testeO que você tem em comum com Steve Jobs

*Por Glauco Madeira

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Steve Jobs, Elon Musk, Sir Ken Robinson, você. Sim, você faz parte desse grupo. Mas o que todas essas personalidades e você, em muitos aspectos tão diferentes entre si, possuem em comum?

Vou explicar.

Steve Jobs, o já falecido ex-CEO da Apple, era um gênio dos palcos. Os famosos lançamentos de produtos da gigante de tecnologia eram sempre eventos superconcorridos. Jobs fazia com que todos na empresa mantivessem um segredo quase doentio até o dia do lançamento.

Nas apresentações, ele utilizava alguns artifícios que sempre se repetiam: além de ser conhecido por ensaiar exaustivamente até que todo o conteúdo fosse perfeitamente gravado, Jobs geralmente exibia apenas uma mensagem poderosa por slide, de modo que essas informações não se dispersassem na memória do público. Além disso, ele elogiava a própria apresentação em momentos estratégicos, orientando os sentimentos da plateia, fazendo com que ela sentisse o que ele gostaria. Fantástico. Uma de suas apresentações mais icônicas é o lançamento do iPhone, em 2007.  Veja como ele guia o público desde a primeira fala:

Elon Musk, o bilionário fundador de empresas como PayPal, Tesla, Solar City e SpaceX, muitas vezes citado como o “novo Steve Jobs”, passa longe de ter a mesma competência e desenvoltura do Jobs original quando sobe ao palco. Muito pelo contrário. Musk aparenta sempre estar nervoso, com as mãos trêmulas, a voz embargada, quase gaguejando — tudo fruto de um passado como alguém tímido e retraído, como mostra sua biografia Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro.

Porém, Musk utiliza outra técnica que faz com que se destaque dos demais e com que o público espere ávido por seus pronunciamentos: apresentar uma ideia de futuro. Suas empresas são conhecidas por revolucionar os seus setores de atuação: pagamentos on-line, carros e baterias elétricas, energia solar e exploração espacial. Musk é capaz de entrar em uma espécie de campo de distorção da realidade, imaginando coisas que ninguém mais imaginaria daquela maneira. Com efeito, consegue convencer os melhores profissionais e diversos investidores a apostar em suas ideias. Perceba, em sua participação no TED, como ele está longe de ser um showman como Jobs, mas sua didática faz com que ideias tão distantes se tornem algo simples, ao alcance de todos:

Ken Robinson, britânico, é escritor, palestrante e consultor internacional em educação. Em 2003, foi nomeado cavaleiro (Sir), pela Coroa britânica, por seus serviços à educação. Sir Ken Robinson também é conhecido por ter a palestra do TED mais vista de todos os tempos: mais de 40 milhões de visualizações. Com um mix de humor e didática, ele apresenta uma estrutura muito simples em suas apresentações:

  1. Introdução — apresentação, o que será exposto
  2. Contexto — por que a questão é relevante
  3. Conceitos principais
  4. Implicações práticas
  5. Conclusão

Claro que Sir Ken vai muito além de uma fórmula estrutural, mas ele sugere que todo mundo adote essa estrutura. Veja a mágica acontecer em seu vídeo do TED:

Por fim, você. Sim, você faz parte desse grupo. Tímido ou extrovertido. Empreendedor de sucesso ou estudante. Bilionário ou correndo atrás do salário do fim do mês. Você possui algo em comum com Steve Jobs, Elon Musk e Sir Ken Robinson.

Você é um vendedor de ideias. O tempo todo.

untitledNo trabalho, nas amizades, nos relacionamentos, com a família. Estamos todos vendendo ideias. Lembra aquele aumento de mesada que você queria dos seus pais? Você teve que lutar por ele. Ou a sugestão que você deu ao seu chefe e a coisa bombou na empresa. Aquela apresentação para o cliente que lhe tirou do sério. Ou mesmo o pedido de casamento que você fez ao amor da sua vida. Em cada um desses e outros tantos momentos, você estava apresentando ideias, mesmo que não soubesse na hora.

E não importa se você não é um rockstar ou um grande piadista quando vai falar em público. Você também pode virar um apresentador eficaz como Jobs, Musk e Robinson.

Com essas e outras preciosas dicas que vão desde a preparação, passando pela construção da ideia e de slides, até a atuação no palco, Chris Anderson, presidente e curador-chefe do TED, explica em TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público como alcançar o feito de produzir uma fala marcante. Sem fórmulas, já que nenhum discurso deve ser igual ao outro, mas com ferramentas importantes que podem melhorar o desempenho de qualquer orador (ou vendedor de ideias).

Boa leitura!

> Leia também: Cinco palestras do TED a que todo mundo deveria assistir
                                Quatro dicas do TED para não cair em armadilhas ao falar em público
                                TED Talks e as boas ideias disseminadas pelo mundo

 

Glauco Madeira é publicitário formado pela ESPM e está cursando MBA em Design Estratégico. Trabalhou em uma startup, onde tomou gosto pelo desenvolvimento de negócios inovadores, e em uma agência de publicidade como estrategista de marcas. Foi gestor da Alumni ESPM Rio. É fundador da consultoria Adapter e planejador estratégico na Artplan.

testeCinco palestras do TED a que todo mundo deveria assistir

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As palestras do TED são curtas, mas cheias de histórias interessantes e lições inspiradoras. Com no máximo 18 minutos, as apresentações abordam temas diversos e estão disponíveis gratuitamente na internet.

A página Pictoline reuniu cinco palestras que segundo Chris Anderson, curador e presidente do ciclo de conferências e autor de TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público, todo mundo deve ver:

1. A palestra mais aplaudida da história do TED: uma análise da desigualdade do sistema judiciário nos Estados Unidos:

 

2. A explicação simples de um físico sobre o verdadeiro poder do conhecimento:

 

3. As vantagens da colaboração aberta na internet sobre as instituições:

 

4. A ciência por trás do que nos faz feliz (e por quê):

 

5. Como o debate e a argumentação nos permitiram avançar como sociedade:

testeTudo em Família

Em entrevista ao blog, Tatiana de Rosnay, autora do best-seller A chave de Sarah e do lançamento A outra história, discute o perigo dos segredos familiares, bloqueio criativo na era digital e defende uma literatura livre de rótulos.

Por João Lourenço*

tatiana_blogTatiana de Rosnay (Foto: Charlotte Jolly de Rosnay)

Durma mais, leia o jornal, caminhe na natureza, marque um jantar com os amigos, converse com pessoas criativas, assista a uma palestra do TED Talks — e tente novamente. Essas são algumas dicas que aparecem no Google para quem procura meios para combater o bloqueio criativo. Mas, no caso do jovem Nicolas Duhamel, mudar de cenário foi a melhor saída para lutar contra o mal que atormenta escritores.

Em busca de inspiração, ele se refugia, acompanhado da namorada, em um resort de luxo na costa da Toscana, mas nem o ambiente exclusivo e paradisíaco é capaz de interromper a procrastinação do autor. Após o sucesso internacional de seu livro de estreia, O envelope — que se transformou em filme com direito a indicação ao Oscar, Nicolas passa horas monitorando o tráfego de suas redes sociais.

Para vencer o bloqueio criativo e encontrar inspiração para o próximo romance, o jovem escritor precisa enfrentar um passado assombroso e lidar com um futuro assustador. Além de alto e bonito, Nicolas é o protagonista de A outra história, novo romance de Tatiana de Rosnay. “Sem dúvida, você vai achá-lo irritante no início do livro. Ele é um escritor best-seller cuja vaidade não conhece limites. Mas debaixo dessa camada de superficialidade, preguiça e procrastinação, Nicolas é um jovem carismático que está prestes a enfrentar novos desafios”, conta a autora.

Às vezes a ficção imita a vida real. Quando se trata das conveniências da fama, Tatiana de Rosnay também enfrentou situação parecida com a de Nicolas. Em 2007, ela chegou à lista de best-sellers internacionais com a publicação de A chave de Sarah, romance que revisita a participação e o papel da França na Segunda Guerra Mundial. O livro vendeu mais de 5 milhões de cópias e foi traduzido para mais de 30 idiomas; ganhou adaptação cinematográfica, em 2010, tendo como estrela a atriz Kristin Scott Thomas. Em seguida, Tatiana entrou para a lista dos 10 autores mais importantes de ficção na Europa, ao lado de nomes como Dan Brown, Stephenie Meyer e Stieg Larsson. “Devo admitir que a experiência de Nicolas com a fama e suas desvantagens é muito parecida com a minha. A diferença é que não sou tão vaidosa como ele, claro. Meu conselho para os escritores: mantenham uma distância saudável da fama!”

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Além de abordar importantes questões relacionadas à fama, à procrastinação e ao processo criativo na era digital, A outra história também é um livro sobre como lidamos com os segredos de família e seus mistérios. A trama é impulsionada por memórias e flashbacks de Nicolas. Certas reviravoltas, em um primeiro instante, parecem óbvias, mas Tatiana apresenta uma maneira inteligente de manter o leitor interessado no curso da história, mesmo quando o protagonista não é uma pessoa fácil de simpatizar. “Segredos de família são incrivelmente românticos e inspiradores. No entanto, sei do sofrimento e da dor que segredos de longa data podem causar quando são finalmente revelados. A outra história é um livro bastante pessoal, resultado de minhas experiências como escritora.”

Tatiana de Rosnay, que também colabora com jornais e revistas como Elle e Vanity Fair, conversou por e-mail com a Intrínseca.

 

Intrínseca: Certa vez, um escritor me disse que escrevia para a página em branco, que o importante é não pensar em um leitor específico enquanto escreve. E você, para quem escreve?

Tatiana de Rosnay: Comecei a escrever quando tinha 10 anos, pois gostava muito de ler. Eu era um típico rato de biblioteca. Acredito que escrevo porque sinto necessidade de compartilhar uma grande variedade de emoções. Mas não penso em um leitor em particular enquanto escrevo; isso é algo que limita o fluxo narrativo.

 

I: A autora Joyce Carol Oates disse em entrevista à Paris Review que existem algumas desvantagens para mulheres na ficção. Ela disse, por exemplo, que pelo simples fato de ser mulher ela não é levada a sério por alguns críticos do sexo oposto. Porém, Oates fez essa declaração na década de 1970. Para você, a afirmação dela permanece verdadeira?

TR: A declaração de Joyce Carol Oates, autora que admiro, infelizmente ainda é válida. Mulheres e homens são considerados de formas diferentes. Por quê? Nosso trabalho ainda não é levado tão a sério. Algumas vezes, nosso trabalho é rotulado como “ficção feminina”. Particularmente, além do fato de soar pejorativo, eu não entendo o que querem dizer com esse termo. Será que isso significa que para algumas pessoas as mulheres não escrevem com a mesma potência e habilidade que os homens? Não concordo com esse ponto de vista. Não acredito que o trabalho de um escritor deve ser julgado com base em gênero, sexualidade, raça, religião e opiniões políticas.

 

I: A outra história acompanha a trajetória de Nicolas Duhamel, um escritor autocentrado que ganha fama após a publicação de um livro de sucesso. Você também alcançou sucesso internacional com a publicação do romance A chave de Sarah, que, assim como o livro de Nicolas, teve uma adaptação cinematográfica. Como você encarou esse período de fama internacional?

TR: Sou o tipo de escritora que gosta de mudar de estilo a cada novo romance. A outra história é um livro muito diferente dos meus romances anteriores, explorei novos caminhos, novas aventuras. Eu diria que se trata de um livro moderno, porque explora como os escritores escrevem hoje em dia, onde eles vão atrás de inspiração e como essas ideias são utilizadas para criar romances. O livro também é sobre como lidamos com segredos de família e seus mistérios. E, finalmente, é um livro sobre identidade, como podemos forjar a nossa identidade quando estamos on-line.

Não escrevo sobre mim diretamente, mas gosto de começar com algo pessoal e, em seguida, transformo isso na história de outra pessoa, que é exatamente o que aconteceu nesse livro.

 

I: Nicolas sofre de bloqueio criativo, o que costuma ser uma experiência comum para o escritor após um enorme sucesso comercial. A obsessão de Nicolas com redes sociais e dispositivos eletrônicos não o ajudou a superar o bloqueio. Como as novas tecnologias impactam o processo criativo?

TR: Meu herói é um jovem moderno que passa mais tempo na frente de telas do que interagindo com pessoas na vida real. Sem dúvida, você vai achá-lo irritante no início do livro; ele é um escritor best-seller cuja vaidade não conhece limites. Debaixo dessa camada de superficialidade, preguiça e procrastinação, Nicolas é um jovem carismático.

Estou interessada em entender como as redes sociais transformam a vida de um escritor, como podemos ficar presos nessas plataformas, como Facebook e Twitter podem reduzir nossas inspirações. Gastar muito tempo on-line é algo perigoso para muitos escritores. Eu, por exemplo, não posso escrever em um computador que esteja ligado à internet. Preciso desligar meu telefone e me retrair em uma bolha de silêncio. Vivemos em um mundo onde estamos constantemente ligados a nossos celulares e nossas telas e, às vezes, nós nem sequer conversamos uns com os outros.

image1Tatiana de Rosnay e a atriz Julia Roberts, que participará da adaptação de Extraordinário para os cinemas  (Foto: Alexi Lubomirski )

I: Você tem uma presença forte nas redes sociais. Qual a importância dessas plataformas digitais para você?

TR: Sim, sou uma grande fã das redes sociais e meus leitores sabem disso! Mas, ao contrário do Nicolas, que desperdiça muito tempo na internet, aprendi a ter cautela. A minha rede social favorita é o Instagram. Às vezes, imagens falam muito mais do que palavras!

 

I: Você pode compartilhar um pouco do seu processo criativo? 

TR: Escrevo ficção desde os 10 anos, então posso dizer que escrita é parte da minha vida. Trabalho toda manhã e, às vezes, também escrevo no fim da tarde. Edito a mim mesma sem piedade. Geralmente, tudo surge com um esboço, mas na hora de realmente sentar para escrever um livro outras ideias aparecem e, então, me permito certa liberdade para fugir um pouco do esboço inicial. Descrevi todo esse processo em A outra história, o tema principal do livro é sobre essa exploração do processo de escrita e como isso se diferencia de escritor para escritor. Não sofro de bloqueio criativo na hora de escrever. Concordo com o que o Stephen King diz: “O momento mais assustador é sempre pouco antes de você começar [a escrever]. Depois disso, as coisas só podem melhorar.”

>> Leia um trecho de A outra história

 

João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York tentando escrever seu primeiro romance.

testeQuatro dicas do TED para não cair em armadilhas ao falar em público

Boas apresentações exigem bastante preparação. Além de lidar com o frio na barriga, o palestrante precisa evitar situações que podem entediar a plateia e até perder sua atenção. Em TED Talks: o guia oficial do TED para falar em público, Chris Anderson, presidente e curador-chefe da organização, lista algumas dicas que podem ajudar qualquer palestrante a não cair em armadilhas.

  1. A conversa de vendedor

Para Chris Anderson, é frustrante e chato ouvir um discurso de vendedor.  As pessoas não vão a uma conferência para escutar argumentos de promoção. Quando perce­bem que talvez seja essa a intenção do palestrante, elas fogem para a segurança de suas caixas de e-mails. Por isso é necessário encontrar um jeito de se tornar generoso e cativar o público de uma maneira natural e verdadeira.

  1. Divagações

É importante apresentar o tema de forma clara e mostrar domínio do assunto. Divagações podem desviar a atenção da plateia do que realmente precisa ser assimilado. Por isso é necessário ensaiar bastante antes e não se deixar levar pela emoção.

  1. Tédio organizacional

Muitas vezes um assunto parece interessante, mas só para quem entende ou trabalha com ele. O mesmo vale para a história de uma empresa ou projeto. É válido considerar que as histórias podem não ser excepcionais para todos.

  1. O desempenho motivador

Chris Anderson afirma que uma das impressões mais fortes que podemos experimentar ao ouvir uma palestra é a motiva­ção. O trabalho e as palavras do palestrante nos emocionam e nos inundam com possibilidades e empolgação.  É importante lembrar que a motivação não pode ser encenada. É preciso ser verdadeiro.

testeA experiência de falar em público no TED

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Artistas são pessoas acostumadas a subir no palco, mas será que essa experiência garante tranquilidade na hora de apresentar palestras? O nervosismo por falar em público parece ser um sentimento comum a todos que passam pela difícil tarefa de encarar uma plateia.

Em TED Talks: o guia oficial do TED para falar em público, Chris Anderson, palestrante, presidente e curador-chefe da organização, mostra que até grandes nomes da música passaram por momentos de nervosismo na hora de preparar apresentações. Apesar de estarem sempre sob os holofotes, os músicos também precisam encontrar o melhor jeito de expor ideias em poucos minutos.

A escritora, cantora e compositora Amanda Palmer relatou a sua experiência. Antes de apresentar a conferência no TED, Amanda passou por uma situação bastante comum entre aqueles que precisam formular uma palestra: “Como vou chamar a atenção do público? Quais assuntos não podem ficar de fora?”

No livro, ela conta que a “única forma de dar uma palestra realmente notável é apagar o ego e se permitir ser apenas um veículo de transmissão das ideias”. A cantora revela também que ouviu uma dica válida para muitas apresentações durante um jantar com o cientista Nicholas Negroponte: “Deixe espaço e DIGA MENOS.” Às vezes, reduzir o conteúdo pode significar uma palestra muito melhor.

Além desse relato, Chris Anderson conta no livro outros episódios de cantores que também já participaram do TED. Alguns não tão bem-sucedidos quanto o da Amanda Palmer. O autor confessou que Bono leu o texto da palestra do monitor e aqueles na plateia que perceberam o truque acabaram decepcionados.

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Situações como essa são comuns, mas podem ser evitadas quando se conhece maneiras eficazes de preparar apresentações. Afinal, todo mundo já se sentiu inseguro ao falar em público, mas é preciso descobrir um jeito correto e autêntico para transmitir as ideias.

Para embalar a leitura do livro, preparamos uma playlist inspirada nos cantores que já participaram do ciclo de conferências do TED. Além dos citados no texto, selecionamos músicas de Sting, Kaki King, Sophie Hunger, Raul Midon, Eric Lewis, entre outros.

testeTED Talks e as boas ideias disseminadas pelo mundo

Janet Echelman on stage at TED2014, Session One - Liftoff! - The Next Chapter, March 17-21, 2014, Vancouver Convention Center, Vancouver, Canada. Photo: Ryan Lash/TED

Janet Echelman on stage at TED2014, Session One – Liftoff! – The Next Chapter, March 17-21, 2014, Vancouver Convention Center, Vancouver, Canada. Photo: Ryan Lash/TED

Despertar a atenção de uma plateia em um mundo cheio de informações é uma tarefa difícil. Conseguir falar de forma clara e autêntica, gerando empatia e até convencendo as pessoas em poucos minutos, é mais complicado ainda. Contudo, as conferências promovidas pelo TED Talks têm mostrado que as palestras podem, sim, emocionar e mudar a vida de pessoas de diferentes culturas e países.

O TED Talks começou como um ciclo de conferências anual, com apresentações sobre Tecnologia, Entretenimento e Design. Mas, nos últimos anos, o programa se expandiu e passou a promover palestras de qualquer assunto de interesse público. Sexto sentido, criatividade, economia, feminismo, arquitetura e literatura são apenas alguns exemplos dos temas já abordados nos eventos. Transmitidas ao vivo e disponibilizadas na internet, as conferências do TED se tornaram um fenômeno e contabilizam mais de um bilhão de visualizações por ano.

Mas como explicar tamanho sucesso? Seguindo o conceito de que boas ideias merecem ser espalhadas, a organização compartilha as experiências de vida e o conhecimento de personalidades que vão desde Steve Jobs, Bill Clinton, Bono Vox e Stephen Hawking a pessoas comuns em apresentações curtas. Chris Anderson, presidente e curador da organização, acredita que qualquer um tem algo único a ser dito, só precisa encontrar a melhor maneira de compartilhá-lo.

Chris Anderson, autor de TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público, diz também que muitas das melhores conferências do ciclo se baseiam apenas em histórias pessoais e lições simples. No livro, recém-lançado no Brasil, ele mostra os bastidores dessas palestras importantes, fala um pouco sobre a história da organização e divide ainda dicas de como preparar roteiro, não cair em armadilhas e organizar apresentações inesquecíveis.

Confira algumas das conferências mais assistidas do TED Talks:

testeLançamentos de maio

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Confira sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

 

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Destinos e Fúrias, de Lauren Groff — Aos 22 anos, Lotto e Mathilde são jovens, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. A vida dos dois é invejada como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida.

Porém, nem tudo é o que parece, e em um casamento essa máxima se faz ainda mais verdadeira. Se em “Destinos” somos seduzidos pela imagem do casal perfeito, em “Fúrias” a tempestuosa raiva de Mathilde se revela fervendo sob a superfície. Em uma reviravolta complexa e emocional, o que começou como uma ode a uma união extraordinária se torna muito mais. [Leia +]

 

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Como eu era antes de você (capa filme), de Jojo Moyes — Depois de emocionar milhares de leitores no mundo todo, o irresistível romance de Jojo Moyes chega aos cinemas com roteiro adaptado pela própria autora e com Emilia Clarke (Game of Thrones) e Sam Claflin (Jogos Vorazes) nos papéis de Lou e Will.

Lou Clark, uma jovem cheia de vida e espontaneidade, perde o emprego e é obrigada a repensar toda sua vida. Will Traynor sabe que o acidente com a motocicleta tirou dele a vontade de viver. O que Will não sabe é que a chegada de Lou vai trazer de volta a cor à sua vida. E nenhum deles desconfia de que esse encontro irá mudar para sempre a história dos dois. [Leia +] >> Ouça a trilha sonora de Como eu era antes de você

 

EstanteIntrinseca_Maio16_BLOG_PáginasInternas7

A última carta de amor, de Jojo Moyes Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a sua casa com o marido, descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com o amante.

Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Envolvida com um homem casado, Ellie fica obcecada em reunir os protagonistas desse amor proibido.

Com personagens realisticamente complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor, primeiro livro de Jojo Moyes publicado pela Intrínseca, entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda das personagens Ellie e Jennifer. [Leia +] >> Nossa editora Rebeca Bolite conta os bastidores da publicação do livro

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O oráculo oculto, de Rick Riordan — Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro! Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York.

Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Sem seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus. [Leia +]

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Porcelain, de Moby — Havia diversas razões para Moby jamais deslanchar como DJ e músico na cena club nova-iorquina. Aquela era a Nova York das boates Palladium, Mars, Limelight e Twilo, a cidade do hedonismo desenfreado regado a drogas, e lá estava Richard Melville Hall, descendente distante do autor de Moby Dick, um garoto branco, pobre e magrelo de Connecticut, cristão devoto, vegano e totalmente careta. Ele encontrou seu espaço e alcançou o sucesso, que logo se mostrou efêmero e cheio de complicações. No desfecho da década de 1990, frente a um fim iminente, acabou criando o álbum que viria a ser o início de uma nova fase espetacular: Play, que vendeu milhões de cópias no mundo todo. [Leia +] >> Moby apresenta sua autobiografia para os leitores

 

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Garoto21, de Matthew Quick Finley utiliza o basquete para aliviar suas preocupações, enquanto Russ não quer mais se aproximar de uma bola. Depois de sofrer um grande trauma, ele fica em estado de negação e passa a se considerar um alienígena de passagem pela Terra.

Com a missão de ajudar Russ a se recuperar, Finley tenta convencer o garoto a voltar a jogar, mesmo que isso signifique perder o próprio lugar na equipe. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick. [Leia +] >> Qual personagem de Matthew Quick você é? 

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Como mentir com estatística, de Darrel Huff — Publicado pela primeira vez em 1954, o livro de Darrell Huff foi saudado como pioneiro em conjugar linguagem simples e ilustrações para explicar de que maneira o mau uso da estatística pode maquiar dados e abalizar opiniões. Indispensável para quem se vê bombardeado diariamente, seja pela mídia ou pela timeline do Facebook, por infográficos e estatísticas que se pretendem verdades incontestáveis.

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Os afetos, de Rodrigo Hasbún — Com elementos biográficos, históricos e ficcionais e narrado por diferentes personagens, Os afetos compreende um período de cinquenta anos da vida dos integrantes da família Ertl. Na polifonia da qual participam não apenas pai, mãe, filhas, mas também amantes e maridos, Rodrigo Hasbún reconta, à margem do idealismo, a convulsão política que abalou a América Latina na década de 1960, explorando as dificuldades que surgem ao se tentar conciliar as consequências das próprias decisões, tanto políticas quanto sentimentais. [Leia +]

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Ted Talks — O guia oficial do TED para falar em público, de Chris AndersonPalestras perfeitas, inspiradoras e de grande alcance. Um orador que sobe no palco e acerta no alvo. Assim são as Conferências TED, e este é o guia definitivo do TED para que você também possa fazer palestras inesquecíveis.

Desde que assumiu o comando do TED em 2001, Chris Anderson tem mostrado o poder que as palestras curtas, francas e cuidadosamente elaboradas do programa têm de compartilhar conhecimento, despertar empatia, gerar empolgação e promover sonhos. Feita da maneira certa, uma apresentação é capaz de eletrizar um auditório e transformar a visão de mundo da plateia — seu impacto pode ser mais poderoso que o de qualquer informação escrita. [Leia +]

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Frank Einstein e o turbocérebro, de Jon Scieszka — No terceiro livro da série Frank Einstein, Frank (um gênio mirim, cientista e inventor), Klink (uma inteligência artificial automontada) e Klank (uma inteligência artificial praticamente automontada) constroem um artefato inédito: um mecanismo capaz de turbocarregar as ondas cerebrais, potencializando a velocidade, a força e até mesmo a memória de qualquer pessoa. Tudo isso porque uma grande amiga, Janegoodall, precisa de uma forcinha para entrar no time de beisebol da cidade. [Leia +]