testeCinco perguntas para Jenny Han

Confira a entrevista com Jenny Han, autora da série Para todos os garotos que já amei

Nos seus livros, quanto do que acontece é inspirado na sua vida pessoal?

Todos os meus livros têm a ver comigo de alguma forma. Acho que as três irmãs Song têm características minhas, mas Kitty, em particular, é parcialmente inspirada na minha irmã mais nova, Susan, quando tinha a mesma idade da personagem. Susan costuma aparecer bastante nas minhas tramas. No fundo, a série Para todos os garotos que já amei também trata da história de amor de três irmãs.

Originalmente, Para todos os garotos que já amei seria uma série com dois livros. Em que momento você percebeu que desejava escrever uma terceira história?

Quando tentei começar a trabalhar no livro seguinte, eu continuava pensando em Lara Jean o tempo todo, querendo escrever sobre ela em vez de outra coisa. Quanto mais eu refletia a respeito, mais crescia a certeza de que havia mais a dizer sobre ela. No início do primeiro livro, Margot, a mais velha das irmãs Song, vai para a faculdade, o que deixa Lara Jean muito insegura. No terceiro livro, o ciclo se completa e é a vez da própria Lara Jean descobrir como dizer adeus.

 

O que motivou você a se referir a Margot, Lara Jean e Kitty como as irmãs Song, em vez de Covey?

Acho que foi uma forma de as três reivindicarem a parte coreana da família. E também uma forma de conectá-las à mãe, que mesmo não estando mais presente, ainda é o elo entre as três.

Se Lara Jean casasse com Peter, qual seria a música do casamento? E qual seria se ela casasse com John Ambrose McClaren?

Acho que “Sweet Child O’Mine” seria a música de Peter e Lara Jean, mas não na versão original do Guns N’Roses. Na versão do Taken by Trees a música tem certa inocência, uma doçura que me faz lembrar da história deles. Se ela se casasse com John Ambrose McClaren, eu escolheria “At Last”, mas também na versão do Kevin Michale em vez da Etta James.

Lara Jean adora cozinhar, especialmente para os outros. Quais são as suas sobremesas favoritas?

Bem, eu dediquei muito tempo a aperfeiçoar minha receita de cookies com gotas de chocolate. Até que esse ano eu finalmente senti que cheguei lá, como vocês podem reparar com toda essa história dos cookies no livro! Muitos amigos e conhecidos meus ganharam cookies de presente esse ano. Também adoro presenteá-los com travessas de pão de canela, scones de cranberry com nozes-pecã, pão doce de abóbora com chocolate, cupcakes e biscoitos amanteigados de canela. Cozinhar me ajuda a desestressar; ao mesmo tempo me relaxa e me deixa satisfeita.  

testeDivulgada a capa do terceiro livro da série Para todos os garotos que já amei

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Como deixar os seguidores do Twitter e do Instagram (e até mesmo a equipe da editora) curiosos? Jenny Han, autora de Para todos os garotos que já amei e P.S.: Ainda amo você, ensinou a lição direitinho! Aos poucos, durante os últimos dias, Jenny foi revelando os detalhes da capa do terceiro livro da série em suas redes sociais. Always and forever, Lara Jean, ainda sem título em português, será lançado em abril de 2017.

Uma foto publicada por Jenny Han (@jennyhan) em

Em entrevista exclusiva à revista Entertainment Weekly, a autora explicou por que decidiu escrever mais um livro sobre Lara Jean. “Eu continuava pensando em Lara Jean e Peter, imaginando como eles estariam agora. Quando terminei P.S.:Ainda amo você, eu tinha mesmo terminado a série. Sempre quis escrever apenas dois livros, mas suponho que acabei ficando nostálgica porque eles eram tudo em que eu conseguia pensar.”

Jenny Han revelou também que desejava que história de Lara Jean completasse um ciclo. Para todos os garotos que já amei, primeiro livro da série, começa com Margot indo para a faculdade, deixando Lara Jean um pouco perdida. Agora ela quer mostrar como a vida da personagem mudou.

Na entrevista, Jenny disse ainda que acredita que os leitores estejam animados para ver o amadurecimento, as escolhas e os próximos passos de Lara Jean: Em qual faculdade ela vai estudar? Qual será o impacto dessa decisão no seu relacionamento com Peter K.? Será que Lara Jean vai deixar a família para trás?

testeO que Extraordinário e Pax têm em comum?

Por Sheila Louzada*

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A gente já sabia que ia amar Pax desde que o título surgiu aqui na editora, mas, confesso, eu não esperava que fosse tão bom assim. A história do menino e sua raposa de estimação que se veem separados por uma guerra vai além do conto de amizade e lealdade, permitindo momentos de fofura e leveza mas também levantando vários questionamentos.

A sensação de encantamento com doses de aperto no coração nos lembrou muito um outro queridinho nosso, Extraordinário. (Se você ainda não leu, sério, vai logo providenciar o seu.) Auggie Pullman, o menino com grave deformidade facial que vai frequentar a escola pela primeira vez, tem muitas coisas em comum com Peter, o menino que sai em busca de sua raposa (o Pax) em uma jornada de quase quinhentos quilômetros.

Embora, ao contrário de Pax, Extraordinário tenha recortes temporal e espacial bem definidos, ambos são histórias universais, que mostram crianças diante de grandes desafios. Vou aproveitar a temática e comparar os dois no melhor estilo Charlotte (um conto fofíssimo de Auggie & eu): com uns diagramas de Venn.

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Segundo Charlotte, diagramas de Venn “são muito úteis para explicar muitas coisas”.

Em Pax, Peter é obrigado a devolver sua raposa de estimação à natureza quando o pai vai lutar na guerra e o deixa na casa do avô. Mas, chegando lá, ele repensa o que fez e decide voltar em busca do amigo, custe o que custar. O livro alterna as perspectivas dos dois. Nos capítulos do Pax, ele se vê na natureza pela primeira vez e começa a descobrir coisas fantásticas. Eu posso correr! Eu posso nadar! Caramba, existem outras raposas no mundo! Nos capítulos do Peter, às vezes dava vontade de virar para ele e falar: Você e o Auggie deviam ser amigos! Trocar experiências, jogar videogame… E o Auggie ia adorar mais um amigo, porque o Auggie é muito simpático e aberto a novas amizades.

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Reparem que Peter e Pax também têm muito em comum, não é à toa que eles se dão bem!

É interessante notar as diferenças entre os desafios que os dois personagens enfrentam: enquanto Auggie sofre com algo totalmente externo — a questão da aparência —, Peter lida com um pequeno vulcão que está dentro de si mesmo, uma luta que só ele sabe que está acontecendo.

É claro, o problema do Auggie envolve questões mais graves, já que ele passou por diversas cirurgias e ainda sofre com algumas limitações motoras, mas, deixando de lado por ora a questão da proporção, os “obstáculos externos” proporcionam a vantagem e a desvantagem da percepção imediata. Logo que o vê, a pessoa é levada a uma reação, seja de empatia ou repulsa (é raro ser indiferente). Ela entende que tem alguma coisa acontecendo ali. Auggie sabe que em todo ambiente novo ele vai se deparar com olhares de surpresa, desconforto ou piedade; em boa parte do tempo, ele vai ser tratado de forma diferente, e não há como evitar isso.

E Peter? Peter não tem mãe, mas, fugindo ao óbvio, não é essa a questão que a autora mais explora na formação da personalidade dele, e sim a luta que ele trava internamente contra a própria natureza. Peter herdou do pai a ferocidade. “As mãos estavam sempre fechadas com força, como se ele torcesse para que alguma coisa o fizesse explodir.” O menino reconhece em si mesmo esse risco constante de, como diz, “entrar em curto-circuito”; de entrar em erupção e acabar ferindo as pessoas à sua volta. Mas ele se recusa a tomar posse dessa herança. Por ter crescido sofrendo as dores de ter que estar sempre pisando em ovos, ele tem medo de ferir as pessoas que ama como o pai o feriu. E, nessa luta invisível, o único que vai reconhecer seu esforço é ele mesmo. O mundo lá fora precisa de explicações, e explicar o que acontece dentro da gente não é tarefa fácil.

Por isso, a cada dia precisamos nos lembrar daquele velho preceito:

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>> Leia um trecho de Pax

 

Sheila Louzada faz parte da equipe de literatura infantojuvenil da Intrínseca e nunca teve raposas nem gatos nem cachorros. Tem um pato de borracha chamado Tofu.

testePlaylist de P.S.: Ainda amo você

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Lara Jean está mais madura em P.S.: Ainda amo você, continuação de Para todos os garotos que já amei, mas continua uma menina sonhadora e apaixonada pelo amor. Para embalar a leitura do romance, nossa equipe preparou uma nova playlist com músicas que expressam os sentimentos da personagem.

Taylor Swift, queridinha da autora Jenny Han, One Direction, Julie Andrews, The Archies, Maroon 5 e muito mais!

Escute aqui!