teste5 momentos que provam que tudo pode acontecer no Oscar

No próximo domingo, os maiores nomes do cinema mundial se reunirão em Los Angeles para a cerimônia do Oscar. Em 90 anos de história, a premiação já foi palco de todo tipo de protesto, polêmica e, é claro, momentos incríveis.

Já na expectativa para a premiação de 2018, que tem A Forma da Água e Me Chame pelo seu Nome entre os favoritos, separamos alguns momentos que mostram que tudo pode acontecer durante o evento:

  • Marlon Brando não aceita o prêmio de melhor ator

Em um dos protestos mais icônicos da premiação, Marlon Brando recusou o prêmio de melhor ator por O Poderoso Chefão em 1973, enviando ao palco, em seu lugar, uma ativista pela inclusão de índios americanos em produções de TV e cinema.

A mulher teve seu discurso cortado depois de 45 segundos no palco. Quanto à estatueta de Brando, até hoje não se sabe onde está. 

  • A selfie que quebrou a internet

Durante a premiação de 2014, a apresentadora Ellen DeGeneres serviu pizza para os presentes e decidiu tirar uma selfie com alguns dos maiores nomes de Hollywood, no meio da transmissão. A foto se tornou a mais retuitada da história do Twitter, com quase 3,5 milhões de compartilhamentos.

  • Jennifer Lawrence não consegue ficar em pé

Imagine como deve ser ter seu nome anunciado como vencedora do prêmio de melhor atriz? Deve ser uma emoção incomparável! No caso da atriz Jennifer Lawrence, as emoções falaram mais alto e, quando anunciaram sua vitória por seu papel em O lado bom da vida, a atriz tropeçou nos degraus do palco e foi ao chão.

  • John Travolta e Adele Dazeem

Falando em atores e momentos peculiares, John Travolta protagonizou um dos mais bizarros dos últimos anos. Na hora de apresentar a atriz Idina Menzel para sua apresentação da música “Let it Go”, ele a chamou… disso:

Um ano depois, o par foi reunido para uma piada sobre o incidente e o resultado foi igualmente bizarro:

  • La La Land… epa, Moonlight

Sem sombra de dúvida, o momento mais bizarro foi no ano passado, quando os envelopes de Melhor Filme e Melhor Atriz foram trocados, declarando La La Land o vencedor do grande  prêmio da noite. Enquanto o elenco de um filme comemorava, a produção corria para reparar o erro e anunciar Moonlight como o verdadeiro vencedor.

O resultado é uma das ocasiões mais constrangedoras e impossíveis de assistir sem sofrer vergonha alheia:

testeCom 13 indicações, A forma da água lidera corrida ao Oscar 2018!

Me Chame Pelo Seu Nome, Extraordinário, A Grande Jogada e O Touro Ferdinando também foram indicados.

O Oscar 2018 promete ser animado para os fãs de de literatura. A adaptação cinematográfica de A forma da água, novo livro de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, recebeu incríveis 13 indicações ao prêmio, dando continuidade ao estrondoso sucesso do filme nas principais premiações do cinema.

O filme está concorrendo nas seguintes categorias:

Melhor Atriz (Sally Hawkins)

Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer)

As atrizes indicadas ao Oscar Sally Hawkins e Octavia Spencer (Fonte)

Melhor Ator Coadjuvante (Richard Jenkins)

Melhor Fotografia

Melhor Figurino

Melhor Diretor (Guillermo del Toro)

Melhor Edição

Melhor Trilha sonora

Melhor Filme

Os atores Richard Denkins, Sally Hawkins e o Diretor Guillermo del Toro. Foto de Kerry Hayes. © 2017 Twentieth Century Fox Film Corporation 

Melhor Direção de Arte

Melhor Edição de Som

Melhor Mixagem de Som

Melhor Roteiro Original

Baseado em uma ideia original de Guillermo del Toro e Daniel KrausA forma da água foi desenvolvido desde o início como uma história pensada de maneira independente para o cinema e para a literatura. No Brasil, o filme estreia em 1º de fevereiro, e o livro terá lançamento mundial em 27 de fevereiro.

Inspirado no romance de André Aciman, Me Chame Pelo Seu Nome recebeu quatro indicações ao Oscar, nas categorias de melhor filme, melhor canção original (“Mystery of Love”), melhor roteiro adaptado e melhor ator (Timothée Chalamet).

O Touro Ferdinando concorre na categoria de melhor animação, A Grande Jogada, na de melhor roteiro adaptado, e nosso querido Extraordinário está em busca do prêmio de melhor maquiagem.

A cerimônia do Oscar 2018 acontece no dia 4 de março. Já estamos ansiosos para saber os resultados!

Confira todos os indicados aqui.

testeO livro, o filme, a peça

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Cena do filme Laços de Ternura (Fonte)

Nada melhor do que uma boa história. E Laços de ternura (Terms of endearment), livro de Larry McMutry ambientado no estado americano do Texas, com a clássica trama sobre o relacionamento entre mãe e filha, certamente venceu o teste do tempo. Lançada originalmente em 1975, a obra, que virou filme oito anos depois (com Shirley MacLaine, Jack Nicholson e Debra Winger), vencendo cinco Oscar, acaba de ser adaptada como peça de teatro em Nova York. Tive o prazer de vê-la semana passada.

Larry McMutry é um autor de grandes sucessos, entre eles O indomado (Hud, que virou filme com Paul Newman em 1963) e Os pistoleiros do Oeste (no original, Lonesome dove, ou Pomba solitária, adaptado para a TV com Robert Duvall em 1989), além de A última sessão de cinema (The last picture show, de 1971), um dos melhores filmes dos anos 1970.  Apesar de seus livros terem sempre sido adaptados para o cinema por terceiros, ele escreveu o roteiro de O segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain), a partir de conto de Annie Proulx.

Tenho de ser sincero e dizer que não li Laços de ternura – a última edição que circulou no Brasil, ainda nos tempos do Círculo do Livro da Abril, é de meados dos anos 1980. Mas, graças à internet, acabei de comprar um exemplar bem antigo pela bagatela de sete reais. A ideia é colocá-lo na minha lista de leituras programadas para o fim do ano.

Para escrever este artigo revi o filme, que agora faz parte da minha coleção de DVDs. Lendo algumas resenhas que saíram à época do lançamento do livro, percebi que a trama original era ainda mais “novelesca” do que a do filme. Entre os itens eliminados estão casos de amor que não adicionavam nada à trama principal e diversos personagens secundários.

Se o filme, com suas duas horas e quinze minutos, já resumia muita coisa, a peça, que tem pouco mais de cem minutos, vai ainda mais direto ao essencial: Laços de ternura é uma história de amizade, amor, brigas e redenção. E o que importa é a dupla central: Aurora Greenway, uma viúva teimosa, voluntariosa e irredutível, e sua filha Emma, que só quer ter uma vida normal ao lado do marido e dos filhos. É justamente a parte “normal” da vida que Aurora não consegue aceitar.

Da tela para o palco, muita coisa foi eliminada: os vários “pretendentes” de Aurora, o amante de Emma (que agora é mencionado apenas de passagem), enquanto outros personagens perderam relevância, como Patsy, melhor amiga da filha. Ainda vitais para Laços de ternura são duas figuras masculinas: o marido de Emma, Flap (que no filme foi vivido por Jeff Daniels), e o astronauta aposentado Garrett (uma interpretação marcante de Jack Nicholson).

No fim das contas, o teatro acaba sendo o meio do ator. Emma, que no filme foi defendida com um pouco de exagero por Debra Winger, agora é interpretada pela novata Hannah Dunne – correta, mas pouco intensa. O grande personagem de Laços de ternura, no entanto, é Aurora. Na peça, quem assume o lugar de Shirley MacLaine é nada menos do que Molly Ringwald. Sim, a atriz que, quando jovenzinha, protagonizou Clube dos Cinco e A garota de rosa-shocking.

Aos 48 anos, Molly “encarna” Aurora de uma forma diferente — e, acreditem, mais eficaz — do que Shirley MacLaine. No filme, Aurora tem um início caricato, quase estridente, e se humaniza somente quando vive uma tragédia. Na peça, Molly busca outro registro: apesar de manter Aurora um pouco acima do tom, tem a sabedoria de interpretá-la com uma pitada de vulnerabilidade, como se toda a confiança que ela exibe fosse uma espécie de mecanismo de defesa.

Resta dizer que, como no filme, as cenas finais são de cortar o coração — e Molly, pegando fogo, entrega-se a cada uma delas. Entre os outros atores, destaque também para Jeb Brown, veterano da Broadway que traz alívio cômico como o ex-astronauta Garrett. Embora carismático, o ator às vezes parece estar quase incorporando Jack Nicholson como Garrett, e não o personagem em si.

Tendo saboreado o filme e a peça, mal posso esperar para que o livro chegue pelo correio. Quarenta anos depois, Laços de ternura se mantém relevante, pois trata de temas atemporais. Além disso, tem um elemento vital para o tipo de literatura que aprecio: preocupa-se sobretudo em emocionar para, posteriormente, fazer o leitor refletir.

 

testeSemana especial O regresso

Romance de Michael Punke publicado pela Intrínseca, O regresso é uma notável história de obsessão, um livro sobre um homem cuja vida foi ao mesmo tempo salva e condenada pela sede de vingança. A obra também serviu de inspiração para o filme homônimo de Alejandro G. Iñárritu, estrelado por Leonardo DiCaprio.

Em uma semana de conteúdos especiais, vamos divulgar mais curiosidades sobre a lendária história de Hugh Glass:

 

A história de Hugh Glass

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As semelhanças e as diferenças entre o livro e o filme

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O regresso e o Oscar

Fonte: Vai lendo

Fonte: Vai lendo

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testeAmy

Após a imersão no universo do cinema para escrever Surpreendente!, dei uma diminuída boa na quantidade de cinema que eu vinha tomando, bebendo e cheirando para me inspirar. Voltei ao normal, fiquei limpo, back to the books. Como bem disse Stephen King: para o escritor, o importante é o livro. Menos TV, menos internet, menos outras mídias, muito mais livros. A Netflix é minha maior ladra de tempo, e juro pela minha alma que não vou assistir a mais nenhuma série enquanto estiver escrevendo um livro. A última levou quase sessenta episódios. Sessenta horas, vezes quatrocentas palavras por hora, isso dá quase meio livro! E o tema da série não tinha nada a ver com nada — por que viciei foi um mistério.

Nessa onda, não consegui assistir a quase nenhum dos indicados ao Oscar 2016. Para não dizer que fui absolutamente ausente, dos que estavam no páreo eu tinha assistido a Divertida mente, What Happened, Miss Simone? e Amy — três filmes: ganhei de você, Glória Pires! De tal forma que demorei a entender a histeria pela importante questão que tomou conta das redes sociais semana passada: “Leonardo DiCaprio vai ganhar ou não?” Não tenho nada contra o Leo DiCaprio. Muito pelo contrário. Acho que ele deveria ter ganhado desde o Diamante de sangue. Passei a gostar dele ainda mais após assistir, no dia seguinte, ao breve discurso que proferiu com a estatueta finalmente em mãos — palmas efusivas. Para finalizar com o Leo, lerei primeiro o livro que inspirou o filme (O regresso, de Michael Punke) e depois partirei para a tela.

Estou aqui, no entanto, não para falar da justiça ou injustiça sobre o melhor ator, e sim sobre a felicidade pela vitória do já premiadíssimo e único filme para o qual eu estava torcendo: o documentário Amy. Quando conheci Amy Winehouse, a reação foi algo do tipo “pu**, ca*****, que voz é essa?”. O primeiro disco, Frank, saiu quando ela tinha recém-completado vinte anos. A voz de uma senhora gorda, negra e de bochechas rechonchudas não podia caber naquele fiapo de menina! Era como passar um camelo pelo buraco de uma agulha. Alguma coisa estava errada. Todo aquele jazz não era coisa de criança. Como ela se atrevia? Bom, o fato é que era a mais pura verdade e nem o fato de ter curtíssima discografia foi capaz de apagar seu imenso brilho como cantora. Tony Bennet, um de seus ídolos, comparou-a a Ella Fitzgerald e Billie Holiday.

O documentário é recheado de imagens caseiras, feitas com celulares e câmeras da própria cantora, das amigas, dos produtores, dos namorados. É possível sentir nas canções a mistura explosiva entre a inquietude artística de uma jovem cheia de opiniões fortes, compositora de mão cheia, e os inúmeros problemas com bebida, drogas pesadas, depressão e bulimia. Cenas lamentáveis de alguém que não conseguiu lidar com o estrondoso sucesso mundial tão cedo. Tristes imagens de uma jovem se autodestruindo. E o trecho mais perturbador do filme: o show em Belgrado, em que ela, completamente chapada, não consegue cantar diante da multidão. No fim das contas, previsível, não aguentou. Foi ser mais um membro do triste Clube dos 27, junto de Hendrix, Brian Jones, Janis Joplin, Kurt Cobain, Jim Morrison, Robert Johnson e outros.

Nas palavras do pianista Sam Beste, com quem ela tocou durante toda a carreira: “A música, para Amy, era como uma pessoa de quem ela precisava e por quem ela daria a vida.” Em dias de “Tá tranquilo, tá favorável”, recomendo fortemente a discografia da menina. De volta ao luto. É uma canção melhor do que a outra. E, ainda que com final triste e conhecido, o Oscar foi merecidíssimo.

testeO Regresso ganha 3 prêmios no Oscar 2016

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Um dos grandes nomes do Oscar 2016, O Regresso ganhou três das principais disputas na noite de ontem. Com grande foco em questões sociais, a premiação foi marcada pela apresentação ácida de Chris Rock, que criticou abertamente a ausência de negros entre os indicados.

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A produção inspirada no livro homônimo de Michael Punke foi premiada nas categorias de melhor fotografia, diretor e ator, destaques do filme, as mesmas que havia ganhado no Globo de Ouro. Leonardo DiCaprio foi aplaudido de pé após mais de vinte anos de sua primeira indicação, encerrando uma das maiores piadas da internet sobre os constantes insucessos do ator.

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Kate Winslet, par de DiCaprio em Titanic, era uma das mais emocionadas durante o discurso de agradecimento.

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O regresso conta a história real de Hugh Glass, caçador da Companhia de Peles Montanhas Rochosas que é abandonado por seus companheiros após o brutal ataque de uma ursa. Uma das  grandes surpresas da noite foi a presença do personagem na plateia.

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Confira a lista completa dos vencedores do Oscar 2016.

teste5 (ou 6) vezes que Leonardo DiCaprio deveria ter levado o Oscar

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Conhecido mundialmente por morrer congelado, ter algumas das melhores caras de perturbado de todos os tempos e rastejar como nenhuma outra pessoa do planeta, em 2016 o ator chega a marca de cinco indicações ao Oscar sem nenhuma vitória. Será que Hugh Glass, protagonista de O Regresso e personagem icônico da história americana conhecido pela sua resiliência, conseguirá quebrar a maré de azar que já dura 23 anos? Listamos as cinco vezes que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas deveria ter premiado DiCaprio:

1 – Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador (1993)

Antes mesmo de chegar ao estrelato com seu papel em Titanic, Leonardo DiCaprio já havia sido nomeado ao prêmio. Com apenas 20 anos, foi indicado como melhor ator coadjuvante pelo papel de Arnie Grape, o irmão autista do personagem título de Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador, interpretado por Johnny Depp.

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2 – O Aviador (2004)

Depois de seu sucesso como Jack, o homem que decidiu morrer afogado em vez de dividir uma porta com a personagem de Kate Winslet em Titanic, o ator passou por um período sem atuações muito marcantes. Isso mudou quando Martin Scorsese o convocou para o papel central em O Aviador, cinebiografia de Howard Hughes, engenheiro aeronáutico, industrial, produtor de cinema, diretor cinematográfico e um dos homens mais ricos do mundo. Nesse ano, o ator perdeu para Jamie Foxx que atuou em outro filme biográfico, Ray.

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3 – Diamante de Sangue e Os Infiltrados (2006)

Em 2006, DiCaprio esteve em dois filmes igualmente importantes para a premiação. Em Diamante de Sangue, ele interpretou o contrabandista sul-africano Danny Archer e em Os Infiltrados deu vida a um policial infiltrado na máfia. Ainda que DiCaprio tenha sido indicado pelo primeiro filme, o segundo deu a Martin Scorsese seu primeiro Oscar de melhor diretor. Muitos críticos acreditavam que a dose dupla aumentaria as chances de Leo.

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4 – Django Livre (2012)

Na produção de Quentin Tarantino, o inescrupuloso escravista Calvin Candie era ao mesmo tempo caricato e brutal. Em uma das cenas mais emblemáticas do filme, o ator cortou uma das mãos por acidente e continuou a cena como se nada tivesse acontecido. É possível ver a reação de espanto dos outros atores enquanto DiCaprio se mantém no personagem.

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5 – O Lobo de Wall Street (2013)

A última tentativa frustrada do ator (pelo menos, até que saibamos o resultado do Oscar neste domingo). Sua quinta parceria com Scorsese rendeu a terceira indicação ao prêmio de melhor ator pelo papel de Jordan Belfort, investidor americano e usuário de quantidades industriais de drogas.

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6(?) – O Regresso (2016)

O novo filme do ator vem conquistando todos os prêmios a que concorreu até agora. Inspirado no livro homônimo de Michael Punke, O Regresso mostra a história de sobrevivência e vingança de Hugh Glass, caçador americano do século XIX. Será que Glass será responsável por congratular Leonardo DiCaprio com o Oscar?

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Saberemos a resposta no dia 28 de fevereiro, quando acontecerá a 88ª cerimônia do Oscar. Boa sorte, Leo!

Leia um trecho de O regresso

testeHugh Glass, a lenda americana

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A representação de Hugh Glass antes de ser interpretado por Leonardo DiCaprio (fonte)

Intepretado por Leonardo DiCaprio no filme O Regresso, Hugh Glass foi uma figura real da história dos Estados Unidos. Um dos muitos desbravadores do oeste americano, ele ficou famoso por sobreviver a um ataque de uma ursa-cinzenta e ao posterior abandono de seus parceiros de expedição.

Mas o caçador foi muito mais do que um sobrevivente. Ao longo de sua vida, diversos momentos contribuíram para o tornar uma verdadeira lenda. Listamos abaixo alguns de seus maiores feitos:

Pintura da tribo dos Arikara

Pintura da tribo dos Arikara (fonte)

Uma das grandes ironias de sua vida é que o ataque brutal só aconteceu graças a um momento de sorte. Dias antes do encontro com a ursa, a Companhia de Peles Montanhas Rochosas havia sido atacada pela tribo Arikara. Glass, ferido com um tiro não letal, foi um dos poucos que continuou a jornada rumo à região do rio Yellowstone, e ao destino que o tornaria famoso.

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Mural sobre a história do bando do pirata Jean Lafitte, o qual Glass fez parte (fonte)

Antes de ser um caçador e desbravador do oeste americano, o explorador foi capitão de um cargueiro da Rawsthorne & Sons, empresa que transportava rum e açúcar de Cuba para os Estados Unidos. Em uma das viagens, o navio foi atacado pelo pirata Jean Lafitte. Com a opção de sobreviver em troca de fazer parte do bando que o atacara, Hugh Glass foi um pirata por dois anos. Seu tempo no mar se encerrou quando o governo americano decidiu atacar o reduto de Lafitte, uma ilha na baía de Galveston, causando a debandada do grupo.

A tribo Pawnee, famosa por atacar os grupos que desbravavam o oeste americano. (fonte)

A tribo Pawnee, famosa por atacar os grupos que desbravavam o oeste americano. (fonte)

Após seu tempo no mar, ele vagou pelas planícies do Texas com outro sobrevivente do massacre aos piratas: Alexander Greenstock, que também havia sido capturado, e foi seu companheiro na busca de civilização. Os dois foram cercados pela tribo canibal Pawnee, quando Greenstock foi morto por tentar atacar os índios. Glass só conseguiu sobreviver assustando os índios, pintando seu rosto com uma pasta de cinábrio em pó e gritando a única coisa que conseguiu lembrar no momento: a oração do pai-nosso. A tribo, assombrada com o homem branco que mudara de cor, o deixou vivo e seu líder o adotou por quase um ano.

A região percorrida por Glass após o ataque não era exatamente o lugar mais agradável dos Estados Unidos (fonte)

A região percorrida por Glass após o ataque não era exatamente o lugar mais agradável dos Estados Unidos (fonte)

Após se recuperar do ataque visceral da ursa, Hugh Glass foi atrás de suas armas e de quem o havia abandonado. A lenda conta que ele chegou ao forte onde seus antigos companheiros estavam em plena noite de Natal, completamente coberto de neve. Não se sabe como ele caminhou pelas florestas afastadas em pleno inverno, logo após o ataque. Mas a história prova que ele não era uma pessoa como qualquer outra.

A saga de Glass vai muito além desses fatos. Em O regresso, Michael Punke mostra como ele foi capaz de sobreviver e ir atrás de sua vingança. O livro inspirou o filme de mesmo nome, estrelado por Leonardo DiCaprio e que estreia no dia 4 de fevereiro. Assista ao trailer:

testeA justiça selvagem de Hugh Glass

Por Marcelo Costa*

THE REVENANT

THE REVENANT © 2016 Twentieth Century Fox Film Corporation. All Rights Reserved.

The Revenant, título original de O regresso, romance de Michael Punke que a Intrínseca publica agora no Brasil, diz respeito, segundo o dicionário Michaelis, “a uma pessoa que retorna após longa ausência” ou ainda “àquele que volta do túmulo, um espírito, um fantasma, uma aparição”. Na primeira edição do livro, lançada nos Estados Unidos em 2002, um subtítulo colocava um pouco mais de lenha na fogueira: “A Novel of Revenge”, um romance sobre vingança. Juntando os cacos espalhados até agora já é possível imaginar a trama que conduz a narrativa de O regresso, mas é importante observar que os fatos (verídicos) relatados no romance aconteceram nada menos que dois séculos atrás (193 anos para ser mais exato). Ainda que o sentimento que a palavra “vingança” evoca tenha permanecido imutável durante todos esses anos, o mundo mudou drasticamente — e o ambiente é um personagem coadjuvante de extremo valor nessa história.

Com isso em mente, o cineasta Alejandro González Iñárritu e o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki — responsável pelas imagens dos filmes Árvore da Vida (2011), Gravidade (2013) e Birdman (2014), entre outros — capricharam na estética do “personagem coadjuvante”, e se a adaptação cinematográfica (que colocou o livro novamente nas prateleiras) faturou três estatuetas no Globo de Ouro (melhor filme, diretor e ator), é fácil imaginar untitledque a fotografia também tenha destino certo na premiação da Academia. Aliás, O Regresso pode entrar para a história do cinema como o filme que dará a Leonardo DiCaprio seu primeiro Oscar (foi seu terceiro Globo de Ouro de melhor ator — os anteriores haviam sido por O Aviador, em 2005, e O Lobo de Wall Street, em 2014). Mas, ainda que isso aconteça, é importante frisar: esse é mais um caso clássico de livro muito melhor do que o filme. Ou quase isso.
Quase porque, na verdade, livro e filme vêm da mesma fonte, mas são obras distintas, com qualidades particulares. Se o filme tem a força da imagem (Lubezki choca a paisagem à contraluz de Árvore da Vida com os longos planos sequência de Birdman, num resultado arrebatador) e das grandes atuações, o livro é impactante por remeter a um diário romanceado dos pensamentos do personagem Hugh Glass, o homem de currículo invejável que sempre sonhou viver em alto-mar até ser sequestrado por um pirata lendário e ter seu futuro com uma bela mulher nublado. É este homem de coração partido que vagueia nas páginas do livro, perdido em um Novo Mundo, que cria pouco a pouco o mapa que conhecemos hoje, mas que, em 1820 (quando a história real se passa), era apenas um rabisco fruto da memória de vários caçadores.

A trama de O regresso começa no primeiro dia de setembro de 1823, uma segunda-feira sombria, embora, naquela época e no meio do Velho Oeste norte-americano, dias da semana não servissem para muita coisa. Mas, mesmo assim, é esse o dia em que Hugh Glass é abandonado por dois “companheiros” que, não bastasse a traição, ainda levam o que ele tinha de mais precioso: a espingarda e a faca. Nas condições em que se encontrava, um corpo absolutamente detonado, na fina fronteira entre a vida e a morte, após ter sido atacado por um imenso urso-cinzento (que, milagrosamente, ele conseguiu matar — ainda que tenha quase morrido junto), Glass não precisaria mais do armamento, justificaria Fitzgerald, um dos dois homens “escalados” para enterrar o companheiro, dando a ele uma despedida digna.

Colocadas as cartas na mesa, O regresso narra o processo de recuperação solitária do caçador Hugh Glass, que integrava a Companhia de Peles Montanhas Rochosas, após o ataque quase fatal do urso, e seu desejo de vingança, que o faz lutar por sobrevivência, enfrentando índios e o tempo cruel para concluir seus planos. A história verídica atravessou séculos e ganhou ares míticos. O romancista Michael Punke pesquisou a fundo a trajetória do caçador e alerta que o eixo central da trama é exato: o ataque do urso, o pobre homem deixado para trás pelos amigos em péssimas condições e o inevitável desejo de vingança. E o que há de ficção no romance é exatamente o que faz do livro uma obra mais interessante do que o filme: ao acompanhar a saga de recuperação de Hugh Glass, o leitor está confinado em seus pensamentos, e tudo que surge impressiona.

Mais interessante ainda é a recriação de época, algo que o filme compartilha, mas que o livro também exibe com força, pois se trata de hábitos há muito tempo deixados de lado por uma sociedade cada vez mais distante da natureza e dos enfrentamentos tão comuns daquele período. Outro ponto positivo da leitura: Michael Punke aprofunda vários personagens, numa reconstrução histórica que coloca em cena, por exemplo, o pirata corsário francês Jean Lafitte, que aterrorizou o Golfo do México no mesmo período em que Hugh Glass viveu e deixou a península de Galveston em chamas ao partir (a propósito, Nic Pizzolatto, o homem responsável pela série True Detective, escreveu um ótimo romance que se passa em Galveston, também publicado pela Intrínseca).

Você pode não acreditar em espíritos, fantasmas ou aparições, mas é bom ficar de olhos abertos, pois, como frisou o filósofo Francis Bacon em On Revenge, um dos capítulos de seu livro Ensaios, de 1625: “a vingança é uma espécie de justiça selvagem”, incutindo no ser humano uma inteligência crítica que às vezes faz falta. Segundo Bacon, a vingança é uma perversão da lei (o que, por sinal, tem a ver com o final do livro de Punke enquanto diverge de Iñárritu, que acrescenta elementos extras para tornar o ato mais factível). E ainda que Hugh Glass tenha atuado como pirata, sua busca por vingança é mais fruto dos desencontros da vida do que de maldade. Há diferença, mas a perversão da lei é a mesma… ainda hoje.

THE REVENANT

THE REVENANT © 2016 Twentieth Century Fox Film Corporation. All Rights Reserved.

Livro e filme, apesar de tratarem do mesmo tema, vingança, têm conclusões diferentes. Punke tentou ser o mais fiel possível à história real, enquanto Iñárritu apresentou uma história com início, meio e fim — não é à toa que o filme começa exibindo uma batalha anterior à narrativa do livro —, mas ambos criaram o personagem que acreditaram ser o mais plausível. O leitor, por sua vez, tem em mãos um diário de época incrível, retrato de um período histórico pouco explorado e muitas vezes esquecido. O resultado final é uma obra cujo texto pode ser complementado pelas imagens de Iñárritu e que transporta o leitor/espectador para um tempo distante, quando as regras da sociedade eram bem diferentes. Sombrio, agonizante e violento, O regresso utiliza um mundo que não existe mais para falar de um sentimento atemporal.

link-externoLeia também: O Regresso lidera as indicações ao Oscar 2016

 

Marcelo Costa é editor do site Scream & Yellum dos principais veículos independentes de cultura pop do país. Já passou pelas redações do jornal Notícias Populares, e dos portais Zip.NetUOLTerra e iG, além de ter colaborado com as revistas Billboard BrasilRolling Stone e GQ Brasil, entre outras. Participou da Academia do VMB MTV, do júri do Prêmio Multishow e do júri do Prêmio Bravo. Desde 2012 integra a APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

testeO Regresso lidera as indicações ao Oscar 2016

Depois de se consagrar com três prêmios no Globo de Ouro, O Regresso superou todas as previsões e foi indicado a 12 Oscars, se tornando a produção com maior número de nomeações na edição de 2016 do prêmio. Com estreia marcada para 4 de fevereiro nos cinemas brasileiros, o filme é inspirado no livro homônimo de Michael Punke que acaba de ser lançado pela Intrínseca.

Na premiação, que será realizada no dia 28 de fevereiro, o filme estará no páreo nas seguintes categorias: fotografia, figurino, edição de som, mixagem de som, maquiagem, ator coadjuvante (Tom Hardy), efeitos visuais, edição, direção de arte, diretor (Alejandro González Iñárritu), ator (Leonardo DiCaprio) e melhor filme.

A trama é inspirada na impressionante história real de Hugh Glass, caçador da Companhia de Peles Montanhas Rochosas atacado por um urso-cinzento e depois abandonado pelos companheiros, que levam suas armas e suprimentos. Entre delírios, Glass é tomado por um único desejo: vingança.

Além da indicação de DiCaprio na categoria melhor ator, concorre na mesma categoria Bryan Cranston por sua interpretação do personagem que da título a Trumbo: Lista Negra, inspirado no livro de Bruce Cook. Na categoria melhor canção original, o artista the weeknd concorre com a música “Earned it”, da trilha sonora de Cinquenta Tons de Cinza.

Confira todos os indicados ao Oscar 2016.