testeEm noite repleta de protestos e momentos históricos, A Forma da Água é o grande vencedor do Oscar 2018!

O Oscar 2018 não teve nenhum grande momento constrangedor, como foi o anúncio de Melhor Filme para Moonlight, no ano passado, mas com certeza deixou sua marca no cinema mundial.

O grande vencedor da noite foi o conto de fadas moderno de Guillermo del Toro, A Forma da Água. Indicado a 13 prêmios, o filme saiu vitorioso nas categorias de Design de Produção, Trilha Sonora, Direção e Melhor Filme. Em seu discurso de vitória, Del Toro ressaltou o papel dos imigrantes na arte. 

Foram memoráveis a vitória de Corra!, que fez de Jordan Peele o primeiro roteirista negro a vencer o prêmio de Melhor Roteiro Original, e de Uma mulher fantástica, escolhido  como Melhor Filme Estrangeiro, primeira produção protagonizada por uma atriz trans a ganhar um prêmio da academia.

Além disso, a cerimônia serviu de plataforma para diversas causas fundamentais, como a luta pelo fim do assédio na indústria cinematográfica, com o movimento Time’s Up, e a busca por mais diversidade e representatividade nas telas, ressaltando a importância de filmes como Mulher Maravilha e Pantera Negra. Em seu discurso de agradecimento pelo prêmio de Melhor Atriz, Frances McDormand usou o momento para louvar todas as mulheres indicadas da noite e exigir uma indústria mais diversa.

Me Chame pelo Seu Nome recebeu a estatueta na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. Com 89 anos, James Ivory foi o vencedor mais velho a receber o prêmio e subiu aos palcos usando uma camisa com o rosto de Timothée Chalamet, protagonista do filme. O roteirista agradeceu ao autor do livro, André Aciman, que está confirmado para a Flip 2018, em julho.

Tudo bem, o próximo momento não foi realmente histórico, mas ainda sim foi hilário. Os apresentadores invadiram uma sessão de cinema e distribuíram guloseimas para os espectadores. Isso nos garantiu gifs maravilhosos do Armie Hammer, nosso eterno Oliver, todo feliz, usando um canhão de cachorro-quente.

Quando o tão aguardado prêmio de Melhor Filme foi anunciado e os vencedores subiram ao palco, Guillermo del Toro aproveitou para dar uma olhadinha no envelope, para se certificar de que dessa vez não ia ter confusão! E não teve mesmo. Ainda bem! E para vocês, qual foi o melhor momento da noite?

testeAs muitas formas da água

Quando um livro se torna mais uma superprodução do cinema, é comum que os fãs da obra original digam aos quatro cantos que “o livro é melhor que o filme”. No caso de A forma da água, entretanto, algo peculiar aconteceu: as duas obras foram produzidas simultaneamente.

Por isso, o livro que os leitores terão em mãos a partir de 27 de fevereiro e o filme que verão nos cinemas brasileiros a partir desta quinta-feira e que lidera as indicações do Oscar 2018 contam a mesma história, mas de formas bem diferentes.

A ideia para A forma da água surgiu quando o coautor de Caçadores de Trolls, Daniel Kraus, se reuniu com Guillermo del Toro. Enquanto conversavam sobre o universo do livro infantojuvenil, Kraus mencionou uma história que tinha na cabeça desde jovem, sobre uma criatura marinha trancafiada em um laboratório e uma zeladora que a ajudava a escapar. Del Toro se apaixonou pelo enredo e decidiu que o levaria aos cinemas o quanto antes.

Aos poucos os criadores foram seguindo cada um o seu caminho. Os acontecimentos principais seriam os mesmos, mas as abordagens feitas pelo livro e pelo filme, não.

Guillermo del Toro, Sally Hawkins e Doug Jones nos bastidores do filme de A Forma da Água (Fonte)

A melhor representação dessas diferenças é o personagem Richard Strickland, que, na produção cinematográfica, é o vilão da trama, enquanto no livro ele funciona mais como um terceiro personagem central, e não um antagonista. Por conta desse papel mais relevante, o primeiro acontecimento do livro é a chegada do personagem à Amazônia, para procurar e capturar a criatura que os locais chamam de deus Brânquia.

Além de dar mais voz a Strickland, o livro consegue explorar melhor os personagens secundários da trama, como Giles, Zelda e Lainie, esposa do antagonista do filme. Outro aspecto que é mais bem desenvolvido é o contexto histórico, com uma trama rica que toca em temas como disputas ideológicas em plena Guerra Fria, racismo e homofobia.

Durante a produção, Del Toro e Kraus continuaram compartilhando sugestões e referências – por exemplo, é fácil perceber como os dois autores são obcecados pelo filme de 1954 O Monstro da Lagoa Negra e quanto a criatura assustadora influenciou ambas as obras.

Seja nas páginas ou nas telas, A forma da água é um verdadeiro conto de fadas moderno sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas vidas.

Saiba mais sobre o livro.

testeLançamentos de janeiro

Ano novo pede leituras novas! Confira as sinopses dos lançamentos do mês:

Me chame pelo seu nome, de André Aciman

Livro que inspirou o premiadíssimo filme homônimo, dirigido por Luca Guadagnino, e um dos favoritos ao Oscar 2018, narra a primeira paixão do jovem Elio. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todos os verões, hospedar na deslumbrante casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio.

Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera elegia à paixão, em um romance no qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude. Me chame pelo seu nome explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual. [Leia +]

A grande jogada, de Molly Bloom

Livro que deu origem ao filme de Aaron Sorkin, com indicações ao Globo de Ouro e ao Critics Choice Awards de melhor atriz (Jessica Chastain) e melhor roteiro (Aaron Sorkin). Em A grande jogada, Molly Bloom conta como ganhou as manchetes dos jornais ao ser presa pelo FBI por operar, ilegalmente, uma das mesas de pôquer mais exclusivas do mundo.

A “Princesa do Pôquer”, como ficou conhecida, parecia mais uma estrela de Hollywood que uma criminosa confessa. Foi lá que ela começou, do zero, a promover as mesas pelas quais passariam centenas de milhões de dólares. Em partidas que aconteciam em luxuosas suítes de hotéis, esteve uma seleta lista de convidados que incluia astros como Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Ben Affleck, mandachuvas da indústria do entretenimento, líderes estrangeiros, grandes magnatas e até mesmo a máfia russa. 

O Método TB12, de Tom Brady

Aclamado como um dos nomes mais importantes do futebol americano e conhecido internacionalmente como o marido de Gisele Bündchen, Tom Brady é um dos poucos jogadores que ainda está na ativa aos 40 anos. Em seu livro de estreia, ele divide com o público alguns dos segredos de sua bem-sucedida e longa carreira.

O Método TB12 é uma leitura estimulante, repleta de fotos sobre a vida do jogador, gráficos e imagens instrutivas que facilitam a prática do programa. Dividida em dez capítulos, esta bíblia atlética inclui uma explicação mais detalhada sobre os princípios do método, treinos, exercícios, orientações para o repouso pleno do corpo, regras de nutrição e de hidratação.

Cinquenta tons de liberdade – edição capa de filme, de E L James

O episódio final do romance que conquistou milhões de corações românticos ganha nova versão com capa inspirada nos filmes. Em Cinquenta tons de liberdade, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades à sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento terá desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de riqueza de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele deve aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar dos fantasmas do passado. Enquanto tentam vencer obstáculos, o destino muda mais uma vez, e os piores medos de Ana podem se tornar realidade.

O filme chega aos cinemas no dia 8 de fevereiro, com direção de James Foley e produção da própria E L James. [Leia +]

Todo dia a mesma noite, de Daniela Arbex

Uma das mais impressionantes tragédias do Brasil, o incêndio da boate Kiss em 2013, fez com que a cidade de Santa Maria perdesse bruscamente 242 vidas. Com delicadeza ímpar, a jornalista Daniela Arbex escreveu um livro-reportagem sobre este crime, ainda impune, baseado em centenas de horas dos depoimentos inéditos de sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde.

Arbex reafirma seu lugar como uma das profissionais mais relevantes do país, veterana em reportagens de fôlego – premiada duas vezes com o Jabuti. A autora construiu um memorial para homenagear as vítimas desta noite assustadora e nos transporta até o momento em que tudo aconteceu, somado a depoimentos dos sobreviventes e relatos dos dias seguintes, mostrando as consequências de descuidos banalizados por empresários, políticos e cidadãos.

Todo dia a mesma noite é uma dolorosa e necessária tomada de consciência, um despertar de empatia pelos jovens que tiveram seus futuros destruídos. [Leia +]

Mais escuro, de E L James

Um dos livros mais aguardados dos últimos tempos, Mais escuro revisita Cinquenta tons mais escuros com um mergulho profundo na história de amor que envolveu milhões de leitores em todo o mundo, dando voz ao personagem Christian Grey. Nesta sequência, E L James revela o lado inseguro e sensível do protagonista enquanto desvenda suas diversas camadas. No fundo, ele não passa de um romântico, mais apaixonado do que nunca por Anastasia, e precisa lidar com os dilemas de seus sentimentos.

O sucesso da série Cinquenta tons de cinza é indiscutível. Os livros de E L James já venderam 7 milhões de cópias só no Brasil, e mais de 150 milhões de exemplares no mundo. Lançado originalmente em novembro na Inglaterra, Mais escuro alcançou o topo da lista de mais vendidos em apenas uma semana. [Leia +]