testeNo ano-novo, ligue o f*da-se!

Essa é a época em que nos preparamos para o novo ano, fazemos planos e, é claro, estabelecemos aquelas razoáveis e perfeitamente alcançáveis metas para os próximos doze meses.

No mais puro espírito de A sutil arte de ligar o f*da-se, preparamos uma lista de “antimetas” para o próximo ano. 

  1. “Este ano eu vou emagrecer! Vou entrar na academia! ”

A grande meta de ano-novo: vou ser mais saudável. Mais saudável para quem? Para aquelas revistas de saúde e bem-estar que inventam dietas insanas que ninguém consegue cumprir, exceto seres iluminados que provavelmente nem são deste planeta?

Muitas vezes emagrecer ou conseguir levantar mais peso não quer dizer necessariamente que você está mais saudável. Se seu corpo está funcionando bem e você está feliz com sua forma física, ligue o f*da-se para essa meta.

  1. “Eu vou economizar metade do meu salário todos os meses! ”

Lembra aqueles cadernos com adesivos na primeira página que você nunca usava em lugar nenhum porque estava “guardando para depois”? Temos péssimas notícias, querido leitor: não existe depois.

O mesmo funciona para o dinheiro que você acha que vai conseguir juntar. Na maior parte das vezes, a meta da economia de dinheiro vem acompanhada de algum objetivo impossivelmente caro. Seja uma viagem (para Dubai) ou um carro (zero e importado), sempre miramos alto demais, e a frustração que você terá na virada do ano que vem será ainda pior, e a próxima viagem, ainda mais impossível. Planeje a curto prazo, com objetivos menores, e use os adesivos do caderno de vez em quando.

  1. “Serei uma pessoa mais focada. Vou ser mais organizado. Vou reclamar menos.”

Você sabe de quem é esta mesa de trabalho?

Não? Nós ajudamos: Albert Einstein.

Se uma das mentes mais brilhantes da humanidade trabalhava no que só pode ser descrito como “destroços de um furacão”, por que a sua bagunça ou organização vão ajudá-lo a ter mais foco?

É uma questão muito próxima à da saúde: nós somos levados a acreditar que pessoas organizadas e alinhadas são mais focadas, mas a verdade é que não existe certo ou errado. Seja você um maníaco por limpeza ou um verdadeiro acumulador, o resultado final é o mesmo.

E sobre deixar de expressar seu descontentamento para o mundo, Anansi pode responder isso melhor do que qualquer mortal: 

“Raiva resolve tudo.”

  1. “Este ano, vou beber menos.”

Em 99% dos casos, essa frase é dita na manhã de 1º de janeiro, durante a maior ressaca do ano. Então ela quase não conta como meta para o ano novo, já que você não cumpriu o que prometeu nos primeiros minutos do ano.

  1. “Vou ler muito mais que o ano passado!”

Finalmente uma boa meta para o ano-novo! Que tal começar com um trecho de A sutil arte de ligar o f*da-se?

teste9 livros para ler antes da segunda temporada de Deuses americanos

Depois de 8 episódios, a primeira temporada da adaptação de Deuses americanos foi um sucesso de crítica e público. Misturando cenas e personagens saídos das páginas do livro com novos deuses e enredos criados com a ajuda de Neil Gaiman, a série encerrou seu primeiro ano com Shadow descobrindo a verdade sobre o misterioso sr. Wednesday.

Agora só nos resta esperar pela segunda temporada, que deve estrear em meados de 2018 e mostrará o começo da guerra entre os deuses antigos e os novos, pelo poder de não serem esquecidos.

Para aplacar um pouco a ansiedade, selecionamos alguns livros – que vão da ficção urbana ao terror e ao Sci-Fi – para vocês se deliciarem enquanto aguardam os novos episódios de American Gods na Amazon Prime Video:

Os filhos de Anansi e Alerta de risco, de Neil Gaiman

Que tal tirar férias de Neil Gaiman lendo mais Neil Gaiman? Se você já devorou Deuses americanos, dois livros podem dar um gostinho a mais do universo do autor.

Em Os filhos de Anansi, os leitores vão conhecer a prole do deus de todas as histórias, Charlie e Spider. Já na coletânea de contos Alerta de risco,  Gaiman mostra toda a sua versatilidade e criatividade em histórias sobre morte, terror, contos de fadas e fantasia. Os curiosos para saber o que acontece com Shadow depois do fim de Deuses americanos também vão adorar o livro. (Ou seja, se você ainda não terminou Deuses americanos, deixe esse conto para depois, porque tem spoiler!).

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst

é uma verdadeira carta de amor a todos os fãs de mistério. Repleto de pistas, extras e códigos a serem desvendados, a obra é parte quebra-cabeça e parte romance, e os leitores não vão descansar enquanto não encontrarem a resposta para: Quem foi V.M. Straka?

Aniquilação, de Jeff VanderMeer

Na série Comando Sul, uma área do mundo entra em um silêncio misterioso após um incidente. Nada entra ou sai da Área X sem causar transtornos, e cabe a uma organização governamental enviar expedições para a região — mas a natureza começa a agir de formas estranhas. Mesclando ficção científica e terror, Aniquilação é o relato da décima primeira expedição, na qual nada sai como o esperado. A história chegará aos cinemas em 2018, com Natalie Portman no papel principal.

Welcome to Night Vale, de Joseph Fink e Jeffrey Cranor

Welcome to Night Vale é derivado do podcast de mesmo nome e conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. O livro narra o mistério da chegada de um homem de paletó bege à cidade, cujo nome e rosto ninguém consegue lembrar e que faz com que a vida de duas mulheres, cada uma com seu mistério, vire de cabeça para baixo.

Breve história de sete assassinatos, de Marlon James

Em dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes do show Smile Jamaica, que Bob Marley realizou para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. Uma obra arrebatadora, que explora um período de grande instabilidade na história da Jamaica de forma magistral, nos fazendo acreditar que a realidade é mais fantástica que a ficção.

Piano vermelho, de Josh Malerman

Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes recebem uma missão improvável: desvendar um mistério perdido no coração da África: um som que é capaz de inutilizar todo e qualquer armamento. Em Piano vermelho, Josh Malerman mantém a narrativa envolvente do best-seller Caixa de pássaros, desta vez explorando o som como peça central de uma grande conspiração.

Matéria escura, de Blake Crouch

Até onde você iria para recuperar sua vida? Depois de ser sequestrado, um professor de física acorda em um laboratório que desconhece, com um trabalho que lhe lembra o projeto que ele abandonou muitos anos atrás, após descobrir a gravidez da então namorada. Algo neste mundo faz Jason temer que sua vida nunca mais será a mesma.

História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang

Com histórias que vão da Torre de Babel à descoberta de vida extraterrestre, a coletânea de contos de ficção científica de Ted Chiang explora os diversos aspectos filosóficos e culturais do impacto da tecnologia na sociedade. A obra se tornou mundialmente conhecida devido à adaptação de um de seus contos no premiado filme A chegada, estrelado por Amy Adams.

testeAmerican Gods: uma (excelente) oferenda para a deusa da televisão

Toda vez que uma adaptação para a televisão ou para o cinema é anunciada, bate aquele medo de que nossos livros favoritos não sejam retratados da forma que esperávamos. O medo fica ainda maior quando o projeto é adiado, muda de canal de TV e é rescrito diversas vezes. Deuses americanos é um desses casos.

Desde 2011 em um limbo dos roteiros que nunca ficam prontos, e após mudar de produtoras, roteiristas e emissoras, a série finalmente chegou a nós, mortais, em 2017, e todo o receio que os leitores tinham foram dissipados nos primeiros segundos da série. Shadow e Wednesday estão perfeitos na série, que narra suas desventuras por uma América de deuses esquecidos.

Se no livro a placidez e a apatia de Shadow Moon irritaram alguns leitores, na televisão o ex-presidiário é um personagem muito mais pró-ativo, que reage ao mundo absurdo que descobre quando aceita trabalhar como guarda-costas de um Sr. Wednesday praticamente saído das páginas de Gaiman, ardiloso e sempre com cara de que sabe muito mais do que aparenta. Juntos os dois são apresentados aos novos deuses, que passaram por algumas atualizações em relação ao livro, escrito no final da década de 1990.

A deusa da mídia, que originalmente aparecia em aparelhos de TV antigos de motéis de beira de estrada, agora aparece em telas de LED com alta resolução, assumindo a forma de diferentes personagens da cultura pop, como Marilyn Monroe e David Bowie, sempre nos alertando sobre a quantidade inestimável de tempo que perdemos vidrados em nossos celulares e tablets. No livro, o deus da tecnologia se assemelha muito mais a um personagem de Matrix do que o da série, uma espécie de Youtuber com milhões de seguidores.

A deusa da Mídia, como David Bowie (Fonte)

Já os deuses clássicos retratam a decadência dos seres que só existem enquanto são louvados. Uns encontraram formas de sobreviver nos tempos modernos, como o deus da forja e do fogo, que criou um culto em torno de uma fábrica de armamentos – como o próprio diz, a forma mais fácil de colocar um vulcão na mão de cada fiel é dar a ele uma arma. Outros, como Odin e Czernobog, querem enfrentar as novas divindades e recuperar a glória do passado. Não por acaso, boa parte dos deuses antigos é representada por imigrantes —  idosos, cansados, que não mais desfrutam do esplendor e juventude que outrora tiveram em sua terra natal.

Até agora já foram exibidos seis episódios da primeira temporada – que vai abordar aproximadamente um terço do livro –, e os produtores puderam mostrar com calma a chegada à América de deuses como Odin, Anansi, entre outros. Além disso, o ritmo mais lento da produção em relação ao material original permitiu que todas as esquisitices, as cenas polêmicas e os detalhes que apenas imaginávamos lendo o livro saíssem das páginas e inundassem a tela, sem nenhum tipo de corte ou censura. (É importante lembrar: a série não é indicada para menores de 18 anos)

Muito mais do que uma história sobre a guerra entre deuses novos e velhos, American Gods é uma história sobre imigração, preconceitos e a descoberta de nós mesmos. A série é exibida na Amazon Prime Video, com novos episódios todas as segundas-feiras. E, enquanto a segunda temporada não tem data de estreia confirmada, os fãs podem continuar a jornada na edição preferida do autor de Deuses americanos, lançada pela Intrínseca no ano passado e que traz diversos conteúdos extras, incluindo uma entrevista hilária com Neil Gaiman.

testeNovo livro de Neil Gaiman, Mitologia nórdica chega às livrarias em março!

Tudo começa e termina com gelo e fogo.

 

Os mitos nórdicos dizem que no princípio de tudo havia apenas Niflheim, o gélido mundo escuro, e Muspell, o infernal mundo das chamas. Dizem também que no Ragnarök, o fim de todas as coisas, o demônio do fogo Surt sairá do seu descanso para destruir todos os mundos com sua espada flamejante. É entre esses dois períodos de gelo e fogo que toda a história dos deuses e dos homens transcorre.

Uma das mitologias mais interessantes e populares até hoje – basta nos lembrarmos dos filmes de super-heróis recentes –, as lendas da época dos vikings sempre influenciaram muito a obra de Neil Gaiman. Desde a infância até suas mais consagradas obras, Deuses americanos e Sandman, é possível perceber como as histórias de Thor, Loki, Odin e demais deuses são relevantes para o autor.

Em Mitologia nórdica, Gaiman se torna cúmplice dos deuses e usa de sua habilidade com as palavras e de sua criatividade fascinante para recontar os mitos nórdicos. Em 15 contos – das histórias mais populares às menos conhecidas –, a obra mostra como era a visão dos escandinavos para o início e o fim do mundo.

Ideal para quem quer descobrir mais sobre as lendas nórdicas e também para aqueles que desejam desvelar novas facetas dessas histórias, Mitologia Nórdica chega às livrarias a partir de 13 de março e está em pré-venda.

testeA nova mitologia de Deuses americanos

Por Alexandre Matias*

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Ainda não chegou o tempo em que olharemos para trás e reconheceremos que Deuses americanos foi um marco na literatura fantástica mundial. O livro que lançou a carreira de Neil Gaiman como escritor para além dos quadrinhos completa quinze anos em 2016, e sua adaptação para série de TV já está sendo filmada e estreia em 2017. O aniversário traz de volta a versão integral que Gaiman mandou a seu primeiro editor, que podou dezenas de páginas. Nessa  Edição Preferida do Autor as páginas extras são resgatadas, além de outros textos de Gaiman sobre o livro, como uma nova introdução e uma entrevista.

Em Deuses americanos, Gaiman explora a possibilidade de mitologias acompanharem seus povos em migração. A história se passa na virada do milênio, mas também volta no tempo para mostrar os Estados Unidos em formação, explicando como cada povo e cada tribo deixou a Europa rumo à América levando consigo suas crenças — e como estas foram se transformando no novo continente, que, ao mesmo tempo, via o nascimento de novos deuses.

Assim como acontece na extensa saga em quadrinhos Sandman, publicada entre 1989 e 1996, a sombra que Deuses americanos projeta sobre a fantasia atual ainda está em lento crescimento, sendo apresentada a novos públicos e espalhando-se para além daquele momento inicial de seu lançamento.

Na nova introdução, Neil Gaiman explica que concebeu o título do livro antes mesmo de saber sobre o que escreveria. E, ao apresentá-lo para sua editora, recebeu de volta uma capa já pronta com a clássica imagem do relâmpago ao longe, no horizonte de uma estrada. A imagem icônica surgiu antes mesmo de Gaiman determinar exatamente qual história queria contar e qual tom daria à nova saga.

De certa forma, Deuses americanos pode ser visto como uma continuação do universo que Gaiman começou a explorar em Sandman, embora por outro ponto de vista. Com a série da DC Comics, o autor britânico escolheu um personagem de terceiro escalão da editora e foi em sua essência, descobrindo que o nome Sandman estava vinculado ao personagem do sonho em todas as mitologias. Criou um universo no qual sete irmãos — os Perpétuos — atravessam todas as narrativas da história humana. Eles são entidades que existem desde a aurora dos tempos — Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio (todos com D, em inglês) — e cuja interação afeta diretamente a vida dos seres humanos. Sandman era um enorme xadrez da eternidade, em que diferentes deuses e personagens fantásticos brincavam com a mortalidade humana.

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Deuses americanos nos faz ver esses universos mitológicos do ponto de vista mortal. O protagonista, Shadow, cruza os Estados Unidos de carro em busca de divindades de outras culturas que estiveram na base da formação do país, mas que aos poucos foram perdendo a importância, ao mesmo tempo em que viram o nascer de novos deuses, aqueles que batizam o livro. E, mesmo que tenha uma história fechada, o universo de Deuses americanos acabou por invadir e dar origem a outros livros de Neil Gaiman, que aos poucos vai desenhando seu próprio universo ficcional.

A adaptação do livro para a TV amplia ainda mais as fronteiras desse universo. A princípio produzida pela HBO, a série passou para o canal fechado Starz e conta com nomes como Bryan Fuller (da série Hannibal) e Michael Green (que fez Heroes e Kings e atualmente produz Gotham e escreve a continuação de Blade Runner), além do próprio Neil Gaiman, que acompanha de perto o projeto desde o início. Gaiman já admitiu ter participado do roteiro dos primeiros episódios da série, que teve seu primeiro teaser exibido — e recebido com aplausos — na Comic Con de San Diego deste ano, o principal evento de cultura pop do mundo.

Ao chegar à TV durante uma grande entressafra que coincide com a fase final do fenômeno de fantasia Game of Thrones, há uma grande chance de a série encontrar um público ávido por novas histórias que misturem mitologia e realidade. Em Deuses americanos, assim como em toda obra de Neil Gaiman, os fãs encontrarão um enorme manancial de contos, fábulas e épicos.

Mas ainda há muito pela frente. Outras obras fantásticas — como O senhor dos anéis, Harry Potter e o próprio Game of Thrones — só atingiram o auge da popularidade quando saíram do papel e chegaram às telas do cinema e da TV, sendo que apenas os autores dos dois últimos — J.K. Rowling e George R.R. Martin — puderam curtir o ápice de popularidade e alcance de suas criações, ajudando-as a crescer nesta transição. A nova edição de Deuses americanos e a iminente série são as primeiras provas de que esse universo pode — e deve — ser bem explorado nos próximos anos.

 

Alexandre Matias, 41 anos, é jornalista e cobre cultura e tecnologia há vinte anos, com base em seu site, Trabalho Sujo (www.trabalhosujo.com.br).

testePor que visitar Lugar Nenhum

Bem-vindo à Londres de Baixo!

Por Larissa Helena*

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Ilustração de Juliette Arda (Fonte)

Se você está morrendo de vontade de tirar férias e precisa de ideias para uma viagem fantástica, pode parar de procurar: seu próximo destino está aqui! Quer dizer, na livraria mais próxima.

O que dá para garantir: emoção, aventura e surpresas em todas as paradas.

O que não dá para garantir: sua segurança. Ou sua antiga vida de volta.

Acontece que Lugar Nenhum é uma daquelas jornadas sem retorno: depois de passar pelas portas secretas que levam à Londres de Baixo, de conhecer o Mercado Flutuante e descobrir o verdadeiro perigo que se esconde entre o trem e a plataforma do metrô, fica muito, muito difícil voltar à superfície como se nada tivesse acontecido. Mesmo que você se esforce bastante.

Veja o caso de Richard Mayhew. Ele tem um emprego. Um apartamento. Uma noiva. Talvez seja meio esquecido, mas sua vida parece perfeitamente nos eixos: ocasionais visitas indesejadas ao museu para acompanhar sua alma gêmea, cervejas para discutir assuntos burocráticos com os colegas de trabalho… Tudo bem, talvez ele também tenha um coração mole. Mole demais para morar numa capital em que há pedintes em cada esquina, e “se você dá atenção, eles se aproveitam”, como bem lhe lembra a noiva. Mas ele não consegue fazer como todo mundo e simplesmente fingir que não os vê.

Tudo isso é razoavelmente perdoável, até o dia em que uma menina ensanguentada brota de uma parede bem na frente dele, a minutos de um jantar crucial. O que Richard pode fazer senão ajudá-la, contra a vontade da noiva e o próprio bom senso? Para ele, é assim que tudo começa.

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Lugar Nenhum, aliás, também começou como uma espécie de rebeldia. Neil Gaiman era jornalista, já publicara algumas histórias em quadrinhos e começava a realizar seu sonho de escrever ficção para várias plataformas quando foi convidado pela BBC para desenvolver o roteiro para uma série para a TV. Só que muitas de suas ideias foram cortadas ou alteradas para caber no orçamento e no formato do programa e ele resolveu escrever este livro, “para manter a sanidade mental”.

O resultado foi uma espécie de “versão do diretor” (só que, no caso, do roteirista). Controle total: quando uma cena não entrava na série, ia parar no livro, e, ao longo de muitos anos, ele ainda pôde cortar e acrescentar informações, até culminar na edição definitiva, que chega pela primeira vez às prateleiras brasileiras — com direito a uma introdução do autor, um prólogo original e um conto inédito. Além disso, parte do motivo para Neil Gaiman gostar bem mais desta versão é que o texto funciona tanto para os que estão familiarizados com o mapa do metrô de Londres quanto para quem não sabe nada sobre a capital.

Eu era justamente do grupo dos novatos quando tudo começou para mim. Uma adolescente fascinada pela Inglaterra, e também obcecada por ordens cronológicas, por isso Lugar Nenhum foi o primeiro livro do Neil Gaiman que li. Eu esperava embarcar num livro, e acabei numa viagem a Londres. Mas não era bem a Londres que eu sonhava conhecer; aquela era excêntrica, sombria e convidativa, e ao mesmo tempo perigosa e fascinante como uma besta.

Tudo começa com portas.

Tudo começa com portas. (Fonte: BBC)

E ficou retida no meu imaginário de um jeito tão vívido que mais tarde, quando fui de fato a Londres (à de cima, afinal, vocês ainda conseguem ler o que eu escrevo… né?), encarava as estações me perguntando o que haveria ali embaixo, por trás e ao redor, invisível sob o nevoeiro da cidade.

Foi quando entendi a dimensão do que o Gaiman tinha feito. Andando por Londres, é difícil não misturar ficção e realidade, caminhar sem evocar fantasmas de Sherlock Holmes, da Alice ou do Doctor Who pairando sobre a paisagem. Em seu primeiro romance, ele chegou já com o pé na porta, inscrevendo seu nome no rol dos notáveis que adicionaram mais uma camada de significado inteirinha, original e fresca (modo de falar, porque a Londres de Baixo é bolorenta e tem cheiro de esgoto) a uma cidade que já parecia saturada de referências. Gaiman provou que sempre há espaço para mais.

Além de tudo isso, Lugar Nenhum é uma épica fantasia urbana com pitadas de contos de fadas, surpreendentemente adulta e ao mesmo tempo capaz de evocar o sentimento de fascinação infantil de quando fomos apresentados pela primeira vez a histórias fantásticas. Guiados pela história de Richard, conseguimos vislumbres pontuais de um universo de infinitas possibilidades, que se expande para muito além dos limites do livro, na tradição dos clássicos como os de Lewis Carroll ou C. S. Lewis.

No que diz respeito à obra de Gaiman, Lugar Nenhum serve ao mesmo tempo como introdução e relicário. Para quem não conhece outros livros dele, é a oportunidade para desvendar a especialidade do autor: construir um mundo extraordinário curiosamente coerente e sinistramente próximo do nosso, reconhecível através de indícios e que deixa uma impressão clara e duradoura na mente do leitor. Para os que já são fãs do autor, a experiência é gratificante por outros motivos: vasculhando bem, dá para encontrar referências claras a Will Eisner, um humor com gostinho de Douglas Adams e uma infinidade de temas que voltam a aparecer nas histórias de Shadow ou dos Perpétuos, para citar alguns exemplos.

Para mim, quando a Londres de Baixo entrou em cena de novo, muitos anos depois que tudo começou, fiquei tão fascinada quanto da primeira vez. E novamente, na vida real como na história de Richard, foi a cidade de cima que ficou invisível para mim: enquanto eu lia, percorrendo nas páginas os caminhos subterrâneos de Londres, passei reto várias vezes da estação de metrô em que precisava saltar.

>> Leia um trecho de Lugar Nenhum

 

*Larissa Helena teve certeza de que queria trabalhar com literatura há dez anos, quando começou sua pesquisa acadêmica sobre Neil Gaiman. Hoje ela é editora, e já teve o prazer de negociar e editar livros do autor. Também é tradutora e pesquisadora especializada em literatura fantástica ou voltada para o público jovem adulto.

testeAs perturbações de Neil Gaiman compiladas em Alerta de Risco

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Neil Gaiman já explorou lendas africanas, contos de fadas, memórias de infância e até mesmo os subterrâneos secretos da Inglaterra. Mas é nos contos que o autor esmiúça sua faceta mais perturbadora.

Em Alerta de risco, nova coletânea de contos do autor, o leitor vai mergulhar em histórias hipnotizantes, capazes de despertar surpresa e assombro, como o conto “Cão negro”, que revisita o mundo de Deuses americanos ao narrar um episódio que envolve Shadow Moon em um bar durante seu retorno aos Estados Unidos.

Alerta de risco chega às livrarias a partir de 22 de agosto. Leia um trecho abaixo, ou clicando no link.

“Introdução

1. Pequenos gatilhos

Certas coisas nos incomodam. Mas não é bem a essas que vou me referir aqui. Na verdade, tenho em mente aquelas imagens, palavras ou ideias que se abrem como alçapões sob nossos pés, nos arrancando do nosso mundo calmo e confortável para nos lançar em um mundo sombrio e nada acolhedor. O coração dá um salto vertiginoso no peito, a respiração fica difícil. O sangue foge do rosto e das mãos, nos deixando pálidos e ofegantes, em choque.

E o que aprendemos sobre nós mesmos nesses momentos em que o gatilho é apertado é que o passado não morre. Certas coisas ficam à espreita, esperando pacientemente por nós, em passagens sombrias da nossa vida. Acreditamos que ficaram para trás, que as ultrapassamos, que lá vão ressecar e encolher e serão levadas pelo vento — mas estamos enganados. Elas permaneceram lá na escuridão, à espera, se exercitando, praticando seus golpes mais potentes, o soco impetuoso, duro e insensível no estômago, só aguardando o momento em que voltaríamos por aquele caminho.

Os monstros que habitam nossos armários e nossa cabeça jamais deixam a escuridão, como o mofo que cresce sob a tábua corrida e atrás do papel de parede. E há tanta escuridão… remessas incessantes de escuridão. O universo e seu vasto estoque de sombras.

Do que precisamos ser alertados? Todos temos nossos pequenos gatilhos. A primeira vez que vi a expressão “alerta de risco” foi na internet [derivada do inglês trigger warning], onde é usada geralmente quando há links para imagens ou ideias que podem ser perturbadoras e desencadear lembranças traumáticas, ansiedade ou pânico. A intenção é que as pessoas identifiquem essas imagens e ideias em meio a outros conteúdos e possam evitá-las ou se preparar mentalmente para se deparar com tais gatilhos.

Fiquei fascinado quando soube que os alertas de risco tinham cruzado a fronteira que separa a internet do mundo tangível. Muitas universidades estavam considerando incluir alertas de risco em livros, obras de arte e filmes, para precaver os estudantes contra o que os esperava. A ideia me pareceu ao mesmo tempo atraente (é claro que desejamos informar pessoas suscetíveis de que algo pode vir a perturbá-las) e preocupante: Sandman foi publicado originalmente como um quadrinho mensal, que sempre trazia um aviso ao mundo dizendo que era conteúdo adulto, e isso me parecia adequado. Era um recado para os leitores em potencial, informando que aquilo não se tratava de um quadrinho infantil e que continha imagens ou ideias possivelmente perturbadoras e sugerindo que o leitor adulto (seja lá quem se encaixe nessa categoria) lidaria sozinho com as consequências. Quanto ao que haveria ali de perturbador, chocante ou capaz de suscitar pensamentos incomuns, eu achava que avaliar isso era responsabilidade do leitor. Se somos adultos, cabe a nós decidir o que queremos ler ou não.

Na minha opinião, o que escolhemos ler quando adultos deveria vir sem nenhum alerta, ou, no máximo, um “prossiga por sua própria conta e risco”. Precisamos descobrir o que é a ficção, encontrar o significado de uma experiência que será diferente da experiência de qualquer outra pessoa.

Construímos as histórias na nossa mente. Pegamos palavras e lhes conferimos poder, e nos colocamos atrás de outros olhos, enxergando e vivenciando o que os outros veem. Eu me pergunto: A ficção é um lugar seguro? E, em seguida: Deveria ser? Quando criança, li algumas histórias que, depois de terminar, lamentei tê-las encontrado, pois não estava pronto e elas me deixaram transtornado: histórias que continham desamparo extremo, ou que mostravam pessoas sendo constrangidas ou mutiladas, em que adultos eram retratados como vulneráveis e os pais em nada podiam ajudar. Essas histórias me perturbaram e assombraram meus sonhos — os noturnos e os diurnos —, provocando em mim preocupação e incômodo em níveis profundos, mas também me ensinaram que, ao ler ficção, eu só descobriria os limites da minha zona de conforto se saísse dela. Hoje, já adulto, eu não optaria por não as ter lido, nem se pudesse.

Ainda há coisas que me perturbam profundamente quando encontro essas histórias, seja na internet, no texto ou no mundo. Nunca se tornam mais fáceis, nunca deixam de fazer meu coração bater mais forte, nunca me permitem escapar ileso. No entanto, elas me ensinam, abrem meus olhos e, se me machucam, o fazem de maneira que me leva a pensar, crescer e mudar.

Ao ler a respeito daqueles debates universitários, me perguntei se um dia minhas obras de ficção viriam acompanhadas de um alerta de risco. Será que haveria justificativa para tanto? Então, decidi colocá-lo antes que alguém o fizesse.

Este livro, assim como a vida, contém elementos capazes de perturbá-lo. Aqui você vai encontrar morte e dor, lágrimas e desconforto, violência de todos os tipos, crueldade e até abuso. Há também gentileza de vez em quando, espero. Até um punhado de finais felizes. (Afinal, poucas histórias terminam mal para todos os participantes.) E mais: conheço uma mulher chamada Rocky que tem forte sensibilidade a tentáculos e realmente precisa de alertas para coisas que contenham tentáculos, especialmente tentáculos com ventosas, e que, se encontrar um pedaço inesperado de lula ou polvo, vai se esconder atrás do sofá mais próximo, tremendo. Há um tentáculo imenso em algum lugar nestas páginas.

Muitas das histórias terminam mal para pelo menos um dos envolvidos. Considere-se alertado.

 

2. Procedimentos de segurança para o voo

Às vezes, imensas verdades são proferidas em contextos inusitados. Eu viajo demais de avião — uma ideia e uma frase que eu seria incapaz de compreender na juventude, quando cada voo era um evento empolgante e milagroso, quando eu olhava pela janela e imaginava que as nuvens eram uma cidade ou um mundo, algum lugar onde eu pudesse caminhar tranquilamente. Mas mesmo hoje, no início de cada voo, me vejo meditando e ponderando sobre os conselhos oferecidos pela tripulação como se fossem um koan, uma pequena parábola ou o ápice de toda a sabedoria humana.

Os comissários de bordo dizem:

Coloque sua máscara antes de ajudar os outros.

E penso em nós, todo mundo, e nas máscaras que usamos, as máscaras atrás das quais nos escondemos e aquelas que revelamos. Imagino as pessoas fingindo ser o que não são e descobrindo que os outros são muito mais e muito menos do que o papel que representam e do que a imaginação permite conceber. Então penso na necessidade de ajudar os outros, em como nos mascaramos para fazer isso e em como nos tornamos vulneráveis se tirarmos a máscara…

Estamos todos usando máscaras. É isso que nos torna interessantes.

Estas histórias tratam dessas máscaras e dos indivíduos que vivem sob elas.

Nós, escritores, que vivemos da ficção, somos um continuum daquilo que vimos e ouvimos e, ainda mais importante, de tudo o que lemos.

Tenho amigos que esbravejam, rosnam e explodem de frustração porque as pessoas não conhecem as referências, não sabem o que está sendo indicado, esqueceram autores, histórias e mundos. Tendo a observar isso de uma perspectiva diferente: também já fui uma folha em branco, esperando pela escrita. Foram as histórias que me ensinaram sobre as coisas e pessoas, e foram as histórias que me apresentaram outros autores.

Muitos dos contos deste livro — talvez a maioria — fazem parte desse mesmo continuum. Existem porque outros autores, outras vozes, outras mentes existiram. Espero que você não se importe se, nesta introdução, eu aproveitar a oportunidade para indicar alguns dos autores e lugares sem os quais estas histórias talvez jamais vissem a luz do dia.

 

testeA Londres secreta de Neil Gaiman

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Fãs de Neil Gaiman já têm motivo para celebrar: Lugar Nenhum, romance de estreia do autor, chega às livrarias a partir de 17 de junho. A nova edição contém uma introdução de Gaiman, uma cena cortada e um conto exclusivo.

Originalmente concebido como uma série para a TV britânica, o livro apresenta um mundo fantástico, localizado abaixo da capital da Inglaterra. Conhecida como Londres de Baixo, a cidade secreta é habitada por personagens inusitados e cenários fantásticos, características marcantes do autor.

Em Lugar Nenhum, acompanhamos Richard Mayhew e sua vida completamente sem emoção: ele tem um apartamento comum, um emprego decente e uma noiva igualmente normal. Essa normalidade acaba a partir do momento em que ele ajuda uma jovem que encontra ferida na calçada. De um dia para o outro, Richard se torna invisível na cidade que conhece. Sem casa, sem emprego e sozinho, ele vai atrás da jovem para a cidade subterrânea, para tentar recuperar sua antiga vida.

testeIntrínseca na Comic Con Experience [atualizado]

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Pela primeira vez participaremos da Comic Con Experience, grande celebração do universo geek e da cultura pop que acontece de 3 a 6 de dezembro no São Paulo Expo, (antigo Expo Imigrantes). #VaiSerÉpico

Além do estande e da programação para nerd nenhum colocar defeito, levaremos para o evento o lançamento S., quebra-cabeça literário de J. J. Abrams, e outros títulos imperdíveis como Autoridade, segundo livro da Trilogia Comando Sul, de Jeff VanderMeer; A guerra dos consoles, de Blake J. Harris; Os filhos de Anansi e João & Maria, de Neil Gaiman; Magnus Chase e os deuses de Asgard, de Rick Riordan, e muitos outros.

Confira nossa programação e prepare o seu cosplay!

 

Sexta-feira, dia 04/12, especial para os fãs de Rick Riordan:

Os três melhores cosplays dos personagens do autor ganharão kits inesquecíveis!

Para participar, basta ir até o estande da Intrínseca, tirar uma foto caracterizado e postar no Instagram com a tag #SemideusesNaCCXP até as 18h. Prêmios:

1º lugar — Série Os heróis do Olimpo + série As crônicas dos Kane + A espada do verão + botton + marcadores + camiseta
2º lugar — Série Os heróis do Olimpo + A espada do verão + botton + marcadores + camiseta
3º lugarA espada do verão + botton + marcadores + camiseta

Sábado, dia 05/12, especial para os fãs de games:

Os 5 primeiros cosplayers dos personagens de jogos famosos da Sega e da Nintendo que forem ao nosso estande no sábado ganham um exemplar do livro A guerra dos consoles, de Blake J. Harris.

Durante todos os dias da CCXP:

Todos os cosplayers (de qualquer personagem) que tirarem uma foto no estande da Intrínseca e postarem no Instagram com a tag #IntrínsecaNaCCXP concorrem a 5 kits com 3 livros à escolha da nossa lista de obras geeks (com exceção de S.).

As fotos devem ser postadas até domingo, às 23h59. O resultado do sorteio será divulgado na segunda-feira, 07/12, às 17h.

Promoções especiais do estande

Os semideuses que comprarem A espada do verão, novo livro de Rick Riordan, ganharão uma camiseta exclusiva do Hotel Valhala (válida para todos os dias da feira enquanto durar o estoque).

Na compra de S., quebra-cabeça literário de J.J. Abrams, ganhe um cubo mágico exclusivo do livro (válida para todos os dias da feira enquanto durar o estoque).

Os leitores que levarem Caçadores de trolls para casa, de Guillermo del Toro, receberão um botton exclusivo (válida para todos os dias da feira enquanto durar o estoque).

 

Visite a Intrínseca na CCXP 2015

Nosso estande ficará na Rua F.
A CCXP acontece na Rod. dos Imigrantes, Km 1,5 – Água Funda, São Paulo.

Horários:
Quinta-feira, 03/12/2015 – 12h às 22h
Sexta-feira, 04/12/2015 – 10h às 22h
Sábado, 05/12/2015 – 10h às 22h
Domingo, 06/12/2015 – 10h às 20h

 

Sobre a CCXP – Comic Con Experience

A CCXP – Comic Con Experience acontece no Brasil nos moldes das comic cons realizadas em diversas partes do mundo, que reúne fãs e profissionais de quadrinhos, cinema, TV, games, anime, RPG, memorabilia, ficção científica e colecionáveis para conhecerem as últimas novidades dessas áreas em uma grande celebração do universo geek e da cultura pop. O evento é organizado pelo Omelete, Chiaroscuro Studios e Piziitoys. Em 2014, a CCXP reuniu 97 mil pessoas e as principais empresas e artistas do mercado, tornando-se o maior evento do gênero na América Latina. Em 2015, acontecerá de 3 a 6 de dezembro no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. Os ingressos de sábado, domingo e os pacotes de ingressos para 4 dias já estão esgotados, mas ainda é possível adquirir ingressos para quinta, sexta e, em quantidades limitadas, pacotes de ingressos Full Experience, que inclui a entrada para sábado e domingo. Para saber mais, acesse: www.ccxp.com.br

testeQual livro combina com o seu amor?

 

lista_dia_dos_namorados

Assim como na literatura, tudo pode acontecer em uma história de amor. Suspense, comédia, drama, intrigas e reconciliações. Para celebrar o Dia dos Namorados, listamos 15 livros para todos os gostos e queremos saber: que tipo de história combina mais com o seu par?

 

Toda luz que não podemos ver, de Anthony DoerrMarie-Laure, cega aos seis anos, vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural. Na Alemanha, o curioso órfão Werner se encanta pelo rádio. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Toda luz que não podemos ver, premiado com o Pulitzer de Ficção de 2015, narra um tocante romance sobre o que há além do mundo visível. [Confira no Skoob]

link-externoConheça Anthony Doerr

 

Um mais um, de Jojo Moyes — O novo livro da autora de Como eu era antes de você conta a história de Jess, uma mãe solteira e falida que precisa levar a filha Tanzie para a Olimpíada de Matemática na Escócia. Ed Nicholls é um geek milionário e estranho que oferece uma carona até a cidade onde acontecerá a disputa. A engraçada viagem até o destino provará que os opostos se atraem e que é possível encontrar o amor nos lugares mais improváveis. [Confira no Skoob]

 

Lugares escuros, de Gillian Flynn Aos sete anos, Libby Day sobreviveu ao terrível assassinato de sua família e testemunhou contra o irmão, que acabou condenado à prisão perpétua. Vinte e quatro anos depois, a ambígua personagem de Gillian Flynn, autora de Garota exemplar, é procurada por um grupo de pessoas obcecadas pelo crime e começa a investigar o passado. [Confira no Skoob]
link-externoGillian Flynn em defesa das vilãs

 

O capital no século XXI, de Thomas Piketty Nenhum livro sobre economia publicado nos últimos anos provocou o furor causado por esse estudo do francês Thomas Piketty sobre a concentração de riqueza e a evolução da desigualdade. [Confira no Skoob]

 

A arte de pedir, de Amanda Palmer Mobilizadora de multidões on-line, Amanda Palmer é o retrato perfeito da boa conexão entre o artista e seu público. No livro, a cantora, compositora, ícone indie e feminista mostra que pedir é digno e necessário. Longe de ser um manual, o livro é uma provocação que incita o leitor a superar seus medos e reconhecer o valor de precisar e pedir ajuda. [Confira no Skoob]
link-externoA arte de ser Amanda Palmer

 

Cidades de papel, de John Green Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que, certo dia, ela invade o quarto dele pela janela, convocando-o a fazer parte de um plano de vingança. E ele, é claro, aceita. [Confira no Skoob]
link-externoO capitão John Green

 

Nós, de David Nicholls Douglas é um bioquímico de 54 anos, casado com Connie e pai de Albie, um jovem que acabou de entrar para a faculdade. Certa noite, ele é acordado pela esposa, que decide pedir o divórcio. Porém, eles estão prestes a embarcar em uma viagem em família pela Europa. Do mesmo autor de Um diaNós traz uma irresistível reflexão sobre relacionamentos. [Confira no Skoob]
link-externoDia de fã: um encontro com David Nicholls

 

A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan Da São Francisco dos anos 1970 à Nova York de um futuro próximo, Jennifer Egan tece uma narrativa caleidoscópica, que alterna vozes e perspectivas, cenários e personagens para contar como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida. Recebeu o Pulitzer e o National Book Critics Circle Award de 2011. [Confira no Skoob]
link-externoA metáfora de Jennifer Egan ou “tudo começou aqui”

 

Para todos os garotos que já amei, de Jenny Han — Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. São confissões sinceras, sem joguinhos ou fingimentos. Até que, um dia, são misteriosamente enviadas aos destinatários e, de repente, a vida amorosa de Lara Jean se transforma. [Confira no Skoob]

 

Os filhos de Anansi, de Neil Gaiman Embrenhando-se no território da mitologia africana, a narrativa de Neil Gaiman leva o leitor a mergulhar nessa história fantástica e bem-humorada sobre relações familiares, profecias terríveis e divindades vingativas. Nova edição do clássico do autor com conteúdo extra e orelha assinada por Fábio Moon. [Confira no Skoob]
link-externoSobre ter pais constrangedores e se identificar com Neil

 

Salinger, de David Shields e Shane Salerno — A biografia de Salinger foi produzida ao longo de nove anos por David Shields e Shane Salerno, que colheram relatos de mais de 200 pessoas. A personalidade multifacetada do autor do clássico O apanhador no campo de centeio é relatada nas vozes de amigos, colegas do exército, parentes, editores, críticos literários etc. [Confira no Skoob]

 

Navegue a lágrima, de Leticia Wierzchowski Uma casa de praia, num idílico balneário no Uruguai, é o cenário de duas histórias de amor e perdas, separadas no tempo. Ao entrelaçar as lembranças da editora Heloísa à trajetória dos antigos moradores da casa, Leticia Wierzchowski expõe o inexorável desgaste realizado pela passagem do tempo até nas relações mais sólidas. [Confira no Skoob]
link-externoLeia as colunas de Leticia Wierzchowski

 

O árabe do futuro, de Riad Sattouf Filho de mãe francesa, nascida na Bretanha, e de pai sírio, de uma aldeia próxima a Homs, o premiado quadrinista Riad Sattouf retrata, de forma bem-humorada, o choque cultural experimentado por uma criança criada na França socialista de Mitterrand ao vivenciar os regimes autoritários da Síria de Hafez al-Assad e da Líbia de Kadafi. [Confira no Skoob]
link-externoRevivendo o passado através de O árabe do futuro

 

Caixa de pássaros, de Josh Malerman Há algo que não pode ser visto. Algo que enlouquece as pessoas e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio. Basta uma olhada para fora e a vida corre risco. A população foi aconselhada a trancar as portas e as janelas e a andar vendada. Com uma narrativa cheia de suspense e terror psicológico, Caixa de pássaros conta a história assustadora de um surto inexplicável em Michigan. [Confira no Skoob]
link-externoPássaros no escuro

 

A última dança de Chaplin, de Fabio Stassi — Na noite de Natal de 1971, Charlie Chaplin recebe a visita da Morte. O famoso ator está com oitenta e dois anos, mas ainda não se sente preparado para ver as cortinas se fecharem uma última vez. Desesperado por acompanhar o crescimento do filho mais novo, o ator propõe à Morte um acordo: se conseguir fazê-la rir, ganhará mais um ano de vida. [Confira no Skoob]
link-externoComo Chaplin enganou a morte