testeMulheres sem nome: a história por trás da História

Por Fabiane Pereira*

Mulheres sem nome é inspirado em (duas) histórias reais vividas no período da Segunda Guerra Mundial. Martha Hall Kelly passou vários anos pesquisando e viajando pela Alemanha, França e Estados Unidos para entender esse universo sombrio — e carregado de lembranças — da vida de mulheres que se encontraram no único campo de concentração feminino Ravensbrück, na Alemanha.

Antes de ler pensei que seria mais um livro sobre os (absurdos) atentados contra a humanidade comandados por Hitler, entre o final da década de 1930 e o início da década de 1940, mas Mulheres sem nome é um livro interessantíssimo, costurado por fatos históricos e personagens femininas empoderadas numa época em que empoderamento passava longe da teoria, mas era prática diária e garantia de sobrevivência.

Estamos acostumadas a ler a história das guerras sob a ótica masculina, mas, neste romance, a autora opta por uma narrativa carregada de detalhes nem um pouco piegas protagonizada por três mulheres num dos (recentes) momentos inexplicáveis da história — o cenário é o regime totalitário alemão, cujas atrocidades jamais encontraram justificativas —, e como a Segunda Guerra Mundial afetou diretamente a vida delas.  

A socialite nova-iorquina Caroline Ferriday está sobrecarregada de trabalho no Consulado da França, em função da iminência da guerra. O ano é 1939 e o Exército de Hitler acaba de invadir a Polônia, onde Kasia Kuzmerick vai deixando para trás a tranquilidade da infância conforme se envolve cada vez mais com o movimento de resistência de seu país. Distante das duas, a ambiciosa Herta Oberheuser tem a oportunidade de se libertar de uma vida desoladora e abraçar o sonho de se tornar médica-cirurgiã, a serviço da Alemanha. A história das três se cruzam no campo de concentração feminino de Ravensbrücke, de forma controversa em alguns casos, todas realizam seus desejos mais íntimos pela persistência.

Sabemos tão pouco sobre as mulheres que vieram antes de nós… A história é predominantemente masculina, por isso livros como Mulheres sem nome ajudam a preencher esta lacuna. Mas não pense que a leitura é fácil. Martha Hall Kelly não poupa detalhes nem ameniza algumas passagens estarrecedoras e isso acaba por nos remeter a imagens terríveis. Sabiamente, a autora estruturou o livro em capítulos narrados por cada uma das três protagonistas, o que permite que o leitor no auge do incômodo respire ao entrar em algum momento mais “leve” da vida de outra personagem.

Caroline Ferriday é o respiro a que me refiro acima. Suas angústias giram em torno do desejo de amar e ser correspondida — e isso a torna mais próxima dos leitores. “Desisti dos homens, Roger — declarei. Aos trinta e sete anos, havia me resignado a permanecer solteira“, diz Caroline logo no início do livro. Sua vida é marcada pela filantropia (ela ajuda franceses desalojados, refugiados europeus em busca de asilo e tem um Fundo para Famílias Francesas que auxilia órfãos que se perderam dos pais por qualquer razão) e pela paixão por Paul Rodierre, um ator judeu, francês e casado, que corresponde aos seus sentimentos, porém a guerra os separa por um longo período.

Mulheres sem nome

Inspirado em personagens reais da Segunda Guerra Mundial, "Mulheres sem nome" conta a história de três mulheres que foram esquecidas pelo tempo.Leia um trecho: http://bit.ly/2mnX1G9

Posted by Editora Intrínseca on Friday, November 24, 2017

 

Já Kasia Kuzmerick era uma adolescente apaixonada por Pietrik Baroski quando teve a juventude suspensa e os sonhos adiados por causa da guerra. Capturada como “espiã” pelos nazistas, viu sua vida e a vida de sua mãe e irmã mudarem completamente ao chegarem em Ravensbrück. As passagens de Kasia são as mais difíceis de serem digeridas pelo leitor. “Éramos como moscas presas no mel, vivas mas sem viver de fato“, diz em um dos momentos delicados do livro. Em outro, narra a forma como foi recebida no campo de concentração: “recolheram o que trazia comigo: um lenço, meu relógio, aspirina, os últimos vestígios de uma vida normal. E ainda raspou minha cabeça de modo indelicado.” E continua: “agiu sem nenhuma consideração com o fato de que eu era jovem e ela estava me violando de maneira irreversível. Tive pouco tempo para lamentar.” Talvez não tenham sido os sonhos o que a fez persistir, mas o ódio que passou a nutrir dentro de si. “Em certos dias, o ódio era a única coisa que me fazia seguir adiante“, conta.

Kasia foi transformada, contra sua vontade, numa “Coelha” devido aos experimentos da médica Herta Oberheuser, que servia ao Exército alemão. A Dra. Oberheuser chamava todas as mulheres de cobaias experimentais de Króliki, coelha em polonês. Essas mulheres — na verdade, jovens entre 15 e 20 anos que haviam sido presas por violarem regras de Hitler — eram vítimas de experiências com sulfonamida. Kasia e as muitas mulheres foram operadas como parte de uma complexa série de experiências médicas que replicava ferimentos traumáticos. A equipe comandada pela Dra. Oberheuser aplicava culturas de bactérias aos ferimentos para provocar gangrena gasosa, então administraram sulfa em algumas para provar uma teoria científica. O fato é várias se tornaram mancas e/ou aleijadas e pulavam pelo campo para poderem se locomover, daí serem chamadas de Coelhas.

Herta era uma mulher cujos princípios éticos tangenciavam a servidão inquestionável ao Estado alemão. “Era triste ver os bens de alguém serem levados daquela maneira, mas os judeus haviam sido alertados. Eles sabiam quais eram as exigências do Führer. Aquilo era lamentável, mas não era novidade, e era pelo bem da Alemanha“, comenta em um dos momentos que nos faz questionar como foi possível toda uma nação se enganar e concordar com o totalitarismo de Hitler. ” Hitler é a nossa esperança. Em pouco tempo, ele nos livrou das favelas. E precisa dominar. A Alemanha não pode prosperar sem ter para onde expandir. Ninguém devolverá as terras que perdemos“, acreditou Herta e outros milhares que embasaram as atrocidades cometidas pelo ditador alemão.

Há uma passagem de tempo, a guerra chega ao fim e a esperança volta a ter espaço na vida dessas mulheres que só sobreviveram graças a sororidade, conceito que naquela época nem sequer existia. Por terem umas às outras — sejam como amigas, irmãs ou na relação entre mãe e filha — como exemplos de coragem, as relações afetivas se fortaleceram a ponto de serem molas propulsoras de sobrevivência.

Mulheres sem nome é um livro feminista mesmo sem ter a pretensão de sê-lo. É uma história forte que nos faz agradecer o momento em que vivemos — por mais difícil que esteja sendo 2017 — e nos dá forças para lutar contra tudo aquilo que nos limita como ser humano. É um livraço! É a história por trás da História.

*Fabiane Pereira é jornalista, pós-graduada em Jornalismo Cultural pela ESPM e em Formação do Escritor pela PUC-Rio. É mestranda em Comunicação, Cultura e Tecnologia da Informação no Instituto Universitário de Lisboa. É curadora do projeto literário Som & Pausa e toca vários outros projetos pela sua empresa, a Valentina Comunicação. Foi apresentadora do programa Faro MPB, na MPB FM.

testeO jovem soldado cientista

Por Vanessa Corrêa* 

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Formadas pela oscilação simultânea de um campo elétrico e de um campo magnético perpendiculares entre si, ondas de rádio são propagadas por uma antena e viajam à velocidade da luz no vácuo. Como em um passe de mágica, são ondas capazes de transportar por longas distâncias as mais diferentes mensagens, informando, entretendo e emocionando pessoas com vidas totalmente diversas. Mas essas mesmas ondas também são capazes de conduzir mensagens de ódio, viabilizar uma guerra, salvar uma vida ou provocar o fim de muitas outras.

Para o adolescente alemão Werner Pfennig, a descoberta milagrosa de um velho rádio coincide com a descoberta do conhecimento. Por meio de um aparelho rudimentar encontrado atrás de um galpão, Werner e sua irmã, Jutta, entram em contato com a ciência, a música e a arte e ampliam seu mundo para além da cinzenta cidade de Zollverein e de suas minas ameaçadoras, que causaram a morte do seu pai.

blog211319Levados pelas ondas do rádio, eles chegam a Londres, a Roma e à Hungria. Mas são conduzidos para seu destino preferido por meio da voz suave de um francês, que lhes ensina sobre o funcionamento do cérebro, o alcance da luz, o Polo Norte e as criaturas marinhas. A partir das lições desse professor, Werner é levado para a pequena Saint-Malo, no norte da França, sem imaginar que as muralhas da cidade francesa acabariam servindo de cenário para acontecimentos decisivos em sua vida.

Fascinado pelo rádio e por seu poder de comunicação, Werner descobre o lado nefasto desse aparelho da pior forma possível. O adolescente tem um talento excepcional para lidar com baterias, circuitos e todos os demais mecanismos que compõem um rádio e encontra nessa habilidade sua chance de deixar Zollverein. Seu talento o leva à escola de recrutas de Schulpforta, onde aos poucos irá perceber todo o horror que envolve a ideologia nazista e o preço que terá que pagar se quiser sobreviver nesse sistema.Werner, que sonhava em estudar com grandes cientistas em Berlim, percebe que o conhecimento é uma ferramenta muito mais poderosa do que imaginava e que, em tempos de guerra, é capaz de determinar a morte ou a sobrevivência de um povo. Em Toda luz que não podemos ver acompanhamos a transformação de Werner Pfennig de um adolescente habilidoso e inteligente em um jovem soldado engolido pela máquina da guerra, em busca de um último ato de redenção.

Vanessa Corrêa é jornalista, já trabalhou na Folha de S.Paulo e no portal UOL e é apaixonada por livros, cinema e fotografia.

testeConheça o vencedor do Pulitzer Anthony Doerr

Por João Lourenço*

AnthonyDoerr

Abril é um mês diferente em Nova York. Marca o início da primavera e a chegada dos dias longos e das noites azuis. Abril é quando o Central Park floresce, o casaco pesado retorna ao armário e as mesas voltam às calçadas. Em uma Manhattan menos visível a olho nu, abril também é o mês de apostas e expectativas. A questão entre escritores, editores e, claro, leitores é a mesma: quem vai levar o Pulitzer de ficção? Além de ser o prêmio de maior prestígio da literatura americana, o Pulitzer não divulga os finalistas antes da cerimônia.

No dia 20 de abril, enquanto o prêmio era anunciado na Universidade de Columbia, Anthony Doerr estava em Paris, tomando sorvete com os filhos. Shauna Doerr, mulher do escritor, acompanhava escondida o resultado da premiação pelo Youtube. “Ela entrou tremendo na sala e disse que eu era o vencedor. Demorei um pouco para entender do que ela estava falando. Logo após a notícia, meu celular começou a tocar. Atendi ligações até a hora de ir dormir. Eu sabia que o prêmio seria divulgado naquele dia, mas tentei não pensar nisso.”

Inesperado para o escritor, o prêmio reforçou o prestígio de que Toda luz que não podemos ver já desfrutava entre o público. Há mais de um ano, o romance está na lista de mais vendidos do New York Times. Após o anúncio da honraria, a editora americana de Doerr mandou imprimir mais 100.000 cópias do livro. Apenas nos EUA, mais de 1 milhão de exemplares da obra já foram vendidos. E não para por aí: Scott Rudin, produtor dos filmes A Rede Social e Capitão Philips, vai adaptar o livro para o cinema.

Esse é o quinto livro de Anthony Doerr. Antes, ele já havia publicado duas coletâneas de contos, The Shell Collector e Memory Wall; um livro de memórias sobre o ano que passou na Itália, Four Seasons in Rome; e um romance, About Grace. Todos foram premiados, mas nenhum fez tanto barulho quanto Toda luz que não podemos ver.

Capa_TodaLuzQueNaoPodemosVer_WEBCom mais de 500 páginas, o romance histórico é ambientado na Alemanha e na França antes e durante a Segunda Guerra Mundial. A obra entrelaça as histórias de uma garota cega francesa, um garoto órfão alemão e um oficial nazista em busca de uma joia extremamente valiosa. A narrativa se move entre presente, passado e futuro. Segundo Doerr, a técnica imprime velocidade e suspense à trama — e também permite ao leitor um respiro entre as histórias de cada personagem.

A regra mais importante de Doerr, seguida durante a criação do romance, era não permitir que o livro soasse como uma aula de história. Ao todo, ele demorou 10 anos para finalizá-lo. “Não é uma tarefa fácil escrever um livro desse tamanho quando você é pai de gêmeos. A semelhança entre ser pai e escritor de ficção é que você não tem como prever o futuro: é impossível saber se você está fazendo um bom trabalho como pai, assim como é impossível saber se está fazendo um bom trabalho como escritor.”

Para Doerr, um bom livro deve ensinar uma lição e nos transportar para lugares que até então desconhecíamos, lugares capazes de nos fazer sonhar por um futuro melhor. Como leitor, a maior lição que tirei de Toda luz que não podemos ver foi o lembrete de que a vida real também pode ser um lugar mágico. Visíveis ou não, pequenos milagres nos rodeiam e acontecem o tempo todo.

Questionado diversas vezes sobre o sucesso da obra, Doerr é categórico: “Não tenho como explicar como um livro faz mais sucesso do que o outro, nem quero pensar muito nisso. Sou grato e fico contente em saber que as pessoas podem redescobrir esse livro em futuras gerações, quando eu já estiver debaixo da terra. Isso é fascinante!”.

 link-externoLeia um trecho de Toda luz que não podemos ver

Anthony Doerr nasceu e foi criado nos arredores de Cleveland, Ohio. Filho do proprietário de uma pequena gráfica e de uma professora, seu interesse por literatura surgiu logo na infância. “Não tinha como ser diferente. Minha mãe, além de dar aulas de ciência e matemática para mim e meus dois irmãos, também lia para a gente antes de nos colocar para dormir.” Ao contrário dos irmãos mais velhos, ele não estava apenas interessado em ouvir as histórias fantásticas de Nárnia, de C.S. Lewis. Queria saber como o autor criava um universo tão rico e particular.

Após terminar o Ensino Médio, Doerr desbravou cantos remotos, como África e Nova Zelândia, onde passou meses cuidando de uma fazenda de ovelhas. Também trabalhou em um lavatório de peixes no Alasca. De volta aos EUA, estudou História e Inglês. Em seguida, apesar de sempre ter mantido um diário pessoal e escrito inúmeros contos que nunca chegaram a ser compartilhados com ninguém, inscreveu-se em um curso de escrita criativa. “Fui atrás do curso para criar coragem para publicar algo. De onde eu venho, ninguém te leva a sério quando você diz que quer ser um escritor. As pessoas costumam achar que isso é um hobby e não uma profissão. Estudar literatura e os mecanismos da ficção me ajudaram a deixar essa mentalidade de lado.”

Hoje, aos 41 anos, Anthony Doerr mora em Boise, Idaho, com a mulher e os filhos gêmeos, de 11 anos. “Tudo que eu desejo agora é continuar indo para o meu escritório, de bicicleta, para criar e recriar universos fantásticos. Fico feliz com o Pulitzer, mas não quero ser uma celebridade ou coisa do tipo. Sinto que agora posso trabalhar com mais calma, deixar um pouco a pressão de lado.”

link-externoLeia também: A metáfora da esperança de Jennifer Egan ou “tudo começou aqui”, por Marcelo Costa

João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFW MAG!, colaborou com a Harper’s Bazaare com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Agora, está em NYC tentando escrever seu primeiro romance.

testeBiografia de um livro: O romance se sedimenta

Entre tensões e distensões no ato da escrita, o romancista vai dando um rosto provisório ao livro.

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30 de março de 2013 – sábado
O romance segue me comandando. Não posso recuar diante de nenhuma cena. Devo ser digno de cada uma delas e torcer para que formem um todo. A rapidez e a escrita irrefletida possibilitam uma unidade para as partes. O espaçamento de tempo nos afasta da sintonia subterrânea que amarra o livro.

Não tenho feito quase nada além de escrever. Se tivesse mantido minha coluna de crítica eu teria sabotado este romance. Quando vamos envelhecendo, a literatura fica mais exigente conosco, adquirindo novos direitos.

2 de abril de 2013 – terça-feira
Fiz 1.800 palavras do romance – uma passagem difícil em que a personagem descreve uma noite de amor com uma grande figura histórica. Levei quase o dia inteiro para concluir uns poucos parágrafos. Mas já arquitetei o próxima episódio, esperando que saia mais espontaneamente.

O editor me escreveu dizendo que está gostando da primeira parte do romance, que acertei o tom da narrativa. Espero que não sejam palavras protocolares. Este pequeno elogio me deu um novo alento. É tão difícil não ter com quem dialogar. Por outro lado, é bom. Posso continuar cego no meu propósito.

Não saio quase de casa, preso ao romance.

5 de abril de 2013 – sexta-feira
O romance vai absorvendo tudo que tem algum impacto sobre minha sensibilidade, e cresce no passado (período da Segunda Guerra) e no presente, incorporando percepções. É um ser que se desdobra em duas temporalidades. Não luto contra esta tendência.

12 de abril de 2013 – sexta-feira
Estou na quarta parte, da qual já fiz 5 mil palavras. Faltam apenas 15 mil para concluir o copião. Nesta última fase, tudo deve se encaixar para que o leitor se sinta dentro de uma engrenagem narrativa em funcionamento.

Leio As agruras do verdadeiro tira, de Roberto Bolaño. No começo, há uma força ficcional imensa. Parece que estamos diante de um material humano muito denso, mas a certa altura o livro vira cenas soltas. E isso frustra o leitor. Em outros livros, o autor consegue manter melhor delimitadas as fronteiras do romance, apesar de seu estilo centrífugo. Mas aqui tudo deriva para notas marginais.

O romance que estou escrevendo busca o sentido contrário. Não desejo fazer com que o leitor se perca na narrativa. Quero levá-lo pela mão para conhecer o cenário e depois conduzi-lo até a porta de saída.

28 de abril de 2013 – domingo
Ontem e hoje não produzi nada. Embora sem acrescentar uma linha, resolvi alguns problemas narrativos. Mesmo não escrevendo, estamos sempre escrevendo o romance.

29 de abril de 2013 – segunda-feira
Três mil e duzentas palavras. Quando paramos de escrever por um tempo, sem deixar de alimentar a imaginação em torno da história, acontece um processo de transbordamento da escrita.

O copião que vai se sedimentando é apenas o esboço do romance que um dia ficará pronto. Se eu morresse agora, na primeira versão, ele estaria perdido.

link-externoLeia a coluna anterior: Uma visão Nazi do Brasil