testeEstá aberta a votação dos melhores livros do ano, segundo o Goodreads

O Goodreads é uma plataforma digital de catálogo que, todos os anos, realiza uma votação entre usuários para premiar os melhores livros lançados nos últimos doze meses. Ao longo de novembro, os leitores poderão votar nos seus livros favoritos nas 21 categorias disponíveis. Já começaram as semifinais, e a Intrínseca tem vários livros na disputa!

Confira os indicados ao Goodreads Choice Awards:

Na categoria Melhor Ficção, tem Ainda sou eu, a conclusão da trilogia Como eu era antes de você, de Jojo Moyes, e Nine perfect strangers, o novo livro de Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras.

Em Melhor Livro Jovem Adulto, tem o recém-contratado Emergency Contact e dose dupla de Becky Albertalli, com Leah fora de sintonia e a grande novidade What if it’s us! Escrito por Albertalli em parceria com Adam Silvera, o livro, ainda sem título em português, será lançado no Brasil em 2019. Ele narra a história de Ben, um menino que, depois de um término difícil, vai ao correio para enviar os pertences do ex-namorado e acaba conhecendo Arthur, que está de férias na cidade. O que poderá sair desse encontro? Os dois terão que se arriscar para descobrir.

Em Ciência & Tecnologia, estão concorrendo Breves respostas para grandes questões, o presente final de Stephen Hawking para a humanidade, e Como mudar sua mente, de Michael Pollan.

Em Infantojuvenil, tem Labirinto de fogo, terceiro livro da série As provações de Apolo, de Rick Riordan, e, na categoria Livro Ilustrado, o fofíssimo Love, a ser publicado.

O homem de giz, de C. J. Tudor, concorre em duas categorias: Mistério & Thrillers e Autor Estreante.

Mais escuro, o segundo livro da trilogia Pelos olhos de Christian, está concorrendo em Romance, e A forma da água, em Fantasia. As obras ainda não publicadas Where the crawdads sing, de Delia Owens, e We sold our souls, de Grady Hendrix, estão concorrendo respectivamente em Romance Histórico e Terror, e o segundo volume de Black Hammer, O evento, em Graphic Novels & Quadrinhos.

Na categoria Best of the Best, que reúne os livros mais votados das últimas edições da premiação, estão concorrendo alguns dos nossos livros favoritos: A culpa é das estrelas, de John Green; Pequenos incêndios por toda parte, de Celeste Ng; O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman; Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr; e Garota exemplar, de Gillian Flynn.

A votação vai até o dia 26 de novembro, e os vencedores serão anunciados no dia 4 de dezembro. Não esqueça de votar e escolher os seus favoritos!

testeSorteio Instagram – Mulheres Independentes [Encerrado]

Vamos sortear 3 exemplares de alguns dos nossos livros protagonizados por mulheres incríveis e independentes!

Para participar, compartilhe essa imagem em seu Instagram PUBLICAMENTE e preencha o formulário abaixo!

Atenção:
– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição
– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Instagram,você não poderá participar deste sorteio.
– O resultado será anunciado no dia 10 de setembro, segunda-feira, em nosso perfil no Instagram. Boa sorte!

Vencedores:

testeSorteio Twitter – Mulheres Independentes [Encerrado]

Vamos sortear 3 exemplares de alguns dos nossos livros protagonizados por mulheres incríveis e independentes!

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Atenção:
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– O resultado será anunciado no dia 10 de setembro, segunda-feira, em nosso perfil no Twitter. Boa sorte!

testeSorteio Facebook – Mulheres Independentes [Encerrado]

Vamos sortear 3 exemplares de alguns dos nossos livros protagonizados por mulheres incríveis e independentes!

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Atenção:
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– O resultado será anunciado no dia 10 de setembro, segunda-feira, em nosso perfil no Facebook. Boa sorte!

testeOs imperdíveis Casos de Família na literatura

Seja por dinheiro, diferenças de personalidade ou conflitos de interesse, não há nada comparável a uma boa briga familiar. Pensando nisso, separamos alguns livros em que as confusões entre parentes renderiam episódios imperdíveis do programa Casos de Família.

 

  1. Pequenos incêndios por toda parte

Após anos tentando sem sucesso conceber uma criança, os McCullough decidem adotar uma bebê chinesa que havia sido abandonada na região em que vivem. O que eles não esperavam é que essa decisão criaria uma ruptura na cidade com o reaparecimento da mãe biológica, arruinando parte de sua vida perfeita e ordenada.

Pequenos incêndios por toda parte, livro da aclamada autora Celeste Ng, conta a história das conservadoras famílias da cidade de Shaker Heights, onde tudo é cuidadosamente planejado, desde a localização das escolas até a cor usada na pintura das casas. As coisas parecem muito tranquilas até que começam a fugir do controle, e a vida dessa comunidade tão organizada torna-se um verdadeiro caos.

 

  1. Nix

 Samuel Anderson é um escritor fracassado que foi abandonado pela mãe quando era apenas uma criança. Porém, ele é obrigado a reencontrá-la quando um vídeo no qual ela aparece atirando pedras em um candidato a governador racista e homofóbico viraliza na internet. Pressionado pelo seu editor para entregar um novo livro, Samuel vive um dilema: cumprir seu contrato investigando e expondo toda a vida de sua mãe ou ser processado e perder tudo o que tem.

Nix apresenta uma trama ao mesmo tempo contemporânea e atemporal, ao abordar, através das histórias de gerações, as dores cíclicas de uma família que mal se conhece. O elogiado livro de Nathan Hill será adaptado para a TV pela Warner Bros., com Meryl Streep no elenco e produção de J.J. Abrams.


  1. Objetos cortantes

Recém-saída de uma clínica de reabilitação, a repórter Camille Preaker retorna à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra desaparecida. O grande problema é que Camille terá que lidar com os fantasmas do passado e com a sua conflituosa família. Abandonada por seu pai enquanto ainda estava na barriga da mãe, a repórter cresceu rejeitada, levando a culpa pela destruição de sua família.

Objetos cortantes é a primeira obra de Gillian Flynn, autora de Garota exemplar. O livro será adaptado para a TV pela HBO, tendo Amy Adams (A Chegada e Animais Noturnos) como protagonista da trama. A minissérie será dirigida por Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas e Big Little Lies) e tem previsão de estreia para 8 de julho.


  1. Pequenas grandes mentiras

 Madeline foi abandonada pelo marido na época em que sua filha era um bebê. Quinze anos depois, seu ex reaparece com a nova família, muda-se para a vizinhança e atreve-se a bancar o “pai do ano” ao tentar uma reaproximação com a menina, o que deixa Madeline furiosa.

Com três protagonistas femininas, a obra de Liane Moriarty explora habilmente os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro. Pequenas grandes mentiras foi adaptado para a TV pela HBO, com produção de Reese Whitherspoon e Nicole Kidman, que, junto com Shailene Woodley, interpretam as protagonistas da série.

 

  1. Um amor incômodo

Delia volta à sua cidade natal, Nápoles, após a misteriosa morte de sua mãe, encontrada em uma praia vestindo apenas um sutiã chique. Ela decide averiguar o que ocorreu e refaz os últimos passos de sua mãe Amália enquanto relembra intensos momentos de sua relação ambígua com ela. Diante das revelações de seu passado, Delia descobre que é muito mais parecida com Amália do que imaginava, embora sempre tenha desprezado e tentado fugir de sua mãe.

Um amor incômodo, o primeiro livro da consagrada escritora Elena Ferrante, é uma história perversa e delicada sobre mãe e filha, duas mulheres unidas por um complicado nó de mentiras e emoções.

 

  1. A grana


Os irmãos Plumb aguardam ansiosamente um dinheiro deixado pelo pai que rendeu muito até virar uma pequena fortuna – mas o dinheiro só pode ser retirado quando Melody, a filha mais nova, completar 40 anos ou pela mãe, em casos de emergência.

Quando Leo, o irmão mais velho, sofre um acidente e precisa pagar uma grande indenização para uma garçonete, utilizar o dinheiro guardado para o seu futuro e o dos irmãos é a melhor saída – e a mãe fica do lado dele. Porém, ele não esperava que, após ficar um tempo internado em uma clínica de reabilitação, teria que enfrentar os irmãos cobrando a devolução de todo o dinheiro que foi pego para pagar pelo imprudente acidente. Agora Leo, que estava desempregado e nem sequer tinha onde morar, precisa encontrar uma solução para devolver a quantia aos irmãos.

A Grana é o livro de estreia da autora Cynthia D’Aprix Sweeney, sendo um dos mais vendidos no ano de 2016, segundo a Amazon e o The New York Times. A obra ganhará uma adaptação, ainda sem data de estreia, com produção de Jill Solloway (Transparent) e roteiro da indicada ao Oscar Emily V. Gordon (Doentes de Amor).


  1. Precisamos falar sobre o Kevin

Eva era uma mulher independente que nunca havia pensado em ter filhos e estava muito satisfeita com a própria vida. Já seu marido, Franklin, ansiava por uma criança. Ao se ver encurralada, Eva aceita o pedido e dá à luz seu primeiro filho, Kevin, por quem não sente nenhum tipo de conexão afetiva – e o garoto parece saber disso desde o primeiro contato com a mãe.

Com o passar dos anos, ele começa a demonstrar um pouco de sua crueldade para a mãe, fazendo coisas para tirá-la do sério. E, quando finalmente Eva acha que conseguirá estabelecer uma relação maternal com o filho, um trágico evento envolvendo Kevin destrói qualquer possibilidade de isso acontecer.

O livro Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver, deu origem ao filme estrelado por Ezra Miller (As Vantagens de Ser Invisível) e Tilda Swinton (Constantine) e aborda questões importantes sobre psicologia e relações familiares em um suspense de tirar o fôlego.

testePelo fogo ou pela água, segredos de família sempre vêm à tona

Crises familiares, passados ocultos, mentiras, tribunais e incêndios criminosos: esses são alguns dos temas de Pequenos incêndios por toda parte, novo livro da autora de Tudo o que nunca contei.

Celeste Ng é uma escritora americana de origem asiática que está conquistando milhares de leitores ao explorar os conflitos de família que costumam ficar por baixo dos panos. Em uma linguagem clara, porém sensível, ela aborda assuntos delicados sem a pretensão de causar polêmica, muitas vezes trazendo referências da própria infância nos Estados Unidos. Seus dois trabalhos já publicados alcançaram o topo das listas de livros mais vendidos pelo mundo afora e em breve ganharão versões audiovisuais. Tudo o que nunca contei será adaptado para o cinema pelo produtor Michael De Luca (de A Rede Social) e Pequenos incêndios por toda parte se tornará uma série produzida e estrelada por Reese Witherspoon (de Big Little Lies).

Seu novo romance, Pequenos incêndios por toda parte, chega às livrarias no dia 2 de maio e narra a cadeia de eventos que abalou as estruturas de uma cidade planejada para ser o lugar ideal. Com ênfase nos Richardson – uma família tradicional com pais conservadores –, as relações entre mães e filhos, locatários e inquilinos, mães adotivas e biológicas e entre amigos de diferentes classes sociais trilham o tortuoso caminho repleto das faíscas que levam ao ponto de partida da história: um devastador incêndio criminoso na casa da família protagonista. Confrontando a aparente perfeição que permeia a cidade de Shaker Heights, Celeste explora os fios soltos dos personagens para entender as razões por trás do acontecimento até então inexplicável.

O livro de estreia da autora, Tudo o que nunca contei, foi publicado pela Intrínseca em 2017 e será relançado no próximo mês com uma nova capa. Ele conta a história de uma família de ascendência chinesa nos Estados Unidos da década de 1970 que tem seus segredos mais profundos revelados após o corpo da filha mais nova ser encontrado em um lago.

testeReese Witherspoon e Kerry Washington vão adaptar romance de Celeste Ng

Reese Witherspoon e Kerry Washington estarão juntas em um projeto poderoso! As atrizes vão adaptar e estrelar Pequenos incêndios por toda parte, romance de Celeste Ng, que será publicado em maio no Brasil. A atração será exibida pela plataforma de serviço de streaming Hulu, que detém os direitos de transmissão de The Handmaid’s Tale.

Reese escolheu Pequenos incêndios por toda parte para seu Clube do Livro em setembro do ano passado e desde então virou embaixadora da história. Empolgada, comprou os direitos de adaptação do romance para sua produtora Hello Sunshine, responsável também pela bem-sucedida série Big Little Lies.

A história de Pequenos incêndios por toda parte se passa em Shaker Heights, um subúrbio calmo e moderno de Cleveland, onde tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson, que tem como princípio de vida seguir as regras.

Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, chega nessa bolha idílica com Pearl, sua filha adolescente, e aluga uma casa que pertence aos Richardson. Mas Mia carrega um passado misterioso e um desprezo ao status quo que ameaça desestruturar essa comunidade tão cuidadosamente ordenada. 

testeComo frustrações e preconceitos podem destruir uma família

Por Luana Freitas*

A partir da trágica história de uma menina morta, Tudo o que nunca contei revela os segredos mais bem guardados de uma família de ascendência chinesa nos Estados Unidos na década de 1970

Eu adoro trabalhar no texto dos livros, pois cada um é um mergulho ímpar em uma nova realidade e traz uma série de descobertas. O último que me deixou fascinada foi Tudo o que nunca contei, de Celeste Ng (autora também de Pequenos incêndios por toda parte). Como o título já entrega, ele é centrado em uma série de segredos que sustenta a tensa relação de uma família. Tudo é permeado de silêncios, omissões e até fingimento. Quando Lydia, a filha preferida do casal Lee, some e depois se descobre que ela está morta, o tênue equilíbrio que mantinha o véu de suposta harmonia da família se desfaz, e agora cada um empreende sua busca por respostas sobre quem realmente era a adolescente e o que poderia tê-la levado a assumir um comportamento tão perigoso que culminou na sua morte.

Mas há um detalhe importante aqui: a história se passa na década de 1970, então estamos falando de uma investigação pré-revolução da telefonia celular e outras tecnologias. Nada de Instagram, Facebook e troca de mensagens de WhatsApp para tentar descobrir qual de fato era a personalidade de Lydia e com quem ela mantinha contato. Nada de celular com GPS para rastrear seus últimos movimentos. Câmeras em ruas e lojas que pudessem registrar seu comportamento e humor? Esqueça.

Também há uma questão de suma relevância para o drama de nossos personagens: James Lee, pai de Lydia, é filho de chineses chegados ilegalmente aos Estados Unidos. Apesar de ser americano, ele carrega consigo o peso do preconceito contra asiáticos na década de 1970 e a dor de nunca se sentir integrado, aceito. São os risos e dedos apontados na rua, a promoção que não veio, a necessidade de se casar em um estado que não considere crime a união de pessoas de raças diferentes. Isso porque Marilyn, sua mulher, é branca, a típica menina americana da década de 1970, criada para ser uma boa dona de casa, esposa e mãe — lembremos que nessa época a presença da mulher no mercado de trabalho ainda não era algo comum. Só que Marilyn tem um sonho: ser independente, ter uma carreira de sucesso como médica. E ela quase chegou lá: conseguiu entrar para a faculdade, estava se dando bem nas disciplinas, mas justo quando faltava pouco para se formar ela se vê grávida.

Crédito: Kevin Day

Isso tudo faz de Lydia, a filha do meio desse casal com uma história tão conturbada, alguém que precisa encontrar estratégias para lidar com o fato de ser diferente em uma época especialmente cruel com aqueles que não se enquadravam no padrão americano de aparência — e em uma fase da vida por si só complexa: a adolescência. Como se isso não bastasse, ela se vê obrigada a compensar os pais pelas frustrações, anseios e inseguranças que cada um carrega, violentando a própria identidade na tentativa de ser quem eles desejam que ela seja.

Para mim, a grande surpresa do livro foi descobrir que ele não é exatamente um thriller: não importa tanto quem ou o que matou Lydia e logo na primeira linha o leitor já sabe que ela está morta. O interessante é acompanhar a dinâmica que compõe essa família, ver como as relações e principalmente o background cultural da época moldaram cada personagem, levando-os à ruína. Se há medo aqui, é o de se identificar com algumas dores dos personagens, já que eles sofrem visceralmente com questões que nos afligem ainda hoje, como aceitação, integração, a pressão gerada pela expectativa dos outros e, o pior, o temor de descobrir que o sonho que o mantém vivo, aquilo que se acredita determinar quem você é, não passa de ilusão, apenas faz de você um ridículo.

*Luana Freitas é editora assistente de ficção e não ficção estrangeiras. Estuda tradução e até hoje se espanta com o universo de descobertas que faz ao trabalhar com livros.