testeA incrível playlist de Big Little Lies

O elenco de Big Little Lies, série inspirada no romance Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, chamou a atenção logo quando foi anunciado. Com Nicole Kidman, Reese Witherspoon e Shailene Woodley nos papéis das protagonistas da história, a adaptação já tinha tudo para conquistar o público. Porém ninguém imaginava que a trilha sonora também ganharia notoriedade.

O diretor Jean-Marc Vallée e a supervisora Sue Jacobs criaram uma identidade musical que garante a tensão de cada episódio. “Big Little Lies é sombria e tem uma história muito pesada, por mais que na superfície tudo pareça muito bonito. A maneira como a câmera se move e como a música se molda através dela é nada mais que usar a própria música como recurso narrativo”, contou em Sue.

Alabama Shakes, Leon Bridges, Villagers, Sade, Frank Ocean, Elvis Presley, Charles Bradley foram alguns dos escolhidos para embalar a série sobre três mulheres que aparentemente têm uma vida perfeita em uma pequena cidade litorânea.

Escute a playlist:

testeCinco razões para conhecer Big Little Lies

Por Luana Freitas*

Se você não está vendo Big Little Lies ou lendo Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, que deu origem à série da HBO, pare o que está fazendo agora mesmo e entre nessa história que está dominando o comentário geral.

Se você ainda não se convenceu, fizemos uma lista de razões para conhecer o livro/a série: 

1) Mulheres em primeiro plano

Toda a trama é construída a partir de cinco mulheres totalmente diferentes entre si: a quarentona Madeline (Reese Witherspoon), que vive às voltas com os cuidados das filhas e tem que aturar a presença constante do ex-marido e a relação próxima da filha mais velha com a madrasta sou-magra-linda-e-perfeita; a rica e belíssima Celeste (Nicole Kidman), invejada por todos por causa do marido lindo, mas que não é tão feliz quanto parece; a executiva poderosíssima Renata Klein (Laura Dern), que se sente culpada pela pouca atenção que dispensa à família; a mãe solteira Jane (Shailene Woodley), que acaba de chegar à cidade e tem um passado nebuloso; e Bonnie Carlson (Zoë Kravitz), a madrasta da filha de Madeline, que apenas quer que todo mundo se dê bem e seja feliz, mas recebe ferroadas de Madeline o tempo todo. Se o livro nos faz mergulhar na psique de cada uma, com cada capítulo sendo narrado brilhantemente a partir da perspectiva de uma delas, na série nos deparamos com uma caracterização incrível — dá para entender a posição e a personalidade de cada uma dessas mulheres pelas roupas, pelo corte de cabelo, pelo carro e principalmente por suas casas. Outro fator que dá o tom da série é a trilha sonora diversificada, que é um escândalo à parte.

 

2) Sinceridade para lá de envolvente (e muitas vezes desconcertante)

Essa história é basicamente sobre mães e relacionamentos em geral. A diferença é que nada é pintado com cores suaves. Principalmente nos diálogos, o que se vê são pessoas sem a pretensão de serem perfeitas que verbalizam dilemas e dificuldades que todos nós enfrentamos, mas temos vergonha de admitir. Bora trabalhar a inveja, a culpa, a competitividade e aquela vontade de jogar tudo para o alto às vezes. A verborragia de palavrões de uma das personagens principais chega a dar um aliviozinho no coração.

 

3) Vai ser difícil não identificar alguém que você conhece (ou você mesmo) em alguma situação abordada

Como já foi dito, discute-se muito os problemas de relacionamento, mas não espere ver a típica família de comercial de margarina. Refletindo os tempos atuais, há uma mistura interessante de arranjos familiares: pai que trabalha em casa e cozinha para família + mãe que trabalha meio período; casal superbem-sucedido que trabalha muito e tem babá; uma mãe solteira; filhos de pais separados que formaram novas famílias e tiveram mais filhos — ou seja, muito ciúme, ressentimento e competividade. Lembrando que essas pessoas se esbarram em um dos ambientes com mais nitroglicerina do planeta: a entrada da escola.

 

4) Mistérios cabeludíssimos

Falando em escola: o ponto de partida para a história é um grande mistério envolvendo bullying dentro de um colégio, o que dá início a uma série de conflitos e tensão crescente. Como se isso não bastasse, a estrutura fragmentada da cronologia revela logo de cara que houve um assassinato ligado a essa tensão toda, mas só lá para o final o leitor/espectador descobre quem foi o assassino e quem morreu.

5)Velhos problemas, novas abordagens

Além das atuações brilhantes das atrizes que interpretam as personagens principais, Big Little Lies tem despertado diversos debates sobre violência doméstica e traumas gerados por violência sexual ao mostrar as vítimas de uma forma a que não estamos acostumados a ver nos livros e filmes. Várias cenas nos causam espanto e somos desafiados a colocar em xeque os nossos conceitos.

Ou seja, não faltam são motivos para você conhecer melhor o universo de Pequenas grandes mentiras. Leia o livro, assista à série e entenda por que não param de falar em Liane Moriarty.

*Luana Freitas é editora assistente de ficção e não ficção estrangeiras. Estuda tradução e até hoje se espanta com o universo de descobertas que faz ao trabalhar com livros.

testeMulheres, uni-vos!

Por Fabiane Pereira*

“Precisamos ver experiências de mulheres reais, mesmo que isso envolva violência doméstica, assédio sexual, romance, infidelidade ou divórcio.” Esta declaração foi dada pela atriz e produtora Reese Witherspoon numa coletiva de imprensa recente do Television Critics Association.Para quem não está ligando o nome à pessoa, Reese já levou um Oscar e um Globo de Ouro, além de ter estrelado incontáveis filmes icônicos — como nosso guilty-pleasure preferido, Legalmente Loira.

Com atuações marcantes e um discurso engajado, Reese Witherspoon também faz parte do projeto Pequenas grandes mentiras, que reúne várias mulheres talentosíssimas. O livro foi escrito pela australiana Liane Moriarty e já na semana de lançamento tornou-se best-seller do The New York Times. A obra foi adaptada para a TV pela HBO e a série estreia no domingo, 19 de fevereiro. Com 7 episódios, Big Little Lies conta com a produção de Reese e Nicole Kidman que, com Shailene Woodley, Zoë Kravitz e Laura Dern fazem parte do elenco. Resumindo, uma série baseada num livro escrito por uma mulher sobre os dilemas das mulheres e realizada por mulheres preocupadas com uma questão primária: igualdade entre os sexos.

No livro e na série, acompanhamos a história de três mulheres, todas mães, que, aparentemente, têm vidas perfeitas. Até que um dia um assassinato abala suas rotinas e aquela perfeição torna-se um suspense sombrio cujo enredo prende o leitor/espectador.

 

A revolução feminina

O mundo está mudando. Pesquisas divulgadas pelo Facebook apontam que a maior parte dos compartilhamentos são feitos por mulheres, e uma das razões, ouso dizer, é porque o protagonismo feminino veio para ficar.

Inclusive, várias atrizes de Hollywood — algumas das personalidades mais conhecidas do planeta — têm se posicionado diante das questões de direitos das mulheres. Um deles é o “lugar de fala”, conceito que representa a busca pelo fim da mediação: cabe às mulheres falarem por si, como protagonistas de suas próprias histórias e lutas.

Beyoncé e Madonna, divas da música pop, aproveitam qualquer oportunidade midiática para empoderar outras mulheres através de seus discursos engajados. O mesmo se dá com atrizes do primeiro escalão do cinema mundial: Reese Witherspoon, Patricia Arquette, Emma Watson, Meryl Streep e tantas outras.

Estas mulheres representam milhares de outras no mundo todo quando pedem que sejamos tratadas da mesma forma que os homens, tendo os mesmos direitos, principalmente no que diz respeito aos salários e às oportunidades. Para todas estas mulheres, o feminismo não deve ser uma luta apenas das mulheres porque ser feminista não significa nada mais do que querer a igualdade entre os gêneros.

 

Protagonismo em Pequenas grandes mentiras

Aos 40 anos, a atriz e produtora Reese Witherspoon tem uma trajetória muito bem-sucedida na defesa da participação e do empoderamento das mulheres em Hollywood, um mercado extremamente machista. A artista já declarou inúmeras vezes que por décadas foi a única mulher no set de filmagem.

Por este engajamento, a Otter Media, empreendimento parceiro da AT&T e do The Chernin Group, propôs à atriz que criassem, juntos, uma nova empresa multimídia, a Hello Sunshine, que produzisse conteúdo feito por e para mulheres. Reese atuará na Hello Sunshine por meio de sua produtora, a Pacific Standard, que já esteve envolvida em projetos como os filmes Livre e Garota Exemplar, ambos dando voz às questões femininas.

No Brasil, centenas de mulheres do meio artístico têm participado com frequência de debates públicos para discutir os melhores caminhos para ampliar a participação feminina no setor audiovisual, na literatura e nos palcos.

A verdade é que já caminhamos muito, mas a estrada ainda é longa. Por tudo isso: mulheres, uni-vos!

Fabiane Pereira é jornalista, pós-graduada em Jornalismo Cultural pela ESPM e em Formação do Escritor pela PUC-Rio. É mestranda em Comunicação, Cultura e Tecnologia da Informação no Instituto Universitário de Lisboa. É curadora do projeto literário Som & Pausa e toca vários outros projetos pela sua empresa, a Valentina Comunicação. Foi apresentadora do programa Faro MPB, na MPB FM.

testeLançamentos de fevereiro

Confira as sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

Paris para um e outros contos, de Jojo MoyesCom mais de 20 milhões de livros vendidos em todo o mundo, Jojo Moyes se consagrou autora de grandes romances. Paris para um e outros contos apresenta um novo lado da criadora de Como eu era antes de você com dez histórias divertidas e apaixonantes.

No conto que dá título ao livro, a jovem Nell planeja um final de semana romântico em Paris com o namorado e fica sabendo, já na estação, que ele desistiu de acompanhá-la. Sozinha em um país estrangeiro, Nell descobre uma nova versão de si mesma, independente e corajosa. Já em “Lua de mel em Paris”, que fecha a coletânea, Jojo Moyes brinda os leitores com um reencontro com as personagens do best-seller A garota que você deixou para trás, Liv e Sophie, que, separadas por algumas décadas, acreditam que o casamento é apenas o início de suas histórias de amor. [Leia +] [Leia um trecho]

A viúva, de Fiona BartonUm marido amoroso ou um assassino cruel? Em seu celebrado romance de estreia, a jornalista Fiona Barton reconstrói um crime imperdoável por meio de três perspectivas diferentes (a viúva do suspeito, o detetive que lidera a investigação e a jornalista que cobre o caso) ao mesmo tempo em que faz uma análise impiedosa de um relacionamento complexo.

Na trama, Jean Taylor deixou de contar, ao longo dos anos, muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar o papel de esposa perfeita.

Leitura indicada para quem gosta de thrillers como Garota exemplar, de Gillian Flynn. [Leia +] [Leia um trecho]

Pequenas grandes mentiras — edição especial com capa inspirada na série, de Liane MoriartyA história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular, chegará às livrarias em uma edição especial com capa inspirada no cartaz da nova série da HBO: Big Little Lies.

A adaptação do romance de Liane Moriarty tem estreia na TV marcada para 19 de fevereiro e conta com a produção de Reese Witherspoon e Nicole Kidman que, com Shailene Woodley, também interpretam as protagonistas. A direção é de Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas e Livre). [Leia +] 

A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro, de Míriam Leitão Com 25 anos de colunismo diário em O GloboMíriam Leitão está acostumada a ver além dos acontecimentos. Para a jornalista, a crise pela qual o Brasil passa hoje já estava anunciada havia muito tempo, pois o governo fechou os ouvidos a todos os alertas e a todas as críticas, enquanto fazia escolhas desastrosas.

Em seu novo livro, A verdade é teimosa, Míriam apresenta 118 textos produzidos desde 2010, quando falar em crise econômica parecia um verdadeiro atrevimento, até novembro de 2016, quando o governo Temer atravessava momentos de grande instabilidade política. Com uma linguagem clara, a obra examina os antecedentes que levaram à recessão, à desordem fiscal e à inflação, bem como aos momentos mais agudos da crise em si. [Leia +] 

Matéria escura, de Blake Crouch Você é feliz com a vida que tem? Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Neste novo mundo, ele leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que este é mesmo seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura é uma criação de Blake Crouch, também autor da trilogia Wayward Pines, que deu origem à série de TV exibida pela FOX.  [Leia +] [Leia um trecho]

Às urnas, cidadãos!, de Thomas PikettyAutor do impactante O capital no século XXI, Piketty revolucionou para sempre o pensamento econômico contemporâneo. Nas mais de cinquenta crônicas que compõem Às urnas, cidadãos!, ele analisa de modo incisivo assuntos de extrema relevância para a economia mundial, como as dívidas nacionais, a redistribuição de recursos e a fragmentação do bloco europeu.

Diante de países que pouco se importam com seus vizinhos, qual seria a solução? Para responder a essa e a outras perguntas, Piketty critica os egoísmos nacionais, lança um amplo olhar sobre a economia global e acompanha a escalada da desigualdade além da Europa, ao discutir a situação de Estados Unidos, África do Sul, Brasil, Índia, Oriente Médio e China. [Leia +] 

Eu e você no fim do mundo, de Siobhan VivianEnquanto alguns se preocupam com o presente, fazem planos para o futuro e passam os dias empacotando suas coisas para mudar de cidade, Keeley e seus colegas do ensino médio decidem aproveitar ao máximo o tempo que ainda têm juntos em Aberdeen. Para ela, é o momento perfeito para tomar coragem e se declarar para o garoto que sempre amou, Jesse Ford.

A vida de Keeley está prestes a virar de cabeça para baixo, e a sensação de que não há nada a perder é perfeita para dar a ela a coragem de fazer o que normalmente não faria. Ou falar o que não falaria. E o risco quase sempre vale a recompensa. Quase sempre. [Leia +] [Leia um trecho]

testeMelhores livros de 2016 – GoodReads Choice Awards

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Entre os melhores livros do ano do GoodReads Choice Awards, três são da Intrínseca! Os vencedores foram escolhidos por leitores do mundo todo.

O Oráculo Oculto, primeiro livro da nova série As provações de Apolo, foi o eleito na categoria Infantojuvenil. A trama apresenta o novo herói de Rick Riordan: Apolo que, depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York. Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Desprovido de seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus.

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Na categoria Humor, o título vencedor foi A garota com a tribal nas costas, uma hilária e muitas vezes comovente conversa entre amigas em que Amy Schumer narra suas experiências como filha, amiga, namorada, mulher e comediante. A premiada artista expõe em detalhes as experiências que a tornaram a pessoa que ela é, e reflete sobre temas vividos por muitas outras garotas, como abuso sexual, o longo caminho para entender como confiança e autoestima não devem vir da pessoa com quem você está transando e a conflituosa relação com a mãe.

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Já o novo romance de Liane Moriarty, autora de O segredo do meu marido e de Pequenas grandes mentiras — livro que inspirou a série Big Little Lies que estreia em fevereiro de 2017 na HBO com Shailene Woodley, Nicole Kidman e Reese Witherspoon no elenco — foi o escolhido na categoria Ficção. Truly Madly Guilty será lançado no Brasil em junho e traz uma nova abordagem para questões comuns em nossa vida, como casamento, paternidade, amor e amizade. A autora expõe como a culpa é capaz de destruir até mesmo os relacionamentos mais fortes e como às vezes são os momentos mais inocentes que causam os maiores danos.

Veja todos os vencedores.

testeHBO divulga data de estreia de Big Little Lies, série com Shailene Woodley, Nicole Kidman e Reese Witherspoon

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Big Little Lies, série baseada no romance Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, estreia em 19 de fevereiro de 2017.

Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

Na produção, Nicole Kidman dará vida a personagem Celeste, Shailene Woodley interpretará a jovem mãe Jane e o papel de Madeline ficou a cargo de Reese Witherspoon. A direção é de Jean-Marc Vallée, conhecido por Clube de Compras Dallas, Livre e A jovem rainha Vitória. Serão sete episódios.

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testeHBO divulga primeiro trailer de Big Little Lies com Shailene Woodley

A HBO divulgou o primeiro trailer de Big Little Lies, série baseada no romance Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty. Com Nicole Kidman, Reese Witherspoon e Shailene Woodley no elenco, a atração estreia em 2017, mas ainda não tem data definida.

Kidman dará vida a personagem Celeste, Shailene interpretará a jovem mãe Jane e o papel de Madeline ficou a cargo de Reese. A direção é de Jean-Marc Vallée, conhecido por Clube de Compras Dallas, Livre e A jovem rainha Vitória. Serão sete episódios.

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Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

testeAs primeiras fotos das filmagens de Pequenas grandes mentiras

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Foram divulgadas as primeiras imagens da adaptação de Pequenas grandes mentiras para a TV. Baseado no romance de Liane Moriarty, a atração está sendo produzida pela HBO e deve estrear no ano que vem.  Nicole Kidman, Reese Witherspoon e Shailene Woodley serão as protagonistas. Kidman dará vida a personagem Celeste, Shailene interpretará a jovem mãe Jane e o papel de Madeline ficou a cargo de Reese.

Alexander Skarsgård (True Blood), James Tupper (Revenge), Jeffrey Nordling (Desperate Housewives), P. J. Byrne (O lobo de Wall Street), Sarah Baker (Mike & Molly), Hong Chau (CSI) e Gia Carides (Casamento grego) também estão confirmados no elenco.

Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

testePequenas grandes mentiras na TV

AP Images

A HBO anunciou a adaptação de Pequenas grandes mentiras para a TV. Baseada no novo romance de Liane Moriarty, a atração será produzida por David E. Kelley e terá Nicole Kidman e Reese Witherspoon como protagonistas.

Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida perfeita em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma mãe solteira recém-chegada na cidade. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia que as envolve.

A adaptação para a TV ainda não tem data de estreia.

link-externo Leia um trecho do livro

link-externoLeia também: Sofrendo no paraíso

link-externoLeia também: Uma vida dedicada ao estilo

testeSofrendo no paraíso

Por Vanessa Corrêa*

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Poucos lugares poderiam ser mais agradáveis do que um jardim de infância com vista para uma praia paradisíaca. Mas em Pequenas grandes mentiras Liane Moriarty transforma esse cenário perfeito em palco de intrigas, agressões e até mesmo de um assassinato. O último livro da autora do best-seller O segredo do meu marido é mais sombrio do que suas obras anteriores e desenvolve temas difíceis, como violência doméstica, estupro e bullying.

Praticado tanto por crianças quanto por adultos, bullying é o tema central de Pequenas grandes mentiras. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Moriarty disse que não era para esse ser o assunto principal, mas, quando o livro ficou pronto, ela se deu conta de que a história se resumia a diferentes tipos de agressão, que vão de mordidas dadas por crianças em seus colegas até a violência praticada por um marido contra sua esposa, passando por fofocas maldosas e pela exclusão de pessoas de círculos sociais.

link-externoLeia um trecho de Pequenas grandes mentiras

“Acho que o bullying — sobretudo em suas formas adultas e verbais — é o tipo de coisa que você não nota até o final do dia, e é um sentimento horrível perceber que algumas atitudes não são inofensivas, mas algo realmente cruel. Afinal, todos nós somos capazes de coisas incrivelmente cruéis”, declarou.

Os livros de Liane lembram a série Desperate Housewives, em que famílias aparentemente perfeitas guardam segredos perturbadores. Em O segredo do meu marido, Cecilia e John-Paul têm que conviver com um fato terrível do passado, que acaba afetando a vida de várias pessoas. Já em Pequenas grandes mentiras, Jane não consegue superar um trauma da juventude e os lindos e ricos Celeste e Perry escondem seu comportamento violento atrás de uma fachada impecável.

Mãe de uma menina de quatro anos e de um menino de seis, Liane declara que não teve dificuldade para criar os diálogos e situações típicos de um ambiente escolar infantil. “As pessoas contam histórias sobre pais péssimos e pais que praticam bullying. E você consegue ver o potencial para isso, porque ama seu filho tão intensamente”, explicou ela em entrevista à CNN.

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“É um pouco como você mesmo voltar à escola, traz de volta todas aquelas inseguranças. Às vezes eu ouvia sobre algumas festas e pensava: ‘Meu filho não foi convidado, o que isso quer dizer?’ Todas essas coisas vêm à tona, então é fácil coletar material para a história”, concluiu.

Dona de uma habilidade inegável para criar tramas envolventes, é uma surpresa saber que durante muito tempo Liane Moriarty acreditou que ter livros publicados não estava ao alcance de “pessoas reais”. Se hoje suas obras dominam as listas de mais vendidos, a escritora australiana deve parte desse sucesso à irmã Jaclyn Moriarty, que, ao publicar o premiado “Feeling sorry for Celia”, em 2000, provocou em Liane o que ela mais tarde definiria como “uma febre de rivalidade entre irmãs”. Na época redatora publicitária, o sentimento a levou a escrever uma história infantil que foi enviada a todas as editoras da Austrália — e recusada por todas. Somente em 2003 ela conseguiu emplacar seu primeiro romance, Three Wishes, escrito como parte de sua tese final de mestrado.

Ela escreveria mais três obras antes da publicação de O segredo do meu marido, que a tornou conhecida no mundo todo. Um ano depois, Pequenas grandes mentiras repete o mesmo sucesso.

Lançado em 2013, O segredo do meu marido já vendeu mais de 2 milhões de exemplares, foi traduzido para 35 idiomas e permaneceu por mais de um ano na lista de livros mais vendidos do The New York Times. Pequenas grandes mentiras alcançou a primeira posição na mesma lista na semana de seu lançamento, em julho de 2014, e teve seus direitos para a televisão comprados por Nicole Kidman e Reese Witherspoon.

Mesmo com todo o sucesso, a autora mantém uma rotina tranquila em Sydney, onde mora com o marido e os filhos, e diz ser alvo de provocações de outros pais. “Quando meu marido tirou um período de folga do trabalho, me perguntaram se eu continuaria buscando meus filhos na escola e alguém disse: ‘É claro que ela vai continuar. Ela precisa de nós para o material dos livros’”, contou a autora à CNN.

“Eles me provocam, mas parecem felizes por mim. Não é como se eu fosse uma estrela de cinema. Não é especialmente glamouroso.”

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Vanessa Corrêa da Silva é jornalista, já trabalhou na Folha de S.Paulo e no portal UOL e é apaixonada por livros, cinema e fotografia.