testeReese Witherspoon e Kerry Washington vão adaptar romance de Celeste Ng

Reese Witherspoon e Kerry Washington estarão juntas em um projeto poderoso! As atrizes vão adaptar e estrelar Pequenos incêndios por toda parte, romance de Celeste Ng, que será publicado em maio no Brasil. A atração será exibida pela plataforma de serviço de streaming Hulu, que detém os direitos de transmissão de The Handmaid’s Tale.

Reese escolheu Pequenos incêndios por toda parte para seu Clube do Livro em setembro do ano passado e desde então virou embaixadora da história. Empolgada, comprou os direitos de adaptação do romance para sua produtora Hello Sunshine, responsável também pela bem-sucedida série Big Little Lies.

A história de Pequenos incêndios por toda parte se passa em Shaker Heights, um subúrbio calmo e moderno de Cleveland, onde tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson, que tem como princípio de vida seguir as regras.

Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, chega nessa bolha idílica com Pearl, sua filha adolescente, e aluga uma casa que pertence aos Richardson. Mas Mia carrega um passado misterioso e um desprezo ao status quo que ameaça desestruturar essa comunidade tão cuidadosamente ordenada. 

testeA Forma da água, de Guillermo del Toro, lidera as indicações ao Globo de Ouro

Me chame pelo seu nome e Big Little Lies também são destaques da premiação

Depois de levar o Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema e o prêmio de melhor diretor pelos críticos de cinema de Los Angeles, o novo filme de Guillermo Del Toro (Labirinto do Fauno) lidera as indicações ao Globo de Ouro 2017. Foram sete, entre elas Melhor Filme de Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro de Filme para Guillermo del Toro, Melhor atriz de filme de Drama para Sally Hawkins, Melhor ator coadjuvante de Filme para Richard Jenkins e Melhor atriz coadjuvante de Filme para Octavia Spencer.

Baseado em uma ideia original de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, A forma da água foi desenvolvida desde o início como uma história pensada pelos dois artistas de maneira independente para o cinema e a literatura. No Brasil o filme estreia em 1º de fevereiro e o livro terá lançamento mundial simultâneo em 27 de fevereiro.

 

A história se passa durante a época da Guerra Fria, em Baltimore, em um centro de pesquisa aeroespacial que acaba de receber um bem precioso: um homem anfíbio capturado na Amazônia. O que se desenrola é uma angustiante história de amor entre o anfíbio e uma das zeladoras do laboratório, uma mulher muda que usa a linguagem de sinais para se comunicar com a criatura.

O aguardado Me chame pelo seu nome, que dominou as indicações ao Spirit Awards, premiação dedicada ao cinema independente, e foi eleito pelos críticos de Los Angeles como o melhor filme do ano, conquistou três indicações: Melhor Filme de Drama, Melhor ator de Filme de Drama para Timothée Chalamet e Melhor ator coadjuvante de Filme para Armie Hammer.

Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, o filme é inspirado no romance homônimo de André Aciman que publicaremos em 5 de janeiro e narra a primeira (e atordoante) paixão de Elio durante um verão, na década de 1980, na Itália. Filho de um professor universitário que costumava receber jovens escritores para residências literárias, Elio não estava preparado para conhecer o inesquecível Oliver.

 

A nova animação do brasileiro Carlos Saldanha, diretor de A Era do Gelo e Rio, também foi indicada ao Globo de Ouro! Inspirado no clássico da literatura infantil, o Touro Ferdinando concorre nas categorias de Melhor Animação e Melhor Canção Original para “Home”.

A encantadora história sobre gentileza e respeito às diferenças acaba de chegar às livrarias com uma nova edição em capa dura. O filme estreia em 11 de janeiro.

 

Inspirado na história real de Molly Bloom, americana que comandava a mesa de pôquer clandestina mais exclusiva do mundo, A Grande Jogada recebeu duas indicações: Melhor Roteiro de Filme para Aaron Sorkin, que já levou o Oscar pelo roteiro de A Rede Social, e de Melhor Atriz de Filme de Drama para Jessica Chastain. A produção é baseada no livro de não ficção homônimo que publicaremos em janeiro.

 

Na TV, a série Big Little Lies, uma das grandes vencedoras do Emmy deste ano, foi a recordista com seis indicações. A produção da HBO concorre nas categorias de Melhor Filme para TV ou série limitada, Melhor Atriz para Nicole Kidman e Reese Witherspoon, Melhor atriz Coadjuvante para Laura Dern e Shailene Woodley e Melhor ator coadjuvante para Alexander Skarsgård.

Baseada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, a série conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A cerimônia de entrega do Globo de Ouro será realizada no dia 7 de janeiro de 2018 em Los Angeles. Confira aqui a lista completa.

 

testeMulheres à beira de um ataque de nervos

Por João Lourenço*

Você tem mania de limpeza? É viciada em calmantes? Sempre está com uma taça de champanhe na mão? Fala alto, conversa sozinha, interrompe as pessoas e gosta de ser o centro das atenções? É hipocondríaca, apresenta instabilidade emocional? Suas amigas te deixam louca? Ou é você quem enlouquece suas amigas? Cuidado, você pode ser uma neurótica! Na verdade, esse termo não tem o mesmo peso que tinha no passado. Em geral, a tal da neurose não se trata mais de algo clínico. Qualquer comportamento exagerado, um pouco fora dos padrões, pode ser tido como neurose… Mas não se preocupe, um pouco de neurose não faz mal a ninguém. Louco é aquele que nunca perde o controle. 

São vários os tipos de neuróticas. As mais comuns são aquelas que têm consciência da condição e abraçam essa característica. Há também as neuróticas enrustidas, aquelas que tentam mudar, controlar a neura. Esse é o caso da Eleanor Flood, protagonista do novo romance de Maria SempleHoje vai ser diferente. Eleanor não é má pessoa — assim como a maioria das neuróticas também não são. Eleanor é o tipo de mulher que faz listas mentais de tudo que precisa ser diferente em sua vida. Ela quer muito mudar: deseja ser uma mãe melhor, uma amiga melhor, uma esposa melhor. Enfim, uma versão melhor de si mesma. Porém, assim como na vida real, muitos imprevistos e surpresas desagradáveis surgem na vida de Eleanor.

Como não pirar quando tudo desmorona? Apesar de tantos obstáculos, Eleanor tenta encontrar soluções inusitadas para os problemas do cotidiano. Ela é uma personagem cativante que garante boas risadas e reflexões sobre as nossas neuroses do dia a dia. Irônico, engraçado e humano, a história de Eleanor está em processo de adaptação para a telinha, tendo Julia Roberts no papel principal — para neurótica nenhuma botar defeito. 

Abaixo, selecionamos seis personagens neuróticas de filmes e seriados de TV. Ame ou odeie-as. 

 

Carrie Bradshaw — Sex and the City

 

A série televisiva Sex and the City abriu o caminho para produções originais que abordam o universo feminino. Quem nunca quis sentar para um brunch com Samantha, Charlotte, Miranda e Carrie? Esta última sempre foi a personagem que mais dividiu opiniões. Carrie é independente, fashionista, assina uma coluna semanal sobre sexo para o jornal The New York Star e mora em um charmoso apartamento no coração de Manhattan. Ela é a it girl que você quer ser amiga e, às vezes, também consegue ser aquela pessoa insuportável que queremos distância: narcisista, egoísta e cheia de manias. É a típica neurótica que fuma um cigarro atrás do outro e não sai de casa até o “contatinho” ligar. Carrie Bradshaw, apesar de boa amiga, sempre quer ser o centro das atenções. 

 

Chris — I love Dick 

 

Por muitos anos, Kathryn Hahn estrelou como coadjuvante em filmes independentes. Na série da Amazon I Love Dick, ela rouba todas as cenas. Chris é uma cineasta que não produz nada original há anos. Frustrada com a profissão, ela decide seguir o marido, Sylvester (Griffin Dunne), para uma cidadezinha no interior do Texas, onde ele ganhou uma bolsa para estudar na famosa instituição do artista plástico Dick (Kevin Bacon). Em proporções diferentes, o casal se apaixona pelo sedutor Dick. Chris cria inúmeras fantasias e conspirações sobre Dick e transforma tudo isso em um diário picante. Para chamar a atenção do seu objeto de desejo, ela imprime o diário e distribui para a cidade inteira ler. Além de perseguir Dick por todos os cantos, a personagem de Chris se humilha, cria cenas que causam vergonha alheia — no espectador e nos outros personagens — e faz jogos mentais com o marido. Ou seja, um prato cheio! Ela é a mulher mais imprevisível da telinha. 

 

Madeline — Big Little Lies

 

Além de produtora da badalada série da HBOBig Little Lies, baseada no romance Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, Reese Witherspoon também encarnou uma das protagonistas: Madeline. Ela é aquela neurótica que sabe que é neurótica, mas não tem nenhuma vontade de mudar. Madeline mora em uma mansão de frente para o mar, tem tudo que o dinheiro pode oferecer, porém sempre está entediada. Ela está no segundo casamento e é mãe de duas filhas. Pense em uma mãe tigre, aquela que se envolve nas brigas das meninas. Ela também não mede esforços para criar climão com quem se mete em seu caminho. Madeline arruma confusão até com o prefeito da cidade. A última palavra é sempre dela e ela não pensa duas vezes antes de te mandar para aquele lugar. Todos temem a sua língua ferina. Madeline é control freak, se apega a pequenos detalhes e sabe da vida de todo mundo. Mas não é só de barraco que ela sobrevive. Madeline também protege e aconselha as amigas desafortunadas.  

 

Brooke Cardinas — Mistress America

 

No tragicômico Mistress America, fica difícil acompanhar a rotina e as ambições da personagem Brooke Cardinas. Interpretada por Greta Gerwig, que coassina o roteiro do longa, Brooke é um retrato irônico da geração millennial. Brooke faz um pouco de tudo, mas não termina nada que começa. Ela pretende abrir um restaurante, mas, enquanto o sonho não se concretiza, trabalha como decoradora, designer de moda, instrutora de SoulCycle e tutora de matemática para adolescentes ricos. Ufa! Brooke acredita que as pessoas só se aproximam dela para roubar as suas ideias. Esse lado supersticioso e neurótico da personagem rende boas gargalhadas. Em tempos de crise, Brooke apela até para clarividentes. Ela é um personagem que não percebe que muitos de seus sonhos são irrealizáveis. Mas ela jura que: “Sei tudo sobre mim mesma, é por isso que não posso fazer terapia.”

 

Jasmine — Blue Jasmine 

 

O diretor do longa Blue Jasmine, Woody Allen, ficou conhecido por criar personagens neuróticos — lembra de Annie Hall? Em todos os filmes de Allen você encontra personagens que apresentam algum tipo de transtorno obsessivo compulsivo: pessoas que falam demais, excêntricas, paranoicas, desconfiadas até da própria sombra. Em Blue Jasmine não é diferente. Jasmine é uma socialite nova-iorquina que tem a vida virada do avesso quando o marido vai preso, deixando ela na rua da amargura. Jasmine começa a sofrer de transtorno delirante, ou seja, ela não aceita a nova realidade. Então faz de tudo para manter as aparências. Ela apresenta todas as características de uma neurótica de carteirinha: fala sozinha, aborda estranhos na rua para conversar sobre a vida privilegiada que tinha com o marido e por aí vai. Ela também apresenta delírios de grandeza e é compulsiva por compras e roupas de grife. Quando nada faz efeito, ela tenta se acalmar com uma mistura poderosa de calmante e champanhe. O papel rendeu o segundo Oscar da carreira de Cate Blanchett. 

 

Aura — Tiny Furniture 

 

Antes de ser a controversa Hannah Horvath, no seriado Girls, Lena Dunham dirigiu e escreveu Tiny Furnitures. No filme independente, Dunham interpreta Aura, uma recém-graduada em Teoria do Cinema que não sabe o que fazer com o diploma — e com a própria vida. Aura explora os conflitos comuns a qualquer pessoa, como a transição da juventude para a idade adulta. Ela volta a morar na casa dos pais, mas percebe que a mãe e a irmã mais nova estão distantes e não precisam dela por perto. Aura também não consegue mais se conectar com os amigos de infância. À deriva, entediada e sozinha, ela começa a fazer amizades com webcelebridades do YouTube e passa a trabalhar como ajudante em um restaurante. Para completar, ela tem aquele famoso “dedo podre” para homens, só se envolve com gente comprometida ou emocionalmente distante. 

 

João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York tentando escrever seu primeiro romance.

 

testeBig Little Lies recebe 16 indicações ao Emmy

O Emmy, premiação para programas e profissionais da televisão, divulgou a lista de indicados de 2017. Big Little Lies, série inspirada no livro Pequenas grandes mentiras, foi um dos grandes destaques do ano. A atração produzida pela HBO concorre à categoria de melhor minissérie.

Nicole Kidman e Reese Witherspoon, que deram vida às personagens Celeste e Madeleine, foram indicadas à categoria de melhor atriz em série limitada. Shailene Woodley e Alexander Skarsgård não ficaram de fora e disputam às categorias de melhor atriz e melhor ator coadjuvante.

Jean-Marc Vallée, conhecido por ter dirigido Clube de Compras Dallas, concorre à categoria de melhor direção em minissérie.  

American Gods, série inspirada no livro Deuses americanos, foi indicada às categorias de melhor efeito visual e melhor design de abertura.

Stranger Things, The Handmaid’s Tale, This Is Us, The Crown também estão entre os destaques da premiação, que acontece em 17 de setembro, em Los Angeles.

Confira a lista completa.

testeBlake Lively vai protagonizar filme inspirado em O segredo do meu marido, de Liane Moriarty

Depois de Pequenas grandes mentiras, história que inspirou a série da HBO Big Little Lies, com Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley, mais um romance de Liane Moriarty será adaptado — agora para o cinema. Blake Lively (Gossip Girl) será a protagonista do filme baseado em O segredo do meu marido.

Na trama, Cecilia é um exemplo para a vizinhança: tem uma vida confortável, mantém um casamento estável com John-Paul e é mãe de três meninas. Sua vida segue tão dentro dos trilhos que ela até se pergunta como seria se houvesse uma pitada de emoção em sua rotina extremamente planejada. Mas, quando encontra uma carta de seu marido endereçada a ela no sótão de casa, Cecilia cogita se deve ou não investigar o conteúdo de algo que foi escrito à época do nascimento de sua primeira filha e que pode ter impactos devastadores para a sua família.

Com produção de Chris e Paul Weitz, o filme ainda não tem diretor e data de estreia definidos.

 

 

 

Mulheres em primeiro plano

Cena de Big Little Lies

Construir narrativa envolventes, repletas de intrigas e reviravoltas, a partir dos dilemas femininos contemporâneos é a marca da escritora australiana Liane Moriarty. Ao revelar como famílias aparentemente perfeitas podem guardar segredos perturbadores, a autora discute temas como maternidade, bullying, violência doméstica e alcoolismo.

“Precisamos ver experiências de mulheres reais, mesmo que isso envolva violência doméstica, assédio sexual, romance, infidelidade ou divórcio”, declarou Reese Witherspoon durante o lançamento de Big Little Lies. Produtora e uma das protagonistas da série, Reese também adquiriu os direitos para a adaptação de Até que a culpa nos separe, novo romance da autora. 

 

testeNovo livro da autora de Pequenas grandes mentiras

Até que a culpa nos separe, novo livro de Liane Moriarty, chega às livrarias em 26 de junho. A história começa com um convite inesperado para um churrasco de domingo em Sydney, na Austrália. Três famílias resolvem passar uma tarde tranquila em uma bela casa sem imaginar como suas vidas iriam mudar para sempre a partir daquele dia.

Sem conhecer direito os anfitriões, Clementine, uma mulher casada e com duas filhas, estava com a sua amiga de infância, Erika, quando um episódio assustador aconteceu no evento. Eram seis adultos responsáveis, três crianças fofas e um cachorro brincalhão. O que poderia dar errado?

Até que a culpa nos separe já teve os direitos adquiridos para os cinemas pela produtora de Reese Witherspoon. Liane Moriarty é autora também de Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem a série Big Little Lies, da HBO, e O segredo do meu marido.

testeBig Little Lies: o que ficou de fora da série

*Por Luana Freitas e Nina Lopes

Para você que acabou de ver Big Little Lies na HBO e, assim como nós aqui na Intrínseca, não consegue parar de comentar sobre a série, fizemos uma breve comparação para mostrar que o universo da história é muito maior no livro da Liane Moriarty, o que torna tudo ainda mais interessante.

1- A violência contra Jane é mais detalhada

Já é tenso ver na tela a cena de violência sofrida por Jane, mas muitos detalhes ficaram de fora na adaptação para a série. Jane ainda sofre uma violência verbal que a deixa traumatizada e a faz adquirir novos hábitos. Por exemplo, ela corre com frequência porque foi chamada de gorda feiosa. Além disso, ela não foi parar naquela cidade por mero acaso e na cena final há um embate fortíssimo quando ela reencontra alguém indesejado do passado. Vale a pena ler o diálogo deles no livro!

2- A atitude de Bonnie na festa é bem mais contextualizada

Parem as máquinas! Essa foi minha maior decepção com a série. Como assim não explicam o que leva Bonnie a agir daquela forma na festa? A verdade é que ela guarda segredos cabeludíssimos sobre o seu passado e sua família e só os leitores de Pequenas grandes mentiras vão saber quais são!

3- Ed, o melhor marido

Achamos que nosso querido e amado Ed ficou um pouco bobo, com cara de coitado e mal-amado na série. Segura essa bomba: Madeline não trai Ed no livro. Pelo contrário, a personagem é construída de tal forma que uma atitude dessas seria inverossímil. Além disso, Ed não fica por aí lançando olhares megalascivos para outras mulheres. Porém, nem tudo está perdido para você que gosta de uma bela treta: há, sim, casos de infidelidade no livro. Mas envolve uma babá e o marido de uma mulher atribulada — e pancadaria generalizada.

4- Renata não faz as pazes com Jane até a festa, mas é a primeira a sair em defesa do grupo de mulheres

Levanta a mão quem achou estranho Renata e Jane conseguirem se entender assim tão de repente. Pois é, no livro as pazes não são feitas com tanta facilidade, rola muita treta ainda entre as duas até que a paz seja selada — e não é Jane quem corre atrás disso. Entretanto, é importantíssimo ressaltar que quem toma a iniciativa de selar o acordo de silêncio sobre o(a) responsável pela morte investigada pela polícia parte da executiva — sim, minha gente, a cena do assassinato é MUITO mais complexa do que vimos na tela (só digo que Ed e Nathan estavam no meio e foram soterrados de sororidade).

5- O leilão da virgindade de Abigail

Algo que ficou em segundo plano na série, mas é fundamental para a trama do livro foi a ideia de Abigail leiloar a própria virgindade em prol das vítimas de exploração sexual infantil. O diálogo de Madeline com a filha é muito mais histérico, cru e comovente do que a estapafúrdia confissão/argumento sobre a traição contra Ed. E Nathan, como qualquer pai na mesma situação faria, correu para falar com Madeline quando descobriu as intenções da filha. Ah, e é a solução surpreendente desse problema que leva a uma das cenas mais tensas da história!

6- O depois da festa: como cada personagem ficou

Muita gente se questionou por que não deixaram a série com mais episódios já que ficaram muitas pontas soltas após o capítulo final. Sim, a cena da praia com todas as mulheres reunidas transbordou delicadeza e entendimento, mas como todo mundo ficou? Jane correu atrás dos direitos de Ziggy depois que a identidade do pai do menino foi descoberta? Como Celeste tentou lidar com o trauma das agressões físicas? Jane ficou na cidade? E a relação conturbada de Madeline e Bonnie? A polícia descobriu quem foi o assassino? Isso tudo e muito mais é explicado no livro, nenhuma trama fica solta no ar.

7- Celeste vai fazer terapia sozinha

No livro Perry nem sonha que Celeste conversa com uma terapeuta. Na verdade, ela busca escondido uma profissional que trabalhe especificamente com vítimas de violência doméstica. Se você achou interessante o foco dado aos aspectos psicológicos da relação da vítima de agressão com o seu agressor, vai gostar de saber que no livro foi dado muito mais espaço para as consequências psicológicas que permeiam a vida de quem sofre bullying, quem é agredido fisicamente, quem se vê obrigado a guardar um segredo terrível.

Obviamente sempre que um livro serve de inspiração para o cinema e a TV haverá diferenças, já que cada meio tem sua linguagem e recursos próprios. Aqui na Intrínseca todos nós ficamos apaixonados pela maneira como a obra de Liane Moriarty foi trabalhada na série. Este texto é só para instigar os leitores que já estão morrendo de saudades de Madeline, Celeste e Jane a mergulhar ainda mais nessa trama e se deliciar com os pequenos grandes detalhes que ficaram de fora, mas estão logo ali no livro.

* Luana Freitas e Nina Lopes são editoras assistentes de livros estrangeiros na Intrínseca e adoram uma história de mistério com personagens femininas fortes.

testeA incrível playlist de Big Little Lies

O elenco de Big Little Lies, série inspirada no romance Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, chamou a atenção logo quando foi anunciado. Com Nicole Kidman, Reese Witherspoon e Shailene Woodley nos papéis das protagonistas da história, a adaptação já tinha tudo para conquistar o público. Porém ninguém imaginava que a trilha sonora também ganharia notoriedade.

O diretor Jean-Marc Vallée e a supervisora Sue Jacobs criaram uma identidade musical que garante a tensão de cada episódio. “Big Little Lies é sombria e tem uma história muito pesada, por mais que na superfície tudo pareça muito bonito. A maneira como a câmera se move e como a música se molda através dela é nada mais que usar a própria música como recurso narrativo”, contou em Sue.

Alabama Shakes, Leon Bridges, Villagers, Sade, Frank Ocean, Elvis Presley, Charles Bradley foram alguns dos escolhidos para embalar a série sobre três mulheres que aparentemente têm uma vida perfeita em uma pequena cidade litorânea.

Escute a playlist:

testeCinco razões para conhecer Big Little Lies

Por Luana Freitas*

Se você não está vendo Big Little Lies ou lendo Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, que deu origem à série da HBO, pare o que está fazendo agora mesmo e entre nessa história que está dominando o comentário geral.

Se você ainda não se convenceu, fizemos uma lista de razões para conhecer o livro/a série: 

1) Mulheres em primeiro plano

Toda a trama é construída a partir de cinco mulheres totalmente diferentes entre si: a quarentona Madeline (Reese Witherspoon), que vive às voltas com os cuidados das filhas e tem que aturar a presença constante do ex-marido e a relação próxima da filha mais velha com a madrasta sou-magra-linda-e-perfeita; a rica e belíssima Celeste (Nicole Kidman), invejada por todos por causa do marido lindo, mas que não é tão feliz quanto parece; a executiva poderosíssima Renata Klein (Laura Dern), que se sente culpada pela pouca atenção que dispensa à família; a mãe solteira Jane (Shailene Woodley), que acaba de chegar à cidade e tem um passado nebuloso; e Bonnie Carlson (Zoë Kravitz), a madrasta da filha de Madeline, que apenas quer que todo mundo se dê bem e seja feliz, mas recebe ferroadas de Madeline o tempo todo. Se o livro nos faz mergulhar na psique de cada uma, com cada capítulo sendo narrado brilhantemente a partir da perspectiva de uma delas, na série nos deparamos com uma caracterização incrível — dá para entender a posição e a personalidade de cada uma dessas mulheres pelas roupas, pelo corte de cabelo, pelo carro e principalmente por suas casas. Outro fator que dá o tom da série é a trilha sonora diversificada, que é um escândalo à parte.

 

2) Sinceridade para lá de envolvente (e muitas vezes desconcertante)

Essa história é basicamente sobre mães e relacionamentos em geral. A diferença é que nada é pintado com cores suaves. Principalmente nos diálogos, o que se vê são pessoas sem a pretensão de serem perfeitas que verbalizam dilemas e dificuldades que todos nós enfrentamos, mas temos vergonha de admitir. Bora trabalhar a inveja, a culpa, a competitividade e aquela vontade de jogar tudo para o alto às vezes. A verborragia de palavrões de uma das personagens principais chega a dar um aliviozinho no coração.

 

3) Vai ser difícil não identificar alguém que você conhece (ou você mesmo) em alguma situação abordada

Como já foi dito, discute-se muito os problemas de relacionamento, mas não espere ver a típica família de comercial de margarina. Refletindo os tempos atuais, há uma mistura interessante de arranjos familiares: pai que trabalha em casa e cozinha para família + mãe que trabalha meio período; casal superbem-sucedido que trabalha muito e tem babá; uma mãe solteira; filhos de pais separados que formaram novas famílias e tiveram mais filhos — ou seja, muito ciúme, ressentimento e competividade. Lembrando que essas pessoas se esbarram em um dos ambientes com mais nitroglicerina do planeta: a entrada da escola.

 

4) Mistérios cabeludíssimos

Falando em escola: o ponto de partida para a história é um grande mistério envolvendo bullying dentro de um colégio, o que dá início a uma série de conflitos e tensão crescente. Como se isso não bastasse, a estrutura fragmentada da cronologia revela logo de cara que houve um assassinato ligado a essa tensão toda, mas só lá para o final o leitor/espectador descobre quem foi o assassino e quem morreu.

5)Velhos problemas, novas abordagens

Além das atuações brilhantes das atrizes que interpretam as personagens principais, Big Little Lies tem despertado diversos debates sobre violência doméstica e traumas gerados por violência sexual ao mostrar as vítimas de uma forma a que não estamos acostumados a ver nos livros e filmes. Várias cenas nos causam espanto e somos desafiados a colocar em xeque os nossos conceitos.

Ou seja, não faltam são motivos para você conhecer melhor o universo de Pequenas grandes mentiras. Leia o livro, assista à série e entenda por que não param de falar em Liane Moriarty.

*Luana Freitas é editora assistente de ficção e não ficção estrangeiras. Estuda tradução e até hoje se espanta com o universo de descobertas que faz ao trabalhar com livros.

testeMulheres, uni-vos!

Por Fabiane Pereira*

“Precisamos ver experiências de mulheres reais, mesmo que isso envolva violência doméstica, assédio sexual, romance, infidelidade ou divórcio.” Esta declaração foi dada pela atriz e produtora Reese Witherspoon numa coletiva de imprensa recente do Television Critics Association.Para quem não está ligando o nome à pessoa, Reese já levou um Oscar e um Globo de Ouro, além de ter estrelado incontáveis filmes icônicos — como nosso guilty-pleasure preferido, Legalmente Loira.

Com atuações marcantes e um discurso engajado, Reese Witherspoon também faz parte do projeto Pequenas grandes mentiras, que reúne várias mulheres talentosíssimas. O livro foi escrito pela australiana Liane Moriarty e já na semana de lançamento tornou-se best-seller do The New York Times. A obra foi adaptada para a TV pela HBO e a série estreia no domingo, 19 de fevereiro. Com 7 episódios, Big Little Lies conta com a produção de Reese e Nicole Kidman que, com Shailene Woodley, Zoë Kravitz e Laura Dern fazem parte do elenco. Resumindo, uma série baseada num livro escrito por uma mulher sobre os dilemas das mulheres e realizada por mulheres preocupadas com uma questão primária: igualdade entre os sexos.

No livro e na série, acompanhamos a história de três mulheres, todas mães, que, aparentemente, têm vidas perfeitas. Até que um dia um assassinato abala suas rotinas e aquela perfeição torna-se um suspense sombrio cujo enredo prende o leitor/espectador.

 

A revolução feminina

O mundo está mudando. Pesquisas divulgadas pelo Facebook apontam que a maior parte dos compartilhamentos são feitos por mulheres, e uma das razões, ouso dizer, é porque o protagonismo feminino veio para ficar.

Inclusive, várias atrizes de Hollywood — algumas das personalidades mais conhecidas do planeta — têm se posicionado diante das questões de direitos das mulheres. Um deles é o “lugar de fala”, conceito que representa a busca pelo fim da mediação: cabe às mulheres falarem por si, como protagonistas de suas próprias histórias e lutas.

Beyoncé e Madonna, divas da música pop, aproveitam qualquer oportunidade midiática para empoderar outras mulheres através de seus discursos engajados. O mesmo se dá com atrizes do primeiro escalão do cinema mundial: Reese Witherspoon, Patricia Arquette, Emma Watson, Meryl Streep e tantas outras.

Estas mulheres representam milhares de outras no mundo todo quando pedem que sejamos tratadas da mesma forma que os homens, tendo os mesmos direitos, principalmente no que diz respeito aos salários e às oportunidades. Para todas estas mulheres, o feminismo não deve ser uma luta apenas das mulheres porque ser feminista não significa nada mais do que querer a igualdade entre os gêneros.

 

Protagonismo em Pequenas grandes mentiras

Aos 40 anos, a atriz e produtora Reese Witherspoon tem uma trajetória muito bem-sucedida na defesa da participação e do empoderamento das mulheres em Hollywood, um mercado extremamente machista. A artista já declarou inúmeras vezes que por décadas foi a única mulher no set de filmagem.

Por este engajamento, a Otter Media, empreendimento parceiro da AT&T e do The Chernin Group, propôs à atriz que criassem, juntos, uma nova empresa multimídia, a Hello Sunshine, que produzisse conteúdo feito por e para mulheres. Reese atuará na Hello Sunshine por meio de sua produtora, a Pacific Standard, que já esteve envolvida em projetos como os filmes Livre e Garota Exemplar, ambos dando voz às questões femininas.

No Brasil, centenas de mulheres do meio artístico têm participado com frequência de debates públicos para discutir os melhores caminhos para ampliar a participação feminina no setor audiovisual, na literatura e nos palcos.

A verdade é que já caminhamos muito, mas a estrada ainda é longa. Por tudo isso: mulheres, uni-vos!

Fabiane Pereira é jornalista, pós-graduada em Jornalismo Cultural pela ESPM e em Formação do Escritor pela PUC-Rio. É mestranda em Comunicação, Cultura e Tecnologia da Informação no Instituto Universitário de Lisboa. É curadora do projeto literário Som & Pausa e toca vários outros projetos pela sua empresa, a Valentina Comunicação. Foi apresentadora do programa Faro MPB, na MPB FM.