testeO que esperar da nova temporada de Big Little Lies

AVISO: ESSA LISTA CONTÉM SPOILERS!

A série Big Little Lies, inspirada no surpreendente livro de Liane Moriarty, conquistou o coração de milhares de pessoas. Vencedora de 8 Emmys, a adaptação estrelada por Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley retorna à HBO em julho com muitas novidades e segredos ainda mais eletrizantes.

Para deixar vocês preparados para os novos mistérios da segunda temporada, fizemos uma lista de coisas que vocês precisam saber antes do retorno da série. Confira!

  1. Sinopse da temporada 

De acordo com a HBO, a segunda temporada de Big Little Lies estará mais intensa do que nunca. A produtora afirmou que os novos episódios da série irão explorar “a maldade das mentiras, a durabilidade das amizades e a fragilidade do casamento. Relações serão desfeitas, lealdades serão destruídas. A possibilidade de feridas emocionais e físicas estará sempre à espreita. ”

Confira o trailer:

 

  1. A chegada de Meryl Streep ao elenco

É isso mesmo, você não leu errado! Ninguém menos do que Meryl Streep estará presente na segunda temporada da série. Interpretando a mãe de Perry, a personagem de Streep estará determinada a descobrir respostas sobre a morte de seu filho. Mal podemos esperar!

 

  1. Alexander Skarsgård estará presente na nova temporada

Durante o painel de Big Little Lies em Nova York, Nicole Kidman soltou alguns spoilers sobre a nova temporada. A atriz e produtora revelou que, mesmo após a morte de seu personagem, Alexander Skarsgård aparecerá na segunda temporada. Será que temos alguns flashbacks vindo por aí?

 

  1. O que Jane fará agora que sabe a verdade sobre o pai de Ziggy?

Os últimos momentos da primeira temporada foram bastante intensos, principalmente para Jane. Após uma enchente de revelações sobre o pai de Ziggy e sua fatídica morte, a cabeça da personagem de Shailene Woodley estará a mil. Segundo a HBO, processar todos os acontecimentos daquela noite não será tão simples para Jane, mas a protagonista se dedicará à tentativa de construir uma vida nova para ela e seu filho.

 

Confira também algumas fotos das gravações e bastidores da nova temporada!

testeDepois de Big Little Lies, Nicole Kidman estrela nova história de Liane Moriarty

A autora de Pequenas grandes mentiras, romance que deu origem à premiada série Big Little Lies, da HBO, terá mais um de seus livros adaptados para as telas! Nove desconhecidos, de Liane Moriarty, vai virar uma série estrelada por Nicole Kidman e transmitida na plataforma de streaming Hulu, responsável pela aclamada Handmaid’s Tale.

Prevista para 2020, a nova série também será produzida por Nicole Kidman e contará com David E. Kelley (produtor de Big Little Lies) e John Henry Butterworth como co-roteiristas.

Em Nove desconhecidos, nove pessoas se inscrevem em um retiro deslumbrante na esperança de mudarem suas vidas. Querendo perder peso, se recuperar de uma desilusão amorosa ou superar a morte de um ente querido, todos estarão confinados nesse spa distante de tudo sem acesso a telefones ou internet. Em pouco tempo, eles percebem que os funcionários escondem segredos perigosos, principalmente a rigorosa diretora do lugar (Nicole Kidman), que parece saber muito mais sobre os hóspedes do que seria normal.

Leia um trecho.

O livro, que chegou às livrarias brasileiras em abril, foi enviado primeiro para os assinantes do intrínsecos, clube de assinatura da Intrínseca, e rapidamente conquistou o coração dos leitores.

Liane já é conhecida por seus livros que dão origem a produções de TV. Adaptada para uma minissérie, Big Little Lies recebeu seis estatuetas no Emmy e fez tanto sucesso que uma segunda temporada foi produzida e estreia em junho na HBO. Com Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley, o elenco que já é incrível ganhou uma adição valiosa: Meryl Streep.

 

Outros dois livros de Liane Moriarty estão programados para virar filmes: O segredo do meu marido, que terá Blake Lively no papel principal, e O que Alice esqueceu, estrelado por Jennifer Aniston.

testeBoy Erased: A luta de Garrard Conley contra a cura gay

Por João Lourenço*

Garrard Conley, autor de Boy Erased, e Lucas Hedges, ator que o interpretou na adaptação cinematográfica do livro

Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. Ou seja, ser gay deixou de ser considerado um transtorno ou alguma perturbação à saúde.

De lá para cá, passaram-se quase 30 anos, chegamos ao século XXI e, por mais absurdo que seja, a homossexualidade continua incomodando muita gente. Pior. Os incomodados seguem afirmando que se trata de doença e, sendo “doença”, pode ser “curada”. Só nos Estados Unidos, pesquisas mostram que mais de 700 mil pessoas já passaram por algum “tratamento” de terapia reparativa ou de conversão — termos pomposos para a famigerada “cura gay”. E quase metade desse número é formado por adolescentes. Além disso, a Associação Americana de Psicologia elaborou uma lista abrangente dos males causados por esse tipo de programa: ansiedade, confusão, depressão, desesperança, perda da fé e, até mesmo, suicídio.

Garrard Conley foi um desses adolescentes. Sobreviveu à experiência e, para ajudar pessoas que enfrentam situações parecidas, escreveu Boy Erased. No livro de memórias, ele relata com detalhes o período em que frequentou um dos maiores e mais controversos programas de reorientação sexual dos Estados Unidos, o “Amor em Ação” (AEA).

Vindo de uma família de classe média que vivia em uma cidade conservadora e religiosa no interior do Arkansas, Conley passou grande parte da infância dentro de uma igreja Batista, onde o pai era um dos pastores. O autor teve infância e adolescência normais, sem sofrer nenhum tipo de bullying na escola. Os problemas começaram quando ele foi para a faculdade. Longe dos pais, ele se sentiu livre para ser quem era e logo se envolveu com um colega de classe, que também vinha de uma família religiosa. O jovem estuprou Conley e, temendo ser denunciado, ligou para os pais do autor se passando por um coordenador da faculdade e o “tirou do armário”.

A primeira reação de Conley foi negar a acusação. Mas, sob pressão, resolveu confessar que sentia atração por homens. O pai convidou pastores e ministros da igreja para decidir o futuro do filho. E a decisão foi a pior possível: enviá-lo para um polêmico programa chamado “Refúgio”, que reúne adolescentes e adultos que sofrem de “vícios sexuais”.

Conley viajou para o estado do Tennessee, sede do AEA, com a mãe. Lá, recebeu inúmeras instruções: qual hotel deveriam ficar hospedados durante o tratamento, quais roupas Conley poderia usar, qual seria o seu corte de cabelo e até a altura da barba. No AEA, a maioria dos funcionários é formada por “gays convertidos”, pessoas sem formação acadêmica ou experiência em tratamentos psicológicos. Conley então teve aulas de como “ser homem”: exercícios de postura, voz, atividades esportivas etc. Com interpretações equivocadas da Bíblia, o lugar é movido à tortura psicológica, induzindo os “pacientes” ao medo, arrependimento e, por fim, à tal “conversão”. Os participantes também são forçados a assistir a filmes pornográficos.

Durante esse processo, a relação de Conley com a mãe foi fundamental para mantê-lo são e conservar alguma esperança. Ao contrário do pai, ela não era tão rígida e estava disposta a entender a orientação sexual do filho. No tempo livre, por exemplo, os dois compartilhavam livros e discutiam títulos com teor homossexual, como O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde.

A maioria dos “pacientes” do AEA precisa ficar pelo menos três meses em tratamento. Mas, com a ajuda da mãe, que enfrentou o marido, Conley permaneceu no lugar por apenas duas semanas. Hoje, ela lembra o período como “o ano em que fomos abduzidos por alienígenas”.

Por vários motivos, Boy Erased parece mais um livro de ficção do que de memórias. Conley escreve com ritmo fluido e opta por contar a sua história de forma não linear, utilizando linguagem clara e objetiva, além de abordar com leveza as passagens mais dolorosas. As técnicas utilizadas pelo AEA e os diálogos dos funcionários são tão absurdos que, às vezes, tudo beira o inverossímil. E, assim como na ficção, nem tudo é preto ou branco. Conley oferece ao leitor histórias secundárias sobre os personagens, principalmente sobre os pais, em uma tentativa de torná-los merecedores de empatia e compaixão.

Os pais de Conley, Hershel e Martha, representam o típico casal americano. Eles se conheceram e casaram-se muito jovens. Hershel era quarterback quando conheceu Martha, líder de torcida. Antes de ser ordenado como pastor, Hershel gerenciava uma concessionária de carros. Foi com o pai que Garrard aprendeu a se expressar com confiança e charme. No entanto, Garrard conta, por exemplo, episódios de violência que marcaram a vida do pai: Hershel presenciou a mãe apanhar do pai diversas vezes. Em relação à mãe, ele a apresenta como uma mulher engraçada e espontânea. São diversos os episódios que retratam o amor entre a família — relação que se desgastou após a entrada de Conley no programa de conversão.

Boy Erased foi dedicado aos pais do autor. Ou seja, mesmo após passar por uma experiência traumática, Conley decidiu perdoá-los. Ele defende que os pais vêm de uma geração em que a diversidade era apenas uma palavra perdida no dicionário. Hoje, Conley mora em Nova York com o marido. A relação dele com os pais melhorou. A mãe o acompanhou durante o lançamento do livro, mas o pai, embora tenha admitido que o AEA foi uma péssima escolha, ainda acredita que a homossexualidade não faz parte dos “planos de Deus”.

O livro ganhou adaptação cinematográfica de peso. Nicole Kidman e Russel Crowe interpretam os pais de Conley, e o papel do autor ficou com Lucas Hedges. Ao contrário do livro, o filme não alcançou o mesmo sucesso de público, além de ter gerado polêmica no Brasil. A distribuidora decidiu não exibir o filme nos cinemas por questões comerciais, mas parte do público foi às redes sociais reclamar de censura.

Em época de fake news, verdades alternativas, pós-verdade, todos que acreditam em direitos iguais precisam ajudar a esclarecer a diferença entre fato e crença. Talvez assim finalmente possamos trilhar o caminho da diversidade. Boy Erased é a história de uma família que se ama, mas, assim como outras famílias, enfrenta problemas. E, às vezes, com a melhor das intenções, escolhe o pior caminho para ajudar aquele a quem ama.

*João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York escrevendo seu primeiro romance.

testeLeia um trecho de Boy Erased

Boy Erased: Uma verdade anulada acompanha a emocionante jornada de Garrard Conley ao ser matriculado em um programa de conversão sexual. Imersos na comunidade conservadora em que vivem, os pais de Garrard acreditavam que sua homossexualidade poderia ser curada.

Essa história real mostra as consequências de tentar aniquilar uma parte de si mesmo. É uma mensagem de esperança e um pedido de tolerância para todos que vivem situações semelhantes de repressão. O livro deu origem ao filme homônimo com Nicole Kidman, Russell Crowe e Lucas Hedges, que chega no Brasil em formato digital ainda em 2019.

Leia um trecho:

 

segunda-feira, 7 de junho de 2004

John Smid estava de pé, as costas retas, sorrindo com seus óculos de armação fina, usando a calça cáqui e a camisa de botão listrada que haviam se tornado o uniforme dos homens evangélicos de todo o país. As costuras da camiseta que usava por baixo se esticavam, rígidas, sob a camisa, e o cabelo louro e grisalho estava domado por um corte máquina cinco, comum em todos os barbeiros do Sul dos Estados Unidos. O resto de nós estava sentado em um semicírculo voltado para ele, todos vestidos de acordo com as regras determinadas em nossos manuais de instruções de 274 páginas.

    Homens: Sempre usar camisas, inclusive para dormir. Camisetas sem manga não são permitidas, seja como roupa comum ou de baixo, inclusive regatas. A barba deve ser feita todos os dias. Costeletas nunca devem ficar abaixo da ponta da orelha.

    Mulheres: Usar sutiã o tempo todo, a não ser para dormir. Saias devem ficar na altura dos joelhos ou abaixo deles. Tops permitidos apenas se usados sob blusas. Pernas e axilas devem ser raspadas pelo menos duas vezes por semana.

— A primeira coisa que vocês precisam fazer é reconhecer o quanto se tornaram dependentes de sexo, de coisas que não são de Deus — disse Smid.

Estamos no Primeiro Passo do Amor do programa de Doze Passos para a Ação, uma série de princípios que põe os pecados da infidelidade, da brutalidade, da pedofilia e da homossexualidade no mesmo patamar de vícios como o alcoolismo e o jogo: um tipo de Alcoólicos Anônimos para o que os conselheiros chamam de “desvio sexual”.

Algumas horas antes, sentado sozinho em sua sala, eu havia visto um homem diferente: um Smid mais bondoso e brincalhão, um palhaço de meia-idade disposto a usar todo tipo de técnica para me fazer sorrir. Ele havia me tratado como criança, e eu tinha relaxado naquele papel, apesar de ter dezenove anos na época. Smid disse que eu tinha ido ao lugar certo, que a Amor em Ação me curaria, me tiraria do pecado e me levaria à luz da glória de Deus. O escritório dele parecera iluminado o bastante para sustentar aquela afirmação, as paredes nuas a não ser por alguns recortes de jornal e versos da Bíblia bordados dispostos em molduras. A janela dava para um terreno baldio, raro naquela área dos arredores da cidade: um gramado abandonado, pontuado por dentes-de-leão coloridos e seus milhares de sementes que se espalhariam pela rodovia até o fim da semana.

— Nós tentamos misturar vários modelos de tratamento aqui — garantira Smid, girando a cadeira de escritório para olhar pela janela.

Um sol alaranjado se erguia atrás dos prédios mal caiados ao longe. Esperei que a luz do sol os tomasse, mas, quanto mais observava, mais ela parecia demorar. Eu me perguntei se era assim que o tempo funcionaria naquele lugar: minutos pareceriam horas, horas pareceriam dias, dias pareceriam semanas.

— Assim que você entra no grupo, já está caminhando para a recuperação — dissera Smid. — O importante é se lembrar de manter a cabeça aberta.

Eu estava ali por escolha própria, apesar do meu ceticismo crescente, apesar da vontade secreta de fugir para não encarar a vergonha que sentia desde que meus pais haviam descoberto que eu era gay. Tinha investido demais em minha vida para deixá-la para trás: em minha família e naquele Deus cada vez menos definido que conhecia desde pequeno.

Deus, eu havia pedido em oração, deixando a sala de Smid e seguindo pelo corredor estreito até o salão principal, as luzes fluorescentes estalando em seus suportes de metal, não sei mais quem é o Senhor, mas, por favor, me dê sabedoria para sobreviver a tudo isso.

 Algumas horas depois, sentado no meio do semicírculo de Smid, eu esperava que Deus se juntasse a mim.

— Vocês não são melhores nem piores do que os outros pecadores do mundo — disse Smid.

Ele mantinha os braços cruzados atrás das costas, o corpo todo tenso, como se tivesse sido amarrado a uma tábua invisível.

— Deus vê todos os pecados sob a mesma luz.

Todos assentimos. O jargão do ex-gay já havia se tornado familiar para mim, apesar de ter sido um choque quando o lera pela primeira vez no site da instituição, quando ficara sabendo que a homossexualidade que eu tinha tentado ignorar durante grande parte da minha vida estava “fora de controle”, que eu podia acabar tendo relações com o cachorro de alguém se não me curasse. Por mais absurda que a ideia possa parecer neste momento, eu não tinha muitas informações em que me basear na época. Ainda era jovem o suficiente para ter tido apenas casos passageiros com outros homens. Antes da faculdade, eu só havia conhecido um homem que dizia abertamente que era gay: o cabeleireiro da minha mãe, um cara grande e peludo que passava a maior parte do tempo dando sinais do que eu considerava um estereótipo — elogiava minha aparência, fofocava sobre os colegas de trabalho, discutia os planos para sua próxima festa de Natal maravilhosa, a barba branca impecável já esculpida para encarnar o papel de Papai Noel Safado. O restante do preconceito eu havia aprendido em pantomimas: punhos frouxos e gestos exagerados de membros da igreja fazendo piada; frases que chamavam atenção em virtude daquela cadência melódica comum na TV — “Ai, não precisaaava” —; petições da igreja que tinham que ser assinadas para manter o país a salvo dos “pervertidos”. O brilho de uma legging neon, o agitar de um boá, um bumbum durinho rebolando para a câmera. O que eu via na TV parecia corroborar que ser gay era estranho, não natural.

— Vocês precisam entender uma coisa muito importante — disse Smid, a voz tão próxima que pude senti-la em meu peito. — Estão usando um pecado sexual para preencher o vazio que sentem pela falta de Deus em suas vidas.

Eu estava ali. Ninguém podia dizer que eu não estava tentando.

O salão principal era pequeno, iluminado por lâmpadas fluorescentes e tinha uma porta de correr que dava para uma varanda de concreto desbotada pelo sol. Nosso grupo estava sentado em cadeiras dobráveis acolchoadas, perto da frente da sala. Nas paredes atrás de nós, havia folhas plastificadas com os Doze Passos que prometiam uma cura lenta, mas duradoura. Além desses pôsteres, as paredes não tinham basicamente nada. Não havia crucifixos nem estações da via crucis. Ali, tal iconografia era considerada idolatria, assim como a astrologia, o jogo Dungeons & Dragons, as religiões orientais, os tabuleiros de Ouija, o satanismo e a ioga. A Amor em Ação tinha uma posição mais extrema contra o mundo secular do que as igrejas da minha infância, embora eu já estivesse familiarizado com o modo de pensar dos conselheiros. (…)

— Harry Potter não passa de um sedutor das almas das crianças — dissera certa vez um pastor batista que fora visitar a igreja da nossa família.

Não duvido que meus conselheiros da AEA também tivessem descartado qualquer menção a Harry Potter e que, portanto, o tempo que passei em Hogwarts tivesse que continuar sendo um prazer secreto. Eu havia selado um pacto ainda mais sério com Deus ao ir até ali, algo que exigia que abstraísse a maior parte do que acontecera antes da AEA. Antes de entrar naquela sala, tinham me pedido para deixar tudo para trás, com exceção de minha Bíblia e meu manual.

testeBoy Erased: a história que precisa ser contada

 

Infelizmente, a exibição no Brasil do filme Boy Erased foi cancelada por questões comerciais. Estrelado por Lucas Hedges, Nicole Kidman e Russell Crowe, o longa é inspirado no livro de memórias de Garrard Conley. Filho de um pastor batista e criado em uma cidade conservadora no interior dos Estados Unidos, o jovem foi matriculado em uma terapia de conversão sexual após ser exposto para seus pais por um colega de faculdade. Confira abaixo a nota dos nossos editores:

Garrard narra em Boy Erased sua comovente história de sofrimento e superação ao ser forçado a participar do processo que prometia pretensa cura para algo que não precisava ser tratado. Quando decidimos publicar o livro no Brasil, acreditamos que junto com a adaptação cinematográfica de suas memórias poderíamos levar uma mensagem necessária de tolerância para todos que vivem situações semelhantes de repressão a suas sexualidades. Avaliamos que o livro seria uma importante contribuição para debates e que ajudaria a tornar pública a situação que muitos sofrem em silêncio. 

Nossa edição de Boy Erased: Uma verdade anulada foi lançada no início de janeiro com boa recepção por leitores, pela mídia e influenciadores. Como muitos, lamentamos a notícia recente de que o filme não será mais exibido nos cinemas do Brasil. Mesmo assim, nossa crença na relevância do relato de Conley e nosso empenho para divulgá-lo permanecem inalterados. Manteremos nossos esforços para a promoção do livro como inicialmente planejado, com a certeza da importância do tema e de sua contribuição para uma sociedade plural e livre de preconceitos.

testeO Primeiro Homem, Sharp Objects e As Viúvas: Conheça os indicados ao Critics’ Choice Awards

A temporada de premiações está chegando! Foram divulgados os indicados ao Critics’ Choice Awards, que premia as melhores produções do ano. O filme A Favorita lidera as nomeações, com 14 ao todo. Pantera Negra e O Primeiro Homem aparecem logo em seguida, com 12 e 10 indicações, respectivamente. Adaptações como Sharp Objects, As Viúvas e Boy Erased também aparecem na lista.

Confira alguns indicados:

Melhor Filme

Pantera Negra
Infiltrado na Klan
A Favorita
O Primeiro Homem
Green Book – O Guia
Se a Rua Beale Falasse
O Retorno de Mary Poppins
Roma
Nasce uma Estrela
Vice

 

Melhor Ator

Christian Bale – Vice
Bradley Cooper – Nasce uma Estrela
Willem Dafoe – At Eternity’s Gate
Ryan Gosling – O Primeiro Homem
Ethan Hawke – First Reformed
Rami Malek – Bohemian Rhapsody
Viggo Mortensen – Green Book – O Guia

 

Melhor Atriz

Yalitza Aparicio – Roma
Emily Blunt – O Retorno de Mary Poppins
Glenn Close – A Esposa
Toni Collette – Hereditário
Olivia Colman – A Favorita
Lady Gaga – Nasce uma Estrela
Melissa McCarthy – Poderia Me Perdoar?

 

Melhor Ator Coadjuvante

Mahershala Ali – Green Book – Guia
Timothée Chalamet – Querido Menino
Adam Driver – Infiltrado Na Klan
Sam Elliott – Nasce uma Estrela
Richard E. Grant – Poderia Me Perdoar?
Michael B. Jordan – Pantera Negra

 

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams – Vice
Claire Foy – O Primeiro Homem
Nicole Kidman – Boy Erased: Uma Verdade Anulada
Regina King – Se a Rua Beale Falasse
Emma Stone – A Favorita
Rachel Weisz – A Favorita

 

Melhor Ator/Atriz Jovem

Elsie Fisher – Oitava Série
Thomasin McKenzie – Leave No Trace
Ed Oxenbould – Vida Selvagem
Millicent Simmonds – Um Lugar Silencioso
Amandla Stenberg – O Ódio que Você Semeia
Sunny Suljic – Mid90s

 

Melhor Elenco

Pantera Negra
Podres de Ricos
A Favorita
Vice
As Viúvas

 

Melhor Diretor

Damien Chazelle – O Primeiro Homem
Bradley Cooper – Nasce uma Estrela
Alfonso Cuarón – Roma
Peter Farrelly – Green Book – O Guia
Yorgos Lanthimos – A Favorita
Spike Lee – Infiltrado na Klan
Adam McKay – Vice

 

Melhor Roteiro Adaptado

Ryan Coogler e Joe Robert Cole – Pantera Negra
Nicole Holofcener e Jeff Whitty – Poderia Me Perdoar?
Barry Jenkins – Se a Rua Beale Falasse
Eric Roth, Bradley Cooper e Will Fetters – Nasce uma Estrela
Josh Singer – O Primeiro Homem
Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott e Spike Lee – Infiltrado na Klan

 

Melhor Filme de Ação

Vingadores: Guerra Infinita
Pantera Negra
Deadpool 2
Missão Impossível – Efeito Fallout
Jogador Nº 1
As Viúvas

 

Melhor Série Limitada

A Very English Scandal (Amazon)
American Vandal (Netflix)
The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Escape at Dannemora (Showtime)
Genius: Picasso (National Geographic)
Sharp Objects (HBO)

 

Melhor Atriz em um Filme Feito Para a TV ou Série Limitada 

Amy Adams – Sharp Objects (HBO)
Patricia Arquette – Escape at Dannemora (Showtime)
Connie Britton – Dirty John (Bravo)
Carrie Coon – The Sinner (USA Network)
Laura Dern – The Tale (HBO)
Anna Deavere Smith – Notes From the Field (HBO)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em um Filme Feito Para a TV ou Série Limitada 

Ellen Burstyn – The Tale (HBO)
Patricia Clarkson – Sharp Objects (HBO)
Penelope Cruz – The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Julia Garner – Dirty John (Bravo)
Judith Light – The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Elizabeth Perkins – Sharp Objects (HBO)

Confira a lista completa aqui.

testeSharp Objects e Boy Erased indicados ao Globo De Ouro

 

O Globo de Ouro, um dos maiores prêmios da televisão e do cinema americanos, divulgou os indicados de 2019. Boy Erased e Sharp Objects, respectivamente filme e série inspirados em livros da Intrínseca, foram indicados.

 

A série Sharp Objects, inspirada em Objetos cortantes, de Gillian Flynn, foi indicada na categoria Melhor Minissérie. Amy Adams, que interpreta a problemática Camille, foi indicada a Melhor Atriz em Minissérie e Patricia Clarkson, que interpreta sua mãe, foi indicada a Melhor Atriz Coadjuvante. A série acompanha o retorno de Camille Preaker à sua cidade natal para escrever sobre um brutal assassinato. A investigação traz à tona as dolorosas lembranças da juventude e a relação com sua família disfuncional.

Lucas Hedges concorre ao prêmio de Melhor Ator pelo filme Boy Erased: Uma verdade anulada. A música Revelation, de Troye Sivan e Jósi, foi indicada a Melhor Música Original.

Inspirado no livro de mesmo nome, Boy Erased: Uma verdade anulada acompanha a emocionante trajetória real de Garrard Conley ao tomar uma decisão dolorosa: entrar para um programa de reorientação sexual ou ser renegado pela família. Durante essa jornada, ele reflete sobre família, identidade e encontra forças para aceitar a si mesmo. Além de Lucas Hedges, Boy Erased conta com Nicole Kidman e Russell Crowe no elenco. O livro que inspirou a história chega às livrarias a partir de 4 de janeiro e o filme estreia no dia 31 do mesmo mês.

Claire Foy foi indicada a Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em O primeiro homem, filme inspirado na biografia de Neil Armstrong, escrita por James R. Hansen e publicada pela Intrínseca em setembro. A trilha original do filme também foi indicada.

Timotheé Chalamet, nosso eterno Elio de Me chame pelo seu nome, foi indicado a Melhor Ator Coadjuvante por seu papel no filme Beautiful Boy.

Os vencedores do prêmio serão anunciados durante o evento no dia 6 de janeiro. Façam suas apostas!

testeEm entrevista, Nicole Kidman fala sobre Big Little Lies, Meryl Streep e seu novo filme, Boy Erased

Estrela da série Big Little Lies e do aguardado Boy Erased, Nicole Kidman está em um dos melhores momentos de sua carreira. Eleita a Show Woman of the Year pela revista Variety, a atriz concedeu uma entrevista em que comentou sobre os seus grandes projetos.

Inspirada no romance de Liane Moriarty, a adaptação de Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres que vivem em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

Protagonizando e produzindo a série ao lado de Reese Witherspoon, Kidman comentou sobre o reconhecimento do seu trabalho: “Esse é o personagem sobre o qual as pessoas falam comigo mais do que qualquer outro. É provavelmente a coisa mais comercial que fiz em toda a minha carreira.” A atriz, que conquistou o Emmy pela primeira vez ao interpretar Celeste, contou que muitas vezes não se sente confiante. “Quando eu vi a cena da terapia, a que as pessoas realmente responderam, achei péssima. Todos ficaram tipo: ‘Não, não!’ Acho que foi porque eu me senti muito exposta e vulnerável. Foi demais para mim.”

Com todo o sucesso que a série está fazendo na HBO, ninguém menos do que Meryl Streep pediu para ter um papel na produção. “Ela disse: ‘Imagino que agora eu deva me juntar a vocês.’ Nós ficamos chocadas.” Ela ainda revelou que Streep assinou o contrato sem nem mesmo ter lido o roteiro: “Para você ver como ela queria nos apoiar.”

Na próxima temporada de Big Little Lies, Meryl Streep interpretará a sogra de Celeste, personagem de Nicole Kidman. “Eu estava apavorada. Você está atuando com a melhor. Eu fico nervosa de qualquer maneira, mas, na frente dela, não queria que ela pensasse ‘Quem é essa amadora?!’. Também queríamos entregar uma série em que Meryl fosse ótima. Reese e eu ficamos tipo: ‘Queremos isso para ela e para as outras mulheres.’” Quando questionada sobre uma terceira temporada, Kidman respondeu: “Acho que seria difícil reunir todo o grupo, mas gostaríamos de fazer.”

Além da produção da HBO, Nicole Kidman participou de outro grande projeto: Boy Erased. Aposta para o Oscar de 2019, o filme relata a história real de um garoto que se assumiu homossexual aos 19 anos, em uma pequena e conservadora cidade do Arkansas, nos Estados Unidos. Extremamente religiosos, seus pais o inscreveram em um cruel programa de reabilitação que prometia “curá-lo” da sua homossexualidade.

“Eu odeio que ela tenha feito isso”, disse Kidman sobre a mãe do jovem, sua personagem. “Mas, ao mesmo tempo, ela não fez por maldade. Ela pensou que iria ajudá-lo.”

A biografia que inspirou o filme chega às livrarias em janeiro.

testeBoy Erased, livro que inspirou filme com Lucas Hedges e Nicole Kidman, chega às livrarias em janeiro

A Intrínseca lançará Boy Erased, livro de memórias do ativista americano Garrard Conley que, aos 19 anos, se assumiu gay em uma pequena cidade conservadora do Arkansas. Filho de pastores, Conley relata sua traumática experiência em um programa de reorientação sexual que prometia curá-lo da sua homossexualidade.

A história ganhará uma adaptação cinematográfica dirigida por Joel Edgerton (Operação Red Sparrow) e estrelado por Lucas Hedges, Nicole Kidman e Russell Crowe. O filme tem estreia prevista para novembro nos EUA.

 

Confira o trailer do filme:

testeMeryl Streep é confirmada em Big Little Lies

Meryl Streep foi confirmada na segunda temporada de Big Little Lies! A atriz vai interpretar  Mary Louise Wright, mãe de Perry (Alexander Skarsgård), marido de Celeste (Nicole Kidman).

Essa é uma rara participação de Meryl na televisão. A última vez que ela interpretou um papel na TV foi na minissérie Angels in America, em 2003. A HBO confirmou também que a segunda temporada terá sete episódios com roteiro de David E. Kelley e direção e produção executiva de Jean-Marc Vallée. 

Big Little Lies foi inspirada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, que conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos das três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A segunda temporada tem previsão de estreia para 2019.