testeOs bastidores da rede de corrupção que quase derrubou um Presidente da República

 

Qual a receita para construir um império? Para os irmãos Batista, da JBS, os ingredientes foram a aptidão nata para os negócios, ousadia para correr riscos, bons relacionamentos com políticos e banqueiros, milhões de reais em propina e financiamentos bilionários do BNDES.

O livro Why Not, fruto de dois anos de pesquisas e mais de uma centena de entrevistas feitas pela jornalista Raquel Landim, chega às livrarias em maio contando os bastidores inéditos da teia de corrupção que ajudou a transformar um açougue em Goiás na maior empresa de carnes do mundo.

Narrando o caso como um thriller político, Landim reconstrói a história da JBS desde sua origem até o acordo de delação premiada de Joesley e Wesley Batista, que comprometeu centenas de políticos, entre eles o ex-presidente da República Michel Temer, ainda no poder à época dos fatos, e quase permitiu que eles saíssem impunes apesar de seus crimes.

O título do livro, Why Not, faz referência ao iate comprado por Joesley Batista no auge do sucesso da empresa. O termo em inglês, que significa Por que não?, parecia indicar os rumos que os irmãos estavam dispostos a percorrer. Por que não subornar políticos? Por que não crescer contando com atalhos e privilégios? Por que não fazer gravações clandestinas de políticos em situações comprometedoras? A trama retratada no livro mostra as consequências da combinação do talento para negócios dos irmãos e das inescrupulosas relações com o poder público.

testeO quinto risco, novo livro de Michael Lewis, chega às livrarias em fevereiro

A Intrínseca lança no próximo mês O quinto risco, novo livro do jornalista Michael Lewis que mostra um retrato sombrio do período de transição e dos primeiros meses do governo de Donald Trump.

Em sua nova obra, o autor de O projeto desfazer vai atrás de alguns ex-funcionários das agências federais dos Estados Unidos — habituados a lidar com mudanças de governo — a fim de saber quais os possíveis riscos que os apavoram. Sua surpresa foi perceber que uma das principais ameaças contra a nação americana estava na figura do próprio presidente.

Um livro que mostra a importância das equipes de transição durante mudanças de governo e revela o modo como as agências norte-americanas funcionam.

testeCinco reflexões importantes em tempos de fake news

Em tempos de grande polarização política e fake news, Michiko Kakutani mostra em A morte da verdade que, se buscarmos escritos e fatos históricos, podemos entender melhor o presente e o que ainda está por vir. Você está preparado para lidar com o bombardeio de informações e dados que recebe todos os dias? Será que aquela imagem no grupo da família que chega logo depois do clássico bom-dia é realmente confiável? Em quem acreditar quando o assunto é política? Separamos algumas das muitas lições que aprendemos para que você também possa refletir:

 

 

  1. “Todo mundo tem o direito de ter suas próprias opiniões, mas não seus próprios fatos”

Em tempos de fake news, é importante saber diferenciar boatos e notícias e não passar adiante o que não for comprovado. Saia da sua bolha de informação e explore outras fontes, pois um novo mundo te espera fora dela!

 

  1. Os feeds de notícias das redes sociais mantêm você numa bolha de informação

Os mecanismos de pesquisa estão cada vez mais personalizados e funcionam como um “espelho unidirecional, refletindo seus próprios interesses, enquanto os algoritmos observam o que você clica”. Então fique esperto, pois você pode estar recebendo notícias apenas de fontes que apresentam posicionamentos que reafirmam suas opiniões e não propiciam autocrítica nem um debate político saudável.

 

  1. As pessoas estão encarando a política como um esporte

A polarização política tem apresentado sinais de fanatismo cada vez mais acentuados, como em grandes disputas de futebol. As pessoas são radicais, odeiam um candidato ou partido como quem culpa o técnico do time ou um jogador perna de pau. E, mais do que torcer pelo seu lado, torcem também pelo mal do lado oposto, quando na verdade estamos todos no mesmo barco. 

 

  1. Desconfie de discursos inflamados e declarações preconceituosas

Antes de subir ao poder, Hitler era tido como um “agitador antissemita”, e as pessoas e jornais acreditavam que ele “certamente abandonaria esse tipo de vulgaridade” e que o movimento nazista “ruiria em pouco tempo”. Como bem sabemos, não foi assim que a história terminou…

 

  1. Cientistas são os faróis da humanidade

Uma sociedade que descredita cientistas, historiadores, sociólogos e pesquisadores em geral está condenada a viver na cegueira. Vídeos no YouTube são bem legais, mas o que dizem os estudiosos sobre o assunto? Sempre procure saber. Tente desenvolver seu senso crítico!

testeNova série da GloboNews, História do Futuro aponta tendências para o Brasil das próximas décadas

Para Míriam Leitão, o Brasil está prisioneiro do imediato. A crise que nos atinge em diversas frentes paralisa e faz com que o país esqueça que possui muitos dos recursos necessários para garantir um futuro melhor às próximas gerações. Em História do Futuro, nova série da GloboNews que estreia nessa quinta-feira, 19, a jornalista percorre o país para mostrar iniciativas inovadoras em áreas como educação, meio ambiente, tecnologia, mercado de trabalho, demografia e cidades.

Com dez episódios, História do Futuro será exibida às quintas-feiras, às 21h30. O projeto é um desdobramento de seu livro homônimo, publicado em 2015 pela Intrínseca e fruto de quatro anos de pesquisas e entrevistas. Tanto no livro como na série, Míriam Leitão se propõe o desafio de mapear os possíveis horizontes do país, olhando sempre além do imediatismo do presente: “Se tivermos clareza dos desafios, das chances e dos riscos que já estão contratados, será mais fácil nos prepararmos para eles.”
 

Saiba mais sobre a série no site especial da GloboNews.

testeEntenda como a JBS recebeu quantias extravagantes de dinheiro público

Em julho de 2010, Míriam Leitão fez os primeiros alertas sobre os riscos dos “empréstimos” feitos pelo BNDES em sua coluna publicada no jornal O Globo. Um dos exemplos dados pela jornalista foi o caso da JBS, que, na época, recebeu mais de R$ 7,5 bilhões.

Na coluna, que faz parte de A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro, Míriam revela como o frigorífico foi um dos  principais beneficiários dessa forma de atuação do banco. 

 

RISCO BNDES

O BNDES hoje representa um orçamento paralelo. Ele financia empreendimentos que, na prática, são estatizados, escolhe que empresas devem crescer e as subsidia através do endividamento público. O que precisa ficar claro é que o banco sempre subsidiou empresários, mas a natureza do banco mudou. A escala é maior, a origem do seu dinheiro é outra e o destino é cada vez mais discutível.

Tudo se passa assim: o governo transfere dinheiro para o BNDES através de supostos “empréstimos”. Como teoricamente são empréstimos, não entram na dívida líquida. Isso passou a ser uma das principais fontes de financiamento do BNDES. Antes, o funding do banco eram principalmente recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do retorno dos empréstimos que haviam sido concedidos. Nos últimos anos, o Tesouro passou a encher os cofres do banco com uma capitalização travestida de empréstimo. Só que o Tesouro se endivida a juros crescentes e em dívida de curto prazo. E o banco empresta a juros baixos e prazos longos.

Alguns dos grandes beneficiários dos créditos são empreendimentos que o governo está apressando, na parte final do mandato, para que sirvam de vitrine eleitoral, como a hidrelétrica de Belo Monte. A maioria do empreendimento fica nas mãos do governo ou de fundos de pensão das estatais. É do governo o risco, portanto. As empresas privadas, sócias nesses projetos, terão a vantagem de estar em obras sem risco. E elas ainda conseguem empréstimos do BNDES para esses e outros negócios nos quais têm interesse. O BNDES, com capital que veio de endividamento público — só nos últimos dois anos foram R$ 180 bilhões —, empresta para o próprio setor público ou para seus sócios diletos.

Há outra forma de atuação do banco que levanta legítimas preocupações: a reinvenção da ideia de criar “campeões nacionais”. Dar empréstimos gigantes para empresas para que elas se tornem grandes no mundo em seus setores. Em entrevista a O Estado de S. Paulo no domingo [18 de julho], o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que tinha “até vergonha de o país não ter grandes empresas em setores em que é competitivo”.

Um desses setores a que ele se refere certamente é o de frigoríficos, para o qual o banco tem aprovado empréstimos extravagantes. O JBS Friboi recebeu empréstimos de R$ 7,5 bilhões. Só de uma vez, fez um lançamento de R$ 3,47 bilhões em ações e o BNDES subscreveu 99,9% das ações vendidas. A família dona da empresa subscreveu o restante 0,1%. E tanto dinheiro era para comprar a Pilgrim’s Pride Corporation, com a justificativa de ajudar o processo de “internacionalização da empresa”. Ou seja, financiar o frigorífico para que ele pudesse comprar uma empresa no exterior. Em vários desses casos, o banco entrou também como sócio, subscrevendo ações das empresas. Fez o mesmo com a Marfrig: comprou debêntures da empresa para que ela tivesse capital e comprasse ativos nos Estados Unidos e na Irlanda. No pior caso, no setor de carne, o BNDES comprou ações num total de R$ 250 milhões de um frigorífico que logo depois entrou com um processo de falência, o Independência.

A vergonha não é não ter um grande frigorífico nacional comprando empresas no exterior, mas sim o fato de que eles precisem de tanto anabolizante estatal para crescer. Pior: os frigoríficos brasileiros não conseguiram demonstrar que não compram carne de área desmatada. Ao final de seis meses do pacto feito com ONGs e empresas importadoras de produtos brasileiros, esses grandes frigoríficos pediram mais seis meses para comprovar que seus fornecedores não produzem em área desmatada. Isso, sim, é vergonhoso.

Essa forma de atuação do BNDES recria dois vícios do passado. O Estado decidindo que empresa deve ser grande e um banco público liderando um processo que, na prática, é expansionismo fiscal.

Isso acaba impactando também a política monetária porque entrará no cenário do Banco Central, em sua análise para decidir sobre a elevação da taxa básica de juros, e ele terá que enfrentar a dualidade da política econômica. Enquanto o BC tenta conter a demanda para evitar a alta da inflação, o governo continua aumentando gastos através da atuação do BNDES ou de truques para contornar limites ao endividamento público. Foi o que acabou de acontecer esta semana com a decisão de permitir que alguns municípios se endividem acima do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Nada disso, como dolorosamente aprendemos, é inofensivo. Tudo cobra a sua conta mais cedo ou mais tarde. Na obsessão de fazer o sucessor, o governo Lula está criando — ou recriando — monstrengos na área fiscal. A mais assustadora herança para o próximo governo será essa forma de atuação do BNDES, que traz de volta velhos vícios que nos causaram tantos problemas no passado.

testeMorcegos ressuscitam borboletas?

Esse é o título do último capítulo de Como matar a borboleta-azul: uma crônica da era Dilma. O livro narra, passo a passo, como o Brasil chegou à gravíssima crise econômica dos últimos dois anos valendo-se da dramática história do inseto do sul da Inglaterra como metáfora para o crescimento brasileiro. Nos anos 1970, a borboleta-azul desapareceu de seu habitat natural devido a uma série de intervenções do governo britânico para proteger as lavouras de uma infestação de coelhos. Tais medidas bagunçaram o frágil e complexo ecossistema, levando à extinção do animal. Entre 2011 e 2014, as ações econômicas promovidas pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff desordenaram o frágil ecossistema econômico brasileiro, levando à extinção o crescimento. A obra analisa de que maneira foram sendo destruídos os pilares da economia brasileira, traçando como chegamos à atual situação de completo desarranjo.

Embora o livro trate dos anos Dilma, o último capítulo aborda o afastamento da presidente, a crise política e as chances de que os morcegos liderados por Michel Temer — os homens brancos de ternos pretos de Brasília — fossem capazes de estancar a terrível recessão e a alta do desemprego que tomaram conta do país. O desafio não era pequeno. Eis um trecho do livro:

Economistas valem-se de artifícios diversos para medir o bem-estar de diferentes sociedades: do PIB à distribuição de renda, dos subjetivos “índices de felicidade” ao concreto índice de desenvolvimento humano. Do mesmo modo, há formas de medir o mal-estar, a malaise que assolava (e continua a assolar) toda a população brasileira, principalmente a classe média vulnerável […]. O índice de mal-estar, ou Misery Index, foi criado pelo economista americano Arthur Okun com o intuito de medir a qualidade de vida do cidadão médio de um país. Trata-se de um indicador simples, da soma entre a taxa média de inflação de determinado período com a taxa de desemprego do mesmo período.

Em 2015, o índice de mal-estar no Brasil chegara a 19,7, quase o dobro do que se viu em 2014, sobretudo por causa da alta inflacionária. Hoje, o índice de mal-estar soma 17,3 — a queda reflete a forte redução da inflação. A taxa de desemprego, contudo, subiu dos 9% para os 12%, e nesse nível permanece. Eis, portanto, a falácia do índice de mal-estar: o poder de compra pode ter melhorado com a redução da inflação de 10,7% para 5,3% entre 2015 e o início de 2017. Se a pessoa está desempregada, porém, de nada adianta a melhora do poder de compra.

Outro dia me disseram: “As pessoas vão sentir a melhora da economia brasileira quando a taxa de desemprego parar de subir.” Ao ouvir isso, pensei: “Quer dizer que se meu interlocutor perdesse o emprego e assim permanecesse ficaria satisfeito porque, mesmo estando desempregado, não há número crescente de desempregados à sua volta?” É evidente que tal colocação não faz o menor sentido. A melhora da economia será percebida pela população não quando a taxa de desemprego parar de subir, mas quando começar a cair, isto é, quando meu suposto interlocutor desempregado finalmente conseguir trabalho. Mas os morcegos enturvecem a visão. Querem inventar borboletas-azuis de suas negras asas, como alquimistas da realidade. A realidade está difícil.

Até o momento, não há resposta para o título do capítulo e da coluna.

testeA ditadura acabada, de Elio Gaspari, recebe Grande Prêmio da Crítica de Literatura da APCA

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A ditadura acabada, quinto volume da aclamada obra sobre o regime militar no Brasil, acaba de receber o Grande Prêmio da Crítica de Literatura da APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes.

Na obra, o jornalista Elio Gaspari examina com riqueza de detalhes o período de 1978 a 1985, desde o final do governo do presidente Ernesto Geisel e a posse de seu sucessor, o general João Baptista Figueiredo, até a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral. São os anos da abertura política, momento decisivo na história do país e repleto de acontecimentos como o fim do AI-5, as manifestações políticas pela anistia e pela volta das eleições diretas para a Presidência, os atentados promovidos por aqueles que se opunham à redemocratização — como o episódio da bomba no Riocentro em 1981 — e uma crise econômica sem precedentes.

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Com uma narrativa fluida e pesquisa profunda, Elio Gaspari compõe um painel fascinante de um país em plena ebulição, em que muitos dos protagonistas se mantêm como parte do noticiário atual. No Epílogo, denominado “500 vidas”, o autor acompanha o destino de quinhentos personagens que sobreviveram ao fim da ditadura, entre militares e militantes, empresários e sindicalistas, torturados e torturadores. Alguns desses sobreviventes chegaram à Presidência da República, como Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

A ditadura acabada é a conclusão da obra definitiva sobre um dos períodos mais turbulentos da história do Brasil, resultado de uma extensa pesquisa e do acesso a uma documentação até então inédita. Os cinco volumes da Coleção Ditadura foram reunidos em um luxuoso box, também disponível em versão digital.

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Confira a lista completa de vencedores da APCA.

testeColunas cruzadas

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Casar no Copacabana Palace ainda é o sonho de muitas pessoas. (fonte)

Em uma de minhas colunas escrevi que casar e/ou passar a lua de mel no Copacabana Palace ainda é um sonho de consumo de muitas brasileiras. Também contei que quando fui ao programa televisivo do Jô Soares ele perguntou: “A família Guinle seria alvo da Operação Lava-Jato?” A resposta foi curta e grossa: “Não.” Esta semana os dois temas se cruzaram.

Com a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, no último dia 19, a imprensa noticiou que o casamento de sua filha, Danielle Dytz da Cunha, realizado em 2011 no Copa, foi pago com propina. Segundo a revista Época, a Justiça federal pediu que o hotel discriminasse os gastos com “aluguel/locação de salões, hospedagem, fornecimento de alimentos/bebidas, segurança, fotografia, cerimonial, equipamento de som, conjunto musical, serviços de decoração”. Tudo teria custado R$ 266.205,90, pagos entre abril e junho daquele ano. Honestamente, nem achei muito caro.

Para os padrões do ex-deputado, então, foi baratíssimo, pois ele não desembolsou um único centavo. Segundo as investigações da Lava-Jato, apesar de a fatura ter sido emitida em nome da empresa C3 Produções, de propriedade de Cláudia Cruz, mulher de Cunha, ela foi paga em dinheiro por terceiros.

Eu fico imaginando como os deputados do baixo clero da política nacional devem ter disputado, ou festejado, a honra de participar desse rega-bofe. Só consigo conceber uma festa de gosto duvidoso e repleta de parlamentares de honra questionável que não devem ter perdido a chance de adular o digníssimo Eduardo Cunha.

Os salões do Copacabana Palace, tornados icônicos por receberem a elite política e artística internacional, hoje parece que atraem principalmente arrivistas que acreditam ser possível se apropriar do prestígio e do glamour dos que realmente fizeram a glória do hotel.

testeOs ecos de 1932

Por indicação do meu colega professor de história Rodrigo Gutemberg Rig, ganhei a Medalha Governador Pedro de Toledo. A honraria foi concedida pelo Núcleo MMDC Norte General Euclydes Figueiredo, em belo evento realizado no Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal de São Paulo. A entidade, na verdade uma ONG, visa preservar a memória da Revolução Constitucionalista de 1932.

Curioso é que os eventos que marcaram aquele ano lembram muito os dias de hoje. À época, para uma boa parcela da sociedade o presidente Getúlio Vargas era um golpista. Ele chegara ao poder por meio do uso da força no que ficou conhecido como Revolução de 1930. Já seus oponentes, principalmente em São Paulo, se diziam representantes legítimos da democracia.

Do ponto de vista econômico também há pontos em comum. A crise econômica de 1930, causada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York, trouxe graves consequências para o Brasil. Mas, diferentemente da crise atual, sua recuperação foi rápida. Tanto que em 1931 a família Guinle entrou com um pedido junto ao novo governo para expandir o porto de Santos (como o porto era uma concessão, dependia de autorização federal).

Em 1932, quando a Revolução estourou, o porto de Santos estava em reforma. A instalação foi alvo de revoltosos, que queriam a sua paralisação, contra as ordens de Getulio. Guilherme Guinle, gestor da Cia. Docas de Santos, precisou se equilibrar entre as duas forças antagônicas. No livro que escrevi, Os Guinle, narro em detalhes os violentos combates pelo domínio do porto, um dos capítulos mais duros e desconhecidos da Revolução Constitucionalista.

Conhecer esse período da história do Brasil é cada vez mais importante. Desde a nossa Independência, em 1822, a crise de 1930 havia sido a mais severa. Acabou com um governo eleito e destruiu os setores mais vigorosos de nossa economia. Só foi suplantada pela atual, pois nunca antes em nossa história o Brasil sofreu três anos seguidos de retração.

testeLançamentos de outubro

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Confira as sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

O martelo de Thor, de Rick Riordan: No segundo livro da série Magnus Chase e os deuses de Asgard, o filho do deus Frey descobrirá que casamentos arranjados ainda não saíram de moda: para recuperar o martelo de Thor, que está nas mãos dos inimigos, Loki, o deus da trapaça, propõe uma aliança entre semideuses e gigantes. [Leia +] [Leia um trecho]

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Deuses americanos, de Neil Gaiman: Deuses americanos é, acima de tudo, um livro estranho. E foi essa estranheza que tornou o romance, publicado pela primeira vez em 2001, um clássico imediato. Nesta nova edição, preferida do autor, o leitor encontrará capítulos revistos e ampliados, artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução. [Leia +] [Leia um trecho]

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A filha perdida, de Elena Ferrante: Lançado originalmente em 2006 e ainda inédito no Brasil, o romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de Leda, uma professora universitária de meia-idade que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide passar férias no litoral sul da Itália. [Leia +] [Leia um trecho]

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Uma noite na praia, de Elena Ferrante: Após ganhar um gatinho de presente do pai, a pequena Mati fica tão fascinada que acaba esquecendo na praia a sua melhor amiga: a boneca Celina. Deixada para trás na areia deserta e sem saber como voltar para casa, Celina vai enfrentar uma noite interminável, cheia de sustos e surpresas, além da companhia indesejada de um salva-vidas cruel e seu terrível ancinho. [Leia +]

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A garota com a tribal nas costas, de Amy Schumer: A atriz, roteirista, comediante vencedora do Emmy e estrela de um filme indicado ao Globo de Ouro Amy Schumer expõe seu passado em histórias sobre a adolescência, a família, relacionamentos e sexo, e divide as experiências que a tornaram quem ela é – uma mulher com a coragem de desnudar a própria alma e se colocar diante do que acredita, tudo isso enquanto faz as pessoas rirem. [Leia +] [Leia também: O que você precisa saber sobre Amy Schumer]

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O hotel na Place Vendôme, de Tilar J. Mazzeo: Em O hotel na Place Vendôme, Tilar Mazzeo investiga a história do Hôtel Ritz, marco cultural desde a sua inauguração na Paris de fin de siècle até a era moderna. Além disso, faz uma crônica extraordinária da vida no Ritz durante a Segunda Guerra Mundial, quando o hotel serviu ao mesmo tempo de quartel-general dos mais graduados oficiais alemães e de lar dos milionários que permaneceram na cidade. [Leia +]

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Como matar a borboleta-azul: Uma crônica da era Dilma, de Monica Baumgarten de Bolle: Conta-se que, na década de 1970, atormentados por uma superpopulação de coelhos, os ingleses adotaram uma política tão bem-intencionada quanto equivocada, que culminou com a extinção da borboleta-azul no sul do país. O triste fim da bela borboleta é a metáfora escolhida pela economista Monica Baumgarten de Bolle para descrever a desconstrução do Brasil durante os anos de Dilma Rousseff (2011-2016) à frente da nação. [Leia +] [Leia também: Por que Borboleta-azul?]

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O guia essencial do vinho: Wine Folly, de Madeline Puckette e Justin Hammack: Com explicações claras e acessíveis, O guia essencial do vinho: Wine Folly reúne informações imprescindíveis sobre as uvas mais cultivadas do planeta, apresenta as características de cada uma – afinal, qual é a diferença entre Cabernet Sauvignon e Pinot Noir? –, ensina sobre harmonização com alimentos e até mesmo a degustar e a servir a bebida. Tudo isso com um projeto gráfico inteligente e intuitivo que é um verdadeiro convite a uma taça. [Leia +]

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Tony e Susan, de Austin Wright: Há vinte e cinco anos, Susan Morrow deixou Edward Sheffield, seu primeiro marido. Certo dia, ela recebe um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance de Edward, que pede que ela o leia. Susan se vê às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida. O livro será adaptado para os cinemas em Animais Noturnos. [Leia +][Leia um trecho]

Sully – o herói do rio Hudson, de Chesley B. “Sully” Sullenberger com Jeffrey Zaslow: Em 15 de janeiro de 2009, o comandante Sullenberger habilidosamente deslizou um Airbus sobre o rio Hudson, em Manhattan, após perder os dois motores da aeronave, salvando todas as 155 vidas a bordo. O incidente inspirou o comandante a contar a própria história: uma trajetória de dedicação, esperança e prontidão, que revela as importantes lições aprendidas por ele na infância, durante o serviço militar e depois, trabalhando como piloto da aviação civil.

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