teste6 dicas para identificar um relacionamento-furada

Todos os relacionamentos são únicos. Cada um tem sua esquisitice e tudo bem. Vamos combinar que no início enxergamos tudo como se tivéssemos atingido a felicidade absoluta, mas o tempo passa e começamos a perceber problemas que podem piorar se jogarmos para debaixo do tapete. 

Para não cair numa furada, listamos algumas dicas da nossa conselheira Isabela Freitas, autora de Não se apega, nãoNão se iluda, não Não se enrola, não. Se você se identifica com um ou mais tópicos dessa lista, talvez seja a hora de seguir em frente e partir para outra:

 

1- Você precisa dar um gelo para que a outra pessoa repare em você.

 

Temos uma notícia: talvez essa pessoa não se importe tanto assim, e não sinta falta de ter aquelas longas conversas ou de virar a noite com você.

 

2- A pessoa diz que seus sonhos são impossíveis.

NÃO! Não acredite nisso. Você é uma pessoa ótima e não deixe que te desmotivem. As pessoas que dizem isso são aquelas que não têm capacidade de sonhar.

 

3- Tem ciúme e desconfiança.

Quando a pessoa desconfia de você ou fala mal dos seus amigos, fique alerta: ciúme não segura ninguém ao seu lado. Pelo contrário.

 

4- Nem todo mundo que sorri para você é alguém que mereça seu carinho.

A carência impulsiona a loucura. Nem todo mundo é tão legal assim e está disposto a agarrar todas as chances que você der. Se não agarrou de primeira — no máximo de segunda —, desista.

 

5- Pare de tentar justificar as atitudes ruins do outro.

Por mais que a gente tente se blindar, é preciso encarar a realidade, que às vezes é bem cruel.
E por último, mas não menos importante…

 

6- Não insista em algo que não dá certo.

Fazer isso é o mesmo que dizer a si próprio: “Não sou capaz de ter algo melhor”. Mas sabe de uma coisa? Você é capaz, sim!

testeCoisas que nunca te disse

Otis Redding cantava Stand by me no volume mais alto que o nosso rádio mono permitia, Robert Redford era o homem mais lindo do mundo e eu gostava de imaginar que você se parecia com ele. Vinte e cinco anos depois, nada me parece mais distante da realidade. Talvez eu gostasse de pensar assim porque se você fosse Redford, Frank Sinatra ou Warren Beatty eu poderia ser Mia Farrow. Ou Natalie Wood. Ou Faye Dunaway.

Cortei o cabelo curtinho, igual ao da Mia, para me sentir como uma estrela de cinema. O amor é assim. Eu tinha um marido bem-sucedido, morava na Zona Sul, e agora me parece impossível entender como passei incólume pelo AI-5, pelos amigos de colégio que desapareceram, pelas marchas nas ruas. Almoço, jantar, cuidados com o filho pequeno, babá para ir ao cabeleireiro, três matérias na faculdade para me sentir útil.

Os sinais de que não éramos perfeitos eram abafados assim que surgiam. Lembro-me de ter ficado furiosa quando você me disse que Bob & Carol & Ted & Alice era uma pouca-vergonha. Acabei acreditando que estava errada, que uma esposa não deveria levar o marido para assistir a um filme como esse. Mas, quando você saiu no meio de Taxi driver, finalmente entendi. A ambiguidade o assustava.

Lutar por algo abstrato, que não virasse apartamento, carro ou casa em Petrópolis, estava além de sua compreensão. Seu irmão foi preso, exilado e, mesmo em uma situação de muito pouco risco, você negou abrigo quando ele voltou ao Brasil. Era 1978. Depois de sete anos sem vê-lo, você preferiu colocá-lo num hotel. Eu e Otávio fomos visitá-lo sozinhos.

Quanto medo: grades na janela para se proteger de bandido, secretária para filtrar as ligações, um muro de indiferença para não ter de lidar com o filho. Máscaras de realidade: jogo de golfe, almoço no Jockey Club, cigarros cubanos, vestidos caros, Bourbon doze anos, carpete novo, papel de parede com estampas florais, sorrisos falsificados, fotografias em belos cenários.

Cabem tantas palavras no espaço das coisas que eu nunca lhe disse… Mas agora que estamos próximos, aqui nesta noite quente de festa, dez anos depois da última vez que nos falamos, algo me impede. Não quero quebrar o silêncio. De uma maneira estranha, quero poupar você. Eu poderia dizer coisas horríveis sobre sua nova esposa, só que nem penso que ela seja tão ruim assim. É adequada. Parece uma boa pessoa, posso vê-la de longe, nos acompanhando. Percebo ciúme, apego e temor.

A pista de dança está vazia. Uma espécie de sineta toca. É assim que começa Under the boardwalk. Você gostava que eu lhe ensinasse inglês traduzindo essa música. Era uma das nossas músicas. Tão curtinha. Dois minutinhos só. Então você faz o inesperado e quebra o silêncio.

— Você quer dançar? — pergunta-me.

Eu estendo minha mão em sua direção. Uma canção boa é sempre boa. E dança é muito diferente de sexo: é bem mais difícil encontrar quem saiba dançar de verdade. Estamos perto dos cinquenta anos, meio gastos, e imagino por um segundo que somos astros de cinema que envelheceram bem. Não chegamos a ser Paul Newman e Joanne Woodward. Nem de longe. Mas tudo bem.

Enquanto você me conduz, sinto seus braços e entendo que nossa existência simples foi, durante um bom tempo, feliz. Porém, a vida fora das telas de Hollywood é assim: um dia, de repente, deixa de ser perfeita, de ser fácil. Os últimos acordes dessa canção, tão definitivos, me retiram dos devaneios adolescentes e me arremessam diretamente para o que sou hoje.

Eu escolhi a verdade. E, mesmo que tivesse a chance de voltar atrás, rodopiar pelo salão com você me fez compreender que alguns instantes no passado são suficientes para mim. Enfrentei as pedras e tempestades que a vida me jogou. Eu vi o mundo exatamente do jeito que ele é, feio e lindo ao mesmo tempo. É complicado, é ambíguo. Prefiro assim.

Não quero perder tempo nem explicar nada a você. Jamais me entenderia. Aceito isso também.

testePlaylist de P.S.: Ainda amo você

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Lara Jean está mais madura em P.S.: Ainda amo você, continuação de Para todos os garotos que já amei, mas continua uma menina sonhadora e apaixonada pelo amor. Para embalar a leitura do romance, nossa equipe preparou uma nova playlist com músicas que expressam os sentimentos da personagem.

Taylor Swift, queridinha da autora Jenny Han, One Direction, Julie Andrews, The Archies, Maroon 5 e muito mais!

Escute aqui!

testeConselhos sentimentais para Lara Jean

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Lara Jean é uma garota apaixonada pelo amor. Sonhadora, seus romances sempre foram idealizados e nunca aconteceram de verdade. Os relacionamentos se passam apenas na sua cabeça e nas cartas secretas que ela escreve para os garotos por quem se interessa. Até que um dia essas cartas, seus bens mais preciosos, vão parar nas mãos dos respectivos destinatários; e é justamente esse episódio do acaso que vai dar a Lara Jean a chance de viver um romance pela primeira vez.

Mas todo mundo que já se apaixonou sabe que na vida real as coisas costumam ser um pouquinho diferentes dos nossos sonhos, e é aí mesmo que mora o problema: encarar um romance de verdade traz muitas coisas boas, mas também nos deixa expostos às nossas fragilidades.

Idealização, paixão, engano, confusão mental, insegurança, ciúme e até algumas lágrimas devem sempre ser levados em conta quando embarcamos numa história de amor. E, embora Lara Jean atravesse todas essas etapas em Para todos os garotos que já amei,  P.S.: Ainda amo você e Agora e para sempre, Lara Jeanuma história de amor não precisa ser angustiante ou desesperadora.

Para aquietar as dúvidas que pulsam no coração dessa doce protagonista, nossa equipe de Ficção Jovem resolveu dar uma ajudinha e imaginou o que alguns de nossos personagens aconselhariam a Lara Jean.

Confira!

testeHá abismos entre o amor e o afeto

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Deitados tão próximos quanto humanamente possível, braços e pernas entrelaçados, Júlia e Inácio sabiam que era o fim. A noite caía devagar. O domingo estava quente e o apartamento espartano, quase sem móveis, tão vazio que as vozes ecoavam. Para guardar segredos era preciso sussurrar.

Em silêncio, quase nus, pensavam a mesma coisa: queriam ter dois ou três grandes amores na vida. Ela, porque, do alto dos seus vinte e três anos, tinha certeza de que Inácio era o seu primeiro amor. Ele, porque tinha certeza de que Júlia não tinha sido um deles. Há abismos entre o amor e o afeto.

Júlia sabia que Inácio sentia por ela um afeto especial. Talvez isso fosse suficiente para muita gente, mas, para ela, não. Por mais que o amasse, ao olhar-se no espelho, encarando seus olhos enormes e expressivos, pensava que merecia mais. Já havia deixado muito tempo passar.

O fato de Inácio simplesmente gostar dela era, na verdade, pior. Sentia-se comum. Esperava que isso mudasse, mas nada aconteceu. Em Júlia, ele despertava um sentimento único — e era exatamente o que ela queria dele.

Baby estava longe, a milhares de quilômetros de distância. Mas ali no escuro, com Júlia, era nela que Inácio pensava. Ele desconversava cada vez que alguém mencionava seu grande amor e, por respeito, jamais falou sobre ela para Júlia.

É claro que a namorada percebia que alguma coisa o mantinha distante, mas ele achava inútil, além de cruel, choramingar sobre o passado justamente com quem estava a seu lado. Baby, de alguma forma, também estava por perto. Lembrou-se daquele dia em que foram a Jacarepaguá de Fusca. Janeiro de 1980, tinha dezesseis anos. Recordar tão vividamente uma noite de oito anos antes era patético.

Inácio desejou desesperadamente que o silêncio fosse quebrado, ainda que não quisesse ser o primeiro a dizer qualquer palavra. O telefone poderia tocar se houvesse um aparelho no apartamento. Mas ele não tinha dinheiro para entrar na lista de espera da Telerj. Mal ganhava para pagar o aluguel e comer. Ficou quieto.

Júlia tinha dificuldade para dormir e costumava passar um tempo estudando o rosto de Inácio depois que ele adormecia. A cabeça dele pesava e pendia para o lado. A expressão ficava séria, como se estivesse pensando em algum problema de matemática. Ela sentia um aperto no coração enquanto ele dormia. Todo insone morre de medo de ficar sozinho.

A claridade da rua fazia sombras no rosto dele. Esperou cinco, talvez dez minutos, para tirar o braço preso sob o corpo de Inácio antes de afastar-se. Júlia lembraria aqueles minutos, o movimento da respiração no peito dele; a graciosidade dos poucos pelos no centro dos peitorais. Uma brisa morna vinha de fora. Sinal de chuva. Apressou-se em colocar o vestido branco — lembraria para sempre que era branco. Pensou que sofrer fosse ruim, mas sofrer encharcada seria demais. Tinha dinheiro que dava para pagar um táxi e chorar no colo da mãe.

Júlia reconstituiria inúmeras vezes os detalhes de sua fuga silenciosa: como tocou Inácio e sentiu os contornos de seu rosto com as pontas dos dedos, abriu a porta devagar para não fazer barulho, desceu quatro lances de escada com os tamancos de madeira nas mãos, tentou disfarçar o choro dentro do táxi e ignorou o gracejo do motorista.

Para Inácio, anos depois, o fim com Júlia seria um ponto indefinido. Jamais conseguiria lembrar se tudo teria sido fruto de uma discussão num bar — de fato, haviam se desentendido algumas semanas antes — ou se apenas decidiram ser bons amigos numa conversa amigável, que jamais existiu.

Caso se encontrassem aos quarenta anos, Júlia ficaria abalada mesmo que o tempo tivesse sido impiedoso com Inácio. Ele a encararia de forma generosa — como faz com todos — e provavelmente a acharia bonita, elogiaria suas escolhas profissionais e a família sólida construída. Trataria a ex com o afeto que se guarda por uma velha amiga. E, sem saber, a magoaria outra vez.

testeCinco livros para seguir em frente

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Todo mundo já sofreu por amor algum dia. Chorar, ouvir músicas tristes, pedir conselhos aos amigos e ter vontade de ligar para o ex são coisas que fazem parte da rotina de quem acabou de terminar um relacionamento. Para ajudar nesse momento tão delicado, listamos alguns livros que mostram que é possível desapegar, viver novas histórias e até mesmo amar de novo.

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Para aqueles que precisam desapegar do passado e esquecer…

Não se apega, não, de Isabela Freitas — Tudo começa com um ponto final: a decisão de terminar o namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque eles formavam um casal perfeito! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, com as tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.

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Para os que precisam superar o luto…

Depois de você, de Jojo Moyes — Na continuação de Como eu era antes de você, Lou está morando em Londres e trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, ela cai do terraço. O acidente a obriga a voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.

Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

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Para os que sofrem com encontros furadas…

Não sou uma dessas, de Lena Dunham — A criadora, produtora e protagonista da série Girls, exibida pela HBO, abre o jogo e fala sobre as suas escolhas, seus ex-namorados, sobre sexo e a luta para conseguir ser respeitada na carreira. Lena revira o seu passado e faz um balanço sobre relacionamentos e experiências. De maneira bem-humorada, conta como os seus encontros fracassados e ex-namorados babacas a ajudaram a se tornar uma mulher mais forte aos vinte e poucos anos.

Para os que estão cansados de sonhar e quebrar a cara…

Não se iluda, não, de Isabela Freitas — A segunda obra da autora não só dá sequência às histórias de Não se apega, não, como também traz 20 regras para as pessoas que não querem mais se iludir.

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Para os que estão vivendo o fim de um relacionamento longo…

Nós, de David Nicholls — Douglas é um bioquímico de 54 anos, casado com Connie e pai de Albie, um jovem que acabou de entrar para a faculdade. Certa noite, ele é acordado pela esposa, que decide pedir o divórcio. Porém, eles estão prestes a embarcar em uma viagem em família pela Europa. Com a mesma sensibilidade que construiu o best-seller Um dia, David Nicholls faz uma irresistível reflexão sobre o que acontece no fim de um relacionamento.

 

testeAbrace sua insegurança

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Ah, a tal da insegurança! O medo de não ser aceita, de não ser suficiente, de não atender às expectativas dos outros…  Estou sempre me cobrando: do momento em que acordo e me olho no espelho até a hora em que repouso a cabeça no travesseiro e me entrego ao mundo dos sonhos.

Esses dias divulguei a capa de Não se iluda, não (meu novo livro que dá continuação à história de Não se apega, não) em minhas redes sociais e a resposta foi estrondosa. E quando digo estrondosa, eu me imagino com todas as pessoas que comemoraram o anúncio dentro do Maracanã lotado gritando GOL! Foi esse o sentimento que me invadiu. O de que todos estávamos comemorando uma conquista minha, NOSSA. Fiz o gol e o dediquei a vocês. E em troca ganhei um arrepio na espinha que talvez eu nunca consiga esquecer.

É. Eu nunca vou esquecer.

Um dia me disseram que eu nunca escreveria um livro. Depois que o primeiro foi lançado, disseram que tudo bem, eu havia escrito um livro. Mas que seria só esse. E é bem provável que depois do segundo eu vá ouvir algo do tipo “Ah, foram só dois. Ela não vai conseguir mais.” E tudo bem, tudo bem mesmo. Porque essas críticas só me incentivam a ser cada vez melhor. Não para provar algo a alguém, mas por mim. Quero mostrar a mim mesma do que sou capaz. E que sou capaz de muitas coisas.

Não quero alardear minha felicidade — vai que a inveja está lendo esse texto?! Brincadeiras à parte, hoje posso dizer que sou muito grata a todos que me acompanham e que me dão forças quando acordo me sentindo a garota mais insegura do mundo. É bom quando alguém confia no seu potencial, mesmo que você própria não tenha tanta certeza assim. Sempre que começo a vacilar na corda bamba, me seguro em vocês e sei que vai ficar tudo bem. E fica.

Essa semana a pré-venda on-line de Não se iluda, não vai começar! Quem comprar na pré-venda receberá o livro e vai conhecer as novas aventuras de Isabela antes de todo mundo. Espero que gostem. Espero que eu consiga atender às expectativas de vocês. Espero ouvir de novo aquele grito estrondoso de GOL no Maracanã lotado.

testeDIÁRIO DE ISABELA FREITAS

saudade

Se existe algo que dói mais que saudade, por favor, eu não quero conhecer. Saudade dói, machuca, destroça. Aperta o peito e não nos deixa respirar. Não importa de quem seja… De uma amiga que não conversamos mais, de alguém que não podemos alcançar, de um amor que já se foi. Tudo passa. Os momentos passam, as pessoas passam, mas a saudade fica. Ela insiste em ficar, insiste em doer, insiste em lembrar.

Não adianta correr: a saudade vai te encontrar. Tento desesperada fugir dos sentimentos, fingir que não lembro, fingir que nunca te conheci. Mas ela vem, é claro que vem. A saudade vem me lembrar o quanto fui feliz ao seu lado, a saudade faz questão de mostrar que sem você nada tem graça. Olho todos os rostos procurando por você, admiro sorrisos pensando em como eles não brilham tanto quanto o seu. Cadê você, hein? Me deixou sozinha com ela. Você se foi e só ficou a saudade.  Só ficou sua voz na minha cabeça dizendo todas aquelas besteiras que eu tanto amava. Só restou algumas fotos rasgadas e memórias falhas. De você só ficou a saudade. Doendo, me matando, me lembrando. Me lembrando que você se foi.

Sinto saudade até do que nunca existiu, do que nunca vai existir. Sinto saudade de momentos que criei em minha mente perturbada, mas que nunca aconteceram. Nunca vão acontecer. Sinto saudade de sonhar com possibilidades, de esperar por algo. Hoje sei que não é mais possível.  Sinto saudade do seu cheirinho no meu casaco, dos seus abraços fortes que tanto me confortavam e dos seus beijos que eu nunca quis que terminassem. Mas terminaram. E eu só posso aceitar, seguir em frente, esquecer. Aceitar, tudo bem; seguir em frente, até vai. Mas esquecer é pedir demais. Acho que momentos bons deveriam existir pra sempre, pelo menos em nossas memórias. Dói demais, eu sei que dói. Mas são necessários para nos lembrar o quanto fomos felizes um dia. E mais ainda, são necessários para nos encorajar a criar novas lembranças.

 

testeDiário de Isabela Freitas

ciume

“O ciumento passa a vida tentando descobrir o segredo que irá destruir a sua felicidade.” 

Desde que li essa frase em algum canto de página perdido, minha vida mudou – para melhor. Sabe, ciúme é uma coisa perigosa. Se não soubermos como lidar com esse sentimento que tanto nos assombra, podemos colocar tudo a perder. O ciúme é nada mais que desconfiar se você é capaz de fazer o outro feliz. Estou errada?

Começamos um relacionamento e tudo é perfeito até o momento em que vemos a outra pessoa olhando para o lado. Mas e aí? Você vai dar um escândalo, chorar e brigar porque ele está olhando para outra pessoa? Fala sério, isso é hipocrisia. Nós gostamos do que é bonito. Música, arte, filme, seriado, comida, pessoas. Tudo aquilo que tem uma boa aparência chama nossa atenção. Admirar não é um pecado, pelo contrário, é completamente comum.

Estar com alguém é mostrar ao mundo que aquela pessoa te faz feliz, e por isso vocês escolhem abrir mão de ficar com outras pessoas. Mas não é por isso que ambos vão andar com um tapa-olho e vão admirar apenas um ao outro eternamente. Acho que é até sadio; quer olhar, olha, sim. Porém, pensando “Muito linda, mas nada se compara à minha garota”. E é isso que ele vai pensar se gostar de ti de verdade.

Nós devemos ter mais autoconfiança, isso é uma regra básica para o sucesso em um relacionamento. Se você confia no seu potencial, não tem porque se sentir ameaçada por qualquer outra pessoa. Você tem que confiar que você é boa o suficiente para mantê-lo sempre ali, contigo.

Eu sou meio estranha, digo, estranha mesmo. Sempre disse a meus amigos que os relacionamentos deveriam ser da seguinte forma: duas pessoas que se gostam, mas não firmam ”contrato” algum. Um não restringe o outro a nada, e vice-versa. Sabe por que isso seria interessante? Porque a partir do momento em que a liberdade começasse a incomodar, eles teriam a certeza de que era amor. A liberdade prende mais do que o amor, pense nisso. Deixe alguém livre para que ele perceba o valor que um abraço apertado tem. Nada melhor do que perceber que a pessoa tem vontade de estar ao seu lado mesmo tendo milhões de outras oportunidades por esse mundo fora. Estou mentindo?

O ciúme é arma dos inseguros, e eu sei disso. Os seres humanos são inseguros, sem exceções. Sempre achamos que vamos falhar, que vamos nos decepcionar; temos um problema imenso em depositar esperanças e esperar lucros de tal investimento. A verdade é que um relacionamento nada mais é do que depositar expectativas e sonhos em uma pessoa sem ter certeza alguma. Sim, você leu corretamente. Não temos certezas, apenas vontades. A vontade supera qualquer receio de que dê errado. A vontade deve ser maior do que o medo.

O problema do ciúme é que quem o sente sofre em dobro. Sofre com a insegurança, o medo, o receio e com as fantasias que cria em sua própria mente. O ciumento vive em um universo paralelo onde o mundo conspira contra ele.

E aí, em que universo você escolhe viver?