testeCinco coisas que toda mulher deve saber

Nós convocamos livreiras para compartilharem suas impressões sobre Somos guerreiras, relato inspirador de Glennon Doyle Melton que reflete os desafios das mulheres do mundo todo em aceitar seus corpos, repensar seus relacionamentos, a maternidade e a busca por autoconhecimento.
 

1 – Você não precisa ser perfeita para ser feliz

Vivemos em uma sociedade em que os padrões de aceitação estão cada vez mais rígidos e impostos, e o Somos guerreiras aparece como aquele bote salva-vidas que diz “Ei, você não precisa ser perfeita para ser feliz e isso é bom, acredite”.

A história pode ser dela, mas as experiências, as dores e a autodescoberta acabam sendo de todas. A Glennon sou eu, que já sofri bullying, é aquela vizinha com problemas no casamento, é a amiga com problemas com o corpo, é a colega de trabalho que caiu de paraquedas na maternidade… Existe uma Glennon por todos os lados, em cada uma de nós.

Amanda Villanova (Saraiva Rio Sul)

 

2 – Você não precisa ter passado por uma situação para entender

A cada frase consegui imaginar alguém conhecido passando por determinada situação, e isso doeu. Doeu, pois sei que é real, doeu, pois me lembrei de todas as vezes que engoli palavras para agradar a alguém.

Ninguém deve dizer como devo rir, sentar ou me comportar, e a Glennon me mostrou que essa coragem de dizer basta quando tudo começa a me sufocar é o que me mantém de pé, me faz ainda ser minha.

Nara Peres (Nobel West Shopping)

 

3 – Você não precisa seguir um padrão para ser “aceita”

O que é padrão? Quem inventou isso? Por que tenho que segui-lo para ser aceita? Aceita por quem?

A questão de todo o desabafo é relatar o quanto estamos contaminados por uma sociedade ilusória onde ser magro resume tudo o que você é. Você poder ser um ph.D., mas se você estiver acima do peso ninguém te leva a sério (lembrando que isso serve para tudo que foge do “padrão”). Você pode ser uma pessoa incrivelmente cruel e desumana, porém, se estiver no “padrão”, ok, relevem, está tudo bem… Sério, é ridículo…

Somos todas guerreiras porque travamos uma luta contra nós mesmas e o mundo todos os dias e no final de cada dia sobrevivemos!

Isis Silva  (Nobel Top Shopping)

 

4 – Todas as mulheres são guerreiras. Admire e respeite suas lutas

Somos guerreiras é um livro que toca e emociona, pois aborda assuntos que toda mulher vivencia ou já vivenciou alguma vez na vida. É impossível ler e não sentir empatia pela autora, seguida de muita admiração pela sua força. É aquele livro que, mesmo depois de tê-lo finalizado, não desgruda de você.

Isabella (Saraiva Rio Sul)

 

5 – Seja SEMPRE você mesma

Somos guerreiras é um livro de superação de vida, de autoconhecimento, de descobertas. A Glennon é uma mulher que lutou por sua família e por ela mesma. E ela descobriu que a beleza exterior não é o que mais importa na vida da mulher. E de nada adianta ser o que os outros querem que você seja, se você não é feliz assim, porque é preciso que você se ame primeiro e que seja feliz consigo mesma.

Virgínia Farias (Saraiva Rio Sul)

 

Já leu Somos guerreiras? Mande nos comentários seu depoimento.

testeComo não abrir mão de ser você mesma

Por Fabiane Pereira*

Glennon Doyle Melton por Amy Paulson

A vida de Glennon Doyle Melton nunca mais foi a mesma depois que ela participou de uma dessas correntes que, vira e mexe, aparecem no Facebook. Na lista de 25 “segredos”, ela escreveu logo no número 1 algo que nunca tinha dito a ninguém, nem mesmo ao marido e pai de seus filhos:

Sou uma bulímica e alcoólatra em recuperação, mas ainda me pego sentindo falta de comer compulsivamente e do álcool da mesma forma perturbada com que uma mulher pode sentir falta de alguém que a espanca quase até a morte repetidamente.

A lista chocante acabou sendo sua salvação. Ao se expor nas redes sociais, Glennon começou a receber mensagens de mulheres que também sofriam em segredo. Depois do post, ela criou um blog para compartilhar sua jornada de dor, amor e autodescoberta e passou a ganhar a simpatia, o afeto e a solidariedade de milhares de pessoas espalhadas pelo planeta.

Glennon é uma mulher como sua mãe, ou vizinha, ou amiga, ou como a irmã de um amigo. Talvez seja você mesma. É uma mulher que passou por “poucas e boas” — como diria minha avó —, mas que não se deu por vencida. Ao narrar sua história, sem filtros, no livro Somos guerreiras, ela pode ajudar muitas de nós a repensar nossos papéis na sociedade como mãe, esposa e mulher.

As regras secretas, incontestáveis, sobre como ser uma mulher são: Seja Magra. Seja Bonita. Seja Discreta. Seja Invulnerável. Seja Popular Seguindo a Liderança dos Homens Respeitados. Sexo, álcool e distúrbios alimentares são apenas formas de uma mulher honrar as regras ocultas e chegar a algum lugar. Da infância à idade adulta. Da invisibilidade à relevância. Há um estilo de vida que se espera de uma mulher bem-sucedida, e a bulimia, a bebida e o sexo são apenas ferramentas necessárias para o desenvolvimento desse estilo de vida.

Apesar do apoio incondicional da irmã e dos pais, escrever salvou Glennon. Foi assim, primeiro sozinha e depois em contato com outras mulheres, que ela entendeu que a autoestima que procurou por toda a vida não dependia de nenhum aditivo nem de ninguém, mas somente dela. “Quando termino e olho para o texto, a sensação é a de olhar para um espelho mais cristalino do que qualquer espelho de verdade em que já tenha me olhado”, conta Glennon nas páginas de Somos guerreiras.

É com essa escrita honesta que ela narra as passagens desafiadoras de sua vida: a luta precoce para vencer a bulimia, a baixa autoestima, as traições pelas quais passou, os relacionamentos abusivos em que esteve; divide as dificuldades da maternidade, as crises no casamento e seus vícios — tudo com uma linguagem coloquial e, acredite se quiser, bem-humorada. “Sou cria da Disney, então aprendi logo cedo que o casamento é a linha de chegada de uma mulher”, diz Glennon para logo depois narrar a disputa que travou com seu corpo, mente e espírito para permanecer casada.

Aliás, permanecer casada foi uma de suas maiores vitórias. Não por acreditar que estar casada traz alguma vantagem, mas por crer que criar uma família estruturada é um trabalho diário, árduo e em parceria. Craig Melton, seu marido, não foi uma muleta mas a mola propulsora e paciente que ajudou Glennon nesse processo de cura.

Para conhecer mais sobre Glennon, não perca a participação dela na ótima série documental apresentada pela comediante Chelsea Handler, disponível na Netflix. Ali, ela se mostra, mais uma vez, de corpo e alma. Assim como eu, tenho certeza de que você também vai querer compartilhar seus posts com a hashtag #MEREPRESENTA.  Uma última dica: após ler este artigo (e o livro), ouça “Hero”, na voz de Mariah Carey, bem alto porque, como diz Glennon, “a música é sempre um lugar seguro para a prática de ser humana”.

 

>> Leia um trecho de Somos guerreiras

 

Fabiane Pereira é jornalista, pós-graduada em Jornalismo Cultural pela ESPM e em Formação do Escritor pela PUC-Rio. É mestranda em Comunicação, Cultura e Tecnologia da Informação no Instituto Universitário de Lisboa. É curadora do projeto literário Som & Pausa e toca vários outros projetos pela sua empresa, a Valentina Comunicação. Foi apresentadora do programa Faro MPB, na MPB FM.

testeLançamentos de abril

Confira as sinopses dos lançamentos do mês: 

Somos guerreiras: Uma história de dor, amor e autodescoberta, de Glennon Doyle MeltonGlennon  é a mulher que talvez você conheça, a vizinha, a colega, a irmã de um amigo. Talvez seja você. É uma mulher que passou pelo que muitas passam — um casamento fracassado, luta pela bulimia e alcoolismo, infância difícil —, mas que decidiu falar abertamente sobre suas experiências e redefinir para si mesma o que é ser mãe, esposa e mulher.

Foi a partir dessa decisão que ela criou uma comunidade on-line e escreveu esse relato inspirador selecionado por Oprah Winfrey para fazer parte de seu Clube do Livro. Glennon conta não só a própria jornada, mas a guerra diária travada pela mulher que busca simplesmente ser quem ela é.

O papa e  Mussolini: A conexão secreta entre Pio XI e a ascensão do fascismo na Europa, de David I. Kertzer — Vencedor do Prêmio Pulitzer na categoria biografia em 2015, o livro revela de forma inédita o papel da Igreja Católica no regime fascista. Vívida e dramática, a obra traz uma visão cruelmente verdadeira sobre um capítulo obscuro da história mundial, documentada e narrada com extrema perícia.

Uma pergunta por dia para mães — O livro diário que virou febre ganha agora uma edição especial exclusiva para as mães. Mais do que um álbum de fotos, mais do que um tradicional livro do bebê, é um instrumento perfeito para registrar cada momento da experiência, aprendizado, descoberta e autoconhecimento na qual a mulher embarca ao ser mãe. 

Vovô deu no pé, de David Walliams — Jack tem doze anos e sua pessoa preferida no mundo inteiro é o avô. Vovô foi piloto durante a Segunda Guerra Mundial, e até hoje o que mais gosta de fazer é falar sobre aviação. 

Mas nos últimos tempos, vovô tem estado confuso e esquecido. Por isso, para evitar mais trapalhadas, os pais de Jack decidem internar o vovô em um lar para idosos muito esquisito e com enfermeiras sinistras. Jack então decide embarcar na maior aventura de sua vida para salvar o avô. [Leia um trecho]

Antes que eu vá, de Lauren Oliver — A inusitada história de Samantha Kingston, uma garota que achava que levava uma vida perfeita até ter que reviver o dia de sua morte sete vezes, deu origem a um dos filmes mais aguardados do ano. Para comemorar a estreia nos cinemas, o livro ganha agora uma edição especial com conteúdo inédito e capa inspirada no pôster do filme. [Leia um trecho]

Como se tornar um campeão, de Márcia Vieira — Adriano de Souza, mais conhecido como Mineirinho, teve uma infância difícil numa favela do litoral paulista. Criado na pobreza e  baixinho, ele conseguiu superar suas limitações, colecionar títulos e se transformar em um ídolo do surfe. No livro, a jornalista conta a história inspiradora desse atleta que teve que lidar com todas as dificuldades até chegar à elite do esporte. [Leia um trecho

Sprint: O método usado no Google para testar e aplicar novas ideias em apenas cinco dias, de Jake Knapp, John Zeratsky e Braden Kowitz: O livro apresenta o método criado pelo designer Jake Knapp, no período em que ele trabalhava no Google, que tem como objetivo desenvolver e testar ideias em apenas cinco dias. Sprint serve para equipes de todos os tamanhos, de pequenas startups até os maiores conglomerados, e pode ser aplicado por qualquer um que tenha uma grande oportunidade, problema ou ideia e precise começar a trabalhar já. [Leia um trecho]

 Ruby, de Cynthia Bond A obra apresenta a vida de uma jovem que, depois de passar por sofrimentos inimagináveis durante a infância, decide fugir de sua cidadezinha no sul dos Estados Unidos para recomeçar a vida em Nova York nos anos 1950. Porém, um telegrama urgente a faz voltar para casa, forçando-a a reencontrar pessoas do passado e a reviver momentos perturbadores.

Ruby conquistou elogios do público, da crítica e de personalidades como Oprah Winfrey, que selecionou a obra para o seu Clube do Livro. [Saiba mais]

Bem vindo à vida real, de Christian McKay Heidicker — Jaxon passa o seu tempo livre na frente do computador jogando videogame. Até que um dia, quando sai para levar o carro do pai a um lava jato, ele conhece Serena e consegue garantir seu primeiro encontro com uma garota de carne e osso. Só que ele não imaginava que seria levado minutos depois para uma clínica de reabilitação para gamers. [Leia um trecho]

Antes da queda, de Noah Hawley Eleito um dos melhores livros de 2016 pelo The New York Times, o thriller assinado pelo roteirista da série Fargo conta a história de um jatinho particular que cai no oceano com onze passageiros. Os únicos sobreviventes são Scott Burroughs, um pintor desconhecido e fracassado, e J.J., um menino de quatro anos, filho de um magnata milionário do ramo das telecomunicações. A riqueza e o poder de parte dos passageiros despertam as teorias mais variadas sobre a queda.[Leia um trecho]

testeComo ser uma guerreira

Toda mulher sabe que ainda hoje é uma luta quase impossível escapar do conjunto de regras culturais que definem o que uma mulher deve ser: magra, bonita, discreta e forte. Uma mulher de sucesso se cuida, é amável, constrói uma bela família, é paciente e não deixa de cumprir com suas obrigações como esposa. Da infância à idade adulta, uma mulher sabe o que se espera dela, sabe que deve ser humilde quanto à sua inteligência e ambições.

Ao se esforçar para seguir todas essas “obrigações”, uma mulher às vezes passa a vida inteira sem se conhecer e, não raramente, busca refúgios para a frustração diária de não poder ser honesta, de não ser ouvida. Sexo sem consentimento ou prazer, distúrbios alimentares e alcoolismo são apenas algum deles.  

Glennon Doyle Melton é a mulher que talvez você conheça, a vizinha, a colega, a irmã de um amigo. Talvez seja você. É uma mulher que passou pelo que muitas passam, mas que decidiu falar abertamente sobre suas experiências e redefinir para si mesma o que é ser mãe, esposa e mulher.

Foi a partir dessa decisão que ela criou a comunidade on-line Momastery, através da qual, diariamente, se comunica com mais de um milhão de mulheres, e escreveu Somos guerreiras, um relato inspirador selecionado por Oprah Winfrey para fazer parte de seu Clube do Livro. Ao anunciar a escolha, Oprah afirmou: “Você vai amar este livro. Não importa se você é solteira ou casada. Se tem filhos ou não. Toda mulher se reconhecerá nessas páginas.”

Uma história de dor, amor e autodescoberta, em Somos guerreiras Glennon conta não só a própria jornada, mas a guerra diária travada pela mulher que busca simplesmente ser quem ela é — um relato corajoso que chama a atenção para o fato de que nascer mulher e existir plenamente é quase um ato revolucionário.

Somos guerreiras chega às livrarias a partir de 3 de abril.