava dois amantes apaixonados ao limite do ódio e da intolerância. Composto por crônicas divertidas e comoventes sobre separações, reencontros, guarda dos filhos, paternidade e amor, o livro também deu origem à série Segredos de Justiça, do Fantástico.

Relançado agora com capa e projeto gráfico novos, além de apresentação inédita da autora, A vida não é justa é o segundo livro da autora publicado pela editora Intrínseca. Em 2018, Andréa Pachá lançou Velhos são os outroscom crônicas inspiradas em suas experiências à frente de uma Vara de Sucessões.

A vida não é justa chega às livrarias a partir do dia 2 de abril. Leia um trecho.

 

Só pode ser brincadeira, sr. Feynman!, de Richard P. Feynman

Excêntrico e espirituoso, o ganhador do prêmio Nobel Richard Feynman conta os casos mais engraçados e extraordinários de sua vida. Sua personalidade fora dos padrões aliada a sua capacidade de aprender habilidades variadas – que vão de música e pintura até engenharia e biologia – o fez entender e explicar o mundo de forma inusitada aos seus leitores.

Entre as muitas histórias curiosas reunidas nesta edição com introdução assinada por Bill Gates, destacam-se os episódios em que ele conheceu Einstein, arrombou cofres do programa nuclear, deu aulas e desfrutou do Carnaval no Brasil. Narrador inteligente e bem-humorado, Feynman mostra por que é um dos intelectuais mais adorados de sua geração e até hoje fascina todos dentro e fora da área acadêmica.

Só pode ser brincadeira, sr. Feynman! chega às livrarias a partir do dia 8 de abril. Leia um trecho.