testeNovo livro do autor de Caixa de pássaros chega ao Brasil em 2019

Novos livros de Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros, chegarão ao Brasil!

Inspection, novo livro do autor – que será publicado nos Estados Unidos em março – chegará às livrarias brasileiras pela Intrínseca no segundo semestre de 2019. A história se passa em uma floresta isolada em que há uma escola só para garotos. Os alunos nunca podem sair da instituição, e J, um deles, começa a se questionar sobre os segredos que existem por trás daquelas paredes.

Bem longe dali, na outra ponta da floresta, há uma outra escola, muito parecida com a de J, mas frequentada só por garotas. Uma das alunas é K, e ela está se fazendo as mesmas perguntas que J. K nunca viu um garoto. J nunca viu uma garota. Os dois vão investigar um mundo de horror e segredos até descobrirem um ao outro.

Outro livro muito aguardado de Josh Malerman é Unbury Carol, ainda sem previsão de lançamento. Carol Evers guarda um segredo: ela já morreu muitas vezes, mas não de forma definitiva. Ela tem longos episódios de coma, que perduram por dias.

Apenas duas pessoas sabem dessa condição de Carol: Dwight, o marido dela, que casou com Carol por interesse e quer aproveitar a oportunidade de um dos comas da mulher para enterrá-la viva e se apossar de sua fortuna. A outra pessoa é James, um amor do passado, que vai fazer de tudo para livrá-la de sua maldição. Enquanto isso, Carol estará acordada e consciente, usando seu feroz instinto de sobrevivência para lutar bravamente. 

Caixa de pássaros teve mais de 160 mil exemplares vendidos e inspirou o filme Bird Box na Netflix com Sandra Bullock. Josh Malerman também é autor de Piano vermelho e Uma casa no fundo de um lago, já publicados pela Intrínseca.

 

 

testeTudo o que já sabemos sobre o filme Caixa de pássaros

 

Está acabando a espera! A Netflix divulgou hoje o primeiro trailer e o pôster estrangeiro oficial da adaptação cinematográfica do livro Caixa de pássaros.

Confira abaixo tudo que já sabemos sobre esse filme que promete tirar o fôlego:

 

  1. O elenco é fantástico.

 

Além de ter Sandra Bullock como a protagonista Malorie, a adaptação de Caixa de pássaros conta com Sarah Paulson, de American Horror Story, Rosa Salazar, da série Divergente, Trevante Rhodes, de Moonlight: Sob a Luz do Luar, Danielle Macdonald, de Patti Cake$ e Jacki Weaver, de O Lado Bom da Vida e John Malkovich, que dispensa apresentações.

 

  1. A estreia será em dezembro

A primeira sessão do filme será exibida no AFI Fest, nos Estados Unidos, no dia 12 de novembro, mas a estreia mundial na Netflix está prevista para 21 de dezembro.

 

  1. O primeiro trailer legendado já está disponível

 

 

  1. Assim como o primeiro pôster, ainda com o título em inglês

 

  1. A direção é da dinamarquesa Susanne Bier

Bier é conhecida por dirigir a minissérie The Night Manager e Hævnen, filme sueco-dinamarques ganhador do Oscar.

 

  1. Josh Malerman acompanhou as gravações

Autor de Caixa de pássaros, Uma casa no fundo de um lago e Piano vermelho, o autor acompanhou de perto as gravações do filme e publicou diversas imagens dos bastidores em suas redes sociais.

 

  1. Sandra Bullock e Trevante Rhodes virão ao Brasil!

Bullock e Rhodes estarão na Comic Con Experience 2018, que acontece em São Paulo, no domingo, 9 de dezembro.Os atores participarão da ação especial para divulgação do filme Bird Box no estande da Netflix.

 

Fiquem de olho, pois atualizaremos o post toda vez que surgir uma novidade sobre a produção!

Quem mais está ansioso para 21 de dezembro?

testeLugares bizarros que poderiam estar num livro do Josh Malerman

Josh Malerman é o mestre em escrever histórias cheias de mistérios e com toques bizarros. Seus livros nos deixam olhando por cima do ombro e com medinho das sombras. Afinal, depois de ler Caixa de pássaros, quem não fez aquela manobra corajosa (só que não) de sair correndo pela casa no meio da madrugada só para pegar um copo d’água?

No seu mais recente lançamento pela Intrínseca – Uma casa no fundo de um lago –, Josh nos apresenta um local sombrio e inimaginável, que existe nas profundezas de um lago aparentemente tranquilo. Dessa vez, os protagonistas são James e Amelia, dois adolescentes de dezessete anos que decidem passear de canoa no seu primeiro encontro. O que eles não esperavam era encontrar uma casa embaixo d’água. Poderia ser só estranho, mas é pior que isso: apesar de submersa, nada da casa – móveis ou objetos de decoração – flutua e nela há até uma piscina! Será que existe alguém – ou algo – vivo na casa?

Uma ambientação incrível como essa nos fez pensar: quais lugares esquisitos poderiam servir de cenário para as histórias sinistras do Josh? Por isso, reunimos cinco lugares em que pensaríamos duas vezes antes de entrar. Confira:

 

Ilha das Bonecas – México

Em meio às paisagens lindas e paradisíacas do México, existe um lugar aterrorizante chamado Ilha das Bonecas. A lenda que envolve o local diz que Don Julián, o único morador da ilha, encontrou o cadáver de uma menina que havia se afogado. Depois disso, ele passou a ser assombrado por vozes e gritos, atribuídos à menina falecida. Por isso, ele começou a pendurar bonecas de vários tipos por toda a ilha, como forma de apaziguar o sofrimento do espírito. O resultado é um cenário assustador!

 

Floresta torta – Polônia

(KILIAN SCHÖNBERGER)

Cercado por uma floresta de pinheiros normais, perto da cidade de Gryfino, na Polônia, existe um lugar muito peculiar: uma área com cerca de 400 árvores que nascem com a base torta, rente ao chão. Os estudiosos acreditam que elas foram plantadas por volta da década de 1930 e existem diversas teorias para explicar essa anomalia. Uma das mais bizarras diz que ali existe um campo gravitacional único, capaz de entortar as árvores.

 

A cidade fantasma de Kolmanskop – Namíbia

No começo do século XX, a cidade de Kolmanskop era um local próspero onde viviam os funcionários de uma mina de diamantes. O país estava sob o controle da Alemanha e acredita-se que mais de uma tonelada de diamantes foi extraída de lá. Por volta de 1930, entretanto, as minas começaram a se esgotar e a cidade foi abandonada. Atualmente, Kolmanskop é uma cidade-fantasma, na qual as construções estão sendo tomadas pelas areias do deserto. Parece um cenário pós-apocalíptico!

 

Lago Hillier – Austrália

Parte de uma reserva natural em uma região isolada da Austrália, o lago Hillier é famoso por sua cor extremamente exótica: rosa. Por mais esquisito que pareça, não é edição ou parte do cenário de um filme de ficção científica. A cor é resultado da presença de micro-organismos, principalmente algas e bactérias. Esses organismos ficam agregados às crostas de sal do lago, o que permite uma coloração forte e uniforme. Você teria coragem de mergulhar?

 

Shoppings abandonados – Estados Unidos

Shoppings são sinônimos de lugares alegres e sempre muito movimentados. Mas não se engane. Existe um canal na internet famoso por produzir a série Dead Mall Series, na qual Dan Bell faz pequenas expedições por shoppings abandonados. O resultado são vídeos um pouco sinistros, que poderiam ser fonte de inspiração para muitas histórias assustadoras.

testePodcast #1 – Piano vermelho e Caixa de pássaros

Quem acompanha as redes sociais da Intrínseca já deve ter percebido como adoramos falar e trocar ideias com os nossos seguidores sobre a nossa grande paixão: LIVROS. Estamos presentes no Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat e Youtube e agora resolvemos reunir a equipe para nos aventurarmos no mundo dos podcasts.

É uma conversa rápida e descontraída para quem quer saber detalhes sobre o que mais amamos! Para esse primeiro teste, escolhemos apresentar Piano vermelho, novo thriller de Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros. Tem muita descontração, terror, risadas e curiosidades sobre o universo do autor.

Escute:

Participantes: Bruno, Josué e Pedro.

 

Assine o podcast!

teste17 livros para conhecer na Bienal do Livro Rio

A Bienal do Livro Rio é o maior evento literário do país e começa nesta quinta-feira. São muitos autores, encontros, sessões de autógrafos, marcadores, momentos inesquecíveis e, claro, livros com desconto!

Para ajudar os leitores que estarão por lá, selecionamos alguns títulos muito legais para diferentes estilos:

Para quem gosta de livros com histórias românticas:

Amor & Gelato — Paixões, segredos e um verão inesquecível na Itália! Essa é a trama do romance de estreia de Jenna Evans Welch.

Depois da morte da mãe, Lina tem que realizar um último pedido: ir até a Itália para conhecer o seu pai. Do dia para a noite, ela se vê na encantadora paisagem da Toscana, passeando pelos famosos pontos turísticos que no passado marcaram a juventude da mãe. Guiada por um antigo diário, Lina agora vai construir a própria história, descobrir o amor e aprender a lidar com o luto.

 

Os 27 crushes de Molly — De Becky Albertalli, autora de Simon vs. a agenda Homo sapiens, que participou da Bienal do Livro de São Paulo no ano passado.

O livro conta a história de Molly, uma garota que já viveu muitas paixões, mas só dentro da própria cabeça. Aos 17 anos, ela acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que Molly precisa ser mais corajosa, a garota não consegue suportar a ideia de levar um fora. Então, age com muito cuidado. Para ela, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas. 

Box de Para todos os garotos que já amei — Vamos lançar o box da trilogia completa de Jenny Han, autora que participa do evento em 2 de setembro.

O box inclui os três livros e um pôster exclusivo autografado para os fãs brasileiros.

Para todos os garotos que já amei conta a história de Lara Jean, uma garota romântica, descendente de coreanos, apaixonada por doces e que gosta de escrever cartas secretas para suas paixões. 

Lara Jean não tem coragem de se declarar e prefere manter essas cartas em segredo. Porém, um dia, elas são enviadas misteriosamente para os destinatários e agora todos vão saber o que ela sempre tentou esconder.

 

Em busca de abrigo — O romance de estreia de Jojo Moyes conta a história de três mulheres que precisam lidar com a quebra de laços familiares aparentemente indestrutíveis.

Joy mora numa mansão fria no sul da Irlanda com seu marido, cuja saúde está se deteriorando depressa. Kate e Sabine, respectivamente filha e neta de Joy, moram no subúrbio da Inglaterra e têm uma relação conturbada. Quando as três mulheres finalmente se reencontram há conflito entre amor e obrigação, mães e filhas e diferentes escolhas de vida.

 

Para quem gosta de bons livros com MUITO desconto:

Teremos muitos livros com preços especiais na Bienal, mas selecionamos alguns títulos que você não pode deixar de conhecer!

Mosquitolândia — Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para morar com o pai e a madrasta no árido Mississippi. Para fugir dessa nova vida e buscar seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, ela embarca em um ônibus e encontra companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho, numa odisseia contemporânea tão hilária quanto emocionante.

 

Perdão, Leonard Peacock — O livro de Matthew Quick, autor que já participou da Bienal em 2013, narra o drama de um estudante que planeja assassinar seu ex-melhor amigo para depois se matar com a arma que pertenceu ao avô no dia do seu aniversário. Antes, no entanto, ele pretende entregar três presentes para três pessoas que lhe são importantes.

 

A visita cruel do tempoNa obra vencedora do Pulitzer, do National Book Critics Circle Award e do LA Times Book Prize no ano de 2011, Jennifer Egan combina diferentes pontos de vista sobre histórias que se entrelaçam de maneiras inesperadas. 

Bennie Salazar é um executivo da indústria fonográfica. Sasha é sua assistente cleptomaníaca. E é a partir da história desses dois personagens que a autora retrata, em uma narrativa caleidoscópica, a passagem do tempo e a transformação das relações. Da São Francisco dos anos 1970 até a Nova York de um futuro próximo, Jennifer Egan cria um romance de estilo ímpar sobre continuidade e rupturas, memória e expectativas.

 

Para quem gosta de romances jovens bem construídos e inesquecíveis:

Enquanto o novo livro de John Green, Tartarugas até lá embaixo, não chega às livrarias, indicamos A culpa é das estrelas e Quem é você, Alasca?, que também estarão com desconto especial no nosso estande! É uma oportunidade de conhecer duas das mais importantes obras do autor.

 

Para quem gosta de livros nerds e geeks:

Geekerela — O divertido romance de Ashley Poston  traz a clássica história da Cinderela para os dias atuais e aborda temas como internet, independência da mulher, indústria do cinema e cultura nerd.

Quando Elle, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar um remake hollywoodiano, ela fica dividida. Antes de morrer, o pai lhe transmitiu a paixão por aquele verdadeiro clássico da ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca ouviram falar da série.

 

Deuses americanos — A obra de Neil Gaiman já foi adaptada para a TV e é um dos livros mais comentados desde então!

O livro acompanha Shadow Moon, que passou quase três anos na cadeia contando os dias para voltar para casa. Pouco antes do fim da pena, ele fica sem rumo na vida ao descobrir que a esposa faleceu em um acidente.

Após o velório, ele conhece o sr. Wednesday — um homem com olhar enigmático e sempre com um sorriso insolente no rosto  —, que  lhe oferece um emprego. É na nova função que Shadow começa a desvendar a real identidade do chefe e a se dar conta de que os Estados Unidos, ao receberem pessoas de todos os cantos do mundo, também se tornaram a morada de deuses dos mais variados panteões.

 

Para quem gosta de mistérios e de narrativas com muitas reviravoltas:

Por trás de seus olhos — Esse é o tipo de livro que não podemos falar muito porque existe um grande risco de soltar um spoiler, mas podemos garantir que você precisa conhecê-lo durante a Bienal.

Um suspense com personagens escorregadios e um desfecho imprevisível e perturbador.

 

Até que a culpa nos separe — Novo romance de Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras e O segredo do meu marido.

A história começa com um convite inesperado para um churrasco de domingo em Sydney, na Austrália. Três famílias resolvem passar uma tarde tranquila em uma bela casa sem imaginar como suas vidas mudariam para sempre a partir daquele dia.

Sem conhecer direito os anfitriões, Clementine, uma mulher casada e com duas filhas, acompanha a amiga de infância, Erika, quando um episódio assustador acontece no evento.

 

Para quem gosta de livros com personagens cativantes e mensagens importantes:

Fantasma — Se você estiver procurando um livro rápido, que pareça com uma série na Netflix e ao mesmo tempo fale sobre temas como bullying, representatividade e preconceito de uma forma sensível, não pode deixar de conhecer a obra de Jason Reynolds!

Fantasma é um garoto que sempre soube que correr era o seu forte, mas nunca levou a atividade muito a sério. Até que, certo dia, ele disputa uma corrida contra um dos melhores atletas de uma equipe que está treinando na pista de atletismo do parque. E vence. O treinador quer que ele entre para a equipe de qualquer jeito. O problema é que Fantasma tem muita raiva dentro de si e também um passado que tenta desesperadamente deixar para trás.

 

Extraordinário — Não tem como fazer uma lista sobre a Bienal e não incluir Extraordinário. O filme inspirado no livro estreia em novembro, e tem muita gente que ainda não se encantou (e chorou) com Auggie.

Extraordinário conta a história de Auggie Pullman, um garoto que tem uma deformidade facial e enfrenta o grande desafio de frequentar a escola pela primeira vez. Com momentos comoventes e outros descontraídos, o livro consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos a seu redor: família, amigos e comunidade.

 

Apenas uma garota — Uma história sobre aceitação e as primeiras experiências de uma adolescente trans!

Prestes a entrar na vida adulta, Amanda Hardy acabou de mudar de cidade, mas a verdadeira mudança de sua vida vai ser encarar algo muito mais importante: a afirmação de sua identidade. Tudo que ela mais quer é viver como qualquer outra garota. E, embora acredite firmemente que toda mudança traz a promessa de um recomeço, ainda não se sente livre para criar laços afetivos.

 

Para quem gosta de thriller psicológico:

Piano vermelhoO novo livro de Josh Malerman, autor que foi destaque na Bienal em 2015 com Caixa de pássaros, nos deixa com medo e assustados o tempo todo!

Escute o áudio e conheça a história:

 

Para quem curte mitologia:

Hotel Valhala: Guia dos mundos nórdicos — Com dados importantes, entrevistas exclusivas e muitas reflexões, o guia foi pensado para ajudar o guerreiro viking recém-chegado ao Hotel Valhala a começar o treinamento para o Ragnarök com o pé direito, evitando qualquer constrangimento desnecessário na pós-vida viking. 

 

Estande da Intrínseca na Bienal
Endereço: Pavilhão Azul (3) entre a rua E e a rua F
Horário de funcionamento:
31 de agosto: 13h às 22h
7 de setembro (feriado): 10h às 22h
Durante a semana: 9h às 22h
Finais de semana: 10h às 22h
Confira o mapa

testeEscute o áudio de Piano vermelho, novo livro de Josh Malerman

Um som misterioso que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Alguém sabe a origem? O que isso pode causar? Quais são os riscos para quem escuta? O governo americano está preocupado e decide recrutar os Dane, uma renomada banda de rock de Detroit, para desvendar o mistério desse som.

Em Piano vermelho, Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros, cria uma atmosfera de suspense e deixa os leitores curiosos e com medo mais uma vez.

Escute o áudio e conheça a história: 

teste10 dicas de presente para o Dia dos Pais

Existe presente melhor que livro? Para ajudar os filhos indecisos, preparamos uma lista com dicas de obras para diversos estilos de pais. Tem opção para todos os gostos!

Para pais que gostam de história e de política:

Em nome dos pais — A obra de Matheus Leitão conta a história dos pais do autor, os jornalistas Marcelo Netto e Míriam Leitão, que foram presos e torturados durante a Ditadura. Resultado de incansáveis investigações, que começaram pela busca do delator e seguiram com a localização dos agentes que teriam participado das sessões de tortura de seus pais, o livro reconstitui com rigor eventos do início dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, apresenta a emocionante peregrinação do autor pelo Brasil atrás de respostas.

 

O árabe do futuro — Se seu pai se interessa por outras culturas, política e gosta de artes visuais, nossa dica é a premiada série autobiográfica em quadrinhos de Riad Sattouf.

 Filho de mãe francesa e pai sírio, Riad foi morar na Líbia ainda bem pequeno, e, depois, na Síria. Os primeiros três livros da série englobam os anos entre 1978 e 1987, período em que os dois países árabes passavam por regimes ditatoriais.

Para pais que gostam de fantasia:

Deuses americanos — A obra-prima de Neil Gaiman foi adaptada para a televisão em março e a série já é considerada uma das grandes revelações do ano!

O livro acompanha Shadow Moon, que passou quase três anos na cadeia ansiando por voltar para casa. Dias antes do fim da pena, ele fica sem rumo na vida ao descobrir que a esposa faleceu em um acidente.

Após o velório, ele conhece o sr. Wednesday — um homem com olhar enigmático e que está sempre com um sorriso insolente no rosto  —, que  lhe oferece um emprego. É na nova função que Shadow começa a desvendar a real identidade do chefe e a se dar conta de que os Estados Unidos, ao receberem pessoas de todos os cantos do mundo, também se tornaram a morada de deuses dos mais variados panteões.

 

Para pais que curtem economia:

A grande saída — Para os pais que gostam de entender a sociedade atual, nossa sugestão é o livro de Angus Deaton, vencedor do Prêmio Nobel de Economia e um dos maiores especialistas em estudos sobre bem-estar, desigualdade e desenvolvimento econômico.  

A obra analisa por que as desigualdades ainda são tão presentes no mundo e debate como é possível mudar esse cenário.

 

O projeto desfazer — Para os que se interessam por teorias e ideias revolucionárias, sugerimos o novo livro de Michael Lewis sobre a história da colaboração e amizade de Daniel Kahneman e Amos Tversky, dois psicólogos israelenses.

A dupla criou uma das mais importantes teorias psicológicas que mudou completamente áreas como medicina, direito, economia, entre outras.

 

Para pais empreendedores e moderninhos:

Sprint: O método usado no Google para testar e aplicar novas ideias em apenas cinco diasSe seu pai tem um projeto na cabeça, mas não sabe como tirá-lo do papel, temos o presente ideal para ajudá-lo. 

Sprint é uma metodologia de trabalho fácil de entender e aplicar, indicada para quem quer desenvolver ideias, novos produtos ou negócios.

 

 

As upstarts: Como a Uber, o Airbnb e as killer companies do novo Vale do Silício estão mudando o mundo Para os pais que gostam de tecnologia e costumam acompanhar as novidades desse mercado,  nossa sugestão é o novo livro de Brad Stone.

A obra traz a história da Uber e do Airbnb, duas empresas gigantes que se tornaram um fenômeno e mudaram o mundo em que vivemos em menos de dez anos. Com detalhes dos bastidores, perfil dos fundadores e uma análise profunda sobre o impacto dessas companhias, As upstarts é considerado um dos melhores livros do ano pela Amazon.

 

Para pais que gostam de thrillers e música:

Piano vermelho — Se seu pai gosta de histórias assustadoras e diferentes, ele precisa conhecer o novo livro de Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros.

Os Danes, uma banda de rock que fez muito sucesso em Detroit, são convidados por um misterioso funcionário do governo dos Estados Unidos para embarcar em uma viagem a um deserto na África. O objetivo? Descobrir a origem de um som com enorme poder de destruição!

Ninguém entende muito bem o que está acontecendo e os integrantes da banda estão dispostos a desvendar esse mistério. Só que eles não imaginam que estão prestes a entrar em uma jornada sinistra.

 

Para pais que gostam de livros sobre alimentação:

Cozinhar — A obra de Michael Pollan é perfeita para os pais que se interessam por alimentação, culinária, história e práticas antigas e modernas de cozinha.

O livro fala sobre a experiência fascinante de transformar os alimentos. A partir dos quatro elementos da natureza — fogo, água, ar e terra —, Michael Pollan mostra o calor ancestral do churrasco, o caldo aromático dos assados de panela, a leveza dos pães integrais e a magia da fermentação de um chucrute.

A obra foi adaptada para a Netflix no ano passado.

 

Para pais que gostam de obras literárias e de histórias no estilo Cidade de Deus:

Breve história de sete assassinatos — A partir da tentativa de assassinato a Bob Marley, ocorrida às vésperas das eleições jamaicanas em 1976, a obra explora o instável período histórico do país, quando disputas entre gangues viram uma escalada sem precedentes. O autor, Marlon James, apresenta uma sucessão de personagens — assassinos, traficantes, jornalistas e até mesmo fantasmas — que andaram pelas ruas de Kingston nos anos 1970, dominaram o submundo das drogas de Nova York na década de 1980 e ressurgiram em uma Jamaica radicalmente transformada nos anos 1990.

Vencedor do Man Booker Prize, Marlon James foi um dos grandes destaques da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) neste ano.

testeAumente o volume, se tiver coragem!

Por Pablo Amaral Rebello*

1, 2, 3, 4…

A primeira nota invade o vazio, dissonante, repleta de energia e de uma eletricidade maligna. Ela traz as nuvens negras que se acumulam no céu, prenúncio da tempestade que está por vir. Uma mente sã buscaria abrigo, mas algo no estranho som nos leva a seguir os acordes, procurando descobrir aonde eles nos levarão, sem percebermos a armadilha em que estamos entrando até que seja tarde demais para nos salvarmos.

Do mesmo modo que uma boa música de rock te pega pelo ouvido, o novo livro de Josh Malerman, Piano vermelho, agarra a atenção do leitor desde as primeiras palavras e o deixa petrificado, eliminando qualquer possibilidade de fuga. Não há escapatória. Apenas um Caminho (assim mesmo, com C maiúsculo) a seguir. Pelas ruas sórdidas de Detroit ou pelos vastos desertos da África. Por alas sombrias de hospitais suspeitos ou por labirintos subterrâneos onde habitam as trevas e coisas que não deveriam existir.

Josh Malerman é um autor que gosta de mexer com as sensações dos leitores. Em Caixa de pássaros, ele nos trancou com seus personagens em um mundo repleto de sombras onde o menor vislumbre do que acontecia ao redor poderia provocar uma morte terrível. É um livro cheio de sutilezas e de sugestões sinistras, como a tensão de acompanhar uma mãe e seus dois filhos descendo um rio de olhos vendados, em que o suspense cresce a cada virar de página.

 Em Piano vermelho, o autor mantém sua pegada sensorial ao mesmo tempo que apresenta uma trama muito mais alucinada e carregada de adrenalina, como em um bom show de rock. A trama gira em torno de Philip Tonka, um músico que sobreviveu milagrosamente a uma experiência traumática e assombrosa, deixando médicos e especialistas atônitos, sem respostas para o que lhe aconteceu. E, mesmo se lembrando, o rapaz permanece no escuro sobre o que realmente ocorreu e o que se esconde embaixo das areias do deserto.

No passado, a história segue os passos da banda The Danes, que após uma curta temporada nos braços da fama está de volta ao ostracismo, encalhada em um estúdio de Detroit, sem criar nada de novo, apenas gravando os sons de novas bandas. Tudo muda quando os músicos recebem uma visita do Exército dos Estados Unidos. Ao que parece, existe um som bizarro, de alto poder destrutivo, escondido em algum lugar do sudoeste da África. Os militares acreditam se tratar de uma arma poderosa, capaz de vencer qualquer conflito armado, e querem recrutar os músicos como especialistas para localizá-la. Sem nada melhor para fazer, e sentindo o gosto de aventura no ar, os rapazes aceitam a missão. E, claro, alguma coisa dá muito errado e só o assombrado Philip Tonka pode descobrir a verdade.

 

 

A divisão do livro entre passado e presente segue a fórmula utilizada pelo autor em Caixa de pássaros e serve tanto para atiçar a curiosidade do leitor quanto para aprofundar os tormentos do protagonista, perseguido pelo que aconteceu na África e pelas perguntas que ficaram sem resposta depois da malfadada missão. Onde estão os outros Danes? Foi tudo real? Ou uma alucinação? No entanto, o ritmo da história é acelerado, com menos sutilezas e mais pirotecnias do que se poderia esperar em um primeiro momento. E não seria para menos, uma vez que o livro pode ser lido como uma carta de amor para o rock’n’roll e a vida desregrada de seus músicos.

Para quem não sabe, além de escritor, Josh Malerman é vocalista da banda The High Strung, o que demonstra que seu conhecimento a respeito do estilo de vida musical é muito mais prático do que teórico. Talvez por isso seja possível enxergar Philip Tonka, Duane Noles, Larry Walker e Ross Robinson como mais do que peças rodando nas engrenagens azeitadas do Exército americano. Eles são músicos, de espírito libertário, e ingênuos o bastante para caírem na armadilha do Tio Sam. Daí vem a importância que a banda adquire ao longo da trama, sempre presente na mente do protagonista e de personagens coadjuvantes, como a enfermeira Ellen.

 

 

Piano vermelho apresenta um autor mais solto, disposto a abraçar a anarquia da Criação (sim, com C maiúsculo também) e a se perder pelo Caminho, com o ouvido sempre atento aos menores ruídos e pistas capazes de levá-lo às respostas que procura. Pode ser que nada dê certo no final. Pode ser que tudo seja em vão. Mas existe a certeza de que, no meio de toda cacofonia e dos acordes estridentes, seja possível encontrar aquela poesia suja e fugidia que produz as melhores canções.  

Mas se você ainda não está convencido da capacidade de Josh Malerman em surpreender os leitores, aqui vai uma pequena história da passagem do autor pelo Brasil. E, não, não é algo que aconteceu com um amigo de um amigo meu. Foi um fato que presenciei em primeira mão, quando trabalhava na Intrínseca e dei a sorte de assessorá-lo durante a Bienal do Livro Rio, em 2015. “Terminei de escrever hoje a primeira versão do meu novo livro”, confidenciou Josh na porta da editora. Os olhos dele brilhavam como os de uma criança que acabou de aprontar e está louca para ver no que aquilo vai dar. “Acredito que esse vai fazer barulho!”

Achei bacana, conversamos um pouco sobre Piano vermelho (embora o livro ainda não tivesse um título definido na ocasião), mas não muito. Não estávamos ali para isso. O autor decidiu fazer uma visita de cortesia à editora e conhecer as pessoas que trabalharam em Caixa de pássaros. Todos o adoraram. Tiraram fotos, pegaram autógrafos, contaram piadas. Apenas outro dia de trabalho. Pelo menos, até a hora em que ele entrou no elevador e nos deixou. Passaram-se menos de cinco minutos e todas as luzes do prédio se apagaram, assim como a maioria dos computadores. Queda de energia total. Fomos deixados no escuro.

Alguém lembrou que Josh poderia ter ficado preso no elevador e me pediram para checar se estava tudo bem com ele. Mandei uma mensagem para o autor: “Cara, as luzes se apagaram assim que você saiu. Você não ficou preso no elevador, ficou?” Poucos minutos depois, veio a resposta, “Não”, seguida de “Caramba” e para concluir “Não imagino maneira melhor de sair de cena. ;)” Como disse antes, às vezes a realidade é mais estranha do que a ficção. E não tenho dúvidas de que, de vez em quando, as duas trabalham numa sintonia fina.

=> Leia um trecho de Piano vermelho

 

*Pablo Amaral Rebello escreve um pouco de tudo e de tudo um pouco. É autor de Os Lugares do Meio (https://youtu.be/UciL67mEJuQ), Deserto dos desejos (https://goo.gl/ssj4iJ) e diversos contos publicados em coletânea. Trabalhou nos jornais O Globo, Correio Braziliense e na Editora Intrínseca.

teste9 livros para ler antes da segunda temporada de Deuses americanos

Depois de 8 episódios, a primeira temporada da adaptação de Deuses americanos foi um sucesso de crítica e público. Misturando cenas e personagens saídos das páginas do livro com novos deuses e enredos criados com a ajuda de Neil Gaiman, a série encerrou seu primeiro ano com Shadow descobrindo a verdade sobre o misterioso sr. Wednesday.

Agora só nos resta esperar pela segunda temporada, que deve estrear em meados de 2018 e mostrará o começo da guerra entre os deuses antigos e os novos, pelo poder de não serem esquecidos.

Para aplacar um pouco a ansiedade, selecionamos alguns livros – que vão da ficção urbana ao terror e ao Sci-Fi – para vocês se deliciarem enquanto aguardam os novos episódios de American Gods na Amazon Prime Video:

Os filhos de Anansi e Alerta de risco, de Neil Gaiman

Que tal tirar férias de Neil Gaiman lendo mais Neil Gaiman? Se você já devorou Deuses americanos, dois livros podem dar um gostinho a mais do universo do autor.

Em Os filhos de Anansi, os leitores vão conhecer a prole do deus de todas as histórias, Charlie e Spider. Já na coletânea de contos Alerta de risco,  Gaiman mostra toda a sua versatilidade e criatividade em histórias sobre morte, terror, contos de fadas e fantasia. Os curiosos para saber o que acontece com Shadow depois do fim de Deuses americanos também vão adorar o livro. (Ou seja, se você ainda não terminou Deuses americanos, deixe esse conto para depois, porque tem spoiler!).

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst

é uma verdadeira carta de amor a todos os fãs de mistério. Repleto de pistas, extras e códigos a serem desvendados, a obra é parte quebra-cabeça e parte romance, e os leitores não vão descansar enquanto não encontrarem a resposta para: Quem foi V.M. Straka?

Aniquilação, de Jeff VanderMeer

Na série Comando Sul, uma área do mundo entra em um silêncio misterioso após um incidente. Nada entra ou sai da Área X sem causar transtornos, e cabe a uma organização governamental enviar expedições para a região — mas a natureza começa a agir de formas estranhas. Mesclando ficção científica e terror, Aniquilação é o relato da décima primeira expedição, na qual nada sai como o esperado. A história chegará aos cinemas em 2018, com Natalie Portman no papel principal.

Welcome to Night Vale, de Joseph Fink e Jeffrey Cranor

Welcome to Night Vale é derivado do podcast de mesmo nome e conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. O livro narra o mistério da chegada de um homem de paletó bege à cidade, cujo nome e rosto ninguém consegue lembrar e que faz com que a vida de duas mulheres, cada uma com seu mistério, vire de cabeça para baixo.

Breve história de sete assassinatos, de Marlon James

Em dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes do show Smile Jamaica, que Bob Marley realizou para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. Uma obra arrebatadora, que explora um período de grande instabilidade na história da Jamaica de forma magistral, nos fazendo acreditar que a realidade é mais fantástica que a ficção.

Piano vermelho, de Josh Malerman

Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes recebem uma missão improvável: desvendar um mistério perdido no coração da África: um som que é capaz de inutilizar todo e qualquer armamento. Em Piano vermelho, Josh Malerman mantém a narrativa envolvente do best-seller Caixa de pássaros, desta vez explorando o som como peça central de uma grande conspiração.

Matéria escura, de Blake Crouch

Até onde você iria para recuperar sua vida? Depois de ser sequestrado, um professor de física acorda em um laboratório que desconhece, com um trabalho que lhe lembra o projeto que ele abandonou muitos anos atrás, após descobrir a gravidez da então namorada. Algo neste mundo faz Jason temer que sua vida nunca mais será a mesma.

História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang

Com histórias que vão da Torre de Babel à descoberta de vida extraterrestre, a coletânea de contos de ficção científica de Ted Chiang explora os diversos aspectos filosóficos e culturais do impacto da tecnologia na sociedade. A obra se tornou mundialmente conhecida devido à adaptação de um de seus contos no premiado filme A chegada, estrelado por Amy Adams.

testeLeia um trecho de Piano vermelho, novo livro do autor de Caixa de pássaros

Se você leu Caixa de pássaros, já deve saber que uma das características mais legais da escrita de Josh Malerman é nos deixar com medo e assustados o tempo todo. Em Piano vermelho, novo thriller do autor, a sensação não é diferente. Na obra, Josh conquista o leitor com uma narrativa aterrorizante sobre uma banda recrutada para investigar a origem de um misterioso som no deserto de Namibe, na África, com enorme poder de destruição.

Para dar uma prévia do que o leitor pode esperar da nova obra, disponibilizamos um trecho. Leia:

“O paciente está acordado. O som de uma música composta por ele está sumindo, como se, enquanto ele dormia, tivesse tocado sem parar, a trilha sonora de seu sono inacreditável. Ele se lembra de cada detalhe do deserto. A primeira coisa que vê é uma pessoa. Essa pessoa é o médico. De calça cáqui e camisa havaiana, não está vestido como um médico, mas o brilho da ciência em seus olhos o denuncia.

— Você está gravemente ferido.  — Sua voz é confiança. Sua voz é controle.  — É uma lesão sem precedentes, soldado Tonka. Sobreviver a algo tão… — Ele ergue os punhos à altura do peito, como se amparando uma palavra que caiu. — … injusto.

Philip identifica mais do que medicina no homem de pé em frente à cama. O físico forte e definido. O cabelo com uma perfeição além do normal, a pele tão lisa quanto uma duna do deserto. Aquele médico é militar.

— Agora, deixe-me dizer por que isso é uma coisa incrivelmente difícil de acontecer — continua ele.

Philip não processou por completo a sala onde está. Sua visão periférica está fora de foco. Há quanto tempo está ali? Que lugar é este? Mas o médico não responde a perguntas não solicitadas.

— Se você tivesse quebrado apenas os pulsos e os cotovelos, poderíamos supor que caiu no chão de certa forma. Mas também quebrou os úmeros, os rádios e as ulnas. Suas tuberosidades radiais, os processos coracoides, as troclear e todos os vinte e sete ossos das mãos. — Ele sorri. O sorriso indica que Philip deveria compartilhar de seu assombro. — Não espero que saiba o nome de cada osso do corpo humano, Philip. O que eu estou dizendo é que você não quebrou só os pulsos e os cotovelos. Você quebrou quase tudo.

Philip ouve sussurros vindos de repente de algum lugar que ele não consegue ver. Talvez vozes em um corredor. Philip tenta virar a cabeça para olhar. Não consegue. Não consegue mexer o pescoço. Ele abre a boca para dizer alguma coisa, para dizer que não consegue se mover, mas a garganta está seca como areia no verão. Ele fecha os olhos. Vê marcas de cascos naquela areia.

— Agora, se você tivesse quebrado só as mãos e os braços, eu poderia imaginar que se envolveu em um acidente. Em uma prensa ou alguma espécie de torno, por exemplo. Talvez os dois braços estivessem apoiados no tampo de uma mesa e foram esmagados por algo pesado. Mas, é claro, você não quebrou só as mãos e os braços. Também tem fraturas nos fêmures, nas tíbias e nas fíbulas das duas pernas, assim como nas patelas, nos epicôndilos mediais, em todos os eixos transversais, o que por si só teria sido suficiente para provocar o coma, além da maioria dos vinte e seis ossos de cada pé.

— O médico fala com tanta liberdade, movimenta-se com tanta saúde, que Philip se sente afrontado. — Suponho que alguém poderia reencenar o ocorrido, colocando- -o na beira de um penhasco, braços e pernas pendurados sobre o abismo, enquanto algo cruelmente concebido para atingir apenas cada um dos ossos já mencionados caiu do céu, causando-lhe o mais violento conjunto de fraturas que já vi. Mas, não. Seus infortúnios não param por aí.”