testeConfirmada a sequência do filme Para Todos os Garotos que Já Amei

Os pedidos foram atendidos! Depois de centenas de cartinhas implorando pelo reencontro com Lara Jean, a Netflix confirmou que o filme Para Todos os Garotos que Já Amei vai ter uma sequência! As etapas de pré-produção já começaram, mas ainda não foram divulgados o enredo do novo filme nem a data de lançamento.

Embora não se saiba se a diretora Susan Johnson retornará para o segundo filme, os atores principais já foram confirmados, então preparem o coração, porque vai ter mais Lana Condor e Noah Centineo nas telinhas!

Inspirado no livro de Jenny Han, o filme estreou na plataforma de streaming em agosto desse ano e rapidamente se tornou o filme original Netflix mais assistido da história. A série possui três livros: Para todos os garotos que já amei, P.s: Ainda amo você e Agora e para sempre, Lara Jean.

testeSomos como as águas sob aquela ponte

Por Suelen Lopes*

(Fonte: Cmbynmonet)

É muito difícil admitir para nós mesmos e para o mundo que algo não pôde ser. Ou ao menos que não ocorreu exatamente do jeito que tínhamos planejado. E quando isso acontece na vida afetiva, em geral queremos desaparecer por um tempo, desejamos que as palavras sumam. Cada sílaba é um soco, uma lágrima, uma pressão no peito. Nisso somos todos bem parecidos: queremos que a dor passe. Dizem que o tempo cura tudo, mas o tempo também pode ser cruel.

Em Me chame pelo seu nome, André Aciman nos trouxe Elio e Oliver. Os dois nos fizeram mergulhar num mundo de descobertas, apreensões e deslumbramentos. A primeira paixão de Elio dialoga com algo muito íntimo em nós, e precisamos tomar fôlego e secar as lágrimas para seguir em frente. As inseguranças, obsessões e fantasias que o dominam poderiam ser nossas, são traços de uma relação tão intensa que jamais foi ou será esquecida.

Acompanhamos Elio como se caminhássemos por uma ponte. De um lado, temos os pés firmes no chão. Do outro, algo nos chama. Caminhar por essa ponte é apavorante, pois sabemos que o que há sob ela pode abalar estruturas, lançar sobre nós tudo o que nos desespera e, então, nos afogar. E cada um conhece muito bem os próprios medos. Justamente por isso, ninguém é o mesmo quando chega ao outro lado, e ainda se tornará muitos outros naquela vida prestes a começar. É bem possível que cruzemos essa ponte mais de uma vez. Várias vezes, aliás. A vida é implacável como o tempo.

Em Variações Enigma, André Aciman narra a trajetória de Paul, desde sua juventude, quando se apaixonou pela primeira vez na Itália, até seus relacionamentos caóticos, já adulto nos Estados Unidos. Há mais pontes. Caminhamos com ele em suas tentativas amorosas, deparamos com questionamentos que surgem quando estamos fora dos padrões e nos vemos diante da estranha e incômoda solidão que surge mesmo estando cercados de tantas pessoas e possibilidades. A imprevisibilidade dos acontecimentos e das pessoas nos marcam. Com Paul, constatamos como até mesmo o que não vivemos pode nos construir ou nos corroer. As questões se repetem, novidades chegam, a dor nos abraça, a alegria nos consola. Lidar com o outro é uma caixinha de surpresas, e nós mesmos nos tornamos outros a cada outro que encontramos. Portanto, somos também enigmas. Somos instáveis como as águas sob aquela ponte.

Trabalhar na edição de livros como Me chame pelo seu nome e Variações Enigma faz o tempo passar de um modo diferente. Continuamos lidando com toda a correria do dia a dia, reclamamos de problemas, mas esse novo tempo traz boas emoções à tona. E, no entanto, há sempre algo que dói. Fico extremamente tocada com o traço humano dos personagens de Aciman. Eles apresentam toda sua potência justamente quando assumem suas vulnerabilidades, suas dúvidas, seus sentimentos. A força deles está nesse movimento de se enxergar, de mostrar como amar não é apenas ver o outro. O tempo, de fato, nos dá aquele paliativo para que não lembremos quanto somos quebrados. Então enfaixamos nossas partes despedaçadas na esperança de que voltemos a ser completos.

“Meu lugar era ali, assim como meu lugar era este planeta e suas pessoas, mas com uma condição: sozinho, sempre sozinho”, diz Paul. Estar com o outro e também saber estar sozinho. Editar um livro tem seus momentos solitários. Claro que os colegas estão ali do lado, você pode falar das suas dúvidas e fazer comentários, mas quando editamos convivemos com o texto traduzido e com o original por meses, tomamos decisões, fazemos escolhas, pensamos e sentimos o que todo aquele conjunto envolve. E então nos despedimos, ficamos contentes de ver o livro chegar até vocês. Quando há comentários tão interessantes e emocionados dos leitores, como no caso de Me chame (e já alguns sobre Variações), a voz antes solitária parece enfim ganhar vida. Por isso fica aqui o meu agradecimento por ecoarem essas palavras, por não deixarem morrer as memórias dos dias que vivi junto desses livros, por apaziguarem qualquer crueldade do tempo. Obrigada por me fazerem sentir que ainda vale a pena cruzar essas pontes.

*Suelen Lopes é editora assistente de livro estrangeiros na Intrínseca. Gosta de chá, nuvens e francês, e acredita que dar voz à vulnerabilidade humana ainda vai mudar o mundo.

testeMulheres sem nome: a história por trás da História

Por Fabiane Pereira*

Mulheres sem nome é inspirado em (duas) histórias reais vividas no período da Segunda Guerra Mundial. Martha Hall Kelly passou vários anos pesquisando e viajando pela Alemanha, França e Estados Unidos para entender esse universo sombrio — e carregado de lembranças — da vida de mulheres que se encontraram no único campo de concentração feminino Ravensbrück, na Alemanha.

Antes de ler pensei que seria mais um livro sobre os (absurdos) atentados contra a humanidade comandados por Hitler, entre o final da década de 1930 e o início da década de 1940, mas Mulheres sem nome é um livro interessantíssimo, costurado por fatos históricos e personagens femininas empoderadas numa época em que empoderamento passava longe da teoria, mas era prática diária e garantia de sobrevivência.

Estamos acostumadas a ler a história das guerras sob a ótica masculina, mas, neste romance, a autora opta por uma narrativa carregada de detalhes nem um pouco piegas protagonizada por três mulheres num dos (recentes) momentos inexplicáveis da história — o cenário é o regime totalitário alemão, cujas atrocidades jamais encontraram justificativas —, e como a Segunda Guerra Mundial afetou diretamente a vida delas.  

A socialite nova-iorquina Caroline Ferriday está sobrecarregada de trabalho no Consulado da França, em função da iminência da guerra. O ano é 1939 e o Exército de Hitler acaba de invadir a Polônia, onde Kasia Kuzmerick vai deixando para trás a tranquilidade da infância conforme se envolve cada vez mais com o movimento de resistência de seu país. Distante das duas, a ambiciosa Herta Oberheuser tem a oportunidade de se libertar de uma vida desoladora e abraçar o sonho de se tornar médica-cirurgiã, a serviço da Alemanha. A história das três se cruzam no campo de concentração feminino de Ravensbrücke, de forma controversa em alguns casos, todas realizam seus desejos mais íntimos pela persistência.

Sabemos tão pouco sobre as mulheres que vieram antes de nós… A história é predominantemente masculina, por isso livros como Mulheres sem nome ajudam a preencher esta lacuna. Mas não pense que a leitura é fácil. Martha Hall Kelly não poupa detalhes nem ameniza algumas passagens estarrecedoras e isso acaba por nos remeter a imagens terríveis. Sabiamente, a autora estruturou o livro em capítulos narrados por cada uma das três protagonistas, o que permite que o leitor no auge do incômodo respire ao entrar em algum momento mais “leve” da vida de outra personagem.

Caroline Ferriday é o respiro a que me refiro acima. Suas angústias giram em torno do desejo de amar e ser correspondida — e isso a torna mais próxima dos leitores. “Desisti dos homens, Roger — declarei. Aos trinta e sete anos, havia me resignado a permanecer solteira“, diz Caroline logo no início do livro. Sua vida é marcada pela filantropia (ela ajuda franceses desalojados, refugiados europeus em busca de asilo e tem um Fundo para Famílias Francesas que auxilia órfãos que se perderam dos pais por qualquer razão) e pela paixão por Paul Rodierre, um ator judeu, francês e casado, que corresponde aos seus sentimentos, porém a guerra os separa por um longo período.

Mulheres sem nome

Inspirado em personagens reais da Segunda Guerra Mundial, "Mulheres sem nome" conta a história de três mulheres que foram esquecidas pelo tempo.Leia um trecho: http://bit.ly/2mnX1G9

Posted by Editora Intrínseca on Friday, November 24, 2017

 

Já Kasia Kuzmerick era uma adolescente apaixonada por Pietrik Baroski quando teve a juventude suspensa e os sonhos adiados por causa da guerra. Capturada como “espiã” pelos nazistas, viu sua vida e a vida de sua mãe e irmã mudarem completamente ao chegarem em Ravensbrück. As passagens de Kasia são as mais difíceis de serem digeridas pelo leitor. “Éramos como moscas presas no mel, vivas mas sem viver de fato“, diz em um dos momentos delicados do livro. Em outro, narra a forma como foi recebida no campo de concentração: “recolheram o que trazia comigo: um lenço, meu relógio, aspirina, os últimos vestígios de uma vida normal. E ainda raspou minha cabeça de modo indelicado.” E continua: “agiu sem nenhuma consideração com o fato de que eu era jovem e ela estava me violando de maneira irreversível. Tive pouco tempo para lamentar.” Talvez não tenham sido os sonhos o que a fez persistir, mas o ódio que passou a nutrir dentro de si. “Em certos dias, o ódio era a única coisa que me fazia seguir adiante“, conta.

Kasia foi transformada, contra sua vontade, numa “Coelha” devido aos experimentos da médica Herta Oberheuser, que servia ao Exército alemão. A Dra. Oberheuser chamava todas as mulheres de cobaias experimentais de Króliki, coelha em polonês. Essas mulheres — na verdade, jovens entre 15 e 20 anos que haviam sido presas por violarem regras de Hitler — eram vítimas de experiências com sulfonamida. Kasia e as muitas mulheres foram operadas como parte de uma complexa série de experiências médicas que replicava ferimentos traumáticos. A equipe comandada pela Dra. Oberheuser aplicava culturas de bactérias aos ferimentos para provocar gangrena gasosa, então administraram sulfa em algumas para provar uma teoria científica. O fato é várias se tornaram mancas e/ou aleijadas e pulavam pelo campo para poderem se locomover, daí serem chamadas de Coelhas.

Herta era uma mulher cujos princípios éticos tangenciavam a servidão inquestionável ao Estado alemão. “Era triste ver os bens de alguém serem levados daquela maneira, mas os judeus haviam sido alertados. Eles sabiam quais eram as exigências do Führer. Aquilo era lamentável, mas não era novidade, e era pelo bem da Alemanha“, comenta em um dos momentos que nos faz questionar como foi possível toda uma nação se enganar e concordar com o totalitarismo de Hitler. ” Hitler é a nossa esperança. Em pouco tempo, ele nos livrou das favelas. E precisa dominar. A Alemanha não pode prosperar sem ter para onde expandir. Ninguém devolverá as terras que perdemos“, acreditou Herta e outros milhares que embasaram as atrocidades cometidas pelo ditador alemão.

Há uma passagem de tempo, a guerra chega ao fim e a esperança volta a ter espaço na vida dessas mulheres que só sobreviveram graças a sororidade, conceito que naquela época nem sequer existia. Por terem umas às outras — sejam como amigas, irmãs ou na relação entre mãe e filha — como exemplos de coragem, as relações afetivas se fortaleceram a ponto de serem molas propulsoras de sobrevivência.

Mulheres sem nome é um livro feminista mesmo sem ter a pretensão de sê-lo. É uma história forte que nos faz agradecer o momento em que vivemos — por mais difícil que esteja sendo 2017 — e nos dá forças para lutar contra tudo aquilo que nos limita como ser humano. É um livraço! É a história por trás da História.

*Fabiane Pereira é jornalista, pós-graduada em Jornalismo Cultural pela ESPM e em Formação do Escritor pela PUC-Rio. É mestranda em Comunicação, Cultura e Tecnologia da Informação no Instituto Universitário de Lisboa. É curadora do projeto literário Som & Pausa e toca vários outros projetos pela sua empresa, a Valentina Comunicação. Foi apresentadora do programa Faro MPB, na MPB FM.

testeFilmes para quem gosta dos livros de Lara Jean

Lara Jean assiste a muitos filmes em Agora e para sempre, terceiro livro da série Para todos os garotos que já amei. Ela e Peter Kavinsky resolvem fazer uma maratona que consiste em títulos que ela escolheu, que ele escolheu (os preferidos de Peter, que Lara ainda não viu) e longas que ambos ainda não assistiram.

Inspirados por esse casal que amamos, fizemos uma lista com os melhores filmes para você maratonar nesse fim de semana. Separe a pipoca e confira!

 

Os românticos:

1) Gatinhas e Gatões (1984)

Na adaptação de Para todos os garotos que já amei, o contrato de namoro falso entre Lara Jean e Peter inclui assistir a Gatinhas e Gatões. Esse clássico dos nos 1980 foi dirigido por John Hughes, o grande nome dos filmes adolescentes da época. Ele conta a história de Sam, uma menina que está completando 16 anos, mas ninguém lembra. Além de ter o aniversário esquecido, ela ainda precisa lidar com sua paixão por Jake Ryan, um dos meninos mais lindos da escola. Sabe a cena da mão no bolso de trás da calça? Foi inspirada nesse filme!

“Ele nem deve saber que eu existo”.

 

2) Sintonia de Amor (1993)

Preferido de Lara Jean, esse clássico estrelado por Tom Hanks e Meg Ryan mostra como dois estranhos se aproximam graças a um programa de rádio. Depois da morte de sua esposa, Sam muda-se para Seattle com o filho Jonah. Enquanto Sam fala sobre seus sentimentos no rádio, a repórter Annie se apaixona por sua voz. Mesmo estando noiva, Annie resolve arriscar e o convida para um encontro.

 

3) Aconteceu Naquela Noite (1934)

Esta comédia romântica foi o primeiro filme a conquistar as cinco categorias mais importantes do Oscar: melhor filme, diretor, ator, atriz e roteiro. Na história, Ellie Andrews, a filha de um milionário, foge de casa quando seu pai não permite que ela se case com seu pretendente. Na fuga, ela conhece Peter Warne, um charmoso jornalista desempregado, e os dois se tornam próximos. De forma relutante, Ellie aceita a ajuda do jornalista.

 

4) O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)

Está aí uma história perfeitamente encantadora para quem ama os livros de Jenny Han. A romântica Amélie é uma jovem do interior que se muda para Paris e logo começa a trabalhar em uma cafeteria. Num belo dia, ela encontra uma caixinha dentro de seu apartamento e decide procurar o dono. A partir daí, sua perspectiva de vida muda radicalmente.

 

5) Mensagem para Você (1998)

A dupla Tom Hanks e Meg Ryan aparece novamente nesta comédia romântica de 1998. Dona de uma pequena livraria, Kathleen Kelly odeia Joe Fox, proprietário da gigantesca rede de livrarias Foxbooks. Quando os dois se conhecem pela internet, iniciam um romance on-line intenso e anônimo. Um dia, Joe fica sabendo que a encantadora correspondente é sua rival de negócios.

 

Os que tiram o fôlego:

1) Clube da Luta (1999)

A primeira regra é: nunca fale sobre o Clube da Luta. Mas a gente precisa falar sobre ele, afinal, essa lista não estaria completa sem um dos filmes preferidos do Peter Kavinsky. Inspirado no livro de mesmo nome, o longa é dirigido por David Fincher e estrelado por Edward Norton, Brad Pitt e Helena Bonham Carter. Na produção, Jack, um homem insatisfeito com sua vida, acaba mergulhando em um mundo totalmente inesperado após conhecer o estranho e misterioso Tyler Durden.  

 

2) Aliens, o Resgate (1986)

Depois de um sono de cinquenta e sete anos, a única sobrevivente (Sigourney Weaver) de uma tragédia espacial descobre que o planeta onde ocorreu o desastre com sua nave foi colonizado. Ela então decide retornar para salvar as setenta famílias lá existentes. Porém, mesmo equipados com as armas mais modernas existentes eles não são páreo para as centenas de alienígenas que invadiram a colônia. O filme ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais.

 

3) Duro de Matar (1988)

Mais um clássico para a lista. “Duro de matar” foi um dos primeiros longas a alçar Bruce Willis à fama mundial. Na trama, o policial nova-iorquino John McClane participa de uma confraternização de fim de ano na sede da empresa japonesa em que a esposa trabalha quando a festa é interrompida por terroristas que invadem o edifício de luxo. McClane não demora a perceber que não há ninguém para salvá-los, a não ser ele próprio. Este é “O” filme para quem gosta de muita ação.

 

Os irreverentes:

1) O Silêncio dos Inocentes (1991)

Vencedor de 5 Oscar, esse clássico de suspense é o primeiro filme sobre o assassino Hannibal Lecter. Clarice Starling, uma das melhores estudantes da academia de treinamento do FBI. Ela é convocada para entrevistar o Dr. Hannibal Lecter, um psiquiatra brilhante e também um psicopata violento, que cumpre prisão perpétua por vários crimes de assassinato e canibalismo. Crawford acredita que Lecter pode dar uma contribuição valiosa em um caso e que Starling, uma mulher jovem e atraente, pode ser a isca para atraí-lo. O filme rendeu a Anthony Hopkins o Oscar de Melhor Ator.

 

2) Romeu + Julieta (1996)

Leonardo DiCaprio e Claire Danes estrelam esta adaptação moderna da clássica tragédia romântica de Shakespeare. Nesta versão, os Capuletos e os Montéquios são duas gangues rivais. Romeu vai a um baile de máscaras organizado pelo pai de Julieta, e ele e a jovem se apaixonam perdidamente.

 

3) As Virgens Suicidas

Primeiro longa-metragem de Sofia Coppola, narra a história de cinco irmãs, as Lisbon, que moram em uma casa simples de subúrbio, em meados dos anos 70, nos Estados Unidos. Seus destinos se entrelaçam ao dos meninos da vizinha, todos obcecados por elas. A vida das irmãs é marcada por amor e repressão, fantasia e terror, sexo e morte, memória e desejo. Esta é uma história de mistério, que aborda os segredos dos adolescentes americanos.

testeBox de Para todos os garotos que já amei chega às livrarias em setembro

Depois de tantos pedidos, temos uma novidade: vamos publicar o box da série Para todos os garotos que já amei. O box com a trilogia completa incluindo os livros Para todos os garotos que já amei, P.S.: Ainda amo você e Agora e para sempre, Lara Jean e pôster exclusivo com autógrafo da autora para os fãs brasileiros chega às livrarias em setembro para celebrar a participação da autora Jenny Han na Bienal do Livro Rio.

Para todos os garotos que já amei conta a história de Lara Jean, uma garota romântica, descendente de coreanos, apaixonada por doces e que gosta de escrever cartas secretas para suas paixões. 

Lara Jean não tem coragem de se declarar e prefere manter essas cartas em segredo. Porém, um dia, elas são enviadas misteriosamente para os destinatários e agora todos vão saber o que ela sempre tentou esconder.

O primeiro livro da série será adaptado para os cinemas com Lana Condor, de X-MenApocalipse, e John Corbett, de Casamento grego, no elenco.

testeLançamentos de junho

Confira as sinopses dos lançamentos do mês: 

Até que a culpa nos separe, de Liane Moriarty — No novo livro da autora de Pequenas grandes mentiras, obra que inspirou a série Big Little Lies, a história começa com um convite inesperado para um churrasco de domingo em Sydney, na Austrália. Três famílias resolvem passar uma tarde tranquila em uma bela casa sem imaginar como suas vidas mudariam para sempre a partir daquele dia.

Sem conhecer direito os anfitriões, Clementine, uma mulher casada e com duas filhas, está com a amiga de infância, Erika, quando um episódio assustador acontece no evento. [Saiba mais]

 

 

Dias bárbaros, de William Finnegan Vencedor do Pulitzer de Biografia de 2016,  a obra é uma autobiografia de William Finnegan, jornalista da The New Yorker, que viajou o mundo em busca das melhores ondas. Amante de livros e de aventuras, Finnegan se tornou escritor e correspondente de guerra. No livro, ele conta a sua trajetória no surfe, as histórias da época em que pertencia a uma gangue de meninos brancos no Havaí, a loucura dos jovens nos anos 1960, as viagens e outras experiências que viveu por causa do esporte. [Saiba mais]

Apenas uma garota, de Meredith Russo Tudo que Amanda mais quer é viver como uma garota comum. Prestes a entrar na vida adulta, ela mudou de cidade após passar pela cirurgia de mudança de sexo e agora está buscando a afirmação de sua identidade.  Embora acredite firmemente que toda mudança traz a promessa de um recomeço, ela ainda não se sente livre para criar laços afetivos — até conhecer Grant, um garoto diferente de todos os outros.

Em seu romance de estreia, a autora retrata a transição de uma adolescente transexual,  parcialmente inspirada nas próprias experiências. [Saiba mais]

 

Geekerela, de Ashley Poston — Quando Elle, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de morrer, o pai lhe transmitiu a paixão por aquele verdadeiro clássico da ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca ouviram falar da série. [Saiba mais]

O divertido romance traz a clássica história de Cinderela para os dias de hoje e aborda temas como internet, independência da mulher, indústria do cinema e cultura nerd.

As Mães, de Brit Bennett — Em uma comunidade negra e cristã dos Estados Unidos, Nadia, uma garota bonita, obstinada e ainda marcada pelo recente suicídio da mãe, será a primeira da família a cursar uma universidade, mas, antes de deixar sua cidade natal, ela se envolve com o filho do pastor da igreja. Os dois são jovens e não oficializam o relacionamento, mas o segredo que resulta desse romance terá consequências maiores do que eles imaginam.

Anos depois, eles ainda vivem à sombra das escolhas da juventude e da insistente dúvida: e se tivessem feito diferente? As possibilidades do caminho não tomado se tornam uma sombra implacável. [Saiba mais]

Robô selvagem, de Peter Brown — Roz é uma robô que, ao abrir os olhos pela primeira vez, se vê sozinha em uma ilha. Ela não tem a menor ideia de como foi parar ali, mas está programada para sobreviver. Tudo parece melhorar quando Roz consegue, aos poucos, se aproximar dos bichos e criar um elo com um filhote de ganso abandonado. Mas sua natureza é diferente, e o misterioso passado da robô, que a levou até ali, está prestes a retornar para assombrá-la. [Saiba mais]

Peter Brown é autor também de Minha professora é um monstro (Não sou, não) e Sr. Tigre solto na selva.

Eu sei onde você está, de Claire Kendal— Rafe está em todos os lugares, sempre atrás de Clarissa. Ele vai encontrá-lo na estação de trem, no portão do prédio onde mora, e as suas mensagens lotam a secretária eletrônica dela. Desde a noite que passaram juntos, Clarissa se vê numa armadilha da qual não consegue escapar. [Saiba mais]

testeAssista à cena exclusiva de Antes que eu vá

A surpreendente história de Samantha Kingston, uma garota que achava que levava uma vida perfeita até ter que reviver o dia de sua morte sete vezes (é isso mesmo!), chega aos cinemas na próxima semana, dia 18 de maio!

Inspirado no romance de Lauren OliverAntes que eu vá será protagonizado por Zoey Deutch (Vampire Academy). Dirigido por Ry Russo-Young, a produção conta com a participação de Halston Sage (Lindsay), Kian Lawley (Rob), Logan Miller (Kent), Cynthy Wu (Ally), Elena Kampouris (Juliet Sykes) e Medalion Rahimi (Elody) no elenco.

Para celebrar o lançamento do filme, a edição especial do romance já chegou às livrarias com capa inspirada no pôster do filme, dois contos inéditos que exploram a vida de Samantha antes dos acontecimentos do livro e uma entrevista da autora com a diretora e a protagonista da adaptação.

>> Mergulhe na história de Antes que eu vá (com playlist)

testeA vida de Anthony Doerr antes de Toda luz que não podemos ver

*Por Nina Lua

Ainda me lembro do meu primeiro mês no Rio de Janeiro: era fevereiro, estava quente, eu morava de favor e sentia uma saudade imensa de casa. Vim para o Rio para fazer faculdade, e lá se vão quase dez anos. Quatro estações em Roma se passa no ano da minha vinda para o Rio e também fala de uma mudança de cidade: Anthony Doerr — que à época ainda não era um autor best-seller e famoso mundialmente — ganha uma bolsa para morar um ano em Roma se dedicando à escrita. Nenhuma outra exigência: ele recebe um apartamento e um estúdio na Academia Americana de Artes e Letras, além de uma bolsa mensal, para ficar por lá escrevendo. Mas nem tudo é tão simples… Doerr e a esposa acabaram de ter gêmeos. De qualquer forma, a oportunidade é boa demais para recusar. Assim, lá vão os pais de primeira viagem e os bebês, rumo à Itália.

Crédito: Anthony Doerr

Doerr sente um misto de encanto e estranhamento com a nova vida. Em primeiro lugar, porque sai de Boise, uma cidade nos Estados Unidos com cerca de 200 mil habitantes, fundada em 1862, e vai parar em Roma, que tem quase 3 milhões de habitantes e ninguém sabe ao certo quando foi fundada — estima-se que em 800 a.C., mas até isso dá margem discussão. Eu também saí de uma cidade relativamente pequena (Petrópolis) ao vir para o Rio, então entendo bem quando Doerr fala sobre a estranheza que sente em relação à quantidade de carros nas ruas, à confusão dos pedestres, à mistura geral de coisas que parecem desconexas.

Outros estranhamentos dele são bem americanos: ele acha engraçado que os legumes e as verduras sejam vendidos na feira, e não no supermercado; acha curiosíssimo que os italianos fiquem encantados com seus bebês gêmeos e façam gracinhas para eles; e não entende muito bem a existência de açougue, padaria, mercearia etc., tudo separado.

Talvez todas as novidades sejam um pouco imobilizadoras, ou talvez isso seja comum para os escritores, mas o fato é que, quando se vê sem nada para fazer além de escrever, Doerr acaba não conseguindo escrever muito. Ele chega em Roma já com um esboço do que se tornaria Toda luz que não podemos ver, mas o romance acaba saindo só sete anos depois.

A demora compensa: o livro ganha um dos prêmios literários mais importantes do mundo — o Pulitzer —, vira um best-seller e é lançado em vários países. Entre eles o Brasil, onde foi publicado pela Intrínseca. Com o sucesso de Toda luz que não podemos ver, que já vendeu mais de 130 mil exemplares por aqui, a editora decidiu publicar o livro de memórias do autor em que ele relata o ano que passou em Roma. E foi assim que Quatro estações em Roma me encontrou no Rio de Janeiro, quase dez anos depois de Doerr ter voltado da Itália para os Estados Unidos e quase dez anos depois de eu ter vindo me aventurar por aqui. Não acredito em destino, mas não posso negar que a vida é cheia de coincidências.

* Nina Lua é editora assistente de livros estrangeiros da Intrínseca e ainda está se adaptando à vida na metrópole.

testeA incrível playlist de Big Little Lies

O elenco de Big Little Lies, série inspirada no romance Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, chamou a atenção logo quando foi anunciado. Com Nicole Kidman, Reese Witherspoon e Shailene Woodley nos papéis das protagonistas da história, a adaptação já tinha tudo para conquistar o público. Porém ninguém imaginava que a trilha sonora também ganharia notoriedade.

O diretor Jean-Marc Vallée e a supervisora Sue Jacobs criaram uma identidade musical que garante a tensão de cada episódio. “Big Little Lies é sombria e tem uma história muito pesada, por mais que na superfície tudo pareça muito bonito. A maneira como a câmera se move e como a música se molda através dela é nada mais que usar a própria música como recurso narrativo”, contou em Sue.

Alabama Shakes, Leon Bridges, Villagers, Sade, Frank Ocean, Elvis Presley, Charles Bradley foram alguns dos escolhidos para embalar a série sobre três mulheres que aparentemente têm uma vida perfeita em uma pequena cidade litorânea.

Escute a playlist: