testeLista de autoras que tratam do universo feminino

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Quantos livros escritos por mulheres vocês leram recentemente? No Dia Internacional da Mulher, convidamos os nossos leitores a conhecer obras de autoras publicadas pela Intrínseca. Os livros abordam questões como empoderamento feminino, violência doméstica, igualdade de gênero e maternidade, temas importantes para discutirmos a data, além de histórias de ficção com personagens femininas fortes.

 

Confira a lista:

A arte de pedir, de Amanda Palmer — Amanda é cantora, produtora, compositora e artista plástica. Nesse livro, ela levanta a bandeira do feminismo, questiona a maneira como lidamos com o casamento e fala abertamente sobre a liberdade das mulheres para fazer o que quiserem com seus corpos. A obra foi inspirada em uma palestra ministrada no TED Talk e narra também a experiência bem-sucedida da autora em campanhas de financiamento coletivo para projetos artísticos. Leia também: A arte de ser Amanda Palmer

Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty — O livro mais recente da autora aborda temas como violência doméstica e sexual e bullying. A obra conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida perfeita em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional, Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma mãe solteira recém-chegada na cidade. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia que as envolve.

Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver — Nesse livro, Lionel constrói uma personagem muito forte e humana, que emocionou milhares de pessoas. Na obra, uma mãe escreve cartas ao pai do seu filho Kevin, na tentativa de compreender o motivo do assassinato em massa cometido pelo adolescente na escola. Ela rememora cada minúcia da vida conjugal e faz o antielogio da maternidade ao explicitar os instintos sombrios, diariamente menosprezados, por trás dos sagrados laços de família.

Não sou uma dessas, de Lena Dunham — Lena já foi considerada a voz de sua geração por falar abertamente de assuntos polêmicos. Criadora, produtora e atriz de Girls, ela conta a história da sua vida e aborda temas como sexo, culto ao corpo, violência sexual, amizade e a luta para ser reconhecida na carreira aos vinte e poucos anos. Leia também: As causas de Lena

P.S.: Ainda amo você, de Jenny Han — SPOILER!
Na continuação de Para todos os garotos que já amei, Lara Jean está em um relacionamento de verdade pela primeira vez na vida, mas ainda está aprendendo a lidar com as dificuldades de um namoro. Nesse segundo livro, Jenny Han aborda o feminismo de uma forma sutil e levanta a questão sobre o vazamento de imagens íntimas.

Primatas da Park Avenue, de Wednesday Martin — Wednesday é ph.D. e lecionou estudos culturais em Yale, onde concluiu o doutorado em literatura comparada e estudos culturais com foco em antropologia e história da psicanálise. No livro, ela analisa a região do Upper East Side, área mais rica de Nova York, e aponta o comportamento das moradoras que sofrem com depressão, vícios e ansiedade por serem as principais responsáveis pela criação dos filhos e terem que se adequar aos padrões rígidos de beleza e status social. Wednesday utiliza seus conhecimentos para questionar a obrigação da mulher de estar sempre perfeita e se dedicar 100% às crianças. Leia também: A tribo escondida por trás dos luxuosos prédios de Nova York

História do Futuro: O Horizonte do Brasil no Século XXI, de Míriam Leitão — A premiada jornalista apresenta dados que ajudam a compreender o atual cenário brasileiro. Resultado de quatro anos de pesquisa, a obra indica tendências e aponta reflexões sobre demografia, política, economia, educação, meio ambiente, temas importantes para as leitoras que querem estar informadas.

A garota que você deixou para trás, de Jojo Moyes — Nessa obra, Jojo apresenta personagens corajosas e determinadas.  O romance conta a história de Sophie, uma francesa obrigada a se separar do marido, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre, durante a Primeira Guerra Mundial.  Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, ela apega-se às lembranças admirando um retrato seu pintado pelo marido. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo.

Operação impensável, de Vanessa Barbara — Vanessa é uma jovem e premiada autora brasileira. Com humor ácido e muitas referências sobre cinema, ela narra o fim de um casamento entre a historiadora Lia e o programador Tito marcado por e-mails espirituosos, vocabulário próprio, muitas sessões de cinema e longas e disputadas partidas de jogos de tabuleiro.

Objetos cortantes, de Gillian Flynn — Gillian é conhecida por criar personagens femininas ambíguas e perturbadoras. Em seu livro de estreia, a autora conta a história de uma jovem repórter que investiga casos de assassinato ao mesmo tempo em que tenta sobreviver a uma família completamente disfuncional.

testeCinco livros para seguir em frente

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Todo mundo já sofreu por amor algum dia. Chorar, ouvir músicas tristes, pedir conselhos aos amigos e ter vontade de ligar para o ex são coisas que fazem parte da rotina de quem acabou de terminar um relacionamento. Para ajudar nesse momento tão delicado, listamos alguns livros que mostram que é possível desapegar, viver novas histórias e até mesmo amar de novo.

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Para aqueles que precisam desapegar do passado e esquecer…

Não se apega, não, de Isabela Freitas — Tudo começa com um ponto final: a decisão de terminar o namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque eles formavam um casal perfeito! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, com as tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.

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Para os que precisam superar o luto…

Depois de você, de Jojo Moyes — Na continuação de Como eu era antes de você, Lou está morando em Londres e trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, ela cai do terraço. O acidente a obriga a voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.

Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

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Para os que sofrem com encontros furadas…

Não sou uma dessas, de Lena Dunham — A criadora, produtora e protagonista da série Girls, exibida pela HBO, abre o jogo e fala sobre as suas escolhas, seus ex-namorados, sobre sexo e a luta para conseguir ser respeitada na carreira. Lena revira o seu passado e faz um balanço sobre relacionamentos e experiências. De maneira bem-humorada, conta como os seus encontros fracassados e ex-namorados babacas a ajudaram a se tornar uma mulher mais forte aos vinte e poucos anos.

Para os que estão cansados de sonhar e quebrar a cara…

Não se iluda, não, de Isabela Freitas — A segunda obra da autora não só dá sequência às histórias de Não se apega, não, como também traz 20 regras para as pessoas que não querem mais se iludir.

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Para os que estão vivendo o fim de um relacionamento longo…

Nós, de David Nicholls — Douglas é um bioquímico de 54 anos, casado com Connie e pai de Albie, um jovem que acabou de entrar para a faculdade. Certa noite, ele é acordado pela esposa, que decide pedir o divórcio. Porém, eles estão prestes a embarcar em uma viagem em família pela Europa. Com a mesma sensibilidade que construiu o best-seller Um dia, David Nicholls faz uma irresistível reflexão sobre o que acontece no fim de um relacionamento.

testeLeituras para o Dia das mães

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Preparamos uma lista com sugestões de livros para presentear mães de diferentes estilos: fashion, cult, alternativa, fofa, apaixonada por culinária, louca por cachorros, sensível, cinéfila, nerd, executiva, que gosta de cozinhar, de arrepiar, nerd e que curte séries.

Mãe fashion: Um brinde a isso, de Betty Halbreich

Betty Halbreich é uma figura única no mundo da moda. Há quase quatro décadas comanda o departamento de compras personalizadas da loja Bergdorf Goodman, ícone do consumo de luxo de Nova York. Em Um brinde a isso, ela fala não só de como construiu a carreira, mas também dos momentos mais difíceis que precisou enfrentar.

link-externoVeja também A Parisiense – O guia de estilo de Ines Fressange

Mãe sensívelToda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr

Marie-Laure, cega aos seis anos, vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural. Na Alemanha, o órfão e curioso Werner se encanta pelo rádio. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Anthony Doerr constrói um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

link-externoVeja também Os últimos dias de nossos pais, Navegue a lágrima e Tempos extremos

Mãe cinéfila: A última dança de Chaplin, de Fabio Stassi

Na noite de Natal de 1971, Charlie Chaplin recebe a visita da Morte. O famoso ator está com 82 anos, mas ainda não se sente preparado para ver as cortinas se fecharem uma última vez. Desesperado por acompanhar o crescimento do filho mais novo, o ator propõe à Morte um acordo: se conseguir fazê-la rir, ganhará mais um ano de vida.

link-externoVeja também Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose

Mãe cult: A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan

Da São Francisco dos anos 1970 à Nova York de um futuro próximo, Jennifer Egan tece uma narrativa caleidoscópica, que alterna vozes e perspectivas, cenários e personagens para contar como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida. A visita cruel do tempo recebeu o Pulitzer e o National Book Critics Circle Award de 2011.

link-externoVeja também Circo invisível, Lança-chamas e Max Perkins, um editor de gênios

Mãe apaixonada por cachorros: Filhotes submarinos, de Seth Casteel

O premiado fotógrafo e ativista em defesa dos direitos dos animais Seth Casteel retrata cachorrinhos na primeira fase da vida, quando ainda estão começando a descobrir o mundo. São mais de 80 cliques inéditos de filhotes cheios de energia e disposição dentro d’água.

link-externoVeja também Cachorros submarinos e Ache Momo

Mãe fofa: Um mais um, de Jojo Moyes

O livro conta a história de Jess, uma mãe solteira e falida, que precisa levar sua filha Tanzie para a Olimpíada de Matemática na Escócia. Ed Nicholls é um geek milionário e estranho que oferece uma carona até a cidade onde acontecerá a disputa. A engraçada viagem até o destino provará que os opostos se atraem e que é possível encontrar o amor nos lugares mais improváveis.

link-externoVeja também Pequenas grandes mentiras

Mãe que curte séries: Orange Is The New Black, de Piper Kerman

Condenada a quinze meses de detenção por um crime que cometeu anos atrás, Piper Kerman é obrigada a trocar a vida com o noivo, a família e os amigos por uma rotina imprevisível e assustadora em uma penitenciária feminina. Orange Is the New Black apresenta a história real que inspirou o popular seriado da Netflix.

link-externoVeja também O mundo de Dowtown Abbey , Homeland: como tudo começou

Mãe que gosta de cozinhar: A pequena cozinha em Paris, de Rachel Khoo

O livro traz versões especiais dos clássicos franceses e vai muito além dos livros de culinária tradicionais. A jovem chefe britânica Rachel Khoo acompanha suas receitas com curiosidades sobre cada prato e detalhes do dia a dia na capital francesa. Do irreverente muffin de croque madame ao frango com limão e lavanda, Rachel celebra e desmistifica a culinária francesa, revelando como é fácil transportar para a nossa casa a beleza e o aconchego parisienses.

link-externoVeja também Cozinhar

Mãe alternativa: A arte de pedir, de Amanda Palmer

Mobilizadora de multidões on-line, Amanda Palmer é o retrato perfeito da boa conexão entre o artista e seu público. Em A arte de pedir, a cantora, compositora, ícone indie e feminista mostra que pedir é digno e necessário. Longe de ser um manual, o livro é uma provocação que incita o leitor a superar seus medos e reconhecer o valor de precisar e pedir ajuda.

link-externoVeja também Não sou uma dessas, Listografia e Uma questão de caráter

Mãe de arrepiar: Caixa de pássaros, de Josh Malerman

Há algo que não pode ser visto. Algo que enlouquece as pessoas e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio. Basta uma olhada para fora e a vida corre risco. A população foi aconselhada a trancar as portas e as janelas e a andar vendada. Com uma narrativa cheia de suspense e terror psicológico, Caixa de pássaros conta a história assustadora de um surto inexplicável em Michigan.

link-externoVeja também Objetos cortantes e Filme noturno

Mãe executiva: O capital no século XXI, de Thomas Piketty

Nenhum livro sobre economia publicado nos últimos anos provocou o furor causado por O capital no século XXI, do francês Thomas Piketty. O estudo sobre a concentração de riqueza e a evolução da desigualdade ganhou manchetes nos principais jornais do mundo e colheu comentários e elogios de diversos ganhadores do Prêmio Nobel.

link-externoVeja também Como o Google funciona e A loja de tudo

Mãe nerd: Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking

Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Houve um começo e haverá um fim? O que vai acontecer quando tudo terminar? Pensadores e cientistas debruçam-se sobre perguntas como essas há séculos, oferecendo teorias nem sempre de fácil compreensão. Em Uma breve história do tempo, o famoso físico Stephen Hawking guia o leitor – em edição revista e atualizada – pelas principais descobertas científicas da humanidade e encanta tanto leigos quanto iniciados.

Vlink-externoeja também Ordem e Os filhos de Anansi

testeUma vida dedicada ao estilo

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Betty Halbreich por Mike McGregor/Getty Images

Se você não é muito ligado no mundo da moda, pode nunca ter ouvido falar em Betty Halbreich. Mas guarde a informação: Betty é muito mais que um ícone fashion. Com 86 anos, a elegante senhora trabalha como personal shopper há quatro décadas na Bergdorf Goodman, uma das lojas mais sofisticadas e charmosas de Nova York.

Além de vestir mulheres anônimas, Betty é conhecida por escolher os looks de celebridades como Meryl Streep e Sarah Jessica Parker e colaborar para programas como Sex and the City e filmes de Woody Allen. No entanto, apesar de todo o glamour, sua vida nem sempre foi fácil.

Capa_Umbrindeaisso_webAntes de se tornar um dos maiores nomes da moda, Betty passou por momentos delicados. Traições, separação e até uma tentativa de suicídio são algumas das situações reveladas em Um brinde a isso, livro que reúne suas memórias como pioneira no serviço de compras personalizadas. Meticulosa e engraçada, ela conta como deu a volta por cima e teve coragem de buscar a independência em um período no qual a maioria das mulheres não trabalhava fora de casa.

link-externoLeia um trecho de Um brinde a isso

A fascinante trajetória de Betty também será adaptada para a TV por ninguém menos que Lena Dunham, criadora, roteirista, diretora e protagonista da série Girls e autora de Não sou uma dessas. A atração ainda não tem data de estreia.

link-externoA voz que faltava: confira o perfil de Lena Dunham

Betty Halbreich e Lena Dunham

Betty Halbreich e Lena Dunham por Joe Schildhorn/BFA

testeA voz que faltava

Por João Lourenço*

Lena dunhan

É outono em Nova York e há um certo senso de urgência no ar. Os ventos gelados do Atlântico anunciam a chegada de mais um longo inverno. Em uma sexta-feira alaranjada, parece que metade de Manhattan decidiu aparecer no mesmo lugar. Trata-se da primeira noite do The New Yorker Festival, evento anual de arte, música, literatura e cinema realizado pela prestigiosa revista The New Yorker. Boa parte dessa multidão está lá para ouvir e ver o rosto desta geração: Lena Dunham.

Se você ficou sem internet e sem TV nos últimos anos, um pequeno resumo: Lena é produtora, roteirista, atriz e show runner da série Girls, do canal HBO. Ela também acaba de lançar o livro Não sou uma dessas, em que relata seus fracassos, desejos, paranoias e obsessões, tudo em tom cômico e depreciativo, mas corajoso.

Não sou uma dessas - FRENTE FINALAntes de começar a sabatina, Lena deixa um recado para a plateia: “Sempre fui um livro aberto. Abro a boca e acabo entregando tudo, nunca me senti confortável com aquelas coisas que nossos pais ou a sociedade nos aconselham a manter para nós mesmos. Sempre acreditei que o conceito de segredo pode ser bastante destrutivo. Meus pais tentavam controlar a minha língua, pois eu era o tipo de criança que falava tudo que vinha à cabeça. Ainda sou assim!”

Como um prelúdio do que estava para acontecer, Lena Dunham teve uma infância bastante agitada. Filha do pintor Carroll Dunham e da designer e fotógrafa Laurie Simmons, Lena cresceu entre os artistas boêmios do SoHo e do Brooklyn, em Nova York. “Sempre vi esse universo com um olhar de romance.” Para desenvolver uma linguagem artística própria, deixou a casa dos pais e se mudou para o estado de Ohio, onde estudou escrita criativa. Lá, começou a escrever e dirigir os primeiros curta-metragens, tudo no esquema colaborativo entre amigos de faculdade. Dessa fase universitária, destaca-se o web show Delusional Downtown Divas, uma sátira ao mundo da arte.

Quando voltou para Nova York, cansada de enfrentar audições para papéis secundários, Lena convidou alguns amigos e a própria família para estrelarem o primeiro longa que dirigiu, Tiny Furnitures. Ela fez o papel principal e explorou conflitos comuns a qualquer pessoa, como a transição da juventude para a idade adulta. Indicado a vários prêmios do cinema independente, o longa chamou a atenção de Judd Appatow. Conhecido por ter produzido o filme Missão Madrinha de Casamento e dirigido O Virgem de 40 Anos, Appatow convidou Lena para um projeto de série de TV. Meses depois, eles surgiram com o seriado Girls, sucesso imediato entre público e crítica. De acordo com Lena, a série é uma mistura de ficção com experiências próprias — ora trágicas, ora cômicas. “Às vezes me sinto uma fraude, pois coloco muito do que acontece comigo na série. Quando esse sentimento começa a me perseguir, mudo o tom do roteiro e tento deixar minha vida de lado. No geral, não tenho problemas com amigos próximos. Não é como se eu fosse jantar com uma amiga e, no dia seguinte, escrevesse tudo que ela me contou para depois usar na série. O processo de criação é mais complexo do que isso.”

Cena de "Tiny Furniture"

Cena de “Tiny Furnitures”

Em Girls, Lena manteve a mesma postura corajosa dos trabalhos anteriores. Temas tabus como sexo, aborto e racismo já foram discutidos na série. Ela escreve sobre mulheres que, apesar de nem sempre escolherem a melhor opção, buscam maneiras de se sentirem confortáveis na própria pele. “Acho engraçado o fato de que muitas pessoas, quando me encontram na rua, agem como se me conhecessem profundamente. Não me incomoda. Sabe, nessas situações, eu tento agir da mesma forma, como se fossem pessoas que eu também conhecesse. Isso me mostra que já existe uma conexão honesta com o público.” A tal conexão de que Lena está falando lhe rendeu dois Globos de Ouro — melhor atriz e melhor série de comédia — em 2013, além de indicações ao Emmy, maior premiação da TV americana. No mesmo ano, Lena entrou para a lista anual das pessoas mais influentes da revista Time. Muito desse prestígio está ligado a seu lado político e ativista. Na última eleição presidencial nos Estados Unidos, ela apareceu em rede nacional para pedir a participação dos jovens na política. Sem medo de críticas, Lena também defende causas sociais, como o casamento gay. Namorada do guitarrista Jack Antonoff, da banda Fun, ela disse que só vai se casar quando o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo for aprovado em todos os estados americanos.

Apesar de não se identificar com o título de “voz de sua geração”, uma coisa é certa: seja da telinha, das telonas ou das prateleiras, Lena Dunham não vai embora tão cedo.

 Leia um trecho de Não sou uma dessas

João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFW MAG!, colaborou com a Harper’s Bazaare com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Agora, está em NYC tentando escrever seu primeiro romance.

testeEla está em todos os lugares

Lena Dunham não para. Sempre pronta para dizer algo, as criações da autora de Não sou uma dessas estão em todos os lugares: nas livrarias, na internet e, em janeiro, estarão de volta à TV com os episódios inéditos da série Girls. Exibida pela HBO, a quarta temporada da atração estreia de dia 11 de janeiro nos Estados Unidos.

Confira o primeiro pôster divulgado e o trailer da série.

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Leia um trecho de Não sou uma dessas.

testeAS CAUSAS DE LENA

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Lena Dunham não tem medo de se expor e dizer o que pensa. Como boa representante de sua geração, ela usa a influência nas redes sociais para defender seus ideais e mobilizar seguidores em prol das causas em que acredita.

Conheça cinco bandeiras defendidas pela autora de Não sou uma dessas:

Feminismo: Para a autora, criadora e protagonista da série Girls, exibida pela HBO, essa é a principal bandeira. Defensora dos direitos femininos, Lena acredita que a igualdade de gênero é uma das causas mais urgentes e importantes. Ela afirma que todas as mulheres deveriam ser livres para escolher o que querem para suas vidas, sem serem criticadas por isso.

Política: Democrata declarada, Lena já foi alvo de polêmica quando anunciou em um vídeo que votaria no então candidato Barack Obama. Engajada, a autora aborda assuntos como o sistema de saúde público americano e faz críticas sobre o modelo atual.  Porém, uma das suas principais missões é incentivar a participação dos jovens na política. Usuária do Twitter e do Instagram, ela aproveitou as redes para apoiar campanhas como a da organização Planned Parenthood Action Fund, responsável por montar uma lista com todos os candidatos que já se propuseram a lutar pelos direitos femininos. Para chamar atenção à causa, ela tirou a camisa e postou uma foto com a hashtag do projeto estampado no corpo.

Casamento gay: Assim como defende o direito de fazer suas próprias escolhas, Lena é a favor da causa LGBT. A autora já declarou que só vai subir ao altar quando o casamento gay for 100% liberado nos Estados Unidos.

Padrões de beleza: Lena é contra a ditadura dos padrões de beleza atual. A autora admite que já fez dietas malucas para tentar ter o corpo dito como ideal, mas acredita que as mulheres não deveriam ter vergonha de não estar dentro do modelo imposto pela sociedade.

Fotos vazadas na internet: Como feminista assumida, Lena se posiciona abertamente sobre as fotos íntimas que vazam na rede. Quando atrizes como Jennifer Lawrence tiveram a privacidade invadida, a autora voltou a expressar sua opinião declarando que pessoas que divulgam essas imagens não são hackers, mas, sim, agressores sexuais.

Seja diante das câmeras, na internet ou agora nas livrarias, Lena Dunham é o tipo de garota que não passa despercebida. Com opiniões fortes, ela desperta não só atenção, mas respeito.

link-externoLeia também: A voz que faltava

testeLENA FENÔMENO DUNHAM

 

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Após vender mais de 38 mil exemplares na semana do lançamento nos Estados Unidos, Lena Dunham, que estreou no topo, está há quatro semanas em segundo lugar na lista dos livros mais vendidos do New York Times. Além desse feito, Não sou uma dessas, livro que reúne memórias da atriz e diretora, chegou ao primeiro lugar da lista no Canadá e ao terceiro  na Grã-Bretanha. Previsto para ser publicado em 24 países, o livro chega às livrarias brasileiras em 15 de novembro.

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 O livro é uma coleção de ensaios autobiográficos em que a autora revela ─ às vezes em detalhes constrangedores ─ suas experiências com sexo, amor, solidão, dietas malucas, carreira, problemas de autoimagem e a necessidade de se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idade.

testeESTANTE INTRÍNSECA – LANÇAMENTOS DE NOVEMBRO

 

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O capital no século XXI, de Thomas Piketty

Em O capital no século XXI, o economista francês Thomas Piketty apresenta um conjunto inédito de dados de vinte países para os últimos duzentos anos. O autor demonstra que o crescimento econômico e a difusão do conhecimento ao longo do século XX impediram que se concretizasse o cenário apocalíptico preconizado por Karl Marx, mas, ao contrário do que o otimismo dominante após a Segunda Guerra Mundial costuma sugerir, a estrutura básica do capital e da desigualdade permaneceu relativamente inalterada. Piketty constata que a taxa de rendimento do capital supera o crescimento econômico — e isso se traduz numa concentração cada vez maior da riqueza, um círculo vicioso de desigualdade que, a um nível extremo, pode levar a um descontentamento geral e até ameaçar os valores democráticos.

 

Não sou uma dessas, de Lena Dunham

Em seu livro de estreia, Lena Dunham, criadora, produtora e estrela da série Girls, da HBO, faz um balanço das escolhas e experiências que a conduziram à vida adulta. A autora apresenta uma coleção de sinceros relatos pessoais, que a revelam como um dos jovens talentos mais originais da atualidade. Engajada, Lena expressa sua opinião sobre sexo, amor, solidão, carreira, dietas malucas, problemas com sua autoimagem e a luta para se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idade.

 

Filme Noturno, de Marisha Pessl

Em uma noite fria de outono, Ashley Cordova é encontrada morta em um armazém abandonado em Manhattan. Embora a polícia suspeite de suicídio, o jornalista Scott McGrath acredita que exista algo mais por trás dessa história. Seu interesse pelo caso não é gratuito: Ashley é filha do famoso e recluso diretor de filmes de terror Stanislas Cordova, um homem que não é visto em público há mais de trinta anos e que, no passado, teve um papel trágico na vida de McGrath. Impulsionado por vingança, curiosidade e necessidade de descobrir a verdade, o jornalista é atraído para o horripilante e hipnótico mundo de Stanislas. Da última vez que chegou perto do cineasta, McGrath perdeu o casamento e a carreira. Dessa vez, pode acabar perdendo muito mais.

 

Segundo – Eu me chamo Antônio, de Pedro Gabriel

 Com frases irreverentes e poéticas, Antônio, o alter ego do autor Pedro Gabriel, expressa, entre um chope e outro, seus sentimentos em ilustrações feitas em guardanapos de papel. Em Segundo – Eu me chamo Antônio, ele abre para o mundo as páginas do caderno em que escreve fragmentos de textos e explora sua criatividade brincando com frases e esboços. Com ilustrações inéditas, o livro apresenta textos em prosa poética e novas técnicas, como xilogravura, nanquim e colagem.

 Annie, de Thomas Meehan

 Annie é uma corajosa garota de onze anos que tem um grande sonho: encontrar os pais. Deixada por eles num orfanato quando ainda era um bebê com a promessa de que um dia voltariam para buscá-la, a menina leva uma vida difícil sob o comando da malvada Srta. Hannigan, diretora do lugar. Felizmente, a sorte de Annie parece mudar quando o bilionário Oliver Warbucks, auxiliado por sua secretária, a amável Srta. Grace Farrell, decide convidar Annie para passar as festas de fim de ano em sua mansão e logo se vê cativado pelo otimismo dela. Inspirado em uma popular tirinha de um jornal norte-americano, a história da órfã foi retratada em espetáculo da Broadway e agora ganha nova adaptação para o cinema, que estreia no Brasil em fevereiro de 2015.

 Max Perkins, um editor de gênios, de A. Scott Berg

O livro, vencedor do National Book Award, explora a vida de Max Perkins, um editor extraordinário. Com acesso sem precedentes à correspondência entre Perkins e seus escritores, A. Scott Berg revela, com perspicácia e humor, detalhes da vida profissional e pessoal de uma das figuras mais lendárias da história do mercado editorial americano. Além do tumultuado casamento, das excentricidades sedutoras e do romance secreto de 25 anos com Elizabeth Lemmon, a obra aborda a relação de Perkins com os maiores luminares da literatura do século XX: F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Thomas Wolfe, Taylor Caldwell e vários outros.

 Noite de bolo e marionetes − Uma novela da trilogia Feita de fumaça e osso, de Laini Taylor ─ lançamento exclusivo em e-book

Esta novela conta como Zuzana e Mik começaram a namorar, em uma noite que é citada no romance Feita de fumaça e osso.  Mesmo sendo muito pequena, Zuzana, a “fada raivosa”, não é de se deixar intimidar. Sua melhor amiga, Karou, diz que ela tem “olhos de vodu”, capazes de fazer o sangue das pessoas congelar. Mas na hora de falar com Mik, a coragem a abandona. Os dois trabalham com teatro de marionetes: ela, como artesã dos fantoches, e ele, como violinista. Há tempos ela está apaixonada pelo “garoto do violino”, mas agora é hora de tomar uma atitude. Zuzana está determinada a se fazer notar, e tem um plano — repleto de verdadeira magia. É uma caça ao tesouro, que vai levar Mik por toda Praga em uma fria noite de inverno, e o tesouro será a própria Zuzana.

 Cachorros submarinos, de Seth Casteel

 Nesse livro, o premiado fotógrafo de bichos de estimação e ativista em defesa dos direitos dos animais mostra um novo lado dos cães com vibrantes fotografias subaquáticas. De fora,parece simples: um cachorro dá um salto, mergulha e então volta à superfície molhado e triunfante, com uma bola na boca. Debaixo d’água, porém, o que vemos é um caótico balé de dentes e bolhas, patas se movendo, pelos e orelhas balançando. Em mais de oitenta fotos, selecionadas entre quase 300 mil, Seth Casteel apresenta imagens de cães que se tornaram uma sensação em todo o mundo.

O presente do meu grande amor: Doze histórias de NatalStephanie Perkins (org.)

 Nas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, entre eles David Levithan, Jenny Han, Gayle Forman, Laini Taylor, Rainbow Rowell e Holly Black, há um pouco de tudo: presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite. Cada conto preserva o estilo e as características de seu autor, que surpreendem com textos para leitores de todas as idades.

 A vingança dos seteSérie Os Legados de Lorien (Vol. 5), de Pittacus Lore

 No volume anterior da série Os Legados de Lorien, a Garde sofreu uma perda irreparável. O Número Cinco os traiu. O Número Oito se foi parasempre. Ella foi raptada. Os outros estão agora dispersos por vários lugares. Nesse quinto livro, John faz o mais improvável dos aliados: Adam, um mogadoriano que virou as costas para seu povo. Ele tem informações valiosas sobre a tecnologia, as estratégias de batalha e as vulnerabilidades dos mogs. Mais importante, ele sabe onde abatê-los: na base de comando, perto de Washington, DC. Durante a ação, no entanto, John e Adam compreendem que talvez seja tarde demais. Os mogadorianos deram início a seu plano de invasão definitivo. Nas mãos do inimigo, Ella está prestes a assistir à invasão de um lugar privilegiado. Por algum motivo, ela é mais valiosa viva. Enquanto isso, Seis, Nove e Marina seguem no encalço de Cinco. Com o desenvolvimento de um novo Legado, Marina finalmente tem o poder de reagir — se sua sede de vingança nãoconsumi-la primeiro. A Garde está abalada, mas não será derrotada. A batalha pela sobrevivência da Terra não está perdida.

testeELA É DESSES FENÔMENOS

Lena Dunham

Considerado intenso, sincero e divertido pelo The New York Times, Não sou uma dessas, de Lena Dunham, vendeu 38 mil exemplares em apenas uma semana e figura entre os dez livros mais vendidos da Amazon. A estreia literária da atriz e diretora foi lançada nos Estados Unidos no último dia 30 e será publicada no Brasil em novembro. O livro é uma coleção de ensaios autobiográficos em que a autora revela ─ às vezes em detalhes constrangedores ─ suas experiências com sexo, amor, solidão, dietas malucas, carreira, problemas de autoimagem e a necessidade de se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idade.

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Aos 28 anos, a nova-iorquina Lena é criadora, diretora, roteirista e protagonista da série Girls, exibida pelo canal HBO, que já lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor atriz de comédia e várias indicações para o Emmy e o BAFTA. Ela também foi a primeira mulher a ganhar o Director’s Guild Award na categoria comédia.