testeClube de leitura: A visita cruel do tempo

Por Bruno Leite*

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Depois de um ano de clube de leitura, já conversamos sobre várias obras que aguçaram, de muitas formas, nossas percepções do que consideramos “leitura” e do que é “ser leitor”. Muitos livros nos deixaram alucinados, torcendo, chorando, com o coração sangrando e até nos levaram a produzir fanfics — como descobrimos nos nossos encontros sobre os romances de Jojo Moyes, O leitor do trem das 6h27 e A verdade sobre o caso Harry Quebert. Quebramos a cabeça com as intrincadas tramas de Até você ser minha, S., e A febre. Rimos e nos deleitamos com Alucinadamente feliz… Mas acredito que nada nos fará refletir tanto quanto A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan.

Mediar um bate-papo sobre o romance de Egan (uma vencedora do Pultizer de Ficção!) será um salto muito grande para mim: engasgo toda vez que tento descrever este livro, as palavras me escapam… Mas vamos lá! Simplificando: A visita cruel do tempo apresenta, por meio de inúmeros pontos de vista, as histórias de um grupo de pessoas que têm algum tipo de ligação com o produtor musical Bennie Salazar. Cada capítulo é narrado por um desses personagens, com uma linguagem e em um tempo diferentes, formando assim um grande painel de relatos e de situações ao longo de quase 50 anos. (Esse cálculo é só um chute. Desculpem-me. Sou de humanas.)

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Existe na obra uma unidade musical e, obrigado, Bennie, por isso! O punk, o post punk, o hardcore, está tudo lá, e a trilha sonora vai permeando o livro de som e fúria, fazendo com que as máculas de cada personagem se transformem em combustível para que eles mesmos façam o romance avançar. E vocês: o que vocês acham da trilha? Foi apropriada? Já conheciam alguns dos artistas citados? Tem algum outro a indicar? Aliás, se vocês ainda não ouviram, eu compilei (quase) todos eles nessa playlist:

>> Leia mais sobre Bennie Salazar

Outra força muito importante do livro são as memórias, que nada mais são do que uma maneira orgânica de trazer o tempo passado para o presente e mostrar seus desdobramentos no futuro. Vocês enxergam isso como um recurso da autora para manifestar o estilhaçamento dos sonhos dos personagens? Vale acreditar que as memórias são cruéis com os personagens por fazer com que eles se conscientizem de suas fraquezas?

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Notei que a síndrome de impostor tem sido bem divulgada — a saber, aquela pressão que todo mundo sente ao pensar que talvez os outros não nos considerem tão bons, ou, pior, que na verdade somos pura mentira e carão, o que nos força a fazer mais e melhor — e, no linguajar corporativo, ela faz todo sentido. Mas, transpondo isso para a personagem que mais amo nesse livro, a Sasha, vocês acham que o baú de guardados dela, as pressões e as sabotagens a que ela se presta representam isso? O que vocês acharam da Sasha?

No tarô de Marselha, temos a carta do Juízo Final, que, por mais que tenha esse nome medonho, significa que você terá exatamente aquilo que cultivou, que é a hora de colher os frutos da terra. Vocês acreditam que essa carta representa com perfeição o destino de todos os personagens? Houve pessoas que não mereceram a implacável visita do tempo? Para quem ela foi mais generosa?

Essas e outras impressões serão discutidas com muito pó de ouro — sim, providenciaremos! — no dia 11 de agosto, no auditório da Livraria Cultura do Shopping Bourbon. Para se inscrever, vocês já sabem: basta mandar um e-mail para o renato.costa@livrariacultura.com.br informando nome e colocando logo em baixo a palavra SARDAS, com três exclamações.

 

Bruno Leite é estudante de Letras, trabalha há oito anos no mercado editorial e é colaborador no blog O Espanador.

teste10 livros para o Dia das Mães

Confira nossas sugestões de presentes:

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Como eu era antes de você, de Jojo Moyes Lou Clark, uma jovem cheia de vida e espontaneidade, perde o emprego e é obrigada a repensar toda sua vida. Will Traynor sabe que o acidente com a motocicleta tirou dele a vontade de viver. O que Will não sabe é que a chegada de Lou vai trazer de volta a cor à sua vida. E nenhum deles desconfia de que esse encontro irá mudar para sempre a história dos dois.

Depois de emocionar milhares de leitores no mundo todo, o irresistível romance de Jojo Moyes chega aos cinemas em 16 de junho com roteiro adaptado pela própria autora e estrelado por Emilia Clarke (Game of Thrones) e Sam Claflin (Jogos Vorazes). [Leia +] 

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Conheça a nova capa do livro inspirada no cartaz do filme

Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson  Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais: depressão altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.

Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para se levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr —  Marie-Laure, cega aos seis anos, vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural. Na Alemanha, o curioso órfão Werner se encanta pelo rádio.

Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível. [Leia +]

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Eu sou o Peregrino, de Terry Hayes  Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.

Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes (Mad Max 2 e Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão), Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda a sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável. [Leia +]

É isso que eu faço: Uma vida de amor e guerra, de Lynsey Addario — Após os atentados de 11 de Setembro, a fotojornalista Lynsey Addario foi chamada para cobrir a invasão americana ao Afeganistão. Nesse momento, ela fez uma escolha que se repetiria muitas vezes depois: abrir mão do conforto e da previsibilidade a fim de correr o mundo confrontando com sua câmera as mais duras verdades.

As imagens captadas pelas lentes de Lynsey parecem buscar sempre um propósito maior. No livro, ela retrata os afegãos antes e depois do regime talibã, os cidadãos vitimados pela guerra e os insurgentes no Iraque, expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo e narra a ocasião do próprio sequestro, orquestrado pelas forças pró-Kadafi durante a guerra civil na Líbia. [Leia +]

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O amor segundo Buenos Aires, de Fernando Scheller Com largas avenidas, cafés em estilo europeu e bairros charmosamente decadentes, Buenos Aires é o lugar perfeito para histórias de amor inesquecíveis. A capital argentina é cenário e, ao mesmo tempo, personagem do primeiro romance de Fernando Scheller, repórter do jornal O Estado de S. Paulo.

É por amor que Hugo deixa o Brasil rumo à capital argentina. Embora o relacionamento com Leonor não sobreviva, seu fascínio pela cidade resiste à dor da separação e à descoberta de que sofre de uma grave doença. Hugo cria laços com o arquiteto Eduardo e com a comissária de bordo Carolina, que evidenciam o poder regenerador das amizades verdadeiras. Ele se reaproxima de seu pai, Pedro, que troca a rotina de um casamento desgastado por uma vida em que é possível encontrar profundos afetos. [Leia +] Leia também: Colunas de Fernando Scheller publicadas no blog

Uma pergunta por diaTodos os dias criamos uma imensa quantidade de registros em celulares, redes sociais e aplicativos. No entanto, quase nunca temos o hábito de retornar a eles. Às vezes podem parecer só besteiras, mas quantos desses relatos não mostrariam nosso crescimento e nossas mudanças em todos esses anos?

Uma pergunta por dia convida a registrar suas respostas a uma variedade de questões, das mais simples às mais complicadas, como “Para onde você quer fazer sua próxima viagem?” ou “Escreva a primeira linha da sua autobiografia”. Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, o dono do diário encontrará seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir. [Leia +]

Operação Impensável, de Vanessa Barbara — Neste romance, vencedor do Prêmio Paraná de Literatura em 2014, Vanessa Barbara acompanha os cinco anos de relacionamento entre Lia e o programador Tito, um amor pontuado por e-mails espirituosos, vocabulário próprio, muitas sessões de cinema e longas e disputadas partidas de jogos de tabuleiro. Com toques de humor ácido, ela desvenda a lenta desintegração de um casamento. O afeto e a cumplicidade dão lugar à desconfiança, a um clima de tensão e de ameaças implícitas. Como na Guerra Fria, objeto de pesquisa da dissertação de mestrado de Lia, não há um confronto bélico declarado, embora algo sempre pareça prestes a explodir. [Leia +] Leia também: Colunas de Vanessa Barbara publicadas no blog

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A sexta extinção, de Elizabeth Kolbert — Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco extinções em massa. Hoje, a sexta extinção vem sendo monitorada, e a causa não é um asteroide ou algo similar, e sim a própria raça humana. Vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, A sexta extinção explica de que maneira o ser humano tem alterado a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie fez até hoje. Para isso, Kolbert apresenta trabalhos de dezenas de cientistas em diversas áreas e viaja aos lugares mais remotos em busca de respostas. [Leia +]

Miniaturista, de Jessie Burton — Após um casamento arranjado com um ilustre comerciante de Amsterdã, Nella Oortman recebe um extraordinário presente: uma réplica de sua nova casa em miniatura, capaz de ajudá-la a desvendar os segredos — e perigos — da família. Eleito o melhor livro de 2014 pelo Observer e traduzido para 32 idiomas, Miniaturista é uma magnífica história de amor e obsessão, traição e vingança, aparência e verdade. [Leia +]

teste14 livros para as férias

Confira nossa seleção com 14 livros imperdíveis!

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Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr — Nesse romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção de 2015, você vai conhecer Marie-Laure, uma garota que ficou cega aos seis anos e que vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural, e Werner, um menino alemão, órfão, que se encanta por um rádio encontrado em uma pilha de lixo e cuja trajetória o leva a uma escola nazista. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Toda luz que não podemos ver é um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst — Para os fascinados por mistério, J.J. Abrams, a mente por trás de séries como Lost, Fringe e o diretor do último episódio de Star Wars, apresenta um quebra-cabeça literário. Resultado de sua parceria com Doug Dorst, S. vem em uma caixa lacrada, repleta de códigos. Além do enigmático romance O Navio de Teseu, a obra contém, em suas margens, as anotações e investigações de dois leitores sobre V. M. Straka — um escritor cuja biografia nebulosa é repleta de boatos que envolvem conspirações, sabotagens e assassinatos.

História do futuro: O horizonte do Brasil no século XXI, de Míriam Leitão — Em um cenário de crise, a premiada jornalista Míriam Leitão é categórica: em vez de nos abatermos pelo pessimismo, temos que fazer um balanço racional dos muitos acertos e dos vários erros para construir um futuro melhor para o país. Em seu terceiro livro de não ficção, a vencedora do Jabuti apresenta tendências que não podem ser ignoradas em áreas como meio ambiente, demografia, educação, economia, política, saúde, energia, agricultura e tecnologia. Leitura fundamental para entendermos o presente e planejarmos o futuro do Brasil.

A espada do verão, de Rick Riordan — Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo, Magnus Chase deve empreender uma importante jornada a fim de encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. Com personagens já conhecidos do público, como Annabeth Chase, prima de Magnus, e deuses como Thor e Loki, Rick Riordan nos apresenta uma nova série, agora sobre mitologia nórdica. Mais uma aventura surpreendente, repleta de ação e humor!

Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro, de Ashlee Vance — Se você quer ter alguma ideia de como será o futuro, precisa conhecer Elon Musk. O empreendedor mais ousado de nosso tempo, que inspirou o Homem de Ferro dos cinemas, decidiu investir sua fortuna gerada em empresas digitais para mudar o mundo. Com a SpaceX, o inventor sul-africano está revolucionando os voos espaciais. Com a Tesla Motors, está trabalhando para popularizar os carros elétricos. Musk, que também está investindo em energia sustentável por meio de painéis solares, é um CEO diferente de todos os outros. Ao apostar em empreendimentos de alto risco, tem se dedicado a criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e próximo de uma fantasia de ficção científica.

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Lugares escuros, de Gillian Flynn — Aos sete anos, Libby Day sobreviveu ao terrível assassinato de sua família e testemunhou contra o irmão, que acabou condenado à prisão perpétua. Vinte e quatro anos depois, a ambígua personagem criada por Gillian Flynn, autora de Garota exemplar e Objetos cortantes, é procurada por um grupo de pessoas obcecadas pelo crime e começa a investigar o passado. A história chegou aos cinemas no ano passado, protagonizada por Charlize Theron, e recentemente ganhou uma nova edição, com capa seguindo o padrão dos livros da autora.

Caçadores de trolls, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus  Um dos artistas mais visionários da atualidade — diretor, produtor e roteirista que assina sucessos como A Espinha do Diabo, O Labirinto do Fauno e Hellboy —, Guillermo del Toro conta em Caçadores de trolls como o medo pode tomar conta das pessoas. Repleto de monstros assustadores e do encanto de um jovem com um mundo novo, o livro, que tem 10 belíssimas ilustrações de Sean Murray, será adaptado para uma série produzida pelo Netflix.

Crepúsculo/Vida e morte, de Stephenie Meyer — Publicado inicialmente nos Estados Unidos em 2005, o livro que originou a série best-seller mundial e uma franquia de filmes que bateu recordes de bilheteria, completou 10 anos! Para comemorar o aniversário da inesquecível história de amor entre Bella e Edward, Stephenie Meyer presenteou os leitores com uma edição dupla. Além de Crepúsculo, a edição especial contém quase 400 páginas de conteúdo extra que inclui Vida e morte, versão em que a autora inverte o gênero dos protagonistas.

A sexta extinção, de Elizabeth Kolbert — Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco extinções em massa. Hoje, a sexta extinção vem sendo monitorada, e a causa não é um asteroide ou algo similar, e sim a própria raça humana. Vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, A sexta extinção explica de que maneira o ser humano tem alterado a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie fez até hoje. Para isso, Kolbert apresenta trabalhos de dezenas de cientistas em diversas áreas e viaja aos lugares mais remotos em busca de respostas.

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Grey, de E L James — Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio — até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Conheça a história que dominou milhares de leitores ao redor do mundo agora sob um novo e apaixonante ponto de vista.
Mosquitolândia, de David Arnold — Mim Malone não está nada bem. Após o inesperado divórcio dos pais, a apaixonante protagonista de Mosquitolândia é obrigada a ir morar com o pai e a madrasta no árido Mississippi. Para fugir dessa nova vida e buscar seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, ela embarca em uma jornada de mais de mil quilômetros até Ohio e encontra companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho, numa odisseia contemporânea tão hilária quanto emocionante.

O clique de 1 bilhão de dólares, por Filipe Vilicic — O Instagram, aplicativo de compartilhamento de fotos, é uma febre mundial desde seu lançamento em 2010. Comprado pelo Facebook em 2012 pela estonteante quantia de 1 bilhão de dólares, hoje em dia já mobiliza mais de 400 milhões de usuários ativos. O que poucos sabem é que Mike Krieger, um de seus idealizadores, é brasileiro, nascido em São Paulo. A trajetória meteórica do aplicativo e de Krieger, que se tornou milionário aos 26 anos, são detalhadas em O clique de 1 bilhão de dólares pelo jornalista Filipe Vilicic, editor de Ciência e Tecnologia da revista e do site de Veja.

Para todos os garotos que já amei, de  Jenny Han — Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. São confissões sinceras, sem joguinhos ou fingimentos. Até que, um dia, elas são misteriosamente enviadas aos destinatários e, de repente, sua vida amorosa se transforma. Se você ainda não conhece Lara Jean, é melhor correr: a continuação do romance, P.S.: Ainda amo você, chega às livrarias nas próximas semanas.

A guerra dos consoles: Sega, Nintendo e a batalha que definiu uma geração, de Blake J. Harris — Na década de 1990, a Nintendo praticamente monopolizava o mercado de video games. A Sega, por outro lado, era apenas uma empresa instável de fliperamas com grandes aspirações e egos maiores ainda. Mas tudo isso iria mudar com as táticas arrojadas de Tom Kalinske, ex-executivo da Mattel, que transformaram a Sega por completo e levaram a companhia a travar um confronto impiedoso com a Nintendo. Um livro fascinante sobre a guerra que mudou o futuro dos video games e o mercado de entretenimento.

testeCasa Intrínseca de portas abertas na Flip 2012



Em contagem regressiva para a Flip 2012, que acontece de 4 a 8 de julho, em breve a Editora Intrínseca abrirá as portas de sua nova casa ao público — um lar para chamar de “nosso” durante a festa em Paraty. A charmosa casinha fica no Centro Histórico da cidade, emoldurada pelos típicos casarões coloniais, igrejas e ruas com calçamento pé de moleque que estarão muito movimentadas por causa do evento literário mais importante do país.

Entre quarta e domingo, das 9h às 19h, leitores e visitantes são bem-vindos em um ambiente rústico e aconchegante, pensado para que todos se sintam em casa. Haverá um espaço de leitura exclusivo, com pufes, serviço de copa e wi-fi, estante de lançamentos, exibição de booktrailers e novidades em primeira mão. E, para os fãs mirins, balões da série Como treinar o seu dragão serão distribuídos diariamente, a partir das 16h, na porta da Casa Intrínseca.

Em homenagem a Jennifer Egan, a Casa Intrínseca terá suas paredes decoradas com as ilustrações das capas de A visita cruel do tempo e de O torreão, assinadas pelo artista brasileiro Rafael Coutinho. Vencedora do Pulitzer de Ficção e do National Book Critics Circle Awards de 2011, Jennifer participará da mesa “Pelos olhos do outro”, na Tenda dos Autores, que está marcada para sábado, dia 7 de julho, ao meio-dia, com mediação de Arthur Dapieve. Confira a programação completa da Festa Literária Internacional de Paraty de 2012.

Endereço: Rua do Comércio, 46 – Centro Histórico – Paraty, RJ

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A visita cruel do tempo
Extras de A visita cruel do tempo
Entrevista com Jennifer Egan (vídeo)

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