testeLeia um trecho de Boy Erased

Boy Erased: Uma verdade anulada acompanha a emocionante jornada de Garrard Conley ao ser matriculado em um programa de conversão sexual. Imersos na comunidade conservadora em que vivem, os pais de Garrard acreditavam que sua homossexualidade poderia ser curada.

Essa história real mostra as consequências de tentar aniquilar uma parte de si mesmo. É uma mensagem de esperança e um pedido de tolerância para todos que vivem situações semelhantes de repressão. O livro deu origem ao filme homônimo com Nicole Kidman, Russell Crowe e Lucas Hedges, que chega no Brasil em formato digital ainda em 2019.

Leia um trecho:

 

segunda-feira, 7 de junho de 2004

John Smid estava de pé, as costas retas, sorrindo com seus óculos de armação fina, usando a calça cáqui e a camisa de botão listrada que haviam se tornado o uniforme dos homens evangélicos de todo o país. As costuras da camiseta que usava por baixo se esticavam, rígidas, sob a camisa, e o cabelo louro e grisalho estava domado por um corte máquina cinco, comum em todos os barbeiros do Sul dos Estados Unidos. O resto de nós estava sentado em um semicírculo voltado para ele, todos vestidos de acordo com as regras determinadas em nossos manuais de instruções de 274 páginas.

    Homens: Sempre usar camisas, inclusive para dormir. Camisetas sem manga não são permitidas, seja como roupa comum ou de baixo, inclusive regatas. A barba deve ser feita todos os dias. Costeletas nunca devem ficar abaixo da ponta da orelha.

    Mulheres: Usar sutiã o tempo todo, a não ser para dormir. Saias devem ficar na altura dos joelhos ou abaixo deles. Tops permitidos apenas se usados sob blusas. Pernas e axilas devem ser raspadas pelo menos duas vezes por semana.

— A primeira coisa que vocês precisam fazer é reconhecer o quanto se tornaram dependentes de sexo, de coisas que não são de Deus — disse Smid.

Estamos no Primeiro Passo do Amor do programa de Doze Passos para a Ação, uma série de princípios que põe os pecados da infidelidade, da brutalidade, da pedofilia e da homossexualidade no mesmo patamar de vícios como o alcoolismo e o jogo: um tipo de Alcoólicos Anônimos para o que os conselheiros chamam de “desvio sexual”.

Algumas horas antes, sentado sozinho em sua sala, eu havia visto um homem diferente: um Smid mais bondoso e brincalhão, um palhaço de meia-idade disposto a usar todo tipo de técnica para me fazer sorrir. Ele havia me tratado como criança, e eu tinha relaxado naquele papel, apesar de ter dezenove anos na época. Smid disse que eu tinha ido ao lugar certo, que a Amor em Ação me curaria, me tiraria do pecado e me levaria à luz da glória de Deus. O escritório dele parecera iluminado o bastante para sustentar aquela afirmação, as paredes nuas a não ser por alguns recortes de jornal e versos da Bíblia bordados dispostos em molduras. A janela dava para um terreno baldio, raro naquela área dos arredores da cidade: um gramado abandonado, pontuado por dentes-de-leão coloridos e seus milhares de sementes que se espalhariam pela rodovia até o fim da semana.

— Nós tentamos misturar vários modelos de tratamento aqui — garantira Smid, girando a cadeira de escritório para olhar pela janela.

Um sol alaranjado se erguia atrás dos prédios mal caiados ao longe. Esperei que a luz do sol os tomasse, mas, quanto mais observava, mais ela parecia demorar. Eu me perguntei se era assim que o tempo funcionaria naquele lugar: minutos pareceriam horas, horas pareceriam dias, dias pareceriam semanas.

— Assim que você entra no grupo, já está caminhando para a recuperação — dissera Smid. — O importante é se lembrar de manter a cabeça aberta.

Eu estava ali por escolha própria, apesar do meu ceticismo crescente, apesar da vontade secreta de fugir para não encarar a vergonha que sentia desde que meus pais haviam descoberto que eu era gay. Tinha investido demais em minha vida para deixá-la para trás: em minha família e naquele Deus cada vez menos definido que conhecia desde pequeno.

Deus, eu havia pedido em oração, deixando a sala de Smid e seguindo pelo corredor estreito até o salão principal, as luzes fluorescentes estalando em seus suportes de metal, não sei mais quem é o Senhor, mas, por favor, me dê sabedoria para sobreviver a tudo isso.

 Algumas horas depois, sentado no meio do semicírculo de Smid, eu esperava que Deus se juntasse a mim.

— Vocês não são melhores nem piores do que os outros pecadores do mundo — disse Smid.

Ele mantinha os braços cruzados atrás das costas, o corpo todo tenso, como se tivesse sido amarrado a uma tábua invisível.

— Deus vê todos os pecados sob a mesma luz.

Todos assentimos. O jargão do ex-gay já havia se tornado familiar para mim, apesar de ter sido um choque quando o lera pela primeira vez no site da instituição, quando ficara sabendo que a homossexualidade que eu tinha tentado ignorar durante grande parte da minha vida estava “fora de controle”, que eu podia acabar tendo relações com o cachorro de alguém se não me curasse. Por mais absurda que a ideia possa parecer neste momento, eu não tinha muitas informações em que me basear na época. Ainda era jovem o suficiente para ter tido apenas casos passageiros com outros homens. Antes da faculdade, eu só havia conhecido um homem que dizia abertamente que era gay: o cabeleireiro da minha mãe, um cara grande e peludo que passava a maior parte do tempo dando sinais do que eu considerava um estereótipo — elogiava minha aparência, fofocava sobre os colegas de trabalho, discutia os planos para sua próxima festa de Natal maravilhosa, a barba branca impecável já esculpida para encarnar o papel de Papai Noel Safado. O restante do preconceito eu havia aprendido em pantomimas: punhos frouxos e gestos exagerados de membros da igreja fazendo piada; frases que chamavam atenção em virtude daquela cadência melódica comum na TV — “Ai, não precisaaava” —; petições da igreja que tinham que ser assinadas para manter o país a salvo dos “pervertidos”. O brilho de uma legging neon, o agitar de um boá, um bumbum durinho rebolando para a câmera. O que eu via na TV parecia corroborar que ser gay era estranho, não natural.

— Vocês precisam entender uma coisa muito importante — disse Smid, a voz tão próxima que pude senti-la em meu peito. — Estão usando um pecado sexual para preencher o vazio que sentem pela falta de Deus em suas vidas.

Eu estava ali. Ninguém podia dizer que eu não estava tentando.

O salão principal era pequeno, iluminado por lâmpadas fluorescentes e tinha uma porta de correr que dava para uma varanda de concreto desbotada pelo sol. Nosso grupo estava sentado em cadeiras dobráveis acolchoadas, perto da frente da sala. Nas paredes atrás de nós, havia folhas plastificadas com os Doze Passos que prometiam uma cura lenta, mas duradoura. Além desses pôsteres, as paredes não tinham basicamente nada. Não havia crucifixos nem estações da via crucis. Ali, tal iconografia era considerada idolatria, assim como a astrologia, o jogo Dungeons & Dragons, as religiões orientais, os tabuleiros de Ouija, o satanismo e a ioga. A Amor em Ação tinha uma posição mais extrema contra o mundo secular do que as igrejas da minha infância, embora eu já estivesse familiarizado com o modo de pensar dos conselheiros. (…)

— Harry Potter não passa de um sedutor das almas das crianças — dissera certa vez um pastor batista que fora visitar a igreja da nossa família.

Não duvido que meus conselheiros da AEA também tivessem descartado qualquer menção a Harry Potter e que, portanto, o tempo que passei em Hogwarts tivesse que continuar sendo um prazer secreto. Eu havia selado um pacto ainda mais sério com Deus ao ir até ali, algo que exigia que abstraísse a maior parte do que acontecera antes da AEA. Antes de entrar naquela sala, tinham me pedido para deixar tudo para trás, com exceção de minha Bíblia e meu manual.

testeBoy Erased: a história que precisa ser contada

 

Infelizmente, a exibição no Brasil do filme Boy Erased foi cancelada por questões comerciais. Estrelado por Lucas Hedges, Nicole Kidman e Russell Crowe, o longa é inspirado no livro de memórias de Garrard Conley. Filho de um pastor batista e criado em uma cidade conservadora no interior dos Estados Unidos, o jovem foi matriculado em uma terapia de conversão sexual após ser exposto para seus pais por um colega de faculdade. Confira abaixo a nota dos nossos editores:

Garrard narra em Boy Erased sua comovente história de sofrimento e superação ao ser forçado a participar do processo que prometia pretensa cura para algo que não precisava ser tratado. Quando decidimos publicar o livro no Brasil, acreditamos que junto com a adaptação cinematográfica de suas memórias poderíamos levar uma mensagem necessária de tolerância para todos que vivem situações semelhantes de repressão a suas sexualidades. Avaliamos que o livro seria uma importante contribuição para debates e que ajudaria a tornar pública a situação que muitos sofrem em silêncio. 

Nossa edição de Boy Erased: Uma verdade anulada foi lançada no início de janeiro com boa recepção por leitores, pela mídia e influenciadores. Como muitos, lamentamos a notícia recente de que o filme não será mais exibido nos cinemas do Brasil. Mesmo assim, nossa crença na relevância do relato de Conley e nosso empenho para divulgá-lo permanecem inalterados. Manteremos nossos esforços para a promoção do livro como inicialmente planejado, com a certeza da importância do tema e de sua contribuição para uma sociedade plural e livre de preconceitos.

testeO Primeiro Homem, Sharp Objects e As Viúvas: Conheça os indicados ao Critics’ Choice Awards

A temporada de premiações está chegando! Foram divulgados os indicados ao Critics’ Choice Awards, que premia as melhores produções do ano. O filme A Favorita lidera as nomeações, com 14 ao todo. Pantera Negra e O Primeiro Homem aparecem logo em seguida, com 12 e 10 indicações, respectivamente. Adaptações como Sharp Objects, As Viúvas e Boy Erased também aparecem na lista.

Confira alguns indicados:

Melhor Filme

Pantera Negra
Infiltrado na Klan
A Favorita
O Primeiro Homem
Green Book – O Guia
Se a Rua Beale Falasse
O Retorno de Mary Poppins
Roma
Nasce uma Estrela
Vice

 

Melhor Ator

Christian Bale – Vice
Bradley Cooper – Nasce uma Estrela
Willem Dafoe – At Eternity’s Gate
Ryan Gosling – O Primeiro Homem
Ethan Hawke – First Reformed
Rami Malek – Bohemian Rhapsody
Viggo Mortensen – Green Book – O Guia

 

Melhor Atriz

Yalitza Aparicio – Roma
Emily Blunt – O Retorno de Mary Poppins
Glenn Close – A Esposa
Toni Collette – Hereditário
Olivia Colman – A Favorita
Lady Gaga – Nasce uma Estrela
Melissa McCarthy – Poderia Me Perdoar?

 

Melhor Ator Coadjuvante

Mahershala Ali – Green Book – Guia
Timothée Chalamet – Querido Menino
Adam Driver – Infiltrado Na Klan
Sam Elliott – Nasce uma Estrela
Richard E. Grant – Poderia Me Perdoar?
Michael B. Jordan – Pantera Negra

 

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams – Vice
Claire Foy – O Primeiro Homem
Nicole Kidman – Boy Erased: Uma Verdade Anulada
Regina King – Se a Rua Beale Falasse
Emma Stone – A Favorita
Rachel Weisz – A Favorita

 

Melhor Ator/Atriz Jovem

Elsie Fisher – Oitava Série
Thomasin McKenzie – Leave No Trace
Ed Oxenbould – Vida Selvagem
Millicent Simmonds – Um Lugar Silencioso
Amandla Stenberg – O Ódio que Você Semeia
Sunny Suljic – Mid90s

 

Melhor Elenco

Pantera Negra
Podres de Ricos
A Favorita
Vice
As Viúvas

 

Melhor Diretor

Damien Chazelle – O Primeiro Homem
Bradley Cooper – Nasce uma Estrela
Alfonso Cuarón – Roma
Peter Farrelly – Green Book – O Guia
Yorgos Lanthimos – A Favorita
Spike Lee – Infiltrado na Klan
Adam McKay – Vice

 

Melhor Roteiro Adaptado

Ryan Coogler e Joe Robert Cole – Pantera Negra
Nicole Holofcener e Jeff Whitty – Poderia Me Perdoar?
Barry Jenkins – Se a Rua Beale Falasse
Eric Roth, Bradley Cooper e Will Fetters – Nasce uma Estrela
Josh Singer – O Primeiro Homem
Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott e Spike Lee – Infiltrado na Klan

 

Melhor Filme de Ação

Vingadores: Guerra Infinita
Pantera Negra
Deadpool 2
Missão Impossível – Efeito Fallout
Jogador Nº 1
As Viúvas

 

Melhor Série Limitada

A Very English Scandal (Amazon)
American Vandal (Netflix)
The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Escape at Dannemora (Showtime)
Genius: Picasso (National Geographic)
Sharp Objects (HBO)

 

Melhor Atriz em um Filme Feito Para a TV ou Série Limitada 

Amy Adams – Sharp Objects (HBO)
Patricia Arquette – Escape at Dannemora (Showtime)
Connie Britton – Dirty John (Bravo)
Carrie Coon – The Sinner (USA Network)
Laura Dern – The Tale (HBO)
Anna Deavere Smith – Notes From the Field (HBO)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em um Filme Feito Para a TV ou Série Limitada 

Ellen Burstyn – The Tale (HBO)
Patricia Clarkson – Sharp Objects (HBO)
Penelope Cruz – The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Julia Garner – Dirty John (Bravo)
Judith Light – The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Elizabeth Perkins – Sharp Objects (HBO)

Confira a lista completa aqui.

testeSharp Objects e Boy Erased indicados ao Globo De Ouro

 

O Globo de Ouro, um dos maiores prêmios da televisão e do cinema americanos, divulgou os indicados de 2019. Boy Erased e Sharp Objects, respectivamente filme e série inspirados em livros da Intrínseca, foram indicados.

 

A série Sharp Objects, inspirada em Objetos cortantes, de Gillian Flynn, foi indicada na categoria Melhor Minissérie. Amy Adams, que interpreta a problemática Camille, foi indicada a Melhor Atriz em Minissérie e Patricia Clarkson, que interpreta sua mãe, foi indicada a Melhor Atriz Coadjuvante. A série acompanha o retorno de Camille Preaker à sua cidade natal para escrever sobre um brutal assassinato. A investigação traz à tona as dolorosas lembranças da juventude e a relação com sua família disfuncional.

Lucas Hedges concorre ao prêmio de Melhor Ator pelo filme Boy Erased: Uma verdade anulada. A música Revelation, de Troye Sivan e Jósi, foi indicada a Melhor Música Original.

Inspirado no livro de mesmo nome, Boy Erased: Uma verdade anulada acompanha a emocionante trajetória real de Garrard Conley ao tomar uma decisão dolorosa: entrar para um programa de reorientação sexual ou ser renegado pela família. Durante essa jornada, ele reflete sobre família, identidade e encontra forças para aceitar a si mesmo. Além de Lucas Hedges, Boy Erased conta com Nicole Kidman e Russell Crowe no elenco. O livro que inspirou a história chega às livrarias a partir de 4 de janeiro e o filme estreia no dia 31 do mesmo mês.

Claire Foy foi indicada a Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em O primeiro homem, filme inspirado na biografia de Neil Armstrong, escrita por James R. Hansen e publicada pela Intrínseca em setembro. A trilha original do filme também foi indicada.

Timotheé Chalamet, nosso eterno Elio de Me chame pelo seu nome, foi indicado a Melhor Ator Coadjuvante por seu papel no filme Beautiful Boy.

Os vencedores do prêmio serão anunciados durante o evento no dia 6 de janeiro. Façam suas apostas!

testeEm entrevista, Nicole Kidman fala sobre Big Little Lies, Meryl Streep e seu novo filme, Boy Erased

Estrela da série Big Little Lies e do aguardado Boy Erased, Nicole Kidman está em um dos melhores momentos de sua carreira. Eleita a Show Woman of the Year pela revista Variety, a atriz concedeu uma entrevista em que comentou sobre os seus grandes projetos.

Inspirada no romance de Liane Moriarty, a adaptação de Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres que vivem em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

Protagonizando e produzindo a série ao lado de Reese Witherspoon, Kidman comentou sobre o reconhecimento do seu trabalho: “Esse é o personagem sobre o qual as pessoas falam comigo mais do que qualquer outro. É provavelmente a coisa mais comercial que fiz em toda a minha carreira.” A atriz, que conquistou o Emmy pela primeira vez ao interpretar Celeste, contou que muitas vezes não se sente confiante. “Quando eu vi a cena da terapia, a que as pessoas realmente responderam, achei péssima. Todos ficaram tipo: ‘Não, não!’ Acho que foi porque eu me senti muito exposta e vulnerável. Foi demais para mim.”

Com todo o sucesso que a série está fazendo na HBO, ninguém menos do que Meryl Streep pediu para ter um papel na produção. “Ela disse: ‘Imagino que agora eu deva me juntar a vocês.’ Nós ficamos chocadas.” Ela ainda revelou que Streep assinou o contrato sem nem mesmo ter lido o roteiro: “Para você ver como ela queria nos apoiar.”

Na próxima temporada de Big Little Lies, Meryl Streep interpretará a sogra de Celeste, personagem de Nicole Kidman. “Eu estava apavorada. Você está atuando com a melhor. Eu fico nervosa de qualquer maneira, mas, na frente dela, não queria que ela pensasse ‘Quem é essa amadora?!’. Também queríamos entregar uma série em que Meryl fosse ótima. Reese e eu ficamos tipo: ‘Queremos isso para ela e para as outras mulheres.’” Quando questionada sobre uma terceira temporada, Kidman respondeu: “Acho que seria difícil reunir todo o grupo, mas gostaríamos de fazer.”

Além da produção da HBO, Nicole Kidman participou de outro grande projeto: Boy Erased. Aposta para o Oscar de 2019, o filme relata a história real de um garoto que se assumiu homossexual aos 19 anos, em uma pequena e conservadora cidade do Arkansas, nos Estados Unidos. Extremamente religiosos, seus pais o inscreveram em um cruel programa de reabilitação que prometia “curá-lo” da sua homossexualidade.

“Eu odeio que ela tenha feito isso”, disse Kidman sobre a mãe do jovem, sua personagem. “Mas, ao mesmo tempo, ela não fez por maldade. Ela pensou que iria ajudá-lo.”

A biografia que inspirou o filme chega às livrarias em janeiro.

testeBoy Erased, livro que inspirou filme com Lucas Hedges e Nicole Kidman, chega às livrarias em janeiro

A Intrínseca lançará Boy Erased, livro de memórias do ativista americano Garrard Conley que, aos 19 anos, se assumiu gay em uma pequena cidade conservadora do Arkansas. Filho de pastores, Conley relata sua traumática experiência em um programa de reorientação sexual que prometia curá-lo da sua homossexualidade.

A história ganhará uma adaptação cinematográfica dirigida por Joel Edgerton (Operação Red Sparrow) e estrelado por Lucas Hedges, Nicole Kidman e Russell Crowe. O filme tem estreia prevista para novembro nos EUA.

 

Confira o trailer do filme:

testeMeryl Streep é confirmada em Big Little Lies

Meryl Streep foi confirmada na segunda temporada de Big Little Lies! A atriz vai interpretar  Mary Louise Wright, mãe de Perry (Alexander Skarsgård), marido de Celeste (Nicole Kidman).

Essa é uma rara participação de Meryl na televisão. A última vez que ela interpretou um papel na TV foi na minissérie Angels in America, em 2003. A HBO confirmou também que a segunda temporada terá sete episódios com roteiro de David E. Kelley e direção e produção executiva de Jean-Marc Vallée. 

Big Little Lies foi inspirada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, que conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos das três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A segunda temporada tem previsão de estreia para 2019.

testeProtestos contra assédio sexual marcam cerimônia do Globo de Ouro

Big Little Lies foi eleita a melhor série limitada ou filme para a TV

Em uma noite totalmente diferente da dos anos anteriores, a 75ª cerimônia do Globo de Ouro, em Los Angeles, foi marcada por protestos e discursos contra o assédio sexual e o machismo. Com as atrizes vestidas de preto em solidariedade às vítimas de abuso, a premiação teve um viés mais político e reforçou a nova fase da indústria do cinema.

O tradicional tapete vermelho, onde as estrelas apresentam os looks criados por estilistas famosos, foi também um espaço para falar sobre os direitos das mulheres, reforçar as denúncias sofridas e apoiar movimentos como “Time’s up” (O tempo acabou, em tradução livre) e #Metoo (Eu também).

Um dos momentos mais importantes da noite foi o discurso de Oprah Winfrey, apresentadora, atriz, produtora e empresária, ao ser homenageada pelo conjunto de sua obra com o Prêmio Cecil B. DeMille. No palco, Oprah falou sobre sua história, racismo, empoderamento e não se esqueceu de ressaltar que era a primeira mulher negra a ganhar esse reconhecimento.

 

Outras mulheres aproveitaram o tempo dedicado aos agradecimentos para homenagear as colegas. Nicole Kidman, que levou o prêmio de melhor atriz em minissérie ou filme para TV pelo seu papel em Big Little lies, agradeceu a Reese Witherspoon e Shailene Woodley, e a Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem à série. Em Big Little Lies, Nicole interpreta Celeste, uma mulher que tem uma vida aparentemente perfeita, mas sofre violência doméstica.

Em uma das mais belas e sensíveis atuações de sua carreira, Nicole conseguiu levantar com a personagem debates como maternidade, relacionamento abusivo e violência sexual, temas abordados pelos livros de Liane Moriarty.

 

Outro atores de Big Little Lies também receberam prêmios nas categorias de melhor ator coadjuvante, para Alexander Skarsgård, e melhor atriz coadjuvante, para Laura Dern. 

 

Guillermo del Toro também foi destaque na premiação vencendo como melhor diretor pelo filme A forma da água. Mexicano e responsável por longas como Hellboy e O Labirinto do Fauno, ele falou sobre sua carreira em Hollywood e sobre representatividade e latinos na indústria.

A forma da água, inspirado na obra homônima que chega às livrarias em fevereiro, também ganhou na categoria de melhor trilha sonora.

The Shape of Water

Confira a lista com todos os premiados da noite:

Melhor Filme – Drama:

“Três anúncios para um crime”

Melhor Filme – Comédia ou musical:

“Lady Bird: É hora de voar”

Melhor diretor:

Guillermo del Toro (“A forma da água”)

Melhor ator de filme – Drama:

Gary Oldman (“O destino de uma nação”)

Melhor atriz de filme – Drama:

Frances McDormand (“Três anúncios para um crime”)

Melhor ator de filme – Comédia ou Musical:

James Franco (“Artista do desastre”)

Melhor atriz de filme – Comédia ou Musical:

Saoirse Ronan (“Lady Bird: É hora de voar”)

Melhor atriz coadjuvante de filme:

Allison Janney (“Eu, Tonya”)

Melhor ator coadjuvante de filme:

Sam Rockwell (“Três anúncios para um crime”)

Melhor roteiro de filme:

Martin McDonagh (“Três anúncios para um crime”)

Melhor animação:

“Viva: A vida é uma festa”

Melhor filme em língua estrangeira:

“Em pedaços”

Melhor trilha sonora para filme:

Alexandre Desplat (“A forma da água”)

Melhor canção original para filme:

“This is me”, de “O rei do show”

Melhor série – Drama:

“The Handmaid’s Tale”

Melhor série – Musical ou Comédia:

“The Marvelous Mrs. Maisel”

Melhor série limitada ou filme para a TV:

“Big Little Lies”

Melhor ator de série – Drama:

Sterling K. Brown (“This is us”)

Melhor atriz de série – Drama:|

Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)

Melhor ator de série – Musical ou Comédia:

Aziz Ansari (“Master of None”)

Melhor atriz de série – Musical ou Comédia:

Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”)

Melhor atriz de minissérie ou filme feito para TV:

Nicole Kidman (“Big Little Lies”)

Melhor ator de série limitada ou filme feito para TV:

Ewan McGregor (“Fargo”)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:

Laura Dern (“Big Little Lies”)

Melhor ator coadjuvante para série, minissérie ou filme feito para TV:

Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”)

testeA Forma da água, de Guillermo del Toro, lidera as indicações ao Globo de Ouro

Me chame pelo seu nome e Big Little Lies também são destaques da premiação

Depois de levar o Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema e o prêmio de melhor diretor pelos críticos de cinema de Los Angeles, o novo filme de Guillermo Del Toro (Labirinto do Fauno) lidera as indicações ao Globo de Ouro 2017. Foram sete, entre elas Melhor Filme de Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro de Filme para Guillermo del Toro, Melhor atriz de filme de Drama para Sally Hawkins, Melhor ator coadjuvante de Filme para Richard Jenkins e Melhor atriz coadjuvante de Filme para Octavia Spencer.

Baseado em uma ideia original de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, A forma da água foi desenvolvida desde o início como uma história pensada pelos dois artistas de maneira independente para o cinema e a literatura. No Brasil o filme estreia em 1º de fevereiro e o livro terá lançamento mundial simultâneo em 27 de fevereiro.

 

A história se passa durante a época da Guerra Fria, em Baltimore, em um centro de pesquisa aeroespacial que acaba de receber um bem precioso: um homem anfíbio capturado na Amazônia. O que se desenrola é uma angustiante história de amor entre o anfíbio e uma das zeladoras do laboratório, uma mulher muda que usa a linguagem de sinais para se comunicar com a criatura.

O aguardado Me chame pelo seu nome, que dominou as indicações ao Spirit Awards, premiação dedicada ao cinema independente, e foi eleito pelos críticos de Los Angeles como o melhor filme do ano, conquistou três indicações: Melhor Filme de Drama, Melhor ator de Filme de Drama para Timothée Chalamet e Melhor ator coadjuvante de Filme para Armie Hammer.

Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, o filme é inspirado no romance homônimo de André Aciman que publicaremos em 5 de janeiro e narra a primeira (e atordoante) paixão de Elio durante um verão, na década de 1980, na Itália. Filho de um professor universitário que costumava receber jovens escritores para residências literárias, Elio não estava preparado para conhecer o inesquecível Oliver.

 

A nova animação do brasileiro Carlos Saldanha, diretor de A Era do Gelo e Rio, também foi indicada ao Globo de Ouro! Inspirado no clássico da literatura infantil, o Touro Ferdinando concorre nas categorias de Melhor Animação e Melhor Canção Original para “Home”.

A encantadora história sobre gentileza e respeito às diferenças acaba de chegar às livrarias com uma nova edição em capa dura. O filme estreia em 11 de janeiro.

 

Inspirado na história real de Molly Bloom, americana que comandava a mesa de pôquer clandestina mais exclusiva do mundo, A Grande Jogada recebeu duas indicações: Melhor Roteiro de Filme para Aaron Sorkin, que já levou o Oscar pelo roteiro de A Rede Social, e de Melhor Atriz de Filme de Drama para Jessica Chastain. A produção é baseada no livro de não ficção homônimo que publicaremos em janeiro.

 

Na TV, a série Big Little Lies, uma das grandes vencedoras do Emmy deste ano, foi a recordista com seis indicações. A produção da HBO concorre nas categorias de Melhor Filme para TV ou série limitada, Melhor Atriz para Nicole Kidman e Reese Witherspoon, Melhor atriz Coadjuvante para Laura Dern e Shailene Woodley e Melhor ator coadjuvante para Alexander Skarsgård.

Baseada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, a série conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A cerimônia de entrega do Globo de Ouro será realizada no dia 7 de janeiro de 2018 em Los Angeles. Confira aqui a lista completa.

 

testeBig Little Lies, série inspirada em romance de Liane Moriarty, é uma das grandes vencedoras do Emmy

Big Little Lies já tinha conquistado o público e a crítica com sua direção impecável, elenco estrelado e trilha sonora incrível, mas foi durante o Emmy, maior premiação da televisão, que a minissérie se consagrou. A atração levou oito troféus na noite de ontem e foi a grande vencedora na categoria de melhor série limitada.

Nicole Kidman recebeu seu primeiro Emmy na categoria de melhor atriz em série limitada pelo papel de Celeste. Em seu discurso, a atriz falou sobre a importância dos temas abordados na série. “Nós colocamos o holofote sobre a violência doméstica. É uma causa complicada e traiçoeira muito mais comum do que podemos imaginar. É envolta por vergonha e segredos, e vocês, me concedendo esse prêmio, colocam luz em um caminho obscuro.”

Além de Kidman, Laura Dern recebeu o troféu de melhor atriz coadjuvante e Alexander Skarsgård pelo melhor ator coadjuvante. Jean-MarcVallée, conhecido por Clube de Compras DallasLivre A jovem rainha Vitória, também levou a estatueta de melhor diretor.

A série Big Little Lies foi inspirada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, que conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

Confira os principais ganhadores do Emmy:

Série dramática:
The Handmaid’s Tale

 Série de comédia:
Veep

 Melhor minissérie:
Big Little Lies (HBO)

Melhor filme para TV:

Black Mirror (San Junipero)

Melhor atriz em série dramática:

Elizabeth Moss (The Handmaid’s Tale)

Melhor talk show:
Last Week Tonight With John Oliver (HBO)

Melhor reality-show:
The Voice

Melhor apresentador de reality show ou programa de competição:
RuPaul Charles (RuPaul’s Drag Race)