testeOs finalistas da Intrínseca no Prêmio Jabuti 2017

O Jabuti, principal premiação literária do país, divulgou os finalistas das 29 categorias deste ano. Pela primeira vez, a Intrínseca tem três livros na disputa. A obra Enquanto houver champanhe, há esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral, do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, concorre na categoria biografia. Já Como matar a borboleta-azul: Uma crônica da era Dilma, da economista e professora Monica de Bolle, foi selecionado na categoria economia, administração, negócios, turismo, hotelaria e lazer e Pó de lua nas noites em claro, segundo livro de , concorre entre os melhores de 2017 na categoria ilustração.

A cerimônia que revelará os vencedores do Jabuti 2017 acontecerá em 30 de novembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Confira a lista completa dos indicados no site do Prêmio Jabuti.

testeEu vou usar óculos

Meu pai usa óculos. Como uma porção de coisas faz parte do show de Cazuza, os óculos fazem parte do charme do meu pai. Ele fica com aquele jeito sou-inteligente-porém-desleixado-que-você-respeita.

Minha mãe, míope. Não tenho nenhuma lembrança dela sem suas lentes enfeitando o momento da leitura. As grandes armações também estão nas fotos antigas, em preto e branco, nas quais ela aparece riponga — claro, de óculos. O modelo vai mudando com o passar dos anos, mas ele está sempre lá.

Minha irmã mais nova usa óculos. Como é pianista, fica sempre com aquele ar de superioridade quando os põe para, veja bem, ler partituras.

Não sei ler partituras.

Mal aprendi a ler uma cifra quando tentei, sozinha, aprender violão.

Os oito anos que me separam da minha irmã e que deveriam me trazer sabedoria se apagam quando ela põe aquele ar intelectual no rosto.

Todos os meus avós usam óculos. Amigos, amigas, Harry, todos.

Menos eu.

E eu nunca soube lidar muito bem com essa fatalidade.

Na infância desejamos coisas estranhas, de fato. Quebrar o braço para usar gesso e tê-lo assinado pelos coleguinhas: sinal de popularidade.

Tem também o desejo de usar aparelho. Essa vontade nunca entendi e até hoje não compreendo, mas me lembro de pegar tiras de papel alumínio, enrolar, colocar na frente dos dentes e passar horas diante do espelho admirando o resultado.

Todos esses desejos foram a típica vontade que “dá e passa”. Realmente, tudo passou, menos meu gosto pelos óculos. Nunca me conformei com o fato de não precisar deles e achava que deveria haver algum engano aí.

Quantas oftalmologistas já marquei! E em todas as consultas eu cogitava mentir sobre as letrinhas miúdas que enxergava sem um pingo de dificuldade. Mas meus escrúpulos me permitiam, no máximo, hesitar antes de dar a resposta certa, por uma questão de dignidade por estar ali tomando o tempo da moça.

Minha vista sempre foi perfeita. Impecável. E assim segui adiante.

Até semana passada.

Nos últimos meses sentia dores de cabeça, olhos queimando, doendo e dificuldade para ver coisas miúdas. Marco a oftalmologista e ela me diz: “Você precisa de óculos.”

Realização.

Envio mensagens para os grupos com minha frase tão esperada para ser escrita “Vou usar óculos” e saio em busca deles. Confesso, foi difícil. Ao contrário dos óculos de sol, esses precisam ficar o tempo todo no rosto, ou seja, viram praticamente uma parte de você.

Depois de uns dias em busca de qual seria finalmente o meu, vejo, de repente, ainda mais pessoas usando as lentes corretoras de mundo ao meu redor. Parece que os míopes se multiplicaram, e se antes eu achava que todos precisavam de óculos, esse número dobrou — claro, porque passei a prestar mais atenção.

Lembrei-me, então, de uma criança de uns cinco anos que conheci numa biblioteca de uma comunidade carente a que fui, no Recife, como escritora convidada. Ela me perguntou:

— O que é preciso para ser poeta?

Fiquei pensando no que responder para que ela compreendesse:

— Você precisa usar os óculos mágicos do poeta.

— Óculos mágicos?

— Sim. Primeiro você imagina que ele existe, e magicamente ele vai existir em seus olhos. Quando você coloca esses óculos, não enxerga mais com os olhos, mas com o coração.

— Como assim?

— O coração é a casa do amor no corpo. Quando você se lembrar de usar esses óculos, vai ver o mundo diferente. Vai ver a poesia que está escondida nas pessoas, nas coisas, porque ela está em todos os lugares, mas a gente não enxerga.

Saí de lá pensando nesses tais óculos, depois me esqueci deles. Afinal, eles foram apenas uma pequena metáfora para crianças. Acontece que esses dias, passando por tantas óticas, eles me voltaram à lembrança.

Tantos míopes de sentido no mundo, meu Deus! Todos, todos precisam de óculos. Inclusive eu.

Deixamos de enxergar a poesia das coisas, de usar a propriedade fundamental das lentes para a vida: corrigir as falhas no mundo.

Uma vez, lendo um livro do Jostein Gaarder, vi a frase: “Tudo o que precisamos para ser bons filósofos é a capacidade de nos maravilharmos com as coisas.” Ele explica que crianças são capazes de se impressionar com o fato de que estamos agora, neste momento, flutuando no espaço, e nós, velhos — por dentro, na minha opinião —, nos acostumamos com o extraordinário.

Em outras palavras: precisamos usar óculos porque estamos ficando cegos, ceguetas, não somos capazes de ver o que eu disse para aquela criança — a poesia escondida nas coisas. Ou a injustiça gritante em outras, o que consegue ser ainda mais sério.

Às vezes acho que a vista das pessoas é monotemática: si mesmo, si mesmo, si mesmo. Existe alguma doença que nos deixa “monovisionários”?

Sim. Creio que sim.

Andamos olhando para baixo: nossos celulares, nossos próprios passos, nosso umbigo. Ninguém se lembra de olhar o céu ou se sustenta nos olhos de alguém sem desviar-se.

Um amigo estava numa livraria dia desses e percebeu que dezenas de livros falam sobre se lembrar de respirar, parar, ouvir.

O essencial, o básico, virou desconhecimento, ficou invisível, embaçado e turvo. Estamos no escuro?

Voltando aos filósofos da história, eles eram filósofos porque simplesmente observavam. Observavam a natureza, os astros, as pessoas e os mistérios da vida.

Precisados estamos de oftalmologistas que receitem colírios de maravilhamento três vezes ao dia, lentes — não descartáveis — de empatia e que, por favor, alguém apague todo o cinza que estão nos obrigando a enxergar. Quem sabe alguma lente especial não devolva nossas cores, descolore as dores e pinte de novos amores nossa cegueira.

Não sei vocês, mas…

Eu vou usar óculos.

testeDiga-se de passagem

 

Quando eu era criança, sonhava ser atriz.

Essa vontade durou até um pouco depois da infância, não pelo desejo da fama ou pela glória diante de todos — talvez até fosse secreta e inconscientemente. Eu era tão tímida que talvez desejasse ver a fama cuidando do trabalho de fazer amizades por mim, mas apenas por um grande motivo: eu queria ter a possibilidade de viver várias vidas numa só.

Uma atriz quase literalmente incorpora diversas pessoas ao longo da sua — curta demais, por que a vida é tão fugaz? — existência. E isso parecia a solução perfeita para o fato de que, sim, eu seria uma só, com uma vida só, com escolhas mutáveis e as assustadoramente definitivas.

Monótono, igual, previsível, eu achava.

Via os atores mirins, os da minha época: Macaulay Culkin, Elijah Wood, Mara Wilson, todos os Batutinhas ou os maravilhosos do Castelo Rá-Tim-Bum apareciam de repente com outras roupas, em outros filmes ou sendo entrevistados em programas de auditório com um novo jeito de falar, andar, olhar, outro cabelo… Eram outras pessoas. Tinha de fato algo de mágico ali, e, nossa, eu os invejava de todo o coração.

Invejava também as aventuras que viviam: florestas geladas, fugas com cachorros, magia, perigo — com a certeza, obviamente, de que tudo daria certo — e uma vida emocionante. Tudo aquilo, até certa idade, era real para mim. Quando entendi que era atuação, trabalho, luz, câmera, ação, eu achava que fingir já estava ok. Tudo bem, aceito. Confesso que me conformei rapidamente. Melhor isso do que a previsibilidade da vida normal, eu achava. Em outras palavras, melhor isso do que uma vida só.

Até fiz um tempo, maravilhoso, de teatro, que ajudou a me encontrar como gente, mas não segui em frente. A vida me levou por outros caminhos e fui para a plateia mesmo, que é um lugar brilhante. A plateia do teatro, do cinema ou a cadeira de casa, onde abrimos um bom livro e somos transportados para longe.

Gosto de ser plateia. Adoro ser leitora. Sempre gostei de ler. Assistir é bom.

Mas cá estou eu aqui, neste momento, escrevendo, não lendo.

De repente percebi que escrevo.

Hoje em dia, talvez, tanto quanto ou mais do que leio, sinceramente. Escrevo e escrevo e escrevo histórias, poesias, pensamentos, esta coluna…

…Escrevo a minha única vida.

Do dia para a noite você não é mais aquela criança sonhando com aventuras em florestas mágicas, mas uma bem crescida criatura vencendo a selva. Do mundo e da sua própria alma, diga-se de passagem.

Ei, você, me leu? Diga-se de passagem!

Estamos aqui de passagem.

Imaginemos agora uma estação de trem. Milhares de pessoas apressadas indo e vindo, entrando e saindo… O que guardam nas mãos e nos bolsos? Passagens. Nos aeroportos, milhares de passagens. No meu relógio mais velho que a fome, o tempo também está de passagem. E como passa depressa!

Não mais que do dia para a noite, eu me percebo vivendo, como previa, uma vida só. E normalmente minhas passagens são só de ida — poucos passos na vida real têm um retorno —; raro ser ida e volta. Mas as voltas existem. Claro, graças a Deus elas existem. Mas as voltas, a palavra já fala por si só, já foram a algum lugar. Então trazem o cheiro do vento, a marca do sol, a poeira nos pés, a memória de onde foi. A volta, afinal, foi a algum lugar, e nunca voltamos os mesmos quando vamos a algum lugar.

Gente, até as voltas já passaram.

Mas, reconheço, estar de passagem tem a sua maravilha: estamos magicamente em transformação.

Uma espécie de mutação constante que às vezes evolui e outras retrocede, verdade, mas é dinâmica, viva, nunca parada… Sempre e sempre

de passagem.

A vida até me deu hoje amigas atrizes. Brilhantes atrizes! Adoro assisti-las porque sei como são na vida real e isso tem um gosto bom; volto à minha infância. Acho fantástico observar aquela pessoa normal que almoça comigo segurando uma espada, travando batalhas com um amor proibido, vivendo outra vida. Acho o máximo.

Eu na plateia, elas em cena.

Quando a cena acaba, somos todos “povo 1”, “multidão 3” ou “transeuntes da rua 4” mesmo. Pela rua, em casa, vivendo a passagem da vida normal.

Elas e eu. E você, caro leitor.

Saí dos palcos, dei um jeito de escrever. O que me tira da “total plateia”, talvez?

Escrevo um papel e ao vento também. Todos os dias, quando acordo, escrevo sem papel o roteiro do dia, na verdade dos próximos segundos do dia, e eles normalmente não obedecem ao que está no script. Os atores da nossa “uma vida só” são demasiadamente livres, criativos e surpreendentes para se deixarem guiar por um roteiro, ainda que ele seja fantástico, porque vão dar um jeito de inventar um ainda mais mirabolante, inimaginável, surpreendente. E bota surpreendente nisso!

Nossa vida está de passagem; estamos passando, sim. Somos passageiros de um trem sem destino certo. O destino: mistério. O caminho: aventura, drama, romance e, por favor, grandes doses de fé e coragem.

As aventuras do meu hoje em dia superam — ô, como superam — a emoção daquelas histórias fantásticas do cinema.

Diga-se sempre: estou de passagem! Diga-se de passagem.

E tudo ganha vida própria. Muito mais de mil vidas numa só.

Acho que perdi a inveja dos meus queridos atores mirins.

Do fundo do meu coração.

testeO cheiro do cheiro é de saudade

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Tenho uma amiga querida com um estranho dom para cheiros peculiares. Nunca soube de fato distinguir se isso era fruto de um olfato aguçado, de uma imaginação fértil ou das duas coisas. Por exemplo: “cheiro de retiro”, “cheiro de cavalo de Glória” — o que dizia respeito aos cavalos que ela cavalgava em Glória do Goitá, um município de Pernambuco —, “cheiro de frio” ou até “cheiro de gato depois de tomar banho”. Sempre me diverti muito com essas associações que ela faz, de repente, do nada, em contextos inusitados.

Não vou negar, contudo, que guardo em segredo alguns cheiros de coisas específicas também. Ontem consegui um tempo para caminhar no parque umas três e meia da tarde. Durante a caminhada, passei por uma mangueira aberta aguando a grama seca pelo verão intenso. O cheiro era de bolo de terra. Automaticamente, fui transportada para minha infância no interior, na casa de minha avó, quando fazia uma verdadeira papa de terra que me lembrava brigadeiro de colher. O cheiro da terra quente do sol molhada por mim era exatamente aquele: cheiro de bolo de terra. Começo a rir sozinha, lembrando minha amiga a quem amo tanto e que alarga meu sorriso. Continuo a caminhada, agora invadida por diversas pequenas lembranças esquecidas.

Termino a caminhada e saio do parque para o meio da rua. Nesse instante o cheiro é de fim de ano, composto por uma mistura de tinta fresca, pano molhado — provavelmente tapetes lavados estirados na janela —, gás carbônico — porque o trânsito enlouquece a partir de dezembro, e cada carro deve criar mais dois na garagem durante a calada noite, só pode ser — e doces. Sinto um cheiro atípico de doces no ar. A essa altura, já estava divagando sobre o poder de teletransporte que têm os cheiros.

Minha tia Lourdes tinha cheiro de pano guardado, mas gostoso. Às vezes, cheirava a mingau. Tia Nevinha tinha cheiro de perfume forte com adição de livros e rua. Meu avô tem cheiro de dinheiro e graxa, normalmente. Ele tem uma vendinha de autopeças. Minha mãe tem cheiro de madeira e banho. Às vezes, flores e banho — depende do produto que está usando nos cabelos. O interior tem cheiro de terra seca com folhas se acabando. Domingo tem cheiro de missa, e missa tem cheiro de incenso com famílias e seus diversos odores. Algumas vezes, na rua, quando sinto cheiro de chocolate quente ou bolo saindo do forno, sinto cheiro de Espanha.

O cheiro vem de fora e entra completamente em nós, ativa todos os sentidos. Penso que ele nos teletransporta tão rapidamente porque é uma das conexões mais intrínsecas, mais íntimas, que temos com as coisas e as pessoas ao redor. Essa conexão crava na memória porque entra, toca dentro de nós, organicamente. O cheiro de alguém ou de algum lugar nos faz sentir que estamos perto dele de novo, ou naquele lugar outra vez, se fecharmos os olhos.

O cheiro do cheiro, portanto, é de saudade.

Ela também vem de fora e entra completamente em nós, só porque estamos passando desprevenidos.

A saudade boa, a que dói, a que se quer esquecer, volta com o olfato. Ela reescreve páginas apagadas, dias deixados no passado, pessoas deixadas de lado e aquelas que permaneceram.

Só sente cheiro de saudade quem degusta o tempo com todos os sentidos que ele traz.

 

E deixa que ela entre

com toda a baderna que faz,

com todo os gostos que tem.

E permite sentir como aquele cheiro

faz bem

e tantas vezes faz mal

também.

testeMúsicas para uma Turnê Poética

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Durante o mês de outubro, Pedro Gabriel e Clarice Freire, autores respectivamente de Eu me chamo Antônio Pó de lua, visitaram diversas cidades do país na Turnê Poética. Os autores conversaram com os leitores e falaram sobre seus novos livros: Ilustre Poesia e Pó de lua nas noites em claro.

Entre as perguntas mais feitas, os autores mencionaram algumas das músicas que os inspiraram. Para aqueles que não puderam comparecer à Turnê, Pedro e Clarice selecionaram 10 músicas cada um, e montamos uma playlist especial. Ouça abaixo, ou clicando no link.

testeTurnê Poética em Manaus

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Pedro Gabriel e Clarice Freire, autores de Eu me chamo Antônio e Pó de lua estiveram em Manaus no dia 22/10, como parte da Turnê Poética. Os autores conversaram com os leitores e falaram sobre seus novos livros, Ilustre Poesia e Pó de lua nas noites em claro.

Confira as fotos do evento!

testeEnquanto o asfalto ainda está quente

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Liga o toca-fitas. Coloca um rock antigo. Se joga na estrada que o asfalto ainda está quente, não dá pra sentir? Tira os sapatos que dá. Eu só dirijo descalça.
Por isso meus sapatos são facilmente tiráveis,
assim como deveriam ser meu medo da chuva, minha cautela exagerada, minhas previsões erradas, minhas caras lavadas de sereno quando escurece e o asfalto perde o quente.
Perde para o calor que bate na alma, num fim de tarde de inverno. Quando em silêncio escuto uma música, namoro a janela
e me sinto eterno.
Também não gosto muito do freio. Nem de nada freia a gente, por isso eu ouso um novo antigo, muito antigo, de abrir a mente, segurar o quente.
Mas é claro que falo do amor, é ele somente
que eterniza as tardes de inverno. Diviniza as noites de inferno.
Aumenta o volume do rock antigo, quem sabe ele não fala mais alto que as más lembranças e embala em boa melodia as belas esperanças.
Cantarola alto como se a gente não morresse, como se você não fosse.
Lá se vai o Sol por entre duas colinas cheias de cana-de-açúcar:
o dia seguinte vai ser doce!
Coloca um jeans jogado se aproveita do amor enquanto ele ainda está quente. E sereno.
Se eu fosse um chão, seria estrada. Se um adjetivo, alada, mas sempre descalça para não estranhar a dureza do asfalto.
E amaria o silêncio nas madrugadas de verão.
Viajaria
com o pensamento preso
no sonho mais alto.

Clarice.

testeTurnê Poética em Brasília

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Pedro Gabriel e Clarice Freire, autores de Eu me chamo Antônio e Pó de lua estiveram em Brasília no dia 08/10, como parte da Turnê Poética. Os autores conversaram com os leitores e falaram sobre seus novos livros, Ilustre Poesia e Pó de lua nas noites em claro.

Confira as fotos do evento!

testeNão acredito em impossíveis. Mas na poesia, sim.

Confira a visita de Clarice Freire ao Colégio Salesiano, no Rio de Janeiro.

A professora viu um livro “interessante” em cima da mesa de Jade, sua aluna. Jade emprestou o livro para a professora antes mesmo de ler. A professora gostou e resolveu adotá-lo como estudo para suas turmas, mas achava impossível uma turma inteira gostar de trabalhar poesia. Como não foi impossível e aconteceu uma — boa — surpresa, ela procurou saber quem o havia escrito. Eis que chegou um e-mail dessa professora, chamada Sandra, que me pareceu alguém que não acreditasse em impossíveis. O e-mail queria saber se eu poderia visitar a escola. Pensei “talvez seja impossível”, porque moro no Recife. O tempo passou e tive um evento marcado no Rio.

Oportunidade! Resolvi com a Intrínseca de ir um dia antes, tudo certo. Disse que sim para a professora e ela me confessou: “Mas eu achava que seria impossível!”

Cada dia acho mais que impossíveis não existem. 

Foi uma manhã inteira de autógrafos e bate-papo com os alunos mais conhecedores da minha obra em todo o Universo. Talvez me conheçam mais do que eu mesma, pensei. 

Nunca fiz uma prova sobre mim. Eles, sim. 

Em uma manhã me fizeram pensar, me emocionar, rir; me deram presentes físicos e outros que o tempo não corrói, a vida não destrói e nada pode levar. 

Queridos alunos e professores do Salesiano Rocha Miranda: muito obrigada por me mostrarem e provarem cientificamente que impossível é uma palavra pequena demais para os valentes de coração, os guardiões da arte de acreditar e, acima de tudo, para os que não têm medo de aprender.

Como disse na escola, acredito no poder revolucionário da educação, da arte, da literatura. Tudo isso salva. Que privilégio poder, de alguma forma, com o meu trabalho, participar dessa missão com vocês! Que a poesia sempre nos aqueça o coração para que ele nunca se endureça com o mundo! Obrigada mais uma vez e uma vez mais: aprendi muito com vocês.

testeTurnê Poética com Clarice Freire e Pedro Gabriel

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O mês de outubro será muito especial para os leitores de poesia. Pela primeira vez os autores de Eu me chamo Antônio e Pó de lua farão uma Turnê Poética juntos!

Nas próximas semanas, Pedro Gabriel e Clarice Freire passarão por quatro capitais para conversar com os leitores, tirar fotos e autografar seus novos livros, Ilustre Poesia e Pó de lua nas noites em claro.

Eventos da Turnê Poética:

Curitiba-PR
Dia: Quinta-feira, 6 de outubro
Horário: 19h
Local: Livrarias Curitiba – Shopping Palladium
Confirme sua presença

– As 300 senhas numéricas estão sendo distribuídas na loja do Shopping Palladium.
– A senha é individual. Somente o portador terá direito aos autógrafos e fotos com os autores.
– O atendimento será feito pela ordem numérica da senha.
– Nesse encontro os autores vão assinar todos os seus livros e em quantidades ilimitadas por pessoa.
– É proibido autógrafo em papéis, marcadores, cadernos, agendas ou quaisquer outros objetos.
– No espaço das assinaturas é proibido usar celulares, máquinas fotográficas ou qualquer outro equipamento para fazer selfies, vídeos ou gravações.
– O fotógrafo contratado irá registrar as pessoas ao lado dos autores. As imagens estarão disponíveis gratuitamente em até 3 dias úteis no Facebook da Livrarias Curitiba.

 

Brasília/DF
Dia: Sábado, 8 de outubro
Horário: 15h
Local: Livraria Cultura Shopping Iguatemi
Confirme sua presença

– As 198 senhas serão distribuidas no dia do evento a partir das 10h na Livraria Cultura.
-A senha é individual. Somente o portador terá direito aos autógrafos e fotos com os autores.
– Nesse encontro os autores vão assinar todos os seus livros e em quantidades ilimitadas por pessoa.
– É proibido autógrafo em papéis, marcadores, cadernos, agendas ou quaisquer outros objetos.
– No espaço das assinaturas é proibido usar celulares, máquinas fotográficas ou qualquer outro equipamento para fazer selfies, vídeos ou gravações.
– O fotógrafo contratado irá registrar as pessoas ao lado dos autores. As imagens estarão disponíveis gratuitamente em até 3 dias no site da Intrínseca.

 

Manaus/AM
Dia: Sábado, 22 de outubro
Horário: 15h
Local: Teatro Manauara
Confirme sua presença


– Poderão participar do evento os fãs que possuírem os livros “Ilustre Poesia” e “Pó de lua nas noites em claro”, contudo, os autores autografarão todos os seus outros livros, sendo até um exemplar de cada por pessoa.
– Não serão permitidos autógrafos em itens que não sejam livros, tais como marcadores, papéis soltos, camisas, etc.
– Os autores atenderão até o último leitor, dentro do horário de funcionamento do shopping.
– Não serão permitidas selfies, gravação de áudio para WhatsApp, vídeos para o Snapchat na mesa dos autógrafos. Um fotógrafo ficará responsável por todas as fotos da sessão, que serão disponibilizadas em até cinco dias úteis após o evento.

 

Fortaleza/CE
Dia: Domingo, 23 de Outubro
Horário: 16h
Local: Livraria Leitura – Shopping Rio Mar
Confirme sua presença


– Poderão participar do evento os fãs que possuírem os livros “Ilustre Poesia” e “Pó de lua nas noites em claro”, contudo, os autores autografarão todos os seus outros livros, sendo até um exemplar de cada por pessoa.
– Não serão permitidos autógrafos em itens que não sejam livros, tais como marcadores, papéis soltos, camisas, etc.
– Os autores atenderão até o último leitor, dentro do horário de funcionamento da loja.
– Não serão permitidas selfies, gravação de áudio para WhatsApp, vídeos para o Snapchat na mesa dos autógrafos. Um fotógrafo ficará responsável por todas as fotos da sessão, que serão disponibilizadas em até cinco dias úteis após o evento.