testeConfira a capa e a data de lançamento do segundo volume de Black Hammer

Vocês pediram e nós ouvimos! Em outubro, a Intrínseca vai lançar a continuação de Black Hammer: Origens secretas, a premiada graphic novel de Jeff Lemire, Dean Ormston e Dave Stewart.

Em Black Hammer: O evento, uma visita inesperada consegue romper as barreiras invisíveis que levam até a fazenda e começa a investigar o passado da cidade misteriosa. Enquanto descobrimos mais sobre o episódio que levou os heróis ao exílio, essa visita traz consigo a chance de o supergrupo finalmente escapar do purgatório.

O segundo volume da série conta ainda com a arte do espanhol David Rubín em uma história que mostra como o Coronel Weird conheceu sua companheira robô, Talky Walky.

Eleita a Melhor Série Original de 2017 pelo Eisner Awards, principal prêmio internacional de quadrinhos, Black Hammer faz referências aos heróis da era de ouro das HQs e subverte estereótipos clássicos os colocando em situações dos dias atuais.

Black Hammer: O evento chega ao Brasil no dia 25 de outubro.

Animados com a novidade?

testeA reinvenção dos super-heróis

Por Érico Assis*

Superman completou oitenta anos em 2018. Com ele nasceram os gibis de super- heróis, misto de YouTube, Playstation e Netflix na infância dos nossos bisavós, só que em revistinhas de papel fuleiro ao preço de um saco de balas. Oito décadas depois, gibis de super-heróis custam tanto ou mais que uma caixa de bombons finos e atendem sobretudo a um pequeno grupo de marmanjos. As editoras desses gibis ainda existem porque viraram fazendinhas onde estúdios de cinema colhem ideias para fazer bilhões.

E aí vêm Jeff Lemire e Dean Ormstron e criam um gibi sobre super-heróis numa fazendinha.

 

Black Hammer, lançado em maio pela Intrínseca, é um fenômeno de crítica. E não só aos olhos dos tais marmanjos, mas também de outros leitores e outras leitoras de outros quadrinhos mundo afora. Todos encontraram algo de inovador na criação de Lemire e Ormstron.

O que sabemos da história é o seguinte: os maiores heróis de Spiral City sumiram depois de salvar a cidade de um monstrão. Foram parar numa fazenda que ninguém tem ideia de onde fica, onde funciona uma força invisível que só os deixa ir de seu lar até a cidadezinha mais próxima. Eles sabem que não podem sair dali porque um deles tentou – e teve uma morte horrível. Dez anos depois, eles continuam na fazenda, ainda sem entender o que aconteceu.

Os heróis de Black Hammer são decalcados de figuras conhecidas para quem já deu uma espiada em gibis – ou nos filmes e desenhos animados – de super-herói. Abraham Slam era tipo um Capitão América. Barbalien é referência direta ao Caçador de Marte, o alien da Liga da Justiça que pode assumir qualquer forma. A Menina de Ouro é uma inversão dupla do Shazam, o garoto que se transformava em super-adulto com uma palavra mágica. Madame Libélula é daquelas figuras espectrais que servia de mestre de cerimônias em gibi de terror. Coronel Weird segue a moda Adam Strange, aventureiro espacial da DC Comics. E tem ainda Talky-Walky, uma robô inteligente da categoria genérica dos robôs inteligentes.

Some a cada um deles dez anos de frustração, a troca da antiga vida de aventuras pela existência bucólica, o mistério de sua condição e a morte do colega – cujo nome, macabramente, dá título à série – e você perceberá a nuvem de desesperança que paira sobre a trama. Quando entramos na história, porém, há algum sinal de que as coisas vão mudar…

O que se encontra de inovador em Black Hammer está justamente no conceito: super-heróis numa fazendinha. Por mais que os flashbacks mostrem as carreiras heroicas dos personagens – em pastiches dos estilos narrativos de gibis de várias épocas –, o presente deles é um tempo de tédio, de tempo morto, de vidinha cotidiana em que nada acontece. E a sensação de que não há nada a fazer porque uma barreira invisível (literalmente) não os deixa seguir com a vida.

Abraham Slam começa um romance com a garçonete do café local. Barbalien engata uma amizade com algo a mais com o pároco local (e faz a gente pensar se conceitos como homossexualidade ou bissexualidade se aplicam a um alienígena). Coronel Weird, pelo jeito, enlouqueceu – mas talvez já fosse louco.

A Menina de Ouro tem a história mais cruel: antes uma criança que ganhava superpoderes ao dizer sua palavra mágica, agora é uma mulher de 55 anos travada na versão infantil. Ela envelheceu, mas em Black Hammer não consegue voltar a sua forma original.

 

Menina de Ouro

Barbalien: O guerreiro de Marte

Madame Libélula

Abraham Slam

Coronel Weird

Jeff Lemire, que concebeu a série, tem uma carreira sui generis. Cresceu numa fazendinha no Canadá, formou-se em cinema e entrou para o mundo dos quadrinhos perto dos 30 anos. Hoje com 42, ele acumulou um currículo gigante: escreveu X-Men, Liga da Justiça, Wolverine, Homem-Animal, Arqueiro Verde, Gavião Arqueiro, John Constantine, Thanos e outros. Chegou a escrever oito revistas mensais simultaneamente – duas das quais ele desenhava. Também manteve uma carreira paralela aos super-heróis em HQs que tanto escreve quanto desenha, geralmente com personagens sem capas, garras ou raios, como Condado de Essex, Sweet Tooth, O Soldador Subaquático, Trillium, Nada a Perder e Royal City.

Lançada em 2016 nos EUA, Black Hammer ganhou o Prêmio Eisner de melhor série estreante no ano seguinte e concorre em cinco categorias no Eisner 2018 (os resultados serão anunciados em 20 de julho). A resposta positiva da crítica e dos leitores fez a série virar um universo: a revista mensal se encerrou e a narrativa foi desmembrada em minisséries com nomes de inspiração pulp, como Sherlock Frankenstein and the Legion of Evil, Doctor Star and the Kingdom of Lost Tomorrows. A Intrínseca já confirmou que vai lançar os dois próximos volumes: The Event e Age of Doom (ainda sem título em português definido).

Muitos esperam que aconteça com Black Hammer o que tem acontecido com todo gibi de sucesso: um bom contrato para virar filme ou série da Netflix. O que seria bastante irônico. Não há nada anunciado até o momento, e Lemire nem tem essa perspectiva de que sua criação é uma crítica aos gibis de heróis como fazendinha de Hollywood. Como escreve nos posfácio do primeiro volume, ele só quer escrever “histórias humanas e realistas sobre famílias e cidades pequenas”. Famílias e cidadezinhas com aliens, raios nos olhos, vacas a ordenhar e superdoses de depressão – como toda família, como toda cidadezinha.

Se interessou? Leia um trecho de Black Hammer: Origens secretas

Érico Assis é tradutor e jornalista especializado em quadrinhos. Foi editor convidado de O Fabuloso Quadrinho Brasileiro de 2015 (editora Narval). 

 

testeRevivendo o passado através de O árabe do futuro

Por José Messias*

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Trecho de “O árabe do futuro”

Carl Sagan, astrofísico e divulgador científico, certa vez afirmou que “é preciso conhecer o passado para compreender o presente”. Dita em seu programa de TV, Cosmos, de 1980, a frase poderia muito bem servir de premissa para O árabe do futuro, autobiografia em quadrinhos de Riad Sattouf. Filho de pai sírio que se mudou para Paris para cursar o doutorado na Sorbonne, o artista francês de apenas 37 anos poderia ser considerado precoce por lançar uma biografia nessa idade (Justin Bieber à parte, claro). Poderia, não fosse a potência e a relevância de seu relato, que aborda algo mais do que o choque cultural de ter saído da Europa aos dois anos para morar com a família primeiro na Líbia e depois na Síria.

Pelo olhar de uma criança, relações familiares, religião, ideologia e política ganham contornos mais palpáveis. Tal qual Sagan ao traduzir para o grande público a ciência avançada na série Cosmos – que tinha o peculiar subtítulo “uma viagem pessoal”–, o quadrinista, ao empreender uma jornada a priori extremamente particular, acaba revelando aspectos pouco explorados de um mundo polarizado. História em quadrinhos com H maiúsculo.

capa_arabe do futuro_miniatura_blogSatouff, como alude o título de seu livro, fala de um futuro que nunca se concretizou. No primeiro volume dos três que compõem a autobiografia, ele coloca em contexto fatos históricos da Líbia e da Síria para contar sua vida. A narrativa apresenta sua visão do mundo árabe a partir da infância dividida entre duas culturas, ou melhor, entre diversos contrastes político-culturais: Ocidente e Oriente, religião e secularismo, democracia e totalitarismo, tradição e reforma, entre outros. O interessante é notar como muitas dessas definições vão sendo inteligentemente questionadas/desconstruídas, ou pelo menos debatidas, pelo viés da inocência e da relativa pureza da ótica infantil.

Materializado pelo conceito de pan-arabismo, que prega a união dos povos árabes, e pelas ditaduras que governavam a Líbia e a Síria desde os anos 1960 – respectivamente, a do recém-deposto (e morto) Muamar Kadafi e a de Hafez al-Assad, pai do atual presidente Bashar al-Assad –, a ideia de um árabe do futuro teria em seu cerne a educação, o progresso e até certo afastamento do islamismo tradicionalista (rígido, mas não necessariamente fundamentalista). Com certa ironia, Sattouf aponta como governos hoje considerados tirânicos surgiram como uma proposta de renovação ou reforma.

Em suas memórias, os golpes de Estado, a pobreza e a escassez de recursos dos países em que viveu e o bullying que sofria dos primos misturam-se às lembranças da primeira visita de sua avó, dos amigos que fez e das brincadeiras do período, nem sempre tão inocentes. Cada uma com seu grau de felicidade e de angústia. Como toda criança.

Através do olhar do menino Riad, é possível ver como o estranhamento dos valores e costumes daquele que apesar de distante também era seu povo, sua família, vai dando lugar à aceitação, com ajuda do pai, seu ídolo, e dos poucos mas estimados amigos. Mesmo que a adaptação possa ser conturbada. E até brutal.

link-externoLeia também: Riad Sattouf participa da Flip 2015

 

Nem todas as tradições são ruins

Em termos literários, O árabe do futuro pode ser colocado facilmente num contexto maior, inserido entre as obras que quebram barreiras de gênero ou definições arbitrárias do mercado, como “público-alvo”. Afinal, já passou e muito o tempo em que ainda se acreditava que quadrinho é coisa de criança.

De um lado, estão os mangás japoneses e os blockbusters inspirados em revistas em quadrinhos, como Os Vingadores, que mostram como essa indústria movimenta bilhões de dólares anualmente e gera lucros astronômicos com vendas e licenciamento, atingindo públicos de todas as idades. De outro, temos obras como Um contrato com Deus, de Will Eisner (que, lançada em 1978, apresentou para o grande público o conceito de graphic novel), responsáveis por pensar o formato como meio de expressão mais artística e comprovar o potencial do gênero para narrativas sem capas esvoaçantes ou superpoderes.

O termo graphic novel, aliás, surgiu nos Estados Unidos justamente como uma resposta ao inadequado comic book (e sua abreviação comics), considerado por pesquisadores e entusiastas como Richard Kyle uma herança das tiras de jornal, as comic strips, que teriam o humor como elemento principal. Vale ressaltar que trabalhos pioneiros de autores brasileiros como Laerte Coutinho, Lourenço Mutarelli e dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá têm desafiado essas definições reducionistas, sendo chamadas de tiras livres por pesquisadores como Paulo Ramos.

No campo literário, há ainda Maus, na qual o norte-americano Art Spiegelman retrata a vida de seu pai, um judeu polonês, durante o Holocausto. A obra foi a primeira do gênero a ganhar o prêmio Pulitzer. Sobre o Oriente Médio, não há como deixar de mencionar o trabalho de Joe Sacco, com suas reportagens investigativas em quadrinhos sobre o conflito entre Palestina e Israel. Com Palestina, de 1996, Sacco foi agraciado com o American Book Award.

Embora a polêmica ocorra principalmente em países anglófonos, essa discussão influencia a forma como o gênero é visto e, principalmente, o imaginário a seu respeito, dentro e fora dos Estados Unidos. Em lugar de proporcionar a unificação em torno do termo graphic novel (romance gráfico) – mais preciso e sem a estigmatização do humor como essência –, a comunidade acadêmica e a opinião pública acabaram por atribuí-lo a um tipo específico de quadrinhos, voltado para o público adulto (como os trabalhos de Eisner) e, sobretudo, de narrativa fechada, mesmo que serializada. Acaba-se por recriar a mesma mentalidade reducionista: comics, os super-heróis, são pra crianças, graphic novels são pra adultos.

Curiosamente, o termo também se ramificou, gerando correlatos como graphic storytelling (narrativa gráfica). Além disso, quando o meio se desenvolveu e atingiu certo prestígio por causa de seus realizadores, acabou sendo reconhecido como arte, gerando novas definições, como nona arte e arte sequencial. Ainda assim, existe certo preciosismo em torno desses termos que novamente são apenas relegados a um tipo específico de quadrinhos (adultos, poéticos, filosóficos, políticos etc.).

O potencial expressivo dos quadrinhos, seja como arte, reportagem jornalística ou crítica cultural, vem sendo explorado de formas inovadoras desde o surgimento do meio. No entanto, sendo historicamente identificados como entretenimento, sobretudo para o público infantil, os quadrinhos acabam sofrendo ora com certo preconceito de parte do público ora com o protecionismo de estudiosos e de parte do mercado, o que pode afastar leitores em potencial.

Daí a importância de obras como O árabe do futuro que em sua relativa simplicidade são capazes de pôr em perspectiva nossa visão de mundo e de balançar algumas ideias pré-concebidas. E no final das contas, é isso que deve contar na hora de escolher uma próxima leitura.

link-externoLeia um trecho de O árabe do futuro

 

José Messias é doutorando em Comunicação pela ECO/UFRJ e mestre na mesma área pelo PPGCom/Uerj. O tema de sua dissertação foram as representações de herói presentes nas histórias em quadrinhos estadunidenses e japonesas, com um estudo de caso sobre Superman, Batman, Samurai X e Vagabond. Possui artigos científicos publicados em periódicos tanto sobre quadrinhos, representação e imaginário quanto sobre videogames, pirataria e cognição, seu atual tema de estudo. Também é um dos editores e redator do site Iluminerds.

testeRiad Sattouf participa da Flip 2015

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O quadrinista sírio-francês Riad Sattouf, autor da recém-publicada autobiografia O árabe do futuro, participa da 13ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que acontecerá entre os dias 1 e 5 de julho.

Ex-colaborador do jornal Charlie Hebdo, Sattouf dividirá a mesa “De balões e blasfêmias” com o brasileiro Rafa Campos. O encontro sobre batalhas culturais em HQs está marcado para sábado, 4 de julho, às 15h.

link-externoVeja a programação completa da Flip 2015

capa_arabe do futuro_miniatura_blogFilho de mãe francesa, criada na Bretanha, e de pai sírio, de uma aldeia próxima a Homs, Sattouf retrata em O árabe do futuro – Uma juventude no Oriente Médio (1978-1984) o choque cultural experimentado por uma criança nascida na França socialista de Mitterand ao vivenciar as ditaduras da Síria de Assad e da Líbia de Kadafi.

link-externoLeia um trecho de O árabe do futuro

Riad Sattouf é autor de 17 livros e também atua como roteirista e diretor de cinema. Seu primeiro longa-metragem, Les beaux gosses (2009), ganhou o César de melhor filme e foi indicado à Câmera de Ouro (Caméra d’or) em Cannes. Por O árabe do futuro recebeu neste ano, pela segunda vez, o prêmio principal do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême.

 

link-externoVeja também: David Nicholls está confirmado na Bienal do Rio 2015

 

testeO árabe do futuro

Ilustração_Arabe do futuro

Recém-chegada de Paris, a família Sattouf se instalou em uma moradia gratuita assim que desembarcou em Trípoli, na Líbia, em 1978. Após um passeio pela cidade, a surpresa: seus pertences jaziam cuidadosamente empilhados na frente da casa. A porta estava trancada e o novo morador nem titubeou: seguira à risca as orientações de Kadafi. O Estado das Massas abolira a propriedade privada e incentivava seus cidadãos a ocuparem os imóveis vazios. Aquele agora era o lar dele.

link-externoLeia também: Riad Sattouf participa da FLIP 2015

capa_arabe do futuroA cena insólita faz parte das lembranças de Riad Sattouf, 36, reconhecido quadrinista da nova geração francesa e ex-colaborador da revista Charlie Hebdo. Filho de mãe francesa, nascida na Bretanha, e de pai sírio, de uma aldeia próxima a Homs, Sattouf retrata em O árabe do futuro – Uma juventude no Oriente Médio (1978-1984) o choque cultural experimentado por uma criança criada na França socialista de Mitterand ao vivenciar as ditaduras da Síria de Assad e da Líbia de Kadafi.

link-externoLeia um trecho de O árabe do futuro

Em menos de um ano, o primeiro tomo da autobiografia de Sattouf teve mais de 90 mil exemplares vendidos na França e recebeu, no início de fevereiro, o prêmio principal da 42ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême. Essa foi a segunda vez que Sattouf levou a honraria francesa; em 2010, foi premiado pela HQ Pascal brutal, um deboche ao estereótipo dos fortões movidos a testosterona.

Além de ter 17 livros publicados, Riad Sattouf também é cineasta. No ano passado, roteirizou e dirigiu seu segundo longa-metragem, Jacky au royaume des filles, protagonizado por Vincent Lacoste e Charlotte Gainsbourg. O primeiro, Les beaux gosses (2009), ganhou o César de melhor filme, foi indicado à Câmera de Ouro (Caméra d’or) em Cannes e levou quase um milhão de espectadores aos cinemas.

Riad-Sattouf

Riad Sattouf por Renaud Monfourny

Em entrevista ao jornal O Globo, Sattouf explica que o mergulho em sua história pessoal foi deflagrado pela eclosão da guerra civil na Síria em 2011 e pela operação de resgate por ele empreendida para retirar seus familiares de Homs, um dos epicentros da revolta. Já o título do quadrinho surgiu da obsessão de seu pai pela edificação de um “árabe do futuro”. Para o patriarca, defensor do pan-arabismo e que conheceu a mãe do quadrinista enquanto estudava na Sorbonne, o homem árabe deveria se instruir para escapar do obscurantismo religioso. O árabe do futuro não seria supersticioso ou escravo das potências — teria uma concepção de progresso aliada às tradições.

link-externoLeia também: Revivendo o passado através de O árabe do futuro, por José Messias