testeO que Extraordinário e Pax têm em comum?

Por Sheila Louzada*

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A gente já sabia que ia amar Pax desde que o título surgiu aqui na editora, mas, confesso, eu não esperava que fosse tão bom assim. A história do menino e sua raposa de estimação que se veem separados por uma guerra vai além do conto de amizade e lealdade, permitindo momentos de fofura e leveza mas também levantando vários questionamentos.

A sensação de encantamento com doses de aperto no coração nos lembrou muito um outro queridinho nosso, Extraordinário. (Se você ainda não leu, sério, vai logo providenciar o seu.) Auggie Pullman, o menino com grave deformidade facial que vai frequentar a escola pela primeira vez, tem muitas coisas em comum com Peter, o menino que sai em busca de sua raposa (o Pax) em uma jornada de quase quinhentos quilômetros.

Embora, ao contrário de Pax, Extraordinário tenha recortes temporal e espacial bem definidos, ambos são histórias universais, que mostram crianças diante de grandes desafios. Vou aproveitar a temática e comparar os dois no melhor estilo Charlotte (um conto fofíssimo de Auggie & eu): com uns diagramas de Venn.

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Segundo Charlotte, diagramas de Venn “são muito úteis para explicar muitas coisas”.

Em Pax, Peter é obrigado a devolver sua raposa de estimação à natureza quando o pai vai lutar na guerra e o deixa na casa do avô. Mas, chegando lá, ele repensa o que fez e decide voltar em busca do amigo, custe o que custar. O livro alterna as perspectivas dos dois. Nos capítulos do Pax, ele se vê na natureza pela primeira vez e começa a descobrir coisas fantásticas. Eu posso correr! Eu posso nadar! Caramba, existem outras raposas no mundo! Nos capítulos do Peter, às vezes dava vontade de virar para ele e falar: Você e o Auggie deviam ser amigos! Trocar experiências, jogar videogame… E o Auggie ia adorar mais um amigo, porque o Auggie é muito simpático e aberto a novas amizades.

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Reparem que Peter e Pax também têm muito em comum, não é à toa que eles se dão bem!

É interessante notar as diferenças entre os desafios que os dois personagens enfrentam: enquanto Auggie sofre com algo totalmente externo — a questão da aparência —, Peter lida com um pequeno vulcão que está dentro de si mesmo, uma luta que só ele sabe que está acontecendo.

É claro, o problema do Auggie envolve questões mais graves, já que ele passou por diversas cirurgias e ainda sofre com algumas limitações motoras, mas, deixando de lado por ora a questão da proporção, os “obstáculos externos” proporcionam a vantagem e a desvantagem da percepção imediata. Logo que o vê, a pessoa é levada a uma reação, seja de empatia ou repulsa (é raro ser indiferente). Ela entende que tem alguma coisa acontecendo ali. Auggie sabe que em todo ambiente novo ele vai se deparar com olhares de surpresa, desconforto ou piedade; em boa parte do tempo, ele vai ser tratado de forma diferente, e não há como evitar isso.

E Peter? Peter não tem mãe, mas, fugindo ao óbvio, não é essa a questão que a autora mais explora na formação da personalidade dele, e sim a luta que ele trava internamente contra a própria natureza. Peter herdou do pai a ferocidade. “As mãos estavam sempre fechadas com força, como se ele torcesse para que alguma coisa o fizesse explodir.” O menino reconhece em si mesmo esse risco constante de, como diz, “entrar em curto-circuito”; de entrar em erupção e acabar ferindo as pessoas à sua volta. Mas ele se recusa a tomar posse dessa herança. Por ter crescido sofrendo as dores de ter que estar sempre pisando em ovos, ele tem medo de ferir as pessoas que ama como o pai o feriu. E, nessa luta invisível, o único que vai reconhecer seu esforço é ele mesmo. O mundo lá fora precisa de explicações, e explicar o que acontece dentro da gente não é tarefa fácil.

Por isso, a cada dia precisamos nos lembrar daquele velho preceito:

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>> Leia um trecho de Pax

 

Sheila Louzada faz parte da equipe de literatura infantojuvenil da Intrínseca e nunca teve raposas nem gatos nem cachorros. Tem um pato de borracha chamado Tofu.

testeProdutora anuncia início das filmagens de Extraordinário

(Photo by Mike Windle/Getty Images for WE Day )

A Lionsgate, produtora responsável pela adaptação de Extraordinário para os cinemas, anunciou pelo Twitter o início das filmagens. E as novidades sobre o longa não param por aí! Os atores Owen Wilson e Daveed Diggs, que interpreta Lafayette e Thomas Jefferson no musical da Broadway Hamilton, estão confirmados no elenco, ao lado de Jacob Tremblay e Julia Roberts. Wilson fará o pai de Auggie na história e Diggs ficará com o papel do Sr. Browne, professor do menino. As gravações acontecem em Vancouver, no Canadá, e devem durar cerca de quatro meses.

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A adaptação do livro de R. J. Palacio tem estreia prevista para abril de 2017. O longa será dirigido por Stephen Chbosky, autor de As Vantagens de Ser Invisível. O roteiro ficará a cargo de Steve Conrad, de À Procura da Felicidade, e Todd Lieberman e David Hoberman serão os produtores do filme.

Extraordinário conta a história de Auggie Pullman, um garoto que tem uma deformidade facial e enfrenta o grande desafio de frequentar a escola pela primeira vez. Com momentos comoventes e outros descontraídos, o livro já encantou milhares de leitores e consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos a seu redor: família, amigos e comunidade.

testeExtraordinário nos cinemas

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Getty Images

Depois de mais de dois anos de espera, finalmente temos novidades sobre a adaptação de Extraordinário para os cinemas. Jacob Tremblay, o ator mais fofo e queridinho de Hollywood, dará vida ao personagem Auggie. Jacob protagonizou O quarto de Jack, filme indicado ao Oscar neste ano, e conquistou milhares de fãs com sua atuação. Julia Roberts também foi confirmada no elenco e será a mãe de Auggie.

O longa, ainda sem previsão de estreia, será dirigido por Stephen Chbosky, de As Vantagens de ser Invisível. O roteiro ficará por conta de Steve Conrad, de À Procura da Felicidade, e Todd Lieberman e David Hoberman serão os produtores do filme.

Extraordinário conta a história de Auggie Pullman, um garoto que tem uma deformidade facial e enfrenta o grande desafio de frequentar a escola pela primeira vez. Com momentos comoventes e outros descontraídos, o livro já encantou milhares de leitores e consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade.

testeOs personagens da vida de Auggie

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Muitas vezes não conseguimos compreender as atitudes tomadas pelas pessoas, mas será que as conhecemos o suficiente para julgá-las? Em Extraordinário, somos apresentados à emocionante história de Auggie. Com uma síndrome genética que causa uma deformidade facial grave, o menino mostra, de forma sensível, como sua chegada à escola gerou reações dos mais variados tipos nas pessoas. Por ter um rosto diferente, Auggie tem que enfrentar o preconceito e bullying dos colegas.

Como toda história tem dois lados, em Auggie & eu, livro recém-publicado que reúne contos extras sobre Extraordinário, temos a oportunidade de conhecer o ponto de vista de personagens que conviveram e tiveram sua vida impactada por Auggie. Selecionamos as características marcantes de cada um:

Julian — Conhecido por ser o menino que atormenta e lidera o bullying contra Auggie na escola, Julian é popular, gosta de Star Wars e Bob Esponja, já teve medo de dormir sozinho à noite e adora fazer brincadeiras malvadas com as pessoas. É um personagem bastante controverso. Apesar de ser considerado o vilão, é uma criança com muitas inseguranças e medos.

Christopher — Primeiro e mais antigo amigo de infância de Auggie, Chris é sincero e não tem vergonha de expor suas dúvidas sobre a amizade. Tem vergonha de assumir, mas já gostou muito de Power Rangers e amava brincar com bonecos de zumbis, jogos de tabuleiro e dinossauros na casa de Auggie.

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 Charlotte — A única menina entre as crianças que receberam Auggie na escola. Dramática, certinha, apaixonada por musicais da Broadway, adora dançar, mas é insegura com o próprio corpo. Como muitas garotas da idade dela, Charlotte se preocupa com o que os outros pensam e com as “panelinhas” da escola.

testeSobre minha escrita – Personagens

Histórias são sempre sobre alguém fazendo alguma coisa. Às vezes, a coisa pode até ser o tema central, mas o que proporcionará a emoção da leitura é o tanto que aquele alguém foi modificado por essa coisa. Um épico sobre uma guerra nunca será apenas acerca do conflito armado, mas de como a vida de determinada pessoa foi alterada por seus horrores. Um romance a respeito de um desencontro não terá impacto se não percebermos a sutileza de quanto aquele desencontro afetou quem se envolveu. Uma trama policial nunca vai somente relatar um crime, mas de que maneira o evento subverteu a forma de as pessoas implicadas passarem a enxergar o mundo.

Por isso, o elemento mais importante de uma história é o personagem. Nós, leitores, estamos sempre em busca de personagens fortes e inesquecíveis. Por eles vamos nos afeiçoar e torcer. Desejaremos viver suas aventuras e nos reconhecer em suas atitudes. Daremos risada, choraremos, odiaremos e xingaremos quando merecerem. E, quando fecharmos o livro, provavelmente ainda teremos bons sonhos, como se fossem reais.

Gosto, particularmente, daquele personagem que o escritor pouco descreveu fisicamente. Quero conhecê-lo por seus propósitos, suas ações, seus sentimentos e suas escolhas. A menos que seja fundamental saber que seus olhos são verdes, caso isso tenha importância no rumo da história, prefiro tirar minhas próprias conclusões sobre o quão marcante seu olhar pode ser. Também gosto de personagens que trazem conflitos aparentemente insolúveis. Quanto maior o “grau de dificuldade” em sair de uma situação, mais empolgante ele costuma ser.

Sempre entro na escrita de um romance com foco nisso. Quem será meu personagem? O que ele vai fazer? De onde vem e para onde vai? Qual é seu passado? Que problema tem de resolver? Qual evento exterior vai afetar seu interior, a ponto de transformá-lo e isso influenciar outras pessoas ao redor? Pedro, em Surpreendente!, e Vinícius Becker, em A máquina de contar histórias, trouxeram tais perguntas em sua composição.

Desde que me tenho por gente, personagens da literatura vêm ajudando a costurar a colcha de retalhos da minha vida de escritor e ser humano. Não escondo que invejo a enorme capacidade de muitos colegas autores para compor personagens memoráveis e atemporais. Imagino como seria perfeito se eu pudesse um dia pagar uma bebida a alguns desses personagens, para passar uma tarde inteira ouvindo-os discorrer sobre suas experiências. Em alguns casos, até descobrir o que aconteceu tempos depois do ponto final de suas histórias.

Finalizo o texto trazendo a seleção dos dez personagens para quem eu realmente gostaria de ter pagado uma bebida — chá, chope, refrigerante, hidromel ou uísque, dependendo do caso: Holden Caulfield (O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger); Rob Fleming  (Alta fidelidade, Nick Hornby); Hercule Poirot (de vários livros de Agatha Christie); Capitu (Dom Casmurro, de Machado de Assis); James Bond (de vários livros de Ian Fleming); Hazel Grace (A culpa é das estrelas, de John Green); Frodo (O senhor dos anéis, de J.R.R. Tolkien); Auggie (Extraordinário, de R.J. Palacio); Alice (Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll); e, por fim, Dom Quixote (O engenhoso fidalgo Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes).

testeLançamentos de novembro

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Crepúsculo/Vida e morte, de Stephenie Meyer — Para comemorar o aniversário de 10 anos da inesquecível história de amor entre Bella e Edward, Stephenie Meyer presenteia os leitores com uma edição dupla. Além de Crepúsculo, a edição especial contém quase 400 páginas de conteúdo extra que inclui Vida e morte, versão em que a autora inverte o gênero dos protagonistas. [Leia +] link-externoLeia também: Por dentro da edição especial de Crepúsculo

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst — Uma caixa lacrada, repleta de pistas e enigmas, guarda um livro misterioso. Em suas margens, as anotações e conversas de dois leitores formam um intricado quebra-cabeça elaborado por ninguém menos do que J.J. Abrams, mente por trás do seriado Lost e diretor do sétimo episódio da saga Star Wars, que estreia em dezembro. [Leia +]

Caçadores de trolls, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus Na história de terror idealizada por Guillermo del Toro, um dos artistas mais visionários da atualidade, a vida de um típico adolescente de uma cidade pacata norte-americana sofre uma reviralvolta quando ele descobre que terá que enfrentar monstros com um gosto especial por carne humana. [Leia +]

Poder, estilo e ócio, de Joyce Pascowith — Desde que iniciou sua carreira jornalística em 1980, Joyce Pascowitch fez de tudo: foi à posse de quatro presidentes, jantou com Madonna, rodou o mundo. Com o savoir-faire de quem sempre circulou pelos bastidores do poder político e econômico, ela conta detalhes de um universo onde sobra luxo e glamour. [Leia +]

Cansei de ser gato: do capim ao sachê, de Amanda Nori e Stéfany Guimarães —Chico já arrebatou o coração de milhares de leitores ao expor sua versatilidade no Facebook. Agora o gato mais famoso da América Latina — que interpretou ícones como Frida Kahlo, Christian Grey e Amy Winehouse — conta, com generosas doses de ironia, toda a sua trajetória rumo ao sucesso. [Leia +]

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Auggie & Eu, de R. J. Palácio — Coletânea imprescindível para os milhares de leitores que se apaixonaram pelo universo de Auggie. O livro reúne três histórias contadas por personagens ligados ao inesquecível protagonista de Extraordinário, até então exclusivas no formato e-book: O capítulo do Julian, Plutão e Shingaling[Leia +]

Diário extraordinário, de R. J. PalácioMais um presente para os fãs de Auggie: Diário extraordinário é um caderno pautado e ilustrado, repleto de frases inspiradoras. Um convite para encontrarmos o escritor que existe em cada um de nós. [Leia +]

O destino da Número Dez (Série Os Legados de Lorien – livro 6), de Pittacus Lore — Por anos, a Garde lutou contra os mogadorianos em segredo. Mas agora a invasão começou. Quando tudo parece perdido, Sam, melhor amigo de John, inexplicavelmente começa a desenvolver poderes, os Legados. E ele não está sozinho. A única chance de vencer a guerra contra os mogadorianos é destruir seu líder — mas destruí-lo significa condenar Ella a um destino cruel. [Leia +] link-externoLeia também: Por que escolhemos O destino da Número Dez

Uma pergunta por dia Ideal para quem adora diários e para todos que têm dificuldade em mantê-los, Uma pergunta por dia convida os leitores a registrar suas respostas a uma variedade de questões por cinco anos. Perfeito para colecionar memórias individuais e em grupo. [Leia +]

O livro secreto, de Grégory Samak — O que você faria se pudesse mudar o destino? Essa é grande questão que acompanha Elias Ein, um idoso solitário que perdeu seus familiares no Holocausto. Décadas depois da Segunda Guerra Mundial, ele encontra, em uma biblioteca fantástica, o Grande Livro da Vida, obra que apresenta o destino de cada ser humano e possibilita a Elias não só viajar no tempo e presenciar fatos históricos, mas também a chance de alterá-los. [Leia +]

testeDia do amigo

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Vocês já sentiram vergonha de um amigo? Acham que a distância pode atrapalhar uma amizade?

plutaoChristopher é o melhor amigo de Auggie, o garoto de feições incomuns do romance Extraordinário, de R. J. Palacio. Como costuma acontecer com todos os amigos de verdade, eles já tiveram bons e maus momentos. Os dois se conhecem desde os seus primeiros dias de vida e compartilharam as brincadeiras e as descobertas da infância. Mas nem tudo foi tão simples.

Com uma narrativa que se alterna entre o passado e o presente dos dois amigos, Plutão, uma história publicada exclusivamente em e-book, acompanha Chris em um dia especialmente complicado e nos faz refletir sobre o verdadeiro valor da amizade.

Os questionamentos de Chris são muito parecidos com os de qualquer um de nós, por isso convidamos nossos parceiros para uma conversa sobre amizade e para uma ação especial sobre Plutão.

Confira as resenhas e os vídeos:

Vai lendo|Chovendo livros|Equalize da leitura|Viciados pela leitura|Recanto da Mi|LivrologiasSobre livros e traduçõesBrincando com livros |Leitora Compulsiva|Por essas páginas|Lara Furtado|Uma janela secretaLivroterapias| Icebookcream| Parafraseando livros| Menina da Bahia| De tudo um pouquinho| Conjunto da Obra |Tédio Social|CoolturalFilmes, livros e séries|Entrando numa fria|Além da contracapa| Vivendo entre palavras |Insagas|Claquete Literária|Vitor Martins| Borogodó Literário

testeLançamentos de julho

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Não se iluda, não, de Isabela Freitas — Em seu segundo livro, Isabela Freitas dá sequência às histórias dos personagens de Não se apega, não. Dessa vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, a personagem Isabela vai em busca daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando o caminho é acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa. [Leia mais]

Como a música ficou grátis, de Stephen Witt — Seguindo a tradição de escritores como Michael Lewis, autor de Moneyball, Witt investiga a fundo a história secreta da pirataria de músicas na internet, partindo dos engenheiros alemães criadores do mp3 e apresentando figuras incríveis — inventores, executivos da indústria fonográfica, operários e ladrões — que revolucionaram a indústria fonográfica e o universo digital. [Leia mais]

A mulher perfeita é uma vaca: Guia de sobrevivência para mulheres normais, de Anne-Sophie Girard e Marie-Aldine Girard Sabe aquela mulher que tem tudo, pode tudo e conhece tudo, que é multitarefa, plena e feliz, que não fracassa nunca, sabe se comportar bem em qualquer situação e cabe em qualquer roupa? Pois é, ela não existe. É só uma vaca, esnobe e petulante, que vive na sua cabeça exclusivamente para sabotar você. Aprenda a tirá-la de lá e prepare-se para ser feliz! [Leia mais]

Mosquitolândia, de David Arnold — Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para morar com o pai e a madrasta no árido Mississippi. Para fugir dessa nova vida e buscar seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, ela embarca em um ônibus e encontra companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho, numa odisseia contemporânea tão hilária quanto emocionante. [Leia mais]

Notícias: Manual do usuário, de Alain de Botton — O aclamado escritor e filósofo do cotidiano se vale de histórias típicas da tevê e dos jornais para refletir sobre o impacto dos noticiários em nossa vida. Um manual definitivo da nossa era viciada em informação, que trará entendimento e um parâmetro de sanidade para as nossas interações diárias (e às vezes feitas a toda hora) com a máquina de notícias. [Leia mais]

Linda, como no caso do assassinato de Linda, de Leif G. W. PerssonEm um verão especialmente quente na Suécia, Linda, aluna da Academia de Polícia de Växjö, é brutalmente estuprada e assassinada. Evert Bäckström, um policial machista e autocentrado de Estocolmo, recebe a missão de comandar a investigação do crime e desloca sua equipe para a bucólica cidade. Para resolver o caso, a resignada equipe de policiais precisará correr contra o tempo e seguir as escassas pistas que a intransigência de Bäckström não deixou escapar. [Leia mais]

Half Wild, de Sally Green — Na sequência de Half Bad, após descobrir seu dom mágico, Nathan se une aos rebeldes da Luz e das Sombras de toda a Europa para derrubar Soul, líder tirânico do Conselho, e os caçadores, cujo domínio se espalhou para além da Inglaterra. Agora ele vai precisar encontrar um modo de conviver com seu lado selvagem, descobrir quem são seus verdadeiros aliados e, principalmente, quem é seu verdadeiro amor. [Leia mais]

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A coroa de Ptolomeu, de Rick Riordan — Depois do encontro de Percy e Carter, em O filho de Sobek, e de Annabeth e Sadie, em O cajado de Serápis, enfim chegou a hora de os quatro se unirem em uma divertida aventura mágica em um novo conto que une as séries de mitologia greco-romana e egípcia de Rick Riordan. O lançamento inclui o primeiro capítulo de A espada do verão, livro que dá início à nova série de Rick Riordan: Magnus Chase e os deuses de Asgard. [Leia mais]

Plutão, de R. J. Palacio — Em uma linda história sobre o valor da amizade na vida das crianças, R. J. Palacio apresenta Christopher, o melhor amigo de infância de August Pullman, o garoto de feições incomuns que encantou leitores do mundo inteiro no romance Extraordinário. O livro, que acompanha Chris ao longo de um dia especialmente complicado, alterna entre o presente e flashbacks de quando os dois meninos eram vizinhos, mostrando quanto esse armário marcou a vida de cada um. [Leia mais]

testeLançamentos de setembro

Dentro do post Clique nas capas para vê-las no tamanho máximo. Garota exemplar TIE IN portugues - capa FECHAMENTO.indd   Garota Exemplar – edição com capa inspirada no pôster do filme, de Gillian Flynn

Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy desaparece de casa, às margens do Rio Mississippi. Tudo indica se tratar de um sequestro, e seu marido Nick chama a polícia, mas logo as suspeitas recaem sobre ele. Exibindo uma estranha calma e contando uma história bem diferente da relatada por Amy em seu diário, ele parece cada dia mais culpado, embora continue a alegar inocência. À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, porém, fica claro que a verdade não é o forte do casal.

O relato perturbador de Gillian Flynn chega aos cinemas brasileiros em 2 de outubro, com Ben Affleck e Rosamund Pike vivendo os protagonistas Nick e Amy, com direção de David Fincher, produção de Reese Witherspoon e roteiro de Gillian Flynn.

Assista ao trailer:

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O capítulo do Julian, de R. J. Palacio – lançamento exclusivo em e-book

Mais de 1 milhão de leitores já se encantaram com Extraordinário e a história de Auggie Pullman – um garotinho que, apesar das feições incomuns, deseja ter uma infância como a de qualquer outra criança. Agora todos terão a chance de saber o que se passa na cabeça do personagem mais controverso do romance: Julian, o menino que lidera a cruzada de bullying contra Auggie. Por que Julian trata Auggie tão mal? Será que ele pode ser perdoado? Em O capítulo do Julian, R. J. Palacio faz uma incursão no mundo de uma criança que tem o coração muito maior do que seus atos de bullying e crueldade podem fazer mostrar, mas precisa de ajuda para enxergar isso.

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Sr. Fedor, de David Walliams

Mais uma vez, David Walliams brinda os jovens leitores com seu delicioso humor e sua inacreditável criatividade. Em Sr. Fedor, Chloe, que poderia ganhar o título de “menina mais solitária do mundo”, conhece um mendigo que vive em seu bairro e é a única pessoa a ser legal com ela.  Um dia, quando o chamado Sr. Fedor precisa de um lugar para ficar, Chloe resolve escondê-lo no barracão do quintal de sua casa, o que não agrada nada a esnobe mãe da menina. Nessa confusão,  Chloe vai aprender que alguns pequenos segredos podem causar enormes desastres.

    untitled O dia seguinte, de Rhidian Brook

Em 1946, em uma Hamburgo ocupada pelas tropas britânicas, o coronel Lewis Morgan é encarregado de supervisionar a reconstrução da cidade arruinada e de comandar a desnazificação do povo derrotado. Ele requisita uma casa junto ao rio Elba, onde passará a viver com sua esposa Rachael, enlutada pela morte do primogênito, e Edmund, o filho mais novo do casal, dos quais esteve distante mais de um ano. Ao contrário do que se espera, porém, o oficial inglês não força os antigos proprietários alemães, um viúvo e sua filha, a abandonarem a casa: insiste em que as duas famílias dividam o mesmo espaço. Assim, nesse ambiente carregado de conflitos e tensões, personagens controversos cujas vidas emocionais são influenciadas pela política e pela história se revelam e tornam a possibilidade de uma reconciliação extremamente real.

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Os arquivos perdidos: de volta a Paradise, de Pittacus Lore – lançamento exclusivo em e-book

Depois dos acontecimentos de Eu sou o número Quatro, quando John deixa Paradise para encontrar os outros membros da Garde, Mark fica para trás e precisa recolher os cacos de sua antiga vida. A escola foi destruída, sua casa, queimada, e, pior ainda, ele descobriu a terrível verdade: há alienígenas vivendo na Terra e eles planejam dominar o planeta. Sob a vigilância atenta de agentes do FBI, não há muito que Mark possa fazer, mas, quando Sarah desaparece misteriosamente, o rapaz sabe que não pode desistir. Sua busca o leva a novos aliados e uma revelação assustadora sobre os planos da invasão mogadoriana.

testeINCOMUM SEMELHANÇA

“Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de bicicleta. Jogo bola. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que as crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho” – apresenta-se August Pullman.

“Você nunca conheceu alguém como eu. A menos, é claro, que conheça alguém que tenha sobrevivido a uma tentativa de afogamento pela própria mãe e que agora more com o pai alcoólatra” – define-se Sarah Nelson.

Não são poucas as semelhanças entre Extraordinário, obra premiada de R. J. Palacio, e Claros sinais de loucura, romance de estreia de Karen Harrington no Brasil. O primeiro conta a história de August Pullman, um menino que nasceu com uma severa deformidade facial e está prestes a frequentar a escola pela primeira vez. Ele tem a difícil missão de convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, é igual a todos os outros. Claros sinais de loucura narra um verão inesquecível na vida de Sarah Nelson, uma menina adorável que vive com o pai ausente e alcoólatra, está apreensiva quanto à árvore genealógica que fará na escola, aguarda ansiosamente pelo primeiro beijo e teme ter herdado a loucura da mãe.

Além da temática igualmente tocante, Auggie e Sarah têm idades bem próximas – ele tem 10 anos, e ela, quase 12 – e compartilham o sentimento de não pertencimento, a história de vida incomum e o receio de serem julgados e vistos pelos outros como diferentes. Curiosamente ambos lidam com seus problemas de forma leve, positiva e até bem-humorada, além de apresentarem certa maturidade levando-se em consideração seus poucos anos de vida.

Também surpreendente e inspirador, A culpa é das estrelas, o best-seller de John Green, é outro exemplo de livro que traz como protagonistas jovens dignos de admiração. Como não amar o casal Hazel e Gus, ambos vítimas de câncer, e não se entusiasmar com a forma excêntrica com que encaram a realidade e ironizam a doença? Lição de vida para leitores de todas as idades, as três obras narram a árdua tarefa de lidar com problemas difíceis tão cedo, tanto na infância como na adolescência.