teste4 coisas que aprendemos com mulheres empoderadas

Cada vez mais mulheres se empoderam e, ao se empoderarem, tornam-se uma espécie de farol para muitas outras. No Dia Internacional da Mulher, separamos algumas coisas que aprendemos com esses grandes exemplos.

1.Acredite na sua capacidade

Reese Witherspoon se cansou dos papéis femininos rasos, que retratavam mulheres dependentes de homens para qualquer situação de crise, e fundou a própria produtora para realizar filmes e séries escritos por mulheres sobre mulheres fortes e complexas. Foi assim que a atriz produziu o filme Garota Exemplar e a série Big Little Lies, ambos altamente premiados. 

2.Esse é o nosso momento

No Globo de Ouro desse ano, Oprah Winfrey falou sobre como se inspirou em homens e mulheres que não baixaram a cabeça e lutaram para ter sua voz ouvida. Mulheres que suportaram anos de opressão e se arriscaram para compartilhar sua história, mesmo que não percebessem de imediato a influência direta de suas ações. Podemos observar o impacto agora, com o surgimento de movimentos dentro da indústria do entretenimento contra os abusos e a desigualdade salarial. Esse é o nosso momento.  

3.Você não precisa seguir um padrão para ser “aceita”

Vivemos em uma sociedade cheia de pressões estéticas e padrões inalcançáveis. Travamos uma batalha contra nossos próprios corpos todos os dias. Apesar da promessa de que tudo será perfeito quando atingirmos esse padrão, sabemos que não é verdade. Devemos nos lembrar que o que importa é ser feliz.

4. Precisamos nos ajudar

Em seu discurso para o TEDx São Paulo, Taís Araújo lembrou como mulheres são silenciadas e desqualificadas o tempo inteiro, principalmente mulheres negras. Se quisermos viver em uma sociedade mais justa, precisamos nos ajudar. As pequenas ações são valiosas e capazes de mudar o mundo.

testeProtestos contra assédio sexual marcam cerimônia do Globo de Ouro

Big Little Lies foi eleita a melhor série limitada ou filme para a TV

Em uma noite totalmente diferente da dos anos anteriores, a 75ª cerimônia do Globo de Ouro, em Los Angeles, foi marcada por protestos e discursos contra o assédio sexual e o machismo. Com as atrizes vestidas de preto em solidariedade às vítimas de abuso, a premiação teve um viés mais político e reforçou a nova fase da indústria do cinema.

O tradicional tapete vermelho, onde as estrelas apresentam os looks criados por estilistas famosos, foi também um espaço para falar sobre os direitos das mulheres, reforçar as denúncias sofridas e apoiar movimentos como “Time’s up” (O tempo acabou, em tradução livre) e #Metoo (Eu também).

Um dos momentos mais importantes da noite foi o discurso de Oprah Winfrey, apresentadora, atriz, produtora e empresária, ao ser homenageada pelo conjunto de sua obra com o Prêmio Cecil B. DeMille. No palco, Oprah falou sobre sua história, racismo, empoderamento e não se esqueceu de ressaltar que era a primeira mulher negra a ganhar esse reconhecimento.

 

Outras mulheres aproveitaram o tempo dedicado aos agradecimentos para homenagear as colegas. Nicole Kidman, que levou o prêmio de melhor atriz em minissérie ou filme para TV pelo seu papel em Big Little lies, agradeceu a Reese Witherspoon e Shailene Woodley, e a Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem à série. Em Big Little Lies, Nicole interpreta Celeste, uma mulher que tem uma vida aparentemente perfeita, mas sofre violência doméstica.

Em uma das mais belas e sensíveis atuações de sua carreira, Nicole conseguiu levantar com a personagem debates como maternidade, relacionamento abusivo e violência sexual, temas abordados pelos livros de Liane Moriarty.

 

Outro atores de Big Little Lies também receberam prêmios nas categorias de melhor ator coadjuvante, para Alexander Skarsgård, e melhor atriz coadjuvante, para Laura Dern. 

 

Guillermo del Toro também foi destaque na premiação vencendo como melhor diretor pelo filme A forma da água. Mexicano e responsável por longas como Hellboy e O Labirinto do Fauno, ele falou sobre sua carreira em Hollywood e sobre representatividade e latinos na indústria.

A forma da água, inspirado na obra homônima que chega às livrarias em fevereiro, também ganhou na categoria de melhor trilha sonora.

The Shape of Water

Confira a lista com todos os premiados da noite:

Melhor Filme – Drama:

“Três anúncios para um crime”

Melhor Filme – Comédia ou musical:

“Lady Bird: É hora de voar”

Melhor diretor:

Guillermo del Toro (“A forma da água”)

Melhor ator de filme – Drama:

Gary Oldman (“O destino de uma nação”)

Melhor atriz de filme – Drama:

Frances McDormand (“Três anúncios para um crime”)

Melhor ator de filme – Comédia ou Musical:

James Franco (“Artista do desastre”)

Melhor atriz de filme – Comédia ou Musical:

Saoirse Ronan (“Lady Bird: É hora de voar”)

Melhor atriz coadjuvante de filme:

Allison Janney (“Eu, Tonya”)

Melhor ator coadjuvante de filme:

Sam Rockwell (“Três anúncios para um crime”)

Melhor roteiro de filme:

Martin McDonagh (“Três anúncios para um crime”)

Melhor animação:

“Viva: A vida é uma festa”

Melhor filme em língua estrangeira:

“Em pedaços”

Melhor trilha sonora para filme:

Alexandre Desplat (“A forma da água”)

Melhor canção original para filme:

“This is me”, de “O rei do show”

Melhor série – Drama:

“The Handmaid’s Tale”

Melhor série – Musical ou Comédia:

“The Marvelous Mrs. Maisel”

Melhor série limitada ou filme para a TV:

“Big Little Lies”

Melhor ator de série – Drama:

Sterling K. Brown (“This is us”)

Melhor atriz de série – Drama:|

Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)

Melhor ator de série – Musical ou Comédia:

Aziz Ansari (“Master of None”)

Melhor atriz de série – Musical ou Comédia:

Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”)

Melhor atriz de minissérie ou filme feito para TV:

Nicole Kidman (“Big Little Lies”)

Melhor ator de série limitada ou filme feito para TV:

Ewan McGregor (“Fargo”)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:

Laura Dern (“Big Little Lies”)

Melhor ator coadjuvante para série, minissérie ou filme feito para TV:

Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”)

testeRuby, o romance que conquistou Oprah Winfrey, conta a luta de uma mulher para sobreviver à violência

“Não é uma história apenas sobre abuso. É sobre sobrevivência”. Assim Cynthia Bond define Ruby, seu romance de estreia. A obra apresenta a vida de uma jovem garota que, depois de passar por sofrimentos inimagináveis durante a infância, decide fugir de sua cidadezinha no sul dos Estados Unidos para recomeçar a vida em Nova York nos anos 1950. Porém, um telegrama urgente a faz voltar para casa, forçando-a a reencontrar pessoas do passado e a reviver momentos perturbadores.

Com uma prosa refinada, Cynthia escreve sobre temas delicados como violência doméstica, abuso e racismo. Apesar de ser uma história de ficção, Ruby foi inspirado em fatos reais vividos pela família da própria autora. A tia de Cynthia foi assassinada no Texas por homens da Ku Klux Klan. A história ficou guardada por um bom tempo até parar no papel, anos depois.

Ruby conquistou elogios do público, da crítica e de personalidades como Oprah Winfrey, que selecionou a obra para o seu Clube de Leitura, e Uzo Aduba, atriz que interpreta a Crazy Eyes de Orange Is the New Black e se encantou com a história de uma mulher que tinha tudo para ser fraca, mas luta para sobreviver à violência e à loucura.

O romance virou best-seller do New York Times e foi finalista do Baileys Women’s Prize, prêmio que elege o melhor livro de ficção escrito por mulheres no Reino Unido. A obra chega às livrarias brasileiras a partir de 13 abril.

testeOprah entrevista Ayana Mathis

oprah

Considerado um dos melhores livros de 2013 pelo The New Tork Times, As doze tribos de Hattie é o emocionante relato da saga de uma família nos Estados Unidos marcados pela segregação racial. A obra foi selecionada pela apresentadora Oprah Winfrey para seu clube do livro, um grupo de discussão de literatura que une milhares de norte-americanos, seja pela televisão ou pelas redes sociais. Oprah deu a notícia da escolha para a autora, Ayana Mathis, por telefone e depois publicou a transcrição do telefonema em seu site. Em uma conversa bastante informal e animada, a apresentadora contou que a história de Hattie e seus descendentes a deixou muito emocionada e quis saber mais sobre a vida de Ayana e como foi o processo de escrita do livro. Traduzimos o bate-papo entre as duas:

 Ayana: Alô?

Oprah: Oi. Ayana?

Ayana: Sim, oi.

Oprah: Oi, aqui é Oprah Winfrey.

Ayana: Hã?

Oprah: É Oprah Winfrey. Estou ligando porque tenho novidades e eu mesma gostaria de dividi-las com você. Amei o seu livro, As doze tribos de Hattie, tanto que o estou escolhendo para o meu clube do livro.

 Ayana: Sério? É mesmo Oprah Winfrey? Não, não é. Isso é uma piada?

Oprah: Não, não é uma piada [risos]. Não é mesmo.

Ayana: Não acredito que meu livro chegou às suas mãos. E que você gostou dele.

 Oprah: Mais do que gostei. Acho que você nasceu para escrever. E agora que estou com você ao telefone, me conte como chegou a esse livro memorável.

 Ayana: Bem, escrevo desde criança, mas nem mesmo nos meus sonhos mais loucos imaginei que poderia sobreviver com isso. Na verdade, passei mais de uma década fazendo de tudo desde trabalhar como garçonete, com pessoas sem-teto até como apuradora de fatos para uma revista antes de ser aceita no Iowa Writer’s Workshop.

 Oprah: É um programa de muito prestígio. A ficha caiu quando você chegou lá?

Ayana: De jeito nenhum. Estava trabalhando em outro livro — que misturava memória e ficção — que era afetado, equivocado e ridículo. Levei-o para o workshop e todos discutiram, mas, ao final, Marilynne Robinson, minha primeira instrutora, disse: “É verdade que os personagens não estão suficientemente inseridos nas situações nas quais você os colocou.”

Oprah: Oh-oh. Isso não parece bom.

Ayana: E não era. Claro que fiquei completamente devastada, mas pensei: “Ok, vou escrever alguns contos de maneira diferente”, sem nunca imaginar que aquelas histórias seriam o início desse romance.

Oprah: Hattie tem 11 filhos e uma neta, Sala. Você já sabia quantas crianças seriam?

Ayana: Tinha a ideia de 12 tribos em mente, mas tive dificuldade em elaborar 12 histórias distintas que fossem significativas o bastante para preencher o romance.

 Oprah: Falando em 12 tribos, o título é uma referência às 12 tribos de Israel?

 Ayana: É, sim. A metáfora é sobre sair de uma prisão para a liberdade, o que tem a ver com a ideia da Grande Migração *.

Oprah: A Grande Migração é quase um outro personagem em seu livro. Você leu The Warmth of Other Sons de Isabel Wilkerson? [livro não publicado no Brasil]

 Ayana: Sim, é incrível. Eu sabia que estava escrevendo sobre a Grande Migração, mas não entendia completamente até alguém me presentear com um exemplar desse livro.

 Oprah: Tenho que lhe contar, não me lembro de ler nada que me emocionasse dessa maneira, além do trabalho da Sra. [Toni] Morrison.

 Ayana: Tenho um altar para ela.

Oprah: Todas nós temos. Fui assombrada pelo livro. Assombrada, assombrada, assombrada. Quando você enviou o manuscrito, foi como se se despedisse dos seus personagens, como se os jogasse no mundo, para o norte, como se fosse a própria migração deles?

Ayana: Foi estranho. Quando enviei, estava vivendo um período de exaustão física e criativa, então não registrei por completo na minha mente. Acho que o sentimento de perda veio durante o período de edição, que só começou cinco meses depois que submeti o manuscrito final. Eu tinha um relacionamento tão diferente com os personagens naquele momento, que foi como um luto. Agora eles parecem próximos de mim novamente, não como se os tivesse inventado, mas como amigos íntimos.

 Oprah: Uau. Bem, você tem uma longa carreira pela frente. Acredito que qualquer um desses personagens poderia ganhar livros próprios. Sério, há muito mais que podemos considerar de cada um deles. Continuo pensando neles como pessoas de verdade. Fico me perguntando: Floyd saiu do armário? Será que um dia vai assumir que é gay? Não, a época não o deixaria fazer isso. O que vai acontecer com ele? Eu me senti assim com cada um dos personagens. Como se fossem pessoas reais. Foi uma honra falar com você, Ayana.

  *A Grande Migração foi um movimento no qual afro-americanos saíram do sul para o norte dos Estados Unidos, fugindo de leis que separavam negros dos brancos  na tentativa de melhorar de vida. A personagem Hattie se muda para a Filadélfia aos 15 anos depois que seu pai é assassinado na Geórgia.

testeOprah e as 12 tribos

 oprah e ayana

Bastou a leitura de apenas um capítulo de As doze tribos de Hattie, de Ayana Mathis, para que a apresentadora americana Oprah Winfrey o escolhesse para o seu clube do livro. Desde 1996, Oprah comanda o famoso grupo de discussão de literatura que une milhares de norte-americanos, seja pela televisão ou pelas redes sociais. Ser escolhido para o clube é um enorme prestígio para um escritor. O retorno do público é tamanho que o livro pode tornar-se um best-seller quase instantaneamente.

Em seu site, Oprah conta que o livro de Ayana Mathis a emocionou. A apresentadora narra que foi dormir após a leitura do segundo capítulo e acordou pensando que os personagens eram pessoas reais. Em conversa com a autora, afirmou que Ayana havia nascido para escrever.

No livro, em 1923, aos quinze anos, Hattie Shepherd deixa a Geórgia para se estabelecer na Filadélfia, na esperança de uma vida melhor. Mas se casa com um homem que só lhe traz desgosto, e observa indefesa seu casal de filhos gêmeos sucumbir a uma doença que poderia ter sido evitada com alguns níqueis. Hattie dá à luz outras nove crianças, que cria com coragem e fervor, mas sem a ternura pela qual anseiam. Em lugar disso, assume o compromisso de preparar os filhos para as calamitosas dificuldades que certamente enfrentarão vidas, e de ensiná-los a encarar um mundo que não os amará nem será gentil. A partir da perspectiva de cada um dos doze descendentes de Hattie, acompanhamos a história monumental de uma mãe e a trajetória de uma família.