teste5 dicas para não se apegar

Se você já sofreu por amor (ou aquele quase amor), sabe como é difícil sair da fossa que te atinge após a desilusão. Depois de tantas lágrimas, chocolates e filmes românticos, precisamos nos reerguer e remendar nós mesmos nossos coraçõezinhos. Para te ajudar, consultamos a bíblia da superação, Não se apega, não, de Isabela Freitas, e separamos algumas dicas que vão te guiar nessa fase.

1 – Aprenda a ser feliz sozinho.

 

Quando você aprende a ser feliz sozinho, não precisa de outra pessoa.  Ao amar cada pedacinho do seu ser, você acaba se tornando perfeita para si e, consequentemente, para o mundo.

 

 2 – Não tenha medo de desistir.

Desistir não é sinal de fracasso, não, viu? Desistir é ter consciência de que algumas pessoas não valem seu esforço. Se não há reciprocidade, sai fora!

 

3 – Não alimente mágoas.

A vida é muito curta para alimentar sentimentos negativos. Perdoe e siga em frente. Você está melhor sem aquilo que te faz mal. É preciso desapegar, ou seja, se desprender de tudo aquilo que te retém, faz mal e sufoca.

 

4- Se deixe chorar.

Ninguém precisa ser forte o tempo inteiro. Chore. De raiva, de amor, de saudade. Lágrimas são pedaços de sentimentos se esvaindo de nós. Nosso corpo às vezes não suporta tanto.

 

5 – Errar faz parte da vida.

Você pode estar em um momento difícil agora, mas não se preocupe, nenhuma tristeza é tão eterna que não deixa um espacinho para a felicidade. Precisamos aceitar que erramos para seguir em frente.

 

Se essas dicas ainda não foram suficientes, abra o Não se apega, não, pegue seu caderninho e anote todas as lições para praticar o amor-próprio.

teste6 dicas para identificar um relacionamento-furada

Todos os relacionamentos são únicos. Cada um tem sua esquisitice e tudo bem. Vamos combinar que no início enxergamos tudo como se tivéssemos atingido a felicidade absoluta, mas o tempo passa e começamos a perceber problemas que podem piorar se jogarmos para debaixo do tapete. 

Para não cair numa furada, listamos algumas dicas da nossa conselheira Isabela Freitas, autora de Não se apega, nãoNão se iluda, não Não se enrola, não. Se você se identifica com um ou mais tópicos dessa lista, talvez seja a hora de seguir em frente e partir para outra:

 

1- Você precisa dar um gelo para que a outra pessoa repare em você.

 

Temos uma notícia: talvez essa pessoa não se importe tanto assim, e não sinta falta de ter aquelas longas conversas ou de virar a noite com você.

 

2- A pessoa diz que seus sonhos são impossíveis.

NÃO! Não acredite nisso. Você é uma pessoa ótima e não deixe que te desmotivem. As pessoas que dizem isso são aquelas que não têm capacidade de sonhar.

 

3- Tem ciúme e desconfiança.

Quando a pessoa desconfia de você ou fala mal dos seus amigos, fique alerta: ciúme não segura ninguém ao seu lado. Pelo contrário.

 

4- Nem todo mundo que sorri para você é alguém que mereça seu carinho.

A carência impulsiona a loucura. Nem todo mundo é tão legal assim e está disposto a agarrar todas as chances que você der. Se não agarrou de primeira — no máximo de segunda —, desista.

 

5- Pare de tentar justificar as atitudes ruins do outro.

Por mais que a gente tente se blindar, é preciso encarar a realidade, que às vezes é bem cruel.
E por último, mas não menos importante…

 

6- Não insista em algo que não dá certo.

Fazer isso é o mesmo que dizer a si próprio: “Não sou capaz de ter algo melhor”. Mas sabe de uma coisa? Você é capaz, sim!

teste10 livros para aproveitar o Carnaval

Para curtir entre um bloco e outro, para levar na bagagem ou para fugir da agitação: separamos dez leituras para você aproveitar esses cinco dias de Carnaval.

 

Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty

Um misterioso crime aconteceu em uma festa à fantasia. Enquanto as investigações e fofocas transcorrem, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty inspirou a nova série da HBO: Big Little Lies, com Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. A trama explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro. [Leia +]

 

A viúva, de Fiona Barton

Leitura perfeita para quem gosta de thrillers como Garota exemplar, de Gillian Flynn. O celebrado romance de estreia da jornalista Fiona Barton reconstrói um crime imperdoável por meio de três perspectivas diferentes (a viúva do suspeito, o detetive que lidera a investigação e a jornalista que cobre o caso) ao mesmo tempo em que faz uma análise impiedosa de um relacionamento complexo.

Na trama, Jean Taylor deixou de contar, ao longo dos anos, muitas coisas sobre o terrível crime do qual o marido era suspeito. No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar o papel de esposa perfeita. [Leia +]

 

Uma pergunta por dia

Há quem diga que o ano só começa depois do Carnaval. Então se você ainda não está registrando suas memórias de 2017, o momento não poderia ser melhor!

Uma pergunta por dia convida o leitor a anotar, todos os dias, suas respostas a uma variedade de questões, das mais simples às mais complicadas, como “Para onde você quer fazer sua próxima viagem?” ou “Escreva a primeira linha da sua autobiografia”. Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, você encontrará seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir. 

 

Paris para um e outros contos, de Jojo Moyes

Nada melhor para relaxar do que dez histórias divertidas e apaixonantes escritas por Jojo Moyes, autora de romances inesquecíveis como A última carta de amor e Como eu era antes de você.

No conto que dá título ao livro, a jovem Nell planeja um final de semana romântico em Paris com o namorado e fica sabendo, já na estação de trem, que ele desistiu de acompanhá-la. Sozinha em um país estrangeiro, Nell descobre uma nova versão de si mesma, independente e corajosa. Já em “Lua de mel em Paris”, que fecha a coletânea, Jojo Moyes brinda os leitores com um reencontro com as personagens do best-seller A garota que você deixou para trás, Liv e Sophie, que, separadas por algumas décadas, acreditam que o casamento é apenas o início de suas histórias de amor.

 

Como eu era antes de você, de Jojo Moyes

Falando em Jojo Moyes, se você ainda não leu Como eu era antes de você aproveite o feriado! A história de amor de Will e Lou emocionou leitores do mundo inteiro e chegou aos cinemas ano passado em uma adaptação bem fiel estrelada por Emilia Clarke e Sam Claflin.

Mas se você já leu, nossa dica é a continuação Depois de você. [Leia +]

 

Matéria escura, de Blake Crouch 

Você é feliz com a vida que tem? Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Neste novo mundo, ele leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que este é mesmo seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura é uma criação de Blake Crouch, também autor da trilogia Wayward Pines, que deu origem à série de TV exibida pela FOX. [Leia +]

 

Cinquenta tons mais escuros, de E L James

Para celebrar a estreia da segunda parte do romance de Christian Grey e Anastasia Steele nos cinemas, lançamos uma edição especial de Cinquenta tons mais escuros com capa inspirada no cartaz do filme. Além disso, a nova edição tem fotos e comentários de E L James sobre os bastidores das gravações e um trecho antecipado de Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian, próximo romance da autora. [Leia +]

 

Aconteceu naquele verão, organizado por Stephanie Perkins

Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto “Mil maneiras de tudo isso dar errado”. Em qualquer lugar do mundo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes — talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar…

Ideal para quem adora história de amor, Aconteceu naquele verão reúne doze contos apaixonantes e surpreendentes de doze escritores amados como Cassandra Clare e Veronica Roth. Com as mais diversas referências que agradam desde o leitor mais romântico até os fãs do seriado Black Mirror. [Leia +]

Série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

Com fotografias sinistras e uma narrativa emocionante, o sombrio universo criado por Ransom Riggs conta a história de Jacob Portman, um garoto de 16 anos, que precisa superar a misteriosa morte do avô e parte em busca de respostas.

Em O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, Jacob segue as pistas deixadas pelo avô que o levam a um casarão abandonado numa remota ilha do País de Gales. O local abrigava crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine. Nas sequências Cidade dos etéreos e Biblioteca de almas acompanhamos a batalha de Jacob e seus companheiros na batalha pela sobrevivência dos peculiares.

 

Não se enrola, não, de Isabela Freitas

“Enrolar-se: pensar de um jeito e fazer exatamente o contrário.” Após Não se apega, não e a sequência, Não se iluda, não, Isabela Freitas mostra em seu terceiro livro os primeiros passos de seus personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona. [Leia +]

teste9 dicas para não se enrolar em 2017

lista_isabelaFoto: Bao-Quan Nguyen

Mais um ano está chegando ao fim (sdds 2016) e pegamos algumas dicas com a nossa conselheira Isabela Freitas, autora de Não se apega, não, Não se iluda, não e Não se enrola, não, para começar 2017 com o pé direito. Pegue seu caderninho e confira abaixo o tutorial de como ter um novo ano sem apego, ilusão e enrolação.

 

1- Mude! 

giphy

Se tem algo que não te agrada ou que te faz mal, aproveite o novo ano e faça diferente. Mudanças não precisam ser drásticas para significar alguma coisa.

 

2- Desapegue do passado! 

giphy-789

Se você se apega muito ao passado, vai vivê-lo todos os dias e perder momentos importantes do presente e do futuro. Deixar o passado para trás é muito difícil, mas precisamos disso para seguir em frente.

 

3- Se não consegue cumprir, melhor não prometer. 

giphy-4

Confessa aí que a quantidade de “vamos marcar”, “amanhã começo a dieta” e “na volta a gente compra” que você já ouviu ou falou dava um livro. Promessas são ótimas, mas só quando podemos cumprir!  Pense duas, três, mil vezes antes de colocar esperanças num coraçãozinho (mesmo que seja o seu)!

 

4- Não tenha medo de desistir.

 source

Desistir do outro não é fracassar, é ter consciência de que algumas pessoas não valem seu esforço. Isso também serve para os objetivos: persistir é importante, mas saber a hora de partir para outra é fundamental.

 

5- Você se basta! 

giphy-3

Existem seis bilhões de pessoas no mundo, mas a única indispensável para sua vida é você mesmo. Ter gente por perto é ótimo, mas você não precisa de ninguém pra continuar vivendo.

 

6- Assuma seus erros. 

giphy-dd

Errar é humano, e ao longo da vida você vai errar feio! Nessas horas, é importante saber assumir seus erros. Desculpas não mudam o que aconteceu, mas dizem bastante sobre o caráter de alguém.

 

7- Valorize as verdadeiras amizades.

giphy-6

Amigos de verdade vão com você até o fim do mundo só por diversão. Não se deixe enganar: 90% daqueles que você considera “amigos” são apenas morcegos sugadores de felicidade.

 

8- Se aceite!  

giphy-8

Você tem defeitos, nem sempre acerta, mas tudo bem! Isso é você, é sua personalidade. Muita gente vai te amar desse jeito <3 (na verdade, as melhores pessoas são assim).

 

9- O que seria dos começos se não existissem os finais? 

giphy-7

Alguns finais são mais difíceis de superar do que outros, mas sem eles a gente não consegue iniciar novas coisas que podem ser maravilhosas. Lembre-se: todos os bons momentos da vida aconteceram depois que outros acabaram.

testeSessão de autógrafos de Não se iluda, não em Brasília

Isabela Freitas participou da sessão de autógrafos de Não se iluda, não em Brasília. O evento reuniu cerca de 400 leitores.

Confira a galera de imagens:

testeVocê vai encontrar alguém melhor

06_24

Dizem por aí que não tem nada pior do que terminar um relacionamento. Ah, talvez tenha. Terminarem por você. Sei disso porque gosto de ser sempre aquela que toma decisões, que está à frente e tem tudo sob controle. Uma perfeccionista chata, podemos dizer. Quando algo foge das minhas mãos me sinto perdida. Enfraquecida. Como se tirassem um pedaço de mim. Aquele pedaço que sempre soube o que fazer. E agora? O que eu faço? Me permito ser tola por um tempo? Imploro para que ele fique? Para que ele volte? Eu, hein.

Olha, vou dividir aqui o pouquinho do que sei sobre a vida, essa aventura louca que nos tira do sério às vezes:

1) amor não se implora;
2) e se implora, não é amor;
3) não se pede para que uma pessoa fique;
4) porque se ela ficar, não vai ser por vontade própria e sim por pena de você.

Deu para entender? É basicamente isso. Sempre que terminava um relacionamento as pessoas automaticamente começavam: “Nossa! Mas você não vai sentir falta?”. Posso até sentir. E vou. Mas se um dia a pessoa não quis estar mais ao meu lado, isso é motivo suficiente para que eu siga minha vida sem ela. Sem noia. Sem medo. Só eu, eu mesma, e os sonhos que carrego dentro do peito.

Não existe isso de que “você nunca encontrar alguém melhor”. Isso é a maior besteira que já ouvi na vida. Todo relacionamento acrescenta e ensina algo. E foi bom, foi perfeito, foi amor enquanto durou. Deu certo enquanto eterno. Porque algumas eternidades duram o tempo suficiente para o seu amadurecimento. E te ensinam que seguir em frente é sempre o melhor caminho.

Siga em frente. Saiba que o seu caminho deve ser trilhado em plena solidão. Um dia, nessas estradas da vida, você vai olhar para o lado e perceber que nunca esteve de fato sozinha. Milhares de outros rostos se iluminarão ao te ver. Corações machucados, destroçados, arrancados, batendo apenas por um fio de vida… Mas que ainda estão à procura de algo mais. Porque sabem que eles podem bem mais do que encontraram um dia.

Sempre vai existir alguém melhor. Sempre. Porque do contrário, você não vai precisar sequer ouvir essa frase. Porque vocês estarão lado a lado. Sem soltar as mãos. Sabendo que a eternidade de vocês é maior do que qualquer outra já vivida. E que por mais que o “para sempre” não exista, quando duas pessoas querem, elas podem fazer do seu pouco tempo de vida um felizes para sempre… Até quando ele durar.

testeAgora tenho vontade de ficar

13.05 - coluna

Às vezes me sinto tão vulnerável. Como se um simples sopro de vento pudesse me levantar do chão e me quebrar ao meio. Não sei… Quando era mais nova, gostava de bater no peito e dizer que aqui dentro tudo era feito de gelo. Gostava de dizer para as pessoas que eu não me importava e que, para amolecer meu coração, era preciso muito. Mas muito mesmo. E eu não estava mentindo, realmente nada me impressionava. Sempre que digo isso, me lembro de uma música do Kid Abelha que diz: “Eu tenho pressa, tanta coisa me interessa… Mas nada tanto assim.”

Por um bom tempo esse foi o meu lema. Eu tinha pressa, queria viver plenamente cada pedacinho da vida. As pessoas passavam como imagens vistas pela janela do carro. Turvas, com pressa e sem muita distinção umas das outras. Poucas conseguiam chegar perto o bastante para que eu ficasse mais um pouquinho. Parasse de contar o tempo, de olhar o relógio. Poucas despertaram em mim o sentimento de pertencer a alguém. Ou a algum lugar.

Hoje posso dizer que me sinto à vontade em ficar. Em criar raízes. Em ter a minha casa, o meu lar. Hoje quero não ter tanta pressa assim. Quero me interessar e me manter interessada. Quero ter a liberdade de voltar sempre para o mesmo lugar. Quero voar alto para, no fim do dia, pousar.

Eu sinto. Me importo. Quero amar. Quero ser o melhor que posso ser para alguém. E, se isso é maturidade, seja bem-vinda, você demorou a chegar.

testeUm pouco mais sobre o meu novo livro

não se apega não

Sempre me perguntam o que sinto ao acabar de escrever um livro. Vazio. Oco. Como se tirasse um pedaço de mim, colocasse em uma bandeja e entregasse para a editora revisar. Ei, posso pegar de volta? Me devolvam, vai. Por favor! Quando ele volta pra mim? Em breve? Tudo bem.

Terminei de escrever meu segundo livro, Não se iluda, não, e tudo que consigo pensar é: Será que vão gostar? Será que alguém vai ler? Será que vou alcançar as expectativas dos meus leitores? Pois é, meus amigos, mesmo três anos depois da primeira vez em que entrei na Intrínseca continuo sentindo um frio na barriga. É sempre emocionante. Como andar em um montanha-russa, entende?

O processo de escrita do livro novo foi muito mais natural do que o de Não se apega, não. Foi como se os personagens sussurrassem no meu ouvido: “Ei, isso tem que acontecer!”. Então eu escrevia. E escrevia mais um pouco. E me apaixonava… Mas quem estou tentando enganar? Sou uma garota que se apaixona por personagens. Demorei seis longos meses para dar vida a essa história que em breve (muito breve) estará nas mãos de vocês. Seis meses escrevendo, reescrevendo, lendo, relendo. Não é fácil, mas no final todo o trabalho compensa. É como um amigo meu sempre diz, parece “um filho sendo gerado”.

Um dia desses, fiz uma visita despretensiosa à editora, achei que só conversaríamos sobre os últimos detalhes do livro. Foi então que minha editora, Livia, me disse que havia recebido algumas sugestões de capa. Fiquei extasiada. Implorei para que ela me mostrasse (e aqui devo ressaltar que eu e minha editora temos um acordo: ela não deve me mostrar ou me contar nada antes que se concretize, pois sou ansiosa e não sei guardar segredos!), e depois de resistir muito, ela me mostrou.

Essa foi minha reação ao ver a possível capa pela primeira vez: MEU DEUS! QUERO ESSA CAPA AGORA! Fiquei tão empolgada que queria gritar aos quatro cantos do mundo que a capa mais linda do mundo era minha. Há! Que mãe coruja, hein?

Então aqui estou eu, em uma prosa com vocês, contando alguns detalhes (esses eu posso contar) do meu segundo livro para que o tempo passe mais rápido e logo vocês já o encontrem em pré-venda. A Isabela vai crescer nesse segundo livro. Emocionalmente, profissionalmente… mas, é claro, vai continuar se metendo em problemas que não têm fim. Quer melhor representação da vida do que essa? Problemas que caem dos céus no nosso colo? Isso já virou rotina, viu?

Espero que vocês gostem do Não se iluda, não tanto quanto eu. E que esperem mais um pouquinho, só mais um pouquinho. Porque em breve vocês compartilharão de uma felicidade sem igual comigo. Mais uma vez.

 

testeDiário de Isabela Freitas

marley

Quando comento que tenho quatro gatos e uma cachorrinha em casa a reação é sempre a mesma: “Nossa, você é louca.” Louca, eu? Loucas são as pessoas que passam ao lado de animais abandonados e não reservam sequer um minuto de suas vidas atarefadas para olhar com carinho. Loucas são as pessoas que planejam armadilhas carregadas de veneno para matar os animais de rua. A troco de quê? Tirar a vida de um animal vai te fazer feliz? É isso? Loucas são as pessoas que não sentem uma dor no coração ao ver o olhar de um cachorrinho sem dono. Loucas são as pessoas que abandonam seus bichinhos pelas ruas, estradas e bairros distantes, simplesmente porque eles estão velhos demais, ou doentes demais, ou gerando despesas demais. Loucas são as pessoas que tiram férias e deixam seus bichinhos na rua só para não pagarem um hotel para eles. Loucas são as pessoas que só gostam daquilo que é rotulado, daquilo que é de raça; se é de rua, não vale nada. Loucas são as pessoas que dizem que gato é coisa do demônio, que é bicho ruim. Loucas são as pessoas que não acham um absurdo que cavalos passem o dia puxando carroças e apanhando de seus donos. Loucas são as pessoas que nunca alimentaram um bichinho que estava morrendo fome. Loucas são as pessoas que maltratam e matam os animais sem um pingo de piedade. Loucos são os pais que não educam seus filhos para que eles amem os animais. Loucas são as pessoas que nunca derramaram uma lágrima ao ver um bichinho atropelado. Loucas são aquelas pessoas que nunca se emocionaram com Marley e eu. Loucas são as pessoas que vivem em suas residências enormes e não sentem falta de algo peludo para alegrá-las. Loucas são as pessoas que, apesar de loucas, acham que os loucos somos nós.

Eu não me importo de parecer louca, e se pareço, quero ser logo uma desvairada. Daquelas que abraçam cachorro no meio da rua e choram quando veem uma ninhada de gatos abandonada. Fazer o que se ultimamente o amor mais verdadeiro que existe vem dos animais? O amor que os bichinhos têm por nós é um amor incondicional que está acima de tudo, amor que nenhum ser humano é capaz de desenvolver. Vale aqui uma piada que meu pai sempre conta: “Prenda no porta-malas do carro o seu namorado e o seu cachorro por uma hora. Depois abra e veja qual deles ficará imensamente feliz em vê-la”. A resposta? Você sabe.