testeO preço da vitória

Por Bernardo Barbosa*

Michael Lewis

Michael Lewis

Havia o beisebol, e havia o Moneyball. Pelo menos essa foi a impressão de quem acompanhava o esporte em 2002, quando um time modesto usou as estatísticas do jogo para montar uma equipe com jeitão de Frankenstein, mas que conseguiu uma das maiores sequências de vitórias da história da MLB (a liga profissional americana). O legado desse feito ultrapassou a fronteira do esporte, virou filme indicado ao Oscar e protagonizado por Brad Pitt, e tem no livro Moneyball: O homem que mudou o jogo, de Michael Lewis, seu mais rico relato.

Em resumo, o drama do gerente-geral do Oakland Athletics, Billy Beane, era o seguinte: o clube seguia rumo à temporada de 2002 com o terceiro menor orçamento dos 30 times da MLB, na casa dos US$ 40 milhões. O New York Yankees, com mais de US$ 120 milhões à disposição, era a equipe mais rica daquele ano. Ao fim dos 162 jogos da primeira parte da temporada, Athletics e Yankees foram as melhores franquias, ambas com 103 vitórias, sendo que os atletas de Oakland tinham conseguido uma sequência de 20 triunfos. Na fase de mata-mata, o Athletics perdeu logo na primeira rodada — um prato cheio para a parte da velha guarda do esporte e da imprensa especializada que na época abominava os métodos de Beane. Mas ficara claro que ali havia algo eficiente, que barateava o preço da vitória. O truque? Explorar as ineficiências do mercado e saber quais números realmente importavam.

“OK, mas isso eu vi no filme”, você pode estar pensando agora. O que você não viu no filme e está no livro de Michael Lewis é o detalhamento das trajetórias de Beane, uma ex-promessa do beisebol que enxergou as deficiências de um esporte cujos olheiros selecionavam atletas com uma “cara boa”, e de Bill James, que empunhava quase solitariamente a bandeira de que os números do beisebol deveriam ser estudados mais a fundo isso numa época em que Nate Silver, o atual grande guru da estatística, ainda usava fraldas. Mais ainda, o texto de Lewis conta uma história que torna Moneyball um livro sedutor mesmo para quem não faz ideia do que seja beisebol: um gestor, pressionado pela falta de dinheiro, desafia o senso comum de seus pares, busca especialistas de outras áreas, resgata as ideias de estudiosos discriminados pelo status quo de seu mercado e alcança uma grande façanha. Não por acaso, o conceito de Beane vem desde então sendo aplicado, ou ao menos defendido, também fora do beisebol.

link-externoLeia um trecho de Moneyball: O homem que mudou o jogo, de Michael Lewis

Em Hollywood, o produtor Ryan Kavanaugh se tornou um dos bilionários mais jovens do mundo ao escolher a dedo projetos de filmes de baixo custo com alto retorno financeiro, inspirado nos ensinamentos de Beane. Esses conceitos poderiam ser empregados no mercado de ações? Aplicados em empresas ou no governo, como sugerem livros lançados no rastro do fenômeno? Ou até mesmo utilizados no futebol, talvez o mais rebelde e imprevisível dos esportes de massa? Para todas essas perguntas, há quem responda sim. Mesmo no Brasil, onde imperam as mesas-redondas — as das TVs e as dos bares — frente ao debate sobre as estatísticas do futebol, já há alguns anos os clubes, a seleção brasileira e os veículos de mídia obtêm números por meio de empresas especializadas, como a brasileira Footstats e a inglesa Opta. E Billy Beane, um autodeclarado fanático pelo maior esporte da Terra, está trabalhando atualmente com futebol no clube holandês AZ Alkmaar.

Moneyball - capa 1.inddO livro de Lewis, no entanto, é um retrato de seu tempo — e é com isso em mente que ele deve ser lido. Dez anos depois da façanha do time de Oakland, Nate Silver mostra em O sinal e o ruído que o Athletics e outras franquias da MLB aumentaram seu orçamento para o uso de olheiros, cujo trabalho à época do lançamento de Moneyball acabou sendo tratado como sinônimo de achismo. Por outro lado, noticiou a The Economist, um time da MLB que não quis se revelar comprou um supercomputador para análise de estatísticas. O brinquedo vale US$ 500 mil, montante próximo ao salário mínimo anual de um jogador da elite do esporte, notou a Newsweek. Se estivéssemos falando de futebol, o supercomputador seria um 12º jogador (ou 13º, já que a torcida é tida como o 12º). Tudo isso indica que a mistura entre a experiência dos que vivenciam uma atividade na linha de frente e o conhecimento nerd nos bastidores pode ser a chave para se formar times — ou empresas, governos, produtoras de filmes… — mais vitoriosos e rentáveis.

Mesmo nos Estados Unidos, os méritos e o hype do Moneyball não foram suficientes para tornar o aproveitamento das estatísticas uma unanimidade. O beisebol e o basquete abraçaram os modelos matemáticos com gosto, e as ligas profissionais inclusive subsidiam tal estrutura para equipes menos abastadas. Já a aparente resistência do futebol americano — e das TVs que o transmitem — em adotar esse tipo de análise é assunto recorrente em sites especializados. “Ouve-se falar muito mais sobre estatísticas avançadas no beisebol porque é assim que muitos dos times da MLB, senão a maioria, avaliam seus jogadores. Se os times da NFL (a liga profissional de futebol americano) começarem a usar as estatísticas como os da MLB, não teremos opção a não ser segui-los”, disse John Entz, produtor da Fox Sports nos Estados Unidos, à Sports Illustrated em novembro passado.

A tentação de aplicar a ideia do Moneyball a tudo e a todos parece grande. Ainda hoje, o termo quase sempre surge como sinônimo de eficiência, inovação, precisão; da vitória dos fatos e do estudo sobre a opinião; de ver o que outros não veem e pagar menos por isso. Seja como for, a experiência do beisebol ensina que aplicar o Moneyball a um outro esporte ou mercado pode não ser a solução definitiva para se gastar menos e ser mais eficiente, mas coloca novas perguntas em nossa cabeça. Em entrevista à revista New Republic, Bill James ensina: “A maior barreira para entender as coisas é a convicção de que você já as entende.”

link-externoLeia também: Glossário sobre beisebol

Bernardo Barbosa é jornalista e gostaria de ver mais Moneyball no jornalismo e no Flamengo. Trabalhou no jornal O Globo e na agência de notícias Efe.

testeConheça nossos mais novos e-books

Fique por dentro dos nossos lançamentos na seção e-prateleira, que destacará quinzenalmente os novos e-books publicados pela Intrínseca.

Sal, um prólogo, de Leticia Wierzchowski — Neste e-book gratuito, a premiada escritora gaúcha delega aos próprios personagens de Sal a tarefa de apresentar seus pares — e acrescenta novas vozes e cores à história. São 12 textos extras que esmiúçam a trajetória da família Godoy; 12 exemplares da linguagem poética e delicada da autora de 11 romances e novelas e 6 livros infantis  — entre eles A casa das sete mulheres, cuja adaptação produzida pela TV Globo foi exibida em mais de 30 países. [Leia mais]

Sal, de Leticia Wierzchowski (em pré-venda) — No primeiro romance nacional publicado pela Intrínseca, um farol enlouquecido deixa desamparados os homens do mar que circulam em torno da pequena e isolada ilha de La Duiva. Sob sua luz vacilante, a matriarca da família Godoy reconstitui as cicatrizes do passado. Em sua interminável tapeçaria, Cecília entrelaça as sinas de Ivan, seu marido, e de seus filhos ausentes, elegendo uma cor para cada um. [Leia mais]

Bling Ring: a gangue de Hollywood, de Nancy Jo Sales — Obcecado por celebridades, um grupo de jovens de um endinheirado subúrbio de Los Angeles furtou o equivalente a 3 milhões de dólares em roupas, joias e dinheiro de casas de celebridades como Lindsay Lohan, Paris Hilton e Orlando Bloom. A história real da audaciosa gangue inspirou o filme de Sofia Coppola, estrelado por Emma Watson. [Leia mais]

O sinal e o ruído, de Nate Silver — Ter acesso à informação nunca foi tão fácil. Mas como identificar o que é de fato relevante em meio a um volume cada vez maior de dados? Nate Silver disseca uma série de casos de sucesso e de erros catastróficos de previsão, como os atentados de 11 de setembro e a crise financeira global, para lançar um manifesto em prol do progresso científico e da evolução das ideias. [Leia mais]

A garota que eu quero, de Markus Zusak — Em um de seus primeiros livros, o autor de Eu sou o mensageiro e do best-seller internacional A menina que roubava livros, Cameron é o caçula e o mais quieto da família Wolfe. Quando se apaixona pela ex-namorada de Rube, seu irmão mais velho e único amigo, a lealdade entre eles é colocada à prova. [Leia mais]

O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman — No novo romance adulto do premiado autor de Sandman, um homem de meia-idade volta à casa onde passou a infância para um funeral. Ao se sentar à beira de um lago, o passado esquecido volta de repente. Um passado estranho demais, assustador demais, perigoso demais para ter acontecido de verdade, especialmente com um menino. [Leia mais]

Tigres em dia vermelho, de Liza Klaussmann — Aclamado por público e crítica, Tigres em dia vermelho foi eleito o livro do mês da Amazon em julho de 2012. Em sua estreia literária Liza Klaussmann narra um romance repleto de traição, paixão e violência, escondidos sob uma fachada de polidez e riqueza. Um suspense familiar com um desfecho surpreendente. [Leia mais]

testeO fim do achismo

Aos 24 anos, um economista entediado no trabalho criou um programa capaz de prever o desempenho de jogadores de beisebol. A partir desse sistema, o jovem aficionado por beisebol, pôquer e estatísticas revolucionou o estudo sobre o comportamento dos eleitores e desbancou analistas políticos de todo o mundo. Seu feito? Prever corretamente, e pela segunda vez consecutiva, o resultado da eleição presidencial norte-americana. Eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time em 2009, Nate Silver se destacou ao criar o FiveThirtyEight, blog que já foi responsável por 20% do tráfego do site do New York Times, onde ele postava suas previsões políticas certeiras.

Ao apresentar seu sofisticado sistema estatístico diante de um universo acostumado a se nortear pela intuição, Nate Silver causou furor ao diagnosticar corretamente o vencedor da corrida em cada um dos 50 estados americanos em 2012, bem como o vencedor de todas as 35 eleições para o Senado dos EUA. Seus conceitos estão reunidos em O sinal e o ruído, não ficção que será publicada em 15 de junho no Brasil.

Em seu livro, Silver disseca uma série de casos de sucesso e de erros catastróficos de previsão, como os atentados de 11 de setembro e a crise financeira global, para lançar um manifesto em prol do progresso científico e da evolução de ideias. Em uma época em que se produz mais de 2,5 quintilhões de bytes de dados diariamente, segundo a IBM, ele defende a importância de diferenciarmos informações úteis das equivocadas e de nos prepararmos para entender o que os dados nos dizem de fato — e não o que gostaríamos de ouvir.

Seu sistema, que vai muito além da esfera política, obrigará os demais analistas a se preocupar mais com probabilidade e pode ser aplicado a tudo: pôquer, xadrez, em esportes e até no aquecimento global. Leia um trecho do lançamento O sinal e o ruído.

testeEstante Intrínseca: lançamentos de junho

O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman  A edição brasileira do novo romance adulto do autor de obras icônicas — como a série em quadrinhos Sandman, e os livros Stardust, Deuses americanos e Coraline — será a única no mundo a chegar às livrarias na mesma data que a edição norte-americana, em 18 de junho.

Sussex, Inglaterra. Um homem de meia-idade volta à casa onde passou a infância para um funeral. A construção não é mais a mesma, e ele é atraído para a fazenda no fim da estrada, onde, aos sete anos, conheceu uma garota extraordinária, Lettie Hempstock. Ao se sentar à beira do lago (o mesmo a que ela se referia como um oceano), o passado esquecido volta de repente. Um passado estranho demais, assustador demais, perigoso demais para ter acontecido de verdade, especialmente com um menino. [Leia um trecho]
Leia também: Neil Gaiman, o autor multimídia

O sinal e o ruído, de Nate Silver — O gênio que previu a eleição de Obama e desbancou analistas e comentaristas políticos de todo o mundo revela seus segredos na não-ficção O sinal e o ruído. Nate Silver já foi eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time e seu blog já atingiu 20% do tráfego do site do New York Times.

Ter acesso à informação nunca foi tão fácil. Mas como identificar o que é de fato relevante em meio a um volume cada vez maior de dados? Em seu livro, Silver examina casos de sucessos e fracassos para determinar o que os melhores previsores têm em comum em diversos campos de atividade, como ao avaliar o desempenho de um político em campanha, o estrago esperado de um furacão ou o avanço de uma epidemia perigosa.

Formado em economia, Nate Silver emprega um sofisticado sistema estatístico em um universo predominado por mera intuição e análises políticas muitas vezes inconsistentes. Seu sistema, que obrigará os demais analistas a se preocupar mais com probabilidade, pode ser aplicado em tudo: pôquer, xadrez, esportes e até no aquecimento global. [Leia um trecho]

Bel Canto, de Ann Patchett Agraciado com os principais prêmios literários do mundo, Bel Canto foi vencedor do prêmio Orange, do PEN/Faulkner Award e do National Book Critics Circle Award. A autora Ann Patchett, por sua vez, foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes de 2012 pela revista Time.

Na casa do vice-presidente de algum país da América do Sul, uma elegante festa de aniversário está sendo realizada. O homenageado é o Sr. Hosokawa, poderoso empresário japonês. Roxane Coss, soprano de fama internacional, fascina os convidados. É uma noite perfeita – até que um bando armado invade o local pelos dutos de ar-condicionado e torna todos os convidados reféns. O objetivo inicial era sequestrar o presidente, mas ele ficou em casa assistindo à novela. E assim, desde o início, nada sai como o esperado. No entanto, o que começa como um cenário de pânico e risco de vida evolui para algo completamente novo, com terroristas e reféns desenvolvendo laços inesperados e pessoas de diferentes países agindo como compatriotas. [Leia um trecho] Leia também: A ascensão das livrarias, por Ann Patchett

Ouro, de Chris Cleave — Sucesso absoluto de público e crítica, o novo livro do autor de Pequena Abelha disseca as escolhas que são feitas quando tudo o que se ama está em jogo. Em Ouro, Kate e Zoe são atletas no topo do ranking, lutando para vencer a última e mais grandiosa prova de suas vidas: os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. No entanto, as amigas que se conheceram aos 19 anos também são grandes rivais. Com vidas marcadas pela tragédia, cada uma delas tem muito a perder, e as duas se veem diante do desafio de optar entre a família e a glória no esporte. [Leia um trecho]

Kings of Cool, de Don Winslow — Autor aclamado de outros doze romances, incluindo Selvagens, que foi eleito um dos melhores livros de 2010 por renomados veículos de comunicação e chegou ao cinema com direção de Oliver Stone, Don Winslow, em Kings of Cool,volta no tempo para contar como Ben, Chon e O. se tornaram quem são.

Enquanto trava uma batalha contra traficantes de drogas e policiais corruptos, o trio de protagonistas descobre que seu futuro está intimamente ligado à história de seus pais. Uma série de voltas e reviravoltas obrigará Ben, Chon e O. a escolher entre a família real e a lealdade que têm um pelo outro. De Southern California nos anos 1960 ao passado recente, Kings of Cool é uma saga original sobre famílias, em todas as suas formas, com ritmo alucinante, provocativo e perversamente engraçado. [Leia um trecho]

Tigres em dia vermelho, de Liza Klaussman — A estreia inesquecível da autora Liza Klaussmann foi eleita o livro do mês da Amazon, em julho de 2012. Narrado a partir de cinco perspectivas, é um romance repleto de traição, paixão e violência, escondidos sob uma fachada de polidez e riqueza.

A Segunda Guerra Mundial acaba de chegar ao fim, e as primas Nick e Helena irão se separar pela primeira vez. Helena está de mudança para Hollywood, onde um novo casamento a espera, enquanto Nick embarca rumo à Flórida para se juntar ao marido. Para as duas, que cresceram passando os verões em Tiger House, a gloriosa propriedade da família na ilha de Martha’s Vineyard, aproveitando os dias quentes e as noites regadas a gim, o mundo parece cheio de possibilidades. Em pouco tempo, porém, Nick e Helena percebem que a realidade não corresponde a seus sonhos, e, com o passar dos anos, as viagens para Tiger House assumem uma nova complexidade. [Leia um trecho]

No coração do mar, de Charlotte Rogan — Finalista do prêmio do The Guardian para livros estreantes, o romance de Charlotte Rogan foi eleito um dos melhores livros de 2012 pelos jornais The Guardian, The Independent e The Globe and Mail.

No verão de 1914, a Europa está à beira da guerra, mas o futuro de Grace parece caminhar para um destino seguro enquanto ela e o marido navegam rumo a Nova York. No entanto, uma misteriosa explosão afunda o navio e Grace se vê confinada em um barco salva-vidas com outras trinta e oito pessoas. À medida que o clima piora, os passageiros são forçados a escolher lados em uma disputa por poder. Durante três semanas, os sobreviventes planejam, esquematizam, disseminam intrigas e confortam uns aos outros enquanto suas mais profundas convicções sobre humanidade e divindade são postas em xeque. [Leia um trecho]

Vovó vigarista, de David Walliams — Com mais de 1 milhão de cópias vendidas somente na Inglaterra, as obras de David Walliams já lhe renderam o National Book Awards de Melhor Livro Infantil. Vovó vigarista, seu primeiro livro publicado no Brasil, ficou em primeiro lugar na lista do Children’s Book Chart e é ilustrado por Tony Ross, que já ganhou diversos prêmios na Europa e nos Estados Unidos.

Se você acha que toda vovozinha é igual, precisa conhecer a avó de Ben. Ela poderia se passar por uma senhorinha qualquer: é velha, usa um casaquinho lilás, faz palavras-cruzadas, obriga-o a comer repolho e a ir para a cama às oito horas da noite.  Ben acha tudo isso chato demais. Ou pelo menos achava, até descobrir que a coisa toda não passa de um disfarce: vovó, na verdade, é uma vigarista internacional, a ladra de joias mais procurada do mundo. Agora, juntos, eles vão planejar o maior roubo de todos os tempos. [Leia mais]

Um herói para WondLa (série WondLa livro 2), de Tony Diterlizzi — Eva Nove está a bordo de uma aeronave rumo à cidade humana de Nova Ática. Ela tem certeza de que esse é o modo perfeito de começar uma nova vida ao lado de Andrílio, seu amigo cæruleano — em especial após a perda trágica de Mater, a robô que cuidava da menina desde seu nascimento. Contudo, como muitas outras coisas no planeta Orbona, as aparências enganam. [Leia mais]

testeEstante Intrínseca – lançamentos jovens de junho

 


O oceano no fim do caminho
, de Neil Gaiman — A edição brasileira do novo romance adulto do autor de obras icônicas — como a série em quadrinhos Sandman, e os livros StardustDeuses americanos e Coraline — será a única no mundo a chegar às livrarias na mesma data que a edição norte-americana, em 18 de junho.

Sussex, Inglaterra. Um homem de meia-idade volta à casa onde passou a infância para um funeral. A construção não é mais a mesma, e ele é atraído para a fazenda no fim da estrada, onde, aos sete anos, conheceu uma garota extraordinária, Lettie Hempstock. Ao se sentar à beira do lago (o mesmo a que ela se referia como um oceano), o passado esquecido volta de repente. Um passado estranho demais, assustador demais, perigoso demais para ter acontecido de verdade, especialmente com um menino.
Leia também: Neil Gaiman, o autor multimídia

Um herói para WondLa (série WondLa — livro 2), de Tony Diterlizzi — Eva Nove está a bordo de uma aeronave rumo à cidade humana de Nova Ática. Ela tem certeza de que esse é o modo perfeito de começar uma nova vida ao lado de Andrílio, seu amigo cæruleano — em especial após a perda trágica de Mater, a robô que cuidava da menina desde seu nascimento. Contudo, como muitas outras coisas no planeta Orbona, as aparências enganam. No novo lar, Eva não apenas encontra pessoas — esse foi o sonho que guiou sua busca desde o iní cio —, mas também descobre os segredos dos Santuários e o passado de seu mundo. E quando dúvidas vêm à tona, ela se pergunta.

Vovó vigarista, de David Walliams — Com mais de 1 milhão de cópias vendidas somente na Inglaterra, as obras de David Walliams já lhe renderam o National Book Awards de Melhor Livro Infantil. Vovó vigarista, seu primeiro livro publicado no Brasil, ficou em primeiro lugar na lista do Children’s Book Chart e é ilustrado por Tony Ross, que já ganhou diversos prêmios na Europa e nos Estados Unidos. Leia um trecho.

Se você acha que toda vovozinha é igual, precisa conhecer a avó de Ben. Ela poderia se passar por uma senhorinha qualquer: é velha, usa um casaquinho lilás, faz palavras-cruzadas, obriga-o a comer repolho e a ir para a cama às oito horas da noite.  Ben acha tudo isso chato demais. Ou pelo menos achava, até descobrir que a coisa toda não passa de um disfarce: vovó, na verdade, é uma vigarista internacional, a ladra de joias mais procurada do mundo. Agora, juntos, eles vão planejar o maior roubo de todos os tempos.

Ficção e não ficção 

O sinal e o ruído, de Nate Silver — O gênio que previu a eleição de Obama e desbancou analistas e comentaristas políticos de todo o mundo revela seus segredos na não-ficção O sinal e o ruído. Em seu livro, Silver examina casos de sucessos e fracassos para determinar o que os melhores previsores têm em comum em diversos campos de atividade, como ao avaliar o desempenho de um político em campanha, o estrago esperado de um furacão ou o avanço de uma epidemia perigosa. Leia mais.

Bel Canto, de Ann Patchett — Agraciado com os principais prêmios literários do mundo, Bel Canto foi vencedor do prêmio Orange, do PEN/Faulkner Award e do National Book Critics Circle Award. Na casa do vice-presidente de algum país da América do Sul, uma elegante festa de aniversário está sendo realizada. É uma noite perfeita – até que um bando armado invade o local pelos dutos de ar-condicionado e torna todos os convidados reféns. O objetivo inicial era sequestrar o presidente, mas ele ficou em casa assistindo à novela. E assim, desde o início, nada sai como o esperado. Leia mais.

Ouro, de Chris Cleave — Sucesso absoluto de público e crítica, o novo livro do autor de Pequena Abelha disseca as escolhas que são feitas quando tudo o que se ama está em jogo. Em Ouro, Kate e Zoe são atletas no topo do ranking, lutando para vencer a última e mais grandiosa prova de suas vidas: os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. No entanto, as amigas que se conheceram aos 19 anos também são grandes rivais. Com vidas marcadas pela tragédia, cada uma delas tem muito a perder, e as duas se veem diante do desafio de optar entre a família e a glória no esporte. Leia mais.

Kings of Cool, de Don Winslow — Autor aclamado de outros doze romances, incluindo Selvagens, que foi eleito um dos melhores livros de 2010 por renomados veículos de comunicação e chegou ao cinema com direção de Oliver Stone, Don Winslow, em Kings of Cool, volta no tempo para contar como Ben, Chon e O. se tornaram quem são. Leia mais.

Tigres em dia vermelho,  de Liza Klaussman — A estreia inesquecível da autora Liza Klaussmann foi eleita o livro do mês da Amazon, em julho de 2012. Narrado a partir de cinco perspectivas, é um romance repleto de traição, paixão e violência, escondidos sob uma fachada de polidez e riqueza. Leia mais.

No coração do mar,  de Charlotte Rogan — Finalista do prêmio do The Guardian para livros estreantes, o romance de Charlotte Rogan foi eleito um dos melhores livros de 2012 pelos jornais The GuardianThe Independent e The Globe and Mail.
No verão de 1914, a Europa está à beira da guerra, mas o futuro de Grace parece caminhar para um destino seguro enquanto ela e o marido navegam rumo a Nova York. No entanto, uma misteriosa explosão afunda o navio e Grace se vê confinada em um barco salva-vidas com outras trinta e oito pessoas. Leia mais.

testeCinema em destaque no primeiro semestre de 2013

Dos 37 lançamentos programados para o primeiro semestre de 2013, diversos títulos de ficção e não ficção inspiraram adaptações cinematográficas. O lado bom da vida virou filme estrelado por Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro, com 8 indicações ao Oscar, e  Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose deu origem ao longa Hitchcock, com Anthony Hopkins, Helen Mirren e Scarlett Johansson no elenco. A ficção científica Wool teve os direitos adquiridos pelo aclamado diretor Ridley Scott, de Blade Runner — O caçador de androides, e Garota exemplar, sucesso absoluto de Gillian Flynn, será produzido por Reese Witherspoon. Vida após a morte, drama real narrado por Damien Echols, que foi condenado à morte e teve sua história contada na série de três documentários da HBO Paradise LostA hospedeira tem estreia nas telonas prevista para março, e as séries Hush, Hush, de Becca Fitzpatrick, Delírio, de Lauren Oliver, e Em busca de WondLa, de Tony DiTerlizzi, já tiveram os direitos de adaptação vendidos para estúdios cinematográficos.

Na lista de lançamentos de não ficção, destacam-se Um mundo, uma escola, do americano Salman Khan, considerado o mais bem-sucedido professor de todos os tempos, e O sinal e o ruído, de Nate Silver, gênio que desenvolveu um sistema capaz de prever pela segunda vez consecutiva os resultados das eleições em cada estado norte-americano. No primeiro semestre haverá, ainda, a primeira ficção nacional publicada pela Intrínseca: Clarões e sombras (título provisório), novo romance da escritora gaúcha Leticia Wierzchowski — conhecida pelo livro A casa das sete mulheres, história que inspirou a série homônima produzida pela Rede Globo.

Confira a lista completa de lançamentos:

Lançamentos  Ficção e Não ficção

A evolução de Bruno Littlemore, de Benjamin Hale
A hospedeira (edição com capa inspirada no pôster do filme), de Stephenie Meyer
A lady cyclist guide to Kashgar, de Suzanne Jonson
A vida sem doenças, do Dr. David B. Agus
Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose, de Stephen Rebello
Bel canto, de Ann Patchet
Clarões e sombras (título provisório), de Leticia Wierzchowski
Gold, de Chris Cleave
Et puis Paulette, de Barbara Constantine
Garota exemplar, de Gillian Flynn
Le syndrome E, de Frank Thilliez
No escuro, de Elizabeth Haynes
O diário de Helga, de Helga Weiss
O fio, de Victoria Hislop
O lado bom da vida, de Matthew Quick
O sinal e o ruído, de Nate Silver
Óculos de Heidegger, de Thaisa Frank
Primeiro eu, depois você, de Jojo Moyes
Satori, de Don Winslow
The Bling Ring: The True Story of How Seven Celebrity-Obsessed Teens Swindled Hollywood, de Nancy Jo Sales
The lifeboat, de Charlotte Rogan
Tigers in the red weather, de  Liza Klaussman
Um mundo, uma escola, de Salman Khan
Vida após a morte, de Damien Echolls

Lançamentos – Ficção para jovens

A marca de Atena (série Os heróis do Olimpo – livro 3), de Rick Riordan
A torre invisível (série As Crônicas de Outro Mundo – livro 1), de Nils Johnson-Shelton
An abundance of Katherines (título provisório: O teorema Katherine), de John Green
Como roubar a espada de um dragão (série Como treinar o seu dragão – livro 9), de Cressida Cowell
Os diários do semideus (série Os heróis do Olimpo), de Rick Riordan
Finale (série Hush, Hush – livro 4), de Becca Fitzpatrick
Gangsta granny, de David Walliams
Muncle Trogg e o Burro Voador (série Muncle Trogg – livro 2), de Janet Foxley
Pandemônio (série Delírio – livro 2), de Lauren Oliver
The way we fall (série The fallen world, livro 1), de Megan Crewe
Um herói para Wondla (série Em busca de WondLa – livro 2), de Tony DiTerlizzi
Wonder (título provisório: Extraordinário), de R. J. Palacio
Wool, de Hugh Howey

testeCinema em destaque no primeiro semestre de 2013

Dos 37 lançamentos programados para o primeiro semestre de 2013, diversos títulos de ficção e não ficção inspiraram adaptações cinematográficas. O lado bom da vida virou filme estrelado por Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro, com 8 indicações ao Oscar, e  Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose deu origem ao longa Hitchcock, com Anthony Hopkins, Helen Mirren e Scarlett Johansson no elenco. A ficção científica Wool teve os direitos adquiridos pelo aclamado diretor Ridley Scott, de Blade Runner — O caçador de androides, e Garota exemplar, sucesso absoluto de Gillian Flynn, será produzido por Reese Witherspoon. Vida após a morte, drama real narrado por Damien Echols, que foi condenado à morte e teve sua história contada na série de três documentários da HBO Paradise LostA hospedeira tem estreia nas telonas prevista para março, e as séries Hush, Hush, de Becca Fitzpatrick, Delírio, de Lauren Oliver, e Em busca de WondLa, de Tony DiTerlizzi, já tiveram os direitos de adaptação vendidos para estúdios cinematográficos.

Na lista de lançamentos de não ficção, destacam-se Um mundo, uma escola, do americano Salman Khan, considerado o mais bem-sucedido professor de todos os tempos, e O sinal e o ruído, de Nate Silver, gênio que desenvolveu um sistema capaz de prever pela segunda vez consecutiva os resultados das eleições em cada estado norte-americano. No primeiro semestre haverá, ainda, a primeira ficção nacional publicada pela Intrínseca: Clarões e sombras (título provisório), novo romance da escritora gaúcha Leticia Wierzchowski — conhecida pelo livro A casa das sete mulheres, história que inspirou a série homônima produzida pela Rede Globo.

Confira a lista completa de lançamentos:

Lançamentos  Ficção e Não ficção

A evolução de Bruno Littlemore, de Benjamin Hale
A hospedeira (edição com capa inspirada no pôster do filme), de Stephenie Meyer
A lady cyclist guide to Kashgar, de Suzanne Jonson
A vida sem doenças, do Dr. David B. Agus
Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose, de Stephen Rebello
Bel canto, de Ann Patchet
Clarões e sombras (título provisório), de Leticia Wierzchowski
Gold, de Chris Cleave
Et puis Paulette, de Barbara Constantine
Garota exemplar, de Gillian Flynn
Le syndrome E, de Frank Thilliez
No escuro, de Elizabeth Haynes
O diário de Helga, de Helga Weiss
O fio, de Victoria Hislop
O lado bom da vida, de Matthew Quick
O sinal e o ruído, de Nate Silver
Óculos de Heidegger, de Thaisa Frank
Primeiro eu, depois você, de Jojo Moyes
Satori, de Don Winslow
The Bling Ring: The True Story of How Seven Celebrity-Obsessed Teens Swindled Hollywood, de Nancy Jo Sales
The lifeboat, de Charlotte Rogan
Tigers in the red weather, de  Liza Klaussman
Um mundo, uma escola, de Salman Khan
Vida após a morte, de Damien Echolls

Lançamentos – Ficção para jovens

A marca de Atena (série Os heróis do Olimpo – livro 3), de Rick Riordan
A torre invisível (série As Crônicas de Outro Mundo – livro 1), de Nils Johnson-Shelton
An abundance of Katherines (título provisório: O teorema Katherine), de John Green
Como roubar a espada de um dragão (série Como treinar o seu dragão – livro 9), de Cressida Cowell
Os diários do semideus (série Os heróis do Olimpo), de Rick Riordan
Finale (série Hush, Hush – livro 4), de Becca Fitzpatrick
Gangsta granny, de David Walliams
Muncle Trogg e o Burro Voador (série Muncle Trogg – livro 2), de Janet Foxley
Pandemônio (série Delírio – livro 2), de Lauren Oliver
The way we fall (série The fallen world, livro 1), de Megan Crewe
Um herói para Wondla (série Em busca de WondLa – livro 2), de Tony DiTerlizzi
Wonder (título provisório: Extraordinário), de R. J. Palacio
Wool, de Hugh Howey

testeThe National Book Awards: Cinquenta tons de cinza é eleita a melhor ficção popular do ano

Mais um prêmio para E L James: Cinquenta tons de cinza foi eleita a melhor ficção popular do ano pela National Book Foundation, que prestigia o melhor da indústria editorial britânica. Entre as obras finalistas da categoria, duas serão lançadas em 2013 pela Intrínseca, The Thread, de Victoria Hislop — autora dos já publicados A ilha e O retorno —, e Me Before You, de Jojo Moyes — autora de A última carta de amor.

Na semana passada, E L James recebeu o título de personalidade editorial do ano pela Publishers Weekly — é a primeira vez que um autor é escolhido.

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Vencedores do Goodreads Choice Awards 2012: A culpa das estrelas, A marca de Atena, Cinquenta tons de liberdade e Gone Girl

John Green é o autor do ano segundo a EW.com

A culpa das estrelas, de John Green, foi escolhido o melhor livro de ficção de 2012 pela Revista Time

A Intrínseca nos melhores da Amazon  de 2012: A culpa é das estrelas,  A sombra da serpente, The Signal and the Noise, Gone Girl, How Children Succeed: Grit, Curiosity, and the Hidden Power of Character, Days of Blood & Starlight

testeIntrínseca nos melhores da Amazon de 2012

Na seleção de melhores livros de 2012 da Amazon, sete são da Intrínseca.  Nessa primeira lista de melhores do ano estão os já publicados A culpa é das estrelas, de John Green, e A sombra da serpente, de Rick Riordan. Entre os títulos ainda inéditos no Brasil, os eleitos foram The Signal and the Noise: Why So Many Predictions Fail — but Some Don’t, de Nate Silver gênio que desenvolveu um sistema capaz de prever pela segunda vez consecutiva os resultados das eleições em cada estado norte-americano; Gone Girl, thriller psicológico de Gillian Flynn, sucesso absoluto de crítica e de público nos Estados Unidos; How Children Succeed: Grit, Curiosity, and the Hidden Power of Character, não ficção de Paul Tough; Days of Blood & Starlight, segundo livro da série Feita de fumaça e osso, de Laini Taylor; e Wonder, de R. J. Palacio.

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testeNate Silver, o gênio que previu a eleição de Obama

Pela segunda vez consecutiva, Nate Silver desbancou analistas e comentaristas políticos de todo o mundo ao prever o desempenho das eleições em cada estado norte-americano — foram 49 acertos em 50.  Aos 34 anos, o blog de Silver é responsável por 20% do tráfego do site do New York Times. Seu segredo está desvendado em The Signal and the Noise (ainda sem título em português), não ficção lançada em setembro deste ano que está em segundo lugar na lista de mais vendidos da Amazon e será publicado no Brasil, em 2013, pela Intrínseca.

Formado em economia pela Universidade de Chicago, Silver emprega um sofisticado sistema estatístico em um universo predominado por mera intuição e análises políticas muitas vezes inconsistentes. Em 2002, aos 24 anos, ele criou um programa que prevê o desempenho de jogadores de basebol. A partir deste sistema, revolucionou o estudo sobre o comportamento dos eleitores ao cruzar dados de centenas de levantamentos de institutos de pesquisa com indicadores demográficos e econômicos.

A especialidade de Nate Silver é buscar no universo de 2.5 quintilhão de bytes de dados produzidos diariamente (o ruído) a informação clara, o sinal. Seu sistema, que obrigará os demais analistas a se preocupar mais com probabilidade, pode ser aplicado em tudo: pôquer, xadrez, em esportes e até no aquecimento global.