testeO quinto risco, novo livro de Michael Lewis, chega às livrarias em fevereiro

A Intrínseca lança no próximo mês O quinto risco, novo livro do jornalista Michael Lewis que mostra um retrato sombrio do período de transição e dos primeiros meses do governo de Donald Trump.

Em sua nova obra, o autor de O projeto desfazer vai atrás de alguns ex-funcionários das agências federais dos Estados Unidos — habituados a lidar com mudanças de governo — a fim de saber quais os possíveis riscos que os apavoram. Sua surpresa foi perceber que uma das principais ameaças contra a nação americana estava na figura do próprio presidente.

Um livro que mostra a importância das equipes de transição durante mudanças de governo e revela o modo como as agências norte-americanas funcionam.

teste10 dicas de presente para o Dia dos Pais

Existe presente melhor que livro? Para ajudar os filhos indecisos, preparamos uma lista com dicas de obras para diversos estilos de pais. Tem opção para todos os gostos!

Para pais que gostam de história e de política:

Em nome dos pais — A obra de Matheus Leitão conta a história dos pais do autor, os jornalistas Marcelo Netto e Míriam Leitão, que foram presos e torturados durante a Ditadura. Resultado de incansáveis investigações, que começaram pela busca do delator e seguiram com a localização dos agentes que teriam participado das sessões de tortura de seus pais, o livro reconstitui com rigor eventos do início dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, apresenta a emocionante peregrinação do autor pelo Brasil atrás de respostas.

 

O árabe do futuro — Se seu pai se interessa por outras culturas, política e gosta de artes visuais, nossa dica é a premiada série autobiográfica em quadrinhos de Riad Sattouf.

 Filho de mãe francesa e pai sírio, Riad foi morar na Líbia ainda bem pequeno, e, depois, na Síria. Os primeiros três livros da série englobam os anos entre 1978 e 1987, período em que os dois países árabes passavam por regimes ditatoriais.

Para pais que gostam de fantasia:

Deuses americanos — A obra-prima de Neil Gaiman foi adaptada para a televisão em março e a série já é considerada uma das grandes revelações do ano!

O livro acompanha Shadow Moon, que passou quase três anos na cadeia ansiando por voltar para casa. Dias antes do fim da pena, ele fica sem rumo na vida ao descobrir que a esposa faleceu em um acidente.

Após o velório, ele conhece o sr. Wednesday — um homem com olhar enigmático e que está sempre com um sorriso insolente no rosto  —, que  lhe oferece um emprego. É na nova função que Shadow começa a desvendar a real identidade do chefe e a se dar conta de que os Estados Unidos, ao receberem pessoas de todos os cantos do mundo, também se tornaram a morada de deuses dos mais variados panteões.

 

Para pais que curtem economia:

A grande saída — Para os pais que gostam de entender a sociedade atual, nossa sugestão é o livro de Angus Deaton, vencedor do Prêmio Nobel de Economia e um dos maiores especialistas em estudos sobre bem-estar, desigualdade e desenvolvimento econômico.  

A obra analisa por que as desigualdades ainda são tão presentes no mundo e debate como é possível mudar esse cenário.

 

O projeto desfazer — Para os que se interessam por teorias e ideias revolucionárias, sugerimos o novo livro de Michael Lewis sobre a história da colaboração e amizade de Daniel Kahneman e Amos Tversky, dois psicólogos israelenses.

A dupla criou uma das mais importantes teorias psicológicas que mudou completamente áreas como medicina, direito, economia, entre outras.

 

Para pais empreendedores e moderninhos:

Sprint: O método usado no Google para testar e aplicar novas ideias em apenas cinco diasSe seu pai tem um projeto na cabeça, mas não sabe como tirá-lo do papel, temos o presente ideal para ajudá-lo. 

Sprint é uma metodologia de trabalho fácil de entender e aplicar, indicada para quem quer desenvolver ideias, novos produtos ou negócios.

 

 

As upstarts: Como a Uber, o Airbnb e as killer companies do novo Vale do Silício estão mudando o mundo Para os pais que gostam de tecnologia e costumam acompanhar as novidades desse mercado,  nossa sugestão é o novo livro de Brad Stone.

A obra traz a história da Uber e do Airbnb, duas empresas gigantes que se tornaram um fenômeno e mudaram o mundo em que vivemos em menos de dez anos. Com detalhes dos bastidores, perfil dos fundadores e uma análise profunda sobre o impacto dessas companhias, As upstarts é considerado um dos melhores livros do ano pela Amazon.

 

Para pais que gostam de thrillers e música:

Piano vermelho — Se seu pai gosta de histórias assustadoras e diferentes, ele precisa conhecer o novo livro de Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros.

Os Danes, uma banda de rock que fez muito sucesso em Detroit, são convidados por um misterioso funcionário do governo dos Estados Unidos para embarcar em uma viagem a um deserto na África. O objetivo? Descobrir a origem de um som com enorme poder de destruição!

Ninguém entende muito bem o que está acontecendo e os integrantes da banda estão dispostos a desvendar esse mistério. Só que eles não imaginam que estão prestes a entrar em uma jornada sinistra.

 

Para pais que gostam de livros sobre alimentação:

Cozinhar — A obra de Michael Pollan é perfeita para os pais que se interessam por alimentação, culinária, história e práticas antigas e modernas de cozinha.

O livro fala sobre a experiência fascinante de transformar os alimentos. A partir dos quatro elementos da natureza — fogo, água, ar e terra —, Michael Pollan mostra o calor ancestral do churrasco, o caldo aromático dos assados de panela, a leveza dos pães integrais e a magia da fermentação de um chucrute.

A obra foi adaptada para a Netflix no ano passado.

 

Para pais que gostam de obras literárias e de histórias no estilo Cidade de Deus:

Breve história de sete assassinatos — A partir da tentativa de assassinato a Bob Marley, ocorrida às vésperas das eleições jamaicanas em 1976, a obra explora o instável período histórico do país, quando disputas entre gangues viram uma escalada sem precedentes. O autor, Marlon James, apresenta uma sucessão de personagens — assassinos, traficantes, jornalistas e até mesmo fantasmas — que andaram pelas ruas de Kingston nos anos 1970, dominaram o submundo das drogas de Nova York na década de 1980 e ressurgiram em uma Jamaica radicalmente transformada nos anos 1990.

Vencedor do Man Booker Prize, Marlon James foi um dos grandes destaques da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) neste ano.

testeSete livros sobre diferentes tipos de amizade

Uma das coisas mais preciosas da vida é ter amigos. Seja para compartilhar os bons momentos, para chorar depois de um término, para unir forças, dividir segredos ou até criar teorias revolucionárias, a amizade merece ser celebrada!

Preparamos uma lista com sete livros que falam sobre diferentes tipos de amizade:

O segundo suspiro — O livro conta a emocionante e inusitada amizade entre dois homens com vidas totalmente diferentes.

Philippe, um executivo de sucesso e herdeiro de tradicionais famílias francesas, sofre um grave acidente e fica tetraplégico. Desanimado com a vida, ele busca um assistente para ajudá-lo e conhece Abdel depois de muitas entrevistas. Divertido, desinibido e com muito bom humor, Abdel transforma o difícil dia a dia de Philippe e constrói uma das mais lindas amizades.

A obra deu origem ao filme Intocáveis, com Omar Sy e François Cluzet.

 

Extraordinário — Não existe livro mais emocionante e que fale de amizade de uma forma tão delicada!

Com muitas frases inesquecíveis e personagens cativantes, Extraordinário lembra a importância de ser gentil, de enxergar além das aparências e de se colocar no lugar do outro.

A obra de R. J. Palacio foi adaptada para os cinemas e estreia no Brasil em 23 de novembro.

 

Pequenas grandes mentiras — A importância de ter mulheres unidas, amigas e que se ajudam!

No romance de Liane Moriarty, autora de O segredo do meu marido e Até que a culpa nos separe, conhecemos três mulheres diferentes que se tornam amigas porque os filhos estudam na mesma turma do jardim de infância. Apesar dos segredos que guardam, elas acabam construindo uma amizade capaz de suportar grandes revelações.

O livro virou uma minissérie da HBO, que está concorrendo ao Emmy em 16 categorias.  

 

O projeto desfazer É possível fazer amigos em ambientes improváveis, como o meio acadêmico, e desenvolver teorias revolucionárias!

Em seu novo livro, Michael Lewis mostra a parceria de Daniel Kahneman e Amos Tversky, psicólogos israelenses. Os dois têm perfis muito diferentes.  Kahneman é introvertido e inseguro, enquanto Amos Tversky é extrovertido e atlético, mas juntos eles foram capazes de criar uma das mais importantes teorias de economia comportamental, que mudou áreas como economia, direito, esporte e medicina.

 

Pax — Tem amizade mais sincera que a de um bichinho de estimação que cresceu com você?

Com importantes lições sobre amizade e crescimento, a autora Sara Pennypacker emociona o leitor desde a primeira página, contando ainda com lindas ilustrações de Jon Klassen.

Peter e sua raposa, Pax, são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o pai do menino vai servir na guerra e o obriga a devolver Pax à natureza. A separação vai fazer Peter repensar seus atos e sentimentos e tomar uma atitude corajosa mas muito arriscada.

Uma linda história sobre lealdade e amor!

 

Antes que eu vá — Às vezes é preciso mais de uma chance para descobrir o que realmente importa.

Samantha e suas amigas têm uma vida privilegiada. São populares no colégio, namoram os caras mais gatos e estão sempre nas melhores festas.  Mas essa vida perfeita chega ao fim numa sexta-feira, 12 de fevereiro: a data vai se repetir sete vezes, para Samantha entender o verdadeiro valor das coisas.

 

Cidades de papelJohn Green emociona mais uma vez ao contar uma história sobre amadurecimento e valorização da amizade.

Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que, certo dia, ela invade o quarto dele pela janela, convocando-o a fazer parte de um plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Porém, no dia seguinte, Margo desaparece, e resta a Quentin seguir as pistas para descobrir quem ela é de verdade. 

testeMichael Lewis, a não ficção que une Wall Street a Hollywood

Por Rennan Setti*

Ao longo de três décadas e 13 obras marcantes, Michael Lewis conquistou status de autor incontornável na não ficção americana. Isso graças a um talento raro para encontrar personagens, dramas e suspenses dignos de filmes em assuntos que, pela complexidade invulgar, a maioria dos autores desprezaria como complicados demais para contar com graça. O exemplo mais recente é O projeto desfazer, que Lewis acaba de lançar no Brasil. A obra reconstitui com estilo ao mesmo tempo rigoroso e comovente a colaboração entre os psicólogos israelenses Amos Tversky e Danny Kahneman, cujas ideias ganharam fama com o sucesso mundial de Rápido e devagar: duas formas de pensar

Os livros de Lewis têm o fôlego de roteiros instantâneos, e Hollywood já sabe disso. O primeiro filme veio em 2009, baseado em The Blind Side. Um sonho possível conta a história de um garoto negro, saído de um lar destruído que, graças ao apoio de uma família desconhecida, ascendeu ao apogeu do futebol americano. O filme proporcionou a Sandra Bullock um Oscar e a Lewis, a reputação de pé-quente nas telas. 

Mas, a despeito da narrativa cativante, Um sonho possível não era um clássico Lewis. O homem que mudou o jogo, de 2011, era. Inspirado em Moneyball e estrelado por Brad Pitt e Jonah Hill, o filme tinha os ingredientes mais preciosos ao autor: um assunto curioso e complicado e protagonistas que vão de encontro ao consenso. Lewis mostra como o time Oakland A’s formou um time matador de beisebol abdicando do instinto, que sempre dominou o esporte, em favor de um método heterodoxo: análise de dados. O filme foi indicado a seis Oscars.           

 Em 2015 viria a terceira transposição para o cinema da obra de Lewis. A grande aposta (baseado em A jogada do século) é uma espécie de cautionary tale das finanças, um testemunho sobre os malefícios de uma sociedade construída em torno da ganância, que recupera a trajetória de quatro sujeitos que ousaram se posicionar contra a euforia que transpirava no mercado às vésperas da crise hipotecária que provocaria o colapso de 2008. 

Aqui, Lewis está em seu terreno predileto: Wall Street. Nos anos 1980, egresso da prestigiosa London School of Economics (LSE), Lewis foi trabalhar como trader de títulos no mítico banco de investimentos Salomon Brothers. Mais do que dinheiro, a experiência proporcionou a ele um ponto privilegiado de observação dentro de uma indústria que mexia com o imaginário popular àquela época, como prova o sucesso de Wall Street, do cineasta Oliver Stone, e Fogueira das vaidades, de Tom Wolfe, ídolo máximo de Lewis. A partir do dia a dia no Salomon Brothers, o autor publicaria em 1989 O jogo da mentira, referência para quem quer mergulhar naquela exótica cultura de risco, cobiça e fortuna.

 Lewis retornaria ao universo financeiro em diversas ocasiões. Além de A jogada do século, outros títulos de destaque nessa seara são Bumerangue, uma autópsia das bolhas que o dinheiro barato alimentou pelo mundo nos anos 2000, e Panic, que reconstitui recentes episódios de pânico financeiro. Sua obra imediatamente anterior a Projeto desfazer foi Flash Boys: revolta em Wall Street. O tema principal é a ascensão de técnicas que permitem realizar milhares de transações na Bolsa na velocidade do milissegundo, a chamada alta frequência (HFT, na sigla em inglês). Poucos autores seriam capazes de transformar o HFT em algo palpitante. Mas Lewis conseguiu encontrar nesse terreno árido uma historia de contornos heroicos, onde um outsider se insurge contra o establishment de Wall Street e denuncia as trapaças por trás do novo modelo. 

 

 Um dos segredos para a eficácia do que Lewis escreve é o respeito a duas regras fundamentais do jornalismo, profissão que ele adotaria após a experiência no Salomon Brothers: clareza e, acima de tudo, gente.   

 “Como explicar CDS e CDO (dois complexos instrumentos financeiros) para minha mãe? Ela sempre foi meu parâmero: se minha mãe não pode entender o que eu estou dizendo, não tenho porque dizê-lo”, escreveu o autor na Vanity Fair, onde colabora com frequência. “Mas nunca é suficiente explicar coisas complicadas para o leitor. Primeiro, o leitor precisa querer saber sobre aquilo. Meu trabalho (em A jogada do século) era fazer com que ele quisesse muito saber sobre CDS e CDO. Os personagens maravilhosos que previram o colapso do sistema financeiro se tornaram a solução para esses dois problemas.”

*Rennan Setti é jornalista

testeNem tudo é o que parece ser

Por Flávio Izhaki*

Que tal tentar iniciar a conversa com um caso? Uma amiga telefona e conta que o bebê que está para nascer foi diagnosticado com síndrome de Down. Na mesma semana, enquanto você espera o Uber, o porteiro do seu prédio lhe mostra a foto do filho sorrindo e você percebe que ele também tem Down. De repente, você pode pensar que está todo mundo tendo filho com Down, então você também terá. Porém, como é uma doença genética e você não tem nenhuma ligação de sangue com aquelas duas pessoas (sua amiga e o porteiro), a chance de seu filho ter essa condição segue a mesma hoje do que era na semana anterior.

Um caso simples como esse poderia ter sido o início da observação que levou Daniel Kahneman e Amos Tversky a estudarem como a mente humana, supostamente racional, chega a conclusões que nem sempre são racionais. Segundo os estudos de Kahneman e Tversky, as pessoas muitas vezes apoiam suas decisões em uma narrativa quando seria natural supor que fariam isso amparados em dados e porcentagens.

Michael Lewis tem um jeito peculiar de escolher as histórias que vai contar. O leitor brasileiro que gostou de Moneyball (sobre as imperfeições no mercado de jogadores de beisebol) e Flash Boys (a revolução da velocidade no mercado de capitais), ambos publicados pela Intrínseca, pode pegar O projeto desfazer na livraria e perguntar sobre o que afinal se trata esse novo livro de título enigmático.

A teoria que intitula o livro fala de como, ao tentar refazer as situações que levaram a um fato, a nossa mente se engana ao pensar que uma situação específica pode ser mais impactante que outras, mesmo quando não é, e de como isso pode ser manipulado por uma narrativa. O título do livro não remete apenas à teoria, mas como de um encontro fortuito entre dois brilhantes cientistas nasceram teorias de economia comportamental e psicologia que impactariam o mundo em áreas tão díspares como medicina, política, economia, esporte e militar.

Desta vez a história quase veio até Lewis. Um artigo publicado depois de Moneyball falava sobre a teoria desses dois psicólogos israelenses e de como ela explicava o livro (apesar de Lewis não conhecê-la). Por coincidência, Danny Kahneman mora há alguns quilômetros da casa de Lewis, enquanto o filho de Tversky foi seu aluno na Universidade da Califórnia.

O que sustenta o arcabouço de O projeto desfazer, assim como nos livros anteriores de Lewis, é a magistral capacidade de dar empatia aos personagens transpostos da vida real. A nova obra fala das teorias desenvolvidas pelos cientistas, mas o que dá sabor ao livro é a estranha amizade entre dois gênios tão diferentes, o background de Israel dos anos 1960 e 1970 que estimulava novas descobertas, de preferência com implicações práticas, ou, nas palavras de Lewis em entrevistas, um pré Vale do Silício.

Danny Kahneman é um filho do Holocausto, introvertido, inseguro, casmurro, enquanto Amos Tversky é extrovertido, o centro das atenções de qualquer festa, atlético, paraquedista do Exército israelense. Intelectualmente, Danny sempre tinha a certeza de estar errado. Amos, a de estar certo.

Com a habilidade narrativa de Michael Lewis, mesmo num livro cuja a temática não é simples, a impressão que temos ao ler O projeto desfazer é de uma grande conversa de décadas entre melhores amigos, um bromance com risadas, tensão, discórdia, avanços, alegrias e decepções. Mas não foram amigos quaisquer, e sim cientistas inovadores que, de certa forma, mudaram o mundo.

Kahneman, um psicólogo, terminou recebendo o Prêmio Nobel de Economia, o que Tversky certamente teria alcançado também se não tivesse morrido prematuramente em 1996. Mas aqui cometo um erro bem típico e que os dois se regozijariam ao apontar: uma previsão é apenas um julgamento que envolve incertezas.

*Flávio Izhaki é autor de três romances. O mais recente, Tentativas de capturar o ar (Rocco), foi lançado em 2016.

testeLançamentos de maio

Confira as sinopses dos lançamentos do mês: 

A profecia das sombras, de Rick Riordan Não bastava ter perdido os poderes divinos e ter sido enviado para a Terra na forma de um adolescente espinhento, rechonchudo e desajeitado. Não bastava ter sido humilhado e ter virado servo de uma semideusa maltrapilha e desbocada. Nããão. Para voltar ao Olimpo, Apolo terá que passar por algumas provações. A primeira já foi: livrar o oráculo do Bosque de Dodona das garras de Nero, um dos membros do triunvirato do mal que planeja destruir todos os oráculos existentes para controlar o futuro.

Em sua mais nova missão, o ex-deus do Sol, da música, da poesia e da paquera precisa localizar e libertar o próximo oráculo da lista: uma caverna assustadora que pode ajudar Apolo a recuperar sua divindade — isso se não matá-lo ou deixá-lo completamente louco.

Agora e para sempre, Lara Jean, de Jenny Han Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e, em P.S.: Ainda amo você, Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na aguardada conclusão da série, Agora e para sempre, Lara Jean, a jovem vai ter que tomar as decisões mais difíceis de sua vida.

Em nome dos pais, de Matheus Leitão — Resultado de suas incansáveis investigações, que começam pela busca do delator e seguem com a localização dos agentes que teriam participado das sessões de tortura de seus pais. Passado e presente se entrelaçam nessa obra, que reconstitui com rigor eventos do início dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, apresenta a emocionante peregrinação do autor pelo Brasil atrás de respostas. Uma história sobre pais e filhos, sobre reconciliação e responsabilidade, sobre encontros impossíveis. É também uma história sobre um país que ainda reluta em acertar as contas com um passado obscuro. 

As coisas que perdemos no fogo, de Mariana Enriquez — Macabro, perturbador e emocionante, o livro reúne contos que usam o medo e o terror para explorar várias dimensões da vida contemporânea. Em um primeiro olhar, as doze narrativas do livro parecem surreais. No entanto, depois de poucas frases, mostram-se estranhamente familiares: é o cotidiano transformado em pesadelo. Uma das escritoras mais corajosas e surpreendentes do século XXI, Mariana Enriquez dá voz à geração nascida durante a ditadura militar na Argentina.

As garotas, de Emma Cline — Considerada pela Granta uma das melhores jovens autoras americanas da década, Emma Cline se inspirou no impacto causado pelos assassinatos cometidos pelo culto de Charles Manson, no fim da década de 1960, para escrever As garotas. O livro narra o processo de crescimento pessoal de um grupo de jovens — um retrato atemporal das turbulências, das vulnerabilidades e da força das mulheres em sua passagem à maturidade.

O caminho da porcelana, de Edmund de Waal — Do autor de A lebre com olhos de âmbar, uma jornada para entender a obsessão humana pela arte, pela riqueza, pelo talento e pelo poder. Através de um material tão precioso e inesperado quanto a porcelana, Edmund de Waal desenha um mapa do melhor e do pior da humanidade em diferentes séculos e continentes. Uma investigação que perpassa acontecimentos sombrios – como a produção de porcelana para os nazistas em um campo de concentração – e gloriosas – como a alquimia desastrada que reinventou a porcelana e deu origem à primeira fábrica do Ocidente.

O projeto desfazer, de Michael Lewis Em O projeto desfazer, o renomado autor de Moneyball e Flash boys conta a história da colaboração entre dois homens absolutamente diferentes, percorrendo a gênese da teoria que mais tarde, publicada em livro, se tornaria o best-seller Rápido e devagar: Duas formas de pensar. Daniel Kahneman e Amos Tversky escreveram uma série de estudos originais desfazendo todas as suposições da época sobre o processo humano de tomada de decisão. Os ensaios e artigos escritos por eles mostraram como nossa mente sistematicamente se engana quando obrigada a fazer escolhas em situações de incerteza.

Razões para continuar vivo, de Matt Haig  O mundo de Matt ruiu quando ele tinha pouco mais de 20 anos. Ele não conseguia achar uma maneira de continuar vivo. Essa é a história real de como Matt passou pela crise, triunfou sobre a doença que quase o destruiu e aprendeu a viver novamente. Uma análise comovente e delicada sobre como viver melhor, amar melhor e se sentir mais vivo, Razões para continuar vivo é mais do que um livro de memórias. É um livro sobre como aproveitar seu tempo no planeta Terra.

Deixei você ir, de Clare Mackintosh Partindo de vários pontos de vista, Clare Mackintosh faz em Deixei você ir um retrato preciso de uma grande investigação policial. Com habilidade singular, ela desenvolve personagens memoráveis e uma análise arrebatadora das excentricidades da vida no interior. Mas seu verdadeiro talento é a maneira como incorpora reviravoltas em uma trama cheia de mistérios. Mesclando suspense e thriller psicológico, Clare disseca a mente de seus personagens enquanto tece entre eles inesperadas conexões.