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testePremiado romance italiano narra o resgate de memórias íntimas e delicadas

Por Miguel Conde*

Pelas avenidas ruidosas e cinzentas de Milão, no final dos anos 1970, um casal se dirige de carro ao trabalho. O marido vai ao volante, a esposa se acomoda no banco do passageiro. No banco detrás levam o filho pequeno, também ele rumo a um compromisso, pois já chegou à idade de ir à escola.

O trajeto é longo, mas em alguns pontos do caminho assomam no horizonte imagens que afastam por breves momentos o aborrecimento do trânsito. Aqui e ali, uma das montanhas que circundam Milão aparece à distância, rasgo luminoso de branco contra o azul do céu, capturando os olhares e a imaginação do casal. A esposa pergunta ao marido os nomes de cada uma e de seus vilarejos, vales, refúgios. Ele responde com autoridade, puxando da memória designações que ficam gravadas na cabeça do menino: Grigna, Macugnaga, Alagna, Gressoney, Ayas. Esses nomes passam a povoar suas fantasias infantis, como promessas de um mundo distante e um tanto fantástico, em tudo diverso daquele de sua vida citadina.

Os devaneios se repetem e se acumulam com força crescente, até que um dia viram planos de férias e a família se lança em expedição àqueles picos, que lembram a remota região rural onde o casal se conhecera anos atrás. Esse impulso em que se misturam sonho e nostalgia, o desejo de fugir à rotina e o de recuperar qualquer coisa perdida no tempo, move a história do belo romance As oito montanhas, do escritor italiano Paolo Cognetti.

Desde as primeiras páginas, essa é uma história de encantamento e de busca espiritual por uma vida menos ordinária. Mas é também, como aos poucos percebe o leitor que se aventura pelo relato, uma história de sonhos desfeitos, do caminho de volta ao rés do chão após a subida vertiginosa aos pontos mais altos.

O narrador é Pietro, o garoto que acompanhava os pais no banco detrás do carro. Já adulto, ele constrói um relato em vários tempos, da recordação de suas primeiras idas à montanha com os pais até o momento em que se lança sozinho em suas próprias explorações por outros países. As oito montanhas tem um tanto de romance de formação, mas Pietro é um narrador econômico, fala pouco de si. Mais do que uma história de seu amadurecimento, Pietro cria um inventário de afetos, dos encontros que lhe tocam de maneira decisiva ao longo da vida. Sua recordação é atravessada, porém, de um sentimento elegíaco, como se essas lembranças fossem também uma espécie de despedida. Aquilo que é mais importante tem sempre algo de frágil e transitório, está a toda hora em vias de se desfazer.

Tão decisivo quanto os espaços da história, em suas incursões por vias distantes nas montanhas, é o sentido nela assumido pela passagem do tempo. Cognetti entrelaça com grande talento essas duas dimensões da trama, pois em seu romance a montanha é desde o início o espaço de um tempo passado, de um tempo de coisas abandonadas e perdidas, como será também o tempo das recordações de seu narrador.

A família de Pietro elege como base das explorações de férias o pequeno vilarejo de Grana, na ramificação de um vale nos arredores de Milão, “ignorado por quem passava ali como se fosse uma possibilidade irrelevante”. Quando chegam à casa alugada pela primeira vez, o pai diz ao filho: “Cresci num lugar assim.” De saída, isso já produz uma espécie de nostalgia em duplo registro — de Pietro, que recorda sua infância, e de seu pai, que parecia buscar ali um reencontro com a própria juventude.

Estimulado pela mãe, Pietro faz amizade com Bruno, criança de sua idade nascida ali e acostumada à vida na montanha. Guiado pelo amigo, explora os arredores e se depara por toda parte com casas e construções abandonadas, sinais de um antigo mundo rural que foi deixando de existir e está, àquela altura, já quase desaparecido. Aos olhos infantis, porém, a decadência é também promessa: as ruínas guardam mistérios, convidam à fantasia e à aventura. O espanto dessas explorações se encapsula no som estranho dos nomes dialetais de árvores, bichos, pedras e arbustos apresentados pelo amigo ao narrador: “brenga”, “arula”, “pezza”, “barma” e “berio”.

Se para Bruno o vale de Grana define os limites do mundo conhecido, um microcosmos que ele apresenta ao amigo da cidade grande e por extensão ao leitor, para o pai de Pietro ele é uma forma de fugir do mundo, do cartão de ponto, dos sinais de trânsito que regulam idas e vindas urbanas. Empenhado numa peregrinação sem fim de um cume a outro, ele tenta incutir no filho o amor às caminhadas em meio ao silêncio das geleiras que cobrem de branco o topo das montanhas.

Cognetti conta que As oito montanhas foi escrito após uma série de desilusões que o deixaram à beira da depressão. Uma delas foi a organização (fracassada) de um movimento político na periferia de Milão, que pretendia fazer frente às forças de direita na cidade, tradicional reduto de apoiadores de Silvio Berlusconi. Em vez de uma forma de desistência e de adeus ao mundo, porém, a ida para as montanhas assume no romance o sentido de uma busca por outras formas de vida. Para o leitor acossado pelas notificações incessantes do celular, os pensamentos embolados pela cacofonia das redes sociais, o ar puro e o silêncio das caminhadas que a obra descreve de maneira vívida e precisa têm apelo certeiro.

O livro recebeu o Prêmio Strega, o mais importante da literatura italiana, e valeu ao autor contratos de tradução em mais de 30 países, depois de leilões acirrados entre editoras de todas as partes do mundo. Ainda mais notável do que essa combinação de sucesso comercial e consagração crítica, porém, é o modo como Cognetti confere às aventuras de crianças e adultos pelas montanhas um discreto sentido político, como se nessas caminhadas em aparência triviais por rincões esquecidos houvesse uma espécie de resíduo utópico da busca (hoje tão desacreditada) por um mundo melhor.

*Miguel Conde  é jornalista e doutor em Letras pela PUC-Rio. É editor da seção de resenhas do site Words Without Borders e curador do Garimpo Clube do Livro.

testeCinco livros que se passam na (apaixonante) Itália

 

Ah, a Itália… um dos melhores lugares no mundo para se apaixonar (e comer bem!). O oitavo país do mundo em qualidade de vida guarda, em cada cidade, uma charmosa peculiaridade. Roma, a capital, tem 2,9 milhões de habitantes, sendo uma das cidades mais populosas da União Europeia; Florença é o berço do Renascimento; Nápoles popularizou a pizza; Milão é uma das capitais mundiais da moda e Veneza é uma ilha, famosa por ter como principal transporte as gôndolas.

Transbordando arte e inspirando seus visitantes, a Itália é o país que mais tem obras de arte por quilômetro quadrado, além de reunir 50 Patrimônios Mundiais da UNESCO – o maior número entre todas as nações. Não à toa, alguns dos maiores gênios dos últimos séculos são italianos, como Leonardo da Vinci, Galileu, Pavarotti, Frederico Fellini e Michelangelo.

Por aliar tanta história, arte e gastronomia de qualidade, dá para entender porque este curioso país em formato de bota foi escolhido como cenário para grandes histórias. Listamos alguns livros que se passam nos mais diversos territórios italianos, cada um especial a sua maneira. Confira!

Amor e gelato

Um dos livros mais fofos (❤️) que lançamos este ano, Amor e gelato acompanha as aventuras de uma norte-americana na Itália. A jovem Lina fica com uma missão após a morte da mãe: descobrir a verdade sobre seu pai. E é lá na região da Toscana que ela poderá conhecer a origem do seu passado – repleto de mistérios e histórias cruzadas. Em meio a muitos sorvetes (ou, para os italianos, gelatos), ela encontra muito mais do que imaginava. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração. O livro de estreia de Jenna Evans Welch é uma adorável viagem a um dos destinos mais românticos do mundo!

 

Me chame pelo seu nome

Já falamos um milhão de vezes desse livro, apenas porque ele conta uma das histórias de romance mais emocionantes dos últimos tempos! Ambientado na costa italiana durante o verão, Me chame pelo seu nome narra a primeira paixão do jovem Elio. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todas as férias, hospedar na casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio. Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera ode às emoções fortes da juventude e explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual. O livro inspirou o premiadíssimo filme homônimo, dirigido por Luca Guadagnino, um dos favoritos ao Oscar 2018.

 

Um amor incômodo + A filha perdida

Elena Ferrante é um dos maiores nomes da literatura italiana contemporânea. A autora, cuja identidade permanece um mistério para seus fãs, sempre destaca em suas histórias as gritantes diferenças entre o povo do Sul e do Norte da Itália. Em Um amor incômodo, ela narra a conturbada relação entre mãe e filha. Delia retorna à Nápoles para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas. Neste processo, revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia impelem Delia a descobrir a verdade por trás do trágico acontecimento. Avançando pelas ruas caóticas e sufocantes de sua infância, a filha vai confrontar os três homens que habitaram de forma relevante o passado de sua mãe. Uma verdadeira mistura desorientadora de fantasia e realidade suscitada pelas emoções que vêm à tona a partir dessa investigação.

Já em A filha perdida encontramos a professora universitária Leda em férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, ela repara em uma ruidosa família de napolitanos, em especial Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena. Cercada pelos parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe. Isso desencadeia em Leda uma enxurrada de lembranças da própria vida, incluindo segredos que ela nunca conseguiu revelar. No estilo inconfundível que a tornou conhecida no mundo todo, Ferrante parte de elementos simples para construir uma narrativa poderosa sobre a maternidade e as consequências que a família pode refletir na vida de diferentes gerações de mulheres.

 

As oito montanhas

Nosso lançamento de Fevereiro (dia 19, tá?) venceu o Prêmio Strega, o mais prestigiado da Itália. Em As oito montanhas, o autor estreante Paolo Cognetti narra a história de Pietro, um garoto da cidade, solitário e pouco sociável que vê sua vida transformada quando sua família descobre o vilarejo de Grana, aos pés do Monte Rosa. Lá, Pietro se encanta pela natureza do lugar e conhece outro garoto da sua idade, Bruno, com quem dá início a temporadas de explorações e aventuras em meio a trilhas íngremes, o moinho e casas abandonadas. Esse aprendizado é o maior legado de seu pai, que, muitos anos depois, deixa uma herança que reaproximará os dois meninos. Este é um livro memorável, que explora relações complexas e fortes, atravessando três décadas de uma amizade inigualável. De modo tocante, o autor aborda a tentativa de aprender e de buscar nosso lugar no mundo com uma narrativa literária, intensa e lírica.

 

Quatro estações em Roma

Por volta de 2007, Anthony Doerr recebeu um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que incluía ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em Roma é o resultado das memórias do ano em que ele passou na cidade com a esposa e os filhos gêmeos recém-nascidos. Vindo do interior dos Estados Unidos, Doerr acha Roma um mistério: um outdoor de uma marca de roupas tremulando na fachada de uma igreja de quatrocentos anos, uma construção comum ao lado de uma obra-prima da arquitetura. Em meio a tudo isso, ele cuida dos filhos, lida com uma insônia que parece não ceder e tenta, sem muito sucesso, escrever um novo romance – que se transformaria em Toda luz que não podemos ver, lançado sete anos mais tarde e que lhe rendeu o Pulitzer de ficção.

testeSeis livros para quem curte romances históricos

A humanidade já passou por duas guerras devastadoras, diversas revoluções, conflitos locais e uma disputa entre dois blocos socioeconômicos. Todos esses acontecimentos em escala global são passados de geração em geração e relatados em incontáveis livros, filmes e séries. Mas, tão impactantes quanto estas histórias, são as narrativas das pessoas comuns que as viveram.

Pensem no Titanic. Um dos maiores navios já construídos naufraga e resulta na morte de milhares de inocentes. Mas foi o romance fictício entre Jack e Rose que chamou atenção para esse terrível incidente e emocionou milhões de corações. O mesmo pode ser dito dos clássicos A lista de Schindler e O resgate do soldado Ryan. Tais experiências podem até ser menos conhecidas, mas são igualmente grandiosas em seus detalhes e nuances, justamente por transportar o leitor para determinada época e local.

Listamos alguns livros que têm como cenário esses períodos históricos para criar tramas inesquecíveis. Confira!

Mulheres sem nome

Cenário: Segunda Guerra Mundial
Local: Alemanha, Estados Unidos e Polônia

Recém-lançado, o romance de estreia de Martha Hall Kelly dá voz a três protagonistas femininas em diferentes lugares do mundo enquanto eclodia a Segunda Guerra. A socialite Caroline Ferraday está em Nova York quando Hitler invade a Polônia, em 1939, enquanto a jovem Kasia Kuzmerick se envolve cada vez mais com o movimento de resistência polonês. Levada ao campo de concentração feminino de Ravensbrück, Kasia conhece a médica alemã Herta Oberheuser, responsável por exercer uma medicina terrivelmente controversa nas prisioneiras.

Uma história que atravessa continentes enquanto Caroline e Kasia persistem no sonho de tornar o mundo um lugar melhor, Mulheres sem nome é um livro que aborda a visão das mulheres de uma guerra cujo protagonismo historicamente é masculino. Conheça mais!

 

Um cavalheiro em Moscou

Cenário: Pós-Revolução Russa
Local: Moscou/União Soviética

O autor Amor Towles se inspirou na Rússia dos anos 1920 (na época, União Soviética) para criar a história de Aleksandr Ilitch Rostov, nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa. Conhecido como “O Conde”, ele é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar de luxo e sofisticação frequentado por artistas, bons-vivants e pela antiga aristocracia de Moscou.

Com sua perspectiva única de prisioneiro de duas realidades distintas, o Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como era conhecida, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro.

 

A garota que você deixou para trás

Cenário: Primeira Guerra Mundial
Local: França e Inglaterra

Duas mulheres separadas por um século e unidas pela arte. Na França, durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por ele. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo, inclusive sua vida, na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa, onde destaca-se um retrato de uma bela jovem – presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Misturando ficção com realidade, romances de diferentes épocas e a busca por finais felizes, A garota que você deixou para trás é um dos primeiros sucessos de Jojo Moyes. Conheça mais!

 

Toda luz que não podemos ver

Cenário: Segunda Guerra Mundial
Local: França e Alemanha

Vencedor do Pulitzer, o autor Anthony Doerr constrói em Toda luz que não podemos ver um tocante romance sobre o que há além do mundo visível em meio aos horrores da guerra.

Aos seis anos de idade, a jovem Marie-Laure fica cega. Ela vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável. Para ajudá-la, ele constrói uma maquete em miniatura do bairro para que Marie seja capaz de memorizar os caminhos. Quando os nazistas ocupam Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo um dos mais valiosos tesouros do museu.

Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram no lixo. Com a prática, ele acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, em uma missão especial. Cada vez mais consciente das terríveis consequências de seu trabalho, o rapaz é enviado para Saint-Malo. Lá, seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Conheça aqui!

 

A menina que roubava livros

Cenário: O nazismo na Segunda Guerra
Local: Alemanha

Esse livro que dispensa apresentações conta a história da pequena Liesel em meio a uma Alemanha assolada pelo nazismo durante a Segunda Guerra. A jovem é adotada por um casal que vive em um bairro alemão pobre: a mãe, dona de casa e o pai, um pintor de paredes bonachão. Para contornar o medo e a solidão, ela aprender a ler e escrever com o pai e canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

Enquanto eles tentam sobreviver a um cenário nacional conturbado, Liesel assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança, faz amizade com um menino obrigado a integrar a Juventude Hitlerista e ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar o seu lado da História. Conheça aqui!

 

Breve história de sete assassinatos

Cenário: A Jamaica de 1970 a 1990
Local: Jamaica

Em 3 de dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes de Bob Marley realizar o show Smile Jamaica para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. O ataque feriu Marley, a esposa e o empresário, entre várias outras pessoas. Poucas informações oficiais foram divulgadas sobre os atiradores. No entanto, muitos boatos circularam a respeito do destino deles.

Breve história de sete assassinatos é uma obra de ficção que explora esse período instável na história da Jamaica e vai muito além. Marlon James cria com magistralidade personagens que andaram pelas ruas de Kingston nos anos 1970, dominaram o submundo das drogas de Nova York na década de 1980 e ressurgiram em uma Jamaica radicalmente transformada nos anos 1990. Um romance épico, brilhante e arrebatador, vencedor do Man Booker Prize de 2015. Conheça aqui!

testeTerceiro livro da sequência Como eu era antes de você será lançado em fevereiro

Depois de emocionar milhares de leitores com Como eu era antes de você e Depois de você, Jojo Moyes apresenta a última parte da história de Lou. Em Ainda sou eu, Lou Clark chega em Nova York pronta para recomeçar a vida, confiante de que pode abraçar novas aventuras e manter seu relacionamento a distância.

Jogada no mundo dos super-ricos Gopnik — Leonard e a esposa bem mais nova, e um sem-fim de empregados e puxa-sacos, ela  está determinada a extrair o máximo dessa experiência, por isso se lança no trabalho e, antes que perceba, está inserida na alta sociedade nova-iorquina, onde conhece Joshua Ryan, um homem que traz consigo um sopro do passado de Lou.

como eu era antes de você, depois de você

Enquanto tenta manter os dois lados de seu mundo unidos, ela tem que guardar segredos que não são seus e que podem mudar totalmente sua vida. E, quando a situação atinge um ponto crítico, ela precisa se perguntar: Quem é Louisa Clark? E como é possível reconciliar um coração dividido?

Em um anúncio oficial, Jojo Moyes revelou que foi uma alegria revisitar o mundo de Lou e colocá-la em um país totalmente novo e em uma casa cheia de segredos.

O livro já está em pré-venda e chega às livrarias em 8 de fevereiro. 

testeEspelho, espelho meu: existe alguém mais ferrado do que eu?

Estreia da atriz Cara Delevingne na literatura, Jogo de espelhos é um romance reconfortante e inspirador

Por Pedro Martins*

É cada vez mais difícil encontrar histórias jovens que não pequem pela mesmice. Felizmente, não é o caso de Jogo de espelhos, romance de estreia da atriz Cara Delevingne em parceria com a escritora Rowan Coleman, que retratam a adolescência por uma lente genuína e inspiradora.

Ser jovem não é fácil. Muitos esquecem, mas trata-se de um período em que olhar para o espelho e se sentir bem chega a ser questão de sorte. Afinal, na maioria das vezes, aquele reflexo nem sequer lhe representa. É só uma farsa; um escudo cuidadosamente projetado, construído e reformado a cada dia. É compreensível que muitos prefiram fechar as cortinas para se manter a salvo da crueldade do mundo.

Mas este não é o caso de Naomi, Rose, Leo e Red, que são obrigados a formar uma banda para um projeto escolar e, por ironia do destino, chegam ao sucesso. Tão diferentes entre si, através da música eles encontram um caminho para enfrentar seus problemas: a amizade.

No entanto, tudo desmorona quando Naomi desaparece misteriosamente e, semanas depois, é encontrada entre a vida e a morte no rio Tâmisa. Em coma, ela não pode revelar aos amigos e aos familiares seus porquês. Todos sabem que Naomi costumava fugir de casa, mas dessa vez foi diferente. A dúvida que paira no ar é: teria sido uma tentativa de suicídio ou um ataque?

Premissa parecida com a de Cidades de Papel, certo? Errado! As motivações para os sumiços de Margo e Naomi não têm nada em comum. Enquanto John Green se propõe a contar uma história despretensiosa e poética de amor juvenil, Delevingne vai de alcoolismo a transtornos mentais. Suas metáforas, poucas e certeiras, não romantizam as situações.

Profunda em sua leveza, a escrita de Cara e Rowan empresta grande verdade à história. No ritmo da própria adolescência, os diálogos e os dilemas saltam às páginas, fazendo a trama avançar em tom de urgência. Apesar de não impressionar, o enredo investigativo tampouco decepciona, entrelaçando-se com o que há de melhor no livro: os personagens. Com suas explosões emocionais, Red, Leo e Rose em poucas páginas despertam empatia do leitor e tornam a história encantadora – mesmo que de maneira angustiante.

Em Jogo de espelhos há pouco espaço para o riso. Faz sentido: na juventude, não são raros os momentos que vivemos mergulhados no medo e no suspense. E isso de forma alguma torna o livro chato. Pelo contrário: através da escrita, Delevingne encontrou o caminho para a empatia, sentimento que tanto falta ao que a indústria do entretenimento tem produzido.

Alcoolismo, drogas, conflitos de sexualidade, ausência paterna, abusos, bullying, depressão… As figuras carimbadas do universo adolescente estão por toda a trama, mas escritas sob um olhar fresco que as afasta do clichê. Delevingne definitivamente não está preocupada em cumprir a check-list da duramente criticada geração mimimi. Nada soa forçado ou está para uma falsa militância. Acima de tudo, Jogo de espelhos traz conforto e inspiração àqueles que se sentem perdidos – para quem Cara dedica o livro.

*Pedro Martins descobriu a magia da leitura aos oito anos por meio dos livros de J.K. Rowling. Essa paixão o levou a ser gerente de conteúdo do Potterish.com e o empurrou em direção ao jornalismo, possibilitando-o escrever sobre literatura para diversos portais, do britânico The Guardian ao brasileiro Omelete.

testeComo a história real de uma mulher esquecida pelo tempo inspirou Mulheres sem nome

É difícil definir de onde vem a inspiração para novas histórias, mas Martha Hall Kelly consegue se lembrar exatamente do momento em que leu uma reportagem sobre Caroline Ferriday, uma ex-atriz da Broadway e socialite americana que trabalhava no Consulado da França em Nova York no ano em que o exército de Hitler invadiu a Polônia, 1939.

A história sobre Caroline era até então desconhecida para Martha. Na matéria, as fotos da bela casa com jardim onde a socialite havia morado despertaram sua curiosidade. Mas isso era apenas um pequeno detalhe que levaria a escritora a conhecer melhor a vida dessa mulher que lutou tanto em um dos períodos mais tristes da história.

Anos depois, Martha não conseguia esquecer o que havia lido e decidiu conhecer a casa de Caroline pessoalmente. Durante o tour pelo local, a autora descobriu que Caroline foi uma das responsáveis por denunciar os horrores cometidos em Ravensbrück, campo de concentração exclusivamente feminino localizado no norte de Berlim, durante a Segunda Guerra Mundial.

E foi assim, com um simples passeio, que surgiu a ideia de escrever Mulheres sem nome. Durante dez anos, enquanto ainda trabalhava como publicitária, a autora viajou pelos Estados Unidos e por várias cidades da Europa para entender melhor o que se passou em Ravensbrück. O objetivo de Martha era escrever um relato fictício, mas costurado por fatos históricos, sobre três mulheres muito diferentes que merecem ser lembradas.

Em Mulheres sem nome, Martha constrói um romance baseado em duas protagonistas que existiram de verdade — Caroline Ferriday e Herta Oberheuser — e em Kasia, livremente inspirada nos relatos das sobreviventes de Ravensbrück.  

Caroline Ferriday

A autora entrelaça as trajetórias dessas três personagens femininas fortes com os fatos da Segunda Guerra Mundial. No livro, Caroline Ferriday trabalha como voluntária no Consulado da França, quando, depois de invadir a Polônia, o exército de Hitler ameaça invadir a França, país do homem no qual Caroline está interessada.

Herta Oberheuser

Enquanto isso, a jovem polonesa Kasia Kuzmerick vê sua infância perdida quando é enviada para o campo de concentração de Ravensbrück. E é em Ravensbrück que a ambiciosa Herta Oberheuser encontra a oportunidade de trabalhar como médica- cirurgiã a serviço da Alemanha nazista e faz experiências terríveis com mulheres e crianças.

Com uma narrativa que atravessa várias décadas, lugares e histórias, Martha Hall Kelly escreve um romance capaz de mostrar o poder destrutivo da guerra na vida de todos que a viveram e dar voz a mulheres que foram esquecidas pelo tempo.

testePlaylist de Agora e para sempre, Lara Jean

Assim como os dois primeiros livros, Agora e para sempre, Lara Jean, desfecho final da série Para todos os garotos que já amei, também tem muitos cookies, músicas e filmes — tudo que a nossa encantadora personagem mais gosta. No terceiro livro, Lara Jean está apaixonadíssima pelo namorado, Peter, tem planos para o seu baile de formatura e ainda está organizando o casamento do pai.

 

 

Como são muitos acontecimentos importantes na vida de Lara Jean, Jenny Han não deixou de incluir boas músicas para embalar a história. Por isso resolvemos criar uma playlist, que você pode ouvir inteirinha no Spotify!

testeAmigos, amigos, livros à parte

Por Nina Lopes*

Duas mulheres fortes, inteligentes, bem-sucedidas, felizes no casamento, amigas e confidentes a vida inteira. Nada como ter uma melhor amiga, certo? Errado. A amizade de Erika e Clementine não passa de uma ilusão. As duas não poderiam ser mais diferentes: uma é obsessivo-compulsiva, certinha e organizada. A outra é mãe de duas meninas, destemida e bagunceira.

Ainda na infância, a mãe de Clementine (uma pessoa que acredita piamente na importância de atos de bondade, afinal não poderíamos esperar coisa diferente de uma assistente social) incentiva a filha a fazer amizade com a menininha esquisita da escola, a que brincava sozinha com formigas no pátio, tinha cabelo oleoso e picadas de pulga na pele. Traduzindo: o fim da sua reputação escolar. E essa linda (só que não) amizade continua firme com o passar dos anos, até quando as duas já estão adultas e construindo a própria família.

Por falar em família, Clementine é mãe de duas meninas fofas, mas Erika não tem filhos. Na verdade, sempre disse que não queria ser mãe. Até que tudo mudou. Depois de passar por onze tentativas fracassadas de fertilização in vitro, sua única chance é encontrar uma doadora de óvulos. E nada mais óbvio do que pedir isso à sua melhor amiga da vida toda, certo? Opa, espera aí, amizades de fachada são fortes o suficiente para não se abalarem com um pedido polêmico desses? Com os ânimos alterados, um acidente acontece nesse mesmo dia, e a culpa de Clementine pode influenciar sua decisão e seu futuro.

Esse é o mote para Até que a culpa nos separe, novo livro de Liane Moriarty, autora do maravilhoso Pequenas grandes mentiras, que virou série na HBO com ninguém menos que Nicole Kidman e Reese Witherspoon. Nicole e Reese, ou melhor, Celeste e Madeline também são melhores amigas (mas juro que essa é uma amizade genuína). Inclusive, elas abraçam Jane, uma jovem mãe que chega sem conhecer ninguém na cidade e precisa lidar com a acusação de que seu filho está praticando bullying na escola. Juntas, elas ficam mais fortes para enfrentar escândalos familiares e a crescente tensão entre o grupo de mães do colégio. Esse clima pesado acaba causando a morte misteriosa e contraditória de um dos personagens principais. Afinal, as três amigas foram as responsáveis ou as vítimas?

Sentindo-se culpadas pelo desfecho trágico, descobrimos que mesmo sendo tão próximas, elas nem sempre foram totalmente sinceras e preferem contar pequenas mentiras em vez de encarar de frente as dolorosas verdades que cada uma carrega.

Olha aí a semelhança entre as amizades a princípio tão diferentes dos dois livros de Liane Moriarty!

Amigas por afinidade ou por comodidade, as mulheres, em geral, têm dificuldade de expor suas dores e alegrias, mas sempre se apoiam quando a situação complica e descobrem que juntas fica mais fácil enfrentar qualquer embate.

Relacionamentos fortes ou frágeis, duradouros ou recentes, de fachada ou genuínos: existem vários tipos de amizade e todos ajudam a colorir nossa vida de uma maneira única. Como diz a própria autora, amizades podem durar a vida inteira. As estatísticas são melhores do que para relacionamentos amorosos. Antes de um amor, tenha um amigo. Vale o investimento.

*Nina Lopes é editora assistente no setor de ficção da Editora Intrínseca e é dessas que se apaixonam pelos personagens dos livros que lê.