testeOito livros sobre histórias durante a Segunda Guerra Mundial

Setenta anos após a morte de Adolph Hitler, as histórias passadas durante os anos em que o ditador nazista esteve no poder ainda emocionam e chocam. Para recordamos um dos períodos mais conturbados da história mundial, selecionamos uma lista com oito livros com tramas durante a Segunda Guerra Mundial.

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Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr — Marie-Laure, cega aos seis anos, vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural. Na Alemanha, o órfão e curioso Werner se encanta pelo rádio. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Anthony Doerr constrói um tocante romance sobre o que há além do mudo visível.

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O último dia dos nossos pais, de Joël Dicker — Neste livro, Dicker  aborda a criação da SOE (Executiva de Operações Especiais) e mostra como um serviço composto em sua maioria por amadores tornou-se uma das peças-chaves da Segunda Guerra Mundial. O autor relata um feito pouco conhecido da Resistência francesa e ao mesmo tempo constrói uma história sobre o ser humano e suas fraquezas.

No jardim das feras, de Erick Larson — O livro reconstitui a ascensão de Hitler sob a singular perspectiva do então embaixador norte-americano em Berlim e de sua filha — uma jovem divorciada que se envolve com importantes homens do Terceiro Reich, como o primeiro chefe da Gestapo, Rudolf Diels.

A Segunda Pátria, de Miguel Sanches Neto — Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas alia-se ao Terceiro Reich. Neste cenário alternativo, o autor desenvolve uma surpreendente história de amor enquanto subverte os fatos para criar um Brasil que não está nos livros de história, mas que nem por isso deixa de ser assustadoramente plausível.

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A menina que roubava livros, de Markus Zusak — Uma menina embrutecida pela guerra apela à literatura para driblar o nazismo então dominante. Rouba livros e confia às letras o poder de salvá-la daquela atrocidade. A história, narrada sob o inusitado ponto de vista da Morte, rendeu um dos mais elogiados best-sellers dos últimos tempos.

Inferno: o mundo em guerra 1939 -1945, de Max Hastings — Resultado de 35 anos de pesquisa, o livro traça um painel completo da Segunda Guerra Mundial em todas as linhas de frente, com enfoque na experiência humana. Em um volume único, Max Hastings entrelaça o testemunho de pessoas comuns e compõe uma narrativa capaz de revelar como foi viver, lutar e morrer em um mundo em conflito.

O diário de Helga, de Helga Weiss — Calcula-se que das 15.000 crianças que passaram pelo campo de Terezín, na antiga Tchecoslováquia, apenas 100 chegaram com vida ao fim da Segunda Guerra Mundial. Uma delas é Helga Weiss, que relata a vida no campo de concentração.

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Os óculos de Heidegger, de Thaisa Frank — O livro mescla filosofia e romance em uma ficção inusitada. O cenário é a Operação Postal, programa nazista realizado durante a Segunda Guerra Mundial em que um grupo de intelectuais — salvos de fuzilamentos e dos campos de concentração pelo conhecimento de outras línguas — respondia às cartas enviadas aos mortos do Terceiro Reich.

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testeO Dia D

Em 6 de junho de 1944, o desembarque de mais de 150 mil soldados das tropas aliadas nas praias da Normandia, no noroeste da França, foi o golpe fundamental para a derrocada do poder nazista. No aniversário do Dia D, o Dia da Decisão, indicamos algumas obras que revivem os difíceis anos desde a ascensão de Hitler na Alemanha, passando pela perseguição aos judeus e pelas ações políticas que levaram à Segunda Guerra Mundial.

No jardim das feras, não ficção do jornalista , reconstitui a chegada de Hitler ao poder pela singular perspectiva do então embaixador norte-americano em Berlim e de sua filha Martha — uma jovem que se envolve com importantes homens do Terceiro Reich, como o primeiro chefe da Gestapo, Rudolf Diels.

Além do cotidiano de milhares de alemães às vésperas do grande conflito, a Viena ocupada pelos nazistas ressurge em A lebre com olhos de âmbar. A fantástica — e verídica — narrativa dos antepassados de Edmund de Waal, um dos mais importantes ceramistas ingleses da atualidade, passa por eventos cruciais do século XX e revela como as abastadas famílias judias tiveram seus bens expropriados.

No entanto, coube à ficção retratar uma infância vivida em torno do culto a Hitler. A trajetória de Liesel Meminger, a protagonista de A menina que roubava livros, de Markus Zusak, abarca o período de 1939 a 1943 e é narrada pela Morte — uma figura perplexa diante de tamanha violência.

testeO beijo do Führer

Ao recordar sua primeira impressão de Hitler, Putzi Hanfstaengl escreveu: “Ele parecia um cabeleireiro de subúrbio em dia de folga.” Filho de mãe americana e formado em Harvard, Hanfstaengl era conhecido por tocar piano, tarde da noite, para acalmar os nervos do ditador. Mas, como a música — que chegava a arrancar lágrimas do Führer — não parecia suficiente, Putzi teve uma ideia: Hitler poderia se tornar um líder mais razoável se estivesse apaixonado.

Não era nada fácil encontrar uma mulher para Hitler, que dispunha de um longo histórico de relacionamentos estranhos, marcados por tragédias e rumores sobre seu comportamento indecoroso. Suas ligações com mulheres muito mais jovens incluíram sua sobrinha Geli Raubal, que foi encontrada morta no apartamento do ditador. No entanto, o chefe da imprensa nazista julgava ter encontrado a mulher perfeita. Ela era Martha Dodd, a encantadora filha do então embaixador norte-americano em Berlim, William E. Dodd.

Para Martha, a ideia de ser escolhida como a mulher capaz de mudar o destino da Europa soava como uma deliciosa travessura. Desde que chegara ao país com a família, em 1933, a jovem divorciada encantara-se com os alemães. E, nos anos seguintes, conquistou muitos homens poderosos. Por seus braços passaram príncipes alemães, diplomatas franceses e figurões do Partido Nazista, como o primeiro chefe da Gestapo, Rudolf Diels, um agente da NKVD, a futura KGB, além de correspondentes e escritores americanos, como Thomas Wolfe.

No encontro, o Führer tomou a mão de Martha e a beijou. Vendo-o de perto, ela o descreveu em seu livro de memórias como tendo um rosto “fraco e mole, com bolsas sob os olhos, lábios grossos e quase nenhuma estrutura óssea facial”. Mas completou: “Os olhos de Hitler eram surpreendentes e inesquecíveis — de uma cor azul pálida, intensos, firmes e hipnóticos.” Mas esse encontro, bem como o ambicioso plano de Putzi, fracassaram.

Em No jardim das feras, o jornalista e escritor Erik Larson reconstitui a ascensão de Hitler sob a singular perspectiva de Martha e William E. Dodd. Com base em registros oficiais alemães e das embaixadas americana e soviética, além de cartas, diários e entrevistas, Larson retrata histórias curiosas — como o desse plano inusitado — e revela tudo aquilo que a família Dodd e milhões de alemães vivenciaram até que o restante do mundo entendesse, tarde demais, o que Hitler estava tramando.

Leia o primeiro capítulo de No jardim das feras.

testeEstante Intrínseca – Lançamentos de Maio

5/5 – Memórias de um vendedor de mulheres, de Giorgio Faletti — Em seu novo livro, o, fenômeno mundial da literatura italiana contemporânea Giorgio Faletti recria as insanas noites milanesas da década de 1970 sob a perspectiva de Bravo, um negociante de mulheres. Entre cabarés e cassinos clandestinos, este homem enigmático compartilha suas noites em claro com mulheres desesperadas, viciados e membros da máfia. Dotado de avidez, rancor e cinismo — as três características que julga fundamentais para a função que exerce —, Bravo não questiona seus atos até que eles o levam a viver um pesadelo: ser caçado pela polícia, pelo crime organizado e pelos militantes das Brigadas Vermelhas. Falleti também é autor dos best-sellers Eu mato e Eu sou Deus.
Leia o primeiro capítulo.

12/5 – No jardim das feras, de Erik Larson — Em 1933, o professor William E. Dodd, da Universidade de Chicago, é convidado a assumir a embaixada dos Estados Unidos na Alemanha de Hitler. Sem experiência diplomática, ele se muda para Berlim acompanhado pela mulher e pelos dois filhos adultos Bill Jr. e Martha — uma jovem que se envolve com alguns homens do Terceiro Reich, como o primeiro chefe da Gestapo, Rudolf Diels. A partir da perspectiva dessa família norte-americana — registrada em documentos oficiais e em diários —, o mestre da narrativa de não ficção Erik Larson reconstituí a crescente tensão em Berlim e a intimidade de personagens históricos como Göring, Goebbels e o próprio Hitler.
Leia o primeiro capítulo.

21/5 – Tempo é dinheiro, de Lionel Shriver — Shep Knacker sempre economizou para a “Outra Vida”: um retiro idílico no Terceiro Mundo onde a correria da cidade grande seria substituída por tempo livre e horas de sono suficientes. Quando ele vende sua empresa e a realização de seu sonho parece próxima, sua mulher descobre que está doente e os custos incrivelmente altos do tratamento consomem, diariamente, suas economias. Em uma pesada crítica aos sistemas de saúde, a premiada escritora Lionel Shriver — autora de Precisamos falar sobre o Kevin, O mundo pós-aniversário e Dupla falta se atreve a fazer a temida pergunta: quanto custa a vida de uma pessoa?
Leia o primeiro capítulo.

Ficção para jovens

2/5 – Parasita vermelho, Andrew Lane — Na segunda aventura da série, o jovem Sherlock Holmes atravessa o oceano em direção à misteriosa América e a uma trama mortal. Leia mais
Leia o primeiro capítulo.

7/5 – O filho de Netuno, de Rick Riordan – Na aguardada continuação de O herói perdido, Percy Jackson desperta sem memória, agarrado apenas às lembranças de sua namorada, Annabeth, e a uma certeza: os dias de jornadas e batalhas não terminaram. Leia mais.
Leia o primeiro capítulo