testeVale-tudo da notícia (vale tudo mesmo!)

Por Luana Freitas e Nina Lua*

Vale-tudo da notícia é um livro sobre jornalismo, mídia e corrupção na imprensa. Um tema deveras universal. Ainda mais quando envolve um megaescândalo! Escrito pelo jornalista investigativo Nick Davies, o livro revela em detalhes as táticas ilegais que alimentavam as manchetes do News of the World, um dos maiores jornais do mundo, que acabou fechando quando os crimes cometidos pela equipe vieram à tona.

O simples fato de jornalistas usarem táticas criminosas para conseguir notícias já é chocante. Mas, além disso, Vale-tudo da notícia traz histórias reais tão mirabolantes que parecem até ficção, mostrando que a corrupção na imprensa britânica ultrapassava todos os limites. Como amostra, nós selecionamos alguns dos fatos mais curiosos:

 

 

  • A equipe do News of the World não media esforços na sede por manchetes bombásticas: eles chegavam a invadir caixas de mensagens dos celulares de figuras públicas. Na realidade, depois de ler o livro, você descobre que esse truque sujo não era nem um pouco complicado… Mas era muito eficiente: os repórteres conseguiram acessar até as caixas de mensagens da família real britânica. Os jornalistas descobriram detalhes tão particulares do príncipe William que a realeza chegou a suspeitar dos membros do staff do palácio.

 

  • O queridinho ator Hugh Grant teve a vida esquadrinhada pelos tabloides ingleses, que publicaram escândalos de arrepiar os cabelos sobre a vida pessoal dele. Jornalistas do News of the World trabalhavam junto com detetives particulares para arrombar casas de famosos. Hugh Grant chegou a registrar na polícia que teve a casa roubada em circunstâncias que indicavam que o ladrão procurava informações, não bens. Então, o ator resolveu se vingar montando uma pequena armadilha: foi a um encontro com um ex-funcionário do News of the World e, secretamente, gravou o repórter dizendo que o alto escalão do jornal estava ciente de que a equipe fazia as escutas ilegais. Parece que o jogo virou, não é mesmo?    

  • Alguns jornalistas eram incentivados a dormir com prostitutas. Tudo para tentar arrancar delas informações sobre clientes famosos.

 

  • O site do News of the World chegou ao cúmulo de divulgar trechos de um vídeo gravado escondido de Max Mosley, então presidente da empresa que comanda a Fórmula 1, em meio a jogos sexuais sadomasoquistas com cinco prostitutas.

 

  • Um bom escândalo não seria digno desse nome se não tivesse uma morte por disputa de poder. O esquema de espionagem de personalidades incluía várias firmas de detetives particulares. O volume de dinheiro era tão alto que a competição entre esses investigadores envolvia muita violência e culminou em pelo menos um assassinato.

 

  • E toda boa história de crime na vida real acaba… na prisão, é claro! Depois que a família real desconfiou de que andava sendo espionada, foi deflagrada uma investigação que resultou na condenação de várias pessoas envolvidas nos crimes. Entre elas, detetives particulares, repórteres e até mesmo o chefe de reportagem do News of the World.
  • Você pode estar se perguntando: mas como um esquema desse tamanho conseguiu se estabelecer e vigorar por um bom tempo? A resposta é que a corrupção também impregnava vários setores da polícia britânica. Após a árdua luta de Nick Davies, que trabalhava para o The Guardian, para que a história não fosse abafada, a Scotland Yard teve muito o que explicar.

 

Ficou com vontade de saber mais sobre esse capítulo sombrio da história do jornalismo? Então leia Vale-tudo da notícia e entenda como esse escândalo pôs em cheque os limites éticos da mídia e revelou toda a podridão que alimenta a chamada imprensa de fofocas.

 

*Luana Freitas e Nina Lua são editoras assistentes de livros estrangeiros da Intrínseca. Formadas em jornalismo, elas acompanharam de perto a repercussão do escândalo na época e amaram poder se aprofundar no assunto e descobrir os detalhes mais sórdidos dessa história que abalou as estruturas da imprensa mundial.

testeClube de leitura: Vale-tudo da notícia, de Nick Davies

Por Bruno Leite*


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Bafo, babado, fofoca, boato, intriga, mexerico, maledicência; essas são as palavras de ordem na redação de qualquer tabloide, porém o britânico News of the World as levou às últimas consequências. As manchetes do semanário de Rupert Murdoch eram alimentadas por grampos telefônicos ilegais e envolviam uma série de pessoas em uma gigantesca teia de corrupção, mentiras e especulações. No recém-lançado Vale-tudo da notícia, o jornalista Nick Davies narra de maneira hipnótica sua investigação do monstro especulativo que funcionava num dos maiores conglomerados de notícias do mundo. (E, se preparem, porque hoje tem trilha sonora para acompanhar o post.)

Tramas que abordam os bastidores do jornalismo me comovem: sempre me identifico com os impulsos desses personagens em contar uma boa história custe o que custar.  O vencedor do Oscar de melhor filme desse ano, Spotlight: Segredos Revelados, pertence ao gênero. Vocês gostam desse tipo de filme? Eu, particularmente, sou apaixonado pela cinebiografia desse homem — e por ele também.

CAPA_ValeTudoDaNoticia_destaque_pLendo os relatos de Nick Davies, fiquei impressionado com a quantidade de pessoas (de áreas tão diversas) que participaram dessa enorme teia de corrupção. Mas acho que podemos iniciar a discussão a partir de alguns personagens centrais.

Rebekah Brooks: editora do jornal The Sun. Conseguiu a proeza de, em onze anos, passar de secretária a editora do News of the World.

Andy Coulson: editor do News of the World após a saída de Brooks, também teve uma carreira meteórica no mundo da News Corp. e era conhecido pelo seu apetite voraz no “café da manhã das estrelas do rock”.

Clive Goodman: primeiro jornalista do News of the World a ser pego. Com uma carreira estagnada para os padrões alucinantes do NOTW, investiu em grampos contra a família real — sua última e mais arriscada cartada.

Greg Miskiw: editor do noticiário, um verdadeiro garotão — pelo menos no espírito. Era o gerenciador do esquema de escutas e dono de uma penosa ansiedade que o fazia bater a cabeça contra a parede em momentos de tensão.

Glenn Mulcaire: espião contratado inicialmente por Miskiw, era uma verdadeira sombra capaz de se esgueirar por entre companhias telefônicas, delegacias e afins.

James e Rupert Murdoch: filho e pai, são donos do maior conglomerado de mídia do mundo, a News Corp. e, consequentemente, donos do NOTW.

PCC (Press Complains Commission): agência reguladora da imprensa britânica que deveria prezar pela qualidade e solidez dos periódicos no Reino Unido.

Alan Rusbridger: editor do jornal The Guardian, amigo e chefe do autor, foi ele quem estimulou Nick a ir atrás da matéria.

Agora vamos aos personagens secundários! Ainda que tenham atitudes altamente condenáveis, a excentricidade dessas pessoas despertou minha simpatia logo de cara. Entre eles, temos Benji, o homem do lixo que vagava pelas noites revirando monturos atrás de algo que pudesse vender aos tabloides; Michael Boddy, o Micky the Mouse, um ex-viciado em heroína mestre em rastreamentos; e Phil Winton, o dono de uma agência de investigações louco por carros velhos e gatos que convenceu o conselho municipal a trocar o nome da ruela atrás de seu escritório para <3 Siamese Mews <3.

E vocês? Conseguiram gostar de algum personagem?

O processo de instalação de escutas e a invasão insana de privacidade promovida nos bastidores do jornal expõem pessoas em uma série de situações com desfechos imprevisíveis. Alguns momentos, como quando as mensagens do príncipe Charles para sua amante à época, Camila Parker Bowles, foram divulgadas, me deram uma vergonha alheia muito grande e me fizeram repensar quantas vezes eu gero pageviews ou endosso esse tipo de comportamento por parte do jornalismo. Vocês também se sentiram incomodados com as informações que surgem ao longo do livro? Conseguem se colocar no lugar dessas pessoas? Já pensaram se os áudios que vocês enviam vazassem sem nenhuma justificativa?

Outro fator que me chocou foi o nível de corrupção dentro de instituições que deveriam promover a segurança (como a Scotland Yard) e a qualidade do ofício jornalístico (como o PCC). Vocês fizeram um paralelo com a história recente do nosso país? Também veem nesse esquema um modelo de como instituições podem ser corrompidas e que processos assim são mais comuns do que imaginamos?

Essas e outras perguntas — e é claro, o julgamento disso tudo — serão levantadas no dia 14 de abril, às 19h30 no auditório da Livraria Cultura do Shopping Bourbon. Para se inscrever, basta enviar um e-mail para renato.costa@livrariacultura.com.br informando nome e telefone para contato. Se você não puder ir, não tem problema; você também pode participar do clube de discussão on-line.

 

Bruno Leite, é estudante de letras, trabalha há oito anos no mercado editorial e é colaborador no blog O Espanador.

testeO escândalo de escutas ilegais que derrubou um dos maiores jornais do mundo

Por Miguel Conde*

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“Obrigado e tchau.” Com essa manchete fofinha, quase um #gratidão, o News of the World chegou às bancas em 10 de julho de 2011, anunciando a seus leitores o próprio fim. Encimada pela despedida singela, a derradeira edição do maior jornal dominical da Inglaterra vendeu 3,8 milhões de exemplares. O enterro do Screws of the World (em bom português, Trepadas do Mundo, e não “parafusos”, como sugere o tradutor do Google), apelido que o indiscreto tabloide nunca deixou de honrar, nada tinha a ver com problemas de circulação. Era um ato de contrição, reiterado uma semana depois por um anúncio de página inteira publicado nos principais jornais britânicos. “Sentimos muito”, dizia a mensagem, iniciando um lamentoso mea-culpa assinado pelo proprietário do segundo maior conglomerado midiático do planeta, o magnata australiano Rupert Murdoch.

Penitência pública incomum para um signatário tão poderoso quanto beligerante, conhecido por administrar aos rosnados o império formado por rádios, canais de TV, estúdios de cinema, editoras e mais de cem jornais e revistas ao redor do mundo. Tampouco eram triviais, porém, os delitos que o anúncio pretendia redimir. Acostumado a expor os segredos alheios com estardalhaço, enquadrando casos de corrupção, brigas de família, prontuários médicos ou inconfidências sexuais sob a rubrica comum do divertimento escandaloso, o News of the World foi a pique após uma série de investigações e reportagens demonstrar que parte considerável daquilo que o jornal publicava em nome do “interesse público” era apurado por meio de métodos criminosos. Quando Murdoch enfim levantou a bandeira branca da rendição, 33 empresas já haviam anunciado um boicote de anúncios ao jornal, cujas práticas foram descritas por uma delas, a Mitsubishi, como “inacreditáveis, indizíveis e desprezíveis”.


valetudograndeNo recém-lançado Vale-tudo da notícia, o repórter britânico Nick Davies conta em detalhes como desvendou os crimes que alimentavam as manchetes do News of the World e acabaram por decretar a morte do jornal. Um dos mais respeitados jornalistas investigativos do Reino Unido, Davies passou anos apurando a série de reportagens que colocou a imprensa sensacionalista da Inglaterra contra a parede ao mostrar como o semanário de Murdoch empregou detetives particulares condenados pela Justiça, subornou policiais e outros servidores públicos, tapeou companhias telefônicas e conduziu suas próprias operações ilegais de espionagem para invadir a privacidade de milhares de vítimas. As informações obtidas ilegalmente eram usadas não apenas para subsidiar reportagens, mas também como instrumento de pressão para fazer valer os interesses políticos e econômicos do grupo de Murdoch junto a autoridades.

Graças às reportagens publicadas por Davies no The Guardian, e ao trabalho de outros jornalistas que seguiram a trilha aberta por ele, descobriu-se que os abusos do News of the World não se limitavam a um punhado de casos, como haviam alegado o jornal e a polícia após os primeiros indícios de irregularidades. A prática de invasão ilegal de privacidade, principalmente por meio do acesso a caixas de mensagens de telefones celulares, era rotina no tabloide e atingiu desde pessoas comuns envolvidas em algum episódio chamativo até celebridades, atletas e políticos do alto escalão do governo britânico, incluindo ministros, o diretor da Scotland Yard e o chefe do MI6, o serviço secreto do país.

Davies divide seu livro em capítulos alternados que vão contando duas histórias com períodos de tempo diferentes: uma relata sua investigação, a apuração de suas reportagens e as reações a elas; a outra constrói um histórico do crescimento dos tabloides na Inglaterra, com perfis dos principais personagens da indústria. Na segunda, além de Murdoch e seu filho, James, destacam-se dois jornalistas que tiveram rápida ascensão profissional no grupo do magnata: Andy Coulson e Rebekah Brooks. Ela começara a trabalhar no News of the World como secretária, em 1989, e onze anos mais tarde se tornara a diretora de redação do semanário. Aos 43 anos, era a pessoa mais jovem a comandar uma redação no Reino Unido. Depois que Brooks saiu para assumir o comando do The Sun, o irmão gêmeo de circulação diária do News of the World, Coulson foi escolhido como seu sucessor.

Quando Davies começou a apurar a história, o autor recorda, Coulson começava a trilhar uma bem-sucedida carreira política. Ele havia renunciado ao posto no jornal de Murdoch em 2007, depois que uma investigação policial levou à condenação do araponga Glenn Mulcaire e do repórter do News of the World Clive Goodman pela interceptação de mensagens da família real britânica. Alegando não saber de nada, e contando nos bastidores com o apoio de Murdoch, em pouco tempo Coulson deu a volta por cima, assumindo, alguns meses mais tarde, o posto de diretor de comunicação do Partido Conservador da Inglaterra. Com a chegada ao poder da coalização liderada por David Cameron, em 2010, Coulson tornara-se o porta-voz do governo, um integrante da cúpula da administração federal com acesso direto ao primeiro-ministro e a informações confidenciais do Estado.

Coube a Davies desmontar a versão oficial de que Goodman era um caso isolado no News of the World e Coulson, vítima de um subordinado que havia traído sua confiança. Abandonando a posição de mero observador da história, ele estimulou possíveis vítimas das invasões a acionarem a Justiça, obrigando a Scotland Yard a liberar as informações obtidas na prisão do detetive Mulcaire, que eram mantidas sob sigilo. A pressão nos tribunais e a colaboração com outros órgãos de imprensa, como a BBC e o The New York Times, acabaram demonstrando o envolvimento direto de homens de confiança de Coulson nas práticas ilegais do News of the World. Coulson renunciou ao cargo em 2011 e a polícia teve que abrir uma nova investigação do caso. A história, a princípio noticiada com cautela por boa parte da imprensa, tornava-se enfim um grande escândalo nacional.

A pressão sobre Murdoch só chegou ao nível máximo, porém, depois da revelação, feita em julho de 2011, de que o News of the World havia invadido a caixa de mensagens de Milly Dowler, uma adolescente que tinha desaparecido em março de 2002 em Surrey, sendo encontrada morta meses depois. O caso provocara uma comoção na Inglaterra, e a indignação cresceu nos dias seguintes quando se soube que o jornal também invadira os telefones de parentes de vítimas dos atentados a bomba em Londres em julho de 2005, e de soldados mortos no Iraque e no Afeganistão. David Cameron determinou a abertura de um inquérito público sobre a conduta ética da imprensa britânica, e Murdoch teve que desistir da aquisição do controle da principal operadora de TV digital do Reino Unido, a BskyB. Brooks e outros altos executivos da News Corp, o conglomerado de Murdoch, renunciaram aos seus cargos.

Davies povoa seu livro com figuras secundárias que dão um colorido burlesco ao universo dos jornais sensacionalistas ingleses. Pessoas como Benji, “o homem do lixo”, um sujeito que percorre as ruas de Londres de madrugada, numa caminhonete, examinando sacos de lixo em busca de informações que possam ser vendidas aos tabloides. Ou Sean Hoare, o repórter do News of the World que descrevia seu trabalho como “ingerir drogas com celebridades” e gostava de começar o dia com o que chamava de “café da manhã das estrelas”: uma carreira de cocaína e uma dose de Jack Daniel’s. É na cúpula da News Corp, contudo, que estão os grandes personagens do livro. Entre eles, o papel de protagonista cabe a James Murdoch, um propagandista incansável das leis do mercado e da livre concorrência que no entanto faz de tudo, ao longo da história, para usar o peso das empresas da família para pressionar os políticos ingleses e obter vantagens comerciais.

Se o “vale-tudo” do título do livro a princípio parece apenas uma referência às atividades ilegais dos jornais ingleses, ao final percebe-se que Davies propõe uma discussão mais ampla sobre os conflitos entre a busca pelo lucro, que James Murdoch defende num discurso ser a única garantia de uma imprensa livre, e o interesse público que deve orientar a atividade jornalística. Mais do que o relato detalhado de como um dos maiores jornais do mundo se tornou uma organização criminosa, Vale-tudo da notícia é um alerta inteligente e bem informado de que a concentração empresarial e a falta de regulação efetiva do setor jornalístico podem ser ameaças tão sérias à imprensa livre quanto o controle exercido por juízes ou governantes autoritários.

link-externoLeia um trecho de Vale-tudo da notícia

 

Miguel Conde é jornalista, editor e crítico literário. Foi colunista e editor-assistente do suplemento literário “Prosa”, de O Globo, coordenador editorial da Rocco e curador de duas edições da Flip. Atualmente, cursa o doutorado em literatura e cultura na PUC-Rio.

testeLançamentos de janeiro

Estante Intrinseca

O regresso, de Michael Punke – Inspirado na impressionante história real de Hugh Glass, caçador da Companhia de Peles Montanhas Rochosas atacado por um urso-cinzento e depois abandonado pelos companheiros, que levam suas armas e suprimentos. Entre delírios, Glass é tomado por um único desejo: vingança. O livro inspirou o filme homônimo, estrelado por Leonardo DiCaprio (O lobo de Wall Street) e dirigido por Alejandro González Iñárritu (Birdman)  [Leia +]

Leia também: O Regresso recebe 3 indicações ao Globo de Ouro

P.S.: Ainda amo você, de Jenny Han – Continuação de Para todos os garotos que já amei, o livro conta a história de Lara Jean. Em P.S.: Ainda amo você, ela vai aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois. [Leia +]

Leia também: A continuação de Para todos os garotos que já amei

A arte do descaso, de Cristina Tardáguila – Em pleno Carnaval, quatro homens invadiram o Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, e roubaram cinco obras de arte cujo valor estimado, na época, ultrapassava 10 milhões de dólares. Até hoje é considerado o maior roubo de arte do Brasil e o oitavo do mundo. Decidida a desvendar o mistério, a jornalista Cristina Tardáguila chegou a se colocar em situações de risco a fim de encontrar respostas. [Leia +]

O nadador, de Joakim Zander – Damasco, Síria. Um agente secreto norte-americano abandona a filha recém-nascida em meio a um bombardeio, entregando-a a um destino incerto. Alternando habilmente entre passado e presente, entre Suécia, Síria e Estados Unidos, Joakim Zander tece uma rede de intrigas e suspense em um estilo sofisticado e descritivo que transformou O nadador em um estrondoso sucesso. [Leia +]

Trumbo, de Bruce Cook – Em 1947, o jornal The Hollywood Reporter divulgou uma série de nomes de cineastas suspeitos de instilar sutilmente propaganda comunista nos filmes de Hollywood. O principal nome era o de Dalton Trumbo, que se recusou a entregar qualquer informação. Ele foi julgado, declarado culpado e, em 1950, preso. Após sair da prisão, Trumbo driblou a lista negra anticomunista e, por quase uma década, viveu de produzir roteiros clandestinamente. O livro inspirou o filme Trumbo: Lista negra, estrelado por Bryan Cranston (Breaking Bad) e Helen Mirren (A Rainha). [Leia +]

Leia também: O homem que rasgou a lista negra de Hollywood

Vale-tudo da notícia, de Nick Davies – A notícia de que um editor do jornal britânico News of the World invadia caixas postais de telefones atrás de recados que lhe rendessem furos sobre a realeza não seria tão aterradora se parasse por aí. O problema surgiu quando o repórter Nick Davies decidiu investigar a história mais a fundo e descobriu um lamaçal de crimes e corrupção que afetava boa parte da imprensa britânica, com ramificações no gabinete do primeiro-ministro e no alto escalão da Scotland Yard. [Leia +]

Orgulho e preconceito e zumbis, de Seth Grahame-Smith e Jane Austen –  “É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse de um cérebro, necessita de mais cérebros.” Assim começa essa paródia da obra consagrada de Jane Austen, que se tornou um best-seller do The New York Times. Agora, porém, no tranquilo vilarejo de Meryton, nossa heroína, Elizabeth Bennet, treinada nos rigores das artes marciais, está determinada a eliminar a ameaça zumbi. Até que sua atenção seja desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy.       O filme inspirado na obra, estrelado por Lily James (Cinderela) e Sam Riley (Malévola), estreia em fevereiro.

Leia também: Orgulho e preconceito e zumbis nos cinemas

Sr. Tigre solto na selva, de Peter Brown – Para tudo tem hora e lugar… até para se soltar! Ninguém esperava isso do sr. Tigre. Sempre tão comportado, tão polido, tão educado. De terno e cartola, lá estava ele, totalmente acostumado à vida na cidade, aos cumprimentos distantes, ao refinado chá da tarde. Ele queria se soltar, queria ser selvagem. E um dia, foi isso o que ele fez. Só que, num mundo tão civilizado, a mudança não pegou muito bem. Mais um livro de Peter Brown, autor e ilustrador de Minha professora é um monstro! (Não sou, não.)