testeEscrever é mandar nudes para a página em branco

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A página em branco nunca me assustou. Sempre respeitei a ausência de ideias, de temas, de caminhos criativos. Sempre fiquei sereno à espera daquele estalo sensível, daquela luz no fim da inspiração, daquele momento potente que antecede à chegada de alguma palavra útil. Acredito que a escrita não possa nos desesperar. Pelo contrário, deve nos despertar. A inquietude já é um órgão nato no corpo do poeta, como um coração, um fígado, um rim, um pulmão. Ele não precisa de mais um obstáculo para exercer seu ofício, de mais algemas para libertar sua poesia.

A página em branco sempre me acalmou. Nunca entendi a frustração diante da coisa que não acontece, da sílaba que não se desenvolve, do silêncio que não se resolve. Encaro sua presença com normalidade. É como se ela quisesse nos alertar que, em algum lugar dentro de sua fina espessura, nossas futuras palavras estão à procura da melhor forma de ganhar forma. É como se ela quisesse nos certificar que, em algum lugar dentro da sua pele tão delicada, nossas futuras palavras estão à espera do tempo exato para romper essa gramatura frágil de papel para poder, enfim, emergir — com toda a força que elas têm — na cara, no corpo e na alma do poeta.

Escrever é mandar nudes para a página em branco. Quem escreve está totalmente despido. O poeta está nu quando constrói seus versos. A contista está nua quando imagina seus desfechos. O romancista está nu quando estrutura suas tramas. A cronista está nua quando cria suas realidades. Escrever é expor sua intimidade, mesmo que disfarçada de personagens distantes, de sentimentos incompletos, de diálogos efêmeros. A folha virgem é um imenso véu que cobre nossas futuras palavras. Escrever é descobri-las, é descobrir-se.

testeMe Conte Seus Segredos

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Nos fins de tarde, me largava no balanço da árvore para não ouvir nada além do vento, não pensar em nada além do tempo que se arrastava preguiçoso, e meus olhos se demoravam no galho que me sustentava. Quantas vezes me perguntei se me sustentaria de fato ou se não acabaria me largando no meio de uma balançada e sairia voando

para nunca mais voltar.

Pobre galho, aguentando bravamente o peso dos meus nadas balançando para lá e para cá! Não me admiraria rompesse de supetão.
Mas ele nunca rompeu.
Havia um rangido, verdade, mas o som me trazia serenidade. Não poderia ser protesto. Me soava uma compreensão:
“Eu…
Entendo.”
“É…
Verdade.”
“Me conte…
seus…
segredos.”

Eu ouvia os rangidos no galho e, quanto mais alto chegava com o balanço, mais meus pés alcançavam as nuvens. Quanto mais perto das nuvens, mais longe do mundo, e eu já podia contar meus segredos, enfim. E te pedir que me contasse também os seus. Não seria justo assim?
Conte seus segredos. Não confia em mim? Me conte o que guarda mudo, quem é dono do teu sim?
Diga. Fale mais sobre você. Seu silêncio é displicente ou ele tem um porquê?
Me conte seus segredos. Aqueles mal guardados. Sei que há os intocáveis, esses vou respeitar. Algumas gavetas são só suas.
Outras não posso
te ajudar a arrumar?
Trocar segredos é fazer-se cúmplice, comparsa, parceiro. Contei uns meus ao galho bravo e ele me deu também uns seus, como se tivesse me contado primeiro.

Saía do balanço em um salto
nada mortal,
me despedindo do meu ouvinte.
Lamentava que não saísse voando
ao largar as cordas

para voltar
no dia seguinte.

testeEnquanto o asfalto ainda está quente

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Liga o toca-fitas. Coloca um rock antigo. Se joga na estrada que o asfalto ainda está quente, não dá pra sentir? Tira os sapatos que dá. Eu só dirijo descalça.
Por isso meus sapatos são facilmente tiráveis,
assim como deveriam ser meu medo da chuva, minha cautela exagerada, minhas previsões erradas, minhas caras lavadas de sereno quando escurece e o asfalto perde o quente.
Perde para o calor que bate na alma, num fim de tarde de inverno. Quando em silêncio escuto uma música, namoro a janela
e me sinto eterno.
Também não gosto muito do freio. Nem de nada freia a gente, por isso eu ouso um novo antigo, muito antigo, de abrir a mente, segurar o quente.
Mas é claro que falo do amor, é ele somente
que eterniza as tardes de inverno. Diviniza as noites de inferno.
Aumenta o volume do rock antigo, quem sabe ele não fala mais alto que as más lembranças e embala em boa melodia as belas esperanças.
Cantarola alto como se a gente não morresse, como se você não fosse.
Lá se vai o Sol por entre duas colinas cheias de cana-de-açúcar:
o dia seguinte vai ser doce!
Coloca um jeans jogado se aproveita do amor enquanto ele ainda está quente. E sereno.
Se eu fosse um chão, seria estrada. Se um adjetivo, alada, mas sempre descalça para não estranhar a dureza do asfalto.
E amaria o silêncio nas madrugadas de verão.
Viajaria
com o pensamento preso
no sonho mais alto.

Clarice.

teste[O LIVRO MAIS DESGASTADO DA MINHA ESTANTE]

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O livro mais desgastado da minha estante usa bigode e tem a pele alaranjada. Leminski, com toda sua poesia, me disse tanto em tão poucas – e não ocas! – palavras. Paulo, com todo seu carisma e sensibilidade, me encaminhou ao lugar mais intenso que um verso livre é capaz de nos levar: ao nosso próprio universo criativo.

A publicação exposta na minha prateleira é uma edição recente, de 2013. As traças não tiveram tempo de corroer aqueles haicais impressos em papel pólen soft. A inspiração é que tomou conta da minha cabeça ao ler infinitas vezes cada verso curto: finito visualmente, eterno na mente. É essa sensação de permanência que a poesia nos dá após ler um poema que determina a longevidade de uma obra poética. Paulo Leminski, em mim, é para sempre. Quando leio seus livros me sinto livre. Sem as amarras acadêmicas. Sem as algemas métricas. Sem o rigor da poesia tradicional.

Toda Poesia me acompanhou tantas vezes nas idas e vindas ao trabalho – um percurso que começava no Flamengo e terminava na Barra da Tijuca. Para quem não mora no Rio de Janeiro, essa distância equivale, mais ou menos, do planeta Terra até a lua. Em dias de chuva, esse trajeto aumenta consideravelmente.

Muitos condenam os leitores que rabiscam ou interferem graficamente nos livros. Eu já acho que um livro marcado é um livro vivido. É sinal de que aquela leitura, de alguma forma, foi importante naquele momento. É a prova de que a relação leitor-autor foi realizada com sucesso. O livro te marcou tanto que você retribuiu deixando marcas também.

A minha letra tremida, resultado de uma parceria maligna entre as curvas da Av. Niemeyer e da velocidade desnecessária do motorista do ônibus, é presença garantida em todas as 424 páginas do livro. Sim, rasurei cada uma delas. Todas têm uma intervenção minha: seja um desenho desengonçado, seja um traço incompleto, seja um esboço de uma possível ideia que não dará em nada. O importante é escrever. A escrita não pede explicação. Ela exige apenas que o poeta escreva.

As anotações datam de 3 anos atrás. Os registros da lapiseira 0.5mm já estão um pouco apagados pelo tempo e pela fricção constante das páginas, umas nas outras. O tempo é realmente uma borracha lenta. Alguns guardanapos esquecidos mudaram de função e hoje servem como marcadores de páginas aleatórias. Sempre gostei e proteger minhas criações dentro de livros marcantes.

Dessas leituras, não nasceram os meus melhores versos, mas, sem dúvida, os meus melhores raciocínios. Por exemplo, na página 147, leio a minha caligrafia: “Poesia é quando o sujeito verbaliza o silêncio que há em si”. Um pouco antes, na página 313, minhas mãos escreveram “Longo caminho para um logo destino”. Já a página 394 revela uma curiosidade. Ou um desespero. É a Única mensagem escrita em caneta preta. Talvez para eternizar esse verso: “Eu também quis que o infinito se acabasse em nós”.

Um livro inspirador nunca termina na última página. Ele continua para sempre na sensibilidade do leitor. Afinal, o que se desgasta é o objeto físico. A alma do livro, a cada releitura, é renovada. Desgastado pelas traças, pelos raios solares, pelas rasuras de todos os lápis que já passaram por ele, o meu Toda Poesia continua mais vivo do que nunca na minha estante, alimentando constantemente os meus novos espasmos criativos.

E, você, qual o livro mais desgastado da sua estante?

testeSilenciar sentimentos implode a alma

Por Pedro Martins*

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Com mais de 200 mil cópias vendidas e milhões de seguidores on-line, o “desenhador de palavras” Pedro Gabriel lançou no mês passado seu terceiro livro, Ilustre Poesia, fechando a trilogia de pré-romance do seu alter ego, Antônio, personagem que há quatro anos vem sendo “escrito, vivido”.

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Frente a uma pilha enorme de pequenos papéis, usados e depois rasgados, Pedro Gabriel, das profundezas de sua alma, deu à luz Antônio, dando corpo às angústias vivalmas: coragem, rancor, liberdade, amor — e à sua ilustre poesia.

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Com o sucesso inusitado nas redes sociais, veio o primeiro livro: Eu me chamo Antônio, uma antologia do início de sua criação, revelando o boêmio apaixonado que era Antônio a discorrer sobre a vida com o pesado traço a nanquim. Após algum tempo, veio o Segundo, quando o personagem sai dos bares em direção ao mundo dos sonhos, enquanto Pedro se aventura timidamente na prosa, valendo-se de parágrafos curtos e isolados. Por fim, entretanto, algumas palavras simplesmente não cabiam mais dentro das fronteiras dos guardanapos. Nem as ilustrações. E, como na primeira vez em que Antônio viu a luz do dia, o poder de encanto de Ilustre Poesia é único.

Se com os dois livros anteriores Pedro Gabriel já havia mudado a concepção de poesia para muitos — especialmente jovens —, algo que acreditavam ser necessariamente acadêmico, chato e distante demais de si mesmos, desta vez fica ainda mais evidente a importância de sermos poetas, ainda que apenas da nossa própria vida.

Ao longo de pouco mais de duzentas páginas, criador, criatura e leitor dialogam uma prosa filosófica sobre a importância de “usar os olhos da imaginação, interagir com a inconsciência e dialogar com o inexplicável”, pois “quem acredita só no que vê não dá espaço à própria poesia”.

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Como o Universo, todos temos buracos negros nas profundezas da alma. Tolo, porém, é aquele que confunde silenciar com exterminar. Como dizia Lavoisier, no auge do século XVIII: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Apesar de serem substantivos abstratos, não seria diferente com os sentimentos: mandá-los para buracos negros não os faz se dissipar. Na vida, basta uma faísca para que eles explodam. Silenciar sentimentos implode a alma. E, para discorrer sobre o assunto, Pedro Gabriel chega a se transformar num metamorfo de profissões.

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Universo, galáxias, planetas, estrelas, o Sol e a Lua. Em “À espera de uma colisão”, primeira parte do livro, Pedro assume o lugar de um ilustre astrônomo. Talvez o de um astronauta, também. E por que não o de um editor de astros?

“No céu poético, a galáxia é o poema; as estrelas são as palavras; os planetas, os versos; os asteroides, as sílabas; e o átomo é a letra.”

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Céu, pássaros, mares, oceanos e o corpo humano. Em “A força de um nó frágil”, capítulo subsequente, o poeta se mostra um talentoso geólogo, oceanógrafo e biólogo refletindo: já que o corpo humano é composto por mais de 70% de água, por que não mergulhar dentro de si mesmo?

“Para muitos, existem cinco oceanos em nosso planeta. A poesia discorda. Ela acredita que, se cada pessoa tem a capacidade de fazer transbordar seus sentidos, o mundo deveria ter, além dos seus grandes mares, mais 7 bilhões de pequenos oceanos.”

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Por fim, a própria Ilustre Poesia — Antônio — nos mostra “O destino das palavras”, personificando sentimentos das angústias anteriores à sua criação, quando era usado para limpar mãos engorduradas e logo após descartado — “ah, se soubessem quanto dói…” —, e à felicidade dos dias atuais, por ter conhecido alguém que mostrasse ao mundo sua capacidade de servir também como tela final para uma obra de arte, e não mais apenas um rascunho.

“Eu me chamo Antônio, mas poderia me chamar Esperança. Eu me chamo Antônio, mas poderia me chamar Saudade. Coragem. Amor. Distância. Na fragilidade da minha pele, qualquer delicadeza deixa marcas.”

E você, como se chama? Já parou para dar voz à sua Ilustre Poesia?

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Pedro Martins, viciado em livros, filmes e séries, descobriu a magia por meio dos escritos de J.K. Rowling aos oito anos. Com muita dedicação, essa paixão o tornou webmaster do Potterish.com e o possibilitou escrever sobre literatura para diversos portais, incluindo o britânico The Guardian. Agora, ele tem mais um lugar onde se aventurar: o blog da Intrínseca.

testeO verso da criação – a colisão, o nó e as palavras

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Todo livro, no fundo, é uma tentativa de responder a uma grande pergunta. Uma pergunta muitas vezes invisível, inconsciente, escondida em nós. As páginas é que vão desenhando aos poucos – e por conta própria – as nossas respostas até então desconhecidas.  

Para onde vão os nossos silêncios quando deixamos de dizer o que sentimos? Esse foi o meu ponto de partida na hora de estruturar as diferentes partes do meu novo livro, Ilustre Poesia. As respostas que foram surgindo internamente, me ajudaram a moldar os caminhos que acabaram impressos nas 224 páginas do livro. Ilustre Poesia está dividido em três partes. Cada uma com sua personalidade, sua força, sua fraqueza. Cada uma com suas cores, seus temas, seus sentimentos. Cada uma com sua aparente independência. Digo aparente porque nenhuma é capaz de sobreviver por muito tempo sem a existência da outra.

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A primeira, À espera de uma colisão, traduz o lado onírico do Antônio. É a busca pelo mundo da inspiração, da imaginação. É o despertar da poesia dentro do personagem. Ele descobre que o espaço, às vezes, se expande para dentro de nós. Somos maiores quando nos encolhemos em nosso próprio universo.

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A segunda, A força de um nó frágil, aborda assuntos mais confusos, imprecisos: o caos da criação. As ideias chegam feito ondas gigantes. Elas precisam de calmaria. Os traços surgem feito correntezas incontroláveis. Eles necessitam de tranquilidade. Essa parte representa a busca pelas referências no processo criativo. A própria imagem do mar reforça essa ideia de movimento constante, de bagunça infinita, de rumo impreciso, mas sempre em busca de algo preciso. A originalidade? Talvez…

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Já a terceira, O destino das palavras, é a parte mais consciente do livro e é marcada por um desfecho inesperado que abre infinitas possibilidades sobre o futuro do Antônio – o personagem – e do Poeta Desconhecido – o narrador desse final. 

Todo livro, no fundo, é uma tentativa de responder a uma grande pergunta. Ilustre Poesia não busca respostas, mas, sim, mais e mais e mais perguntas. Não me pergunte por quê. 

testePor trás da poesia

POESIA

A poesia, por mais escancarada e rasgada que seja, ainda é fachada.
Disse aí acima a minha própria declaração polêmica.
Como dizer algo tão rasteiro do sagrado que é o poético?
Mas não é raso, veja bem. A palavra que é pequena, coitada, diante de mim, de nós, pouco tem. Infelizmente é preciso reconhecer que até a minha estimada, amada, palavra se parece comigo: limitada.
Um verso é só o que está por fora, o que sobrou, o que foi escolhido para tradução. Tradução de uma língua não falada. Existe um universo por trás da poesia, sabia?
Por trás da poesia há carne e osso. Alma e gosto. Desalma e desgosto.
Por trás da poesia há palavras empoeiradas que foram jogadas debaixo do tapete. Há também umas conversas jogadas fora, outras de pé do ouvido.
Há um sonho inteiro, um amor dividido.
Por trás da poesia há um filme de terror visto por uma pessoa só, de olhos fechados. O filme tem participação especial de outro, fantasioso, e uns takes de comédia.

Por detrás de cinco estrofes existe um romance de mil páginas. Barroco, moderno, policial e eterno. Um tratado, umas cartas quilométricas molhadas em lágrimas e beijinhos de batom, como aquelas feitas pelos adolescentes, dedicadas aos seus ídolos — isso ainda existe?
Escondidos na poesia existem uma criatura e as milhões que moram nela. Sangue, lágrima e coisas não substanciosas. Coisas intangíveis. Umas visões delirantes como beleza no vento, grandeza numa folha caindo amarelada, admiração por um velho de bengala atravessando a rua e carregando suas próprias compras.

Por detrás da poesia existe uma alma analfabeta.
Com esforço, ela junta as sílabas das artérias, as vogais dos olhares e as frases soltas do mundo. Com dificuldade, insere as consoantes que aprendeu na vida acadêmica e lá vem um verso tímido. E outro e outro e outro. A poesia final é como uma janela para quem está passando pela rua poder dar uma espiadela dentro da alma analfabeta e se surpreender com o que a iletrada ensina.
O universo se esconde num verso, as palavras são frágeis como o ar.
E a poesia só mostra que todo esse meu caos infinito
pode rimar.

testeO verso da criação – uma abertura sonora

IMG_20160511_194917 (1)Imagens do processo de criação de Ilustre Poesia

No começo do livro, a ideia foi apresentar aos que ainda não conhecem ou aprofundar um pouco mais aos que já conhecem a história do personagem Antônio. A linguagem das primeiras páginas — a letra da música — é uma espécie de graphic novel em guardanapos.

Nessa abertura, eu quis manter uma linguagem bem próxima dos meus dois primeiros livros para que o leitor fosse percebendo aos poucos o meu amadurecimento tanto na junção dos traços quanto na formação das sílabas. O livro marca o início de uma nova fase criativa sem perder a mesma sensibilidade de sempre. Minha intenção ao unir o silêncio de uma página impressa com a sonoridade da palavra cantada foi oferecer aos meus leitores uma nova experiência com o universo de Eu me chamo Antônio.

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Essa nova experiência só foi possível graças aos amigos que encontrei pelo caminho. A composição é uma parceria musical com a banda Versos que Compomos na Estrada. Eu já era fã do Versos antes de eles me chamarem para desenhar a capa do primeiro disco, de 2014. Logo depois veio o convite para ilustrar a arte do novo compacto do grupo, “Desate” (2015). Nossa relação deu muito certo porque temos uma sensibilidade muito parecida ao valorizar as coisas simples da vida.  Usamos a linguagem da alma; acreditamos que só ela é capaz de tocar o coração dos meus leitores e/ou dos ouvintes do Versos. No meio da canção, o ator e poeta Gero Camilo faz uma participação mais do que especial.

A letra da música é a apresentação do personagem Antônio. É como se as primeiras páginas do livro (da 7 a 37) fossem musicadas. Nela, falo de como o personagem nasceu, o que ele representa, o que deseja, o que sonha. Espero que gostem 😉

>> Leia um trecho de Ilustre Poesia


Letra: Pedro Gabriel
Música: Pedro Gabriel e Versos que Compomos na Estrada
Vozes: Lívia Humaire, Markus Thomas e Gero Camilo
Violão: Markus Thomas
Violino: Nicolas Krassik
Violoncelo: Bruno Serroni
Produção musical e mixagem: Lucas Mayer
Masterização: Rodrigo Deltoro
Gravado no Studio Dahouse, São Paulo