testeTreze thrillers para curtir em uma sexta-feira 13

Olá! Sejam muito bem-vindos, amantes do suspense e do terror. Em uma data popularmente conhecida por ser um dia de azar, acontecimentos estranhos e demonstrações do sobrenatural, listamos treze livros para te deixar desconfiado e nervoso. Supersticiosos, estejam avisados: os títulos aqui listados podem te deixar com insônia e outras perturbações mentais.

Ainda dá tempo de desistir e resistir à escuridão. Aos corajosos que decidirem prosseguir: continuem por sua conta e risco.

Mindhunter

Os bastidores de alguns dos casos reais mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI em detalhes assustadores.

Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, ele foi um agente exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Ele confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers. Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, esse é o relato da vida e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A obra serviu de inspiração para a série homônima da Netflix. [Leia um trecho]

Por trás de seus olhos

Uma trama com tantos jogos mentais que você vai se questionar se esse triângulo tem mesmo três lados.

Em uma rara saída à noite, Louise conhece um homem no bar e fica muito animada por ter encontrado alguém. Ela só não esperava que este homem fosse seu novo chefe. E, apesar de ele logo esclarecer que o beijo foi um equívoco, em pouco tempo os dois passam a ter um caso. Em uma terrível sequência de erros, Louise acaba ficando amiga da esposa do amante. Se você acha que sabe como essa história termina, pense de novo, porque Por trás de seus olhos não se parece com nenhum livro que já tenha passado pelas suas mãos. [Leia um trecho]

Five Nights at Freddy: Olhos prateados

Baseado em um conhecido caso real de assassinato ocorrido em uma pizzaria em 1993, a história mexe com um grande medo infantil: bonecos de pelúcia gigantes e macabros.

O primeiro livro da trilogia baseada no famoso videogame criado por Scott Cathon explora o terror da Freddy Fazbear’s Pizza. Charlie é uma adolescente que volta para sua cidade natal quando é convidada a participar de uma homenagem a um amigo de infância, morto dez anos antes em circunstâncias misteriosas em uma pizzaria. Agora abandonado, o fast-food se torna o local de investigação de Charlie e seus amigos — e os bonecos animatrônicos responsáveis pela animação do local anos antes não ficam nada felizes com isso. [Leia um trecho]

Baseado em fatos reais

L. é o pesadelo de todo escritor. O tipo de pessoa que ninguém desejaria que cruzasse seu caminho.

Após o grande sucesso de seu último livro, em que revelava perturbadores segredos familiares, Delphine se vê tomada pelo bloqueio criativo, o sentimento de impotência e o isolamento. A instabilidade emocional da autora é agravada, e é então que ela conhece L., uma mulher que é tudo que ela sempre desejou ser. As duas logo se tornam amigas inseparáveis. A conexão entre elas parece inacreditável, mas pouco a pouco L. passa a dominar todas as esferas da vida de Delphine. Nessa história, a linha tênue entre verdade e mentira oscila para enriquecer uma poderosa reflexão sobre o fazer literário e questionar as fronteiras entre real e ficção, razão e loucura, público e privado. [Leia um trecho]

Objetos cortantes

O livro que deu origem à série da HBO estrelada por Amy Adams.

A repórter Camille Preaker é mandada de volta a sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. Mas retornar a Wind Gap também significa lidar novamente com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã que cresceu sem sua presença. À medida que as investigações avançam, Camille passa a desvendar segredos tão macabros quanto seus problemas pessoais. [Leia um trecho]

Matéria escura

Você é feliz com a vida que tem?

Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca.  Raptado por um homem mascarado, ele é levado para uma usina abandonada e deixado inconsciente. Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: “Bem-vindo de volta, amigo.”

Neste novo mundo, Jason leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que este é seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que conhece por realidade? [Leia um trecho]

O Homem de Giz

Quem é o Homem de Giz?

Nos anos 1980, Eddie e seus amigos inventam um código secreto para se comunicarem: homenzinhos rabiscados com giz no asfalto. Certo dia, ao seguirem desenhos por uma trilha, se deparam com um corpo na floresta e tudo muda. Em 2016, todos tentam seguir com a vida e esquecer o passado, mas os desenhos voltam misteriosamente para a vida deles e todos passam a correr perigo. Alternando entre o passado e o presente, o livro nos presenteia com o melhor do suspense e do mistério. [Leia um trecho]

Tony e Susan

O que você faria se recebesse uma mensagem sombria em forma de livro?

Vinte e cinco anos depois de deixar o primeiro marido, Susan recebe um manuscrito do ex pedindo para que ela leia seu livro. Mas, ao iniciar a leitura, Susan percebe que o protagonista, um professor de matemática que leva sua família para uma viagem, tem muito do seu antigo marido. E, naquela história, o capítulo final é violento e desastroso. Mera coincidência? A obra deu origem ao filme Animais Noturnos estrelando Amy Adams (Objetos Cortantes) e Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain). [Leia um trecho]

Caixa de pássaros

Há algo lá fora… Algo aterrorizante e que não deve ser visto. Basta uma olhadela e a pessoa é levada a cometer atos de violência mortal.

Quatro anos depois de as mortes terem começado, existem poucos sobreviventes em Michigan. Vivendo em uma casa abandonada, Malorie e seus dois filhos tentam resistir nesse mundo no qual abrir os olhos pode ser fatal. Quando uma neblina atinge a região, ela decide fugir de casa em um barco a remo na esperança de encontrar um lugar longe do surto que matou todos em sua cidade. De olhos vendados, os três encaram uma viagem assustadora rumo ao desconhecido. O romance de estreia de Josh Malerman, eleito um dos melhores livros de estreia e uma das melhores obras de 2014, vai ganhar uma adaptação cinematográfica pela Netflix estrelada por Sandra Bullock (Oito Mulheres e Um Segredo) e Sarah Paulson (American Horror Story). [Leia um trecho]

A essência do mal

Nas montanhas há uma força impossível de entender. Ele a chama de A Besta.

Jeremiah Salinger ganha a vida fazendo documentários, até que se muda com a família para uma região remota da Itália. Lá, ele ouve falar sobre um crime ocorrido em 1985, no qual três jovens foram mortos, e seus corpos, desmembrados por um assassino que nunca foi descoberto. Jeremiah então mergulha em um quebra-cabeça macabro e fascinante para tentar solucionar esse mistério. [Leia um trecho]

Quem era ela

Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

A casa nº 1 da Folgate Street é linda e minimalista, uma obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito: é preciso passar por uma seleção rigorosa. Jane busca um recomeço depois de uma terrível perda e se vê incapaz de resistir aos encantos da casa. Mas, com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador. [Leia um trecho]

Eu sou o peregrino

Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável.

Peregrino é o codinome de um homem que não existe. Alguém com tantas identidades que mal consegue lembrar seu verdadeiro nome. Adotado ainda jovem por uma família rica, ele se tornou um importante profissional da espionagem que agora tenta descobrir o ponto exato em que diversos assassinatos pelo mundo se cruzam. O romance de estreia de Terry Hayes tem uma narrativa ágil e uma construção psicológica primorosa de seus personagens. [Leia um trecho]

A verdade sobre o caso Harry Quebert

Nada é o que parece.

Marcus Goldman é um jovem escritor que sofre de bloqueio criativo. Certo dia ele é surpreendido pela descoberta do corpo de uma jovem de quinze anos ── desaparecida sem deixar rastros em 1975 ──, enterrado no jardim de Harry, seu ex-professor de faculdade e um dos mais renomados escritores americanos, com o original do romance que o consagrou.

Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência quanto ao assassinato. Decidido a ajudar seu mentor, Marcus se lança em uma investigação, esbarrando em antigos segredos da pequena cidade de Aurora ao mesmo tempo que reconstrói os acontecimentos do verão de 1975, quando Harry e Nola viveram um amor proibido. [Leia um trecho]

 

Se todas essas histórias terríveis de infortúnios e angústia não te assustaram, caro leitor, talvez eu o tenha subestimado.

testeO terror psicológico de Loney por uma semana

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Foto: Pausa para um café

Convidamos os nossos blogueiros parceiros para embarcar em um desafio: mostrar os diferentes aspectos de Loney para os leitores. A obra apresenta uma história de suspense e horror gótico que já encantou o mestre Stephen King e Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros.

O livro acompanha a família Smith durante uma peregrinação católica numa região no interior da Inglaterra, conhecida como Loney, onde eles acreditam que podem encontrar a cura do filho mudo.

Nesse desafio, nossos parceiros tinham a missão de comentar sobre o terror psicológico, os personagens, a construção do cenário, as influências do autor Andrew Michael Hurley, além de publicar fotos e resenhas sobre o livro.

Para @queriaseralice, o terror de Loney é interessante porque está escondido nas entrelinhas. A ausência de cenas explícitas, de sangue, de assombrações foi destacada no post de Além do livro que também considerou a capa fundamental para entrar na atmosfera sombria da história.

“Durante toda a leitura, senti como se a névoa e a chuva me impedissem de ver o que seria claro à luz do sol, e o clima certamente era um elemento crucial para manter o suspense da trama”, conta Julia, do Conjunto da Obra.

O terror psicológico criado pelo autor também foi um dos pontos que chamaram a atenção do blog Entrando numa fria. Para ele, isso “acaba deixando o leitor visualizar em sua mente algo terrível ou ensejar por algo que pode a vir acontecer.”

A construção dos personagens e as narrativas que influenciaram o autor, que buscou inspiração na sua criação católica, também são importantes para o livro. O blog Vai lendo destacou esse lado da história em sua resenha. Para Daniel Lanhas, Andrew Michael Hurley fez uso da religiosidade com muito cuidado e talento. A página Sobre livros e traduções acredita que o jogo entre fé e descrença é a melhor parte de Loney.

Na trama, acompanhamos personagens enigmáticos e complexos como os padres, os peregrinos e os vizinhos excêntricos. “Loney possui personagens intrigantes e reais, o que deixa a trama ainda mais interessante. Logo de cara temos o narrador, Smith, um homem que carrega o peso de ter que cuidar de Hanny, seu irmão deficiente. Smith sempre foi um garoto bondoso e ao crescer se torna um homem misterioso e isso fica claro logo no início do livro”, explica o blog Claquete Literária.

05 personagens

Cada integrante da família Smith tem características únicas que são apresentadas com muita riqueza na obra. A relação entre os irmãos também foi destacada por muitos leitores durante a semana especial. Para o blog My book lit, Andrew construiu a trama com “maestria surpreendente em se tratando de uma obra de estreia. Ele soube como inserir todos na narrativa, sem que nenhum sobressaísse ao outro”.

Seja pela riqueza de detalhes da história ou pelo terror psicológico, Loney é daquele tipo de livro que deixa os leitores angustiados para chegar à última página.

Confira mais posts:

Além do livro|Guardiã da Meia Noite |Ingrid Books| Vagando e divagando| Conjunto da obra| Recanto da chefa| Insagas| Claquete Literária| Portal Ju Lund| Sobre livros e traduções| Parada Geek| My book lit| Cabana do leitor| Inspirada por palavras | Colorindo Devaneios| La vie est allieurs |Tyta Montrase| Cabana do leitor | Despindo estórias |Viaje na leitura|Livrólogos| Despindo estórias

testeTrecho exclusivo de Loney, aclamada obra de suspense e terror

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Stephen King definiu Loney como uma extraordinária obra de ficção. Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros, declarou que é um dos seus livros favoritos, daqueles sobre o qual não consegue parar de falar. E, além dos elogios dos aclamados escritores, Loney vem conquistando milhares de leitores pelo mundo.

Vencedor do Costa Book Award 2015 na categoria de autor estreante e eleito livro do ano pelo British Book Awards, Loney apresenta uma história de suspense e horror gótico. Com um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante, Andrew Michael Hurley buscou inspiração na sua criação católica, no folclore e na paisagem inóspita do noroeste inglês.

A obra chega às livrarias a partir de 10 de junho.

Leia um trecho exclusivo:

“Sem dúvida tinha sido um fim tempestuoso para o outono. Em Heath, um vendaval havia arruinado o glorioso esplendor de cores de Kenwood a Parliament Hill em questão de horas, deixando um rastro de carvalhos velhos e faias
mortas. Seguiram-se a névoa e o silêncio, e depois, após alguns dias, restou somente o cheiro de podridão e fogueiras.

Certa tarde, passei tanto tempo lá com meu caderno anotando tudo que tinha vindo abaixo que perdi a minha sessão com o dr. Baxter. Ele disse para eu não me preocupar. Nem com a consulta nem com as árvores. Tanto ele como a natureza se recuperariam. As coisas nunca eram tão ruins quanto pareciam ser.

Creio que ele tinha razão em certo sentido. A punição até que não fora tão severa. No norte, linhas férreas ficaram submersas e vilarejos inteiros foram alagados com a água barrenta dos rios. Havia fotografias de gente tirando água de suas salas de estar, gado morto boiando em uma avenida radial. Depois, mais recentemente, a notícia sobre o súbito deslizamento de terra em Coldbarrow, e a criança que tinham encontrado soterrada com a velha casa ao pé dos despenhadeiros.”

testeA playlist de Josh Malerman para Caixa de pássaros

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Desesperador, soturno e envolvente. Caixa de pássaros rapidamente se tornou um sucesso entre os leitores brasileiros, ganhando a cada dia novos leitores que se recusam a abrir os olhos frente a um horror impossível de descrever.

Para ajudar aqueles que ainda não leram o livro de estreia de Josh Malerman a entrar no clima, pedimos para o autor montar uma playlist que combinasse com a jornada de Malorie e seus filhos.

O resultado é, como esperado, uma coletânea de temas sombrios, trilhas sonoras de filmes de terror e suspense. Confira no spotify:

Além da playlist, Josh indica também a trilha sonora de Força assassina (The Boogey Man), filme cult de terror de 1980:

testePor que Caixa de pássaros é um thriller diferente?

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Caixa de pássaros, romance de estreia de Josh Malerman, conta a história assustadora de um surto inexplicável. Em uma narrativa cheia de mistério e suspense, o autor narra a dificuldade de viver em um mundo que não é mais seguro. Há algo que não pode ser visto, que faz as pessoas enlouquecerem e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio.

Essa trama aterrorizante já conquistou milhares de pessoas, que não conseguiram largar o livro até chegar ao final. Com a participação do autor na Bienal do Livro Rio, convidamos leitores e a nossa equipe para comentar por que Caixa de pássaros é um thriller tão diferente.

Confira as respostas:

“Medo do escuro. Medo do desconhecido. Medo de morrer. Medos horríveis. Josh Malerman reuniu todos eles (e mais alguns) em Caixa de pássaros. Sou muito medrosa. E durante a leitura achei que ia querer fechar o livro e desistir. Mas não tem como. A narrativa é viciante. Acho que não existe ninguém que não tenha lido com voracidade, doido para ver o que acontece no final.” Rebeca Bolite

“Quando abrir os olhos se torna uma ameaça mortal, o suspense e o terror multiplicam-se com cada ruído estranho e ranger de dobradiças.” Pablo Rebello

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“A tensão causada pelo que não é visto. É o medo de algo sem forma e que assume a forma do seu pior medo.” Taissa Reis, pelo Twitter.

“É um livro que prende desde o primeiro momento e envolve você numa tensão constante, que dura até o final da história. É muito interessante como Josh trabalha a falta de um sentido. Isso é angustiante, mas, ao mesmo tempo, muito legal, porque você se coloca naquela situação. Eu, por exemplo, já teria tirado a venda desde o primeiro momento. Outra coisa bacana é que você não sabe se todo mundo está maluco ou paranoico, ou se realmente está acontecendo alguma coisa.” Daniel Lanhas, do blog “Vai lendo”.

“Josh pega uma linha totalmente não explorada e não tenta criar uma sociedade feliz que aprende com os erros apocalípticos. Ele explora o medo e isso é genial.” Jackson Jacques, do canal “Connect Qu4tro”.

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Caixa de pássaros é um livro assustador desde a primeira página. O autor criou um mundo angustiante e tenso. Gostei muito da maneira como ele volta no tempo para falar do surto explorando a essência do medo.” Vanessa Mello

“Como entusiasta da literatura de terror, não costumo me impressionar facilmente. Sou daquelas pessoas chatas que tendem a achar tudo mais do mesmo, mas Caixa de pássaros me surpreendeu do início ao fim. Numa época em que quase tudo já foi criado, Malerman apresenta uma narrativa focada essencialmente nos personagens, levando ao que considero o pior tipo de terror: o ser humano confinado e obrigado a lidar consigo mesmo. Afinal, “o homem é aquilo que ele teme”. Recomendo o livro até aos fãs mais exigentes de thrillers.” Carolina Aguiar

“Sensacional! O clima de tensão é tão grande que eu às vezes esquecia de respirar durante a leitura, sem contar o medo de olhar para o lado. Foi como se estivesse dentro da história e sentindo o mesmo que os personagens. Virei fã do autor.” Larissa França

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“Josh Malerman é tão bom com as palavras que cria cenas repletas de pavor e angústia, baseadas em um horror que não é visto nem descrito. Ler Caixa de pássaros é instigante e assustador como entrar num quarto escuro esperando por um monstro desconhecido, inventado por nossa própria imaginação.” Marcela de Oliveira

“Eu já sou naturalmente fã de suspenses/thrillers/terror, mas, sejamos sinceros, estávamos carentes de livros realmente bons e surpreendentes dessa temática. Caixa de pássaros conseguiu o inesperado: ser um livro instigante, agonizante e surpreendente do início ao fim. Fica impossível não virar a página para saber o que vai acontecer. Por se tratar de uma história que intercala passado e presente, muitas vezes Josh deixa você curioso até o próximo capítulo.” Beatriz Cajaty

testeEntrevista com Josh Malerman

Josh Malerman

Selecionamos dez perguntas dos leitores para uma entrevista com Josh Malerman. O autor de Caixa de pássaros respondeu aos fãs com muito bom humor.

Confira a mensagem e as respostas:

Ótimas perguntas, todas elas. Obrigado, pessoal. Acho que prefiro as perguntas dos leitores às das entrevistas de verdade; claro que depende de quem conduz a entrevista. Mas há algo… solto com relação a essas perguntas. São mais cuidadosas. As coisas em que você pensa ao ler um livro e a maneira como a mente funciona sob o jugo da imaginação.

Até logo,

Josh

1- Leticia Ramos de Mello Oliveira: Muitos escritores de terror preferem o horror gore, que envolve sangue e criaturas assassinas. Por que você decidiu, logo em seu livro de estreia, investir no terror psicológico, que é mais difícil de ser escrito, mas também é o mais apavorante?

Bem, eu amo todos. Todo o espectro negro. Do homem arrastando as próprias entranhas por uma ruela às sombras entre os muros que o observam. Caixa de pássaros se desenrolou na minha frente; eu não comecei a escrevê-lo. Depois de um tempo, entretanto, pude perceber que era mais um “livro psicológico”, e então deixei ele lá, sendo o que ele era. Perto do fim, comecei a me perguntar: “Você vai mostrar essas criaturas? Vai?” E a resposta está no final do livro.

2- Letícia Viana: Quando você tinha uns oito ou nove anos, já pretendia escrever um livro?

Quando eu era criança, no acampamento de verão, eu contabilizava as histórias que queria escrever. “Tem aquela da floresta, tem aquela do lago…”, como se a floresta e o lago não pudessem estar na mesma história. Lembro-me de contar as histórias nos dedos da mão direita, me perguntando se eu teria tempo/forças para escrever as cinco. Agora acho engraçado, mas de certa forma não mudei nada. Ainda tenho cinco ideias que mal posso esperar para colocar no papel.

3 – Mateus Alves: Muitas pessoas, ao terminarem de ler o livro, ficaram divididas entre definir o que de fato era a criatura, se era algo sobrenatural ou se eram somente a psique humana e as privações de sentidos. A minha pergunta é: você teve essa dúvida durante a produção do livro?

Não. Eu sabia o que eu queria o tempo todo. Quero dizer, sou do time que acredita que as criaturas estão lá fora. Mas isso não significa que eu esteja certo, né? Não tenho certeza. Gosto muito do que Gary e Don tinham a dizer. Mas, se eu estivesse na casa, talvez eu tivesse fugido.

4- Luiz Daniel: Qual é a coisa mais difícil em ser um escritor?

Bem, é só amor, sabe? É uma viagem magnífica por dentro do Túnel do Amor com suas ideias sentadas ao seu lado no banco. A parte mais difícil é quando fica escuro, quando você já escreveu setenta páginas do livro e sabe que ainda faltam duzentas. É capaz de você se sentir bem sozinho. Amedrontado. Mas tem que manter o entusiasmo pela ideia original. Lembre sempre por que começou a escrever. Então, eu diria que a parte mais difícil é estar na metade do caminho, no meio do livro, e acreditando que você tem energia suficiente para chegar do outro lado.

5- Vânia Guedes Lopes: Josh, entre cantar e escrever, o que te satisfaz mais?

Tanto música quanto ficção têm a ver com escrever. Escrever as letras, escrever o livro. Mas eu definitivamente me apaixonei por livros primeiro. Livros de horror. Agora eu amo os dois. Mas sempre valorizei as ideias acima de tudo. Prefiro uma música brilhante mal interpretada a uma música mais ou menos bem cantada. Estou menos interessado nos atores e mais interessado na pessoa que criou o personagem.

6- Paola Carleto Durante: A escritora de Cinquenta tons de cinza escreveu um livro da perspectiva  de outro personagem. Você já imaginou escrever uma continuação para Caixa de pássaros da perspectiva das tais “criaturas”?

Não da perspectiva das criaturas, mas definitivamente pensei em escrever uma sequência com personagens de outra casa, pessoas que nunca tivessem ouvido falar nem de Malorie nem de Tom. No entanto, descobri que esse tipo de sequência é feito toda hora e desanimei. Vamos seguir para outra história. Mas mesmo assim penso na Malorie o tempo todo. Fico me perguntando como ela está se virando. Penso em Gary também. Imagino que está sem camisa, suado, vagando pela floresta do lado de fora da Escola para Cegos Janes Tucker.

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7- Ana Elisa de PaulaCaixa de pássaros vai ter continuação?

Não me oponho a essa ideia. Por que não, né? Poderia ser bem divertido. Mas, ainda assim, gosto da fumaça que ficou, a forma como o livro evapora… como Malorie e as crianças existem na névoa, num mundo indefinido. Caixa de pássaros é mais uma impressão do que uma fotografia. Se eu tiver uma ideia brilhante, vou escrever. Mas de qualquer forma tenho pensado em outros livros, outros medos.

8-Taciana Guedes: Querido Josh, como muitos, fiz um paralelo imediato com a obra Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Gostaria de saber quais foram as suas inspirações ao escrever Caixa de pássaros. E qual o significado de medo para você? Por que escrever sobre isso?

Não vi Ensaio sobre a cegueira, mas vou ver. Também não li Day of the Triffids, mas vou ler. É difícil listar as influências de Caixa de pássaros: todos filmes e livros que vi e li estão lá.

Eu estava pensando em algo bem menor quando me sentei para escrever. Estava pensando na série A quinta dimensão. Uma história simples de vizinhança. Uma catástrofe entre pessoas que não se conhecem. Penso em Caixa de pássaros como o primeiro episódio de um espetáculo bem maior. Sou o anfitrião e espero que todo ano eu possa apresentar outra história assustadora, pequena, mas do tamanho de romances, até que pareça que uma temporada ou duas se passaram. Então talvez eu seja tão influenciado por Elvira e Rod Serling quanto sou por Peter Straub e Charles Grant.

9- Martim Gallo: Quais são seus autores favoritos?

Vou listar os livros que li recentemente. Amei todos eles.
The Bridge, John Skipp e Craig Spector
A canção de Kali, Dan Simmons
Florestranha, Christopher Golden
The Devil in Silver, Victor LaValle
Charnel House, Graham Masterton
Pregos vermelhos, Robert E. Howard
O homem do castelo alto, Philip K. Dick

10- Nikolas Starke: Você está escrevendo outro livro? Ou pretende escrever mais um?

Sim, com certeza! Estou reescrevendo o segundo livro. Por enquanto o título é Every Good Boy Does Fine. É assustador para caramba. E mal posso esperar para mostrar para vocês.

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Leia também:
Pássaros no escuro, por Pablo Rebello
Loucura e horror às cegas, por Alexandre Sayd

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Preparamos uma lista especial com os nossos thrillers. Suspense, terror psicológico, tramas policiais e narrativas macabras que farão até o leitor mais cético ficar com medo.

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1) Caixa de pássaros, de Josh Malerman

Há algo que não pode ser visto. Algo que enlouquece as pessoas e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio. A população foi aconselhada a trancar as portas e as janelas e a andar vendada. Com uma narrativa cheia de suspense e que alterna passado e presente, o livro conta uma incrível história de terror psicológico em um mundo pós-apocalíptico.

 

2) Objetos cortantes, de Gillian Flynn

A repórter Camille Preaker precisa retornar à sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. À medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille passa a desvendar segredos familiares perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

3) Garota exemplar, de Gillian Flynn

Um suspense psicológico brilhante, o livro revela como a superfície de normalidade e o interior sombrio se entrelaçam a tal ponto que se torna impossível separá-los. Um retrato cruel sobre como as mentiras podem construir um relacionamento. E também destruí-lo.

link-externoLeia também: 10 motivos para assistir Garota exemplar

 

4) Até você ser minha, de Samantha Hayes:

A assistente social Claudia parece ter uma vida perfeita. À espera do bebê que sempre desejou, ela vive em uma linda casa com seu marido que a ama incondicionalmente. Até que Zoe — a babá contratada para ajudá-la quando a criança nascer — entra na sua vida. Claudia passa a desconfiar de Zoe. E um dia as suspeitas se tornam um medo real.

5)  A viúva, de Fiona Barton

Uma jornalista experiente e premiada, já entrevistou vítimas, culpados, famosos e anônimos afetados por tragédias, mas, ao decidir escrever seu primeiro livro, escolheu como personagem principal uma coadjuvante do drama. Ela conta a história de Jean Taylor, que permanece ao lado do marido mesmo quando ele é acusado de um crime imperdoável. Entretanto, depois que ele morre, ela se sente livre para contar a sua versão. Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes e da repórter Kate Waters, o thriller reconstrói uma investigação policial ao mesmo tempo que desconstrói impiedosamente um relacionamento.

 

6) Quem era ela, de  JP Delaney: 

 Um thriller psicológico incrível que conta a história de duas mulheres: uma que busca um final feliz e outra que leva uma vida cercada de mistério. Emma procura um novo lugar para morar e descobre Folgate Street, nº 1: uma obra-prima da arquitetura. Mas os moradores têm que seguir regras estritas. Depois de sofrer uma perda, Jane precisa recomeçar. Ela se apaixona à primeira vista pela casa e, ao se mudar, logo fica sabendo da morte trágica que ocorreu ali. Enquanto tenta separar as verdades das mentiras, Jane acaba fazendo as mesmas escolhas de Emma e vivenciando as mesmas situações aterrorizantes.

 

7) O hipnotista, de Lars KeplerO massacre de uma família mobiliza a polícia sueca. Sob o comando do detetive Joona Linna, as investigações dependem da única testemunha: o filho adolescente, que está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna convence o Dr. Erik Maria Bark a hipnotizar o garoto, dando início a uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos.

 

8) Por trás de seus olhos, de Sarah Pinborough 

Louise é mãe solteira, trabalha como secretária e está presa à rotina. Em uma rara saída à noite, ela conhece um homem no bar e se deixa envolver. Embora ele se vá logo depois de um beijo, Louise fica muito animada por ter encontrado alguém.

Ela só não esperava que seu novo e casadíssimo chefe seria o homem do bar. Apesar de ele fazer questão de logo esclarecer que o beijo foi um equívoco, os dois passam a ter um caso. Em uma terrível sequência de erros, Louise acaba ficando amiga da esposa do amante. E, se você acha que sabe para onde esta história vai, pense de novo, porque Por trás de seus olhos não se parece com nenhum livro que já tenha passado por suas mãos.

 

9) No escuro, de Elizabeth Haynes: Quando Catherine conhece Lee, acredita ter encontrado o homem de seus sonhos. Com o tempo, porém, esse homem revela-se extremamente ciumento e controlador. Amedrontada, ela tenta terminar o relacionamento, mas, ao pedir ajuda aos amigos, descobre que ninguém acredita nela.

 

10) Piano vermelho, de Josh Malerman:

Os Danes, uma banda de rock que fez muito sucesso em Detroit, são convidados por um misterioso funcionário do governo dos Estados Unidos para embarcar em uma viagem a um deserto na África. O objetivo? Descobrir a origem de um som com enorme poder de destruição!

Ninguém entende muito bem o que está acontecendo e os integrantes da banda estão dispostos a desvendar esse mistério. Só que eles não imaginam que estão prestes a entrar em uma jornada sinistra.

 

11) Tony e Susan, de Austin WrightAo receber pelo correio o manuscrito do primeiro livro escrito por seu ex-marido, vinte e cinco anos após o divórcio, Susan Morrow se vê às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.

O livro inspirou Animais noturnos com Amy Adams no elenco.

 

12) As coisas que perdemos no fogo, de Mariana Enriquez — Macabro, perturbador e emocionante, o livro reúne contos que usam o medo e o terror para explorar várias dimensões da vida contemporânea. Em um primeiro olhar, as doze narrativas do livro parecem surreais. No entanto, depois de poucas frases, mostram-se estranhamente familiares: é o cotidiano transformado em pesadelo. Uma das escritoras mais corajosas e surpreendentes do século XXI, Mariana Enriquez dá voz à geração nascida durante a ditadura militar na Argentina.

13) Gataca, de Franck ThilliezOs policiais Lucie Henebelle e Franck Sharko se lançam numa investigação em conjunto para descobrir o elo invisível entre alguns crimes atrozes, cometidos com 30 mil anos de diferença. Destroçados por terríveis experiências, os dois embarcam em uma investigação que os conduzirá às origens do mal.