testeLivros para cada signo

 Criamos uma lista com os livros que mais combinam com as características de cada signo e que serão ótimas leituras para começar o semestre com os astros a seu favor.

 

ÁRIES

Arianos são conhecidos por sua impulsividade, por entrarem em brigas com uma facilidade de dar inveja e por serem muito competitivos. Se existe uma personagem ariana no mundo, com certeza é a Claudia, de Os Irmãos Tapper. No livro, ela e o irmão Reese declaram guerra um contra o outro e estão determinados a sair vitoriosos, custe o que custar. Porém, apesar dos estereótipos, arianos também são muito determinados, corajosos e confiantes. Essas características são fundamentais em momentos como o vivido pelo comandante Chesley Sullenberger, autor de Sully, que precisou contar com toda a intensidade ariana para tomar a melhor decisão em uma situação desafiadora.  

 

TOURO

Taurinos esperam ansiosamente que a Lei da Inércia entre na Constituição. Fãs de estabilidade, preferem relacionamentos duradouros e gostam de planejar os próximos passos da vida. Nossos tourinhos com certeza se identificarão com Nós, livro em que Douglas, casado há muitos anos, planeja uma viagem com a família antes de o filho ir para a faculdade. Contudo, impossível falar de Touro sem pensar em um banquete, então, como ninguém – especialmente os taurinos – resiste a uma boa comida, Pequena cozinha em Paris traz receitas incríveis que vão encher os olhos e o estômago dos amantes de uma boa refeição.

 

GÊMEOS

Geminianos são muito curiosos, sempre tentados a clicar em todos os links com o nome “curiosidade” na frente. Uma leitura excelente para os geminianos é Uma história do mundo, que revisita fatos e personalidades históricas, mostrando que a história pode ser ao mesmo tempo grandiosa e popular. Com 616 páginas, certamente nossos geminianos do coração terão muito conteúdo para alimentar suas cabecinhas famintas por informações. Já para o lado comunicativo e falante, Madeline, de Pequenas grandes mentiras, é uma personagem divertida, forte e que tem opinião sobre tudo. Além, é claro, do mistério que existe na história, que os geminianos vão amar desvendar. 

 

CÂNCER

Impossível falar do signo de Câncer e resistir ao impulso de colocar um coraçãozinho do lado. O signo mais amorzinho do zodíaco tem fama de chorão, mas no fundo possui uma força enorme. Para os cancerianos, escolhemos O som do amor, que é um romance com personagens fortes e determinados, no qual a violonista Isabel Delancey precisa se mudar para uma nova casa com seus filhos após a morte do marido. E, como família nunca é demais, dedicamos aos cancerianos a nossa maior “mãe coruja”, Alma Peregrine, que comanda o lar para as crianças peculiares com o cuidado, a atenção e a gentileza típicos de uma mãe de Câncer. 

 

LEÃO

Chegou a hora do signo que deve estar até hoje se perguntando por que não é o primeiro das listas sobre signos. Nossos leoninos têm um amor-próprio de dar inveja, e, com a motivadora frase “Você é lindo e as pessoas te amam”, Apolo, de As provações de Apolo, representa bastante esse lado leonino que está muito bem consigo mesmo e que tem certeza de que possui habilidades suficientes para cumprir sua missão. Além disso, os leoninos são muito leais, tanto que poderiam assumir o lugar de uma pessoa querida para poupá-la de um sofrimento. Foi isso que a personagem de As mil noites fez por sua irmã ao se voluntariar a ir ao palácio de Lo-Melkhim, que já havia matado 300 noivas e procurava pela 301ª.     

 

VIRGEM

Virginianos estão em um relacionamento sério com o perfeccionismo e a organização. Eles farão de tudo para que as coisas sejam como devem ser. Ted Talks vai ajudá-los na difícil tarefa de falar em público. Com as dicas de Chris Anderson, presidente do TED, os discursos e as apresentações dos virginianos ficarão ainda mais impecáveis. E, para organizar os pensamentos e sentimentos diários, temos Uma pergunta por dia, que traz 365 perguntas que devem ser respondidas diariamente durante cinco anos. Os virginianos vão amar registrar seus momentos e objetivos ao longo do tempo em um só lugar.

 

LIBRA

Estamos na dúvida sobre qual signo falar agora. É melhor ser de Libra ou de Peixes? Decisão difícil. Não seria mais fácil se existisse alguma coisa que te ajudasse a escolher a melhor opção? Fiquem calmos, librianos, nós ainda não podemos resolver todos os problemas da vida, mas a indecisão sobre qual vinho comprar está com os dias contados! O guia essencial do vinho: Wine Folly tem informações claras e acessíveis sobre o mundo dos vinhos e as combinações ideais para cada momento. Feito para não errar mais, né? Já para quem está atrás de novos crushes para saborear os vinhos – ou para qualquer outra coisa – indicamos um manual da conquista com selo de qualidade Barney Stinson. Playbook: O manual da conquista é baseado na série de TV How I Met Your Mother e sugere mais de 70 técnicas de sedução que transformarão qualquer um em um perfeito conquistador. 

 

ESCORPIÃO

Dizem por aí que escorpianos vieram ao mundo como mestres na arte da sedução. Nós não podemos dizer se é verdade ou não, mas, se sedução é a sua palavra, então Cinquenta tons de cinza é o seu livro ideal. Romântica, libertadora e viciante, essa história vai dominar sua atenção até a última linha. Já para o lado instintivo, cauteloso e intenso, a protagonista de A química representa os escorpianos pelas técnicas apuradas para enfrentar as ameaças, pela engenhosidade na construção dos métodos para cumprir sua missão e pela intensidade do romance que vive e que traz ainda mais adrenalina e aventura para sua vida.

 

SAGITÁRIO

Sagitarianos topam tudo, mesmo que “tudo” envolva aceitar fazer uma roadtrip com um homem misterioso que você conheceu no trem. Ok, talvez seja melhor não fazer isso na vida real, mas foi o que Shadow, de Deuses americanos, fez ao aceitar o convite de Wednesday para sair por aí em uma expedição por cidades inusitadas dos Estados Unidos. Como também não dá para pensar em Sagitário sem se lembrar das festas, Temporada de acidentes conta os preparativos para uma festa de Halloween que acontecerá durante o período conhecido como “temporada de acidentes”, em que, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a diversos tipos de acidentes.

 

CAPRICÓRNIO

Capricornianos em geral são associados ao dinheiro, porém, no fundo, eles estão em busca de conquistas pessoais que muitos de nós, meros mortais, não entenderíamos. Como o sucesso é consequência de muito esforço, escolhemos Elon Musk e Garra para esse signo. Elon Musk é um cara ambicioso que construiu um império e tem objetivos ainda maiores, como colonizar Marte. Já Garra é um livro pessoal e inspirador no qual a psicóloga Angela Duckworth demonstra que o segredo para incríveis realizações não é o talento, mas uma mistura de paixão e perseverança que ela chama de “garra”. Se o sucesso é seu objetivo, o caminho passa por esses livros, com certeza.

 

AQUÁRIO

Aquarianos são pessoas criativas que têm a liberdade como palavra de ordem. Por isso, Destrua este diário é a cara desse signo. Sabemos que frases no imperativo não combinam muito com o estilo de vida aquariano, mas, quando essas “ordens” podem ser seguidas do seu jeitinho, aí é outra história. Esse livro dará liberdade para criar e inventar a cada página: é uma quebra de padrões e, no fim, nenhum diário fica igual ao outro. Criatividade e exclusividade, a única coisa mais aquariana que isso é aquela típica mania de ser do contra. E falando nisso… tem uma menina com poderes fantásticos que decidiu que ser heroína não é legal, ela quer mesmo é ser vilã. Em um quadrinho inovador, Nimona traz a alma aquariana dos “diferentões” com humor e lições fantásticas.

 

PEIXES

Como não amar nossos peixinhos do zodíaco?  Mesmo que nem sempre o pensamento deles esteja neste planeta, sua presença é sempre muito agradável. Os livros escolhidos para os piscianos são repletos de devaneios e fofura para representar bem esse signo que encerra a lista. Para os pensamentos que vão longe e as reflexões que nunca acabam, indicamos Pó de lua nas noites em claro, livro de poesias de Clarice Freire no qual ela vira a madrugada ao avesso em palavras e imagens, dedicando cada capítulo a uma hora. E toda a meiguice pisciana fica com Extraordinário, a história de Auggie, que nasceu com uma severa deformidade facial e que precisa ir à escola pela primeira vez. As primeiras páginas do livro são suficientes para entender o porquê dessa escolha.

testeSobre booktrailers, curtas, filmes e livros, é claro

Imagem coluna gomyde

Quem acompanha o mercado editorial com atenção já notou que, nos últimos anos, as editoras vêm utilizando booktrailers como importante estratégia de divulgação de suas obras. Com celulares, tablets e notebooks nas mãos de milhões de pessoas, as possibilidades passaram a ser gigantescas. Os vídeos produzidos e “upados” no YouTube, Vimeo, Facebook e Instagram, ou até compartilhados via WhatsApp podem ajudar demais a vender a história.

Imagens que remetam à trama, frases, diálogos e, claro, uma boa trilha sonora são recursos utilizados para plantar na mente do leitor o gostinho de “quero mais”. Anteriormente, a tarefa era cumprida apenas pela sinopse na contracapa do livro, por comentários na mídia e boca a boca. Em tempos velozes, nada melhor do que juntar a isso um filme que, em poucos minutos, crie a magia já consagrada pelos trailers de cinema.

trailers gráficos, simples e altamente eficientes, como Nós, do David Nicholls e After You, da Jojo Moyes, por exemplo. Há os repletos de poesia, e aqui vai o ótimo Eu me chamo Antônio, do Pedro Gabriel (um de meus booktrailers favoritos!). Ou ainda aqueles que remetem mais diretamente a trailers de cinema, e um de que gosto muito é o Extraordinário, da R.J. Palacio.

Isso sem contar os trailers feitos pelos fãs. Há uma infinidade deles, alguns excelentes. A turma bota a cabeça para funcionar e cria pequenas obras de arte que, muitas vezes, acabam sendo até melhores que os oficiais.

No meu tempo de autor independente, nunca deixei de batalhar pelos booktrailers. Não só por considerá-los peças de marketing, mas também pela produção em si. Sempre gostei de participar desta vertente adicional, que é transformar em imagem as ideias que coloquei no papel.

Um pequeno teaser do booktrailer de Surpreendente!

Um pequeno teaser do booktrailer de Surpreendente!

Em breve sairá o booktrailer de Surpreendente!. Ele foi feito com uma pegada cinematográfica, como não poderia deixar de ser. A ideia, mais do que servir como instrumento de propaganda, foi realizar uma experiência de cinema que remetesse ao clima vivido pelos quatro amigos — Pedro, Cristal, Fit e Mayla — na road trip que há no livro. Para fazer o booktrailer, viajamos até Pirenópolis com uma equipe técnica de onze pessoas, além dos quatro atores. A estrada foi o nosso cenário.

Aguardem, vocês vão se surpreender. Para quem já leu o livro, que o trailer traga de volta a magia da trama. E para quem ainda não, que surja aquele gostinho de “quero mais”.

testeBate-papo e sessão de autógrafos com David Nicholls – parte II

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O escritor inglês David Nicholls participou de um bate-papo com os leitores e de uma sessão de autógrafos na Bienal do Livro Rio. Mais de 400 fãs tiveram a oportunidade de conhecer o autor do best-seller Um dia e do lançamento Nós no evento.

Confira a segunda parte da galeria de imagens:

testeClube de Leitura: Nós

Por Bruno Leite*

David Nicholls

Quem já fez viagens em família sabe que esse tipo de programa sempre envolve discussões, brigas e gritaria (e talvez resida aí a graça em viajarmos todos juntos). E é exatamente uma viagem em família que David Nicholls nos apresenta em seu último livro.

Em Nós, pai, mãe e filho partem em um tour pela Europa para conhecer obras icônicas da história da arte enquanto tentam se (re)conciliar. A premissa parece simples, mas o romance vai muito além do óbvio. A seguir, uma pequena lista com os momentos mais apaixonantes dessa história.

É impossível não falar sobre uma característica fundamental dos livros de Nicholls: a identificação imediata entre leitores e personagens. Então, vamos começar com uma análise que Douglas Petersen, o narrador de Nós, faz de sua juventude:

Para a maioria das pessoas, os vinte anos representam um tipo de nível máximo de sociabilidade, à medida que embarcam em aventuras no mundo real, encontram uma carreira, têm um vida social ativa e emocionante, se apaixonam e mergulham no sexo e nas drogas. Eu estava ciente de que isso estava acontecendo ao meu redor. Eu sabia das boates, das inaugurações de galerias, dos shows e das manifestações; reparava nas ressacas, nas roupas repetidas vários dias no trabalho, nos beijos no metrô e nas lágrimas no refeitório, mas observava tudo através de uma espécie de vidro grosso.

O que vocês acham das descrições de Nicholls? Ao ler isso, sinto como se conversasse com um amigo.

Outra coisa que admiro muito nos romances de David Nicholls é que você pode odiar as ações e as atitudes dos personagens — mas dificilmente odiará os próprios personagens. Uma das grandes habilidades do autor está justamente em criar tipos singulares, mas ao mesmo tempo verossímeis e carismáticos. O que vocês acham da construção de seus personagens? Amaram todos, como eu, ou acabaram desgostando de algum no meio do caminho?

Em Nós, minha grande paixão é Connie, a esposa de Douglas. Adoro sua vitalidade e coragem. Após ouvir um desabafo da esposa, Doug admite:

Connie recuperara a capacidade de falar e me contou sobre sua grande e desleixada família, a mãe, uma ex-hippie, volúvel, bêbada e emotiva, o pai biológico havia muito ausente, deixando-lhe nada além do sobrenome. Que era? Moore. Connie Moore — um nome fantástico, pensei, como uma aldeia na Irlanda. O padrasto não poderia ser mais diferente, um empresário cipriota que dirigia algumas questionáveis lojas de kebab em Wood Green e Walthamstow, e ela era agora uma anomalia em sua família: a artista, a inteligente.
(…)
As biografias que damos de nós mesmos nesses momentos nunca são neutras, e a imagem que ela escolheu para me apresentar era a de uma alma muito solitária. Ela não estava sendo piegas ou expressando autopiedade, de modo algum, mas, passada a bravata, parecia menos confiante, menos certa de si, e me senti lisonjeado por sua honestidade.

Com elegância, Connie carrega essa honestidade por toda a história. Vocês também tiveram essa impressão? Acreditam que Doug de fato tinha motivos para ser perdidamente apaixonado por essa mulher mesmo após vinte anos casados ou acha que ele estava apenas acomodado?

Sobre a estrutura narrativa: David Nicholls alterna passado e presente. Em cada capítulo, Doug narra as descobertas da família em uma das cidades do tour e relembra momentos decisivos de sua história com Connie. Esses ganchos, presentes nos finais dos capítulos, poderiam confundir a cabeça do leitor, mas, na verdade, enriquecem o livro. Será que sou o único que teve essa impressão?

Uma das minhas surpresas durante a leitura foi o fato de Doug gostar de Billy Joel. Para quem não sabe, Billy Joel é um dos grandes hit makers dos Estados Unidos, um Elton John americano com um pouco menos de… glamour. Aproveito a oportunidade para inserir aqui uma de suas melhores músicas — e que tem tudo a ver com o tour da família Petersen.

Essa é a música perfeita para o Doug, sem sombra de dúvidas. E por falar em nosso narrador/protagonista, vamos discutir agora o seu humor, uma ironia aveludada com um toque de autodepreciação nada piegas. Nicholls é corajoso ao adotar um tom leve e divertido para falar sobre o fim de um casamento — e essa escolha faz com que sua história escape do dramalhão e ganhe ares libertadores.

Não é impossível terminar um relacionamento com bom humor. Todos sabemos que é uma experiência sofrida, mas já tive o prazer de ter alguém tão incrível ao meu lado que até nossa despedida foi inesquecível.

Acho que já me alonguei demais, mas ainda gostaria de saber: por acaso você conhece alguém que seja parecido com o Albie? Já esteve em algum dos museus citados no romance?

No dia 10 de setembro nos reuniremos na Livraria Cultura no Shopping Bourbon, às 19h30, para discutir sobre essas e outras questões. Para participar, basta enviar um e-mail para renato.costa@livrariacultura.com.br informando o nome, CPF e telefone para contato. Se você não puder ir, não tem problema. Participe do clube de discussão on-line sobre Nós.

 

Leia também: Clube de Leitura de Até você ser minha

Bruno Leite, 26 anos, é estudante de Letras, trabalha há 8 anos no mercado editorial e é colaborador no blog O Espanador.

testeSobre Douglas Petersen, David Nicholls, Beatles e… nós

Por Marcelo Costa*

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John Lennon e Yoko Ono por Annie Leibovitz para icônica capa da revista “Rolling Stone”.

“Tudo o que você precisa é de amor”, cantavam os Beatles em 1967. Apesar de ser uma frase aparentemente simples e direta, “All You Need Is Love” esconde em suas entrelinhas um emaranhado de desejos, traumas, vícios e tentativas que, no fim, soa como um trote providenciado por alguma entidade divina. Ao menos é isso que os personagens de David Nicholls parecem dissimular nas páginas de Um dia e do recém-lançado no Brasil Nós, romances com vigas profundas estruturadas neste sentimento fora de moda chamado amor.

Sim, porque é amor o que Dexter sente por Emma, e o que Emma sente por Dexter. Eles não sabem, e nem nós quando começamos a transitar pelas páginas de Um dia, ainda que — após séculos de romances literários e décadas de filmes hollywoodianos e canções pop melosas — os sinais estejam todos ali, brilhando como neon numa rua escura. Talvez porque saber não seja o fator mais importante da equação, e daí deslizamos por um túnel sem fim de acasos e acusações, culpas e desculpas, que dizem mais sobre inaptidão do que necessariamente sobre amor.

CAPA_Nos_WEBE é amor também o que o cientista Douglas Petersen, protagonista de Nós, sente por sua esposa, a espirituosa Connie, e por seu filho Albie, ainda que ele considere AMOR (assim mesmo, em letras maiúsculas e, de certa forma, intimidadoras) algo que não seja exatamente aquilo de que as pessoas realmente precisam. Há aqui um interessante aprofundamento na questão de genes, ainda que o cientista (uma bela escolha de David Nicholls) não toque deliberadamente no assunto nem use o termo de forma direta para explicar/justificar suas motivações.
Na verdade, Douglas Petersen até tenta despistar. A certa altura de Nós, ele se volta para o leitor e explica: “Acredito que esse tipo de história é chamado de romance de formação.” Esse é o seu ponto de vista sobre os últimos acontecimentos com seu filho Albie, mas… Bem, estamos nós, leitores, “conversando” com Douglas e acompanhando sua história, quando percebemos que ela, no final das contas, é o romance de formação sobre um homem de 54 anos que parece mais influenciado pelo pai, com o qual não tem um relacionamento aberto, do que possa imaginar.

Está tudo ali, brilhando como neon: a-m-o-r. Ou, sendo um pouco mais preciso, é como ensinaram Douglas (e a nós… ok, ok, caro leitor, sem generalizar: a maioria de nós — mas pense no assunto) o que é amor. É o que ele tem. É o que ele tentou desesperadamente passar para o filho, e tudo ameaça desmoronar numa noite, quando, às 4h da manhã, Connie se senta na beirada da cama e diz a seguinte frase: “Acho que nosso casamento já deu o que tinha que dar, Douglas. Acho que quero me separar de você.”

Ele tem 54. Ela, 52. O filho, que está prestes a deixar a casa da família para ir para a faculdade, 17. Os três (na verdade apenas os pais, já que, se deixassem o filho escolher, ele iria para Ibiza sozinho e fim de papo) tinham planejado um Grand Tour familiar pela Europa, um rito de passagem para a vida adulta (que irá incluir sexo, drogas, negociantes de armas, músicos de rua, La Gioconda, Goya e Picasso, não necessariamente nessa ordem) com paradas previstas em Paris, Amsterdã, Munique, Florença, Verona, Roma e Veneza, e não vão desistir da viagem.

Junto com a família em trens movimentados lá vamos nós observando Douglas Petersen assistir àquele decantado filmezinho que muitos dizem passar na cabeça das pessoas quando elas estão próximas da morte. O que está morrendo, neste caso, é seu relacionamento com a esposa, e ele então começa a relembrar e reconstruir sua história (e a si mesmo), resumindo delicadamente sua vida em AC/DC: Antes de Connie e Depois de Connie. Fervorosamente assume: “O fato era que eu amava a minha mulher de tal forma que achava impossível expressar, de modo que raramente o expressava.” Pausa.

Não dizer talvez tenha sido o maior equívoco de Emma, mas se ela tivesse dito, algo teria mudado? Talvez sua maneira independente de lidar com o amor encontrasse a maneira libertária de Dex e as duas saíssem de mãos dadas para jantar em algum restaurante da moda, mas… daria certo? Ou será que estamos todos, incluindo Dex e Emma, condenados a esperar o “momento certo”, aqueles segundos românticos imperdíveis que, caso não sejam aproveitados (por medo, acaso ou vício), se tornam imperdoáveis?

O caso de Douglas e Connie é diferente: eles se encontraram. A questão que David Nicholls parece insinuar é: o encontro basta? Não só: Douglas é, à sua maneira, extremamente dedicado a Connie, mas como explicar que, após mais de 20 anos juntos, ela acredite que “o casamento já deu o que tinha que dar”? Ele não entende. Muitos não entendem. As pistas, no entanto, estão em Nós (mesmos). Eis um livro cativante que consegue dar alguns passos à frente de Um dia no que diz respeito a observar as relações humanas no mundo moderno.

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o autor inglês David Nicholls

Por fim, quem enxerga Douglas como um Dexter mais velho (se houvesse relação aqui seria mais de pai e filho) está observando apenas um item comum que os conecta: a maneira particular de cada um deles de lidar com o amor (ou o que eles compreenderam ser amor), objeto responsável pela dor e delícia de suas histórias (e de todos nós). Neste caso, os próprios Beatles avançaram no tema quando — na última música de seu último disco — cantaram: “E no fim o amor que você recebe é igual ao amor que você faz.” Fique atento, Douglas. E você também, caro leitor.

Ouça a playlist de Nós

Playlist de Nós, de David Nicholls | por Marcelo Costa by Intrinseca on Mixcloud

Nota: Este Grand Tour sonoro é dividido em três partes (com as seguintes pistas):

1) confrontos musicais que, em Nós, dizem respeito ao gosto de apenas um dos personagens — ainda que a leitura (musical) se encaixe em um exercício de “diferenças” (algumas são músicas que ele ouviria; outras são para ela);

2) as covers inspiradas no repertório de Kat, a violoncelista;

3) as músicas que simbolizam cidades do Grand Tour: há uma música para Paris, outra para Barcelona e, ainda, uma para Amsterdã. E, sim, as conexões são intencionalmente clichês (as músicas nem tanto), porque, em certo momento, ao perceber o disco que está tocando ao adentrar um coffee shop holandês, o personagem pensa: “até mesmo eu teria rejeitado por ser um tanto óbvio.” Ainda assim foi mantida a escolha do budtender da Mellow Times Café.

01 – Carole King – “I Feel The Earth Move”
02 – Jackson 5 – “I’ll Be There”
03 – Abba – “S.O.S.”
04 – AC/DC – “Little Lover”
05 – Frank Zappa – “Motherly Love”
06 – Billy Joel – “You Look So Good To Me”
07 – Tom Waits – “Downtown Train”
08 – Barry Manilow – “Mandy”
09 – Wings – “Some People Never Know”
10 – Talking Heads – “Love -> Building on Fire”
11 – Mayra Andrade – “Les Mots d’Amour”
12 – Bob Marley – “Could You Be Loved”
13 – Everclear – “Brown Eyed Girl”
14 – Luna – “Sweet Child O’ Mine”
15 – Cat Power – “(I Can’t Get No) Satisfaction”
16 – Nina Persson & Nathan Larson – “Losing My Religion”
17 – Ed Prosek – “Homeward Bound”
18 – Patti Smith – “Smells Like Teen Spirit”
19 – Björk – “So Broken”
20 – Etta James – “Purple Rain”
21 – Ella Fitzgerald – “Night & Day”

P.S.: Das 21 canções/artistas, apenas uma não é citada nominalmente na história (das outras 20, ou o artista, ou a música aparecem em algum momento no romance) e está presente tanto para embalar corações partidos quanto para sonorizar o desespero do quintal dos surdos.

link-externoLeia um trecho de Nós

Sete conselhos: Diálogo ficcional entre Douglas Petersen e Dexter Mayhew
Ouça a playlist de Circo invisível, de Jennifer Egan 

 

Marcelo Costa é editor do site Scream & Yellum dos principais veículos independentes de cultura pop do país. Já passou pelas redações do jornal Notícias Populares, e dos portais Zip.NetUOL, Terra e iG, além de ter colaborado com as revistas Billboard BrasilRolling Stone e GQ Brasil, entre outras. Participou da Academia do VMB MTV, do júri do Prêmio Multishow e do júri do Prêmio Bravo. Desde 2012 integra a APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

testeIntrínseca na XVII Bienal Internacional do Livro Rio

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A Intrínseca estará mais uma vez na XVII Bienal Internacional do Livro Rio entre os dias 3 a 13 de setembro. O britânico David Nicholls (Um dia e Nós) e Isabela Freitas (Não se apega, não e Não se iluda, não), Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros, são alguns dos grandes autores que irão movimentar os pavilhões da feira literária no Riocentro.

Entre os destaques nacionais, estão a jornalista Míriam Leitão com seu novo livro de não-ficção, História do futuro, que fará um bate-papo com Edney Silvestre (Vidas provisórias) na Mesa Ditadura e Literatura; o lançamento de Surpreendente!, de Maurício Gomyde; a presença de Clovis Bulcão, de Os Guinle, na Mesa Biografias; Clarice Freire, de Pó de lua, na mesa Com a palavra, as imagens: o papel narrativo das ilustrações; e Pedro Gabriel, de Eu me chamo Antônio, no Cubovoxes, espaço voltado para jovens leitores.

Ao todo, nove autores estarão presentes na feira literária. Os leitores também encontrarão mais de 400 títulos, com destaques para lançamentos, no estande da editora, que este ano ocupará uma área de 280 m² na avenida principal do Pavilhão azul, entre a rua F e a rua G. Detalhe: todos os livros estarão com descontos entre 10% e 80% durante o evento!

Estande da Intrínseca na Bienal
Endereço: Pavilhão azul (3) entre a rua F e rua G
Horário de funcionamento:
3 de setembro: 13h às 22h
7 de setembro (feriado): 10h às 22h
Durante a semana: 9h às 22h
Fins de semana: 10h às 22h
Confira o mapa

Confira a programação completa:

5/set, sábado:

David Nicholls
Encontro com David Nicholls
18h – Auditório | Pavilhão Verde
19h às 22h – Autógrafos no Salão Copacabana | Praça de Alimentação Externa
Confirme sua presença

Regras para o bate-papo no Conexão Jovem (Auditório Madureira)
– Serão disponibilizadas 420 senhas para o evento.
– As senhas serão distribuídas às 16h na CENTRAL DE SENHAS DA BIENAL.
– A senha para o bate-papo não é válida para a sessão de autógrafos.
– A senha para o bate-papo é pessoal e intransferível e só será permitida a retirada de uma senha por pessoa.
– As senhas são numeradas e garantem a entrada no auditório, mas o atendimento não será por ordem numérica.
– As senhas, tanto do bate-papo quanto da sessão de autógrafos, serão entregues ao mesmo tempo e na mesma fila na CENTRAL DE SENHAS DA BIENAL, portanto, não será necessário entrar em mais de uma fila.

Regras para a sessão de autógrafos (Salão Copacabana)
– Serão disponibilizadas 300 senhas para o evento.
– As senhas serão distribuídas às 16h na CENTRAL DE SENHAS DA BIENAL.
– As senhas, tanto da sessão de autógrafos quanto do bate-papo, serão entregues ao mesmo tempo e na mesma fila na CENTRAL DE SENHAS DA BIENAL, portanto, não será necessário entrar em mais de uma fila.
– A senha para a sessão de autógrafos não é válida para o bate-papo.
– A senha para a sessão de autógrafos é pessoal e intransferível e só será permitida a retirada de uma senha por pessoa.
– As senhas são numeradas e garantem o autógrafo, mas não a posição na fila. O atendimento não será pela ordem numérica.
– Os autógrafos acontecerão às 19h na Praça Copacabana, após o término do bate-papo no Conexão Jovem.
– O autor autografará até 2 (dois) livros de sua autoria, sendo apenas um autógrafo nominal.
– Não serão permitidos autógrafos fora do livro, em papéis, marcadores, cadernos ou quaisquer outros objetos.
– Não será permitida a entrada de câmera e/ou celular na sala de autógrafos. As fotos da sessão serão registradas individualmente por um fotógrafo profissional e disponibilizadas após 3 (três) dias úteis no site da editora.

7/set, segunda-feira

Míriam Leitão e Edney Silvestre
Mesa Ditadura e Literatura
19h30 – Café Literário | K20 – Pavilhão azul
20h às 22h – Autógrafos ao lado do Café Literário –

Pavilhão azul
Confirme sua presença

Regras para mesa “Ditadura e literatura” (Café Literário)
– Serão disponibilizadas 220 senhas para o evento.
– As senhas serão distribuídas às 18h30 na entrada do Café Literário.
– A senha para o bate-papo é pessoal e intransferível e só será permitida a retirada de uma senha por pessoa.

Regras para sessão de autógrafos (Estande da Intrínseca)
– Os autores atenderão os leitores pela ordem de formação da fila no estande da editora.

8/set, terça-feira

Míriam Leitão e Matheus Leitão
Mesa Família, memória e sociedade
15h – Espaço Cubovoxes | N12/O11 – Pavilhão verde

11/set, sexta-feira

Pedro Gabriel
16h – Autógrafos no Estande da Intrínseca | F08/G09 – Pavilhão azul
Confirme sua presença

Regras para sessão de autógrafos (Estande da Intrínseca):
– O autor atenderá os leitores pela ordem de formação da fila no estande da editora.

Isabela Freitas

Mesa
16h – Mesa no Cubovoxes | N12/O11 – Pavilhão verde
17h às 22h – Autógrafos no Salão Copacabana | Praça de Alimentação Externa
Confirme sua presença

Regras para bate-papo no Conexão Jovem (Auditório Madureira):
– Serão disponibilizadas 420 senhas para o evento.
– As senhas serão distribuídas às 13h na CENTRAL DE SENHAS DA BIENAL.
– A senha para o bate-papo não é válida para a sessão de autógrafos.
– A senha para o bate-papo é pessoal e intransferível e só será permitida a retirada de uma senha por pessoa.
– As senhas são numeradas e garantem a entrada no auditório, mas o atendimento não será por ordem numérica.
– As senhas, tanto do bate-papo quanto da sessão de autógrafos, serão entregues ao mesmo tempo e na mesma fila na CENTRAL DE SENHAS DA BIENAL, portanto, não será necessário entrar em mais de uma fila.

Regras para sessão de autógrafos (Salão Copacabana):
– Serão disponibilizadas 500 senhas para o evento.

– As senhas serão distribuídas às 13h na CENTRAL DE SENHAS DA BIENAL.
– As senhas, tanto da sessão de autógrafos quanto do bate-papo, serão entregues ao mesmo tempo e na mesma fila na CENTRAL DE SENHAS DA BIENAL, portanto, não será necessário entrar em mais de uma fila.
– A senha para a sessão de autógrafos não é válida para o bate-papo.
– A senha para a sessão de autógrafos é pessoal e intransferível e só será permitida a retirada de uma senha por pessoa.
– As senhas são numeradas e garantem o autógrafo, mas não a posição na fila. O atendimento não será pela ordem numérica.
– Os autógrafos acontecerão às 17h na Praça Copacabana após o término do bate-papo no Conexão Jovem.
– A autora autografará até 2 (dois) livros de sua autoria, sendo apenas um autógrafo nominal.
– Não serão permitidos autógrafos fora do livro, em papéis, marcadores, cadernos ou quaisquer outros objetos.
– Não será permitida a entrada de câmera e/ou celular na sala de autógrafos. As fotos da sessão serão registradas individualmente por um fotógrafo profissional e disponibilizadas após 3 (três) dias úteis no site da editora. 

12/set, sábado

Encontro de blogueiros com Mauricio Gomyde
11h às 12h – Salão Lapa | Pavilhão verde
Confirme sua presença

Regras:
– Serão disponibilizadas 100 senhas para o evento.
– As senhas serão distribuídas às 10h no estande da Editora Intrínseca para o evento que acontecerá às 11h no Salão Lapa.
– A senha para participação no encontro é pessoal e intransferível e só será permitida a retirada de uma senha por pessoa.
– As senhas são numeradas e garantem a entrada no auditório, mas o atendimento não será por ordem numérica.

Mauricio Gomyde
12h – Autógrafos no Estande da Intrínseca | F08/G09 – Pavilhão azul
Confirme sua presença

Regras para sessão de autógrafos (Estande da Intrínseca):
– O autor atenderá os leitores até às 15h pela ordem de formação da fila no estande da editora.
– O autor autografará até 2 (dois) livros de sua autoria, sendo um deles o Surpreendente!.
– Não serão permitidos autógrafos fora do livro, em papéis, marcadores, cadernos ou quaisquer outros objetos.
– Não será permitida a entrada de câmera e/ou celular na sala de autógrafos. As fotos da sessão serão registradas individualmente por um fotógrafo profissional e disponibilizadas após 3 (três) dias úteis no site da editora.

Clóvis Bulcão
Mesa Biografias
13h30 – Café Literário | K20 – Pavilhão azul
15h às 17h – Autógrafos no Estande da Intrínseca | F08/G09 – Pavilhão azul
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Regras para mesa “Os bastidores das biografias” (Café Literário):
– Serão disponibilizadas 220 senhas para o evento.
– As senhas serão distribuídas às 12h30 na entrada do Café Literário.
– A senha para o bate-papo é pessoal e intransferível e só será permitida a retirada de uma senha por pessoa.

 Regras para sessão de autógrafos (Estande da Intrínseca):
– O autor atenderá os leitores até às 17h pela ordem de formação da fila no estande da editora.

Clarice Freire
14h – Bate-papo no Estande da Submarino.com | K18 – Pavilhão azul

Regras para bate-papo com leitores (Estande da Submarino):
– Não haverá distribuição de senhas. A capacidade da arquibancada do estande da Submarino é de 30 pessoas. Os leitores serão acomodados por ordem de chegada 15 minutos antes do início da sessão.

Pedro Gabriel
Mesa O fã cara a cara – Eu me chamo Antônio
17h – Cubovoxes | N12/O11 – Pavilhão verde
18h30 às 22h – Autógrafos no Estande da Intrínseca | F08/G09 – Pavilhão azul
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Regras para mesa “O fã cara a cara” (Cubovoxes):
– Serão disponibilizadas 90 senhas para o evento.
– As senhas serão distribuídas às 16h na entrada do Cubovoxes.
– A senha para o bate-papo é pessoal e intransferível e só será permitida a retirada de uma senha por pessoa.
– As senhas são numeradas e garantem a entrada no Cubovoxes, mas o atendimento não será por ordem numérica.

 Regras para sessão de autógrafos (Estande da Intrínseca):
– O autor atenderá os leitores pela ordem de formação da fila no estande da editora.
– Não serão permitidos autógrafos fora do livro, em papéis, marcadores, cadernos ou quaisquer outros objetos.
– Não será permitida a entrada de câmera e/ou celular na sala de autógrafos. As fotos da sessão serão registradas individualmente por um fotógrafo profissional e disponibilizadas após 3 (três) dias úteis no site da editora.

13/set, domingo

Clarice Freire
Mesa Com a palavra, as imagens: o papel narrativo das ilustrações
12h – Café Literário | K20 – Pavilhão azul
13h30 às 17h – Autógrafos no Estande da Intrínseca | F08/G09 – Pavilhão azul
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Pedro Gabriel
16h – Bate-papo no Estande da Submarino.com |K18 – Pavilhão azul

Regras:
– Não haverá distribuição de senhas. A capacidade da arquibancada do estande da Submarino é de 30 pessoas. Os leitores serão acomodados por ordem de chegada 15 minutos antes do início da sessão.

Josh Malerman
Encontro com Josh Malerman
16h – Cubovoxes | N12/O11 – Pavilhão verde
17h às 22h – Autógrafos no Estande da Intrínseca | F08/G09 – Pavilhão azul
Confirme sua presença

Regras para mesa “O fã cara a cara” (Cubovoxes):
– Serão disponibilizadas 90 senhas para o evento.
– As senhas serão distribuídas às 15h na entrada do Cubovoxes.
– A senha para o bate-papo é pessoal e intransferível e só será permitida a retirada de uma senha por pessoa.
– As senhas são numeradas e garantem a entrada no Cubovoxes, mas o atendimento não será por ordem numérica.

 Regras para sessão de autógrafos (Estande da Intrínseca):
– O autor atenderá os leitores até as 20h pela ordem de formação da fila no estande da editora.
– Não serão permitidos autógrafos fora do livro, em papéis, marcadores, cadernos ou quaisquer outros objetos.
– Não será permitida a entrada de câmera e/ou celular na sala de autógrafos. As fotos da sessão serão registradas individualmente por um fotógrafo profissional e disponibilizadas após 3 (três) dias úteis no site da editora.

testeSete conselhos

Por Bruno Leite*

Dexter

Diálogo ficcional entre Douglas Petersen, um dos protagonistas de Nós, e Dexter Mayhew, do romance Um Dia, ambos do escritor britânico David Nicholls.

 

Hey, Dexter. De uns tempos para cá tenho visto muitas pessoas nos comparando, algumas chegam ao ponto de me dizer que eu seria você mais velho. Espero que não fique ofendido com o que vou dizer, mas, francamente? Eu rio muito. Em geral, quem diz isso não nos conheceu pessoalmente e têm uma ideia vaga de como somos em um relacionamento. Ultimamente tenho passado por alguns momentos, digamos, amedrontadores, e, bem, se as pessoas estiverem minimamente certas quanto às comparações, queria aproveitar o ensejo e te deixar algumas dicas, sete, pois soa cabalístico. São elas:

1 – Permita-se ser gostado:

Sempre que alguém me aborda, vêm à tona nossa incrível semelhança em deturparmos o bem querer de quem nos gosta, a maneira meticulosa como subvertemos um elogio e a audácia em menosprezar qualquer gesto amistoso que recebemos. Aprendi muito sobre mim vendo isso em você — pelo que dizem, claro —, e com base nessa consideração, esse é meu primeiro conselho: aprenda com o amor dos outros; se alguém por completa desventura vier a gostar de nós é porque não somos tão fracassados na vida quanto acreditamos ser, nós valemos sim alguma coisa e um pouco mais para quem nos quer bem. Respeite e cuide disso, Dexter! Vai ser muito importante durante a sua caminhada.

2 – Ame seus filhos:

É difícil. Na verdade, é horrível na maioria das vezes. Existe um limite para a genética e a maior parte é um grande acaso, para o meu desespero. Mas compensa, eu garanto. Não há nada melhor que ser pai, existe uma gratificação enorme em ver alguém crescer, evoluir, te contrariar e até mesmo colecionar canecas imundas na soleira da janela. É um amor que liberta sentimentos que você jamais imaginaria. Não desista, apenas insista e lembre: permita-se ser amado por essa criaturinha, os modos são bem peculiares, mas pode ter certeza de que esse sentimento mora lá, debaixo de uma coleção de meias que quero acreditar que servirão para um estudo de desenvolvimento de fungos em ambientes urbanos.

3 – Demonstre seu amor:

Tão importante quanto se permitir amar é demonstrar que gosta, e, acredite, demorei muito para perceber isso. Não deixe sua partner acreditar que ama sozinha, que pensa por dois sozinha — é horrível. Demonstre com sutileza a cada dia que aquela é decididamente a pessoa e que você se importa tanto com ela quanto com a sua própria existência. Não é difícil e, ao longo do tempo, você vai perceber que a arte de seduzir quem se ama é um exercício maravilhoso. Divirta-se!

4 – Tenha um relacionamento estável:

Ok, meu jovem, você é bonito, popular e faz sucesso com o mulherio. Não te julgo, mas, acredite, a vida requer um momento de pausa e reflexão. Existem inúmeras possibilidades num relacionamento que você não se dá conta agora, mas a vida vai se encarregar de te ofertar, confie em mim.

5 – Assuma suas responsabilidades:

Eu erro, você erra, ele erra e todos nós erramos, fique tranquilo quanto a isso, mas melhor ainda é identificar o erro, tentar não repeti-lo e, principalmente, admitir suas falhas. Não deixe problemas rotineiros minarem sentimentos preciosos e também não permita em hipótese alguma que isso machuque quem te ama.

6 – Aprenda a lidar com dificuldades:

Dexter, entenda que a vida não é um grande open bar e nem sempre as pessoas estão ali para te servir. Eu gosto muito de uma palavra: revés — e esses reveses acontecem o tempo todo. Ainda bem, pois é bom sair de vez em quando do nosso eixo gravitacional para enxergarmos as coisas de uma maneira mais rica. Acredite em mim, não sei se minhas experiências valeram de algo, mas, se valeram, quero muito que sejam úteis para você também.

7 – Não menospreze os problemas alheios:

Apenas não faça isso. Não menospreze os caminhos que as pessoas escolheram, não desvalorize as falhas dos outros, não desmereça seus momentos de fraqueza. Pelo contrário, tente entender e se esforce para se colocar no lugar da pessoa e ajudá-la da melhor maneira possível.

Dexter, espero mesmo que você tenha sucesso, que seja feliz e fique em paz consigo mesmo. Se eu pudesse te dar um presente seria este: paz de espírito. Ou isso ou uma vela perfumada.

 

link-externoLeia também:  
Trecho do romance Nós
David Nicholls está confirmado na Bienal do Livro Rio

 

Bruno Leite, 26, é estudante de Letras, trabalha há 8 anos no mercado editorial e é colaborador no blog O Espanador.

testeQual livro combina com o seu amor?

 

lista_dia_dos_namorados

Assim como na literatura, tudo pode acontecer em uma história de amor. Suspense, comédia, drama, intrigas e reconciliações. Para celebrar o Dia dos Namorados, listamos 15 livros para todos os gostos e queremos saber: que tipo de história combina mais com o seu par?

 

Toda luz que não podemos ver, de Anthony DoerrMarie-Laure, cega aos seis anos, vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural. Na Alemanha, o curioso órfão Werner se encanta pelo rádio. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Toda luz que não podemos ver, premiado com o Pulitzer de Ficção de 2015, narra um tocante romance sobre o que há além do mundo visível. [Confira no Skoob]

link-externoConheça Anthony Doerr

 

Um mais um, de Jojo Moyes — O novo livro da autora de Como eu era antes de você conta a história de Jess, uma mãe solteira e falida que precisa levar a filha Tanzie para a Olimpíada de Matemática na Escócia. Ed Nicholls é um geek milionário e estranho que oferece uma carona até a cidade onde acontecerá a disputa. A engraçada viagem até o destino provará que os opostos se atraem e que é possível encontrar o amor nos lugares mais improváveis. [Confira no Skoob]

 

Lugares escuros, de Gillian Flynn Aos sete anos, Libby Day sobreviveu ao terrível assassinato de sua família e testemunhou contra o irmão, que acabou condenado à prisão perpétua. Vinte e quatro anos depois, a ambígua personagem de Gillian Flynn, autora de Garota exemplar, é procurada por um grupo de pessoas obcecadas pelo crime e começa a investigar o passado. [Confira no Skoob]
link-externoGillian Flynn em defesa das vilãs

 

O capital no século XXI, de Thomas Piketty Nenhum livro sobre economia publicado nos últimos anos provocou o furor causado por esse estudo do francês Thomas Piketty sobre a concentração de riqueza e a evolução da desigualdade. [Confira no Skoob]

 

A arte de pedir, de Amanda Palmer Mobilizadora de multidões on-line, Amanda Palmer é o retrato perfeito da boa conexão entre o artista e seu público. No livro, a cantora, compositora, ícone indie e feminista mostra que pedir é digno e necessário. Longe de ser um manual, o livro é uma provocação que incita o leitor a superar seus medos e reconhecer o valor de precisar e pedir ajuda. [Confira no Skoob]
link-externoA arte de ser Amanda Palmer

 

Cidades de papel, de John Green Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que, certo dia, ela invade o quarto dele pela janela, convocando-o a fazer parte de um plano de vingança. E ele, é claro, aceita. [Confira no Skoob]
link-externoO capitão John Green

 

Nós, de David Nicholls Douglas é um bioquímico de 54 anos, casado com Connie e pai de Albie, um jovem que acabou de entrar para a faculdade. Certa noite, ele é acordado pela esposa, que decide pedir o divórcio. Porém, eles estão prestes a embarcar em uma viagem em família pela Europa. Do mesmo autor de Um diaNós traz uma irresistível reflexão sobre relacionamentos. [Confira no Skoob]
link-externoDia de fã: um encontro com David Nicholls

 

A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan Da São Francisco dos anos 1970 à Nova York de um futuro próximo, Jennifer Egan tece uma narrativa caleidoscópica, que alterna vozes e perspectivas, cenários e personagens para contar como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida. Recebeu o Pulitzer e o National Book Critics Circle Award de 2011. [Confira no Skoob]
link-externoA metáfora de Jennifer Egan ou “tudo começou aqui”

 

Para todos os garotos que já amei, de Jenny Han — Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. São confissões sinceras, sem joguinhos ou fingimentos. Até que, um dia, são misteriosamente enviadas aos destinatários e, de repente, a vida amorosa de Lara Jean se transforma. [Confira no Skoob]

 

Os filhos de Anansi, de Neil Gaiman Embrenhando-se no território da mitologia africana, a narrativa de Neil Gaiman leva o leitor a mergulhar nessa história fantástica e bem-humorada sobre relações familiares, profecias terríveis e divindades vingativas. Nova edição do clássico do autor com conteúdo extra e orelha assinada por Fábio Moon. [Confira no Skoob]
link-externoSobre ter pais constrangedores e se identificar com Neil

 

Salinger, de David Shields e Shane Salerno — A biografia de Salinger foi produzida ao longo de nove anos por David Shields e Shane Salerno, que colheram relatos de mais de 200 pessoas. A personalidade multifacetada do autor do clássico O apanhador no campo de centeio é relatada nas vozes de amigos, colegas do exército, parentes, editores, críticos literários etc. [Confira no Skoob]

 

Navegue a lágrima, de Leticia Wierzchowski Uma casa de praia, num idílico balneário no Uruguai, é o cenário de duas histórias de amor e perdas, separadas no tempo. Ao entrelaçar as lembranças da editora Heloísa à trajetória dos antigos moradores da casa, Leticia Wierzchowski expõe o inexorável desgaste realizado pela passagem do tempo até nas relações mais sólidas. [Confira no Skoob]
link-externoLeia as colunas de Leticia Wierzchowski

 

O árabe do futuro, de Riad Sattouf Filho de mãe francesa, nascida na Bretanha, e de pai sírio, de uma aldeia próxima a Homs, o premiado quadrinista Riad Sattouf retrata, de forma bem-humorada, o choque cultural experimentado por uma criança criada na França socialista de Mitterrand ao vivenciar os regimes autoritários da Síria de Hafez al-Assad e da Líbia de Kadafi. [Confira no Skoob]
link-externoRevivendo o passado através de O árabe do futuro

 

Caixa de pássaros, de Josh Malerman Há algo que não pode ser visto. Algo que enlouquece as pessoas e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio. Basta uma olhada para fora e a vida corre risco. A população foi aconselhada a trancar as portas e as janelas e a andar vendada. Com uma narrativa cheia de suspense e terror psicológico, Caixa de pássaros conta a história assustadora de um surto inexplicável em Michigan. [Confira no Skoob]
link-externoPássaros no escuro

 

A última dança de Chaplin, de Fabio Stassi — Na noite de Natal de 1971, Charlie Chaplin recebe a visita da Morte. O famoso ator está com oitenta e dois anos, mas ainda não se sente preparado para ver as cortinas se fecharem uma última vez. Desesperado por acompanhar o crescimento do filho mais novo, o ator propõe à Morte um acordo: se conseguir fazê-la rir, ganhará mais um ano de vida. [Confira no Skoob]
link-externoComo Chaplin enganou a morte

testeDia de fã ou “A primeira senha é minha”

Por Heloiza Daou*
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Em setembro do ano passado, estava saindo de férias e já tinha separado a última semana para visitar a Feira de Frankfurt, principal feira literária do mundo que acontece na Alemanha. Queria ver o movimento, entender um pouco como alguns processos funcionam e olhar “as modas”. Comentei isso com meu chefe e ele, sabendo que sou apaixonada pelo David Nicholls, me perguntou se, já que eu estaria lá, não gostaria de ir a um encontro com o cara durante a feira. “Oi? O quê? O David Nicholls vai estar lá?”

Comecei a tremer desde então. Juntei alguns materiais promocionais que havíamos produzido na época do lançamento de Um dia, peguei meu exemplar da primeira edição todo cheio de post-its e de marcações e joguei na mala. Tentei não criar muita expectativa. Vai que surge algum problema, alguém precisa ir no meu lugar, ele não vai, enfim… TENTEI DE VERDADE não criar expectativas.

David Nicholls e o jornalista alemão Jörg Thadeusz logo no início do encontro. A foto não está muito boa, mas foi uma das poucas que não ficou tremida demais, acreditem. :)

David Nicholls e o jornalista alemão Jörg Thadeusz logo no início do encontro. A foto não está muito boa, mas foi uma das poucas que não ficou tremida demais, acreditem. 🙂

O evento foi um bate-papo entre o autor e um jornalista sobre Nós, o mais recente romance de Nicholls, que estava sendo lançado naquela época na Alemanha. O escritor falou sobre seu processo criativo e a pressão de um livro novo após tanto sucesso. Contou também que, antes de Nós, entregou outra história para sua editora em Londres — e a resposta foi de que não era o que eles esperavam. David Nicholls assumiu que o livro estava realmente ruim e recomeçou até encontrar o enredo do novo romance.

Em Nós, acompanhamos uma família em um grand tour pela Europa (David contou que usou muito de sua experiência durante as viagens de divulgação de Um dia para o romance). A relação entre os três personagens — pai, mãe e filho — é muito difícil e, a partir do inesperado pedido de divórcio de Connie ao marido, Douglas, a história se desenvolve.

Durante o evento, me dividi entre prestar atenção ao novo enredo e/ou segurar minha ansiedade para o final. Não estava vendo ninguém com livros nas mãos, fiquei pensando que seria a única a ir chorar um autógrafo. Quando o bate-papo terminou uma pequena fila se formou, todos com seus exemplares alemães, é claro. Tremi que nem vara verde, entreguei a bolsa, um exemplar da edição da Intrínseca e disse quem eu era (daquele jeito). Conversamos rapidamente e pedi para ele autografar o meu exemplar da primeira edição. Estava extasiada. Dei lugar ao próximo da fila e fui respirar na antessala do espaço de eventos. Fiquei mais uns quinze minutos por lá. Sabia que estava muito feliz, mas fiquei tentando entender melhor o que estava acontecendo.

Momento pegando autógrafo: a louca foi chegando perto, segurou o botão do infinito de fotos do telefone e terminou com VÁRIAS escuras e borradas. :P

Momento pegando autógrafo: a louca foi chegando perto, segurou o botão do infinito de fotos do telefone e terminou com VÁRIAS escuras e borradas. 😛

Encontrar e conhecer David Nicholls me trouxe de volta aquele sentimento bom e inexplicável, que sintetiza por que escolhi trabalhar com livros. Na loucura do dia a dia, as coisas ficam frias, entram no automático: próximo lançamento –> reunião –> planejamento –> briefing –> produção –> rua. A gente acaba esquecendo que é leitor, que ama ler e que tem ídolos. Naquele outubro em Frankfurt, no meio da Europa, em um evento que não estava sendo organizado por mim, com um dos autores de que mais gosto, me recoloquei no lugar exclusivo — e sensacional — do fã. E tudo fez sentido de novo. O comichão do nervoso, o sorriso no rosto e a timidez que me tomaram por completo me lembraram por que escolhi o mercado editorial. Escolhi porque sou leitora, pronto. E, caramba, como é legal encontrar, conhecer e conversar com alguém que escreveu histórias capazes de mudar a nossa.

link-externoLeia um trecho de Nós

Este ano, os apaixonados por David Nicholls no Brasil terão a oportunidade de também passar por esse momento bacana. Semana passada divulgamos a vinda dele para a Bienal Internacional do Livro Rio, que acontece entre os dias 3 e 13 de setembro. Como fã número um já estou com bastante ciúme de todos vocês, humanos e brasileiros. Afinal, como Doug diz em Nós: “Se você ama alguém, deve libertar esta pessoa. Bem, isso não passa de um disparate. Se você ama alguém, se prende a esta pessoa com pesadas correntes de metal.” Gostar e admirar têm esse quê irracional mesmo. Prometo melhorar para dividirmos essa experiência juntos e trocarmos nossas impressões sobre como David Nicholls é genial, simpático e incrível.

P.S. Se você é fã e está apreensivo, com a expectativa lá em cima para Nós  — confesso que também estava antes de ler —, posso assegurar que o novo livro está longe, muito longe mesmo de decepcionar. David Nicholls fala com propriedade de assuntos e situações que a gente já viveu ou pode viver a qualquer momento. Parece que conhecemos os protagonistas, que eles existem e que podemos encontrá-los ao virar a esquina. O autor nos relembra o quanto é importante nos dedicarmos aos relacionamentos, mesmo os com uma semana ou vinte anos de duração. Muito mais que um romance sobre um casal, uma família e relações pessoais, Nós é um tratado sobre a força da individualidade e de como, às vezes, podemos tomar decisões aparentemente egoístas mas que, no fim, dizem respeito a todos que nos importam e nos cercam. Uma escrita madura sobre amor, paciência e o cultivo do cuidado diário ao tentar separar o que dizemos sentir do que nos move de verdade.

 

Heloiza Daou é gerente de marketing da Intrínseca e apaixonada por viagens, azeitonas e boas histórias, sejam elas de livros, de filmes ou da vida.

testeDavid Nicholls está confirmado na Bienal do Rio

David Nichols

O escritor inglês David Nicholls, autor do best-seller internacional Um dia, está confirmado para a 17ª edição da Bienal do Livro Rio, que acontece entre os dias 3 e 13 de setembro, no Riocentro.

Responsável pela publicação de todos os livros do autor no Brasil, a Intrínseca lança agora em maio seu aguardado novo romance.

Em Nós, já em pré-venda, Douglas, um bioquímico de 54 anos, é surpreendido pelo pedido de divórcio da esposa. Às vésperas da entrada do único filho na faculdade, o casal tem um tour pela Europa programado. E Douglas está convencido de que a viagem pode ser a sua chance para reacender o romance.

link-externoLeia um trecho de Nós